No Caminho da Fé: Aparecida do Norte

Hoje meu convite pra você é muito especial: vamos percorrer o caminho da fé, visitando Aparecida do Norte?

Vamos aproveitar que o mês de outubro é consagrado a Nossa Senhora Aparecida e dia 12 é comemorado seu dia (considerado Feriado Nacional por ser a Padroeira do Brasil) e vamos homenagear Nossa Mãe Querida, fazendo uma visita a sua casa!!!

Me acompanha nessa jornada de renovação da fé?

Basílica Nacional de Aparecida do Norte

Saímos cedo de São Paulo em direção à Aparecida do Norte, que fica a aproximadamente 170 km da capital e cerca de 2h30 de carro. Quem me acompanhou nesse caminho da fé foram meus pais (Pedro e Dalva) e minha irmã Ane. Visitar Aparecida do Norte é sempre um presente de Deus, é um lugar abençoado e logo que você chega já sente essa energia positiva.

A devoção a Nossa Senhora Aparecida começou em 1717 quando sua imagem foi encontrada no Rio Paraíba do Sul em duas partes: primeiro o corpo e depois a cabeça, pelos pescadores: João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, que estavam há dias tentando pescar para o banquete que seria servido ao Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais: Dom Pedro de Almeida e Portugal – o Conde de Assumar. Porém não estavam encontrando peixes e depois do encontro da imagem, milagrosamente os peixes surgiram em quantidade abundante! Foi o primeiro milagre de Nossa Senhora Aparecida!!!

Pescadores que encontraram a Imagem de Nossa Senhora no Museu de Cera
Quadro dos Pescadores na Sala das Promessas

Como forma de agradecimento, colaram a imagem e montaram um altar na casa dos pescadores e todo sábado os moradores da região se reuniam pra rezar.

Como a devoção à Nossa Senhora Aparecida foi aumentando, construiu-se um Oratório, depois uma Capela de pau-a-pique em 1740, seguida por uma Igreja em Morro dos Coqueiros em 1745, mas como a estrutura era de taipa de pilão, acabou se deteriorando com o tempo. Então foi reformada, dando origem à “Igreja de Monte Carmelo” ou Matriz Basílica, atualmente conhecida como Basílica Velha, que foi inaugurada em 1888.

A devoção a Nossa Senhora Aparecida continuou aumentando a cada dia, então na comemoração do bicentenário do encontro da imagem (1917), surgiu a ideia da construção de um novo santuário para acolher os fiéis, cuja solenidade de lançamento da pedra fundamental aconteceu em 1946, mas a construção só começou em 1955 e as atividades no Novo Santuário só iniciaram em 1982 com o traslado da Imagem de Nossa Senhora Aparecida (a mesma que foi encontrada no rio) da Basílica Velha para a Basílica Nova. Essa imagem encontra-se hoje no Nicho de Nossa Senhora Aparecida, que é decorado com mosaicos de ouro e protegido com vidro blindado.

Basílica Nova de Aparecida do Norte
NIcho de Nossa Senhora Aparecida

Agora que você já ficou sabendo um pouco da história de Nossa Senhora Aparecida, vamos começar nosso tour pelo Santuário Nacional de Aparecida do Norte. Vamos começar assistindo à Missa na Basílica Nova. Para saber os horários certos das missas é só dar uma olhadinha no site: www.a12.com/santuario/pastoral/pastoral-horarios-de-missas-santuario-nacional. É sempre bom começar recebendo as bençãos de Nossa Senhora Aparecida!!

Missa na Basílica Nova

Vale lembrar que o Santuário foi construído em forma de Cruz e que sobre o Altar Central tem uma Cruz de Aço de 8m de altura com a imagem de Cristo vazada, representando sua entrega pela humanidade. O Altar também fica no centro do Santuário representando Jesus, que é o centro da vida de todo cristão e a mesa é de pedra granito maciça.

Altar visto da Cúpula

Aproveitamos para visitar também a Capela do Santíssimo e a Capela de São José, que ficam uma de cada lado do Altar do Santuário e são lugares ideais para momentos de recolhimento e prece.

Ambas as capelas são repletas de símbolos. A Capela do Santíssimo, que está à direita do Altar Central do Santuário, tem um altar que é composto por cinco mosaicos representando os quatro evangelistas e o cordeiro pascal no centro e as videiras no portal de entrada dessa capela significam a comunhão e os pássaros que bicam as uvas seriam nos fiéis na Eucaristia. Outro detalhe é a frase em latim do portal: “Panis Angelorum Cibus Viatorum” que significa “Pão dos Anjos, Alimento dos Viajantes”, simbolizando Jesus presente no mistério eucarístico.

Capela do Santíssimo
Detalhes do Portal da Capela do Santissimo

A Capela de São José fica à esquerda do Altar Central e foi feita em homenagem ao guardião da Sagrada Família: São José. O painel do Altar é feito em azulejos e representa o Anjo avisando a São José que Nossa Senhora estaria concebendo o Messias por obra do Espírito Santo. Os painéis laterais retratam cenas da Vida de Jesus e o portal em ferro representa a entrada de um jardim, já que o piso é formado por desenhos de lírios se abrindo que simbolizam sabedoria e pureza. E a frase em latim “Dominus Domum Joseph Concredidit” significa “O Senhor confiou a José a Sua Casa”.

Capela de São José
Portal da Capela de São José

Saindo dali, vale a pena passar pelo Nicho de Nossa Senhora Aparecida!!! Como já mencionei anteriormente é o lugar que abriga a imagem encontrada no rio e é o local mais procurado no Santuário. Os fiéis podem passar bem pertinho dela e sentir de uma maneira ainda mais forte a presença da Mãe Aparecida. O nicho foi idealizado pelo artista sacro Claudio Pastro e traz toda uma simbologia, como o Sol representando o círculo que é a forma perfeita de Deus, a Faixa Central com os três Arcanjos: Rafael, Miguel e Gabriel levando os pedidos dos fiéis e trazendo as graças de Deus, entre outros elementos. Para saber mais detalhes sobre todos os demais símbolos é só dar uma olhadinha no site: www.a12.com/santuario/noticias/o-simbolismo-do-nicho-de-nossa-senhora-aparecida.

Nicho de Nossa Senhora Aparecida

Saindo dali, quero que você conheça comigo a Sala dos Milagres ou Sala das Promessas, que é o segundo lugar mais visitado do Santuário, e fica no subsolo da Basílica Nova. É aqui que os fiéis entregam objetos e fotos como forma de agradecimento de bençãos alcançadas. Logo na entrada, nos deparamos com quadros contando a história do aparecimento da Imagem e também dos primeiros milagres de Nossa Senhora, além de fotos no teto. Depois seguimos para a outra parte repleta de objetos símbolos das promessas. Até postei um vídeo na nossa página do blog no youtube para você ter uma ideia da dimensão das graças: https://www.youtube.com/watch?v=yE1CAAAwyQw

Família na Entrada da Sala das Promessas
Sala das Promessas

Ao lado das Salas das Promessas tem um espaço com várias mesas para que os fiéis possam descansar e também se alimentar, já que ali tem um café, também tem a Livraria Santuário, uma loja de artigos religiosos e ainda a Exposição: “Mistérios do Rosário: Caminho do Homem, Caminhos de Deus”, com peças de argila dos artistas Blás Servin e Ângela Servin, contando a história de Jesus.

Mistérios do Rosário

Também no subsolo da Basílica Nova fica o “Espaço Devotos Mirins” com apresentação do Tijolinho e toda sua turma para entreter e evangelizar as crianças, ensinando desde cedo os pequenos a amar Nossa Mãezinha Aparecida!

Um lugar especial dedicado às crianças!

Agora quero que você conheça comigo um dos lugares mais marcantes desse nosso tour: a Cúpula do Santuário. Isso mesmo, recentemente foi lançado o “Circuito de Visitação à Cúpula”, que pode ser feito sozinho (R$10,00 – inteira e R$ 5,00 – meia) ou o combo com a visitação à torre também (R$ 15,00 – inteira e R$ 7,50 – meia). Nós optamos pelo combo. A bilheteria e o elevador de acesso à Cúpula ficam próximos à Sala das Promessas. A Visita começa com a “Exposição dos 300 Anos” contando detalhes sobre a construção do Santuário, inclusive com os materiais utilizados, além de objetos religiosos e lembranças das visitas dos Papas à Basílica Nacional.

Materiais utilizados na construção da Basílica Nova
Objetos Religiosos

Seguimos agora para a Visitação à Cúpula, propriamente dita, que está sobre o Altar Central a uma altura de mais de 50m do chão e foi inaugurada em 11 de outubro de 2018. A obra da Cúpula é belíssima e a vista do Altar e do Santuário de lá de cima é encantadora!!! E antes de se chegar à Cúpula tem toda a explicação da simbologia que sua obra (idealizada pelo artista Cláudio Pastro) retrata, como o sol ao centro que é Cristo e em si o Espírito Santo e os pássaros voando ao seu redor representando os fiéis que vem ao Santuário em busca da luz de Jesus, rodeados pela Árvore da vida que é o Reino de Deus! Poder apreciar essa riqueza de detalhes tão de perto é mais um presente de Deus e de Nossa Senhora Aparecida!! Se quiser sentir como foi essa experiência, dá uma conferida nesse vídeo que postei no nosso canal no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=zRHk219LiP8 . E para saber mais detalhes sobre o horário da visitação é só olhar no site: www.a12.com/santuario/locais-turisticos/circuito-de-visitacao-a-cupula.

A Cúpula da Basílica Nova

Vale lembrar que a Cúpula Central é sustentada pelo Baldaquino, formado por quatro pilastras de mais de 40m de altura, onde estão representadas a fauna e a flora brasileira, bem como as estações do ano e também o povo brasileiro. Também tem a representação dos anjos e no centro (ao redor da Cúpula) está escrita a primeira parte da Oração “Ave Maria“.

A Cúpula e o Baldaquino
Detalhe da Oração Ave Maria e do Baldaquino

Depois dessa vista incrível, descemos pelo elevador e nos dirigimos para outra parte do Santuário (não tem passagem direta da Cúpula para a Torre), para visitarmos o Museu de Nossa Senhora Aparecida e o Mirante da Torre.

A Torre Brasília tem 100m de altura, 18 andares, 440 degraus e foi inaugurada no ano de 1961. Sua estrutura foi uma doação do Presidente Juscelino Kubitschek e em 2007 ela ganhou um relógio de quatro toneladas que foi construído em Madri. A Cruz de seu topo contém uma cápsula com a relíquia do Santo Lenho. Além de abrigar a parte administrativa do Santuário e em seu segundo andar, o Museu Nossa Senhora Aparecida, que foi inaugurado em 1967 e recebe exposições temporárias e permanentes e contém peças muito importantes, como a pedra com a marca da pata do cavalo no milagre do cavaleiro que queria entrar com o cavalo na Igreja (e este ficou preso na pedra da entrada), também as algemas do escravo que se quebraram, entre outros milagres. Além das rosas e coroas de Nossa Senhora Aparecida. É uma pena que não é permitido fotografar no museu, mas vale muito a pena visitar.

Como já mencionei anteriormente, na Torre Brasília também fica o Mirante no 18° andar, ocupando uma área de 324m2, de onde se tem uma vista privilegiada da cidade, inclusive do Rio Paraíba, onde foi encontrada a Imagem de Nossa Senhora Aparecida em 1917.

Rio Paraíba visto da Torre Brasília

E no salão da Torre Brasília ainda tem uma Exposição Cronológica de fatos marcantes da história do Santuário e de Nossa Senhora Aparecida.

No térreo da Torre Brasília ainda tem uma imagem de São José Operário e um painel representando os peregrinos.

Saindo dali, vamos passar pela Capela das Velas que é outro lugar bastante procurado pelos fiéis para pagar promessas acendendo velas de todos os tamanhos. No centro da Capela há uma Cruz de Aço de 4m de altura. É muito bonito ver essa demonstração de fé e gratidão!!! Que a luz dessas velas aqueça nossos corações e fortaleça nossa fé!!!

Capela das Velas

Bem perto da Capela das Velas, no jardim do Santuário fica o Campanário que é formado por 13 sinos, sendo 12 em homenagem aos 12 apóstolos e o maior deles dedicado à Virgem Maria e à São José. Eles tocam em horários específicos e é um lindo espetáculo!!!

Vamos agora para o outro lado, onde fica a Basílica Velha, e para chegar lá, vamos atravessar a Passarela da Fé, que foi inaugurada em 1971, justamente para facilitar o acesso entre as Basílicas Nova e Velha.  Foi projetada em formato de “S” em homenagem à Nossa “S“enhora da Conceição Aparecida. A passarela também é um local de agradecimento, onde muitos fiéis atravessam seus 392 metros de comprimento de joelhos para pagar promessas. Eu já fiz esse percurso em dois momentos da minha vida, subindo e descendo de joelhos nas duas vezes e posso te dizer que é uma emoção muito forte e uma gratidão imensa pelas graças recebidas!!! Você recebe uma força tão grande para cumprir a promessa que o percurso passa tão rápido que quando você percebe já chegou! Sou muito grata à Nossa Senhora Aparecida por ter me concedido alcançar as bençãos e ainda me ajudar a pagar as promessas!!! Bem coisa de Mãe: ajudar os filhos em tudo 😉!!!🙏🙏🙏

A Famosa Passarela da Fé
Detalhe da Passarela

Do outro lado da passarela fica o Centro da Cidade Aparecida com várias lojas, restaurantes e principalmente a Basílica Velha, que foi inaugurada em 1888 e construída no local onde ficava a Antiga Capela (erguida em 1745). Seu estilo é o barroco, foi tombada pelo Condephat em 1982, mesmo ano que a imagem de Nossa Senhora encontrada pelos pescadores (que ficava aqui), foi trasladada para a Basílica Nova. Passou recentemente por um processo de restauração e está belíssima! Para saber os horários de missas, é só dar uma olhadinha no site: www.a12.com/santuario/pastoral/pastoral-horarios-de-missas-santuario-nacional

Órgão da Basílica Velha

Também é desse lado da passarela que fica a Feira que é bem grande e tradicional na cidade. Essa foto eu tirei do Mirante para você ter uma ideia da dimensão dela.

Agora vamos descer a passarela e voltar para o Santuário para fazer o passeio de Bondinho, que faz a ligação deste ao Morro do Cruzeiro, onde fica o Mirante do Cruzeiro, uma torre com 30m de altura que proporciona uma vista linda de Aparecida. O Cruzeiro também é uma obra do artista Claudio Pastro (o mesmo idealizador da Cúpula que visitamos anteriormente), é feito em aço, pesa 25 toneladas, possui 23 metros de altura e fica sobre o Mirante. Além do Mirante, você pode passear pelo Morro do Cruzeiro, onde tem o caminho da Via Sacra com painéis espalhados representando suas 14 estações.

Estação Cruzeiro
Vista do Mirante do Cruzeiro
Detalhe do Mirante

Pegamos o bondinho de volta e fomos conhecer agora a Esplanada de D. Paulo II (que recebeu esse nome em homenagem ao local onde o Papa João Paulo II celebrou a missa campal quando visitou o Santuário em 1980), onde está a Colunata dos Apóstolos, que consiste em 12 colunas maiores com estátuas dos 12 apóstolos que medem 4m e pesam 4 toneladas cada. São feitas de cimento e cobertas com cobre, sendo obras do artista Alexandre Morais e inspiradas na Basílica de São Pedro em Roma e com os dois braços simbolizando o abraço da Igreja ao acolher os fiéis.

Na Esplanada de D. Paulo II
Colunata dos Apóstolos
Detalhe da Colunata

E de cada um dos lados da Colunata tem uma Capela, do lado direito fica a Capela do Batismo, que como o próprio nome diz é para a realização de batizados e do lado esquerdo fica a Capela da Ressureição, que abriga os túmulos dos Bispos e Arcebispos de Aparecida, além do Memorial Virtual dos Colaboradores da Campanha dos Devotos falecidos. Suas paredes trazem cenas da Via-Sacra e seu interior também a imagem do Bom Pastor de 4m de altura representando Jesus Ressuscitado que nos conduz à vida eterna.

Capela do Batismo

Bem perto dali, fica o “Centro de Apoio aos Romeiros”, também conhecido como Shopping de Aparecida, que conta com várias lojinhas de souvenirs, com uma vasta opção de restaurantes na Praça de Alimentação. Além de um Aquário com muitas espécies da vida marinha.

Atravessando esse Centro de Apoio aos Romeiros, chegamos ao Memorial da Devoção Nossa Senhora Aparecida que abriga o Cine Padroeira (um cinema 3D que conta a história de Nossa Senhora Aparecida, desde o encontro de sua imagem nas águas do Rio Paraíba até seus grandes milagres! É emocionante!!!! Se cair algumas lágrimas dos seus olhos durante o filme, não se preocupe, é só olhar pro lado e verá que não é a única pessoa assim… Ah! Não é permitido fotografar aqui, mas se você for tenho certeza que não vai se arrepender).

O Memorial da Devoção também abriga o Museu de Cera, que retrata a história de Nossa Senhora Aparecida de uma forma bem realista, com perfeição de detalhes nas estátuas de cera. Além da representação de santos, grandes nomes da Igreja e celebridades que são devotos de Nossa Senhora.

Na representação do encontro da Imagem pelos Pescadores
Milagre do Escravo Zacarias
Milagre da Menina Cega
Beatos e Santos: Frei Damião, Nhá Chica, Frei Galvão (Santo) e Santa Teresa de Calcutá

O Memorial da Devoção ainda abriga o Cantinho dos Devotos Mirins, um espaço para Exposições e uma lojinha de lembrancinhas. Esse Memorial foi inaugurado em 2016 e realmente vale a visita, e tem desconto se você já comprar o ingresso quando for visitar a Torre de Brasília. Para saber mais detalhes é só acessar o site: www.memorialdadevocao.com.br

Quadro em Homenagem aos 300 Anos do Aparecimento de Nossa Senhora
Exposição do Memorial da Devoção

Ali perto também fica o Morro do Presépio que possui mais de 70 esculturas em tamanho natural, que representam o nascimento de Jesus e o encontro de Nossa Senhora. Além de uma vista belíssima!

Esculturas do Morro do Presépio
Representação do Presépio

E se você tiver com tempo, vale a pena conhecer a Cidade do Romeiro, que foi idealizada com uma ampla infraestrutura para receber os devotos de Nossa Senhora e começa a partir daí o Caminho do Rosário e vai acompanhando o Rio Paraíba do Sul até chegar ao Porto Itaguaçu, que fica numa curva desse Rio onde foi encontrada a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Também é possível fazer um passeio de barco pelo Rio Paraíba. Ainda não tive a oportunidade de fazer esse tour, mas já está na minha lista para a próxima visita à Aparecida do Norte.

Rio Paraíba

Nossa visita ao Santuário Nacional de Aparecida do Norte vai ficando por aqui. Espero de coração que tenha gostado desse passeio e que Nossa Senhora Aparecida abençoe grandemente a você e a todos os seus familiares e amigos e que Nosso Senhor Jesus Cristo encha suas vidas de luz, paz e bem!!! Muito obrigada pela sua companhia e até a próxima postagem!!!!

Que Nossa Senhora Aparecida abençoe a todos nós!!!

Tour em Araçoiaba da Serra

O que você acha de conhecer uma Floresta que une vegetação do cerrado e mata atlântica a menos de 2 horas de São Paulo, poder caminhar e relaxar à beira de um lago bem no centro da cidade, além de provar uma deliciosa gastronomia? Esses são só alguns dos atrativos que você vai encontrar em Araçoiaba da Serra…. Vamos embarcar nessa viagem?

Floresta Nacional de Ipanema em Araçoiaba da Serra

Araçoiaba da Serra fica na região metropolitana de Sorocaba, a aproximadamente 123 km da capital de São Paulo. Ela era habitada por índios tupiniquins e seu nome é de origem tupi e significa “lugar que esconde o sol”, porque os índios que viviam no lado leste (onde hoje é a Floresta de Ipanema) viam o sol se pôr sobre o monte do lado oeste (onde fica o centro da cidade) e no século XVI passou a receber bandeirantes, caçadores e mineradores. Tendo um papel importante na siderurgia brasileira, pois  em 1591 foi construído na cidade o primeiro conjunto de fornalhas para fundição de ferro no país e a 1° siderúrgica nacional em 1818.

Portal de Araçoiaba da Serra

Logo que passamos a entrada da cidade, descendo a avenida, jásomos recepcionados pelo Lago Municipal  – Balneário Joubert Antônio da Rocha, que é um espaço de lazer e descanso, com ciclofaixa, pista de caminhada, playground, academia ao ar livre e carrinhos de passeio. O Lago fica na Av. Manoel Vieira S/N – centro e é aberto diariamente. E todo domingo das 8h às 13h tem a Feira da Roça com artesanato, produtos orgânicos. etc.

O Famoso Lago de Araçoiaba

Bem perto do lago fica a Praça Coronel Fernando Almeida, que abriga a Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, a Feira Livre  (sábado das 8h às 13h) e Feira do Produtor Rural (quarta – das 14h às 20h) e sedia os principais eventos municipais como o Carnaval de Rua, que é bem tradicional na cidade. E a festa junina, a festa da Padroeira em setembro, entre outros eventos.

No Carnaval de Araçoiaba

Na Praça Coronel Fernando Almeida, que fica na Rua Sete de Setembro –  Centro de Araçoiaba da Serra, fica o  Marco da Paz, simbolizando “o ideal dos povos na busca da paz, da fraternidade e da solidariedade”, que foi idealizado por Gatanho Brancati Luigi em 1999 para o Patteo do Collegio em São Paulo e sua ideia foi se espalhando e atualmente esse Marco já se encontra nos cinco continentes.

Marco da Paz de Araçoiaba
Placa Explicativa do Marco da Paz

Também na Praça Coronel Fernando Almeida, fica a Igreja Nossa Senhora Das Dores,  que é a  Igreja Matriz da Cidade e começou a ser construída em 1925, com projeto arquitetônico de Henrique Florence. Um detalhe muito interessante dessa Igreja são os vitrais que trazem cenas da Via Sacra e pinturas de Santos, já que a Igreja não tem muitas imagens de santos espalhadas em oratórios, somente a de Nossa Senhora das Dores que fica ao lado do altar.

