Revoada de Cores na Reabertura do Farol

É com muita alegria que te convido a conhecer comigo e visitar presencialmente a Exposição “Revoada”, que estreou no Farol Santander para celebrar sua Reabertura depois de tanto tempo fechado por conta da pandemia.

Entrada do 24º Andar…

Durante o período em que permaneceu fechado para visitas, o Farol Santander passou por uma restauração na fachada, além de toda uma adequação para atender aos protocolos de segurança, com tapete sanitizante na entrada, aferição de temperatura, uso obrigatório de máscara, dispensers de álcool gel espalhados pelo prédio e indicações para distanciamento social.

Lembrando que o horário de funcionamento do Farol Santander foi reduzido (agora é das 13h às 19h de terça a domingo) e também a ocupação para 60% da capacidade. Quem nos passou todas essas informações sobre a adequação e melhorias no prédio foi a Patricia Audi, vice-presidente executiva de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil.

Logo que entramos no prédio, no Hall de Entrada do Farol Santander¸ nos deparamos com esse Lustre maravilhoso de 13 metros de altura e 1,5 tonelada de peso, composto por mais de 10 mil peças que foram limpas e restauradas durante a pandemia e ao seu redor cerca de 70 balões de vidro, presos ao teto por cabos de aço e medindo de 40cm a 90cm, que compõe a Instalação que também dá nome à Exposição “Revoada”. Cada balão tem um formato (simbolizando a unicidade de cada indivíduo) e uma cor que remete à infância. Além de uma transparência intencional para transmitir suavidade.

Exposição “Revoada”

A Exposição “Revoada” conta com instalações inéditas da artista plástica paulistana Flávia Junqueira,  que buscou através da sua arte trazer uma leveza nesse retorno ao “novo normal”.  Desde a escolha do nome “Revoada” que significa voo de retorno e também dos balões coloridos que simbolizam a leveza, sendo assim, um retorno para algo leve!!! Vale lembrar que acuradoria da exposição ficou por conta de Paulo Herkenhoff e a produção foi deAngela Magdalena (Madai) e Julia Brandão (Ayo).

Com a Artista Flávia Junqueira

A outra parte da Exposição “Revoada”, encontra-se no 24º andar com a Instalação “Território Espelhado”, que nos faz voltar ao infância, nos transportando para um parque de diversão com direito à trilha sonora, cavalos de carrossel, muitos balões e papéis metalizados, tudo isso refletido em espelhos nas paredes e no teto.

Bem-vindos ao Parque de Diversões…
No Território Espelhado

É uma delícia ficar no ambiente do “Território Espelhado”, que foi criado  com a intenção de nos proporcionar alegria (o que realmente acontece) nos fazendo esquecer do tempo… Para ter um gostinho de como foi a experiência nessa Exposição “Revoada”, dá só uma olhadinha nesse vídeo que postei no nosso Canal no Youtube: https://youtu.be/WDU5ToKEjM0

Voltando à Infância na Exposição Revoada

A Exposição “Revoada” ficará em exibição até 10 de janeiro de 2021 no Farol Santander (Rua João Brícola, 24 – Centro de São Paulo – próximo à Estação São Bento do Metrô). Para maiores informações é só acessar o site: farolsantander.com.br

O Lustre e os Balões…

Lembrando que do 2º ao 5º andar tem Exposição Permanente contando a história do Farol Santander e também da cidade de São Paulo e no 22° andar está a Exposição “Devaneios – Os Mundos de JeeYoung Lee”, que como o próprio nome diz, nos convida a mergulhar no mundo dos sonhos e imaginação da artista sul-coreana JeeYoung Lee e que ficará em exibição até o dia 15 de novembro de 2020. Eu fiz uma postagem especial sobre exposição, se você ainda não viu ou quer relembrar é só acessar o link: https://cadaviagemumabagagem.com/entre-constelacoes-e-devaneios-uma-verdadeira-imersao-no-farol/

Exposição “Devaneios”

Essa postagem vai ficando por aqui… Agradeço de coração sua companhia e te espero na próxima matéria!!! Ah! Se você gostou desse post, compartilhe com seus amigos para que possam se divertir também e siga nossas redes sociais para saber em primeira mão as novidades: Instagram (@cadaviagemumabagagem) e Facebook (https://www.facebook.com/cadaviagemumabagagem/ )  e se inscreva no nosso canal do Youtube (Cada Viagem uma Bagagem): https://www.youtube.com/channel/UC5Q29-MYuWjvPH__wWhF42A

Conhecendo o Egito sem sair da cidade na Exposição: Egito Antigo – Do Cotidiano à Eternidade

O que você acha de aprender sobre uma civilização fascinante, conhecer seus costumes, seus Deuses, ver de perto uma pirâmide, tirar uma selfie com a Esfinge a ainda ver uma múmia de verdade sem precisar cruzar o Oceano? Todas essas experiências e muitas outras você pode vivenciar visitando a Exposição “Egito Antigo – Do Cotidiano à Eternidade”, que está no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBBSP) até o dia 11 de maio de 2020.

Vamos começar nossa visita?

Deusa Sekhmet (Filha do deus Ra)

O encantamento já começa desde a entrada, com a belíssima fachada do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBBSP),  que foi inaugurado em 2001, mas o prédio que ocupa é do início do século XX, quando foi construído para abrigar a primeira agência do Banco do Brasil em São Paulo e é considerado um patrimônio histórico, mesclando os estilos neoclássico e Art Noveau. Vale a pena prestar atenção nos seus detalhes arquitetônicos durante a visita como a porta do cofre, o teto, as luminárias, entre outros.

Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo
Fachada do CCBBSP

Agora falando da Exposição “Egito Antigo – Do Cotidiano à Eternidade”, logo no Hall de Entrada já somos surpreendidos com uma Réplica de 6m de altura da Pirâmide de Gizé.  Ao fundo temos um quadro com a foto da Pirâmide Original (que mede 146,7m de altura) e para tornar a visita mais divertida, é possível ver uma Grande Galeria no interior da pirâmide e tirar uma foto com seu rosto na Máscara de Tutancâmon, além de desvendar um enigma (que eu não posso contar aqui, para não estragar a surpresa), mas vale a pena a aceitar o desafio.

Réplica da Pirâmide de Gizé
Pirâmide Vista de Cima

A Exposição “Egito Antigo – Do Cotidiano à Eternidade” ocupa os seis andares do prédio do CCBBSP e reúne 140 peças originais vindas do Museu Egípcio de Turim, na Itália, considerado o segundo maior acervo egípcio do mundo e quem nos deu uma perfeita aula, nos conduzindo por essa viagem à cultura egípcia foi o Curador Pieter Tjabbes¸ que é apaixonado por arte desde a infância, por influência de seu avô que abria livros de arte e mostrava para ele desde pequeno. Achei uma dica excelente para incentivar as crianças a gostar de arte e não podia deixar de compartilhar aqui…

A visita começa no 4º Andar, na Seção Amarela (cor do Sol), que retrata A Vida Cotidiana dos egípcios, por meio de um vídeo e vários objetos daquela época. A cor amarela foi escolhida para representar o cotidiano por estar relacionada ao Sol, que traz vida para as plantas e também porque o Deus-mor era representado pelo Sol, além de estar associada ao ouro (cor da pele dos deuses). Nessa sala encontramos desde vasos, tigelas, até maquiagem, como o kohl (que era uma mistura preta aplicada no contorno dos olho pra proteger contra poeira, diminuir o impacto do sol e servir como estética e que era usado tanto por mulheres quanto pelos homens).

Vasos, representação do Cozinheiro e tigela
Detalhe do Kohl

Nessa Seção Amarela da Vida Cotidiana, também encontramos fragmentos de estátuas de reis e sapatos,  sendo que esse calçado era uma espécie de sandália pra entrar na parte sagrada do templo, lembrando que somente o faraó, seus familiares e sacerdotes que poderiam entrar, ao povo só era permitido observar do lado de fora na parte pública. A maioria dos objetos que estão nessa sala foram encontrado em tumbas, porque era costume colocar junto com o corpo do falecido tudo que a pessoa fosse precisar no outro plano e tanto poderia ser uma escultura quanto desenho, porque para os egípcios o desenho era a representação fiel daquilo, significando que existia de fato. Por isso são encontradas representações de comida, bebida, dos profissionais que precisariam ter (como cozinheiros e escribas),além de joias e estátuas do Casal Abraçado para que pudessem estar juntos na outra vida. E em virtude da quantidade de objetos nas tumbas, roubá-las era algo corriqueiro no Egito.

Estátuas de Reis e Sandália

Vamos agora para o  3º andar, onde está a Sala verde da Religião. Essa cor foi escolhida por representar a cor da pele de Osíris (Deus dos Mortos) e o tom do papiro (fabricado com uma planta conhecida como Nilo, que crescia na água e significava nova vida).  A religião permeia toda a história egípcia e é marcada por ser politeísta, com culto a vários deuses, desde as divindades maiores até as menores. Logo que entramos nessa sala, vemos Modelos de Templos¸ onde havia a prática dos cultos oficiais. Lembrando que os templos eram divididos em espaços públicos e sagrados (como mencionei anteriormente), sendo que logo na entrada (na parte pública) é comum ter uma praça com estátuas de deuses bem iluminadas, e à medida que vai adentrando ao templo, sua luz diminui quando chega mais perto da parte sagrada onde está o deus a quem aquele templo é dedicado e somente o sacerdote e o faraó podem entrar.

Vitrine dos deuses egípcios

Na visita  à Sala Verde – Religião também aprendemos que os Deuses Egípcios muitas vezes assumiam a Forma Animal, e nesse caso, o animal que representava determinado deus era adorado, considerado a reencarnação do próprio deus e até mumificado como forma de oferenda. Por essa razão, foram encontradas várias múmias de gatos em homenagem à deusa Bastet, múmias de cães para o deus Anúbis, de falcões para o deus Hórus e íbis para o deus Thoth.

