Tour em Poços de Caldas

Hoje te convido a me acompanhar nessa expedição por Poços de Caldas, uma cidade ao sul de Minas Gerais, que fica a aproximadamente 260 km da Capital de São Paulo e é bem conhecida pelas propriedades terapêuticas de suas águas e que vai completar 147 anos nesse ano de 2019.

A cidade fica sobre uma área vulcânica desativada e tem duas fontes de águas sulfurosas a 45°C na superfície: a Fonte dos Macacos e o Thermas Antônio Carlos.

Vamos começar nosso tour?

Portal de Poços de Caldas

Roteiro do Primeiro Dia – Fábrica de Cristais / Shopping Poços de Caldas

Meus companheiros de viagem mais uma vez foram meus pais e minha irmã (quem acompanha o blog sabe que eles são fiéis escudeiros das minhas aventuras). Saímos de São Paulo numa sexta-feira às 9h40 e chegamos em Poços de Caldas por volta das 13h. Nos hospedamos na AFPESP (Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo), mas se você não for associado ou convidado de um associado, não se preocupe, ali no centro tem várias opções de hotéis para todos os bolsos e gostos. Com certeza você vai encontrar algum que te agrade. E se for funcionário público associado aproveite para desfrutar dos benefícios dessa Unidade de Lazer.

Deixamos nossa bagagem no quarto e fomos almoçar na Associação mesmo (a hospedagem é com pensão completa). Ainda durante o almoço, começou a chover, o jeito foi aproveitar os ambientes da colônia de férias, descansar um pouco e esperar a chuva passar…

Hall da AFPESP

Como a chuva não passou, tivemos que adaptar o roteiro que eu tinha programado. Então fomos para lugares fechados, que faríamos em outros dias. Aproveitamos para conhecer a fábrica e loja: “Cristais Cá d’Oro”. Foi muito interessante ver o processo de fabricação do cristal ou vidro artístico (como eles chamam). É tão mágico ver como a areia, o carbonato de cálcio e outros elementos misturados (que podemos tocar na visitação) ao serem submetidos a altas temperaturas, moldados e soprados se transformam em belíssimas peças. Essa técnica foi trazida por Mario Seguso da Ilha de Murano (em Veneza na Itália) em 1945, quando chegou ao Brasil para fazer uma coleção em homenagem aos 400 anos de São Paulo. E apaixonado pelo país, em 1965 fundou a Cristais Ca d’Oro em Minas Gerais, que até hoje é administrada por sua família.

Não é permitido filmar ou fotografar a fábrica, mas no próprio site da loja tem um vídeo de apresentação no qual você pode conhecer um pouquinho desse processo: www.cristaiscadoro.com.br. A loja é linda e fica difícil escolher o que levar de lembrança pra casa. Tem peças de todos os valores, está certo que as mais detalhadas são bem caras em virtude do trabalhoso processo de sua fabricação, mas tem outras com preços mais acessíveis que dá pra levar como souvenir e mesmo que você não queira comprar nada vale a visita. O endereço da fábrica e horário de visitação estão no site: www.cristaiscadoro.com.br/enderecos/fabrica-e-loja/.

Família na Cristais Ca d’Oro

De lá seguimos para o Shopping Poços de Caldas (www.pocosdecaldasshopping.com.br  – Av. Silvio Monteiro dos Santos, 180), que foi inaugurado em 2005 e tem uma grande variedade de lojas, além de supermercado, cinema e até um estúdio da Rádio Nativa FM. É uma boa opção de passeio pra quem gosta de shopping (como eu) e também num dia chuvoso como hoje.

Fachada do Shopping

Roteiro do Segundo Dia – Mercado Municipal / Cristo Redentor / Zoo das Aves / Cachoeira Véu das Noivas / Cascata das Antas / Represa Bortolan / City Tour Central / Noite: New York Pub

Acordamos bem cedo para aproveitar o dia já que o sol nos presenteou com sua presença. Começamos nosso passeio pela Fonte das Rosas, que fica na Praça Brasil, uma praça bem bonita e muito bem cuidada. Além da fonte, outra atração da Praça é o telefone público em formato de rosa. Um charme!!