Interior da Igreja de Nossa Senhora das Dores
Detalhe dos Vitrais da Igreja

Vale lembrar que o ano de 2019 foi marcante para a cidade pois entre os dias 22 e 28 de julho sediou o 32° Campeonato Brasileiro de Balonismo no Ginásio Municipal de Esportes, que foi um espetáculo de cores no céu de Araçoiaba, que além dos voos para valendo para as provas, teve os voos de teste e também o Night Glow (balões acesos no Ginásio com lâmpadas gigantes) e voo de balões em formatos especiais no último dia.

Campeonato de Balões

Lembrando que a cidade também tem a opção de passeios de balões (www.venhavoar.com.br), que eu ainda não tive a oportunidade de fazer, mas já está nos meus planos. E caso você faça primeiro nos conte como foi sua experiência. No Salão São Paulo de Turismo estava exposto um dos balões da Venha Voar e pela foto (que tirei com a Querida Flávia do Departamento de Turismo de Araçoiaba) já dá pra sentir como deve ser emocionante essa aventura…

Falando em momento marcantes para a cidade, não poderia deixar de citar a  Abril Fest¸ que é a  Festa de Aniversário da Cidade, com rodeios e shows de artistas famosos!!! Eu particularmente não gosto de rodeios (mas não poderia deixar de falar desse evento que é tão tradicional da cidade). Porém, os shows realmente valem a pena, tanto que eu costumo chegar só na hora que eles já vão começar. E foi numa Abril Fest que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o Querido Sorocaba, da dupla “Fernando & Sorocaba”. Para saber mais detalhes como as datas e programação dos shows é só dar uma conferida no facebook: @abrilfestoficial.

Show do Fernando e Sorocaba na Abril Fest

Saindo da parte do agito dos shows, vamos visitar agora a Floresta Nacional de Ipanema,  que é formada por grandes áreas naturais e de preservação ambiental, além de um conjunto de Monumentos Históricos muito importantes para a siderurgia do Brasil.  E quem vai nos conduzir nesse tour é o Guia Rodrigo,  que é super atencioso e conhece muito sobre a Flona (jeito carinhoso que a Floresta é chamada).

Dentre as opções de passeios e trilhas da  Floresta Nacional de Ipanema, escolhemos duas: a Trilha Afonso Sardinha e o Sítio Histórico. Também tem escalada e a Trilha da Pedra Santa, que possui uma duração mais longa, por isso ficou para uma próxima oportunidade, mas se você estiver com tempo e disposição vale a pena fazer. Depois nos conte como foi sua experiência lá.

As Trilhas da Floresta Nacional de Ipanema
Exposição de Escalada

A Trilha Afonso Sardinha (quetem nível de dificuldade média e duração de uma hora) recebeu esse nome em homenagem ao bandeirante espanhol que em 1597 construiu os fornos em estilo catalão para a fabricação de ferro com magnetita (ou minério de ferro) e outros minerais encontrados na região. As ruínas desses fornos são encontradas no  Sítio Arqueológico dessa trilha e representam o início da siderurgia no Brasil.

Outro ponto muito interessante da Trilha Afonso Sardinha  e da  Floresta Nacional de Ipanema  como um todo é a união da vegetação do cerrado  com a da mata atlântica.  A forma como a  Paineira  libera suas painas (parecidas com algodão) e essas vão se espalhando e ajudando no processo de reflorestamento é uma demonstração da sabedoria e perfeição da Mãe Natureza. Também vimos uma Figueira Branca centenária, cuja espécie era utilizada para a comunicação dos índios como o guia Rodrigo nos demonstrou nesse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=D0L7n4Q7J24

Mandacaru gigante com cipó

Passear por essa trilha nos proporcionou momentos muito especiais como apreciar uma borboleta se camuflando para se proteger quando notou nossa presença, sentir a água geladinha do Ribeirão do Ferro, enfim, esse contato tão próximo com natureza é incrível, principalmente para despertar a consciência de que o homem precisa preservá-la e protege-la se quiser continuar a existir!!! Vale lembrar que uma boa parte da Floresta de Ipanema deu lugar ao plantio agrícola, ficando conhecida como Fazenda Ipanema, quando foi administrada pelo Ministério da Agricultura e ainda perdeu uma parte do seu território para assentamentos do MST. Mas depois voltou para o Ministério do Meio Ambiente, quando começou o processo de reflorestamento e atualmente é considerada Unidade de Conservação Federal e administrada pelo Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A Camuflagem da Borboleta
Ribeirão do Ferro
Atravessando a Ponte na Trilha

E para fechar a parte das trilhas , fomos visitar o Monumento à Varnhagen,  que foi construído em homenagem à Francisco Adolfo de Varnhagen (também conhecido como Visconde de Porto Seguro), nascido na Fazenda Ipanema em 1816, e que fica no topo do Morro Araçoiaba, proporcionando uma vista deslumbrante da Floresta e das cidades vizinhas. Dá só uma olhadinha nesse vídeo pra sentir o que estou falando: https://www.youtube.com/watch?v=26ZbjN9Z7sA

Vista Encantadora do Mirante
Contemplando a Vista…

Depois dessa vista estonteante, vamos conhecer agora Sítio Histórico, que é formado pelas edificações da  Real Fábrica de Ferro de Ipanema, que foram construídas entre 1810 e 1813 para fundir o ferro, oriundo dos minerais extraídos da Floresta. Essa Fábrica foi reconhecida em 1988 como o “Berço da Siderurgia Nacional”.

Os Fornos da Fábrica

Começamos visitando a  Casa da Guarda, que foi construída em 1811 em taipa de pedra para servir de depósito de minérios, depois foi usada para outras finalidades, como servir de prisão militar por exemplo. E seu Pórtico foi feito em homenagem à maioridade de Dom Pedro II.  

A Casa da Guarda
Na Casa da Guarda

Além das celas para prisioneiros militares, a Casa da Guarda também abriga a primeira escada caracol produzida no Brasil

Cela da Casa da Guarda

Da Casa da Guarda é possível ter essa vista linda da  Barragem de Hedberg que canalizou o Rio Ipanema para gera energia hidráulica para a Fábrica.

Outro lugar que visitamos e que chama muito a atenção é a  Casa das Armas Brancas, que recebeu esse nome, segundo dizem, porque fabricava armas e munições para a Guerra do Paraguai. Mas depois descobriu-se que trabalhava o ferro para outros utensílios que não eram bélicos. Essa visita é realmente uma volta ao passado. A Casa atualmente é utilizada para eventos artísticos e culturais.

Interior da Casa das Armas
Maquinário da Casa das Armas

Mais um lugar imperdível desse Sítio Histórico  é onde estão os Fornos Varnhagen ou Altos Fornos Geminados, que eram utilizados para a fundição do ferro e permaneceram em atividade até 1895 (quando houve o fechamento da Fábrica). E próximo a eles fica o  Alto Forno Mursa, que foi construído entre 1878 e 1885 para aumentar a produção do ferro, porém não chegou a funcionar por falta de uma máquina insufladora (que por entraves comerciais não foi fornecida pela Inglaterra).

Detalhe do Forno

Nesse tour do Sítio Histórico também é possível ver a  Serraria, a Oficina de Refino, a Ponte Articulada e a  Sede Administrativa, entre outros lugares.

Ponte Articulada

E para aproveitar ainda mais sua visita à  Flona, você pode almoçar no  Restaurante do Centro de Visitantes,  visitar as  exposições e depois relaxar curtindo essa vista linda da  Represa Hedberg.

Momento de Relaxamento na Represa

Vale lembrar que a Floresta Nacional de Ipanema (Rodovia Raposo Tavares, km 112 – Bairro Araçoiabinha) fica aberta à visitação de terça a domingo das 8h às 17h  (ingressos R$9,00 por pessoa) e para fazer a trilha é cobrada uma taxa e é necessário o acompanhamento de um guia credenciado, como o Rodrigo (rotamontanha@gmail.com). Para maiores informações e agendamento de visitas estão disponíveis os telefones: (15) 3266-9099 e (15) 3459-9220.

Mas não é só aventura e ecoturismo que você encontra em Araçoiaba da Serra! Lembra que te falei no início do post que aqui você poderia provar uma deliciosa gastronomia? Então, chegou o momento de saborear as gostosuras do  Café Colonial do Sítio Doce Campo!!!  Que funciona aos domingos das 9h às 12h, oferecendo mais de 50 tipos de pratos pelo valor de R$ 32 por pessoa para se servir à vontade.

Família aproveitando o Café Colonial do Sítio Doce Campo
As Delícias do Restaurante

Além de se deliciar com os pratos você pode passear pelo sítio, ver os  cavalos,  descansar no Redário e tirar muitas fotosnas esculturas espalhadas pelo caminho.

No Sítio Doce Campo, ainda é possível fazer uma pequena trilha que leva até o Rio Paineira, dá só uma olhadinha como esse rio é lindo: https://www.youtube.com/watch?v=PUIR6Hj8X_8

Rio Paineira
Não resisti e tive que sentir essa água…

Outro lugar bem legal de conhecer no Sítio Doce Campo é a Casa do Caipira que retrata fielmente como era esse universo caipira.

E você ainda pode aproveitar para passar na Lojinha e levar um belo Artesanato  feito pela Nice de recordação desse dia tão especial e também os Queijos e Doces maravilhosos preparados pela Fernanda.  Essas duas queridas também são responsáveis pelo Café Colonial!

Com a Fernanda e a Nice

Com certeza você passará um domingo bem agradável aqui!! Para saber mais detalhes e fazer reserva é só entrar em contato pelo Instagram ou facebook: @cafecolonialsitiodocecampo.

Continuando a falar de boa gastronomia, outro lugar que você vai gostar de conhecer é o Apiário Morada do Sol, que num ambiente rústico e aconchegante, oferece um delicioso almoço e também café da manhã (para saber os horários e valores é só conferir o site: www.apiariomoradadosol.com.br/servicos.php ).

Restaurante do Apiário Morada do Sol
Detalhes da Decoração do Restaurante

Além de saborear as delícias da fazenda, você pode aproveitar para passear pelo jardim  do  Apiário Morada do Sol, tirar lindas fotos e até ter a sorte de encontrar lindos saguis passeando pela mata.

Espero que tenha gostado desse nosso tour de hoje em Araçoiaba da Serra!!! Para saber mais informações sobre a cidade é sé dar uma olhadinha no site: www.aracoiaba.sp.gov.br.  Muito obrigada pela sua companhia e te espero na próxima postagem.

Até Breve Araçoiaba!!!

Uma viagem pela Arte Brasileira na Exposição: Contemporâneo, Sempre – Coleção Santander Brasil

Já pensou em fazer uma viagem por 70 anos da Arte Brasileira, num mesmo espaço, através de obras abstratas, de paisagens e também de retratos? Esse é o convite da Nova Exposição do Farol Santader: Contemporâneo, Sempre – Coleção Santander Brasil. Me acompanha nessa viagem?

A curadoria dessa exposição ficou por conta do Agnaldo Farias e do Ricardo Ribenboim, que tiveram a difícil missão de escolher entre mais de duas mil obras do Acervo do Santander, 64 para compor essa mostra! E entre os parâmetros para a escolha eles utilizaram o período e a técnica. O trabalho deles foi realmente excelente!!!! Além da incrível aula que nos proporcionaram durante a visita monitorada, que também contou com a presença da Patrícia Audi, vice-presidente de Comunicação do Santander.

Trio Fantástico!!!

A Exposição Contemporâneo, Sempre ocupa o 24° do Farol Santander e está dividida em Abstração, Retrato e Paisagem. Vale lembrar que as obras dessa mostra foram apostas, porque foram adquiridas logo após sua produção e antes de se tornarem famosas, fazendo com que o Banco se tornasse um tipo de cúmplice, um fomentador desses projetos.

Logo na entrada da Exposição, já somos recepcionas por obras abstratas de Arcangelo Ianelli, Tomie Othake e Alfredo Volpi, estrangeiros que contribuíram muito para a arte brasileira. A forma como essas obras foram dispostas nos faz enxergar um elo entre elas, na primeira há uma sobreposição e na segunda parece que a obra se abre e fecha-se o ciclo com a obra de Volpi, adotando aqui um estilo incomum.

Abstrações de Ianneli, Tomie Othake e Volpi
“Sem Título” (1978) – Tomie Othake
“Sem Título” (1960) – Alfredo Volpi

Também na entrada encontramos uma Escultura com várias formas geométricas de Emanoel Araujo.

Outra obra que também chama a atenção é o quadro “Equilíbrio” (1967) de Iberê Camargo, na qual notamos um trabalho tenso na forma como as cores e os relevos da pintura se apresentam.

Vamos conhecer agora um pouco mais sobre a abordagem Paisagem dessa Exposição. Do lado direito da sala podemos notar a Representação indígena de diversas formas, primeiro através da pintura, que foi usada por muito tempo como forma de documentação,  e também através da fotografia, nessa obra tão marcante “Conselho de homens Xicrin- Kayapo” (Estado do Pará, Amazônia, 1966) captada pela lente da incrível Claudia Andujar. Reforçando, dessa maneira que todas as linguagens devem ser respeitadas e tem sua riqueza!!!

“Conselho de homens Xicrin- Kayapo (Estado do Pará, Amazônia, 1966) – Claudia Andujar

Ainda no quesito Paisagem, dentre tantas obras belíssimas se destacam  “Cavalo, Casebre e Paisagem” (1959) de Candido Portinari e “Baile no Campo” de Cícero Dias.

“Cavalo, Casebre e Paisagem” (1959) – Candido Portinari
“Baile no Campo” de Cícero Dias

Vamos percorrendo a Exposição, que foi montada de forma sinuosa para dar a ideia do movimento da arte, e nos deparamos com o artista Paulo Almeida, executando sua Pintura da série “Palimpsestos”, na qual ele vai pintando o que está ao seu redor e conforme o ambiente vai sendo modificado, sua obra se altera também, através de sobreposições. No vídeo está o momento em que ele está começando a pintar a ponte que está na outra extremidade do corredor onde está sua obra, dá sua uma olhadinha nesse privilégio de acompanhar ao vivo o trabalho do artista link do vídeo do Paulo no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=U6OXOHdmj_8&feature=youtu.be

Ateliê do Paulo
Com o Artista Paulo Almeida

Agora seguindo para a abordagem Retrato, uma obra que merece destaque é a “Mulata na Cadeira” (1970), de Di Cavalcanti, que também está representada na forma tátil no projeto acessibilidade. Assim como a obra “Circo”(2008) de Luiz Braga.

Mulata na Cadeira e na forma tátil
“Circo”(2008) – Luiz Braga e em sua forma tátil

Outra obra que também chamou muito a minha atenção foi a “Figura”(1948) de Milton Dacosta, que me transmitiu muita doçura a serenidade no olhar…

Com a “Figura”

A Exposição ainda conta com várias outras obras, incluindo pinturas, fotografias e até esculturas como a “Tocadora de Guitarra” (1923) de Victor Brecheret, que é a obra mais antiga da mostra.

A Exposição ainda conta com uma parte interativa: um espaço multimídia no qual as obras projetadas na parede podem ser alteradas pelos gestos do visitante!

Lembrando que a Exposição ficará ee cartaz até o dia 05 de janeiro de 2020, no 24°andar do Farol Santander (Rua João Brícola, 24). Para saber mais informações é só dar uma olhadinha no site: www.farolsantander.com.br . E se quiser saber mais sobre o edifício e outras exposições que já visitei lá é só conferir o nosso link : https://cadaviagemumabagagem.com/caminhando-pelo-centro-historico-de-sao-paulo/

E com essa vista linda do 26° andar do Farol Santander, me despeço… Espero que tenha gostado dessa nossa viagem no universo das artes. Muito obrigada pela companhia e te espero na próxima postagem! Até lá!!!

Uma volta ao passado na Casa das Caldeiras

O cenário é rodeado de arranha-céus espelhados, shopping center, estádio de futebol, uma avenida movimentada e ao olhar para o lado direito, na Avenida Francisco Matarazzo, no sentido bairro, nos deparamos com uma construção em tijolinhos e três chaminés enormes, como se o fosse um recorte no tempo…

Meu convite de hoje é para juntos fazermos  “Uma volta ao passado na Casa das Caldeiras”!  Me acompanha?

Vamos embarcar nessa viagem?

Tudo começou em 1891, quando o italiano Francisco Matarazzo (que mais tarde levaria o título de Conde) chegou à cidade de São Paulo, mas já estava no Brasil há um tempo e morava em Sorocaba, onde trabalhava produzindo gordura de porco. Ao chegar na capital fundou algumas fábricas na região do Brás e da Mooca para produzir algodão e trigo. Por muito tempo, foi o único fabricante desses produtos no país. Com o crescimento da produção e necessidade de expansão da empresa, precisava de espaço, então descobriu esse terreno de mais de 100 mil m², uma área compreendida entre onde atualmente estão o Viaduto Antártica e o Viaduto Pompéia. Esse local foi escolhido, além do grande espaço, por ser próximo à linha férrea e ter a água do Rio Tietê próxima também! As novas fábricas começaram a ser construídas em 1920, por essa foto do postal dá pra você ter uma ideia desse Complexo Industrial da Casa das Caldeiras

Cartão Postal de Complexo Industrial no seu auge

Mas voltando pra atualidade, quem me acompanhou no passeio de hoje foi a minha irmã Ane e quem nos guiou nesse tour, que faz parte da Jornada do Patrimônio 2019, foi o Júnior, um excelente anfitrião que realmente nos fez mergulhar no passado, revivendo essa memória paulistana. Ah! Lembrando que na Jornada do Patrimônio 2018, visitamos o Palácio da Justiça, se você ainda não viu ou quer rever a matéria é só dar uma olhadinha nesse post: https://cadaviagemumabagagem.com/no-caminho-da-justica-visita-ao-museu-do-tribunal-e-ao-palacio-da-justica/.

Voltando a falar de história, a Casa das Caldeiras surgiu com a necessidade de gerar energia termoelétrica para todo esse complexo das Indústrias Matarazzo (também conhecidas pelas sigla IRFM- Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo). Então foi feita um adaptação dos galpões pra viabilizar essa geração de energia. Trouxeram uma caldeira da Inglaterra e em 1923  foi construída a primeira e principal Chaminé Central, que tem mais de 30 metros de altura e você se depara logo que entra na Casa das Caldeiras.

Com a Chaminé Central

Em 1936 foi construída uma Segunda Chaminé, que também tem mais de 30 m de altura, e fica onde era a Antiga Entrada Principal da Casa das Caldeiras. Essa era a principal entrada porque ficava mais perto dos trens. Também tem uma Terceira Chaminé do outro lado e apesar de serem bem parecidas, tem algumas diferenças entre si, como o acabamento e outros detalhes, como por exemplo, a parte de cima da segunda Chaminé que foi recuperada com a restauração de 1999, mas que ficou diferente da base.

Vale lembrar que a arquitetura da Casa das Caldeiras foi sofrendo modificações ao longo do tempo e essas marcas podem ser percebidas na Antiga Entrada Principal, como a construção de um piso superior e também na Lateral da Casa, com o fechamento das janelas, entre outras alterações.

Na Entrada Antiga com o segundo piso…
Detalhe das Janelas do Primeiro Piso Fechadas com Tijolos…

Em 1937, o Conde Francisco Matarazzo faleceu, e o seu filho Francisco Matarazzo Junior assumiu a empresa e continuou crescendo, tanto que comprou 12 Locomotivas iguais a essa da foto (que foi uma das únicas a permanecer e está exposta na frente da Casa das Caldeiras e era chamada carinhosamente de Filomena) e que serviam para levar a produção das fábricas até os vagões de trem da Estação Ferroviária e cujo carregamento era feito através de Passarelas como essa.

Ane quase andando na linha…
Detalhe do Vagão de nome Filomena
Passarela que ligava a Casa das Caldeiras à linha férrea

As Indústrias Matarazzo continuaram crescendo e em 1953 receberam mais três caldeiras e Casa das Caldeiras (que era considerada a “cozinha” de todo o complexo das fábricas) foi dividida em dois pisos. Esse Salão dos Tanques era a base de máquinas e o que parece um submarino é reservatório de água e é original da época, já os tanques laranjas foram colocados depois da restauração, que aconteceu entre 1998 e 1999, após os 30 anos de abandono Casa, que começou a entrar em desuso e se deteriorar a partir de 1969.

Salão dos Tanques
Detalhe do Tanque “Submarino”

A Casa das Caldeiras foi tombada 1986 pelo CONDEPHAT pela sua importância histórica para a cidade, pois marca a transição da cultura agrária para a industrial.  E a partir da sua revitalização em 1999, passou ter uma ocupação mais cultural, que se intensificou em 2005, com a criação da Associação Cultural Casa das Caldeiras, que desenvolve projetos artísticos e culturais. Além disso, a Casa das Caldeiras também pode ser locada para eventos. Já imaginou que show sua festa ou casamento aqui? Se quiser saber mais detalhes é só dar uma conferida no site: http://www.casadascaldeiras.com.br.

Agora voltando para o nosso passeio, fomos conhecer uma Caldeira e sua Fornalha que era alimentada por lenha e depois por carvão para produzir a energia termoelétrica que iam para o Maquinário no piso superior.

Túnel onde ficava a Caldeira

Vale lembrar que aqui trabalharam cerca de 30 mil pessoas para manter toda essa estrutura funcionando e garantir a produção de energia para as fábricas. Vamos visitar agora o túnel que servia para escoar a fumaça pelas chaminés. O projeto de sua construção era italiano e ele fica na mesma altura da linha férrea e não no subsolo como se imagina. Aqui também foi possível visitar as Chaminés por baixo e ter uma ideia de sua dimensão.

Agora fomos visitar a Parte Externa da Casa das Caldeiras e foi possível perceber a mudança arquitetônica acompanhando as mudanças na indústria, como por exemplo,  as janelas do térreo foram fechadas com a construção do piso superior e o espaço aberto desse piso, onde estão as cortinas, era pra ventilação. Vale lembrar que essa parte superior servia como depósito de resíduos.

Parte Externa…
Parte Externa e o Detalhe das Cortinas…

Já que estamos falando do Piso Superior, seu Telhado era de cerâmica e com a restauração foi modificado para telha metálica, então foi feito um jateamento com espuma pra isolamento acústico por conta dos eventos e festas da Casa. Ah! A Sala Lateral desse piso era onde funcionava a sala das máquinas e onde ficam os tanques que ainda tem óleo.