Múmia de Animais
Múmias de Ibis e Falcão

Falando em gatos, eles viviam nos templos e eram tratados como deuses. Quando eram mumificados, quem vendia essas múmias eram os próprios os sacerdotes, e se a pessoa quisesse  que um pedido maior fosse atendido tinha que ofertar um pouco mais como o gato mumificado num sarcófago e também oferecer  ouro. Há rumores que muitos gatos foram mortos para serem mumificados mais rápido diante da alta  procura por oferendas e uma pesquisa do Museu de Turim, ao fazer RX das múmias descobriu que muitas dessas só tinham pedaços ou nada de animais…

Outra curiosidade que aprendemos na exposição é que no final do século XIX e início do século XX houve a chamada Egiptomania, que era um fascínio por tudo que se referia ao Egito. O que trouxe muita contribuição para as artes, cultura, literatura, arquitetura e diversas outras áreas. Mas que também teve um lado negativo, pois tiravam os tecidos das múmias para fazer poções magicas.

Continuando nosso tour pela Exposição Egito Antigo, no hall do 2º andar, encontrarmos a uma estátua belíssima da deusa Sekhmet, conhecida como leoa selvagem e filha do deus Rá. Diz a lenda que Rá ficou com raiva dos humanos e como forma de punição colocou sua filha pra destruir a humanidade, devorando todos homens, porém ele ficou com remorso, mas Sekhmet não queria parar porque adorava o sabor de sangue, então ele mandou dar a ela um balde de cerveja tingido de sangue, ela tomou, ficou bêbada e quando acordou no dia seguinte esqueceu da sua missão. Os cervejeiros de plantão vão adorar saber que foi a cerveja que salvou a humanidade.

Deusa Sekhmet

Ainda no hall do 2º andar, podemos observar vários objetos como Blocos de Pedras, com Estela que são escritos sobre os mortos, com cenas esculpidas, que contavam a história dessa pessoa. Vale lembrar que as pedras eram feitas em linha de produção (como as múmias de animais que comentei anteriormente) e depois que era gravada a história. Também encontramos ali uma Esfinge, que consiste num corpo de leão com a cabeça de humano e muitos  Fragmentos de Estátuas, como a do deus Ápis (cabeça de touro), a Estátua de Amenmose e a Cabeça de Sacerdote, entre outros.

Bloco de Pedra – Estela de Tutmés III

Agora estamos em um dos lugares mais esperados dessa Exposição, a Sala Azul da Eternidade e também da Escuridão (que fica no 2º andar).  A cor azul foi escolhida por representar a eternidade para os egípcios e também por ser a cor do lápis-lazúli, um mineral precioso muito importante para eles. E a Escuridão acontecia quando a deusa Nut engolia o Sol, também está ligada ao reino dos mortos e ao interior da tumba (que era bem escuro). Logo que entramos já vamos conhecer o Livro dos Mortos que era escrito em uma faixa de papiro, contendo várias rezas, e servia para proteger a alma da pessoa desde a passagem para o mundo dos mortos até o último julgamento. Esse livro aqui mede 3 metros e foi achado em uma tumba, mas poderia ser maior (o recorde encontrado foi de 14 m).

Livro dos Mortos

E falando em último julgamento, um dos critérios utilizados era o peso da alma, isso mesmo, a alma era pesada pelo coração e se estivesse mais pesado que uma pena de avestruz, a pessoa não se salvaria. Uma cena desse julgamento final é o que podemos ver nesse Detalhe do Livro dos Mortos.

Último julgamento em detalhe no Livro dos Mortos

É aqui também na Sala Azul da Eternidade que encontramos uma múmia humana (feminina) da 25ª dinastia: a múmia de Tararo.  A mumificação acontecia para proteger o corpo para continuar a vida após morte, mas no início não era assim, os corpos eram enterrados agachados e sem mumificar, só com o passar do tempo é que adotaram esse processo ao descobrir que quando se enterrava no deserto o corpo secava e ocorria a mumificação natural.

Múmia de Tararo

Falando um pouco mais sobre o processo de mumificação, ele consiste num período de 660 dias de mumificação com sais, sendo que as entranhas eram retiradas, tratadas, guardadas em vasos e colocadas junto na tumba, e o coração recolocado no corpo por ser considerado a casa da alma.  A princípio, só os faraós eram mumificados, depois os ricos e alguns sacerdotes. Os túmulos eram vigiados e protegidos porque acreditava-se que se acontecesse algo com a múmia ou ela fosse destruída, a alma também seria. Outra coisa para garantir a proteção na outra vida era fazer o caixão ou sarcófago em formato humano e pintar o retrato da pessoa e cenas do que ela fosse precisar, além de colocar pequenas estátuas e amuletos, formando uma mini tumba. Ah! Existe diferença entre sarcófago (que é de pedra) e caixão (que é de madeira) e muitas vezes sarcófago serve para abrigar o caixão.

Caixão Pintado
Detalhes da Pintura Interna

Continuando nossa visita, encontramos uma linha do tempo, com a História Egípcia, desde 3900 a.C (período pré-dinástico) até 395 d.C. (período romano) e também vários Elementos das Tumbas, como o Portão com cenas de quem estava enterrado ali e de tudo que ele precisaria no outro plano e a Mesa de Oferendas, onde as pessoas poderiam deixar suas oferendas e a alma viria buscar.

A Linha do Tempo do Egito Antigo

Também encontramos no  Hall do 1º andar, outros  Elementos das Tumbas como a Pirâmide de Khonsu,  que é o topo da Pirâmide, lembrando que  essas são vazias por dentro e os caixões são enterrados abaixo, a Porta Cega ou Falsa que era colocada contra a parede para que a alma pudesse passar por ali, enquanto esperava na tumba pelo julgamento final e a  Pedra que fecha a Pirâmide, que nesse caso é a Estela de Abkau, com escritas sobre o falecido e cenas de abraço, com comida e empregados, entre outras.

Os egípcios eram muito práticos, então quem tinha dinheiro já começava a construir desde cedo sua tumba para mostrar seu poder. Falando em tumba, vamos conhecer agora (ainda no  1º andar)  a representação da Tumba da Rainha Nefertari¸ que foi mulher de Ramsés II e desenvolveu um papel muito importante na governança  do país.  A réplica dessa tumba (que é considerada a Capela Sistina do Egito) foi feita com maestria e perfeição por Silvio Galvão.

Tumba da Rainha Nefertari
Detalhes da Tumba

Como já passamos pelo Térreo e conhecemos a Pirâmide de Gizé logo na entrada, vamos seguir para o Subsolo, onde encontramos a Simulação de uma Escavação para nos mostrar como é feito e como é importante do trabalho dos arqueólogos para desvendar nosso passado.

Simulação de Escavação
Detalhes da Escavação

Falando em desvendar o passado, vamos voltar um pouquinho na História, em 1798, Napoleão Bonaparte mandou invadir o Egito e fazer um mapeamento da região. Então mandou fazer livros grandes com gravuras retratando o que foi encontrado, apesar da possibilidade de haver algum exagero ou invenção, esses livros ajudaram muito. Ao todo são 20 livros com mais de 3000 gravuras, incluindo esculturas, monumentos, paisagens e objetos em geral. Ainda no subsolo, além da  Exposição de Gravuras do Egito Antigo, também há um livro eletrônico, no qual você pode navegar para conhecer mais dessas gravuras.

Exposição de Gravuras do Egito Antigo

E para fechar com chave de ouro nossa visita, vamos tirar uma Foto com a Esfinge¸ representada pelo corpo de leão (que incorpora a energia solar), com a cabeça do Rei, simbolizando a divindade deste (que é considerado o filho do deus Sol Ra). As esfinges eram colocadas na entrada das tumbas para garantir o ciclo solar na vida após a morte, ou seja, o renascimento.

A Esfinge e Eu

Vale lembrar que a Exposição “Egito Antigo – Do Cotidiano à Eternidade” está no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – São Paulo) até o dia 11 de maio de 2020, de quarta à segunda das 09h às 21h. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria, mas somente se houver disponibilidade, então para garantir sua visita você já pode reservar a data e horário pelo site: https://www.eventim.com.br/artist/egito-antigo/

Agradeço sua companhia nessa visita e te espero na próxima postagem, onde volto a falar do Canadá, mais precisamente de Ottawa. Tenho certeza de que você vai se surpreender com as belezas desse lugar. Até lá!

Ottawa

Entre Constelações e Devaneios: Uma verdadeira imersão no Farol

Meu convite de hoje é para mergulharmos no mundo mágico dos sonhos e nos tornarmos estrelas no meio de uma galáxia. Você deve estar se perguntando do que eu estou falando e como isso é possível, não é mesmo? Mas calma que a resposta já vem, é só me acompanhar nessas duas Exposições Encantadoras que estão no Farol Santander até o dia 03 de maio de 2020.

Vamos começar nossa imersão?

Antes de iniciar nosso tour, te convido a apreciar essa vista incrível da cidade de São Paulo, do 26º andar do Farol Santander. Eu não resisto e toda vez que venho nas exposições, faço questão de ficar uns minutinhos aqui contemplando a paisagem…

A vista encantadora do Farol

Foi aqui no Café do 26º andar  que fomos recebidos com muito carinho pela Patricia Audi (vice-presidente executiva de Comunicação do Santander) e pelo Antonio Curti (curador da Exposição Constelação), bem como pelo Carlos Trevi  (coordenador geral do Santander) e pelo Facundo Guerra  (diretor artístico da Exposição Devaneios), que já nos inseriram no contexto das duas mostras e nos fizeram recordar importantes exposições das mais de 14 sediadas aqui desde a reabertura do Farol em 2018, algumas dessas você pode revisitar no nosso blog, como a da Tarsila para Crianças (https://cadaviagemumabagagem.com/farol-santander-para-todas-as-idades-da-tarsila-para-as-criancas-ate-o-bar-do-cofre-para-a-maioridade/) e a do “Contemporâneo Sempre” (https://cadaviagemumabagagem.com/uma-viagem-pela-arte-brasileira-na-exposicao-contemporaneo-sempre-colecao-santander-brasil/), entre outras.

No Café do 26º Andar…
Antonio Curti e Patrícia Alves
Facundo Guerra e Carlos Trevi

Agora sim, vamos para o  23º andar começar nosso mergulho na galáxia da Exposição Constelação – Somos Todos Feitos de Luz”,  da artista visual croata Maja Petric. Essa exposição foi considerada uma das melhores do mundo em 2019 e tem o grande diferencial de apesar de ser digital, precisar da interação do público para ser concluída.