Fonte das Rosas
Telefone de Rosa

Do outro lado da rua fica o Mercado Municipal de Poços de Caldas (http://pt-br.facebook.com/mercadomunicipalpocosdecaldas/) que está localizado na Rua Pernambuco s/n desde 1969 e oferece uma grande variedade de produtos típicos da região, como queijos, doce de leite, sabonetes artesanais entre outros produtos. Funciona de segunda a sábado das 7h às 18h e domingo das 7h às 12h. Vale a pena dar uma passadinha e levar uma ecobag para carregar as compras caso você se empolgue.

Continuamos nosso passeio, agora em direção à Serra de São Domingos, onde está o Cristo Redentor, um monumento de 30 m de altura (sendo 16 m da imagem de Cristo e 14 m do pedestal) e que fica a uma altitude de 1686 m do nível do mar. A vista da cidade de lá é linda!!! A imagem do Cristo pesa 120 toneladas e são 52 degraus para se chegar até o primeiro patamar onde começa o pedestal. O monumento foi inaugurado em 1958 e foi idealizado por José Raphael Santos Neto. O lugar transmite uma paz e tem uma energia muito boa!!! A entrada é gratuita e o acesso pode ser feito de carro (como nós fomos por conta ou por excursão), a pé pela mata na Trilha do Cristo ou pelo Teleférico que sai do Parque Affonso Junqueira (que faremos no roteiro de amanhã). Depois da chuva de ontem, ter um sol e um tempo aberto assim com essa vista maravilhosa é realmente um presente de Jesus Cristo!!! Muito Obrigada, Senhor!!!

Família no Cristo Redentor
Cristo Redentor
Vista do Cristo

Ali perto, também fazendo parte do Parque Municipal da Serra de São Domingos está a Pedra Balão, que é um conjunto de pedras sobrepostas com aproximadamente 10 m de altura e recebeu esse nome porque seu formato parece com um balão dirigível. Como a natureza é perfeita e caprichosa!!! Vou te contar um segredinho: tem uma escada para subir na pedra e fazer fotos bem legais (como a pedra estava escorregadia por conta da chuva de ontem, não arrisquei subir, mas se você for, me conta nos comentários como foi a sensação de estar no topo).

A entrada pra Pedra Balão é também é gratuita e o acesso é por meio de carro/moto ou excursão (o Teleférico não chega até lá e também não tem uma trilha específica como a do Cristo). A paisagem é realmente linda e minha irmã até fez um novo amigo: um jumentinho que estava pastando por ali.

Agora nos dirigimos para o outro lado da cidade, para visitar o Zoo das Aves, que tem a proposta de aliar preservação ambiental e entretenimento sustentável, através da observação e contato com as aves. São cerca de 2.000 aves e aproximadamente 200 espécies. Os recintos de imersão são uma experiência única, nesses recintos os animais ficam soltos e a pessoa entra para ter um contato mais próximo. Além desses recintos de imersão, tem os recintos comuns e também o espaço do Grande Lago, onde várias espécies ficam soltas.

Como falei, o Zoo das Aves tem uma preocupação com a preservação ambiental e muitos dos animais de lá foram resgatados de maus-tratos e tráfico de animais, entre eles está o Tucano Ray Charles, que teve os olhos perfurados, perdendo a visão total do olho esquerdo e parcial do direito, por isso, não pode ser devolvido à natureza, mas recebe todo o cuidado no Zoo. Ele é muito fofo!!!! Só por ele já compensaria a visita, porém esse passeio tem muito mais a nos oferecer. Os ingressos custam R$15 para idosos e crianças e R$25 para adultos. Mais informações estão no site: www.zoodasaves.com.br.