Sala Lateral
Máquina da Sala Lateral
Tanques da Sala Lateral

Na parte externa da Casa das Caldeiras, podemos observar uma bonita construção em tijolinhos, que é a Casa do Eletricista, local onde ficavam as instalações pra transmitir a energia gerada nas caldeiras para as fábricas.  A Casa do Eletricista foi tombada junto com a Casa das Caldeiras em 1986 e a área verde ao lado dela tem que ter preservada servindo como descanso visual e as duas Casas (das Caldeiras e do Eletricista) devem estar conectadas. Essa casa já abrigou exposições, teatro, restaurante, e no momento está fechada para reforma, mas mesmo vendo somente sua parte externa, já dá pra perceber todo o charme de sua arquitetura.

Casa do Eletricista

Voltando a falar um pouco mais de história, as Indústrias Matarazzo produziam de tudo, tinha desde serraria, refinaria, frigorífico até a fabricação de  perfumes, enfim, era um verdadeiro império, mas começou a decair em 1969, sendo que toda a área das fábricas foi sendo vendida e demolida para a construção de grandes prédios, o que iria acontecer com a Casa das Caldeiras, se não fosse um detalhe: as chaminés. Isso mesmo, as Chaminés salvaram a Casa por serem consideradas o marco do Complexo Industrial da Água Branca, o símbolo da região, tendo assim um grande valor histórico.

As Chaminés Salvadoras!!!!

Porém, o restante  das fábricas não teve a mesma sorte… Tudo foi demolido dando origem a novos empreendimentos e como forma de compensação ambiental por esses novos imóveis, foi construída a Praça Francisco Matarazzo Junior no local onde era a fábrica de perfumes e velas.

A Beleza da Praça Francisco Matarazzo Junior
Praça Francisco Matarazzo Junior

E com esse prédio mais baixo à direita da foto, que foi construído em 2010 onde era a antiga fábrica de margarina, finalizamos esse tour de hoje com essa linda foto do grupo, feita por Nickolas Floriano. Se você gostou desse passeio e não quer esperar pela próxima Jornada do Patrimônio, pode entrar em contato pelo e-mail: contato@casadascaldeiras.com.br para fazer o agendamento de grupos para a visitação, que ocorre pelo menos duas vezes ao mês.

O Grupo do Tour!!!

Mas antes de nos despedirmos desse roteiro especial, tivemos a oportunidade de conhecer o Projeto Mantas do Brasil, que visa a preservação e proteção das Mantas (uma espécie de raia, cuja maior delas por chegar a 8m – o tamanho do domo dessa estrutura – e pesar até duas toneladas). Através de projeções nesse inflável foi possível aprender um pouco mais sobre nossa riqueza marinha e como a participação de todos para salvar nosso planeta é fundamental!!! Se você quiser saber um pouco mais sobre esse lindo trabalho é só olhar o site: www.mantasdobrasil.org.br.

Inflável do Projeto Mantas do Brasil
Projeção da Manta

Ah! Vale lembrar que a Casa das Caldeiras ainda tem Espaços Lindos para você tirar aquelas fotinhos para postar nas redes sociais!!!

Ane literalmente na Passarela

Agora sim, terminamos nosso passeio!!! Agradeço de coração sua companhia e te espero na próxima postagem!!!

Casa das Caldeiras, Muito obrigada por existir!!

Percorrendo o Roteiro do Vinho em São Roque

Quando falamos em inverno, o que provavelmente vem na sua cabeça é uma lareira e uma taça de vinho, não é mesmo? A lareira fica um pouco difícil, mas o vinho você pode encontrar Percorrendo o “Roteiro do Vinho” em São Roque, que é repleto de vinícolas, onde você pode degustar vinhos excelentes (e sucos de uva maravilhosos caso você não beba ou seja o motorista da vez). Me acompanha nessa difícil tarefa de hoje?

O Roteiro do Vinho é um dos principais atrativos turísticos da cidade de São Roque, que fica a aproximadamente 70 km da capital de São Paulo, cerca de 1h30 de carro. Vale lembrar que o cultivo da uva e a produção de vinhos na cidade de São Roque datam do século XVII, quando Pedro Vaz de Barros (fundador da cidade) percebeu as condições favoráveis da terra dessa região e junto com os moradores começaram a desenvolver essa atividade.

Vamos sorrir hoje? (Lindo Mural da Adega Terra do Vinho)

Agora voltando para o nosso passeio, seguindo pela Rodovia Raposo Tavares, na altura do Km 58, se tem acesso à Estrada do Vinho, que nos seus aproximados 10km de extensão, oferece uma variedade de vinícolas, restaurantes, destilaria, entre outros estabelecimentos. Você pode fazer esse passeio com agências de turismo ou ir por conta, de carro, parando nos lugares que mais te interessa e logo que você começa a visita, já te entregam um mapa para facilitar sua localização e para que você conheça os 39 estabelecimentos que formam esse delicioso roteiro.

Mapa do Roteiro do Vinho

A primeira adega da Estrada do Vinho é a Terra do Vinho (item 2 do mapa), que fica no Km 1, n° 300. Tudo começou em 1966 quando a família Oliveira Santos resolveu se dedicar a sua grande paixão que era o vinho, então fundaram a Cantina Vieira Santos, cujo patriarca foi o Sr. Moacyr. Com muito empenho e dedicação a cantina foi crescendo, até se tornar a “Adega Terra do Vinho”!!!

A Adega Terra do Vinho se apresenta num ambiente super agradável, com requinte e beleza e nos oferece degustação de seus vinhos que são elaborados artesanalmente com todo o cuidado para que o melhor chegue até o consumidor. Além dos vinhos, os sucos de uva também são maravilhosos!!! Para conhecer mais sobre essa vinícola e seus produtos é só dar uma olhadinha no site: www.adegaterradovinho.com.br . Quem me acompanhou nesse roteiro de hoje foram meus pais (Pedro e Dalva) e minha irmã Ane! Não basta ser família, tem que participar 😉 !!!! E acho que dessa vez a tarefa não foi tão difícil…

Na entrada da Adega Terra do Vinho
Degustação na…
…Terra do Vinho

Seguindo na Estrada do Vinho, ainda no Km 1, fica a nossa próxima parada na adega Vinhos Frank (item 3 do mapa), que foi fundada em 1965 pelo Sr. Frank Vicente dos Santos, que até hoje (com seus 95 anos) supervisiona e orienta a produção artesanal dos mais de 21 rótulos da marca “Vinhos Frank”.

Quem nos atendeu na Adega Vinhos Frank foi o Sr. Dirceu que foi muito atencioso e nos ofereceu excelentes vinhos para a degustação, que ficou bem difícil escolher o que levar pra casa…

Na Adega Vinhos Frank com o Sr. Dirceu
Família aproveitando a Degustação na Adega Vinhos Frank

Além da Adega, a Vinhos Frank também tem um restaurante (que serve comida caseira e foi inaugurado na década de 90), um quiosque (que serve vários petiscos gourmet), uma área com Máquinas Antigas usadas na vinícola, além de Espaços bem decorados que proporcionam lindas fotos. Vale a pena a visita!!! Para saber mais detalhes é só olhar o site: www.vinhosfrank.com .

Playground e Restaurante da Vnhos Frank

Continuando nosso caminho pela Estrada do Vinho no Km 2,5 (como você pode ver no mapa, tem outros restaurantes na estrada antes de chegar até aqui que também fazem parte do roteiro do vinho, mas não cheguei a conhecer porque não daria tempo de fazer tudo no mesmo dia, mas já vão ficar na lista para minha próxima visita. E se você for antes, me conta como foi sua experiência), fomos conhecer a Vila Don Patto (item 7 do mapa), que é um complexo gastronômico e de entretenimento.

A Adega Villa Don Pato conta com excelentes vinhos, desde importados, nacionais, até os da marca Don Patto que são produzidos há mais de 100 anos e bem tradicionais na cidade! Com certeza você vai apreciar muito a degustação!!!

Só uma parte da Adega Villa Don Patto…
Decoração da Adega Villa Don Patto
Momento Degustação na Villa Don Patto
Os Vinhedos da Villa Don Patto

Além da grandiosa adega e dos vinhedos, a Vila Don Patto conta com restaurantes português e italiano, cafeteria, sorveteria, boulangerie, choperia, playground, heliponto, entre outros atrativos. E o que chama muito a atenção na Vila é a sua decoração, tem lugares incríveis para você tirar fotos, entre eles os famosos Guarda-Chuvas Coloridos (em homenagem às ruas de Agueda) e que são abertos de quinta à domingo. E o Galinho de Barcelos (em homenagem à Portugal). Além dos tonéis, barco cenográfico, entre outros cenários incríveis.

Os Famosos Guarda-Chuvas da Villa Don Patto
Com o Barco…
E o Tonel da Villa Don Patto

Para conhecer um pouco mais de tudo o que a Vila Don Patto oferece é só dar conferida no site: www.viladonpatto.com.br. E nos despedimos desse lugar maravilhoso visitando a Cascata e a Gruta de Nossa Senhora de Fátima!!! Com as bençãos de Nossa Senhora vamos continuar o nosso passeio!

Na Cascata e Gruta de Nossa Senhora de Fátima da Villa Don Patto
Detalhe de Nossa Senhora de Fátima

Agora vamos dar um salto bem grande e vamos para o Km 9 da Estrada do Vinho (calma que depois vamos voltar) onde fica a Vinícola Góes (item 22 do mapa), é que às 11h (e também às 15h) tem visita monitorada à fábrica com degustação. É um passeio excelente!!!

Quem nos guiou nesse tour foi o Jailson, que nos passou informações importantes sobre a história e a produção da Vinícola Góes e nos deu uma verdadeira aula de sommelier, nos ensinando a melhor forma de apreciar e degustar os vinhos!!

A Vinícola Góes começou sua produção de vinhos em 1938 com o Sr. Gumercindo Góes e desde então vem sendo administrada pela família e é considerada uma das grandes produtoras de vinhos no Brasil. A Vinícola conta com duas unidades em São Roque (a que visitamos é a parte da fábrica e a outra unidade tem a plantação e loja também) e uma unidade na Serra Gaúcha, que é a responsável pela produção (iniciada na década de 90) dos vinhos premium ou boutique. A visitação começa com um vídeo contando um pouco sobre a história da vinícola e depois segue para a fábrica.

Na visita guiada da Vinícola Góes

Uma curiosidade que aprendemos é que a Vinícola Góes foi construída em forma de escada para aproveitar a gravidade e facilitar o armazenamento do vinho, que é feito em tanques de cimento revestidos de epóxi e em tonéis de inox, além dos de madeira tradicionais. E que a rolha de cortiça é mais indicada para vinhos que serão guardados por mais tempo e a rolha “screw cap” (rosca) para vinhos de consumo rápido (até dois anos no mercado). Ah! Mais uma dica é que o vinho com cortiça deve ficar deitado, porque o contato do vinho com essa a umedece para evitar que a cortiça encolha e que possa a entrar oxigênio e alterar o sabor da bebida.

Tonéis de cimento
Tonéis de Inox

Nessa visita à Vinícola Góes, também tivemos a oportunidade de conhecer o laboratório onde são feitos os testes e descobertos novos sabores de vinho, um pequeno museu, os tonéis gigantes e a fábrica em si, onde ocorre o engarrafamento da bebida.

Museu da Vinícola Góes
Fábrica da Vinícola Góes

E agora chegou o momento que você estava esperando ansiosamente: a Degustação dos Vinhos Góes!!!

Que vai me ajudar nessa difícil tarefa é a minha irmã que vai ser a modelo para as fotos da degustação (só espero que o cachê não seja tão alto ao final do tour…rsrs). Brincadeiras a parte, o primeiro vinho foi o Le Bateleur, que é um rosé fino seco, produzido com uva tanat da Região da Campanha Gaúcha e que harmoniza com pratos leves e risotos.

O segundo vinho foi o Casa Venturini Cabernet Sauvignon, que é um tinto fino seco cm uvas da Serra Gaúcha, ficou envelhecendo por seis meses em barris de carvalho e harmoniza com massas.

O terceiro vinho foi o Míneres, que também é tinto seco e feito com uvas syrah cultivadas em Andrada em Minas Gerais (por isso o nome). Seu envelhecimento se deu em barril de carvalho francês por seis meses, seu sabor lembra frutas negras como ameixa e amora e harmoniza com carnes.

E para fechar com chave de ouro, nada melhor que uma degustação de um Espumante: o Saint Tropez, que é um Moscatel (doce), feito em São Roque com gás e açúcar naturais (quando é feito com gás e açúcar artificiais recebe o nome de “frisante” e não de “espumante”).

E o detalhe todo especial dessa degustação do Espumante Saint Tropez é a forma de abrir a garrafa, com a técnica “Sabrage” ou sabragem, que utiliza o sabre (espada) com lâmina curvada. E segundo dizem, essa técnica surgiu no século XVIII com Napoleão Bonaparte, que usava seu sabre para abrir as garrafas de champagne em comemoração de suas vitórias. O Jailson domina muito bem a sabragem, dá só uma olhadinha no vídeo pra ver como é: https://www.youtube.com/watch?v=gMVBxp2gcUs e veja como ficou a rolha na minha mão. E depois da adrenalina de ver essa técnica, é só se deliciar com o sabor do Saint Tropez!!!!

Depois dessa aula e sabor, dê uma passadinha na loja, que tenho certeza que você não vai resistir e vai querer levar um vinho pra repetir os momentos vividos aqui em casa. Depois aproveite para passear pelo Jardim da Vinícola Góes, que é belíssimo!!! E para saber mais sobre a vinícola é só olhar o site: www.vinicolagoes.com.br .

Na Fonte da Vinícola Góes
Paisagem Maravilhosa da Vinícola Góes
Lago da Vínícola Góes

No próprio estacionamento da Vinícola Góes, se você continuar em frente vai ter acesso à Vinícola Bella Quinta (Estrada do Vinho, km 9 – item 26 da lista), que é famosa pelo requinte de seus vinhos, cuja produção começou em 2005 com um vinho 100% cabernet sauvignon e só veio crescendo e agradando aos paladares a cada dia.

Quem nos atendeu na Vinícola Bella Quinta , de uma forma toda gentil e atenciosa foi a Carla!!! Para conhecer mais dos vinhos da Bella Quinta é só dar uma olhadinha no site: www.bellaquinta.com.br.

Na Vinícola Bella Quinta com a Carla
Relaxando um pouquinho na Vinícola Bella Quinta

Continuando nosso Roteiro do Vinho, vamos visitar agora a Vinícola Palmeiras (Estrada do Vinho, Km 10 – item 27 do mapa), que foi fundada em 1928 e desde então vem produzindo uma grande variedade de vinhos.

Logo que chegamos à Vinícola Palmeiras já somos recepcionados por uma Fonte de vinho em um tonel de 1948, que é uma parada obrigatória para fotos.

Na fonte da Vinícola Palmeiras

Ao entrar na Adega da Vinícola Palmeiras já nos deparamos com essa brilhante citação de Sócrates sobre a importância do vinho. Depois me diga se você concorda ou não…

Citação de Sócrates sobre o vinho…

Além da Adega, onde ocorre a degustação dos vinhos, a Vinícola Palmeiras tem uma charmosa Cafeteria. Para saber mais informações dessa vinícola é só dar uma conferida no site: www.vinhospalmeiras.com.br.

Como a Vinícola Palmeiras é a última da Estrada do Vinho, vamos pegar o caminho de volta e ir parando nas vinícolas que passamos direto por conta do horário da visita guiada na Vinícola Góes. Nossa primeira parada nessa volta foi na Vinícola Canguera, que fica no Km 8 da Estrada do Vinho (item 21 do mapa) e foi criada no início da década de 50 (em 1952 para ser mais exata) e atualmente é uma das mais conhecidas e tradicionais de São Roque.

Vale lembrar que a Vinícola Canguera recebeu esse nome por conta do bairro onde se localiza e foi fundada pelo Sr. João Antônio Camargo. Logo na entrada, você já vai se encantar pela Fonte de Vinho, em seguida pelo Barril e depois pelos Jarros. Mas cuidado para não se empolgar muito com as fotos e esquecer da degustação…

A famosa Fonte de Vinho da Vinícola Canguera

A Adega da Vinícola Canguera é muito bonita e os vinhos e sucos são de excelente qualidade, com certeza você vai aprovar a degustação!

Na Adega da Vinícola Canguera
A linda Mesa de Vinhos da Adega da Vinícola Canguera

Mas a visita aqui não para na adega da Vinícola Canguera, o complexo chamado de Villa Canguera também tem um espaço de lazer belíssimo com um Lago cheio de carpas, playground para a criançada, empório de doces, restaurante e até um museu do vinho…

A beleza do lago

Como já passeamos bastante, imagino que já está te dando uma fominha, não é mesmo? Então vamos aproveitar esse maravilhoso complexo para almoçarmos no lindo Restaurante Villa Canguera!!!

Um detalhe muito legal é que o Restaurante Villa Canguera alocou uma parte de suas mesas sob a sombra de uma Cerejeira decorada com charmosas sombrinhas. E foi aqui que provamos o famoso pastel de alcachofras, comida típica da cidade e que estava delicioso. O restaurante oferece uma grande variedade de pratos e petiscos. Os valores não são baratos, mas valem pela estrutura do estabelecimento.

Essas sombrinhas são um charme…
Provando o famoso Pastel de Alcachofras!!!

E do lado do restaurante, fica o Museu do Vinho da Villa Canguera, que conta com um acervo de objetos bem tradicionais e de época utilizados para a produção de vinho!

Entre os objetos do Museu do Vinho, um que chama bastante atenção é a Moedora de uva de 1958, os objetos antigos como a Caixa Registradora e Máquina de Escrever , entre outros itens. A entrada do museu é gratuita e vale a pena a visita!!! Para saber mais detalhes sobre a Vinícola Canguera, é só olhar o site: www.vinhoscanguera.com.br.

Caixa Registradora e Máquina de Escrever Antigas
Mais detalhes do Museu do Vinho…

Saindo dali passamos na Capela de Santa Cruz e Sagrado Coração de Jesus, também conhecida como Capela da Grama (por conta da extensa área de gramado na frente de sua entrada), que fica na Estrada do Vinho, km 6,5. E foi a primeira Capela do Bairro Sorocamirim, construída há mais de 150 anos. Na hora que passamos, como era durante a semana estava fechada, mas mesmo assim foi possível contemplar sua parte externa, que é bem charmosa. E ao lado da Capela, fica a  “Casa do Artista e Artesão” , que desde 2018 expõe os trabalhos destes em quiosques.

A Charmosa Capela da Grama

Continuamos descendo na Estrada do Vinho, na altura do km 4,5, viramos à direita e seguimos reto nessa estrada até chegarmos na Vinícola XV de Novembro (item 12 do mapa), que foi fundada há mais de 60 anos pelo Sr. Basílio Augusto de Moraes e atualmente é administrada por seus descendentes.

A Vinícola XV de Novembro recebeu esse nome em homenagem aos 60 anos da Proclamação da República do Brasil, que ocorreu em 1958 quando a vinícola foi fundada.

Adega da Vinícola XV de Novembro

E em 2008, a Vinícola XV de Novembro lançou a marca Quinta Moraes, especializada em vinhos finos para agradar os paladares mais exigentes.

Quem nos recebeu com toda a atenção foi o Sr. Carlos que além de nos oferecer excelentes vinhos e sucos para degustação, nos contou que em breve a Vinícola XV de Novembro inaugurará um espaço novo em frente bem maior, que eu fui ver e está belíssimo. Com certeza teremos que voltar lá pra conhecer quando começar a funcionar. Para saber mais detalhes da vinícola é só conferir o site: www.vinhoxvdenovembro.com.br.

Na Vinícola XV de Novembro com o Sr. Carlos
Novas Instalações da Vinícola XV de Novembro
Vinhedos da XV de Novembro

Continuando na mesma estrada da Vinícola XV de Novembro, um pouco mais pra frente e virando a primeira à esquerda, chegamos na  Vinícola Sorocamirim (item 13 do mapa).

Logo ao chegar à Vinícola Sorocamirim, já fomos recebidos com toda a gentileza e atenção pelo Sr. Benedito Augusto, que começou o tour nos mostrando sua belíssima plantação de alcachofras, que conta com mais de 20 mil pés. Ainda não estava na época da colheita, mas deu pra ter uma ideia de como a produção será farta, se Deus quiser!!!

A linda Plantação de Alcachofras

Enquanto passeávamos por essa plantação e pela demais dependências da Vinícola, como a churrasqueira, o futuro local de camping, entre outros, ele foi nos contando sobre a história da Vinícola Sorocamirim,  que foi fundada em 1956 pelo seu pai, o Sr. Gentil Augusto de Moraes e recebeu esse nome em virtude do bairro onde se encontra e que a palavra “sorocamirim”  é de origem indígena e significa “rio pequeno”. A Vinícola ainda mantém padrões artesanais de produção de vinho, embora sua distribuição chegue a mais de 80 mil litros por ano.

Nas dependências da Vinícola Sorocamirim
Fachada da Adega da Sorocamirim

Agora chegou o momento que você estava esperando: a degustação dos Vinhos Sorocamirim, onde também fomos recepcionados (além do Sr. Benedito Augusto) pela Fernanda, que nos ofereceu vários vinhos, tornando difícil a tarefa de escolher o que levar para casa… E antes de irmos embora, ainda passamos na Loja de Licores e Doces do Sr. José (irmão do Sr. Benedito) que também foi muito atencioso conosco. Para conhecer mais sobre a Sorocamirim é só acessar o site: https://www.facebook.com/Vinhos-Sorocamirim-742876082473899/ .

Na Vinícola Sorocamirim com o Sr. Benedito Augusto e com a Fernanda
Família na Sorocamirim
Só pra te deixar na dúvida do que escolher na Vinícola Sorocamirim…

Retornando agora para a Estrada do Vinho, no km 4, fomos conhecer a Quinta do Olivardo (item 10 do mapa), com um ambiente português, idealizado pelo Sr. Olivardo Saqui.

A Quinta do Olivardo é um lindo complexo que conta com Parreiral, Lago, Restaurantes, Lojinhas e uma linda Capela de Santo Antônio.

Parreiral e Lago da Quinta do Olivardo
As Lojinhas e Restaurantes da Quinta
A charmosa Capela de Santo Antonio da Quinta do Olivardo

Além dos vinhos e da culinária portuguesa, você vai se encantar com os locais para fotos na Quinta do Olivardo, como o Poço dos Desejos, o Quiosque do Elétrico/Bonde de Portugal, até o Barril do Chaves, entre outros points instagramáveis.