Exposição “Constelação – Somos Todos Feitos de Luz”

A Exposição Constelação – Somos Todos Feitos de Luz” é feita de um tecido customizado pela artista, no qual são projetadas as silhuetas das pessoas e seus movimentos que vão sendo registrados através de Inteligência Artificial para compor uma constelação, com um jogo de luzes que forma uma obra belíssima. A sensação é de estarmos mesmo numa galáxia de estrelas, fazendo parte dela!!!

Um ser de Luz no Universo…

E a ideia da exposição como o próprio nome diz “Constelação – Somos Todos Feitos de Luz” é nos despertar para a reflexão de que fazemos parte da luz do Universo e a maneira como influenciamos e somos influenciados a todo o momento, ou seja, o que acontece nessa obra: como meu movimento e minha luz refletida é alterada e ao mesmo tempo altera a luz da pessoa que está ao meu lado para formar uma constelação…

Somos Todos Feitos de Luz…

Vale lembrar que a artista Maja Petric é conhecida por utilizar em seus trabalhos de arte digital, uma mescla de arte imersiva, inteligência artificial e esculturas de luz para proporcionar ao público uma fuga da realidade, o transportando para outros contextos, como a galáxia nessa exposição. Além de reforçar que a tecnologia não substitui o ser humano, ao contrário, depende dele, pois as estrelas dessa instalação só se formam a partir do movimento humano… Ela ainda gosta de usar a tecnologia para mostrar a natureza e demorou apenas três semanas para construir essa obra, que vai se modificando, à medida que cada gesto refletido aqui deixa um rastro para o próximo visitante… Tudo isso cativou não só ao curador dessa Exposição, o Antonio Curti, mas a todos nós visitantes, inclusive a queridíssima apresentadora e atriz Mel Fronckowiak!!!

Com o Antonio Curti
E com a Mel Fronckowiak

Se você já gostou das fotos, dá só uma olhadinha nesse vídeo que postei no nosso Canal no Youtube para ter uma ideia de como é mágico fazer parte dessa Constelação https://youtu.be/Yode9eariH4

E pra finalizar essa Exposição “Constelação”, é importante dizer que é proibido tocar na obra e tirar fotos com flash. Porém é permitido se deixar levar pela sensação incrível de ser uma estrela, uma verdadeira luz no Universo!!!!

No Universo das Constelações

Continuando nosso tour pelo Farol, vamos descer para o 22° andar, onde está a Exposição “Devaneios – Os Mundos de JeeYoung Lee”, que como o próprio nome diz, nos convida a mergulhar no mundo dos sonhos e imaginação da artista sul-coreana JeeYoung Lee, que é conhecida por seus cenários dos sonhos, que são construídos por ela para fazer suas fotos e estas é que são expostas. Porém essa Exposição Devaneios nos permite, além de contemplar as fotos, entrar nos próprios cenários.

Com a Artista JeeYoung Lee

Falando em cenários, a primeira instalação da Exposição “Devaneios – Os Mundos de JeeYoung Lee” é The Panic Room” (ou“O Quarto do Pânico”), que representa as memórias dos lugares que Jee gostava de brincar na infância, como o armário, que era seu esconderijo secreto, entre outros objetos, sempre carregados de muita simbologia.

O Quarto do Pânico
O Escodenrijo Secreto, vulgo “Armário”
Adentrando ao Quarto do Pânico…

Só pra você ter uma ideia da dimensão da maquete do Quarto do Pânico, sua medida é de 7,10m por 9m e foi especialmente construída pra essa exposição, usando recursos de Op Art para criar ilusões de ótica. Olha só esse vídeo pra ter um gostinho de como é esse cenário: https://youtu.be/l2PzJH3cT2Y

Visão Geral do Quarto do Pânico
E seus detalhes

Vale lembrar que a Exposição Devaneios, contou com a direção artística de Facundo Guerra, que ficou impressionado com o trabalho da artista JeeYoung Lee e teve a ideia de trazê-la para o Brasil. Ideia essa que teve todo o apoio de Carlos Trevi (coordenador geral do Santander) e também da Patricia Audi (vice-presidente executiva de Comunicação do Santander).

Com o Facundo Guerra

Seguimos agora para a outra instalação “My Chemical Romance(ou “Meu Romance Químico”), que foi inspirada nos dutos que a Jee via em seu bairro, Mangwondong, em Seul (Coréia do Sul) e busca traçar um paralelo entre a complexidade da relações humanas com a  imagem da canalização dos dutos, que forma uma espécie de labirinto.

Meu Romance Químico
Mergulalhando nesse Labirinto…

A instalação “Meu Romance Químico” ainda consegue ser maior que a primeira (medindo 7,30m x 9m) e foi construída com tubos de PVC pintados de preto e amarelo, inspirados naquelas faixas de segurança que indicam aviso e perigo. O que simbolicamente se refere às emoções humanas, como medo, ansiedade, frustrações, entre outros sentimentos. O cenário é tão perfeito que tem até efeitos sonoros. Juro que não foi planejado, mas a minha roupa combinou perfeitamente com o espaço, fazendo com que me sentisse mais envolvida nessa imersão… Dá só uma olhada nesse vídeo no nosso Canal do Youtube para sentir como foi essa experiência: https://youtu.be/KeaXsCHzfX0

Camuflada no Cenário

A última parte da Exposição Devaneios consiste nas Fotos nos Cenários criados por JeeYoung Lee, frutos de sua imaginação e criatividade, permitindo ao mundo mergulhar junto com ela no seu universo de sonhos e fantasia. Aqui podemos ver como ficou a Foto no Meu Romance Químico

“Meditação”
“Meu Romance Químico”

Vale lembrar que essas duas exposições Constelações e Devaneios ficarão em cartaz até o dia 03 de maio de 2020, no Farol Santander, que funciona de terça a domingo das 9h às 20h e fica na Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô). Os ingressos custam R$25 e para saber mais informações é só conferir no site: farolsantander.com.br .

Agradeço de coração sua companhia, espero que tenha gostado das dicas e que possa aproveitar muito sua visita ao Farol!!! Te aguardo na próxima postagem!!! Até lá!!!

Farol Santander para todas as idades: da Tarsila para as Crianças até o Bar do Cofre para a Maioridade

Sei que você estava esperando mais uma postagem sobre o Canadá, mas preciso fazer esse parêntese com uma super dica para quem está em São Paulo aproveitar as férias que estão começando…

Se você vai estar pela Capital Paulista nessas férias, aproveite para visitar o Farol Santander, que além de oferecer uma vista linda da cidade, conta com exposições interativas muito legais e uma excelente opção para um happy hour no Bar do Cofre!

Me acompanha nessa postagem que vou te passar todos os detalhes…

Olha só que vista incrível do Farol Santander

Vamos começar nosso passeio voltando a ser criança, mergulhando no universo das obras da grande artista Tarsila do Amaral, na Exposição “Tarsila para Crianças”, que ocupa os andares: 19° e 20° com sete estações temáticas, que buscam de uma forma bem lúdica e criativa estimular as crianças a interagir e fazer parte das obras, despertando, dessa forma, uma nova maneira de enxergar a arte.

A Exposição “Tarsila para Crianças” foi feita com muito carinho e dedicação econta com a curadoria da Tarsilinha (Tarsila do Amaral – sobrinha neta da artista), Karina Israel e Patrícia Engel Secco, que foram muito atenciosas e nos fizeram adentrar ainda mais nesse mundo mágico da Tarsila. A produção ficou por conta da YDreams Global, que caprichou na riqueza de detalhes.

As Curadoras da Exposição
Na Casinha dos Gatos com a Tarsilinha

Iniciando pelo 20° andar, vamos conhecer a Vila dos Sentidos, que é formada por várias casinhas representando a infância da Tarsila na fazenda São Bernardo, todas elas cercadas por cestos de frutas, que remetem ao quadro “A Feira”. Cada uma dessas casinhas traz algo importante relacionado a sua infância como sua caixinha de música, bonecas, fotos de família, entre outros itens e a casinha que eu mais gostei que faz homenagem aos seus gatinhos de estimação, ela tinha mais de 40 gatos (já era sua fã e sabendo disso passei a admirá-la ainda mais)…

A Vila dos Sentidos
Detalhe da Casinha dos Gatos
Com os Quadros Inspiradores “A Feira I” e “A Feira II” na Exposição “Tarsila Popular” no MASP

Ao lado dessa vila, fica a “Toca da Cuca”, que é um espaço bem imersivo, com uma espécie de cama de gato para a criançada se divertir e chegar até a projeção de um pega-pega com os animais fugindo da Cuca. Essa instalação foi inspirada no quadro “A Cuca”.

A Toca da Cuca
Quadro “A Cuca” que estava na Exposição “Tarsila Popular” no MASP

 Também nesse andar fica o “Universo Tarsila”, que é um espaço onde a criançada pode deixar seu lado artístico falar mais alto, tendo a chance de colorir os elementos das obras da Tarsila e ver seu trabalho projetado na parede interativa. A inspiração para essa estação veio do quadro “Cartão Postal”.

Quadro Original “Cartão Postal” da Exposição “Tarsila Popular” do MASP

E agora chegou o momento em que as crianças de todas as idades poderão mergulhar na “Floresta Negra”, que é uma instalação inspirada no quadro “Floresta”, onde há um ninho de almofadas, simbolizando os ovos arroxeados da pintura, no qual você pode se jogar sem medo de ser feliz…

Instalação “Floresta Negra”
Me divertindo na Piscina de Almofadas…
Quadro “Floresta” da Exposição “Tarsila Popular” do MASP

Ao lado dessa instalação, fica outro point instagramável que é O Touro, inspirado no quadro de mesmo nome e que simboliza o guardião da floresta, que usa seu mugido para protegê-la de qualquer perigo!!

A Instalação “O Touro” e…
O Quadro Original “O Touro” da Exposição “Tarsila Popular” do MASP

Vamos agora para o 19° andar onde está o “Jardim Afetivo”, que é uma instalação bem sensorial, nos convidando a sentar no jardim e contemplar animações e sons de quatro grandes obras da Tarsila: “O Sapo”, “A Boneca”, “Paisagem com Touro I” e “Estação de Ferro (E.F.C.B)”, lembra quando falei desse último quadro quando visitamos o Museu Ferroviário e a linha férrea em Paranapiacaba? (se ainda não viu ou quer relembrar dá uma olhadinha nessa postagem: https://cadaviagemumabagagem.com/um-mergulho-historico-em-paranapiacaba/).