Com o Tucano Ray Charles

Nesse mesmo lado da cidade, não muito distante dali fica a Cachoeira Véu das Noivas que fica no Parque Véu das Noivas. A cachoeira possui três quedas d’água e a principal tem 10m de altura por 15m de largura e é realmente muito bonita, mas é uma pena que é poluída. O complexo também conta com uma feirinha de artesanato que funciona onde era o antigo restaurante, alguns quiosques de lanches e um trenzinho que faz um passeio muito curto e o condutor não explica nada sobre as árvores ou cachoeira (eu particularmente esperava mais desse trenzinho pelo que tinha visto na internet). De qualquer forma pela cachoeira vale a visita. A entrada do complexo e o estacionamento são gratuitos e o passeio de trenzinho custa R$2,00 por pessoa.

Cachoeira Véu das Noivas

Da cachoeira voltamos para a Associação para almoçarmos e depois fomos fazer nosso tour da tarde. Começamos pela Cascata das Antas, que fica relativamente próximo à Cachoeira Véu das Noivas (Av. Silvio Monteiro dos Santos, s/n – Vale das Antas) e tem quedas d’água com mais de 50 m de altura, com uma paisagem de tirar o fôlego. O complexo ainda conta com um lindo bosque de vegetação nativa, ruínas da primeira usina hidrelétrica Força e Luz (que foi inaugurada em 1898) e a atual hidrelétrica: UHE: Engenheiro Affonso Junqueira – Usina das Antas. Vale lembrar que Poços de Caldas foi uma das primeiras cidades brasileiras a gerar sua própria energia elétrica. A única coisa que entristece é que as águas da cascata são poluídas… A visitação é gratuita e o funcionamento é de segunda a sexta das 8h às 17h30 e aos finais de semana e feriado das 8h às 18h.

Que vista incrível da Cachoeira das Antas!!!!

Nossa próxima parada foi na Represa Bortolan, que é um dos cartões postais da cidade e conta com cerca de 5 km² de extensão, que são muito utilizados para a prática de esportes náuticos. Gostaríamos de ter feito o passeio de escuna, mas esta estava em manutenção, então vai ter que ficar para uma próxima visita. Na represa também é possível passear de pedalinho, ou simplesmente sentar-se em um dos bares os restaurantes nas suas margens e ficar contemplando sua beleza. A represa fica na Av. João Pinheiro s/n e o acesso também pode ser feito pela Rodovia José Aurélio Vilela Km 8.

Seguindo em direção ao centro da cidade, paramos no Parque Municipal Antônio Molinari (que também fica na Av. João Pinheiro s/n) e é uma ótima opção para relaxar, ter contato com a natureza e ainda praticar esportes. O parque oferece pista de bicicross, cooper, skate, quadras, entre outros.

Aproveitamos também para atravessar a rua e tirar fotos na margem do Ribeirão de Poços de Caldas, um rio que corta a cidade e essa importante avenida que é a Avenida João Pinheiro.

Avenida João Pinheiro

Chegando ao centro da cidade, começamos nosso City Tour pelo Parque José Affonso Junqueira, que é um lindo e muito bem cuidado parque. Além de belos jardins e árvores frondosas, o parque conta com a Fonte Luminosa (que estava em manutenção, mas já vi as fotos de quando está funcionando e é um charme) e com o Palace Casino, que foi inaugurado em 1931 como um imponente cassino, com nobres salões e uma arquitetura primorosa. Mas com a proibição de cassinos no Brasil, tornou-se um espaço para eventos.

Parque José Affonso Junqueira
Fonte Luminosa

Ao lado do Parque, na Praça Getúlio Vargas, fomos conhecer o famoso Relógio Floral, que é formado por pequenos arbustos representando os números e por ponteiros motorizados para marcar o horário, e ornamentado com pequenas plantas. Um belo registro para guardar da sua visita à cidade!

Relógio Floral

Também no entorno da Praça Getúlio Vargas, fica o Espaço Cultural da Urca, que foi inaugurado na década de 40 como “Cassino da Urca”, inspirado no Cassino da Urca do Rio de Janeiro, tornando-se uma das mais importantes casas de jogos do Brasil. Mas com a proibição desses jogos em 1946, passou a ser utilizado para diversas outras finalidades: faculdade, Centro Administrativo Municipal e espaço cultural. E desde a restauração de 1996, tornou-se o “Espaço Cultural da Urca”, que conta com salas para exposição e um teatro com lotação de 500 expectadores.