Não podia perder a oportunidade de entrar no Barril do Chaves

E se você for visitar a Quinta do Olivardo no terceiro sábado do mês, a partir das 20h, poderá provar o Vinho dos Mortos… Não se assuste, que eu já vou contar do que se trata. Segundo a lenda, quando os franceses invadiram Portugal, os portugueses ficaram apavorados e enterraram seus vinhos embaixo das videiras e quando a invasão terminou, eles desenterraram os vinhos achando que tinham estragado, mas pelo contrário, os vinhos ganharam propriedades decorrentes da temperatura e da escuridão e ficaram mais saborosos, criando assim a tradição do “Vinho dos Mortos”. E o Sr. Olivardo gostou tanto dessa história que resolveu manter a tradição enterrando uma parte de seus vinhos no meio das videiras e desenterrando a cada seis meses, quando oferece os vinhos para os presentes. Eu não tive a oportunidade de participar dessa tradição ainda, mas vou voltar para conhecer e se você for antes, me conta nos comentários. Para saber mais informações sobre tudo que tem na Quinta basta conferir no site: www.quintadoolivardo.com.br. E olha só onde estão enterrados o Vinho dos Mortos…

Parreiral com o Vinho dos Mortos

Agora para desanuviar o clima meio “sinistro” do Vinho dos Mortos, quero que você se anime para conhecer comigo uma Destilaria na Estrada do Vinho (km 4 – item 9 do mapa). Parece estranho, mas não estou confundindo, no Roteiro do Vinho tem a Destilaria Stoliskoff, que foi inaugurada em 2010 para ser um diferencial nesse tour!

A Destilaria Stoliskoff também vende vinhos importados, cervejas artesanais, mas o seu carro chefe e que é super tradicional é a Vodka de Chocolate Branco, mas se você não é fã de chocolate, tem a tradicional, a de cereais e a noir.

Prateleira de Vodkas da Destilaria Stolilskoff (As garrafas creme são as de chocolate branco)
Dá só uma olhadinha nessas singelas garrafas de Vodka…

Quem nos recepcionou na Destilaria Stoliskoff foi a Bruna, que foi muito gentil, e além as vodkas nos ofereceu outras bebidas que também são muito procuradas e apreciadas pelos visitantes, como a Cana Blue e a Sakerita, entre outros rótulos, tornando difícil a missão de escolher qual levar pra casa… Para saber mais informações da Destilaria é só olhar no site: www.stoliskoff.com.br.

Na Destilaria Stoliskoff com a Bruna

Com a Destilaria, nos despedimos da Estrada do Vinho, mas calma que ainda não acabou… Para te deixar com um gostinho de quero mais, vamos fazer a saideira na Vinícola Bella Aurora, que fica na Rodovia Raposo Tavares, km 56,5 (sentido São Paulo – item 39 do mapa), e foi fundada em 1932.

O ambiente da Vinícola Bella Aurora é muito bonito e aconchegante, além dos Vinhedos e da linda paisagem, o que chama a atenção é o design da Adega: feita em um tonel de madeira com capacidade para 120 mil litros.

Chegando na Adega da Bella Aurora
Momento Degustação na Adega da Bella Aurora

Além da adega de vinhos (onde é feita a degustação), a Vinícola Bella Aurora tem a cachaçaria, um café (que também foram feitos em tonéis de madeira), uma Fonte no tonel e até os brinquedos do playground das crianças utilizam barris… É muita diversão!!! Para saber mais detalhes da vinícola é só dar uma olhadinha no site: www.bellaaurora.com.br.

Cachaçaria e Café da Bella Aurora
A Fonte de Vinhos da Bella Aurora
Olha só esse playground…

E com essa paisagem maravilhosa do mirante da Vinícola Bella Aurora vamos nos despedindo do Roteiro do Vinho de São Roque!!! Lembrando que esses são só alguns dos 39 estabelecimentos que compõem o Roteiro do Vinho, não conseguimos visitar todos num dia só, mas já estão na programação para quando voltarmos à cidade. E se você já foi em algum desses que não mencionei aqui, nos conte nos comentários como foi sua experiência. Espero que tenha gostado e nos vemos na próxima postagem. Saúde!!!!

Saúde!!! E Até Breve…

Descobrindo Piedade

Hoje quero te convidar para fazer um passeio diferente, um turismo rural misturado com cultura e até esporte náutico… Sua curiosidade deve estar a mil, mas calma que já vou te contar.

Você pode encontrar tudo isso na cidade de Piedade, que fica a aproximadamente 130km de distância da capital de São Paulo e está localizada na Região Metropolitana de Sorocaba.

Vamos começar nosso tour?

Portal de Piedade

Quem nos conduziu nesse tour foi a querida Guia Cida, através da Agência HCG da Isaura (https://www.facebook.com/hcgtur/?ref=br_rs), que nos contou vários fatos importantes e curiosos da cidade, além de nos mostrar lugares lindos.

Com a Guia Cida

A cidade de Piedade foi fundada em 20 de maio de 1840, no dia da inauguração da Capela de Nossa Senhora da Piedade (em homenagem à imagem “Pietá” encontrada por um mascate no ano de 1835).

A cidade já foi a maior produtora de cebola do Brasil, chegando a receber o título de “Capital da Cebola”, porém, atualmente, sua produção agrícola (que é a base da economia) é diversificada, incluindo o plantio de caqui, morango, atemoia, entre outros. E a cidade faz parte do Cinturão Verde de São Paulo, por conta de sua vasta produção de verduras e legumes.

Na época da colheita, sempre tem festa e muitos sítios trabalham com o “colha e pague”, no qual o visitante tem a oportunidade de conhecer a plantação, aprender mais sobre o cultivo e ainda colher os frutos diretamente do pé, pagando o que for levar. Entre os meses de abril e maio, por exemplo, é a época do Caqui e no Sítio Sakaguti, tem o “Colha & Pague do Caqui Fuyu”. Em julho, é a vez da colheita da atemoia e em novembro da ameixa no Sítio Tenório, entre outros.

Mas voltando a falar do nosso passeio, começamos nosso tour pelo Jardim Oriental, que é cuidado pelo clube japonês Kai Kan, e fica no Bairro da Liberdade, próximo à saída pra Tapiraí. E quem me acompanhou nesse tour de hoje foi minha família: meus pais (Pedro e Dalva) e minha irmã (Ane).

Família no Jardim Oriental
A Linda Vista do Jardim Oriental

Além dos detalhes orientais, o que também atrai visitantes para esse jardim é a Pedra do Elefante, que recebeu esse nome por lembrar bastante o animal. Dá só uma olhadinha na foto e depois me conta se lembra ou não…

Lembra mesmo um elefante….

De lá passamos pelo Portal do Kai Kan que é o Torii (um dos portais da cidade), cuja palavra significa “morada dos pássaros”, devido às aves se acomodarem no portal e usá-lo como poleiro. Vale lembrar que esse portal é de tradição japonesa, sinalizando a passagem entre o mundano e o divino, e costuma ser instalado na entrada de locais sagrados. O outro portal da cidade é o da primeira foto e em sentido à Ibiúna (mas vou falar dele mais pra frente).

E continuando nosso passeio, seguimos para o Sítio das Cerejeiras de propriedade do Sr. Gokithi  (também conhecido como Sr. Roque) que nos recebeu muito bem e nos deixou à vontade para contemplar a beleza do seu sítio.

Com a Guia Cida e o Sr. Gokithi

São mais de 1.000 pés de Cerejeiras (das espécies himalaia e okinawa)
que no inverno (geralmente no final de junho e meados de julho) florescem, nos proporcionando um espetáculo de encantar os olhos. A Cerejeira, além de ser a árvore símbolo do Japão (motivo pelo qual o Sr. Gokithi quis plantá-la para homenagear o país de seus pais), também é a árvore da Felicidade, e, segundo a lenda, você tem que abraçá-la para ser feliz. Eu não perdi tempo e já dei aquele abraço apertado na Cerejeira. Já fica a dica pra quando você encontrar uma no caminho.

Aquele abraço…
O Lago e as Cerejeiras….
No Caminho das Cerejeiras

Além das Cerejeiras, o Sr. Gokithi também plantou Ipê amarelo, que é a árvore símbolo do Brasil, como forma de homenagear o país. E assim que termina a florada das Cerejeiras, começa a do Ipê, deixando o sítio sempre lindo!!! E também tem plantação de morango em estufa para produzir o ano todo e Pés de Ginkgo-biloba, que eu já tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto. Essa planta é famosa por ajudar na memória, reduzir tonturas, aliviar dores nos braços e pernas, entre outros benefícios que ainda estão em estudo.

Pé de Ginkgo-Biloba em crescimento

No Sítio das Cerejeiras também tem o Pé de Umê florado, que é um fruto muito consumido nos países asiáticos, mas ainda desconhecido no Brasil. Geralmente é consumido em conserva (ainda verde e com sabor azedo e marcante) ou em forma de licor e dizem que faz muito bem à saúde por conta de suas propriedades terapêuticas, como deixar o sangue mais fluido, o que reduz os problemas cardíacos e também inibe a formação de radicais livres. Enquanto não tem o fruto o passarinho vai aproveitando pra descansar entre as flores.

Pé de Umê repleto de flores…
Descanso do Passarinho no Pé de Umê

Saindo do Sítio das Cerejeiras, partimos rumo à Vila Élvio, uma pacata vila de casas brancas e azuis que nos faz viajar no tempo…

Tudo começou em 1935, quando o italiano Luiz (ou Luigi) Liscio, que já morava em Araraquara, veio pra Piedade (mais especificamente pro Bairro Santa Terezinha) e se encantou com a quantidade de tipos de árvores de madeira de lei que tinha nessa região, então comprou as terras e começou a fazer camas com essas madeiras, em especial as camas patente (feitas com molas), que foi um sucesso e eram vendidas para todo o Brasil.

A famosa Cama Patente

Mas para garantir a produção, o Sr. Liscio construiu uma usina para a geração de energia e água, até o carvão da queima das árvores era vendido para não ser desperdiçado. Como trouxe mão de obra italiana, resolveu construir as casas para os seus funcionários em azul e branco em homenagem à Itália e o nome da fábrica passou a ser Faixa Azul. Tudo estava caminhando perfeitamente bem, a Vila Élvio era autossustentável e tinha até cinema para a diversão dos moradores…

A Igreja da Vila
Construções da Vila Élvio
A Antiga Fábrica Faixa Azul (e atual Verde Brasil)

Porém, o filho do Sr. Liscio, chamado Élvio, faleceu com 17 anos, então a vila recebeu o nome de Vila Élvio para homenageá-lo. Depois da morte do filho, o Sr. Liscio ficou muito sentido e vendeu a fábrica para o Sr. Giácomo Baz que era italiano também, mas em 1975 uma lei transformou grande parte da área das madeiras no Parque Estadual do Jurupará (de Proteção Ambiental). Como não podia mais extrair a madeira (teve que fazer reflorestamento com eucalipto) e com o falecimento do Sr. Giácomo em 1975, a fábrica e a vila foram decaindo.  A esposa do Sr. Giácomo, D. Norma, assumiu a fábrica, mas não conseguiu restabelecê-la, atualmente o local abriga outra fábrica: a Verde Brasil – Mesas & Cadeiras, que fabrica esses produtos para restaurantes, bares, hotéis, entre outros estabelecimentos. D. Norma se mudou da vila, mas a casa onde eles moravam permanece conservada, porém não permite visitação.

A Casa da Dona Norma

Mas a Vila Élvio foi se adaptando ao tempo e recebe muitos turistas. E quando você for visitar, aproveite pra dar uma passadinha no Bar da Dona Maria, que é uma pessoa muito querida na Vila. Ela é muito atenciosa e nos mostrou a cama patente (da foto que coloquei acima).

No Bar com a Dona Maria
Na Vila Élvio

Outro lugar bem legal de se conhecer é o Vilas Boas, também conhecido como Bazar das Suculentas, que foi criado pela Sueli há dois anos e conta com mais de 200 espécies de suculentas em todas as suas fases (fiquei encantada com o “berçário”). E tem outras variedades de plantas também. Para saber mais detalhes é só olhar a página no facebook: www.facebook.com/Bazar-das-Suculentas-Piedade . Tenho certeza que você não vai resistir e vai querer levar uma…

Com a Sueli do Vilas Boas
Que lindo esse Berçário das Suculentas
Na imensidão das suculentas…

Bem perto dali, fica a Estação Boca do Monte, que é um restaurante num trem, desde o lado de fora sua decoração já chama a atenção. Como fui numa segunda-feira, estava fechado (vou ter que voltar outro dia pra conhecer), mas se você for de quinta à domingo ou feriado ele estará funcionando (das 11h30 às 15h). Vou te passar o site pra você saber mais detalhes: https://www.facebook.com/estacaobocadomonteoficial/. Depois me conta como foi.

Agora vamos para uma outra parte do passeio, do outro lado da cidade. Vamos pegar a Estrada Municipal Carolina Paes Granjeiro para chegarmos até o Píer de São Francisco,  que fica às margens da Represa de Itupararanga. Além de apreciar uma paisagem belíssima, você pode praticar vários esportes náuticos como canoagem, stand up paddle, andar de caiaque, entre outros. O Píer também oferece passeio de veleiro e curso de vela e conta com restaurante e camping. O funcionamento é de sexta à domingo, das 9h às 18h, a entrada custa R$ 20 e mais detalhes estão na página: https://www.facebook.com/piersaofrancisco.

Píer de São Francisco
Detalhe da Represa de Itupararanga

Continuando nessa Estrada Municipal Carolina Paes Granjeiro, um pouco mais à frente fica a Marina Rasa (http://www.marinarasa.com.br) , que também fica às margens da Represa de Itupararanga. Além da vista maravilhosa, também possui lanchonete, hospedagem e guarda de embarcações. Seu funcionamento é de terça à sexta das 8h às 17h e aos finais de semana e feriados das 10h às 19h.

Agora vamos nos despedir desse lado esportivo do passeio e vamos para a parte cultural. Vamos passear pelo Centro de Piedade,  vamos conhecer a  
Casa da Cultura, que tem uma arquitetura típica do século XIX, já foi cadeia e em 2015 foi tombada pelo Condephat.

Vamos passear também por outro lugar bem famoso de Piedade que é a Marginal das Cerejeiras (o nome verdadeiro da rua é Av Benjamin da Silveira,  mas ninguém a chama assim), que banha o Rio Pirapora e na época do inverno fica super charmosa, ganhando um colorido especial com a florada das Cerejeiras.

A Beleza da Marginal das Cerejeiras

Bem perto dali, na Praça Cel. João Rosa fica a  Igreja Matriz – Paróquia Nossa Senhora da Piedade,  que começou a ser construída em 1885 (no local onde a Capela de Nossa Senhora da Piedade havia sido construída e posteriormente demolida para a construção da atual)¸ mas só ficou pronta em 1916. Sua arquitetura é realmente muito bonita!

Igreja Matriz de Piedade

Essa Praça Cel. João Rosa, além de ser grande e bem cuidada, também abriga o Marco, o Monumento à Bíblia e o Coreto.  E do outro lado da rua fica a Casa do Artesão.

Coreto da Praça
Casa do Artesão de Piedade

Saindo ali do Centro, vamos continuar nosso passeio, passando agora pela Capela do Jacueiro, que fica ao lado da Paroquia Do Sagrado Coração de Jesus,  que recebeu esse nome por causa do Jacu – pássaro preto parecido com Corvo que era muito comum naquela área.

Capela do Jacueiro e o Sagrado Coração de Jesus

E se você tiver um tempinho sobrando pode aproveitar para respirar um ar puro, relaxar e apreciar a paisagem do Parque Ecológico Municipal.

Espero que tenha gostado do nosso passeio de hoje!!! Te espero na próxima postagem e para fechar com chave de ouro nosso tour, vamos visitar uma belíssima Fonte que fica perto do Portal de Piedade, na direção de Ibiúna!!!

Na Fonte…
Até Mais Piedade!!!

No Universo das Letras da Exposição Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade

Você já parou para prestar atenção na quantidade e diversidade de letras e algarismos presentes por onde você passa? E se eles tivessem algo mais para dizer além da simples informação que estão prestando?

Foi pensando nesse despertar para a observação que foi criada a Exposição “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade”, que está no Farol Santander em São Paulo e quero que você conheça comigo. Vamos começar nossa viagem por esse universo das letras?

Como te falei essa exposição está no Farol Santander (no 19º e 20º andares) e vai ficar até o dia 03 de novembro de 2019. Na postagem anterior falei bastante sobre o Farol e passei várias dicas do que visitar nele e como aproveitar melhor essa visita. Se você ainda não viu ou quer relembrar é só clicar nesse link para ir para a postagem e depois voltar aqui para continuarmos: https://cadaviagemumabagagem.com/caminhando-pelo-centro-historico-de-sao-paulo/ .

A Exposição “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade” é coletiva e mostra como a tipografia (arte da criação e impressão das letras) urbana pode ajudar a decifrar e entender melhor São Paulo. A curadoria é do Leonel Kaz, que nos contou que a exposição era para ser mais acadêmica, porém, conforme foi se desenvolvendo, tornou-se mais imersiva, principalmente devido ao local onde o Farol se encontra, cercado de uma tipografia bem peculiar, que sempre fala conosco, mas que agora conseguiremos dialogar com ela.

Com o Curador Leonel Kaz

A Exposição “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade”  começa no 20º andar com um vídeo que fala sobre a  Evolução da Escrita, desde os primórdios da humanidade com os desenhos nas cavernas até os dias atuais, mostrando como as letras acompanham a arquitetura e as artes e trazendo uma série de curiosidades que eu nem imaginava. E do outro lado desse vídeo, você se depara com Prateleiras cheias de Letras vindas de Portugal…

Letras vindas de Portugal

Continuando nesse andar, você vai encontrar a “Sala dos Alfabetos”, composta de cartazes de alfabetos em vários idiomas, alfabetos clássicos e contemporâneos, além de alfabetos criados por brasileiros, em virtude do que observavam pelas ruas do país.

Sala dos Alfabetos
Fontes em destaque

Também terá a oportunidade de ver um painel com letras em diversas bases como vidro, azulejo e tijolo, que é “O Feito à Mão”¸ do Victor Tognollo e da Camila Actum (do Estúdio Itálico), com a participação de Gui Menga, que também é o responsável pela Caligrafia dos painéis laterais.

Os Artistas das obras “O Feito à Mão” e “Caligrafia” : Camila Actum, Victor Tognollo e Gui Menga

Nesse andar também há a apresentação de dois vídeos:  “Em Torno do Farol” e “Hystory of Typography” (História da Tipografia)¸ cujas telas de projeção foram um “X”. Também há um painel de 14m² com o Grafite de Daniel Melin, outro Painel em Serigrafia do Gilberto Tomé e o Pixo em Neon do artista Alexandre Orion.

“O Pixo em Neon”

Uma sala que tenho certeza que vai chamar sua atenção é a da fachada das Lojas Brodway, que conta com lindos painéis, além da Oficina de Carimbos, na qual você pode pegar uma folha com a letra que quiser e carimbar e estilizar do seu jeito para levar que recordação pra casa.

Um dos painíes dessa Oficina

Também merece destaque a obra “Oficina do Giz”, da Cristina Pagnoncelli, que consiste num painel de 14m² com várias letras escritas com giz de uma forma primorosa.

A Artista Cristina Pagnoncelli na sua Oficina do Giz
A Volta ao Giz…

Depois de explorar esse andar, chegou a hora de ir para o 19º andar, que onde estão expostas mais de 200 fotografias em backlight, distribuídas em oito estruturas curvilíneas, nos fazendo passear pela tipografia da cidade desde a década de 40 até a atualidade.

A viagem pela São Paulo das décadas de 1940 e 1950, através de seus letreiros e cartazes, é feita por meio das fotos de Peter Scheier, Alice Brill, Henri Ballot, Marcel Gautherot , Hildegard Rosenthal, entre outros, que através de suas fotografias jornalísticas, contribuíram muito para mostrar como era o Brasil.

São Paulo nas…
Décadas de 40 e 50

Avançando no tempo, vemos a influência e a modificação das letras com o passar dos anos através das fotos de José Roberto D’Elboux. E em certos momentos, você vai lembrar de já ter visto o que está sendo retratado em algum lugar…

Pelas lentes de D’Elboux
Detalhes das Fachadas…

Essa mesma sensação também está presente nas fotos de Maurício Nahas,  que fez esse material especialmente para essa exposição.

A tipografia de São Paulo por Maurício Nahas

A exposição também conta com fotos de Renato de Cara e traz um  Espaço Imersivo, no qual você pode entrar no meio de uma Projeção de Letras, sentir como se elas invadissem seu corpo e brincar com essa sensação. Além de Games para descobrir a fonte de letra que mais combina com você, escrever seu nome na chuva e na praia, entre outros jogos.

Na projeção…
Resultado dos Games

Já deu pra perceber quanta coisa boa tem pra fazer nessa exposição, não é mesmo? E o melhor de tudo é como você vai sair dela, com uma observação e um olhar bem mais aguçados. Ah! Quero te lembrar que o Farol Santander fica na Rua João Bricola, 24 e funciona de terça a domingo das 9h às 20h. Os ingressos custam R$25 (inteira), R$12,50 (meia) e R$22,50 (para Clientes Santander). Mais informações estão no site: www.farolsantander.com.br.

Espero que tenha gostado desse nosso mergulho no universo das letras e te espero na próxima postagem!!! Até Breve!!!

Caminhando pelo Centro Histórico de São Paulo

Você já teve ter ouvido falar que São Paulo é uma selva de pedra, só tem concreto, seus moradores trabalham feitos loucos e que não sobra tempo pra nada… Essas afirmações tem lá seu fundo de verdade, mas estou aqui hoje pra te mostrar que dá tempo pra se divertir sim e que tem muuuuuitas coisas legais pra fazer na minha querida Cidade de São Paulo, vou te levar pra conhecer os principais pontos turísticos do Centro Histórico. E o melhor é que muita coisa dá pra fazer a pé. E você pode desmembrar esse roteiro em vários dias, para poder aproveitar mais cada lugar.

Me acompanha nessa caminhada?