O “Jardim Afetivo”
Colagem dos Quadros Originais: “O Sapo”, “Paisagem com Touro I”, “A Boneca” e “Estação de Ferro – E.F.C.B” que estavam na Exposição “Tarsila Popular” no MASP

Em frente ao Jardim Afetivo está a estação “As Cores de Tarsila”, que contempla as principais cores da paleta utilizada pela Tarsila (azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo e verde cantante), com direito a dois balanços centrais que através de seu movimento geram projeções no chão de misturas de cores como se fossem pincéis… Essa instalação também foi inspirada no quadro “A Feira I”.

“As Cores da Tarsila”
Detalhe e inspiração dessa estação

Eu sei que você já estava se perguntando e sentindo falta da obra-prima da Tarsila do Amaral, não é mesmo? Mas calma que chegamos na estação “Papo com Abaporu”, que engloba três importantes obras da artista: “Abaporu”, “Sol Poente” e “A Lua”.

Estação “Papo com Abaporu”

Vamos começar no “Papo com Abaporu”,  que consistem em dois totens touchscreen que permitem fazer perguntas para a reprodução gigante do quadro Abaporu. Vale lembrar que o quadro “Abaporu” é o símbolo do modernismo brasileiro e do movimento antropofágico, sendo considerado uma das obras mais importantes do país!!!

Não podia perder a chance de tirar uma foto com o Abaporu!!!! Até minha roupa combinou com a Instalação…
Quadro Original “Abaporu” da Exposição “Tarsila Popular” do MASP

Também fazendo parte dessa estação, temos a instalação “Sol Poente”, inspirada no quadro de mesmo nome, que consiste num cenário instagramável com círculos laranja ao fundo e puffs espalhados pelo chão simbolizando os animais retratados na obra original.

A Estação “Sol Poente”
E meu look combinando com o cenário…. Foi sem planejar, mas adorei a coincidência….

E pra finalizar a estação, vamos na instalação “A Lua”, que também foi inspirada no quadro de mesmo nome e conta com um balanço representando a Lua retratada na obra original da cor do sol iluminando os campos, as montanhas e o rio!!!

“A Lua” – O Quadro e a Instalação
A Lua e Eu…

Se você se encantou com tudo que viu até agora, aproveite para visitar a exposição “Tarsila para Crianças” que ficará até o dia 02 de fevereiro de 2020 de terça a domingo (das 9h às 20h) no Farol Santander (19° e 20° andares).

Agora vamos subir para o 22° e 23° andares para conhecer a exposição “Etnos – Faces da Diversidade”, que conta com a curadoria de Marcello Dantas e procura nos revelar diversas culturas através de suas máscaras. Isso mesmo, vamos fazendo uma viagem cultural ao redor do mundo pelas máscaras de suas tradições, como Leão Chinês, muito utilizado em festividades na China. A cultura colombiana é muito bem representada pelas máscaras Chakira, Tigre e a Marimonda (essa última é figura confirmada no carnaval do país).

Com o Leão Chinês da Exposição “Etnos-Faces da Diversidade”
Máscaras Colombianas: Chakira, Tigre e Marimonda

Também estão presentes máscaras da Tailândia, como a da divindade Ganesha,  a máscara da Águia do Canadá simbolizando poder, a da Medusa  da Islândia, entre muitas outras que estão expostas.

Com “Ganesha”
Visão Geral das Máscaras da Exposição “Etnos – Faces da Diversidade”

A exposição “Etnos – Face da Diversidade” também é bem interativa, tem  telas onde você mesmo escolhe sua máscara e vê como ficaria. Tem uma sala com várias máscaras para você escolher e tirar várias fotos (é diversão garantida com a turma). Além de várias máscaras com espelho no centro do 22º andar para você se ver com essas máscaras, como, por exemplo, a do Darth Vader que eu escolhi…

Me divertindo com várias Faces…
Na Sala das Máscaras….
Momento Darth Vader…

Vale lembrar que essa exposição “Etnos – Faces da Diversidade” vai ficar em cartaz até o dia 05 de janeiro de 2020.

Te convido a subir mais dois andares para visitar a exposição “Contemporâneo, Sempre – Coleção Santander Brasil”, que está no 23° e 24° andares e nos apresenta obras belíssimas de diversos períodos da história brasileira. Fiz uma postagem especial sobre essa exposição, se não viu ainda ou quer relembrar é só clicar no link: https://cadaviagemumabagagem.com/uma-viagem-pela-arte-brasileira-na-exposicao-contemporaneo-sempre-colecao-santander-brasil/ . Vale lembrar que essa exposição vai ficar até o dia 05 de janeiro de 2020.

Exposição “Contemporâneo, Sempre – Coleção Santander Brasil”

Aproveite também para visitar no Hall de Entrada, a exposição “Machado de Assims”, que conta com a curadoria de Marcello Dantas e faz uma homenagem a esse grande escritor brasileiro. A exposição é bem interativa, num ambiente de uma grande biblioteca, em formato de duas vírgulas, conta com projeções do próprio Machado de Assis declamando trechos de suas obras, também é possível passar os livros em um leitor de código de barras e ver quais as palavras mais citadas nessa obra, entre muitos outros elementos que nos convidam a conhecer e querer mergulhar ainda mais no universo desse grande autor!!!

Biblioteca da Exposição “Machado de Assims”
Projeção com declamação de Machado de Assis

E a exposição recebeu esse nome: “Machado de Assims”, para mostrar os diversos “assims” do Machado, ou seja, seus diversos modos de ver a vida e também sua trajetória bem eclética, desde menino vendedor até o grande literário!!!

O formidável Machado de Assis

Mas corre que essa exposição “Machado de Assims” só ficará em cartaz até o dia 12 dezembro de 2019.

Vale lembrar que do 2° ao 5° andar estão as exposições permanentes e que contam a história do Farol Santander e também da cidade em geral e no 26° andar fica o Mirante, que nos presenteia com essa vista encantadora da capital paulista!!!

Linda Vista do Mirante de um lado…
E do Outro…

E para acompanhar esse visual nada melhor que uma pausa para o café no Suplicy Café, que também fica no 26º andar.

Lembrando que o Farol Santander funciona de terça a domingo das 9h às 20h e os ingressos custam R$25 (inteira), mas tem desconto para clientes Santander e também meia-entrada. Mais informações estão no site: www.farolsantander.com.br.

E como falei no título da postagem, o Farol Santander é para todas as idades, inclusive para os maiores que querem fazer um happy hour… Nesse caso, minha sugestão é o Bar do Cofre…

Isso mesmo, já imaginou a sensação de estar dentro de um cofre? Passar por aquelas portas redondas super seguras que pesam cerca de 16 toneladas, olhar ao redor e ver que todas aquelas caixinhas são cofres que guardavam tantas histórias por trás dos bens que armazenavam… Foi pensando em nos proporcionar essas experiências que o Farol Santander junto com o Sub Astor inauguram o Bar do Cofre, num espaço de 500 m2 do cofre do banco que foi totalmente restaurado para abrigar o bar!!!

Olha só o tamanho da Porta do Cofre….
Ambiente dos Cofres Menores…
Detalhe das “caixinhas” (cofres)

O Bar do Cofre tem capacidade para até 100 pessoas em vários ambientes bem aconchegantes e o funcionamento é de quinta e sexta das 17h à 1h, de sábado das 14 à 1h e de domingo das 14h às 20h. Lembrando que como o bar é disputado é bom chegar cedo (logo que abre) para conseguir lugar, caso não tenha feito reserva pelo site (que geralmente abre com 15 dias de antecedência). Para saber mais detalhes é só olhar as páginas: https://farolsantander.com.br/#/sp/o-farol/bar e https://www.subastor.com.br/bardocofre.

Ala dos Cofres Grandes…
Os Drinks e o Bar do Cofre…

Aproveite que o final do ano está chegando, reúna a turma para uma visita ao Farol Santander e um brinde no Bar do Cofre. Cheers!!! Saúde!!! Santé….

Um Brinde com as Amigas: Cláudia, Ane, Marcela e Eu!!!

Espero que tenha se divertido com essa matéria e te espero no próximo post onde voltaremos a falar do Canadá e vamos visitar as Cataratas do Niagara (Niagara Falls)!!! É só clicar no link e me acompanhar nessa aventura: https://cadaviagemumabagagem.com/ao-encontro-das-cataratas-niagara-falls/ Vamos?

Preview da Próxima Postagem… Niagara Falls!!!

Uma viagem pela Arte Brasileira na Exposição: Contemporâneo, Sempre – Coleção Santander Brasil

Já pensou em fazer uma viagem por 70 anos da Arte Brasileira, num mesmo espaço, através de obras abstratas, de paisagens e também de retratos? Esse é o convite da Nova Exposição do Farol Santader: Contemporâneo, Sempre – Coleção Santander Brasil. Me acompanha nessa viagem?

A curadoria dessa exposição ficou por conta do Agnaldo Farias e do Ricardo Ribenboim, que tiveram a difícil missão de escolher entre mais de duas mil obras do Acervo do Santander, 64 para compor essa mostra! E entre os parâmetros para a escolha eles utilizaram o período e a técnica. O trabalho deles foi realmente excelente!!!! Além da incrível aula que nos proporcionaram durante a visita monitorada, que também contou com a presença da Patrícia Audi, vice-presidente de Comunicação do Santander.

Trio Fantástico!!!

A Exposição Contemporâneo, Sempre ocupa o 24° do Farol Santander e está dividida em Abstração, Retrato e Paisagem. Vale lembrar que as obras dessa mostra foram apostas, porque foram adquiridas logo após sua produção e antes de se tornarem famosas, fazendo com que o Banco se tornasse um tipo de cúmplice, um fomentador desses projetos.

Logo na entrada da Exposição, já somos recepcionas por obras abstratas de Arcangelo Ianelli, Tomie Othake e Alfredo Volpi, estrangeiros que contribuíram muito para a arte brasileira. A forma como essas obras foram dispostas nos faz enxergar um elo entre elas, na primeira há uma sobreposição e na segunda parece que a obra se abre e fecha-se o ciclo com a obra de Volpi, adotando aqui um estilo incomum.