E do outro lado da rua fica a Antiga Estação Ferroviária e Atual Centro de Informações Turísticas, um prédio muito bonito e histórico, conservando a arquitetura da Estação Ferroviária que foi inaugurada em 1886.

Atravessamos novamente o Parque José Affonso Junqueira e fomos para outra praça que fica ao lado do Parque: a Praça Elisiário Junqueira que abriga outro cartão postal da cidade: o Calendário Floral, formado por várias flores, plantas, pedrinhas e placas de cimento e que registra a data, o dia da semana e a estação do ano, com atualização diária. É um ótimo lugar para tirar fotos e registrar seu passeio!

Calendário Floral

Nessa mesma praça fica a Fonte Pedro Botelho ou Fonte do Leãozinho, que também tem águas sulfurosas, mas estava desligada. De qualquer forma valeu a visita pela bela escultura do leãozinho.

Ali próximo fica outra praça bem tradicional da cidade: a Praça Pedro Sanches que é muito bonita e bem conservada, sua inauguração foi em 1920. Ela abriga o Coreto, que serve de palco para apresentações musicais e o Monumento Minas ao Brasil que fica no centro da praça. Também é dessa praça que parte o passeio de trenzinho/jardineira que vamos fazer no roteiro de amanhã.

Nessa Praça também fica o requintado Palace Hotel, que foi inaugurado na década de 30, fazendo parte do Complexo Hidrotermal e Hoteleiro, juntamente com o Palace Cassino e o Thermas Antônio Carlos. Devido ao luxo e a imponência de sua arquitetura já hospedou e ainda hospeda importantes nomes da sociedade brasileira e mundial.

Agora sim fomos para um dos momentos mais esperados da viagem. Voltamos para perto da Fonte do Leãozinho e fomos no Thermas Antônio Carlos (deixamos esse por último para aproveitar o banho termal e voltar para o hotel para relaxar um pouco). Esse é um dos lugares de Poços de Caldas que tem águas sulfurosas terapêuticas a 45°C na superfície e foi um dos primeiros estabelecimentos termais do país. O Thermas foi inaugurado em 1931 e depois passou para a iniciativa privada. Atualmente é administrado pela Codemge. Sua construção arquitetônica já impressiona, o estilo é o neorromano e os vitrais do teto são belíssimos. Mesmo que você não vá fazer os banhos, vale a visita pelo local. E se você não resistir e quiser usufruir dos benefícios dos banhos termais, vale muito a pena!!! Eles custam a partir de R$25 (durante a semana) e R$30 (aos finais de semana) por 20 minutos. Eu escolhi o de hidromassagem por R$40.  É muito relaxante!!!  Se puder, leve sua toalha de banho, senão é preciso alugar lá (R$ 10). Além dos banhos, o Thermas Antônio Carlos oferece massagens, ofurô, sauna, medicina oriental, entre vários outros serviços. Mais informações estão no site: www.codemge.com.br/atuacao/turismo/turismo-de-lazer/

Fachada do Thermas Antonio Carlos

Depois desse banho super relaxante, voltamos pra Associação para jantar, descansamos um pouco e fomos curtir a noite de Poços de Caldas no New York Pub (www.newyorkpub.com.br – Rua Rio de Janeiro, 243), um ambiente bem aconchegante e com música boa. Uma ótima opção para começar as comemorações do meu aniversário. À meia-noite já estava celebrando…

Roteiro Terceiro do Dia – Museu Histórico e Geográfico / Fonte dos Macacos / Igreja Nossa Senhora da Saúde / Fonte dos Amores / Recanto Japonês / Igreja São Domingos / Teleférico / Passeio de Trenzinho / Mi Casita Sorveteria / Sá Rosa Café / Calendário Floral

Nosso domingo começou com a visita ao Museu Histórico e Geográfico, que foi inaugurado em 1972 para comemorar o centenário da cidade e funcionava em outro local, sendo transferido para o atual em 1996. O edifício que visitamos foi construído no final do século XIX e é conhecido como “Vila Junqueira”, sendo que o termo “vila” refere-se a sua arquitetura italiana típica do século XVIII e a família “Junqueira” residiu ali na década de 1920. O prédio também já serviu de hospedaria e de escola, antes de se tornar museu.