Catedral da Sé

Podemos começar nosso passeio descendo na Estação Sé do Metrô e indo visitar um dos principais cartões postais de São Paulo: a Catedral Metropolitana de São Paulo,  mais conhecida como Catedral da Sé, que fica na Praça da Sé s/n (onde está o marco zero para a contagem das distâncias da cidade) e é considerada a quinta maior catedral do mundo. Sua construção começou em 1913, com projeto do arquiteto alemão Maximilian Emil Henl, adotando o estilo neogótico, marcado pela terminação das colunas em ogivas (forma pontiaguda que lembra mãos em prece) e pela grande altura e imponência do templo (111m de comprimento por 46m de largura e as 2 torres principais com 92m de altura), também trazendo traços renascentistas como a cúpula, além dos lindos vitrais. Porém, só foi inaugurada ainda inacabada (sem as torres) em 25 de janeiro de 1954 (em comemoração aos 400 anos da cidade). As torres só ficaram prontas em 1969 e a Catedral ficou fechada para restauração entre 1999 e 2002, quando foi reaberta completando as 14 torres do projeto original. Mais detalhes estão no site: www.catedraldase.org.br.

A Imponente Catedral da Sé
Marco Zero de São Paulo

A Catedral da Sé é dedicada à Nossa Senhora da Assunção, mas recebe o título de Catedral por ser o lugar onde está a cadeira do Bispo. Vale lembrar que a primeira Catedral de São Paulo foi construída entre 1745 e 1764, era em estilo barroco e bem menor que a atual, ficava em frente à essa (na outra ponta da Praça da Sé) e foi demolida em 1912 para a construção da nova.

Quando visitar a Catedral da Sé, você pode aproveitar para fazer uma visita monitorada à Cripta, que fica bem abaixo do altar-mor e foi inaugurada em 1919 (antes mesmo da Catedral) para abrigar os restos mortais de bispos, arcebispos e personalidades históricas importantes, como o Cacique Tibiriça, entre outros. É nessa Cripta que está sepultado Dom Paulo Evaristo Arns, um importante arcebispo de São Paulo que faleceu em 2016. A Cripta foi construída em estilo gótico, em formato de cruz, e em cada túmulo há um símbolo relacionado à vida de Cristo, como o cálice, a cruz, a mão (onde os três dedos erguidos representam a Santíssima Trindade e os abaixados a vida espiritual e humana de Jesus, entre outros símbolos.

Cripta da Catedral da Sé

Na Cripta da Catedral da Sé também encontramos esculturas em mármore carrara representando a morte de Cristo que foram esculpidas por Carlos Leopoldo e Silva e que expressam de maneira bem real toda a dor desse momento.

Além da Primeira  (e única) Exposição Brasileira sobre o Santo Sudário, trazendo toda explicação sobre o lençol que envolveu o corpo de Cristo durante o sepultamento, bem como réplicas dos pregos, chicote e da Coroa de Espinhos, e uma cópia fotográfica em tamanho real do Santo Sudário. Vale lembrar que o original está em Turim na Itália e só é exposto em determinadas épocas.

Exposição sobre o Santo Sudário
Réplica da Coroa de Cristo
Foto em tamanho real do Santo Sudário

Os ingressos para a visitação à Cripta da Catedral da Sé custam R$ 7,00 e são adquiridos na própria secretaria. Mas se você for fazer o Brunch (que vou te explicar daqui a pouquinho, essa visita já está inclusa no pacote). Não poderia deixar de citar que quem me guiou na primeira visita à Cripta foi a querida Luciane, que foi super atenciosa, me passou várias informações importantes e me recomendou o Brunch. Se ela for sua monitora tenho certeza que vai concordar comigo!!!

Brunch na Catedral da Sé

Você já deve ter ouvido falar de “brunch”, aquela refeição que mistura café da manhã com almoço, sabe? Então, geralmente uma vez por mês, a Catedral da Sé realiza o “Brunch na Catedral da Sé”, um evento que une fé, gastronomia, cultura e cidadania (já que toda a renda é revertida para a conservação da Catedral), começando pela missa às 11h que é celebrada pelo Cardeal Arcebispo de São Paulo Dom Odilo Scherer, seguindo para o “brunch” no salão superior e depois para o tour guiado, onde é feita a visitação ao altar, cripta, cúpula, torres, chegando até os sinos. E quem me acompanhou nesse passeio super especial foi minha irmã Ane!

Missa na Catedral da Sé

A sala superior é lindíssima, dá pra ver de pertinho os vitrais e ter uma visão privilegiada do órgão e de toda a Catedral. Além de ser uma oportunidade abençoada de estar tão perto e receber as bençãos desse Mensageiro de Deus que é o Dom Odilo Scherer. Muita gratidão por esse momento!!!

Com o Bispo Dom Odilo Scherer

Como o Brunch na Catedral da Sé  é um momento de alegria, de confraternização, nada melhor que brindar e celebrar novas amizades como o casal Eric e Marta, seu casal de amigos, a Luíza, minha irmã e eu, tendo esse registro sido feito pelo Vidal.

Um Brinde ao Momento!!!

Sei que está querendo saber quem é o responsável pela gastronomia e quais as delícias, não é mesmo? Então vou te contar, dessa vez o “Brunch na Catedral da Sé” ficou por conta da Chef Elzinha Nunes, que é uma simpatia e trouxe todo o sabor da Comida Mineira para esse evento, com um cardápio bem variado, incluindo várias opções vegetarianas, além das sobremesas maravilhosas. E esse evento foi mais que especial, pois foi em homenagem à Dona Lucinha (mãe da Elzinha) que faleceu recentemente. Se você ficou com vontade de provar, não se desespere, você pode conhecer o Restaurante Dona Lucinha que fica em Moema (Av. Chibarás, 399) e mais detalhes e horário de funcionamento estão no site: http://donalucinha.com.br/. Com certeza, irei fazer uma visita à Elzinha em breve…

Os sabores do Brunch na Catedral

O almoço foi maravilhoso, a comida estava deliciosa e o atendimento foi impecável, toda a equipe muito atenciosa e solícita. O que nos encheu de energia para continuar a parte final do Brunch na Catedral da Sé, que é o  Tour Guiado. Quem nos conduziu nessa visita monitorada foi o Padre Luiz Eduardo Baronto, uma pessoa realmente iluminada, que nos transmite tanta paz e conhecimento ao mesmo tempo.

Começamos nosso Tour Guiado,  conhecendo um pouco mais sobre Órgão da Catedral, que é o maior do Brasil, com 10.827 tubos e é considerado o maior instrumento musical de São Paulo. Também visitamos o Altar-Mor, construído em verde e amarelo para fortalecer a nacionalidade brasileira (lembrando que o mármore verde veio de Madagascar) e sobre ele está o  Baldaquino, com cenas da Assunção de Nossa Senhora. O Novo Altar também é em mármore, só que em mármore branco e abaixo dele contém relíquias, como de Santa Paulina.

Explicações do Padre Baronto

O Padre também nos explicou sobre a arquitetura da Catedral, sobre os Mosaicos de Santa Ana e de São Paulo,  que ficam nas laterais, nos levou até a Capela do Santíssimo, que fica ao lado do altar e nos guiou até a Cripta (que já comentei acima como foi a visita)

Capela do Santíssimo

Continuando nosso Tour Guiado, chegou a hora de explorar os andares superiores da  Catedral da Sé, ver de perto sua Rosácea, apreciar do alto a  Vista da Praça da Sé e subir nas Torres. Dá só uma olhadinha nesse vídeo que postei no nosso canal do youtube pra você ter a sensação de estar caminhando junto comigo entre as Torres da Catedral: https://www.youtube.com/watch?v=EaoUlA7NiUE&feature=youtu.be.

Vista da Praça da Sé
Vista do Altar por quem está no Coro

E para fechar com chave de ouro nosso Tour Guiado, é chegado o momento de subir até o Carrilhão da Torre Direita, composto pelo teclado e pelos 61 Sinos, de vários tamanhos, que são controlados por um mecanismo, sendo que só os cinco maiores é que tocam normalmente. São vários degraus para se chegar até os sinos, mas vale muito a pena!!!! Quem nos conduziu nessa parte final do passeio foi o Wagner, que é muito gentil e atencioso!!!! Se você ficou com vontade de viver toda essa experiência, dá uma olhadinha no site para saber mais detalhes e se programar para o próximo Brunch na Catedral da Sé: https://www.brunchnacatedral.org.br/.

Entre os Sinos…
Contemplando a paisagem…

Tive a oportunidade de participar do Programa “Qual Viagem” do Querido Tony Auad, no qual conversamos bastante sobre esse passeio. Já postei a entrevista no nosso canal no youtube, dá uma olhadinha lá pra ver como foi: https://youtu.be/MfKfxIEgVkI

Pateo do Collegio

Vamos continuar nosso passeio pelo Centro Histórico  indo visitar o marco inicial da fundação da cidade de São Paulo, que é o Pateo do Collegio ou (Pátio do Colégio), onde em 25 de janeiro de 1554 foi realizada a primeira missa que marcou o nascimento da cidade e também do colégio jesuíta, que era um núcleo para catequização indígena. O prédio também já serviu como sede do Governo, Academia Paulista de Letras, sede dos Correios, passou por várias reformas, até ser demolido em 1953 (restando somente uma parede de taipa de pilão da primeira construção, por volta de 1585). Sua reconstrução começou em 1954 e durou até 1979 e foi baseada na construção inicial do século XVI. Atualmente o Complexo do Pateo do Collegio abriga o Museu José de Anchieta, a Igreja São José de Anchieta, uma Criptae o Café do Pateo.

No Pateo do Collegio

O Museu de Anchieta foi criado em 1979 com o propósito de contar como foi a fundação da cidade de São Paulo e como os jesuítas contribuíram para isso. Seu acervo conta com mobiliário e peças de época, arte sacra, relíquias, entre outras peças, e até uma maquete de como era São Paulo quando de seu nascimento. Não é permitido fotografar o museu, por isso, não vou conseguir te mostrar como é, mas vale a pena a visita. Seu funcionamento é de terça a sexta das 9h às 16h45 e aos sábados e domingos das 9h às 16h30. Os ingressos para adultos custam R$ 8,00 e além da meia entrada, tem desconto para idosos, aposentados e estudantes de escola pública, que pagam R$ 2,00. Antes de entrar no Museu é possível desfrutar de bons momentos na Praça Ilhas Canárias (que fica entre o café e o museu) e é permitido fotografar.

Na Fonte do Pateo

Saindo do Museu, vale a pena visitar a Cripta, que é uma galeria subterrânea abaixo da Igreja que foi construída em 1757 para abrigar os restos mortais dos jesuítas, visto que na época era costume sepultar os membros do clero ou pessoas importantes no interior das igrejas. Porém foi fechada em 1761 quando os jesuítas foram expulsos, servindo apenas como depósito, e sendo reaberta com a reconstrução do Pateo em 1979. Vale lembrar que os restos mortais que estavam ali foram retirados e atualmente ela serve como espaço para exposições temporárias, como essa que estava em cartaz quando visitei “Amar e Viver São Paulo” de Nilda Luz. Também não é permitido fotografar na Cripta, mas algumas obras dessa exposição na Cripta estavam reproduzidas em escala bem maior no Praça do Pateo e dá pra você ter uma ideia desse lindo trabalho da artista.

Agora para animar um pouco, vale dar uma paradinha no Café do Pateo, que fica no jardim, num ambiente super gostoso e oferece um cardápio que é uma tentação ao pecado da gula, já pensando na sobremesa: um Milk Shake, pedi só uma saladinha pra compensar…

Momento gordice no Café do Pateo

Aproveite para conhecer também a Igreja São José de Anchieta (ou Igreja do Colégio) que começou como uma cabana em 1554, passou por reforma, demolição e voltou a ser reconstruída e inaugurada em 1979. Em 2014 recebeu a denominação atual em homenagem ao seu padroeiro “José de Anchieta” que foi canonizado nesse mesmo ano.

Vale lembrar que o Complexo Pateo do Collegio fica na Praça Pateo do Collegio n° 02 no centro de São Paulo. Você pode desembarcar na Estação de Metrô Sé e caminhar um pouquinho que já está no Pateo. Mais detalhes sobre o Complexo estão no site: www.pateodocollegio.com.br. Ah! Na frente do Pateo tem o Marco da Paz e o Monumento “Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo”

Marco da Paz

Solar da Marquesa de Santos

Ali pertinho do Pateo do Collegio (na Rua Roberto Simonsen, 136) fica o Solar da Marquesa de Santos, que pertenceu à  Marquesa Domitila de Castro Canto e Mello (conhecida como “Amante de D. Pedro I”) entre 1834 e 1867 e é uma típica residência urbana do século XVIII. Depois foi vendido, passou por várias modificações para finalmente ser restaurado em 1991. A arquitetura de sua fachada em estilo neoclássico é realmente um charme.

Atualmente o Solar da Marquesa de Santos é a sede do Museu da Cidade de São Paulo e abriga exposições temporárias. O Solar é aberto de terça a domingo das 9h às 17h com entrada gratuita. Mais detalhes estão no site: www.museudacidade.prefeitura.sp.gov.br/quem-somos/solar-da-marquesa-de-santos.

Centro Cultural Banco do Brasil

Outro lugar que vale uma visita e fica próximo dali é o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBBSP) que fica na Rua Álvares Penteado, 112 e foi inaugurado em 2001. O prédio que ocupa é do início do século XX, mais precisamente de 1927, quando foi construído para abrigar a primeira agência do Banco do Brasil em São Paulo e é considerado um patrimônio histórico.

Apesar ter sido totalmente reformado para abrigar o Centro Cultural Banco do Brasil, o prédio ainda mantém elementos arquitetônicos de quando foi construído, como a porta do cofre, que pesa 4 toneladas e veio de navio de Paris até o porto que ficava próximo à Ladeira Porto Geral. O cofre, nessa época, ocupava todo o subsolo (hoje o espaço abriga exposições). Outros detalhes da arquitetura do prédio também merecem destaque e são muito belos, como o teto, as luminárias, etc.

Porta do Cofre do Centro Cultural Banco do Brasil
Destaques da Arquitetura do CCBB

O Centro Cultural Banco do Brasil sempre traz exposições marcantes como a da Patrícia Piccinini e a do Kandinsky (que você pode ver nas fotos), entre outras. Inclusive a mais recente que é a Exposição “Vaivém” de curadoria de Raphael Fonseca, que trata da influênca das redes (de dormir, de pescar, entre outras finalidades desse objeto) na identidade dos brasileiros. O CCBB também tem cinema, apresentações de teatro e música e diversas outras atividades artísticas. Para saber a programação atualizada é só conferir o site: www.culturabancodobrasil.com.br/programacao/sao-paulo. O CCBBSP funciona de quarta a segunda das 9h às 21h e tem um café e uma lojinha de souvenirs.

E do Kandinsky
As várias redes da Exposição “Vaivém”
As redes e eu…

Mercado Municipal de São Paulo

Sei que depois de tanto andar e se alimentar de cultura, está batendo aquela fominha e o corpo está pedindo mais energia. Então sugiro uma visita e pausa para o almoço no Mercado Municipal de São Paulo (também conhecido como Mercadão de São Paulo), que foi inaugurado em 25 de janeiro de 1933 em comemoração ao aniversário da cidade. Seu projeto arquitetônico foi do engenheiro Felisberto Ranzini (do escritório de Ramos de Azevedo) e os vitrais foram feitos pelo russo Conrado Sorgenicht Filho.

Mercado Municipal de São Paulo
Detalhe dos Vitrais do Mercadão

Além da beleza do seu prédio, o Mercadão de São Paulo é famoso pela sua gastronomia. Com certeza você já ouviu falar do sanduíche de mortadela e do pastel de bacalhau que são super tradicionais e quem visita o Mercadão sempre quer provar. Mas tem vários restaurantes com outras opções de pratos, inclusive vegetarianos. Vale lembrar que o Mercadão também é conhecido por vender frutas, legumes, verduras, entre outros produtos de alta qualidade e grande variedade. Ele fica na Rua Cantareira, 306 e funciona de segunda a sábado das 6h às 18h e aos domingos das 6h às 16h. Para saber mais detalhes, é só dar uma olhadinha no site: www.mercadomunicipalsp.com. Vale muito a pena a visita!!!

Na Praça de Alimentação do Mercadão

Rua 25 de Março

Aproveitando que você está nessa região, se quiser vale dar uma passadinha na Rua 25 de Março, famosa rua de comércio popular de São Paulo, que oferece uma variedade enorme de produtos a preços bem convidativos. Minha dica é que você já leve uma ecobag caso se empolgue com as comprinhas…

Mosteiro de São Bento

Da Rua 25 de Março, você pode subir a Ladeira Porto Geral ou a Ladeira da Constituição e chegar até o  Largo São Bento, onde está o  Mosteiro de São Bento, que foi fundado ainda no século XVI para abrigar os monges beneditinos, mas cuja construção só começou em 1650. Em meados de 1900 iniciou-se a construção do Colégio e da  Faculdade São Bento, que juntamente com a  Igreja, formam o Complexo do Mosteiro de São Bento.  Sendo que o Mosteiro e a Igreja foram reconstruídos entre 1910 e 1922, com projeto do alemão Richard Bernl e estilo neorromânico.

Mosteiro de São Bento

Vale lembrar que o terreno onde está o Mosteiro de São Bento era a Taba do Cacique Tibiriçá (que se converteu ao Catolicismo e foi importantíssimo na formação da cidade). Além de se encantar com a beleza arquitetônica, você poder aproveitar para assistir a uma missa com canto gregoriano (segunda à sexta às 7h, sábado às 6h e domingo às 10h). Mas tem missas tradicionais em outros horários também. No site do Mosteiro tem uma visita virtual para que você tenha uma ideia de como é belíssimo: http://mosteiro.org.br/visita-virtual/. Ah! Durante o período natalino, o Mosteiro fica lindo com as projeções!!!

Igreja do Mosteiro de São Bento (ou Basílica Abacial de Nossa Senhora da Assunção)

Brunch na Mosteiro de São Bento

Tenho certeza que você se encantou como “Brunch na Catedral da Sé”, não é verdade? Então, tenho mais uma novidade pra você: O Mosteiro de São Bento também  realiza o “Brunch no Mosteiro”,  que acontece geralmente no último domingo do mês e começa com a Missa das 10h em canto gregoriano (emocionante), segue para o “Brunch” no refeitório e depois para um Tour Guiado, visitando a Igreja, algumas dependências do Mosteiro e a Capela.

Missa com Canto Gregoriano

Após a missa, seguimos para o refeitório que é bem amplo e fomos recepcionados com um coquetel! O responsável pelas delícias do Brunch no Mosteiro foi o Buffet Rixô Gastronomia (www.rixogastronomia.com.br) e a organização do evento ficou por conta da Múltipla Eventos e Comunicação. O cardápio era bem variado e tinha muitas opções vegetarianas também! E como sou uma “formiguinha”, adorei as sobremesas…

Um Brinde aos Presentes da Vida!!!
Brunch no Mosteiro

O Brunch no Mosteiro de São Bento  é um evento abençoado em todos os sentidos, inclusive nos dando a possibilidade de fazer novas amizades, colocando pessoas muito especiais em nosso caminho que parece que já nos conhecíamos há tempos, como a Maria Alice e a Valéria!!!

Almoço entre Amigas!!!

Depois desse almoço maravilhoso, seguimos para o Tour Guiado no Mosteiro de São Bento! O anfitrião que nos conduziu nessa visita foi o monge Dom João Baptista (@djoaobaptista), uma pessoa maravilhosa e de uma sabedoria, carisma e uma luz que cativa a todos!

No nosso Tour Guiado, passamos pelo Teatro do Mosteiro, que foi fundado em 1903, seguimos pela Loja/ Padaria, que tem as deliciosas iguarias preparadas pelos monges como: pães, bolos, doces, etc e também os souvenirs e livros. Até chegarmos na Igreja,  que na verdade é uma Basílica e se chama Basílica Abacial de Nossa Senhora da Assunção. Não é a Igreja de São Bento como muitos pensam, embora ele seja homenageado com sua vida retratada no teto, vitrais e imagens. A devoção à São Bento se deve por ele ter sido um monge beneditino e servir de inspiração e modelo de vida para os monges do Mosteiro. E em uma das pinturas do teto estão São Bento e sua Irmã Santa Escolástica, que foi a primeira monja. Assim como ela, muitas mulheres são homenageadas por toda a Basílica.

Teto retratando a Vida de São Bento

Dom João Baptista também nos contou detalhes sobre o Altar, que é feito de pedra vulcânica, o Baldaquino, que é de mármore carrara, a presença da Umbela e do  Tintinábulo simbolizando que trata-se de uma Basílica, as Seis Velas representando a humanidade e a Cruz, o Cristo entre o povo.Falou também sobre a Imagem do Cristo que pesa mais de 7 toneladas e está acompanhado de Nossa Senhora e São João, além de Adão e Eva ajoelhados pedindo perdão.

Altar da Basílica (Igreja do Mosteiro)
Cristo no Altar

Outros detalhes apontados foram sobre a presença dos Apóstolos nas Colunas,  de São Pedro e São Paulo no Altar, o significado dos pisos e o Órgão, que é alemão, do ano de 1954, tem mais de seis mil tubos e está em pleno funcionamento, tocando nas missas das 10h de domingo e também em festividades. Além de ressaltar que a Basílica é um óasis de paz no Centro tão agitado de São Paulo e no deserto da vida (e as palmeiras nas pinturas reforçam essa ideia).

Apóstolos nas Colunas
Órgão da Basílica

Depois de toda essa aula na Basílica, nosso  Tour Guiado seguiu para conhecermos as outras dependências do Mosteiro, como o  Parlatório (local onde os monges recebem as visitas quando necessário), a Entrada da Clausura (onde estão os monges que vivem reclusos), o Hall, repleto de simbologia (como as figuras representando o zodíaco, o verde representando a água, o tempo e a humanidade, o Teto representando Deus e o Lustre figurando como Jesus, que é a luz que une a humanidade à Deus). Fiquei realmente impressionada com a quantidade e qualidade das informações que recebemos nesse passeio.

Outro lugar muito interessante que visitamos foi a  Sala de Reunião, onde o Abade atual Dom Mathias Tolentino Braga (que é o “pai espiritual”, o gestor do Mosteiro) realiza os atendimentos e foi na sacada dessa sala que o Papa Bento XVI aparecia para os fiéis quando da sua visita ao Brasil. Também merecem destaque o Trono que o papa usou e a foto de Dom Miguel Kruse, que realizou importantes obras no Mosteiro e na cidade, como a fundação do Hospital Santa Catarina na Avenida Paulista, entre outros.

