Uma viagem pela Arte Brasileira na Exposição: Contemporâneo, Sempre – Coleção Santander Brasil

Já pensou em fazer uma viagem por 70 anos da Arte Brasileira, num mesmo espaço, através de obras abstratas, de paisagens e também de retratos? Esse é o convite da Nova Exposição do Farol Santader: Contemporâneo, Sempre – Coleção Santander Brasil. Me acompanha nessa viagem?

A curadoria dessa exposição ficou por conta do Agnaldo Farias e do Ricardo Ribenboim, que tiveram a difícil missão de escolher entre mais de duas mil obras do Acervo do Santander, 64 para compor essa mostra! E entre os parâmetros para a escolha eles utilizaram o período e a técnica. O trabalho deles foi realmente excelente!!!! Além da incrível aula que nos proporcionaram durante a visita monitorada, que também contou com a presença da Patrícia Audi, vice-presidente de Comunicação do Santander.

Trio Fantástico!!!

A Exposição Contemporâneo, Sempre ocupa o 24° do Farol Santander e está dividida em Abstração, Retrato e Paisagem. Vale lembrar que as obras dessa mostra foram apostas, porque foram adquiridas logo após sua produção e antes de se tornarem famosas, fazendo com que o Banco se tornasse um tipo de cúmplice, um fomentador desses projetos.

Logo na entrada da Exposição, já somos recepcionas por obras abstratas de Arcangelo Ianelli, Tomie Othake e Alfredo Volpi, estrangeiros que contribuíram muito para a arte brasileira. A forma como essas obras foram dispostas nos faz enxergar um elo entre elas, na primeira há uma sobreposição e na segunda parece que a obra se abre e fecha-se o ciclo com a obra de Volpi, adotando aqui um estilo incomum.

Abstrações de Ianneli, Tomie Othake e Volpi
“Sem Título” (1978) – Tomie Othake
“Sem Título” (1960) – Alfredo Volpi

Também na entrada encontramos uma Escultura com várias formas geométricas de Emanoel Araujo.

Outra obra que também chama a atenção é o quadro “Equilíbrio” (1967) de Iberê Camargo, na qual notamos um trabalho tenso na forma como as cores e os relevos da pintura se apresentam.

Vamos conhecer agora um pouco mais sobre a abordagem Paisagem dessa Exposição. Do lado direito da sala podemos notar a Representação indígena de diversas formas, primeiro através da pintura, que foi usada por muito tempo como forma de documentação,  e também através da fotografia, nessa obra tão marcante “Conselho de homens Xicrin- Kayapo” (Estado do Pará, Amazônia, 1966) captada pela lente da incrível Claudia Andujar. Reforçando, dessa maneira que todas as linguagens devem ser respeitadas e tem sua riqueza!!!

“Conselho de homens Xicrin- Kayapo (Estado do Pará, Amazônia, 1966) – Claudia Andujar

Ainda no quesito Paisagem, dentre tantas obras belíssimas se destacam  “Cavalo, Casebre e Paisagem” (1959) de Candido Portinari e “Baile no Campo” de Cícero Dias.

“Cavalo, Casebre e Paisagem” (1959) – Candido Portinari
“Baile no Campo” de Cícero Dias

Vamos percorrendo a Exposição, que foi montada de forma sinuosa para dar a ideia do movimento da arte, e nos deparamos com o artista Paulo Almeida, executando sua Pintura da série “Palimpsestos”, na qual ele vai pintando o que está ao seu redor e conforme o ambiente vai sendo modificado, sua obra se altera também, através de sobreposições. No vídeo está o momento em que ele está começando a pintar a ponte que está na outra extremidade do corredor onde está sua obra, dá sua uma olhadinha nesse privilégio de acompanhar ao vivo o trabalho do artista link do vídeo do Paulo no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=U6OXOHdmj_8&feature=youtu.be

Ateliê do Paulo
Com o Artista Paulo Almeida

Agora seguindo para a abordagem Retrato, uma obra que merece destaque é a “Mulata na Cadeira” (1970), de Di Cavalcanti, que também está representada na forma tátil no projeto acessibilidade. Assim como a obra “Circo”(2008) de Luiz Braga.

Mulata na Cadeira e na forma tátil
“Circo”(2008) – Luiz Braga e em sua forma tátil

Outra obra que também chamou muito a minha atenção foi a “Figura”(1948) de Milton Dacosta, que me transmitiu muita doçura a serenidade no olhar…

Com a “Figura”

A Exposição ainda conta com várias outras obras, incluindo pinturas, fotografias e até esculturas como a “Tocadora de Guitarra” (1923) de Victor Brecheret, que é a obra mais antiga da mostra.

A Exposição ainda conta com uma parte interativa: um espaço multimídia no qual as obras projetadas na parede podem ser alteradas pelos gestos do visitante!

Lembrando que a Exposição ficará ee cartaz até o dia 05 de janeiro de 2020, no 24°andar do Farol Santander (Rua João Brícola, 24). Para saber mais informações é só dar uma olhadinha no site: www.farolsantander.com.br . E se quiser saber mais sobre o edifício e outras exposições que já visitei lá é só conferir o nosso link : https://cadaviagemumabagagem.com/caminhando-pelo-centro-historico-de-sao-paulo/

E com essa vista linda do 26° andar do Farol Santander, me despeço… Espero que tenha gostado dessa nossa viagem no universo das artes. Muito obrigada pela companhia e te espero na próxima postagem! Até lá!!!