Abstrações de Ianneli, Tomie Othake e Volpi
“Sem Título” (1978) – Tomie Othake
“Sem Título” (1960) – Alfredo Volpi

Também na entrada encontramos uma Escultura com várias formas geométricas de Emanoel Araujo.

Outra obra que também chama a atenção é o quadro “Equilíbrio” (1967) de Iberê Camargo, na qual notamos um trabalho tenso na forma como as cores e os relevos da pintura se apresentam.

Vamos conhecer agora um pouco mais sobre a abordagem Paisagem dessa Exposição. Do lado direito da sala podemos notar a Representação indígena de diversas formas, primeiro através da pintura, que foi usada por muito tempo como forma de documentação,  e também através da fotografia, nessa obra tão marcante “Conselho de homens Xicrin- Kayapo” (Estado do Pará, Amazônia, 1966) captada pela lente da incrível Claudia Andujar. Reforçando, dessa maneira que todas as linguagens devem ser respeitadas e tem sua riqueza!!!

“Conselho de homens Xicrin- Kayapo (Estado do Pará, Amazônia, 1966) – Claudia Andujar

Ainda no quesito Paisagem, dentre tantas obras belíssimas se destacam  “Cavalo, Casebre e Paisagem” (1959) de Candido Portinari e “Baile no Campo” de Cícero Dias.

“Cavalo, Casebre e Paisagem” (1959) – Candido Portinari
“Baile no Campo” de Cícero Dias

Vamos percorrendo a Exposição, que foi montada de forma sinuosa para dar a ideia do movimento da arte, e nos deparamos com o artista Paulo Almeida, executando sua Pintura da série “Palimpsestos”, na qual ele vai pintando o que está ao seu redor e conforme o ambiente vai sendo modificado, sua obra se altera também, através de sobreposições. No vídeo está o momento em que ele está começando a pintar a ponte que está na outra extremidade do corredor onde está sua obra, dá sua uma olhadinha nesse privilégio de acompanhar ao vivo o trabalho do artista link do vídeo do Paulo no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=U6OXOHdmj_8&feature=youtu.be

Ateliê do Paulo
Com o Artista Paulo Almeida

Agora seguindo para a abordagem Retrato, uma obra que merece destaque é a “Mulata na Cadeira” (1970), de Di Cavalcanti, que também está representada na forma tátil no projeto acessibilidade. Assim como a obra “Circo”(2008) de Luiz Braga.

Mulata na Cadeira e na forma tátil
“Circo”(2008) – Luiz Braga e em sua forma tátil

Outra obra que também chamou muito a minha atenção foi a “Figura”(1948) de Milton Dacosta, que me transmitiu muita doçura a serenidade no olhar…

Com a “Figura”

A Exposição ainda conta com várias outras obras, incluindo pinturas, fotografias e até esculturas como a “Tocadora de Guitarra” (1923) de Victor Brecheret, que é a obra mais antiga da mostra.

A Exposição ainda conta com uma parte interativa: um espaço multimídia no qual as obras projetadas na parede podem ser alteradas pelos gestos do visitante!

Lembrando que a Exposição ficará ee cartaz até o dia 05 de janeiro de 2020, no 24°andar do Farol Santander (Rua João Brícola, 24). Para saber mais informações é só dar uma olhadinha no site: www.farolsantander.com.br . E se quiser saber mais sobre o edifício e outras exposições que já visitei lá é só conferir o nosso link : https://cadaviagemumabagagem.com/caminhando-pelo-centro-historico-de-sao-paulo/

E com essa vista linda do 26° andar do Farol Santander, me despeço… Espero que tenha gostado dessa nossa viagem no universo das artes. Muito obrigada pela companhia e te espero na próxima postagem! Até lá!!!

Uma volta ao passado na Casa das Caldeiras

O cenário é rodeado de arranha-céus espelhados, shopping center, estádio de futebol, uma avenida movimentada e ao olhar para o lado direito, na Avenida Francisco Matarazzo, no sentido bairro, nos deparamos com uma construção em tijolinhos e três chaminés enormes, como se o fosse um recorte no tempo…

Meu convite de hoje é para juntos fazermos  “Uma volta ao passado na Casa das Caldeiras”!  Me acompanha?

Vamos embarcar nessa viagem?

Tudo começou em 1891, quando o italiano Francisco Matarazzo (que mais tarde levaria o título de Conde) chegou à cidade de São Paulo, mas já estava no Brasil há um tempo e morava em Sorocaba, onde trabalhava produzindo gordura de porco. Ao chegar na capital fundou algumas fábricas na região do Brás e da Mooca para produzir algodão e trigo. Por muito tempo, foi o único fabricante desses produtos no país. Com o crescimento da produção e necessidade de expansão da empresa, precisava de espaço, então descobriu esse terreno de mais de 100 mil m², uma área compreendida entre onde atualmente estão o Viaduto Antártica e o Viaduto Pompéia. Esse local foi escolhido, além do grande espaço, por ser próximo à linha férrea e ter a água do Rio Tietê próxima também! As novas fábricas começaram a ser construídas em 1920, por essa foto do postal dá pra você ter uma ideia desse Complexo Industrial da Casa das Caldeiras

Cartão Postal de Complexo Industrial no seu auge

Mas voltando pra atualidade, quem me acompanhou no passeio de hoje foi a minha irmã Ane e quem nos guiou nesse tour, que faz parte da Jornada do Patrimônio 2019, foi o Júnior, um excelente anfitrião que realmente nos fez mergulhar no passado, revivendo essa memória paulistana. Ah! Lembrando que na Jornada do Patrimônio 2018, visitamos o Palácio da Justiça, se você ainda não viu ou quer rever a matéria é só dar uma olhadinha nesse post: https://cadaviagemumabagagem.com/no-caminho-da-justica-visita-ao-museu-do-tribunal-e-ao-palacio-da-justica/.

Voltando a falar de história, a Casa das Caldeiras surgiu com a necessidade de gerar energia termoelétrica para todo esse complexo das Indústrias Matarazzo (também conhecidas pelas sigla IRFM- Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo). Então foi feita um adaptação dos galpões pra viabilizar essa geração de energia. Trouxeram uma caldeira da Inglaterra e em 1923  foi construída a primeira e principal Chaminé Central, que tem mais de 30 metros de altura e você se depara logo que entra na Casa das Caldeiras.

Com a Chaminé Central

Em 1936 foi construída uma Segunda Chaminé, que também tem mais de 30 m de altura, e fica onde era a Antiga Entrada Principal da Casa das Caldeiras. Essa era a principal entrada porque ficava mais perto dos trens. Também tem uma Terceira Chaminé do outro lado e apesar de serem bem parecidas, tem algumas diferenças entre si, como o acabamento e outros detalhes, como por exemplo, a parte de cima da segunda Chaminé que foi recuperada com a restauração de 1999, mas que ficou diferente da base.

Vale lembrar que a arquitetura da Casa das Caldeiras foi sofrendo modificações ao longo do tempo e essas marcas podem ser percebidas na Antiga Entrada Principal, como a construção de um piso superior e também na Lateral da Casa, com o fechamento das janelas, entre outras alterações.

Na Entrada Antiga com o segundo piso…
Detalhe das Janelas do Primeiro Piso Fechadas com Tijolos…

Em 1937, o Conde Francisco Matarazzo faleceu, e o seu filho Francisco Matarazzo Junior assumiu a empresa e continuou crescendo, tanto que comprou 12 Locomotivas iguais a essa da foto (que foi uma das únicas a permanecer e está exposta na frente da Casa das Caldeiras e era chamada carinhosamente de Filomena) e que serviam para levar a produção das fábricas até os vagões de trem da Estação Ferroviária e cujo carregamento era feito através de Passarelas como essa.

Ane quase andando na linha…
Detalhe do Vagão de nome Filomena
Passarela que ligava a Casa das Caldeiras à linha férrea

As Indústrias Matarazzo continuaram crescendo e em 1953 receberam mais três caldeiras e Casa das Caldeiras (que era considerada a “cozinha” de todo o complexo das fábricas) foi dividida em dois pisos. Esse Salão dos Tanques era a base de máquinas e o que parece um submarino é reservatório de água e é original da época, já os tanques laranjas foram colocados depois da restauração, que aconteceu entre 1998 e 1999, após os 30 anos de abandono Casa, que começou a entrar em desuso e se deteriorar a partir de 1969.

Salão dos Tanques
Detalhe do Tanque “Submarino”

A Casa das Caldeiras foi tombada 1986 pelo CONDEPHAT pela sua importância histórica para a cidade, pois marca a transição da cultura agrária para a industrial.  E a partir da sua revitalização em 1999, passou ter uma ocupação mais cultural, que se intensificou em 2005, com a criação da Associação Cultural Casa das Caldeiras, que desenvolve projetos artísticos e culturais. Além disso, a Casa das Caldeiras também pode ser locada para eventos. Já imaginou que show sua festa ou casamento aqui? Se quiser saber mais detalhes é só dar uma conferida no site: http://www.casadascaldeiras.com.br.

Agora voltando para o nosso passeio, fomos conhecer uma Caldeira e sua Fornalha que era alimentada por lenha e depois por carvão para produzir a energia termoelétrica que iam para o Maquinário no piso superior.

Túnel onde ficava a Caldeira

Vale lembrar que aqui trabalharam cerca de 30 mil pessoas para manter toda essa estrutura funcionando e garantir a produção de energia para as fábricas. Vamos visitar agora o túnel que servia para escoar a fumaça pelas chaminés. O projeto de sua construção era italiano e ele fica na mesma altura da linha férrea e não no subsolo como se imagina. Aqui também foi possível visitar as Chaminés por baixo e ter uma ideia de sua dimensão.

Agora fomos visitar a Parte Externa da Casa das Caldeiras e foi possível perceber a mudança arquitetônica acompanhando as mudanças na indústria, como por exemplo,  as janelas do térreo foram fechadas com a construção do piso superior e o espaço aberto desse piso, onde estão as cortinas, era pra ventilação. Vale lembrar que essa parte superior servia como depósito de resíduos.

Parte Externa…
Parte Externa e o Detalhe das Cortinas…

Já que estamos falando do Piso Superior, seu Telhado era de cerâmica e com a restauração foi modificado para telha metálica, então foi feito um jateamento com espuma pra isolamento acústico por conta dos eventos e festas da Casa. Ah! A Sala Lateral desse piso era onde funcionava a sala das máquinas e onde ficam os tanques que ainda tem óleo.