Varanda onde o Papa apareceu
Trono do Papa e Dom Miguel Kruse

Voltando a falar de símbolos, no teto da  Sala de Reunião temos a Torre representando a firmeza,o Sol: a luz dos monges para o Ocidente e o Leão: Cristo que é também conhecido como o Leão da Tribo de Judá.

Continuando nosso  Tour Guiado pelo  Mosteiro de São Bento, passamos pelo Colégio e pela Faculdade de São Bento, e seguimos até o terceiro andar que tem uma Pintura lindíssima de Nossa Senhora entregando as Regras a São Bento, tendo ao lado São José de Anchieta e abaixo o Mosteiro do Monte de Cassino, o Mosteiro de São Bento quando da sua primeira construção e a Catedral da Sé.

Nossa Senhora entregando as Regras para São Bento
Com a Pintura e os Detalhes

E pra fechar com chave de ouro nosso Tour Guiado,  fomos visitar a  Capela Privada  do terceiro andar, dedicada aos Patriarcas,  que é belíssima, tem vitrais dedicados à Nossa Senhora, a Jesus Cristo, ao Anjo, à Medalha de São Bento (que de um lado tem a imagem do Santo e do outro a Cruz, e essa traz as iniciais da Oração de São Bento em Latim e deve ser usada com essa parte para fora, para exorcizar todo o mal). Também imagens de santos, Pinturas que representam a história do  Filho Pródigo, além do Teto representando o céu.

Realmente foi um passeio abençoado!!! Muita gratidão a Deus por momentos tão únicos vividos aqui.!!!! Se você gostou e quer saber mais detalhes para participar do próximo “Brunch no Mosteiro”, é só dar uma conferida no site: http://mosteiro.org.br/brunch/.

Basílica de Nossa Senhora da Assunção

Edifício Martinelli

Saindo da Igreja do Mosteiro, você pode pegar a Rua São Bento, caminhar até o número 405 (esquina com a Avenida São João) e visitar o Edifício Martinelli (a entrada para a visita é pela porta da Avenida São João), que foi o primeiro arranha-céu da cidade de São Paulo e cuja construção começou em 1924 por iniciativa do imigrante italiano Giuseppe Martinelli, que queria construir o prédio mais alto da América Latina. Começando com 12 andares e aumentando gradativamente até chegar ao 32° andar (onde ficava sua casa).

Durante a construção do Edifício Martinelli houve muita polêmica, medo que desabasse, troca de arquitetos (primeiro foi William Fillinger, que desistiu do projeto, passando a assumir o sobrinho do Giuseppe: Ítalo Martinelli – essa troca é perceptível pelo design diferenciado a partir do 24°andar), entre outros entraves, mas o importante é que o prédio foi construído e teve sua ascensão até a década de 1950 (mesmo depois de ter passado por outras administrações com a falência de Giuseppe). Começou a entrar em decadência na década de 60, cogitando-se até sua demolição nos anos 70. Mas felizmente o prefeito da época não deixou e o prédio foi totalmente restaurado em 1979. Atualmente, 70% do imóvel pertence à prefeitura e o restante é área comercial. A arquitetura do Martinelli é belíssima, tanto na parte externa, quanto na interna, começando pelos lustres da entrada, passando pelas escadas em mármore, até o piso em ladrilho italiano do terraço, entre vários outros detalhes.

É possível fazer visitas guiadas ao Mirante do 26° andar do Edifício Martinelli que fica a 105m de altura e permite uma vista linda da cidade, inclusive do prédio do Santander (que vou falar daqui a pouco). Vale lembrar que esse terraço do 26° andar pode ser locado para festas, casamentos, entre outros eventos, e até serviu de cenário para gravações de algumas cenas do restaurante nos primeiros capítulos da novela das 6 “Órfãos da Terra”. As visitas são gratuitas, duram cerca de 40 minutos e acontecem diariamente às 11h, 12h, 13h, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30 e 18h30 e precisa chegar com 30 minutos de antecedência. Para saber mais informações é só dar uma conferida no site: www.prediomartinelli.com.br. Ah! Quem me acompanhou nessa visita e tirou fotos lindas foi meu amigo Lucas (@lucascardosoph), que também se encantou com esse passeio! Tenho certeza que você também vai gostar!!!

Um lugar mais lindo que o outro!!!

Farol Santander

Falando em vista linda, outro lugar que super recomendo que você conheça é o Farol Santander, também chamado de Edifício Altino Arantes e conhecido como Banespão (antigo prédio do Banespa), que é um dos cartões postais de São Paulo. Sua construção iniciou em 1939, mas a inauguração só aconteceu em 1947 por Ademar de Barros, e ele foi inspirado no Empire State Building de Nova York. E por mais de 10 anos foi o prédio mais alto de São Paulo (perdendo o posto somente em 1960 para o Mirante do Vale), contando com 35 andares e mais de 160m de altura e em 2014 foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat). No ano 2000 passou para o Grupo Santander, que o reformou em 2017 e o reinaugurou em 2018 com o nome atual de Farol Santander.

O prédio tem um Mirante lindo no 26° andar (que é por onde recomendo que você comece a visita e depois vá descendo). Postei esse vídeo no nosso canal do youtube pra você ter uma ideia da beleza dessa vista: https://www.youtube.com/watch?v=FUGdr8d6iyg. E olha só que lindo o Edifício Martinelli visto do Farol Santander. Ah! Aproveite também para dar uma paradinha no Café Suplicy que fica nesse andar e deguste a bebida apreciando a paisagem.

Pausa pro café….

O Farol Santander também abriga uma Pista de Skate no 21° andar, o Bar do Cofre no seu subsolo, um loft para quem quiser se hospedar lá, exposições fixas com mobiliário do banco, sala de reuniões (que você já deve conhecer do reality show “O Aprendiz”) e quadros de todos presidentes do banco, além de exposições temporárias no 22° e 23° andar, como a exposição da Hebe, do Adoniran Barbosa, Infinito, entre outras. O Farol fica na Rua João Bricola, 24 e funciona de terça a domingo das 9h às 20h. Os ingressos custam R$25 (inteira), R$12,50 (meia) e R$22,50 (para Clientes Santander). Mais informações estão no site: www.farolsantander.com.br.

Exposição “Hebe Eterna”
E a famosa “Sala de Reuniões”

E o Farol Santander está com uma exposição maravilhosa: “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade”, que traz uma abordagem da cidade através das letras e algarismos espalhados por ela… Fiz uma postagem especial para te mostrar mais detalhes, é só clicar no link e dar uma olhadinha lá e depois voltar pra cá, para continuarmos nossa caminhada: https://cadaviagemumabagagem.com/no-universo-das-letras-da-exposicao-riscos-e-rabiscos-lendo-a-cidade/

Outra coisa que também chama atenção no Farol Santander é o seu lustre, que foi instalado em 1988, mede 3m de altura, pesa 1,5 tonelada e conta com 150 lâmpadas e 10 mil acessórios de cristal.

Ah! Uma última dica sobre o Farol Santander: se você puder ir do meio da tarde para o final é legal porque você pega a vista durante o dia e durante a noite (comece sua visita pelo mirante e passe por ele novamente antes de ir embora). Depois me conte nos comentários como foi essa experiência.

Mosteiro de São Bento visto do Farol Santander
Comparativos das vistas durante o dia e a noite…
Do Edifício Martinelli

Prédio da Prefeitura

Outro passeio bem legal de se fazer pelo Centro é ao Jardim da Cobertura do Prédio da Prefeitura. A sede da Prefeitura de São Paulo fica no Edifício Matarazzo (Viaduto do Chá, 15), que foi projetado por Severo e Vilares, sob a supervisão de Marcelo Piacentini (“arquiteto do Mussolini”), em estilo neoclássico (muito utilizado nas construções italianas da década de 1930), com uma altura de 46m e com 14 andares. Foi sede das indústrias da Família Matarazzo até 1972, quando passou a pertencer ao grupo Audi, até se tornar sede da Prefeitura em 2004.

A visita  ao  Prédio da Prefeitura é gratuita, guiada (com duração de aproximadamente uma hora) e acontece de segunda à sábado às 10h30, 14h30 e 16h30, devendo chegar com uma hora de antecedência). O tour começa na parte externa com explanações sobre o prédio, depois seguimos para o hall de entrada, com destaque para o Mapa do Brasil de 1939 e para o revestimento das paredes em mármore travertino.

Hall da Prefeitura de São Paulo

Então nos dirigimos para a cobertura para conhecer o lindo Jardim da Prefeitura (ou Jardim Walter Galera) que conta com mais de 400 espécies de fauna de várias partes do mundo e três Mirantes que nos proporcionam vistas maravilhosas de vários cartões-postais da cidade. Mais detalhes sobre essa visita estão no site: www.capital.sp.gov.br/noticia/conheca-a-sede-da-prefeitura-de-sao-paulo. Ter a oportunidade de apreciar todo esse verde bem no centro de São Paulo é um presente para todos nós!!!

O Lindo Jardim da Cobertura da Prefeitura
Mirante da Prefeitura
Detalhe da Catedral da Sé entre Flores vista da Prefeitura

Shopping Light

Nessa mesma calçada, na outra ponta do Viaduto do Chá (esquina com a Rua Coronel Xavier de Toledo, 23) fica o Shopping Light (com funcionamento de segunda à sábado das 10h às 22h e aos domingos e feriados das 12h às 18h), que ocupa o edifício histórico Alexandre Mackenzie, inaugurado em 1929 para sediar a Empresa Light e depois de reformado se tornou shopping em 1999.

Shopping Light

Além de poder contemplar a beleza arquitetônica do Shopping Light, você pode aproveitar toda a comodidade de lojas e serviços que um shopping tem a oferecer e ainda dar uma paradinha para fazer uma massagem nessas cadeiras para relaxar e continuar nossa caminhada pelo centro. Para saber mais sobre o shopping e suas lojas é só dar uma olhadinha no site: www.shoppinglight.com.br.

Shopping Light

Theatro Municipal de São Paulo

Do outro lado da rua, na Praça Ramos de Azevedo s/n°, fica um dos mais belos cartões-postais da cidade: o Theatro Municipal de São Paulo, que foi inaugurado em 12 de setembro de 1911 como Casa de Ópera, para atender aos anseios da elite cafeeira. Sua construção em estilo eclético (combinando Renascentista, Barroco e Art Noveau) foi inspirada na Ópera de Paris, demorou oito anos para ser concluída e foi feita em conjunto por dois italianos: Claudio Rossi e Domiziano Rossi e pelo brasileiro Ramos de Azevedo. Sua inauguração foi tão fervorosa que gerou o primeiro congestionamento de São Paulo porque todos queriam estar ali nesse momento. O prédio foi tombado como Patrimônio Histórico do Estado em 1981 pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio, Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico).

A Bela Arquitetura do Theatro Municipal de São Paulo
Theatro Municipal de São Paulo

O Theatro Municipal de São Paulo já foi palco de importantes obras líricas e teatrais, além de sediar a Semana de Arte Moderna de 1922, entre outros eventos. Sua arquitetura realmente impressiona!!! Sua fachada é belíssima, com destaque para os Atlantis ou Atlas que seguram o peso do mundo nas costas. Uma curiosidade é que eles também estão presentes em esculturas de mármore na Pinacoteca do Estado – que também foi projetada por Ramos de Azevedo. Vou mostrar a foto de ambos pra você ver.

O Hall de Entrada, é outro encanto! A Escadaria Nobre é feita em mármore italiano e já veio pronta, os Mosaicos  (Mar Reno e As Valquírias)são em pedra murano e entre eles fica a porta do Salão Nobre (por onde as pessoas que estavam nesse salão apareciam para serem vistas) e as Estátuas tem uma beleza ímpar.

Na Escadaria do Theatro Municipal
Mosaicos e Porta do Salão Nobre
Mar Reno e As Valquírias
Detalhe das Estátuas do Hall

A visita continua agora para conhecermos a Sala de Espetáculos do Theatro Municipal, que é lindíssima!!! Ao lado do palco fica um Órgão de 1969, com 5.000 tubos, mas que não é tocado desde 2007, e acima do palco tem a imagem de Carlos Gomes, autor da ópera “O Guarani” e patrono do teatro.

Sala de Espetáculos do Theatro Municipal

Além da plateia e dos camarotes, também chama a atenção na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal, o Lustre alemão que pesa 1 tonelada e a Pintura no teto que representa o fio da vida! Se você tiver a oportunidade de assistir a um espetáculo aqui, venha porque vale muito a pena!!

Frisas da Sala de Espetáculo
Lustre e Teto da Sala de Espetáculos do Municipal

Visitamos também o Salão Nobre do Theatro Municipal, que foi inspirado na Sala de Espelhos do Palácio de Versalhes (falei sobre essa sala na minha postagem sobre a França, se você ainda não viu, dê uma olhadinha lá e veja como realmente são parecidas: https://cadaviagemumabagagem.com/os-encantos-da-franca/.

Salão Nobre do Theatro Municipal

As Pinturas do Salão Nobre foram feitas diretamente no teto pelo artista Oscar Pereira, representando o Teatro Grego no centro e as Musas nas laterais. Os Espelhos são de cristais belga, por isso não apresentam manchas apesar do tempo e o Mármore colorido das paredes vem do interior de São Paulo, da cidade de Ituparanga. Realmente essa sala faz juz ao nome de “Salão Nobre”.

Pinturas do Teto do Salão Nobre
Detalhes do Teto e Paredes do Salão Nobre

Essas visitas guiadas são gratuitas e acontecem de terça a sexta às 11h, 13h, 15h, 16h e 17h, duram aproximadamente 1h30 e tem que chegar com uma hora de antecedência para se inscrever na bilheteria do teatro. E para saber mais informações e detalhes da programação é só olhar o site: www.theatromunicipal.org.br. É uma visita que vale muito a pena!!! Ah! Lembrando que o Theatro Municipal também tem o Restaurante Santinho no térreo e o Bar dos Arcos  que fica no espaço subterrâneo do prédio, no Salão dos Arcos.

Theatro Municipal visto do Mirante da Prefeitura

A visita guiada ao Theatro Municipal também inclui o passeio até a Praça das Artes, que foi inaugurada em 2012 e é uma extensão das atividades do teatro, sediando a Escola de Dança e a Escola Municipal de Música de São Paulo e os grupos artísticos da Fundação Theatro Municipal, proporcionando aos artistas um espaço adequado para ensaios. Além disso, a Praça recebe exposições temporárias como “O Mundo Segundo Mafalda”, que foi um sucesso em 2015 (eu tive a oportunidade de ir e adorei).

Jardim da Praça das Artes

Sesc 24 de Maio

Saindo dali, em frente à lateral direita do Theatro Municipal, tem a Rua 24 de Maio, que em seu número 109 abriga o Sesc 24 de Maio, que foi inaugurado em 2017 como mais uma forma de ajudar a revitalização do Centro de São Paulo, trazendo arte, cultura e lazer. O projeto foi de Paulo Mendes da Rocha, que reaproveitou o antigo prédio da Mesbla (famosa loja de departamento) e o modernizou, chamando a atenção de quem passa na rua.

O prédio conta com os serviços do Sesc e salas de exposição. Quando visitei a exposição que estava em cartaz era a de Lasar Segall e estava impecável. Para saber informações atualizadas sobre as exposições e toda a programação do Sesc 24 de Maio é só dar uma olhadinha no site: www.sescsp.org.br/unidades/36_24+dE+MAIO/+/uba=prpgramacao#/hdata=id%3D36

Exposição Lasar Segall

Além disso, o Sesc 24 de Maio tem teatro, piscina na cobertura (com mirante), café, restaurante e um espelho d’água no 11° andar. O funcionamento é de terça a sábado das 9h às 21h e aos domingos das 9h às 18h e é fechado às segundas feiras. A entrada ao complexo é gratuita, mas é necessário comprar ingressos para o teatro e para os shows. Aproveite para dar uma passadinha por lá, tomar um café e apreciar a vista com o lindo espelho d’água do 11° andar!

No Mirante e Piscina da Cobertura do Sesc 24 de Maio

Praça da República

Continuando caminhando pela Rua 24 de Maio, chegamos até a Avenida Ipiranga e já avistamos a Praça da República, que é um refúgio verde no centro da cidade. É conhecida por sua tradicional Feirinha de Artesanato aos domingos, mas durante a semana também é possível encontrar algumas barraquinhas de artesanato para levar de lembrança da cidade.

Edifício Copan

Seguindo pela Avenida Ipiranga (no sentido da Avenida Consolação), do lado esquerdo, no número 200, está o icônico Edifício Copan, um marco da arquitetura moderna brasileira, que com seu design curvilíneo chama a atenção de quem passa pela rua. Ah! Sua fachada está em reforma, mas dá pra perceber como é bonito e diferente.

Edifício Copan

O Copan foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer na década de 50, com a execução de Carlos Alberto Cerqueira Lemos. Numa época em que São Paulo estava em expansão e crescimento econômico e a obra foi encomendada para a comemoração do 4° Centenário da Cidade (1954), passou por alguns contratempos e a inauguração só se deu em 1966, unindo centros comerciais, residências e lazer no mesmo espaço. O prédio de 115m de altura conta com 32 andares, 1160 apartamentos divididos em seis blocos e mais de 70 estabelecimentos comerciais, entre eles o Bar da Dona Onça (que vou falar  mais sobre ele daqui a pouco). E o mais legal é que agora tem visita guiada e gratuita para apreciar a vista do seu terraço no 32° andar. Essas visitas acontecem de segunda a sexta às 10h30 e às 15h30 e duram aproximadamente 20 minutos e precisa chegar de mais hora a quinze minutos de antecedência. A vista é belíssima!!!

Igreja e Avenida da Consolação vistas do Copan

Além das fotos, postei um vídeo no nosso canal do youtube pra te mostrar como é a sensação de estar no alto do Copan: https://www.youtube.com/watch?v=2OYpTPk6DG0&feature=youtu.be . Ele passou por uma fase de decadência na década de 1970, mas conseguiu se reerguer em meados da década de 80 e atualmente é moradia de pessoas de várias classes sociais e diversas profissões. Mais detalhes sobre o Copan estão no site: www.copansp.com.br.

Farol Santander, Catedral da Sé e Edifício Itália vistos do Copan

Depois dessa vista linda, chegou a hora de repor as energias, seja com um café, um lanche ou uma refeição. Não importa o que tenha em mente, mas com certeza você vai encontrar algo que te agrade nas diversas opções gastronômicas do térreo do Copan.

Térreo do Copan

Entre as opções gastrônomica do Copan, está o Bar da Dona Onça (como mencionei acima), que se destaca pela sua decoração temática animal print, com a famosa “Onça” por várias partes do mundo e também pelo cardápio comandado pela Chef Janaína Rueda.

Fachada do Bar da Dona Onça
A Onça pelo Mundo

O Bar da Dona Onça é restaurante também e funciona de segunda a quarta das 12h às 23h30, de quinta a sábado das 12h às 0h30 e aos domingos das 12h às 17h. Vale a pena dar uma passadinha para conhecer! Eu não perdi a oportunidade  e fui a caráter para combinar com o ambiente…rsrs

Rua Avanhandava

Voltando pela Avenida Ipiranga (sentido Praça da República), virado à direita na Avenida São Luís e depois virando à direita na Rua Martins Fontes, seguindo uns 400m por essa rua, à esquerda vai estar a famosa Rua Avanhandava, que foi revitalizada em 2007 com um paisagismo sustentável e acessível.

A Rua Avanhandava é um charme com suas luzinhas, canteiros e vasos de plantas espalhados por toda sua extensão, suas fontes inspiradas na Traditional Fontana Italiana, o Mural do Kobra com a imagem de Ray Charles e o Piccolo Teatro, que apresenta vários espetáculos gratuitos.

A Rua Avanhandava também é conhecida pelos vários restaurantes da Família Mancini espalhados por ela, como o Famiglia Mancini, o Madrepeola, entre outros e o Migalhas Sabores da Boca da Rua, que tem um lanche vegetariano maravilhoso!

Hora do Lanchinho no Migalhas

Outro atrativo da Rua Avanhandava é a Vaca Dourada “Generosidade”, que na verdade é um cofre, cujos donativos vão para a Fraternidade Irmã Clara que cuida de crianças com paralisia cerebral. E quem teve a ideia desse gesto tão bonito foi o Valter Mancini, que é o proprietário dos restaurantes! Com certeza vale a pena dar uma passadinha e se encantar por essa rua. Mais detalhes estão no site: www.famigliamancini.com.br/rua-avanhandava/

A Vaca Generosidade

Edifício Itália

Fazendo o caminho de volta, pela Rua Martins Fontes e pela Rua São Luís, na esquina dessa com a Avenida Ipiranga n° 344, vamos fechar com chave do ouro esse roteiro pelo Centro Histórico de São Paulo, vamos visitar o Edifício Itália, que foi inaugurado em 1965 e  é considerado o segundo maior prédio de São Paulo, com 165m de altura, dividido em 46 andares.

O Edifício Itália abriga o Teatro Itália (no subsolo), a sede do Clube “Circolo Italiano” (nos dois primeiros andares), o Restaurante Circolo (no 1° andar) e vários outros estabelecimentos comerciais ao longo de seus andares. Para saber mais detalhes de tudo que tem no prédio é só dar uma olhadinha no site: http://www.edificioitalia.com.br/ .

Teatro Itália e seu hall

Também se encontra no Edifício Itália, o famoso Terraço Itália, que fica no 41° andar e nos proporciona uma vista encantadora da cidade, que à noite tem um charme todo especial.

As Luzes de São Paulo vistas do Terraço Itália
No Terraço Itália

Você pode optar por ficar no bar ou no restaurante do Terraço Itália . Os valores dos pratos não são baratos, mas vale pela experiência (a entrada para visitar o Terraço custa R$ 35 e o restante você paga pelo que consumir). Além de ser um lugar super especial para um jantar romântico ou para uma comemoração. O Bar do Terraço tem música ao vivo todos os dias, fomos numa sexta-feira e quem estava nos presenteando com seu show era On Jazz Trio. Para saber mais informações sobre o Terraço e a programação musical é só dar uma conferida no site: http://www.terracoitalia.com.br/ .

Vista do Bar do Terraço Itália
Drinks no Terraço

E com essa foto linda da cidade vista do Terraço Itália, terminamos nosso passeio. Vale lembrar que é sempre bom ficar atento aos seus pertences durante o passeio, porque como todo centro urbano, o de São Paulo também oferece seus riscos. Mas tomando cuidado, dá pra aproveitar bastante. Espero que tenha gostado da nossa caminhada!!! E te espero na próxima postagem!!! Até lá!!!