Uma volta ao passado na Casa das Caldeiras

O cenário é rodeado de arranha-céus espelhados, shopping center, estádio de futebol, uma avenida movimentada e ao olhar para o lado direito, na Avenida Francisco Matarazzo, no sentido bairro, nos deparamos com uma construção em tijolinhos e três chaminés enormes, como se o fosse um recorte no tempo…

Meu convite de hoje é para juntos fazermos  “Uma volta ao passado na Casa das Caldeiras”!  Me acompanha?

Vamos embarcar nessa viagem?

Tudo começou em 1891, quando o italiano Francisco Matarazzo (que mais tarde levaria o título de Conde) chegou à cidade de São Paulo, mas já estava no Brasil há um tempo e morava em Sorocaba, onde trabalhava produzindo gordura de porco. Ao chegar na capital fundou algumas fábricas na região do Brás e da Mooca para produzir algodão e trigo. Por muito tempo, foi o único fabricante desses produtos no país. Com o crescimento da produção e necessidade de expansão da empresa, precisava de espaço, então descobriu esse terreno de mais de 100 mil m², uma área compreendida entre onde atualmente estão o Viaduto Antártica e o Viaduto Pompéia. Esse local foi escolhido, além do grande espaço, por ser próximo à linha férrea e ter a água do Rio Tietê próxima também! As novas fábricas começaram a ser construídas em 1920, por essa foto do postal dá pra você ter uma ideia desse Complexo Industrial da Casa das Caldeiras

Cartão Postal de Complexo Industrial no seu auge

Mas voltando pra atualidade, quem me acompanhou no passeio de hoje foi a minha irmã Ane e quem nos guiou nesse tour, que faz parte da Jornada do Patrimônio 2019, foi o Júnior, um excelente anfitrião que realmente nos fez mergulhar no passado, revivendo essa memória paulistana. Ah! Lembrando que na Jornada do Patrimônio 2018, visitamos o Palácio da Justiça, se você ainda não viu ou quer rever a matéria é só dar uma olhadinha nesse post: https://cadaviagemumabagagem.com/no-caminho-da-justica-visita-ao-museu-do-tribunal-e-ao-palacio-da-justica/.

Voltando a falar de história, a Casa das Caldeiras surgiu com a necessidade de gerar energia termoelétrica para todo esse complexo das Indústrias Matarazzo (também conhecidas pelas sigla IRFM- Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo). Então foi feita um adaptação dos galpões pra viabilizar essa geração de energia. Trouxeram uma caldeira da Inglaterra e em 1923  foi construída a primeira e principal Chaminé Central, que tem mais de 30 metros de altura e você se depara logo que entra na Casa das Caldeiras.

Com a Chaminé Central

Em 1936 foi construída uma Segunda Chaminé, que também tem mais de 30 m de altura, e fica onde era a Antiga Entrada Principal da Casa das Caldeiras. Essa era a principal entrada porque ficava mais perto dos trens. Também tem uma Terceira Chaminé do outro lado e apesar de serem bem parecidas, tem algumas diferenças entre si, como o acabamento e outros detalhes, como por exemplo, a parte de cima da segunda Chaminé que foi recuperada com a restauração de 1999, mas que ficou diferente da base.

Vale lembrar que a arquitetura da Casa das Caldeiras foi sofrendo modificações ao longo do tempo e essas marcas podem ser percebidas na Antiga Entrada Principal, como a construção de um piso superior e também na Lateral da Casa, com o fechamento das janelas, entre outras alterações.

Na Entrada Antiga com o segundo piso…
Detalhe das Janelas do Primeiro Piso Fechadas com Tijolos…

Em 1937, o Conde Francisco Matarazzo faleceu, e o seu filho Francisco Matarazzo Junior assumiu a empresa e continuou crescendo, tanto que comprou 12 Locomotivas iguais a essa da foto (que foi uma das únicas a permanecer e está exposta na frente da Casa das Caldeiras e era chamada carinhosamente de Filomena) e que serviam para levar a produção das fábricas até os vagões de trem da Estação Ferroviária e cujo carregamento era feito através de Passarelas como essa.

Ane quase andando na linha…
Detalhe do Vagão de nome Filomena
Passarela que ligava a Casa das Caldeiras à linha férrea

As Indústrias Matarazzo continuaram crescendo e em 1953 receberam mais três caldeiras e Casa das Caldeiras (que era considerada a “cozinha” de todo o complexo das fábricas) foi dividida em dois pisos. Esse Salão dos Tanques era a base de máquinas e o que parece um submarino é reservatório de água e é original da época, já os tanques laranjas foram colocados depois da restauração, que aconteceu entre 1998 e 1999, após os 30 anos de abandono Casa, que começou a entrar em desuso e se deteriorar a partir de 1969.

Salão dos Tanques
Detalhe do Tanque “Submarino”

A Casa das Caldeiras foi tombada 1986 pelo CONDEPHAT pela sua importância histórica para a cidade, pois marca a transição da cultura agrária para a industrial.  E a partir da sua revitalização em 1999, passou ter uma ocupação mais cultural, que se intensificou em 2005, com a criação da Associação Cultural Casa das Caldeiras, que desenvolve projetos artísticos e culturais. Além disso, a Casa das Caldeiras também pode ser locada para eventos. Já imaginou que show sua festa ou casamento aqui? Se quiser saber mais detalhes é só dar uma conferida no site: http://www.casadascaldeiras.com.br.