Sala Lateral
Máquina da Sala Lateral
Tanques da Sala Lateral

Na parte externa da Casa das Caldeiras, podemos observar uma bonita construção em tijolinhos, que é a Casa do Eletricista, local onde ficavam as instalações pra transmitir a energia gerada nas caldeiras para as fábricas.  A Casa do Eletricista foi tombada junto com a Casa das Caldeiras em 1986 e a área verde ao lado dela tem que ter preservada servindo como descanso visual e as duas Casas (das Caldeiras e do Eletricista) devem estar conectadas. Essa casa já abrigou exposições, teatro, restaurante, e no momento está fechada para reforma, mas mesmo vendo somente sua parte externa, já dá pra perceber todo o charme de sua arquitetura.

Casa do Eletricista

Voltando a falar um pouco mais de história, as Indústrias Matarazzo produziam de tudo, tinha desde serraria, refinaria, frigorífico até a fabricação de  perfumes, enfim, era um verdadeiro império, mas começou a decair em 1969, sendo que toda a área das fábricas foi sendo vendida e demolida para a construção de grandes prédios, o que iria acontecer com a Casa das Caldeiras, se não fosse um detalhe: as chaminés. Isso mesmo, as Chaminés salvaram a Casa por serem consideradas o marco do Complexo Industrial da Água Branca, o símbolo da região, tendo assim um grande valor histórico.

As Chaminés Salvadoras!!!!

Porém, o restante  das fábricas não teve a mesma sorte… Tudo foi demolido dando origem a novos empreendimentos e como forma de compensação ambiental por esses novos imóveis, foi construída a Praça Francisco Matarazzo Junior no local onde era a fábrica de perfumes e velas.

A Beleza da Praça Francisco Matarazzo Junior
Praça Francisco Matarazzo Junior

E com esse prédio mais baixo à direita da foto, que foi construído em 2010 onde era a antiga fábrica de margarina, finalizamos esse tour de hoje com essa linda foto do grupo, feita por Nickolas Floriano. Se você gostou desse passeio e não quer esperar pela próxima Jornada do Patrimônio, pode entrar em contato pelo e-mail: contato@casadascaldeiras.com.br para fazer o agendamento de grupos para a visitação, que ocorre pelo menos duas vezes ao mês.

O Grupo do Tour!!!

Mas antes de nos despedirmos desse roteiro especial, tivemos a oportunidade de conhecer o Projeto Mantas do Brasil, que visa a preservação e proteção das Mantas (uma espécie de raia, cuja maior delas por chegar a 8m – o tamanho do domo dessa estrutura – e pesar até duas toneladas). Através de projeções nesse inflável foi possível aprender um pouco mais sobre nossa riqueza marinha e como a participação de todos para salvar nosso planeta é fundamental!!! Se você quiser saber um pouco mais sobre esse lindo trabalho é só olhar o site: www.mantasdobrasil.org.br.

Inflável do Projeto Mantas do Brasil
Projeção da Manta

Ah! Vale lembrar que a Casa das Caldeiras ainda tem Espaços Lindos para você tirar aquelas fotinhos para postar nas redes sociais!!!

Ane literalmente na Passarela

Agora sim, terminamos nosso passeio!!! Agradeço de coração sua companhia e te espero na próxima postagem!!!

Casa das Caldeiras, Muito obrigada por existir!!

No Universo das Letras da Exposição Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade

Você já parou para prestar atenção na quantidade e diversidade de letras e algarismos presentes por onde você passa? E se eles tivessem algo mais para dizer além da simples informação que estão prestando?

Foi pensando nesse despertar para a observação que foi criada a Exposição “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade”, que está no Farol Santander em São Paulo e quero que você conheça comigo. Vamos começar nossa viagem por esse universo das letras?

Como te falei essa exposição está no Farol Santander (no 19º e 20º andares) e vai ficar até o dia 03 de novembro de 2019. Na postagem anterior falei bastante sobre o Farol e passei várias dicas do que visitar nele e como aproveitar melhor essa visita. Se você ainda não viu ou quer relembrar é só clicar nesse link para ir para a postagem e depois voltar aqui para continuarmos: https://cadaviagemumabagagem.com/caminhando-pelo-centro-historico-de-sao-paulo/ .

A Exposição “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade” é coletiva e mostra como a tipografia (arte da criação e impressão das letras) urbana pode ajudar a decifrar e entender melhor São Paulo. A curadoria é do Leonel Kaz, que nos contou que a exposição era para ser mais acadêmica, porém, conforme foi se desenvolvendo, tornou-se mais imersiva, principalmente devido ao local onde o Farol se encontra, cercado de uma tipografia bem peculiar, que sempre fala conosco, mas que agora conseguiremos dialogar com ela.

Com o Curador Leonel Kaz

A Exposição “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade”  começa no 20º andar com um vídeo que fala sobre a  Evolução da Escrita, desde os primórdios da humanidade com os desenhos nas cavernas até os dias atuais, mostrando como as letras acompanham a arquitetura e as artes e trazendo uma série de curiosidades que eu nem imaginava. E do outro lado desse vídeo, você se depara com Prateleiras cheias de Letras vindas de Portugal…

Letras vindas de Portugal

Continuando nesse andar, você vai encontrar a “Sala dos Alfabetos”, composta de cartazes de alfabetos em vários idiomas, alfabetos clássicos e contemporâneos, além de alfabetos criados por brasileiros, em virtude do que observavam pelas ruas do país.

Sala dos Alfabetos
Fontes em destaque

Também terá a oportunidade de ver um painel com letras em diversas bases como vidro, azulejo e tijolo, que é “O Feito à Mão”¸ do Victor Tognollo e da Camila Actum (do Estúdio Itálico), com a participação de Gui Menga, que também é o responsável pela Caligrafia dos painéis laterais.

Os Artistas das obras “O Feito à Mão” e “Caligrafia” : Camila Actum, Victor Tognollo e Gui Menga

Nesse andar também há a apresentação de dois vídeos:  “Em Torno do Farol” e “Hystory of Typography” (História da Tipografia)¸ cujas telas de projeção foram um “X”. Também há um painel de 14m² com o Grafite de Daniel Melin, outro Painel em Serigrafia do Gilberto Tomé e o Pixo em Neon do artista Alexandre Orion.

“O Pixo em Neon”

Uma sala que tenho certeza que vai chamar sua atenção é a da fachada das Lojas Brodway, que conta com lindos painéis, além da Oficina de Carimbos, na qual você pode pegar uma folha com a letra que quiser e carimbar e estilizar do seu jeito para levar que recordação pra casa.

Um dos painíes dessa Oficina

Também merece destaque a obra “Oficina do Giz”, da Cristina Pagnoncelli, que consiste num painel de 14m² com várias letras escritas com giz de uma forma primorosa.

A Artista Cristina Pagnoncelli na sua Oficina do Giz
A Volta ao Giz…

Depois de explorar esse andar, chegou a hora de ir para o 19º andar, que onde estão expostas mais de 200 fotografias em backlight, distribuídas em oito estruturas curvilíneas, nos fazendo passear pela tipografia da cidade desde a década de 40 até a atualidade.

A viagem pela São Paulo das décadas de 1940 e 1950, através de seus letreiros e cartazes, é feita por meio das fotos de Peter Scheier, Alice Brill, Henri Ballot, Marcel Gautherot , Hildegard Rosenthal, entre outros, que através de suas fotografias jornalísticas, contribuíram muito para mostrar como era o Brasil.

São Paulo nas…
Décadas de 40 e 50

Avançando no tempo, vemos a influência e a modificação das letras com o passar dos anos através das fotos de José Roberto D’Elboux. E em certos momentos, você vai lembrar de já ter visto o que está sendo retratado em algum lugar…

Pelas lentes de D’Elboux
Detalhes das Fachadas…

Essa mesma sensação também está presente nas fotos de Maurício Nahas,  que fez esse material especialmente para essa exposição.

A tipografia de São Paulo por Maurício Nahas

A exposição também conta com fotos de Renato de Cara e traz um  Espaço Imersivo, no qual você pode entrar no meio de uma Projeção de Letras, sentir como se elas invadissem seu corpo e brincar com essa sensação. Além de Games para descobrir a fonte de letra que mais combina com você, escrever seu nome na chuva e na praia, entre outros jogos.

Na projeção…
Resultado dos Games

Já deu pra perceber quanta coisa boa tem pra fazer nessa exposição, não é mesmo? E o melhor de tudo é como você vai sair dela, com uma observação e um olhar bem mais aguçados. Ah! Quero te lembrar que o Farol Santander fica na Rua João Bricola, 24 e funciona de terça a domingo das 9h às 20h. Os ingressos custam R$25 (inteira), R$12,50 (meia) e R$22,50 (para Clientes Santander). Mais informações estão no site: www.farolsantander.com.br.

Espero que tenha gostado desse nosso mergulho no universo das letras e te espero na próxima postagem!!! Até Breve!!!

No caminho da Justiça: Visita ao Museu do Tribunal e ao Palácio da Justiça

Quer conhecer um pouco mais sobre a arquitetura e curiosidades das construções de prédios icônicos da justiça de São Paulo? Hoje meu convite é para que você me acompanhe na 4ª Jornada do Patrimônio 2018 e venha visitar o Museu do Tribunal de Justiça e o Palácio da Justiça! Vamos?

Justiça
No Caminho da Justiça

Nosso passeio começa pelo Palacete Conde de Sarzedas, que é a sede do Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo desde 2007. Porém o prédio foi construído para residência e permaneceu com essa finalidade até próximo da década de 40.

Palacete Conde de Sarzedas Museu TJ
Palacete Conde de Sarzedas

O Palacete foi construído no final do século XIX por Luís de Lorena Rodrigues Ferreira, que era bisneto do 5º Conde de Sarzedas (por isso o nome do edifício), que casou-se com a francesa Marie Louise Belanger e a trouxe para viver no palacete com ele, pela diferença de idade entre os dois (ele tinha 60 anos e ela 18) surgiram boatos que ela era sua amante e o prédio era conhecido como “Castelinho do Amor”. Mas o que importa é o amor e a atmosfera aconchegante desse lar. Eles tiveram um filho, que foi a pessoa que mais aproveitou esse ambiente, vivendo ali até 1939.
O lugar é realmente de uma beleza arquitetônica incrível, logo no hall de entrada você já se depara com esse teto maravilhoso e a primeira sala onde estava acontecendo um sarau também é de encher os olhos.

Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo
Teto do Hall de Entrada

Palacete do Conde de Sarzedas
Detalhes da Sala do Palacete

 

 

 

 

Museu do TJ SP
Corredor do Museu

Seguimos por um belíssimo corredor que foi restaurado desde o teto até o piso e teve seus vitrais vindos a maioria da França. Aqui estão expostos objetos de época, como relógios, calculadoras, protocolos, coleiros, entre outras peças.

Palacete Conde de Sarzedas
Objetos de época do Palacete

Museu do TJ
Protocolo antigo

 

 

 

 

 

 

Na sala seguinte fica a exposição “O Júri”, na qual foi possível conhecer um pouco da história do Tribunal do Júri, que é um tribunal popular onde a decisão pela inocência ou culpabilidade do réu cabe aos jurados, através da votação dos quesitos (perguntas objetivas cujas respostas são: “sim” ou “não”) e a sentença prolatada pelo juiz é baseada nessa decisão.

Museu TJ SP O Júri
Mesa do Juiz na Sala do Júri

A Escola de Atenas Museu TJ
Mesa do Escrevente com “A Escola de Atenas” ao fundo

Aqui estão expostos alguns dos processos de grande repercussão nacional, bem como as vestimentas do juiz, promotores e advogados, a mesa do juiz, do escrevente, as urnas para os sorteios dos jurados, um crucifixo e um belíssimo quadro réplica do afresco “A Escola de Atenas” de Rafael di Sanzio, que simboliza a busca da verdade no âmbito filosófico e que se aplica perfeitamente à busca da verdade no âmbito judiciário.

 

 

Museu TJ SP
Crucifixo do Museu

Museu TJ SP
Beca do Advogado

 

 

 

 

 

 

 

 

Palacete Conde de Sarzedas
Escadaria do Palacete

No andar superior tem uma sala de estar decorada com mobiliário da época em que era residência da família, inclusive com fotos do casal: Luiz de Lorena Rodrigues Ferreira e Maria Luiza (Marie Louise) Belanger Rodrigues Ferreira.

Donos do Palacete
Primeiros proprietários do Palacete

 

 

 

Palacete Conde de Sarzedas
Sala de estar do Palacete

E ao lado tem uma sala em homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, com uma parte do piso transparente para que possa ser visto como foi o processo de suporte para a restauração da estrutura do prédio.

Museu TJ SP
Exposição da Revolução de 1932

Museu TJ SP
Restauro do Prédio

 

 

 

 

Palacete Conde de Sarzedas
Palacete Conde de Sarzedas

Ficou com vontade de conhecer mais do Palacete? Então é só conferir mais informações no site: http://www.tjsp.jus.br/museu e as visitas monitoradas podem ser agendadas pelos telefones: (11) 3295-5818 /5819 ou pelo e-mail: museutj@tjsp.jus.br. O museu funciona de segunda à sexta das 11h às 17h com entrada gratuita e fica na Rua Conde de Sarzedas, 100 –  próximo à estação Sé do metrô.

Nosso passeio continuou com a visita guiada ao Palácio da Justiça, que é a sede do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, um projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, cuja inauguração se deu em 25 de janeiro de 1942.

Palácio da Justiça SP
Palácio da Justiça

Salão dos Passos Perdidos
No Salão dos Passos Perdidos

A fachada já impressiona com sua imponência e união dos estilos neoclássico e barroco, mas o encantamento é ainda maior no hall de entrada, onde fica o “Salão dos Passos Perdidos”, com suas 16 colunas de granito vermelho de Itu que pesam cerca de  15 toneladas (e na época da construção foram içadas por roldanas e com as força dos operários porque não tinha guindaste), o teto com detalhes de ouro e marfim e o tapete vermelho que conduz à sala do júri. Existem várias hipóteses para o nome “Salão dos Passos Perdidos”, entre elas seria porque as pessoas que estavam esperando para se apresentarem ao juiz ficavam ali andando de um lado para outro nesse salão, bem como as pessoas que estavam esperando pelo resultado do julgamento nas sessões do Tribunal do Júri.

Sala do Júri Palácio da Justiça
Salão do Júri

No “Salão do Júri” fomos recepcionados pelo monitor Paulo que nos deu uma aula sobre o funcionamento da Justiça Estadual de São Paulo, incluindo o Tribunal do Júri e o Tribunal de Justiça em si, contou como eram as sessões no Salão do Júri até 1988 (quando passaram a ser realizadas nas varas do júri do Fórum Criminal da Barra Funda), mostrou onde ficavam o juiz, os jurados, os promotores, os advogados, as testemunhas, o réu e o público que ia assistir ao julgamento.

Salão do Júri Palácio da Justiça
Mais um ângulo do Salão do Júri

Sala do Júri
Bancos dos Jurados

 

 

 

 

 

 Salão do Júri TJ SP
Crucifixo do Salão do Júri

Ele nos explicou também todo o processo de construção do Palácio da Justiça e cada peculiaridade da riqueza arquitetônica desse edifício, como o significado dos vitrais, das figuras de leões e águias nas paredes e nos lustres, entre outros símbolos, e principalmente o porquê da imagem de Jesus Cristo Crucificado na parede do salão: um alerta para o maior erro judiciário cometido na história da humanidade, lembrando a todos do cuidado que devem ter ao analisar o caso que está sendo julgado.

Mesmo não sendo mais utilizado para sessões de julgamento, o Salão do Júri mantém sua configuração original (foi tombado pela Condephaat da Secretaria da Cultura em 1981) e é utilizado para visitas monitoradas, cerimônias de posse e outros eventos culturais.

Poeta Paulo Bomfim
Poeta Paulo Bomfim

A próxima sala a ser visitada foi o Espaço Cultural “Poeta Paulo Bomfim”, cuja monitoria ficou por conta do Nelson, que nos explicou que essa era a sala secreta dos jurados e em 2009 passou a ser um espaço de homenagem ao Poeta Paulo Bomfim, que é funcionário do Tribunal de Justiça, autor do hino do TJ, membro da Academia Paulista de Letras e autor de grandes obras que retratam seu amor e respeito pelo judiciário e pela cidade de São Paulo. Acho muito interessante essa homenagem à pessoa enquanto ela está viva e pode receber esse carinho e reconhecimento pelo trabalho.

Poeta Paulo Bomfim
Algumas premiações do Poeta

Sala Paulo Bomfim
Revolução de 1932

Nesse espaço também tem uma exposição em homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, com um acervo que destaca sua importância histórica para todo o judiciário brasileiro.

 

A seguir fomos visitar a Sala “Desembargador Emeric Levai”, tendo como anfitriã a monitora Cláudia, que nos explicou que esse espaço já serviu como dormitório para os jurados (pois estes eram incomunicáveis e não podiam sair do tribunal enquanto o julgamento não terminasse) e que desde 1995 expõe parte do acervo do Museu do Tribunal de Justiça (que foi nosso primeiro passeio de hoje).

Objetos Históricos
Urna, sineta e tinteiro

A sala abriga diversas peças históricas, como tinteiros, urnas, livro de registro de feitos, a colher de pedreiro do assentamento da primeira pedra do Palácio em 1920,  e até a vara do juiz ordinário, que simboliza a autoridade do juiz (deveria estar sempre com ele, sob pena de multa) e também significa a condução coercitiva ao magistrado, dando origem à expressão “conduzido debaixo de vara”.

Palácio da Justiça
Vara do Juiz Ordinário

Palácio da Justiça
Colher de pedreiro histórica

 

 

 

 

 

 

Essa sala também tem fotos de grandes nomes do judiciário brasileiro e o brasão de armas de São Paulo pintado na parede. O teto tem pinturas e em uma das paredes é possível como é feito o processo de restauração, com uma parte apresentando a pintura original desgastada pelo tempo.

Sala Desembargador Emeric Levai
Sala Desembargador Emeric Levai

 

Plenária do Palácio da Justiça
Plenária do Palácio da Justiça

Para finalizar nosso tour, fomos conhecer “A Plenária”¸ que fica no 5º andar, tem o nome de “Sala Ministro Manoel da Costa Manso” e também é conhecida como  “Salão Nobre”.

 

Plenária do Palácio da Justiça
É realmente um Salão Nobre

Plenária do Palácio da Justiça
Bancada da Plenária

 

 

 

 

Aqui ocorre o julgamento de matérias de natureza administrativa e específicas pelo Órgão Especial, formado por 25 desembargadores. A sala é encantadora, desde o teto, passando pelas paredes com pinturas folhadas a ouro, pelos móveis, até chegar nos vitrais que representam as “Sete Virtudes da Justiça”, como o Pensamento, a Paz, a Inocência, o Passado, a Verdade, a Esperança e a Temperança.

Plenária do Palácio
Detalhes dos Vitrais e Pinturas

E para encerrar o roteiro com chave de ouro foi realizado um “quiz” com questões sobre as informações  que foram passadas na visita, eu acertei uma delas e ganhei um kit do TJ. Sei que você está curioso para saber o que tinha na sacolinha, não é? Então vou te contar: eu ganhei um calendário, lindos postais do Palácio e de seus detalhes arquitetônicos, marcadores de página, livros informativos entre outros brindes.

Quiz da Plenária
Com Nelson, Paulo e Cláudia na Premiação do Quiz

Palácio da Justiça
Beleza arquitetônica do Palácio da Justiça

O Palácio da Justiça realmente impressiona por sua grandiosidade arquitetônica, desde as salas que visitamos, passando pelo hall, pelas escadarias, até os corredores, enfim, tudo foi construído e é mantido com muito zelo e cuidado. Foi um privilégio fazer essa visita!