A Linda Noite de São Paulo

Um Mergulho Histórico em Paranapiacaba

Que tal embarcar num trem da década de 50 e desembarcar num clima londrino sob a névoa, com casas de madeira e se aventurar numa trilha pela Mata Atlântica? Essa é a proposta do Passeio pelo Expresso Turístico com destino a Paranapiacaba. Vamos iniciar nossa jornada?

O mergulho histórico começa quando entramos no Expresso Turístico da CPTM na Estação da Luz em São Paulo às 8h30 do domingo em direção à Vila de Paranapiacaba, que pertence à cidade de Santo André, fica a aproximadamente 48km de São Paulo e cujo nome significa “Lugar de onde se vê o mar”, o que faz jus aos seus 796m de altitude em relação ao nível do mar. Quem me acompanhou nessa aventura de hoje foram minha irmã Ane e nossa amiga Claudia.

Com a Claudia e a Ane na Estação da Luz!!!

O trajeto é feito a bordo de dois vagões de aço puxados por uma locomotiva, todos fabricados na década de 1950 e o percurso dura cerca de duas horas. Período em que você vai apreciando as paisagens e ouvindo informações sobre o que vai aparecendo pelo caminho. Mais detalhes sobre o trem estão no site: http://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Trajetos/Paginas/Trem-Expresso-Paranapiacaba.aspx

Vale lembrar que os ingressos se esgotam muito rápido, então, se puder já compre com antecedência para a data que deseja ir. Também é possível surgir alguma vaga perto da data pretendida quando ocorre alguma desistência (foi o que aconteceu no nosso caso). Os ingressos custam a partir de R$ 50 – ida e volta (partindo da Estação da Luz) e R$ 40 (partindo da Estação Prefeito Celso Daniel em Santo André). E se forem mais pessoas tem desconto (pagamos R$115 para as três).  Para saber quais as vagas disponíveis, é só consultar o site: http://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Pages/Vagas-e-Calendario.aspx. Esse Expresso Turístico também faz roteiro para Jundiaí e Mogi das Cruzes (que pretendo fazer futuramente e postar aqui). Mas se você já fez, me conta como foi e passa as dicas nos comentários.  Agora voltando a falar do nosso tour de hoje, dá só uma olhada na vista do trajeto, que vai de ruínas de indústria até a vegetação da Mata Atlântica.

As Paisagens do Caminho….

No próprio trem, membros da AMA (Associação de Monitores Ambientais e Culturais) de Paranapiacaba nos informam sobre os passeios e os pacotes.
Mas também é possível contratar guias e saber essas informações diretamente no Centro de Visitantes do Parque (que fica na Rua Direita, 371).  Mais detalhes do que fazer na Vila (inclusive hospedagem e restaurantes) estão no site: http://www2.santoandre.sp.gov.br/index.php/paranapiacaba. O circuito cultural do City Tour pode ser feito por conta própria e você só paga as entradas dos museus, já as trilhas precisam de guias. Mas optamos por fechar o City Tour e a Trilha do Olho D’ Água  e valeu muito a pena. Os guias: Cristina (City Tour) e Gustavo (Trilha) são muito atenciosos e conhecem muito sobre o que falam. Os roteiros oferecidos custam a partir de R$30 e se fechar mais de um tem desconto (no nosso caso ficou por R$55 os dois passeios por pessoa).

Quase chegando na estação, já avistamos um dos cartões postais da cidade: o Relógio Big Ben,  que é uma réplica do Big Ben de Londres, tem  aproximadamente 20m de altura,   e foi trazido para o Brasil em 1898 pelos funcionários da São Paulo Railway com a intenção de regular o horário dos trens e dos funcionários da empresa ferroviária e também relembrar a Inglaterra. Agora ele está em manutenção, mas vou te mostrar uma foto de quando ele estava funcionando para você ter uma ideia de sua beleza.

Relógio Big Ben

Ao desembarcar na Estação de Trem de Paranapiacaba já somos convidados a apreciar a paisagem e entrar no clima de volta ao passado… Passeando pela Parte Baixa da cidade: a Vila Nova, também conhecida como Vila dos Ingleses, encontramos construções típicas da arquitetura inglesa, com casas de madeira pré-moldadas, fabricadas com pinho de riga (madeira nobre do Leste Europeu).

A Bela Paisagem de Paranapiacaba

Continuamos nosso caminho, agora em direção ao Clube União Lyra Serrano, que foi formado em 1936 pela junção de dois clubes: a Sociedade Recreativa Lyra da Serra (ligada às artes) e o Serrano Futebol Clube (ligado ao esporte).

O prédio do Clube União Lyra Serrano, que foi construído em 1938, possui um hall de entrada com duas saídas e o salão social que serve como salão de baile, abriga uma feirinha de artesanato (no segundo domingo do mês) e tem um palco (onde aconteciam as projeções de cinema e atualmente os concertos no Festival de Inverno). Além da sala de troféus, também tem o Café Bar do Lyra, onde provei o Gelinho de Cambuci (muito bom!!!).

Nossa próxima parada foi em um dos principais cartões postais de Paranapiacaba: o Museu Castelo (também chamado de Castelinho), que foi construído em 1897 em estilo vitoriano inglês para ser a casa do engenheiro-chefe da ferrovia: Frederic Mens. Sua posição é estratégica, fica no ponto mais alto da vila, de onde se tem uma vista privilegiada, permitindo que o engenheiro-chefe pudesse acompanhar o trabalho dos funcionários na ferrovia e a movimentação dos trens.

Além de sua beleza e detalhes arquitetônicos, como a construção em madeira e as lareiras germinadas para aproveitar o aquecimento em vários cômodos ao mesmo tempo, o Museu Castelo conta com um acervo repleto de mobiliário e objetos de época, fotos, documentos, equipamentos da ferrovia, troféus e vários outros pertences. Vale lembrar que o Museu funciona aos sábados, domingos e feriados das 10h às 16h (sendo que a entrada do último grupo é às 15h30).

O Quarto do Museu Castelo

Um objeto do Castelinho que chama a atenção é o relógio da ferrovia que tem o número quatro em algarismo romano (“IIII”) diferente do que estamos acostumados a ver (“IV”) , o que também é verificado no Relógio Big Ben. A explicação é que o número sendo assim evitaria que o maquinista se confundisse com o horário e pudesse provocar algum acidente com os trens.

Do  Museu Castelo é possível avistar a Parte Alta de Paranapiacaba, que diferentemente do que falamos sobre a Parte Baixa que é em estilo inglês, aqui o estilo é  o português: sobrados coloridos com comércio embaixo e residência no piso superior. E a maioria dos moradores dessa região eram imigrantes portugueses, italianos e espanhóis que vieram para trabalhar na construção da ferrovia.

Parte Alta de Paranapiacaba

Vale lembrar que é nessa Parte Alta que fica a Igreja Nosso Senhor do Bom Jesus. Ela foi construída ali porque os ingleses que eram protestantes não permitiram que fosse feita na Parte Baixa. Porém ficou na altura do Castelinho e simbolicamente mais perto do céu. O acesso entre as Partes Alta e Baixa se dá pela Passarela Metálica (que vou te mostrar mais pra frente). Não cheguei a visitar a Igreja por falta de tempo, mas já está no roteiro para quando voltar a Paranapiacaba. E se você já conheceu a Igreja, compartilha conosco como foi sua visita.

Uma outra curiosidade da Parte Alta é que ela serviu de inspiração para Tarsila do Amaral, que se encantou com a paisagem quando estava no trem em direção a Santos e pintou a obra: “EFCB – Estação de Ferro Central do Brasil”  em 1924. Mais detalhes sobre esse quadro estão no site: http://www.mac.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo2/modernismo/artistas/tarsila/obras.htm

Admirando a vista do Castelinho…

Saindo do Museu Castelo, fomos para o  Mercado Municipal de Paranapiacaba que foi construído em 1899 para o comércio de produtos e alimentos. Porém em 2003 foi restaurado e agora é utilizado para exposições e eventos. Ele também abriga as famosas feiras da cidade, como o  Festival do Cambuci, que ocorre entre abril e maio e oferece vários pratos feitos com esse fruto típico da Mata Atlântica de sabor azedinho e marcante. Além de licores, cachaças, geleias e doces. Eu provei o suco, o gelinho e o mousse e super aprovei!!!

Algumas Guloseimas do Mercado: Licor de Cambuci, Geléia de Cambuci com Juçara e o Fruto do Cambuci

Do Mercado seguimos para a Avenida Fox para almoçar, pois essa avenida é repleta de restaurantes que servem a la carte ou cobram um valor único em self service. Escolhemos o Restaurante Vila Inglesa, que custava R$ 26 por pessoa no self service. O ambiente era bom e a comida estava gostosa!!!

Ali pertinho do restaurante, fica a  Casa Fox ou  Casa da Memória, que foi construída entre 1897 e 1901 com madeira de pinho-de-riga, porão em pedra e tijolos aparentes e em formato de casas germinadas. Era utilizada para moradia dos funcionários e é possível verificar a diferença entre essa construção e a do Museu Castelo (residência do engenheiro-chefe).

A  Casa Fox também abriga a exposição “Casa da Família Ferroviária” que mostra como era a moradia dos anos 30 com móveis, objetos e fotografias de época. Vale lembrar que a Casa recebeu esse nome em homenagem ao Engenheiro Daniel Mackinson Fox que realizou um importante trabalho na construção da ferrovia. A visitação é guiada e custa R$3,00 e a Casa funciona aos sábados e domingos das 10h às 15h e durante a semana somente mediante agendamento.

Quadros da Família Ferroviária
O Quarto da Casa Fox

Esse último passeio fizemos por conta (para aproveitar o tempinho que sobrou do horário de almoço) e de lá voltamos para o Mercado para encontrar o grupo e continuar nosso City Tour.

Passamos pelo Pau-da-Missa, que era um marco na Vila e onde eram colocados os avisos, principalmente os horários das missas. Ele fica ao lado de uma grande árvore que teve seus galhos cortados, ficando só o tronco. Com o advento das redes sociais o “pau-da-missa” perdeu sua função, ficando agora só como registro histórico.

Continuamos nosso caminho, passando agora pela Passarela Metálica ou Ponte, que foi construída em 1899 para a travessia segura dos pedestres sobre a linha ferroviária, fazendo a ligação entre a Parte Baixa e a Parte Alta de Paranapiacaba. Sua vista é linda e é um belo cenário para fotos.

Atravessando a Passarela até a metade, chegamos ao acesso para o Museu Funicular ou  Museu Tecnológico Ferroviário, que está localizado no Pátio Ferroviário e retrata a história da ferrovia, através de objetos, maquinários e locomotivas de época. O sistema funicular funcionava por meio de um mecanismo de roldanas gigantes que movimentavam os trens por cabos de aço na descida e subida da serra e foi importantíssimo para a exportação do café, permitindo sua chegada ao Porto de Santos.

Maquete do Sistema Funicular

O Primeiro Sistema Funicular (ou Serra Velha) foi inaugurado em 1867 e contava com cinco patamares. O Segundo Sistema (ou Serra Nova) começou a funcionar em 1901 e em 1974 foram substituídos pelo Sistema de Cremalheria (composto por esteira dentada fixa com duas máquinas circulando sobre ela)  que funcionou até 1981. O Museu Funicular funciona aos sábados, domingos e feriados das 10h às 15h e a entrada custa R$ 5,00. Vale muito a pena a vista e o tamanho dos objetos realmente impressiona!!!

No Museu Funicular
Ninguém pode dizer que não ando na linha…

Um detalhe importante é que a neblina vai aumentando ao longo do dia (independentemente da estação do ano) e esse fenômeno acontece por causa da junção do ar quente do mar com o ar frio da Mata Atlântica. Olha só o a névoa nessa foto que foi tirada às 14h40…

Nosso City Tour terminou por aqui, então nos dirigimos para fazer a trilha. No caminho passamos pelo Bar da Zilda, que fica na Rua Direita. Não deu tempo de pararmos nele por conta do passeio seguinte. Mas pareceu ser bem legal e já anotei para a próxima visita. Se você for, me conta como foi sua experiência.

As Trilhas acontecem no Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba, que é uma Unidade de Conservação Ambiental desde 2003 e foi criado para a preservação dos recursos naturais e da biodiversidade da Mata Atlântica, abrangendo uma área de 4,3 km². A entrada no Parque é gratuita, porém para fazer qualquer uma das seis trilhas  oferecidas (Trilha dos Gravatás, do Mirante e da Pontinha – nível fácil/ Trilha das Hortências e da Água Fria – nível médio / Trilha da Comunidade – nível difícil) é necessário o acompanhamento de um monitor credenciado pela Prefeitura de Santo André e os valores custam a partir de R$ 25 por pessoa.

Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba

Escolhemos a Triha do Olho D’Água que faz parte da Trilha dos Gravatás. Fomos passeando pela Mata Atlântica, tendo a oportunidade de respirar um ar bem puro e conhecer espécies nativas, como a Palmeira Juçara (de onde se tira um fruto bem parecido com o Açaí), ver bromélias, cedros, entre outras vegetações.

Fomos caminhando até chegar ao Olho D’Água que é uma das nascentes do Rio Grande. É muito lindo ver a água brotando!! Dá só uma olhadinha nesse vídeo da nascente para ver essa beleza: https://www.youtube.com/watch?v=yXTsuQiCjrI

Vale lembrar que o Núcleo do Olho D’Água apresenta, além da nascente, os reservatórios construídos no final do século passado para o abastecimento de Paranapiacaba e uma parte ainda é usada atualmente para abastecer a Parte Baixa da Vila. A paisagem da trilha é linda e esse contato com a natureza é maravilhoso! Além disso, é muito interessante ver o trabalho que está sendo desenvolvido para a conservação da Mata Atlântica que já foi tão devastada.

Ver a água correndo em meio a esse cenário verde é encantador. A Trilha do Olho D’Água dura cerca de uma hora e é super tranquila de fazer. Vale muito a pena!!! E jpa fica o gostinho de quero mais para voltar outras vezes para fazer as outras trilhas!

Terminamos esse passeio com as energias renovadas!!! E no caminho de volta para a Estação, avistamos o prédio da  Bibilioteca que é um charme e abriga a biblioteca desde 2008, porque o anterior que ela ocupava sofreu um incêndio em 2005. Ela estava fechada pelo fato de ser domingo à tarde, mas se quando você for estiver aberta nos conte como foi.

Continuamos aproveitando o passeio enquanto voltávamos para a Estação. Passamos pelas lojinhas de artesanato e para fechar com chave de ouro nossa visita a Paranapiacaba, paramos na Casa de Chá Raízes da Serra, provamos o delicioso bolo de cenoura com cobertura de chocolate e o maravilhoso suco de Cambuci com leite. Além do sabor, o atendimento cativa!!! Super Recomendo uma passadinha aqui!!!

Hora do Lanchinho na Casa de Chá Raízes da Serra

Também tem o Passeio de Maria Fumaça que percorre as ruas da Vila, não tivemos tempo de fazer. Mas parece ser divertido! Se você fizer nos conte com foi.

Uma última dica é que Paranapiacaba é famosa pelo Festival de Inverno que acontece em julho (geralmente nos dois últimos finais de semana) e é repleto de música, arte e cultura! Se puder, já inclua na sua programação!

Finalmente chegamos à Estação para pegar o trem que retorna a São Paulo às 16h30. Foi um dia muito especial e um passeio maravilhoso!!! Muita gratidão a Deus por mais essa oportunidade!!! E nos vemos na próxima postagem! Até lá!!!

Até mais Paranapiacaba!!!

As Surpresas de Sergipe

Hoje estou aqui para te convidar para me acompanhar nessa jornada por Sergipe, estado do Nordeste Brasileiro. Vamos conhecer sua capital Aracaju (que fica a cerca de 2h40min de voo de São Paulo) e muitas outras cidades próximas.

Tenho certeza que você vai se surpreender com os atrativos desse lugar. Vamos começar nossa viagem?

Cânions do Xingó

Roteiro do Primeiro Dia – Orla de Atalaia / Oceanário de Aracaju / Passarela do Caranguejo

Mais uma vez meus companheiros de viagem foram meus pais (Pedro e Dalva) e minha irmã Ane. Saímos de São Paulo (Aeroporto de Cumbica em Guarulhos) no sábado de manhã e chegamos a Aracaju (Aeroporto Internacional Santa Maria) no começo da tarde. O transfer para o hotel já estava incluso no nosso pacote de viagem (fechamos pela CVC). Nos hospedamos no Aracaju Praia Hotel, que fica na Praia de Atalaia (Av. Santos Dumont, 1001 – www.site.aracajupraia.com.br).

Almoçamos no restaurante do hotel, nossos pais ficaram no quarto para descansar um pouco e minha irmã e eu fomos explorar a cidade. A Orla de Atalaia é muito grande e larga até chegar na areia, é uma das maiores do Brasil, tem parquinho para as crianças, restaurante, pista de skate, kartódromo, feirinha de artesanato, um lago e até o Oceanário fica na Orla. É um passeio que pode ser feito por toda a família, até mesmo se alguém tiver mobilidade reduzida ou for cadeirante.

Lago na Orla de Atalaia

Falando em Oceanário de Aracaju, ele faz parte do Projeto Tamar, para preservação de tartarugas marinhas, é o primeiro da região nordeste, foi inaugurado em 2002 e funciona diariamente das 9h às 21h.

Seu formato é de uma tartaruga gigante e abriga várias espécies em diversos aquários e tanques, permitindo ver de pertinho peixes, crustáceos, tartarugas-marinhas e até tubarões (que podem ser tocados mediante supervisão na hora da alimentação).

Tanque dos Tubarões

No Oceanário também há palestras, visitas orientadas, exposições e tudo é voltado para a conscientização da preservação do ecossistema marinho. Vale muito a visita! Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia) e mais informações estão no site: www.tamar.org.br/centros_visitantes.php?cod=10)

Saindo do Oceanário, fomos caminhando pela Orla de Atalaia (não conseguimos ir até o mar porque a passagem estava longe e em vários pontos não dava pra passar por conta da vegetação que você pode ver na foto), mas visitamos a Feirinha de Artesanato, que tem muitas opções de lembrancinhas legais e com preços bons.

Continuamos caminhando pela Orla, agora em sentido contrário (voltando para o Hotel), passamos por ele e fomos em direção aos Arcos da Atalaia (ou Arcos da Orla de Atalaia) – um monumento com vários significados, um deles diz que representa os quatro principais rios de Sergipe: Rio Real, Piauí, Vaza-Barris e o Rio Sergipe, já outro diz que representa as quatro fases de construção da Orla, entre outras hipóteses, mas independente da teoria adotada, o que importa é que são realmente muito bonitos!

Arcos da Atalaia

Continuamos nossa caminhada pela Orla, agora em direção à famosa Passarela do Caranguejo, que é o point noturno, com várias opções de bares e restaurantes que servem o caranguejo como prato principal (que é bem típico na cidade). Como você sabe, sou vegetariana e não provei e minha família também não quis experimentar por pena do animalzinho, mas a região oferece várias outras opções no cardápio e foi aí que provamos uma das melhores e maiores tapiocas que comemos na vida!!! Acabei esquecendo de tirar foto, mas se você provar tenho certeza que vai concordar comigo… Na sequencia voltamos para o hotel para descansar porque amanhã tem muito mais.

Roteiro do Segundo Dia: City Tour: Mercado Municipal de Aracaju / Rio Sergipe / Colina de Santo Antônio / Praia de Aruana / Shopping Rio Mar Aracaju

Acordamos cedo para conhecer a cidade através do City Tour, que já estava incluso no nosso pacote e também pode ser feito por quem tem mobilidade reduzida ou necessita de acessibilidade. Quem nos conduziu nessa tarefa e em outros tours também foi a queridíssima Guia Divani, uma pessoa iluminada, super do bem (temos amizade até hoje) e uma profissional excelente!!! Tenho certeza que se você conhecê-la terá essa mesma impressão.

Guia Divani

Começamos nosso tour pela Orla de Atalaia, que já tínhamos conhecido ontem e seguimos em direção ao Rio Sergipe, que é um dos principais do Estado e tem uma extensão de 210 km, nascendo em Serra Negra (na divisa com a Bahia) e desaguando no Oceano Atlântico. Ao fundo da foto, você pode observar a Ponte Construtor João Alves, que foi inaugurada em 2006, medindo 1.800m e fazendo a ligação entre Aracaju e Barra dos Coqueiros, sendo importantíssima para a economia e para o turismo, pois liga a capital ao Porto do Estado e também às praias do litoral norte.

Família no Rio Sergipe

Ali pertinho fica o Mercado Municipal de Aracaju, que fica na Rua José do Prado Franco, s/n e na verdade é um complexo formado por três mercados:  Mercado Antônio Franco, Mercado Thales Ferraz e Mercado Albano Franco, repletos de artesanato, objetos de decoração, flores, frutas, restaurantes com muitas comidas típicas, entre outros produtos para nos enriquecer com a cultura local.  A dica é levar uma ecobag para já providenciar algumas lembrancinhas da viagem.

Mercado Municipal de Aracaju

Continuamos nosso passeio (com o ônibus da excursão), em direção à Colina de Santo Antônio que foi inaugurada em 1855, sendo considerada o ponto mais antigo/ marco zero de Aracaju (quando a capital do Estado foi transferida de São Cristóvão pra cá). É a parte mais alta da cidade e possui uma vista linda!!!

Família no Mirante da Colina de Santo Antônio

Além do mirante, também é possível visitar a Igreja de Santo Antônio, em estilo neogótico, muito charmosa e acolhedora e que recebe muitos fiéis para a festa do santo em 13 de junho.

Com as bençãos de Santo Antônio, continuamos nosso passeio, agora para o almoço na Praia de Aruana, com tempo livre também para apreciar o mar. Depois a excursão nos deixou no hotel. Nossos pais ficaram descansando um pouco e minha irmã e eu fomos bater perna, como boas paulistanas fomos para o Shopping Rio Mar Aracaju (www.riomararacaju.com.br). É bem grande e tem uma excelente estrutura com várias lojas, cinemas, supermercado, etc. É uma ótima opção para quem gosta de shopping! Nem vimos a hora passar, quando voltamos para o hotel já era noite. Agora é só descansar para aproveitar muito bem o dia de amanhã.