Agora voltando para o nosso passeio, fomos conhecer uma Caldeira e sua Fornalha que era alimentada por lenha e depois por carvão para produzir a energia termoelétrica que iam para o Maquinário no piso superior.

Túnel onde ficava a Caldeira

Vale lembrar que aqui trabalharam cerca de 30 mil pessoas para manter toda essa estrutura funcionando e garantir a produção de energia para as fábricas. Vamos visitar agora o túnel que servia para escoar a fumaça pelas chaminés. O projeto de sua construção era italiano e ele fica na mesma altura da linha férrea e não no subsolo como se imagina. Aqui também foi possível visitar as Chaminés por baixo e ter uma ideia de sua dimensão.

Agora fomos visitar a Parte Externa da Casa das Caldeiras e foi possível perceber a mudança arquitetônica acompanhando as mudanças na indústria, como por exemplo,  as janelas do térreo foram fechadas com a construção do piso superior e o espaço aberto desse piso, onde estão as cortinas, era pra ventilação. Vale lembrar que essa parte superior servia como depósito de resíduos.

Parte Externa…
Parte Externa e o Detalhe das Cortinas…

Já que estamos falando do Piso Superior, seu Telhado era de cerâmica e com a restauração foi modificado para telha metálica, então foi feito um jateamento com espuma pra isolamento acústico por conta dos eventos e festas da Casa. Ah! A Sala Lateral desse piso era onde funcionava a sala das máquinas e onde ficam os tanques que ainda tem óleo.

Sala Lateral
Máquina da Sala Lateral
Tanques da Sala Lateral

Na parte externa da Casa das Caldeiras, podemos observar uma bonita construção em tijolinhos, que é a Casa do Eletricista, local onde ficavam as instalações pra transmitir a energia gerada nas caldeiras para as fábricas.  A Casa do Eletricista foi tombada junto com a Casa das Caldeiras em 1986 e a área verde ao lado dela tem que ter preservada servindo como descanso visual e as duas Casas (das Caldeiras e do Eletricista) devem estar conectadas. Essa casa já abrigou exposições, teatro, restaurante, e no momento está fechada para reforma, mas mesmo vendo somente sua parte externa, já dá pra perceber todo o charme de sua arquitetura.

Casa do Eletricista

Voltando a falar um pouco mais de história, as Indústrias Matarazzo produziam de tudo, tinha desde serraria, refinaria, frigorífico até a fabricação de  perfumes, enfim, era um verdadeiro império, mas começou a decair em 1969, sendo que toda a área das fábricas foi sendo vendida e demolida para a construção de grandes prédios, o que iria acontecer com a Casa das Caldeiras, se não fosse um detalhe: as chaminés. Isso mesmo, as Chaminés salvaram a Casa por serem consideradas o marco do Complexo Industrial da Água Branca, o símbolo da região, tendo assim um grande valor histórico.

As Chaminés Salvadoras!!!!

Porém, o restante  das fábricas não teve a mesma sorte… Tudo foi demolido dando origem a novos empreendimentos e como forma de compensação ambiental por esses novos imóveis, foi construída a Praça Francisco Matarazzo Junior no local onde era a fábrica de perfumes e velas.

A Beleza da Praça Francisco Matarazzo Junior
Praça Francisco Matarazzo Junior

E com esse prédio mais baixo à direita da foto, que foi construído em 2010 onde era a antiga fábrica de margarina, finalizamos esse tour de hoje com essa linda foto do grupo, feita por Nickolas Floriano. Se você gostou desse passeio e não quer esperar pela próxima Jornada do Patrimônio, pode entrar em contato pelo e-mail: contato@casadascaldeiras.com.br para fazer o agendamento de grupos para a visitação, que ocorre pelo menos duas vezes ao mês.

O Grupo do Tour!!!

Mas antes de nos despedirmos desse roteiro especial, tivemos a oportunidade de conhecer o Projeto Mantas do Brasil, que visa a preservação e proteção das Mantas (uma espécie de raia, cuja maior delas por chegar a 8m – o tamanho do domo dessa estrutura – e pesar até duas toneladas). Através de projeções nesse inflável foi possível aprender um pouco mais sobre nossa riqueza marinha e como a participação de todos para salvar nosso planeta é fundamental!!! Se você quiser saber um pouco mais sobre esse lindo trabalho é só olhar o site: www.mantasdobrasil.org.br.

Inflável do Projeto Mantas do Brasil
Projeção da Manta

Ah! Vale lembrar que a Casa das Caldeiras ainda tem Espaços Lindos para você tirar aquelas fotinhos para postar nas redes sociais!!!

Ane literalmente na Passarela

Agora sim, terminamos nosso passeio!!! Agradeço de coração sua companhia e te espero na próxima postagem!!!

Casa das Caldeiras, Muito obrigada por existir!!

No Universo das Letras da Exposição Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade

Você já parou para prestar atenção na quantidade e diversidade de letras e algarismos presentes por onde você passa? E se eles tivessem algo mais para dizer além da simples informação que estão prestando?

Foi pensando nesse despertar para a observação que foi criada a Exposição “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade”, que está no Farol Santander em São Paulo e quero que você conheça comigo. Vamos começar nossa viagem por esse universo das letras?

Como te falei essa exposição está no Farol Santander (no 19º e 20º andares) e vai ficar até o dia 03 de novembro de 2019. Na postagem anterior falei bastante sobre o Farol e passei várias dicas do que visitar nele e como aproveitar melhor essa visita. Se você ainda não viu ou quer relembrar é só clicar nesse link para ir para a postagem e depois voltar aqui para continuarmos: https://cadaviagemumabagagem.com/caminhando-pelo-centro-historico-de-sao-paulo/ .