Salão dos Passos Perdidos
Vista Superior do Salão dos Passos Perdidos

Se você gostou da postagem e quer conhecer pessoalmente, basta entrar em contato pelos telefones: (11) 3117-2615 (de segunda à sexta das 9h às 19h) ou pelo e-mail: visita@tjsp.jus.br. Lembrando que as visitas monitoradas precisam ser agendadas e são para grupos, mas as visitas guiadas individuais podem acontecer em eventos como esse que participei (Jornada do Patrimônio), em viradas culturais, entre outros. E próximo evento será a 12ª Primavera dos Museus (dias 22 e 23 de setembro de 2018 com visitas monitoradas às 11h, 14h e 16h30). Ou então, você pode visitar diretamente, sem monitoria, de segunda à sexta das 12h30 às 18h. O Palácio da Justiça fica na Praça Clóvis Bevilacqua, s/n, próximo à estação Sé do metrô. Para saber mais detalhes, é só dar uma olhadinha no site: http://www.tjsp.jus.br/Museu/PalacioDaJustica

Muito obrigada por ter me acompanhado em mais essa experiência. Se puder, compartilhe como foi pra você percorrer o Caminho da Justiça…

Turistando no Parque do Ibirapuera

Está visitando a cidade de São Paulo ou é morador daqui, tem uma folguinha e não sabe o que fazer?
Eu te convido a me acompanhar nesse passeio pelo Parque do Ibirapuera (tenho certeza que você não vai se arrepender).
Esse pulmão de São Paulo ocupa uma área de 158 ha,  fica localizado na zona sul da capital (Avenida Pedro Álvares Cabral – Vila Mariana) e é aberto diariamente das 05h às Oh.

Ponte Ibirapuera
Cruzando a Ponte do Lago

É perfeito para quem quer estender uma toalha, fazer um pic nic e ficar apreciando os cisnes no lago. Para quem só quer relaxar e contemplar o visual. Para os esportistas é excelente para andar de bike, andar de patins, correr ou caminhar sozinho ou acompanhado de seu cão, enfim, motivos não faltam para desfrutar desse passeio.

Parque do Ibirapuera
Descansando um pouquinho para continuar a caminhada…

obelisco mmdc
Obelisco do Ibirapuera

Uma sugestão para complementar o passeio ao parque é visitar o Obelisco do Ibirapuera (https://parqueibirapuera.org/areas-externas-do-parque-ibirapuera/obelisco-do-ibirapuera/) Que na verdade é um Mausoléu em homenagem aos Heróis da Revolução Constitucionalista de 1932 (M.M.D.C. – Martins, Miragaia, Drausio e Camargo e muitos outros  combatentes que conforme a placa “Viveram pouco para morrer bem, morreram jovens para viver sempre”). Além das urnas funerárias e vídeos explicativos, o interior desse monumento de 72m de altura possui capelas com cenas da vida de Jesus Cristo retratadas em belíssimos mosaicos.

Interior Obelisco do Ibirapuera
Capela do Obelisco

Se você está procurando cultura, o Parque do Ibirapuera também é uma excelente opção, conta com vários museus, que sempre trazem exposições muito interessantes. Vou começar falando do MAM (Museu de Arte Moderna), que foi fundado em 1948 por Francisco Matarazzo Sobrinho e ocupou várias sedes até se instalar em 1968 na Marquise do Parque. Seu acervo é significativo (mais de 4000 obras), bem como sua biblioteca, além de oferecer cursos e visitas educativas. Tudo isso para que a arte esteja cada vez mais próxima do público, como na exposição que fui no ano passado: “Cidade da Língua: Bompas&Parr”, onde cada sentido era trabalhado relacionado ao alimento, numa  instalação, por exemplo, o mesmo tipo de chocolate era degustado em várias estações com trilhas sonoras diferentes, e por mais incrível que pareça, o sabor mudava… Quer saber mais sobre a programação e exposições atuais? Dê uma olhadinha no site: http://mam.org.br/

Cidade da Língua Bompas &Parr
Fonte da Exposição Cidade da Língua

Bompas & Parr
Aos sons e sabores

 

 

 

 

 

 

 

Outro museu que vale muito a pena conhecer é o MAC (Museu de Arte Contemporânea), que fica em frente ao parque na Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 (se você estiver dentro do parque é só atravessar a passarela que já está lá). Ele foi criado em 1963 (desde 2012 ocupa o prédio atual), pertence à Universidade de São Paulo e conta com cerca de 10 mil obras. Também oferece cursos, eventos, biblioteca e exposições incríveis. Para ficar por dentro de tudo que acontece no MAC USP é só conferir o site: http://www.mac.usp.br/mac/

Logo que você chega no MAC já é recepcionado(a) por esse gatinho (“Um Amor sem Igual, 2011″  de Nina Pandolfo). Eu que sou gateira me apaixonei… Depois me encantei por várias obras, como não dá pra postar tudo, escolhi essas…

Zootécnico Elefante
Elefante em espuma – “Zootécnico, 2009” de João Loureiro

Rosácea
“Rosácea, 1984” de Maria Bonomi

 

 

 

 

 

Continuando nosso tour, um passeio indispensável é na OCA: um pavilhão de exposições dentro do parque que foi projetado por Oscar Niemeyer em 1951 e desde 2017 integra os edifícios do Museu da Cidade. Sua arquitetura peculiar já é um convite para a visitação e as exposições que ela abriga são sempre surpreendentes, desde a arte chinesa (“China Arte Brasil”), arte sacra (“Esplendores do Vaticano – Uma Jornada Através da Fé e da Arte”) e arte dos mayas  (“Mayas: revelação de um tempo sem fim”), passando pelo corpo humano (“Corpos – A Exposição”) e até homenageando o nosso rei da música, o cantor Roberto Carlos (“Roberto Carlos – 50 Anos de Música”), enfim, toda essa infinidade de temas, regadas com riqueza de detalhes e excelentes curadorias acendem a lanterna da curiosidade para saber qual será a próxima exposição… Mais detalhes podem ser encontrados no sites: http://www.museudacidade.sp.gov.br/oca.php e https://parqueibirapuera.org/equipamentos-parque-ibirapuera/oca-do-ibirapuera/

A última exposição que visitei na OCA foi Art of the brick “ de Nathan Sawaya, mais conhecida como Exposição de Esculturas de Lego, um trabalho excepcional desse artista, que inicia a exposição nos mostrando numa projeção que “Sonhos são construídos… uma peça por vez”. A partir daí vai nos surpreendendo com a qualidade e perfeição da sua arte (cada nota explicativa das obras, além do nome, trazia a quantidade de peças de lego utilizadas e uma frase que nos instigava a refletir não só sobre a obra, mas principalmente sobre nós). Como você  já percebeu, eu amo fotos, queria postar todas aqui e contar o que cada uma representou para mim, mas ninguém teria paciência para ver, então vou mostrar  só duas…

The Art of the Brick na OCA
Uma pausa para reflexão

Dinossauro de Lego
Dinossauro de Lego -“Dinosaur” de Nathan Sawaya

 

 

 

 

 

No mesmo dia que fui nessa exposição, tive sorte que também estava acontecendo a 32ª edição da Bienal de Artes de São Paulo, que é realizada no Pavilhão da Bienal (ou Pavilhão Ciccillo Matarazzo – mais um dos prédios do Parque do Ibirapuera que foi projetado por Oscar Niemeyer e que já compensa a visita por sua riqueza arquitetônica). Além de exposição de artes, esse pavilhão recebe vários eventos, entre eles a “Mostra Viajar”, uma verdadeira viagem pelos roteiros através de seus sabores, sons, experiências virtuais, entre outros recursos que encantam e fazem você querer voltar na próxima (fui em 2017, 2018 e já estou esperando pela próxima). Mais informações sobre os eventos do Pavilhão da Bienal podem ser vistos no site: http://www.bienal.org.br/ E voltando a falar da Bienal de Artes, o tema era “Incerteza Viva” e nos estimulava a sermos mais questionadores e estarmos atentos a tudo ao nosso redor, aguçando nossos sentidos…

Mostra Viajar 2017
Aquele Axé da Baiana Marli

Bienal de São Paulo
Ouvindo o Parque na Bienal

 

 

 

 

 

 

Pensa que acabou? Ainda não!!!! Você pode aproveitar para visitar o Museu Afro Brasil, que também fica dentro do parque próximo ao portão 10. Foi inaugurado em 2004 e possui mais de seis mil obras em seu acervo que retratam a importantíssima cultura afro e como ela nos influencia. Toda a programação e informações sobre o museu estão disponíveis no site: http://www.museuafrobrasil.org.br/

Sobrou mais um tempinho? Não deixe de se encontrar e se encantar com as estrelas do Planetário do Ibirapuera (ou Planetário Professor Aristóteles Orsini)que foi inaugurado em 1957 (mas precisou ser fechado para reformas em 2013 e foi reinaugurado em 2016) e conta com sessões às sextas, sábados, domingos e feriados. É só conferir o horário certinho e se programar http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/umapaz/planetario_ibirapuera/programacao/index.php?p=228020

Que São Paulo é uma cidade cosmopolita nós já sabemos e que conta com uma forte imigração japonesa também. Mas você sabia que dentro do Parque do Ibirapuera tem um pavilhão dedicado a essa cultura tão rica? É isso mesmo: o Pavilhão Japonês (https://parqueibirapuera.org/equipamentos-parque-ibirapuera/pavilhao-japones/). Ele foi inaugurado em 1954 e ganhou uma placa comemorativa em 1995 para celebrar o centenário da amizade Brasil – Japão.  É cobrada uma taxa de visitação (quando fui estava R$ 10) que dá acesso a todo o complexo, formado pelo jardim tradicional (com diversas árvores e plantas), pelo jardim zen (que é lindo e transmite muita paz), pelo museu (que apresenta excelentes referências da cultura oriental, como pinturas, peças de cerâmicas, bonecas de porcelana e vários outros objetos) e pela parte mais graciosa (segundo minha singela opinião): o lago das carpas, que você pode alimentar com ração específica adquirida no próprio museu.  Elas são tão lindas e encantadoras, que dá vontade de ficar ali o tempo todo só contemplando esse presente da natureza…

Jardim Zen Pavilhão Japonês Ibirapuera
Em paz no Jardim Zen

Pavilhão Japonês Ibirapuera
Alimentando as carpas

 

 

 

 

 

Parque do Ibirapuera
Dia de Sol no Ibira

Gostou do passeio? Espero que tenha aproveitado e que se divirta muito na sua visita ao Ibira (apelido carinhoso que o chamamos). Se quiser mais informações sobre o parque e também sobre todo o trabalho de conservação e preservação é só acessar o site: https://parqueibirapuera.org/

Ah! Agora me conta conta como foi sua vivência no parque e qual dica legal pode nos passar 😉