Roteiro do Terceiro Dia: Praia do Saco

A guia Divani nos buscou no hotel logo cedo para irmos conhecer a Praia do Saco, que fica na cidade de Estância, a aproximadente 70km de Aracaju. Essa famosa praia do litoral sul é de uma paisagem deslumbrante! Com sua enseada de águas calmas, possibilita a quem tem necessidade de acessibilidade aproveitá-la ao máximo!!!!

A encantadora Praia do Saco

Chegando lá, optamos pelo passeio de buggy (contratado à parte, mas dividido entre os quatro passageiros não fica pesado), que dura cerca de 1h30 e nos leva para percorrer as dunas (com ou sem emoção).  Como estava com meus pais (foi a primeira vez que minha mãe andou de buggy… Parabéns pela coragem dela!!! Cada dia mais vencendo os medos e aceitando os desafios propostos pela filha maluquinha aqui), optamos pelo passeio sem emoção, no qual o bugueiro vai mais devagar ao descer e subir as dunas, mas mesmo assim é incrível e super recomendo que você faça!!!

Minha mãe encarando o passeio de buggy

Durante o passeio de buggy, também teve uma parada para banho e para apreciarmos essa linda lagoa no Ponta do Saco. Nada mal para uma segunda-feira, não é mesmo?

Depois da emoção do buggy chegou a hora de relaxar na Praia do Saco, que recebeu esse nome em virtude das barricadas de sacos de areia que eram colocados na praia para proteger da ressaca do mar. E assim passamos o dia… No final da tarde voltamos para Aracaju para descansar e nos preparar para o passeio de amanhã.

Na Praia do Saco

Roteiro do Quarto Dia: Foz do Rio São Francisco

Nosso destino hoje foi em direção ao norte do Estado, fomos até Brejo Grande, que fica a uma distância de cerca de 110 km de Aracaju. Lá pegamos o Catamarã Carapeba rumo à Foz do Rio São Francisco, onde ele deságua no Oceano Atlântico.

No Catamarã Carapeba

Navegar pelo Velho Chico é realmente um presente de Deus! Esse rio de mais de 2800km de extensão é um dos mais conhecidos e importantes do Brasil, nasce na Serra da Canastra em Minas Gerais, percorre também os Estados da Bahia, Pernambuco e vai encontrar o Oceano Atlântico na divisa entre Sergipe e Alagoas. Tanto que esse passeio também é oferecido para quem está em Alagoas.

O encontro do rio com o mar (Foz do Rio São Francisco) não apresenta uma diferença de cores tão acentuada, mas é lindo!!!! Não conseguimos chegar mais perto porque tem uma vila antiga submersa, da qual só é possível ver o farol, e o catamarã poderia bater em algum destroço. É uma história triste, mas o farol mantém viva sua memória.

Foz do Rio São Francisco
Antigo Farol

Dali seguimos para uma ilhota, onde tem uma bela piscina natural, para uma pausa para o banho no Rio São Francisco. Poder banhar-se nessas águas e sentir toda a energia positiva desse rio é uma verdadeira benção! Muita gratidão por estar aqui!!!

Hora do Banho no Rio São Francisco

Na volta do passeio, tivemos a parada para almoço em Brejo Grande e depois voltamos para Aracaju. Foi um dia muito agradável. Quando tiver a oportunidade, faça esse passeio que vale muito a pena!!!

Navegando pelo Velho Chico

Roteiro do Quinto Dia: Cânions do Rio São Francisco/ Usina Hidrelétrica Xingó

Acordamos bem cedo porque a saída para o passeio de hoje também seria de manhãzinha, já que são aproximadamente 200km e mais de três horas de viagem para se chegar a Canindé de São Francisco, de onde partem os catamarãs (que tem acessibilidade) rumo aos Cânions do Rio São Francisco, também conhecidos como Cânions do Xingó (porque ficam na região de Xingó). O Rio São Francisco verdinho, correndo entre os penhascos é de uma beleza incomparável, tanto que escolhi uma foto de lá para ser a capa do blog.

Capa do Blog – Caminho para a Gruta do Telhado no meio dos Cânions do Xingó

Mas antes de chegar aos cânions, vamos passeando pelo Rio São Francisco, contemplando a beleza de suas águas verde-esmeralda e apreciando as pedras da margem ao longo do caminho que, pela ação do tempo, vão adquirindo formas bem peculiares, como de um gavião, de um templo japonês, entre outras. Veja se consegue identificar essas imagens e depois me conte.

Rio São Francisco

Já nos aproximando dos cânions, foi possível avistar uma imagem de São Francisco de Assis a nos abençoar!

Agora sim, chegou o momento de admirar toda essa riqueza da natureza. Esse presente de Deus!!! Tenho certeza que você também vai se encantar pelos Cânions do Xingó!!!

Cânions do São Francisco ou Xingó

No meio dos cânions, montaram uma base de apoio e também uma estrutura com rede e 3m de profundidade e outra com 1,20m para que fosse possível nadar e brincar nas águas do Rio São Francisco.

É também dessa estrutura que partem os barquinhos que nos levam para conhecer a Gruta do Telhado, onde o reflexo da luz do Sol na água causa um efeito tão incrível nos Cânions, que certamente foi um dos lugares mais lindos que já vi na vida!!!! Quando você for, me conta se também teve essa sensação.

A beleza do reflexo!!!

Depois de tanta beleza, voltamos para Canindé de São Francisco para almoçar e de lá seguimos para a Usina Hidrelétrica de Xingó, que fica a 6km de onde estávamos. Sua construção começou em 1987, foi inaugurada em 1994 e tem potencial para se expandir. Ela está instalada no Rio São Francisco, entre Alagoas e Sergipe, e além da energia elétrica, também serve para projetos de irrigação, abastecimento de água e funciona como reservatório para o Complexo de Paulo Afonso. Houve muita polêmica quando da sua construção, por conta do represamento do rio, o que acabou formando um cânion e permitindo uma extensa área navegável, sendo assim a situação foi contornada, com o aumento do turismo na região.

Represamento do Rio São Francisco na Usina Hidrelétrica de Xingó

A usina conta com uma barragem de até 140m de altura, uma casa de força de 3.162 kw de potência instalada e um reservatório de 60 km2. Mais detalhes estão no site: www.chesf.gov.br/SistemaChesf/Pages/SistemaGeracao/Xingo.apx. É impressionante ver a imensidão dessa estrutura!

Usina Hidrelétrica de Xingó em Funcionamento

Depois de tantas vivências nesse dia lindo, voltamos para o hotel para repor as energias para o passeio de amanhã e nos despedimos de Canindé de São Francisco com essa bela imagem da Barragem da Hidrelétrica de Xingó!!!

Barragem da Hidrelétrica de Xingó

Roteiro do Sexto Dia: Laranjeiras / São Cristóvão

Com certeza hoje é o dia mais cultural e histórico do roteiro, vamos conhecer Laranjeiras (que fica a aproximadamente 20km de distância de Aracaju) e São Cristóvão (que fica a 23km da capital).

Começamos por Laranjeiras, que recebeu esse nome por conta dos pés de laranja que ficavam nas margens do Rio Cotinguiba, que banha a cidade. A arquitetura colonial é predominante, tanto nas construções quanto no piso, e o artesanato é bem forte. A cidade foi tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1996.

Nossa primeira parada foi no Museu Afro-Brasileiro, que foi criado em 1976 com a missão de preservar a importância da cultura africana e divulgar sua influência para os brasileiros. O prédio que ocupa data do século XIX, tem arquitetura neoclássica e é dividido em dois pavimentos.

No térreo estão peças do período de escravidão, da produção canavieira e mobiliário dessa época. Vou te contar uma curiosidade: antes de viajar estava procurando uma mesa de jantar de madeira, quando fui na loja achei diferente uma mesa dessas com gaveta e perguntei pra vendedora e ela me disse que a gaveta servia para guardar talheres e guardanapos. Só que nesse museu, vi uma mesa que também tinha gavetas e me explicaram que a real finalidade dessas era para esconder os pratos com a comida se chegasse alguma visita na hora das refeições. Quando voltei na loja pra comprar a mesa, contei pra vendedora e ela me disse que esse era o verdadeiro motivo, mas que ela tinha ficado com vergonha de contar, mas falei que achei  bem criativo!!!! Rimos muito!!! Olha só como é a minha mesa (a foto do museu não ficou muito boa, então vou mostrar a minha pra você ter uma ideia de como é).

Detalhe da gaveta da mesa de jantar

No andar superior tem um acervo em homenagem aos Orixás, contando um pouco da história de cada um e seus adereços. O museu fica na Rua José do Prado Franco, 70 e funciona de terça à sexta das 10h às 17h e aos sábados, domingos e feriados das 13h às 17h. Mais informações estão no site: www.itabi.infonet.com.br/museusemsergipe/modules/sections/index.php?op=viewarticle&artid=10.

Os Orixás Iemanjá e Oxalá

A maioria das igrejas de Laranjeiras foi construída no período colonial e havia muita distinção entre quem poderia frequentá-las. Então, existia a Igreja dos Negros, como essa da foto que é a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos,  também a Igreja dos Pardos, que vou te mostrar mais pra frente, e a Igreja dos Brancos, como a Igreja Matriz. Atualmente não existe mais essa diferença e todos os fiéis são bem-vindos em todas as igrejas! Graças a Deus!!!

Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos

Passamos pela Casa do Artesanato, onde muitos produtos dos artesãos locais estão expostos e à venda e de lá seguimos para a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, que fica na Praça da Matriz e começou a ser construída em 1790, com uma arquitetura rica em detalhes, sendo que foi a primeira igreja dedicada ao Sagrado Coração de Jesus no Brasil. Atrás da Igreja tem um belo jardim e uma estátua de Cristo. Que Nosso Senhor Jesus derrame suas bençãos sobre todos nós!!!!

Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus
O Altar da Igreja Matriz

Outra Igreja que nos chamou a atenção por sua beleza arquitetônica e estilo próprio foi a Igreja Presbiteriana, cuja inauguração se deu em 1899 após vários conflitos entre católicos e protestantes na região. E foi em Laranjeiras que se fundou a primeira Igreja Presbiteriana de Sergipe em 1884, pelo pastor Alexander Latimer Blackford.

Nos despedimos de Laranjeiras e partimos agora rumo a São Cristóvão, que fica distante cerca de 33km de onde estamos, e foi fundada em 1590 pelo português Cristóvão de Barros, sendo a quarta cidade mais antiga do Brasil e a primeira capital de Sergipe (que foi transferida para Aracaju somente em 1855 como já comentei quando falei da Colina de Santo Antônio). Vale lembrar que São Cristóvão foi tombada pelo IPHAN em 1967 e a Praça de São Francisco, que é a principal da cidade, foi eleita Patrimônio Mundial pela Unesco. E é nessa praça que fica a Igreja e o Convento de Santa Cruz ou Convento São Francisco, cuja construção iniciou-se em 1693 e continuou por muitos anos através dos donativos da comunidade. A Igreja e o Convento foram considerados Patrimônio Mundial da Unesco em 2010. Ao lado desse complexo fica o Museu de Arte Sacra.

A Praça e a Igreja e Convento de Santa Cruz e São Francisco

Ali na Praça São Francisco, fica a Casa do Folclore, que expõe artigos bem típicos e históricos da região, como roupas, artesanato e os bonecões gigantes de personalidades da cidade, com a Dona Gil, o João Bebe Água (que recebeu esse apelido por sempre responder: “Vou bem, bebendo água….” quando perguntavam como ele estava, mas segundo boatos, essa água era aquela que passarinho não bebe…), entre outros.

Os bonecões de João Bebe Água, Dona Gil e Mestre Satu

Foi nesse lugar de mergulho na cultura sergipana que aproveitamos para registrar e celebrar novas amizades que conquistamos nessa viagem, como a Guia Cila, que nos acompanhou nos passeios de hoje e os casais queridíssimos: Micheli e Roberval e Vera e Paulo.

Com a Guia Cila e os queridos Amigos: Micheli e Roberval / Paulo e Vera

Conhecemos também o Museu da Polícia Militar de Sergipe, que foi criado em 1969 com sede em Aracaju e em 2012 foi transferido para o local atual. Conta com um acervo de cerca de 1000 peças relacionadas à atividade policial, como fardas, armamentos, entre outros objetos, além de um espaço para exposições de artistas sergipanos. É muito interessante ver o vestuário e os equipamentos utilizados ao longo do tempo, como os mimeógrafos para cópias de boletins de ocorrência das décadas de 30 a 60.  O museu funciona diariamente das 9h às 16h e oferece visitas guiadas gratuitas, que nos permite conhecer um pouco mais da história e do importante trabalho da Polícia Militar em prol da sociedade. Mais informações estão no site: www.pm.se.gov.br/museu-da-policia-militar-atrai-cerca-de-450-visitantes-por-mes-em-sao-cristovao.

Continuando o tour pelas Igrejas de São Cristóvão, chegou o momento de conhecer a Igreja Matriz Nossa Senhora da Vitória, que começou a ser construída no século XVII porém foi destruída por conta da invasão dos holandeses e depois reconstruída no século XIX, e é considerada a igreja mais antiga de Sergipe. Seu estilo mescla o barroco e o neoclássico e vale a pena prestar atenção aos detalhes do altar, que é muito bonito. Quem observa a parte externa, não imagina a beleza de seu interior.

Dali, fomos caminhando para a Praça do Carmo, onde estão a Igreja e o Convento Nossa Senhora do Carmo, que na verdade formam o Conjunto Arquitetônico do Carmo, com a Igreja da Ordem Primeira e Ordem Terceira e o Convento. A construção do Convento data do século XVII e a das Igrejas do século XVIII, em estilo barroco. Vale lembrar que  a Igreja da Ordem Terceira também é conhecida como Igreja de Nosso Senhor dos Passos e foi nesse convento que a Irmã Dulce começou sua vida como freira em 1933 e tem uma sala em sua homenagem.

Igreja e o Convento Nossa Senhora do Carmo
Detalhe do Teto Original da Ante-sala da Igreja da Ordem Primeira

Também visitamos a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, que era conhecida como a Igreja dos Homens Pardos. Sua construção data do século XVII, mas ficou fechada por um longo período. Seu processo de restauração só começou no final do século XX. Sua arquitetura é mais simples do que as outras igrejas que visitamos anteriormente, porém não deixa de valer a pena a visita.

Também visitamos a Antiga Igreja e Santa Casa de Misericórdia, que hoje em dia abriga o Lar Imaculada Conceição. Sua construção data do século XVII e utiliza o estilo barroco. Esse lar desenvolve vários projetos de inclusão social e foi ali que encontramos os tradicionais bricelets de São Cristóvão, que são um tipo de biscoito fabricado pelas freiras. Também encontramos uma gruta muito bonita no jardim!!!

Antiga Igreja e Santa Casa de Misericórdia / Atual Lar Imaculada Conceição

Antes de voltarmos para Aracaju, fomos conhecer uma celebridade da cidade: a Dona Mirian e seu famoso Presépio, que conta com mais de 700 peças e fica exposto na sala de sua casa. Sua paixão por presépios começou desde os 12 anos e continua até hoje.

O Presépio da Dona Mirian
Detalhes do Presépio

Ah! Só mais um apontamento, o passeio de hoje não é muito recomendado para quem necessita de acessibilidade, mas se você tiver muita vontade de conhecer, pode ir fazendo o trajeto de carro e descendo nos pontos específicos.

Roteiro do Sétimo Dia: Parque dos Falcões / Teleférico do Parque da Cidade / Mirante de Nossa Senhora da Conceição / Museu da Gente Sergipana

Nosso primeiro passeio do dia foi pra conhecer um lugar muito especial: o Parque dos Falcões, que fica na cidade de Itabaiana, a cerca de 45km de Aracaju. Esse parque foi fundado no ano 2000 por José Percílio e Alexandre Correia. Mas a paixão de José Percílio pelos animais começou desde sua infância e continua…

O Parque dos Falcões conta com mais de 300 aves e é autorizado pelo Ibama para a criação de aves em cativeiro, sendo uma referência na reabilitação desses animais, que na maioria das vezes chegam aqui vítimas de maus-tratos e/ou resgatados do tráfico. Os ingressos custam a partir de R$15 para crianças de 8 a 12 anos e R$25 para adultos. As visitas acontecem das 9h às 14h e são mediante agendamento. Ah! Esse passeio também pode ser feito por quem necessita de acessibilidade! Mais informações estão no site: www.parquedosfalcoes.com.br

A Poderosa Harpia

O cuidado e o carinho que as aves recebem no parque realmente impressiona. O Tito (Gavião Carcará), que é o mascote do Parque vive passeando por lá. Vale muito a pena a visita. E ainda tivemos a oportunidade de segurar algumas corujinhas e até um falcãozinho. É muita fofurice para um passeio só!!!!

“Se encostar leva bicada….”

Depois desse passeio incrível, voltamos para o hotel, onde almoçamos e nossos pais ficaram descansando, enquanto minha irmã e eu fomos passear mais um pouco. Pegamos um táxi e fomos para o Parque da Cidade (ou Parque José Rollemberg Leite), que fica numa Reserva de Mata Atlântica, tem um mini-zoológico e ainda um passeio de Teleférico (que você que acompanha o blog já sabe que eu adoro!). A entrada do Parque e do Zoo é gratuita e funciona de terça à domingo das 8h30 às 17h. Já o teleférico é pago (R$20 – inteira e R$10 – meia entrada), mas super compensa porque a vista é linda!

Do seu percurso de 600m é possível apreciar o verde do parque e o zoológico e no final tem o Mirante e a Imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Aracaju. Não descemos para andar pelo parque o visitar o zoológico porque estava corrido, mas se você estiver com tempo pode aproveitar para curtir o verde. Mais detalhes estão no site:
https://www.aracaju.se.gov.br/index.php?act=leitura&codigo=46009

As Emas no Zoológico vistas do Teleférico

Saímos do Parque rapidinho, pegamos outro táxi e fomos para o Museu da Gente Sergipana, que fica no centro de Aracaju, foi inaugurado em 2011 e conta com total acessibilidade. É considerado o primeiro museu de multimídia interativo do Norte e Nordeste. Sua tecnologia lembra bastante o Museu do Futebol em São Paulo.

O prédio em que está instalado foi construído em 1926 e totalmente restaurado para o museu, que conta com vários espaços expositivos, como uma sala dedicada à literatura de cordel, onde os visitantes podem declamar ao versos como se fosse um karaokê e depois postar na internet.

Ane soltando a voz na Literatura de Cordel

Outra parte que gostei bastante foi a área temática “Nossos Leitos”, na qual o visitante senta num barco, dentro de um túnel e acompanha projeções em 360°de toda a fauna e flora de Sergipe. É lindo!!!! Além de áreas que reproduzem as feiras, roupas, roças, festas, sotaques, entre outras peculiaridades da região. E também apresenta exposições temporárias e outros eventos. Vale muito a pena esse mergulho na cultura sergipana!!! O museu funciona de terça à sexta das 10h às 16h e aos sábados, domingos e feriados das 10h às 15h. A entrada é gratuita e mais informações estão no site: www.museudagentesergipana.com.br.

Roteiro do Oitavo Dia: Orla Pôr-do-Sol / Ilha dos Namorados / Crôa do Goré

Acordamos cedo e seguimos em direção a Mosqueiro, que está a cerca de 23km de Aracaju, onde fica a Orla Pôr-do-Sol, famosa pela beleza do Sol se pondo em tons alaranjados no Rio Vaza-Barris (não tivemos a oportunidade de ver esse espetáculo, mas se você for, nos conte nos comentários como foi essa experiência). Mas é dessa Orla bem bonita e estruturada que partem as catamarãs em direção à Ilha dos Namorados e à Crôa do Goré que são os passeios de hoje.

Embarcamos no Catamarã Velho Chico, navegando pelo Rio Vaza-Barris, apreciando toda a beleza ao nosso redor e com direito a uma hidromassagem natural. Como assim? Calma que eu te explico: no meio do barco tem redes ao invés do fundo de madeira para que a pessoa possa deitar e sentir a massagem da água, enquanto o barco vai deslizando pelo rio… É uma sensação muito boa, no começo parece meio difícil de se equilibrar para deitar, mas vale muito a pena. Se você pegar um catamarã assim não deixe de viver essa experiência e depois me conte como foi.

Aproveitando a Hidromassagem Natural

Nossa primeira parada foi na Ilha dos Namorados, que fica entre o Rio Vaza-Barris e o ao Oceano Atlântico. A praia, que surge na maré baixa, tem areia fininha e águas calmas. É um momento perfeito para relaxar!!!!

Chegando na Ilha dos Namorados

Voltamos para o catamarã e durante o percurso, passamos por uma região de Mangue que é uma paisagem única!!!

E finalmente chegamos ao ápice do passeio de hoje: a Crôa do Goré que é um banco de areia formado no meio do Rio Vaza-Barris pelo movimento da maré, ele aparece no meio da manhã e fica até o meio da tarde, depois é encoberto pela água. Por isso os passeios tem horário certo para acontecer e todo o aparato de mesas e cadeiras precisa ser recolhido para o bar flutuante, ficando só as tendas de palha. Uma curiosidade em relação ao nome é que “crôa” significa um banco de areia que surge quando a maré está baixa e “goré” é um mini-caranguejo que vive nos manguezais, provavelmente deveria ter muitos desse no mangue ao redor. É um passeio maravilhoso! E vale lembrar que esse passeio também tem acessibilidade: a tripulação é qualificada e a embarcação tem adequação para cadeirantes e oferece cadeiras para banho para que possam desfrutar ao máximo desse paraíso!!!

Na Crôa do Goré

Aproveitar essas águas calmas em meio a uma paisagem encantadora e ser testemunha da perfeição da natureza com o efeito da maré é um presente!!! E com certeza uma maneira muito especial de nos despedirmos de Aracaju, já que nosso voo para São Paulo é logo mais. Muita gratidão a Deus por mais essa viagem e pelos momentos mais que especiais que passamos aqui!!!

Ah! Tive a oportunidade de participar do Programa “Qual Viagem” do Querido Tony Auad, e na entrevista falamos sobre Sergipe e sobre as dicas aqui do blog. Já postei no nosso canal do youtube, dá só uma olhadinha como foi : https://youtu.be/EBSMQjf8Jyg

Até breve!!! Te espero na nossa próxima postagem!!!

Rio Vaza-Barris na Orla do Pôr-do-Sol