A Exposição “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade” é coletiva e mostra como a tipografia (arte da criação e impressão das letras) urbana pode ajudar a decifrar e entender melhor São Paulo. A curadoria é do Leonel Kaz, que nos contou que a exposição era para ser mais acadêmica, porém, conforme foi se desenvolvendo, tornou-se mais imersiva, principalmente devido ao local onde o Farol se encontra, cercado de uma tipografia bem peculiar, que sempre fala conosco, mas que agora conseguiremos dialogar com ela.

Com o Curador Leonel Kaz

A Exposição “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade”  começa no 20º andar com um vídeo que fala sobre a  Evolução da Escrita, desde os primórdios da humanidade com os desenhos nas cavernas até os dias atuais, mostrando como as letras acompanham a arquitetura e as artes e trazendo uma série de curiosidades que eu nem imaginava. E do outro lado desse vídeo, você se depara com Prateleiras cheias de Letras vindas de Portugal…

Letras vindas de Portugal

Continuando nesse andar, você vai encontrar a “Sala dos Alfabetos”, composta de cartazes de alfabetos em vários idiomas, alfabetos clássicos e contemporâneos, além de alfabetos criados por brasileiros, em virtude do que observavam pelas ruas do país.

Sala dos Alfabetos
Fontes em destaque

Também terá a oportunidade de ver um painel com letras em diversas bases como vidro, azulejo e tijolo, que é “O Feito à Mão”¸ do Victor Tognollo e da Camila Actum (do Estúdio Itálico), com a participação de Gui Menga, que também é o responsável pela Caligrafia dos painéis laterais.

Os Artistas das obras “O Feito à Mão” e “Caligrafia” : Camila Actum, Victor Tognollo e Gui Menga

Nesse andar também há a apresentação de dois vídeos:  “Em Torno do Farol” e “Hystory of Typography” (História da Tipografia)¸ cujas telas de projeção foram um “X”. Também há um painel de 14m² com o Grafite de Daniel Melin, outro Painel em Serigrafia do Gilberto Tomé e o Pixo em Neon do artista Alexandre Orion.

“O Pixo em Neon”

Uma sala que tenho certeza que vai chamar sua atenção é a da fachada das Lojas Brodway, que conta com lindos painéis, além da Oficina de Carimbos, na qual você pode pegar uma folha com a letra que quiser e carimbar e estilizar do seu jeito para levar que recordação pra casa.

Um dos painíes dessa Oficina

Também merece destaque a obra “Oficina do Giz”, da Cristina Pagnoncelli, que consiste num painel de 14m² com várias letras escritas com giz de uma forma primorosa.

A Artista Cristina Pagnoncelli na sua Oficina do Giz
A Volta ao Giz…

Depois de explorar esse andar, chegou a hora de ir para o 19º andar, que onde estão expostas mais de 200 fotografias em backlight, distribuídas em oito estruturas curvilíneas, nos fazendo passear pela tipografia da cidade desde a década de 40 até a atualidade.

A viagem pela São Paulo das décadas de 1940 e 1950, através de seus letreiros e cartazes, é feita por meio das fotos de Peter Scheier, Alice Brill, Henri Ballot, Marcel Gautherot , Hildegard Rosenthal, entre outros, que através de suas fotografias jornalísticas, contribuíram muito para mostrar como era o Brasil.

São Paulo nas…
Décadas de 40 e 50

Avançando no tempo, vemos a influência e a modificação das letras com o passar dos anos através das fotos de José Roberto D’Elboux. E em certos momentos, você vai lembrar de já ter visto o que está sendo retratado em algum lugar…

Pelas lentes de D’Elboux
Detalhes das Fachadas…

Essa mesma sensação também está presente nas fotos de Maurício Nahas,  que fez esse material especialmente para essa exposição.

A tipografia de São Paulo por Maurício Nahas

A exposição também conta com fotos de Renato de Cara e traz um  Espaço Imersivo, no qual você pode entrar no meio de uma Projeção de Letras, sentir como se elas invadissem seu corpo e brincar com essa sensação. Além de Games para descobrir a fonte de letra que mais combina com você, escrever seu nome na chuva e na praia, entre outros jogos.

Na projeção…
Resultado dos Games

Já deu pra perceber quanta coisa boa tem pra fazer nessa exposição, não é mesmo? E o melhor de tudo é como você vai sair dela, com uma observação e um olhar bem mais aguçados. Ah! Quero te lembrar que o Farol Santander fica na Rua João Bricola, 24 e funciona de terça a domingo das 9h às 20h. Os ingressos custam R$25 (inteira), R$12,50 (meia) e R$22,50 (para Clientes Santander). Mais informações estão no site: www.farolsantander.com.br.

Espero que tenha gostado desse nosso mergulho no universo das letras e te espero na próxima postagem!!! Até Breve!!!

No caminho da Justiça: Visita ao Museu do Tribunal e ao Palácio da Justiça

Quer conhecer um pouco mais sobre a arquitetura e curiosidades das construções de prédios icônicos da justiça de São Paulo? Hoje meu convite é para que você me acompanhe na 4ª Jornada do Patrimônio 2018 e venha visitar o Museu do Tribunal de Justiça e o Palácio da Justiça! Vamos?

Justiça
No Caminho da Justiça

Nosso passeio começa pelo Palacete Conde de Sarzedas, que é a sede do Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo desde 2007. Porém o prédio foi construído para residência e permaneceu com essa finalidade até próximo da década de 40.

Palacete Conde de Sarzedas Museu TJ
Palacete Conde de Sarzedas

O Palacete foi construído no final do século XIX por Luís de Lorena Rodrigues Ferreira, que era bisneto do 5º Conde de Sarzedas (por isso o nome do edifício), que casou-se com a francesa Marie Louise Belanger e a trouxe para viver no palacete com ele, pela diferença de idade entre os dois (ele tinha 60 anos e ela 18) surgiram boatos que ela era sua amante e o prédio era conhecido como “Castelinho do Amor”. Mas o que importa é o amor e a atmosfera aconchegante desse lar. Eles tiveram um filho, que foi a pessoa que mais aproveitou esse ambiente, vivendo ali até 1939.
O lugar é realmente de uma beleza arquitetônica incrível, logo no hall de entrada você já se depara com esse teto maravilhoso e a primeira sala onde estava acontecendo um sarau também é de encher os olhos.

Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo
Teto do Hall de Entrada

Palacete do Conde de Sarzedas
Detalhes da Sala do Palacete

 

 

 

 

Museu do TJ SP
Corredor do Museu

Seguimos por um belíssimo corredor que foi restaurado desde o teto até o piso e teve seus vitrais vindos a maioria da França. Aqui estão expostos objetos de época, como relógios, calculadoras, protocolos, coleiros, entre outras peças.

Palacete Conde de Sarzedas
Objetos de época do Palacete

Museu do TJ
Protocolo antigo

 

 

 

 

 

 

Na sala seguinte fica a exposição “O Júri”, na qual foi possível conhecer um pouco da história do Tribunal do Júri, que é um tribunal popular onde a decisão pela inocência ou culpabilidade do réu cabe aos jurados, através da votação dos quesitos (perguntas objetivas cujas respostas são: “sim” ou “não”) e a sentença prolatada pelo juiz é baseada nessa decisão.

Museu TJ SP O Júri
Mesa do Juiz na Sala do Júri

A Escola de Atenas Museu TJ
Mesa do Escrevente com “A Escola de Atenas” ao fundo

Aqui estão expostos alguns dos processos de grande repercussão nacional, bem como as vestimentas do juiz, promotores e advogados, a mesa do juiz, do escrevente, as urnas para os sorteios dos jurados, um crucifixo e um belíssimo quadro réplica do afresco “A Escola de Atenas” de Rafael di Sanzio, que simboliza a busca da verdade no âmbito filosófico e que se aplica perfeitamente à busca da verdade no âmbito judiciário.

 

 

Museu TJ SP
Crucifixo do Museu

Museu TJ SP
Beca do Advogado

 

 

 

 

 

 

 

 

Palacete Conde de Sarzedas
Escadaria do Palacete

No andar superior tem uma sala de estar decorada com mobiliário da época em que era residência da família, inclusive com fotos do casal: Luiz de Lorena Rodrigues Ferreira e Maria Luiza (Marie Louise) Belanger Rodrigues Ferreira.

Donos do Palacete
Primeiros proprietários do Palacete

 

 

 

Palacete Conde de Sarzedas
Sala de estar do Palacete

E ao lado tem uma sala em homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, com uma parte do piso transparente para que possa ser visto como foi o processo de suporte para a restauração da estrutura do prédio.

Museu TJ SP
Exposição da Revolução de 1932

Museu TJ SP
Restauro do Prédio

 

 

 

 

Palacete Conde de Sarzedas
Palacete Conde de Sarzedas

Ficou com vontade de conhecer mais do Palacete? Então é só conferir mais informações no site: http://www.tjsp.jus.br/museu e as visitas monitoradas podem ser agendadas pelos telefones: (11) 3295-5818 /5819 ou pelo e-mail: museutj@tjsp.jus.br. O museu funciona de segunda à sexta das 11h às 17h com entrada gratuita e fica na Rua Conde de Sarzedas, 100 –  próximo à estação Sé do metrô.

Nosso passeio continuou com a visita guiada ao Palácio da Justiça, que é a sede do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, um projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, cuja inauguração se deu em 25 de janeiro de 1942.

Palácio da Justiça SP
Palácio da Justiça

Salão dos Passos Perdidos
No Salão dos Passos Perdidos

A fachada já impressiona com sua imponência e união dos estilos neoclássico e barroco, mas o encantamento é ainda maior no hall de entrada, onde fica o “Salão dos Passos Perdidos”, com suas 16 colunas de granito vermelho de Itu que pesam cerca de  15 toneladas (e na época da construção foram içadas por roldanas e com as força dos operários porque não tinha guindaste), o teto com detalhes de ouro e marfim e o tapete vermelho que conduz à sala do júri. Existem várias hipóteses para o nome “Salão dos Passos Perdidos”, entre elas seria porque as pessoas que estavam esperando para se apresentarem ao juiz ficavam ali andando de um lado para outro nesse salão, bem como as pessoas que estavam esperando pelo resultado do julgamento nas sessões do Tribunal do Júri.

Sala do Júri Palácio da Justiça
Salão do Júri

No “Salão do Júri” fomos recepcionados pelo monitor Paulo que nos deu uma aula sobre o funcionamento da Justiça Estadual de São Paulo, incluindo o Tribunal do Júri e o Tribunal de Justiça em si, contou como eram as sessões no Salão do Júri até 1988 (quando passaram a ser realizadas nas varas do júri do Fórum Criminal da Barra Funda), mostrou onde ficavam o juiz, os jurados, os promotores, os advogados, as testemunhas, o réu e o público que ia assistir ao julgamento.

Salão do Júri Palácio da Justiça
Mais um ângulo do Salão do Júri

Sala do Júri
Bancos dos Jurados

 

 

 

 

 

 Salão do Júri TJ SP
Crucifixo do Salão do Júri

Ele nos explicou também todo o processo de construção do Palácio da Justiça e cada peculiaridade da riqueza arquitetônica desse edifício, como o significado dos vitrais, das figuras de leões e águias nas paredes e nos lustres, entre outros símbolos, e principalmente o porquê da imagem de Jesus Cristo Crucificado na parede do salão: um alerta para o maior erro judiciário cometido na história da humanidade, lembrando a todos do cuidado que devem ter ao analisar o caso que está sendo julgado.

Mesmo não sendo mais utilizado para sessões de julgamento, o Salão do Júri mantém sua configuração original (foi tombado pela Condephaat da Secretaria da Cultura em 1981) e é utilizado para visitas monitoradas, cerimônias de posse e outros eventos culturais.

Poeta Paulo Bomfim
Poeta Paulo Bomfim

A próxima sala a ser visitada foi o Espaço Cultural “Poeta Paulo Bomfim”, cuja monitoria ficou por conta do Nelson, que nos explicou que essa era a sala secreta dos jurados e em 2009 passou a ser um espaço de homenagem ao Poeta Paulo Bomfim, que é funcionário do Tribunal de Justiça, autor do hino do TJ, membro da Academia Paulista de Letras e autor de grandes obras que retratam seu amor e respeito pelo judiciário e pela cidade de São Paulo. Acho muito interessante essa homenagem à pessoa enquanto ela está viva e pode receber esse carinho e reconhecimento pelo trabalho.

Poeta Paulo Bomfim
Algumas premiações do Poeta

Sala Paulo Bomfim
Revolução de 1932

Nesse espaço também tem uma exposição em homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, com um acervo que destaca sua importância histórica para todo o judiciário brasileiro.

 

A seguir fomos visitar a Sala “Desembargador Emeric Levai”, tendo como anfitriã a monitora Cláudia, que nos explicou que esse espaço já serviu como dormitório para os jurados (pois estes eram incomunicáveis e não podiam sair do tribunal enquanto o julgamento não terminasse) e que desde 1995 expõe parte do acervo do Museu do Tribunal de Justiça (que foi nosso primeiro passeio de hoje).

Objetos Históricos
Urna, sineta e tinteiro

A sala abriga diversas peças históricas, como tinteiros, urnas, livro de registro de feitos, a colher de pedreiro do assentamento da primeira pedra do Palácio em 1920,  e até a vara do juiz ordinário, que simboliza a autoridade do juiz (deveria estar sempre com ele, sob pena de multa) e também significa a condução coercitiva ao magistrado, dando origem à expressão “conduzido debaixo de vara”.

Palácio da Justiça
Vara do Juiz Ordinário

Palácio da Justiça
Colher de pedreiro histórica

 

 

 

 

 

 

Essa sala também tem fotos de grandes nomes do judiciário brasileiro e o brasão de armas de São Paulo pintado na parede. O teto tem pinturas e em uma das paredes é possível como é feito o processo de restauração, com uma parte apresentando a pintura original desgastada pelo tempo.

Sala Desembargador Emeric Levai
Sala Desembargador Emeric Levai

 

Plenária do Palácio da Justiça
Plenária do Palácio da Justiça

Para finalizar nosso tour, fomos conhecer “A Plenária”¸ que fica no 5º andar, tem o nome de “Sala Ministro Manoel da Costa Manso” e também é conhecida como  “Salão Nobre”.

 

Plenária do Palácio da Justiça
É realmente um Salão Nobre

Plenária do Palácio da Justiça
Bancada da Plenária

 

 

 

 

Aqui ocorre o julgamento de matérias de natureza administrativa e específicas pelo Órgão Especial, formado por 25 desembargadores. A sala é encantadora, desde o teto, passando pelas paredes com pinturas folhadas a ouro, pelos móveis, até chegar nos vitrais que representam as “Sete Virtudes da Justiça”, como o Pensamento, a Paz, a Inocência, o Passado, a Verdade, a Esperança e a Temperança.

Plenária do Palácio
Detalhes dos Vitrais e Pinturas

E para encerrar o roteiro com chave de ouro foi realizado um “quiz” com questões sobre as informações  que foram passadas na visita, eu acertei uma delas e ganhei um kit do TJ. Sei que você está curioso para saber o que tinha na sacolinha, não é? Então vou te contar: eu ganhei um calendário, lindos postais do Palácio e de seus detalhes arquitetônicos, marcadores de página, livros informativos entre outros brindes.

Quiz da Plenária
Com Nelson, Paulo e Cláudia na Premiação do Quiz

Palácio da Justiça
Beleza arquitetônica do Palácio da Justiça

O Palácio da Justiça realmente impressiona por sua grandiosidade arquitetônica, desde as salas que visitamos, passando pelo hall, pelas escadarias, até os corredores, enfim, tudo foi construído e é mantido com muito zelo e cuidado. Foi um privilégio fazer essa visita!

Salão dos Passos Perdidos
Vista Superior do Salão dos Passos Perdidos

Se você gostou da postagem e quer conhecer pessoalmente, basta entrar em contato pelos telefones: (11) 3117-2615 (de segunda à sexta das 9h às 19h) ou pelo e-mail: visita@tjsp.jus.br. Lembrando que as visitas monitoradas precisam ser agendadas e são para grupos, mas as visitas guiadas individuais podem acontecer em eventos como esse que participei (Jornada do Patrimônio), em viradas culturais, entre outros. E próximo evento será a 12ª Primavera dos Museus (dias 22 e 23 de setembro de 2018 com visitas monitoradas às 11h, 14h e 16h30). Ou então, você pode visitar diretamente, sem monitoria, de segunda à sexta das 12h30 às 18h. O Palácio da Justiça fica na Praça Clóvis Bevilacqua, s/n, próximo à estação Sé do metrô. Para saber mais detalhes, é só dar uma olhadinha no site: http://www.tjsp.jus.br/Museu/PalacioDaJustica

Muito obrigada por ter me acompanhado em mais essa experiência. Se puder, compartilhe como foi pra você percorrer o Caminho da Justiça…

Turistando no Parque do Ibirapuera

Está visitando a cidade de São Paulo ou é morador daqui, tem uma folguinha e não sabe o que fazer?
Eu te convido a me acompanhar nesse passeio pelo Parque do Ibirapuera (tenho certeza que você não vai se arrepender).
Esse pulmão de São Paulo ocupa uma área de 158 ha,  fica localizado na zona sul da capital (Avenida Pedro Álvares Cabral – Vila Mariana) e é aberto diariamente das 05h às Oh.

Ponte Ibirapuera
Cruzando a Ponte do Lago

É perfeito para quem quer estender uma toalha, fazer um pic nic e ficar apreciando os cisnes no lago. Para quem só quer relaxar e contemplar o visual. Para os esportistas é excelente para andar de bike, andar de patins, correr ou caminhar sozinho ou acompanhado de seu cão, enfim, motivos não faltam para desfrutar desse passeio.

Parque do Ibirapuera
Descansando um pouquinho para continuar a caminhada…

obelisco mmdc
Obelisco do Ibirapuera

Uma sugestão para complementar o passeio ao parque é visitar o Obelisco do Ibirapuera (https://parqueibirapuera.org/areas-externas-do-parque-ibirapuera/obelisco-do-ibirapuera/) Que na verdade é um Mausoléu em homenagem aos Heróis da Revolução Constitucionalista de 1932 (M.M.D.C. – Martins, Miragaia, Drausio e Camargo e muitos outros  combatentes que conforme a placa “Viveram pouco para morrer bem, morreram jovens para viver sempre”). Além das urnas funerárias e vídeos explicativos, o interior desse monumento de 72m de altura possui capelas com cenas da vida de Jesus Cristo retratadas em belíssimos mosaicos.

Interior Obelisco do Ibirapuera
Capela do Obelisco

Se você está procurando cultura, o Parque do Ibirapuera também é uma excelente opção, conta com vários museus, que sempre trazem exposições muito interessantes. Vou começar falando do MAM (Museu de Arte Moderna), que foi fundado em 1948 por Francisco Matarazzo Sobrinho e ocupou várias sedes até se instalar em 1968 na Marquise do Parque. Seu acervo é significativo (mais de 4000 obras), bem como sua biblioteca, além de oferecer cursos e visitas educativas. Tudo isso para que a arte esteja cada vez mais próxima do público, como na exposição que fui no ano passado: “Cidade da Língua: Bompas&Parr”, onde cada sentido era trabalhado relacionado ao alimento, numa  instalação, por exemplo, o mesmo tipo de chocolate era degustado em várias estações com trilhas sonoras diferentes, e por mais incrível que pareça, o sabor mudava… Quer saber mais sobre a programação e exposições atuais? Dê uma olhadinha no site: http://mam.org.br/

Cidade da Língua Bompas &Parr
Fonte da Exposição Cidade da Língua

Bompas & Parr
Aos sons e sabores

 

 

 

 

 

 

 

Outro museu que vale muito a pena conhecer é o MAC (Museu de Arte Contemporânea), que fica em frente ao parque na Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 (se você estiver dentro do parque é só atravessar a passarela que já está lá). Ele foi criado em 1963 (desde 2012 ocupa o prédio atual), pertence à Universidade de São Paulo e conta com cerca de 10 mil obras. Também oferece cursos, eventos, biblioteca e exposições incríveis. Para ficar por dentro de tudo que acontece no MAC USP é só conferir o site: http://www.mac.usp.br/mac/

Logo que você chega no MAC já é recepcionado(a) por esse gatinho (“Um Amor sem Igual, 2011″  de Nina Pandolfo). Eu que sou gateira me apaixonei… Depois me encantei por várias obras, como não dá pra postar tudo, escolhi essas…

Zootécnico Elefante
Elefante em espuma – “Zootécnico, 2009” de João Loureiro

Rosácea
“Rosácea, 1984” de Maria Bonomi

 

 

 

 

 

Continuando nosso tour, um passeio indispensável é na OCA: um pavilhão de exposições dentro do parque que foi projetado por Oscar Niemeyer em 1951 e desde 2017 integra os edifícios do Museu da Cidade. Sua arquitetura peculiar já é um convite para a visitação e as exposições que ela abriga são sempre surpreendentes, desde a arte chinesa (“China Arte Brasil”), arte sacra (“Esplendores do Vaticano – Uma Jornada Através da Fé e da Arte”) e arte dos mayas  (“Mayas: revelação de um tempo sem fim”), passando pelo corpo humano (“Corpos – A Exposição”) e até homenageando o nosso rei da música, o cantor Roberto Carlos (“Roberto Carlos – 50 Anos de Música”), enfim, toda essa infinidade de temas, regadas com riqueza de detalhes e excelentes curadorias acendem a lanterna da curiosidade para saber qual será a próxima exposição… Mais detalhes podem ser encontrados no sites: http://www.museudacidade.sp.gov.br/oca.php e https://parqueibirapuera.org/equipamentos-parque-ibirapuera/oca-do-ibirapuera/

A última exposição que visitei na OCA foi Art of the brick “ de Nathan Sawaya, mais conhecida como Exposição de Esculturas de Lego, um trabalho excepcional desse artista, que inicia a exposição nos mostrando numa projeção que “Sonhos são construídos… uma peça por vez”. A partir daí vai nos surpreendendo com a qualidade e perfeição da sua arte (cada nota explicativa das obras, além do nome, trazia a quantidade de peças de lego utilizadas e uma frase que nos instigava a refletir não só sobre a obra, mas principalmente sobre nós). Como você  já percebeu, eu amo fotos, queria postar todas aqui e contar o que cada uma representou para mim, mas ninguém teria paciência para ver, então vou mostrar  só duas…

The Art of the Brick na OCA
Uma pausa para reflexão

Dinossauro de Lego
Dinossauro de Lego -“Dinosaur” de Nathan Sawaya

 

 

 

 

 

No mesmo dia que fui nessa exposição, tive sorte que também estava acontecendo a 32ª edição da Bienal de Artes de São Paulo, que é realizada no Pavilhão da Bienal (ou Pavilhão Ciccillo Matarazzo – mais um dos prédios do Parque do Ibirapuera que foi projetado por Oscar Niemeyer e que já compensa a visita por sua riqueza arquitetônica). Além de exposição de artes, esse pavilhão recebe vários eventos, entre eles a “Mostra Viajar”, uma verdadeira viagem pelos roteiros através de seus sabores, sons, experiências virtuais, entre outros recursos que encantam e fazem você querer voltar na próxima (fui em 2017, 2018 e já estou esperando pela próxima). Mais informações sobre os eventos do Pavilhão da Bienal podem ser vistos no site: http://www.bienal.org.br/ E voltando a falar da Bienal de Artes, o tema era “Incerteza Viva” e nos estimulava a sermos mais questionadores e estarmos atentos a tudo ao nosso redor, aguçando nossos sentidos…

Mostra Viajar 2017
Aquele Axé da Baiana Marli

Bienal de São Paulo
Ouvindo o Parque na Bienal

 

 

 

 

 

 

Pensa que acabou? Ainda não!!!! Você pode aproveitar para visitar o Museu Afro Brasil, que também fica dentro do parque próximo ao portão 10. Foi inaugurado em 2004 e possui mais de seis mil obras em seu acervo que retratam a importantíssima cultura afro e como ela nos influencia. Toda a programação e informações sobre o museu estão disponíveis no site: http://www.museuafrobrasil.org.br/

Sobrou mais um tempinho? Não deixe de se encontrar e se encantar com as estrelas do Planetário do Ibirapuera (ou Planetário Professor Aristóteles Orsini)que foi inaugurado em 1957 (mas precisou ser fechado para reformas em 2013 e foi reinaugurado em 2016) e conta com sessões às sextas, sábados, domingos e feriados. É só conferir o horário certinho e se programar http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/umapaz/planetario_ibirapuera/programacao/index.php?p=228020

Que São Paulo é uma cidade cosmopolita nós já sabemos e que conta com uma forte imigração japonesa também. Mas você sabia que dentro do Parque do Ibirapuera tem um pavilhão dedicado a essa cultura tão rica? É isso mesmo: o Pavilhão Japonês (https://parqueibirapuera.org/equipamentos-parque-ibirapuera/pavilhao-japones/). Ele foi inaugurado em 1954 e ganhou uma placa comemorativa em 1995 para celebrar o centenário da amizade Brasil – Japão.  É cobrada uma taxa de visitação (quando fui estava R$ 10) que dá acesso a todo o complexo, formado pelo jardim tradicional (com diversas árvores e plantas), pelo jardim zen (que é lindo e transmite muita paz), pelo museu (que apresenta excelentes referências da cultura oriental, como pinturas, peças de cerâmicas, bonecas de porcelana e vários outros objetos) e pela parte mais graciosa (segundo minha singela opinião): o lago das carpas, que você pode alimentar com ração específica adquirida no próprio museu.  Elas são tão lindas e encantadoras, que dá vontade de ficar ali o tempo todo só contemplando esse presente da natureza…

Jardim Zen Pavilhão Japonês Ibirapuera
Em paz no Jardim Zen

Pavilhão Japonês Ibirapuera
Alimentando as carpas

 

 

 

 

 

Parque do Ibirapuera
Dia de Sol no Ibira

Gostou do passeio? Espero que tenha aproveitado e que se divirta muito na sua visita ao Ibira (apelido carinhoso que o chamamos). Se quiser mais informações sobre o parque e também sobre todo o trabalho de conservação e preservação é só acessar o site: https://parqueibirapuera.org/

Ah! Agora me conta conta como foi sua vivência no parque e qual dica legal pode nos passar 😉