Museu Histórico e Geográfico

A arquitetura do prédio já é um convite à visitação e o acervo mais ainda. São móveis e utensílios desde os mais simples de uma casa de caboclo, até os mais requintados, como louças de porcelana, prataria, cristais, poltronas, etc. Tem acervo fotográfico, telégrafo e uma máquina que controlava os trens, coleção de dinheiro, máquinas fotográficas, mesas de jogos de cassino e também na parte geográfica, uma variedade de pedras que foram encontradas na região. O museu fica na região central (Rua Padre Henry Mothon, s/n), a entrada é gratuita e funciona de terça a sábado das 12h às 18h e aos domingos das 8h às 12h.

Máquina de Controle Ferroviário

Nossa próxima parada foi na Praça D. Pedro II ou Praça dos Macacos, onde fica a Fonte dos Macacos, que é o segundo lugar de Poços de Caldas que tem as águas sulfurosas a 45°C na superfície. Ela recebeu esse nome porque antigamente os macacos vinham para se banhar nessa fonte (hoje os macacos são encontrados na Fonte dos Amores e no Recanto Japonês que vamos visitar daqui a pouco). A água é realmente bem quente e tem um cheiro forte, mas vale a pena senti-la na sua pele.

Também é nessa Praça que fica a Feirinha de Artesanato ou FEARPO, que oferece belos artesanatos e produtos típicos da região. Vale dar uma passadinha por lá e aproveitar para conhecer o Balneário Mário Mourão, que tem banhos termais, como eu fui no domingo de manhã (por volta das 10h) estava fechado, embora a placa indicasse funcionamento até às 11h30. Se quando você for estiver aberto, nos conte nos comentários como foi sua experiência. Pela placa deu pra descobrir que as toalhas lá também são alugadas (se quiser já leve a sua) e os banhos de imersão custam a partir de R$20 por 20 minutos, mas a estrutura pareceu ser bem menor e mais simples que o Thermas Antônio Carlos, que fomos ontem.

Balneário Mário Mourão

Ali perto da Praça D. Pedro II, um quarteirão para baixo fica a Basílica de Nossa Senhora da Saúde, que foi construída entre 1937 e 1954, quando foi reconhecida como basílica pelo Vaticano. É uma construção belíssima, em estilo eclético e neorromânico, que foi tombada pelo Patrimônio Artístico e Histórico do Município em 1994. Conseguimos pegar o finalzinho da missa e ainda receber a benção final e dos objetos. Foi um presente de aniversário!!! Que Nossa Senhora da Saúde, padroeira de Poços de Caldas, abençoe a todos nós!!!!

Agora fomos para o outro lado, um pouquinho mais distante ali do centro, visitar a Fonte dos Amores, que foi criada em 1929 e recebeu esse nome em virtude da estátua de mármore de um casal abraçado, representando o amor. A fonte fica ao lado dessa estátua e também tem uma queda d’água lindíssima, tudo isso no meio de um bosque. É um cenário encantador!!!!

Mas antes de chegar na Fonte dos Amores, localizada numa parte mais alta, fomos recepcionados pelos Macacos Prego, que ficam andando livremente pelo bosque e vem até os visitantes para ganhar bananas (que são vendidas na lanchonete para evitar que os fofuchos sejam alimentados com algo inadequado – existem várias placas alertando para ter cuidado em relação a isso). Os macaquinhos são muito fofos, vem pegar na sua mão a até levam sua bolsa se você não ficar atento. É uma experiência apaixonante!!! Dá vontade de ficar lá o tempo todo em contato com eles. Então lembre-se de anotar no seu roteiro que os macacos ficam na Fonte dos Amores e não na Fonte dos Macacos, para não se decepcionar. A visitação à fonte a aos macacos é gratuita e o parque fica na Rua Piauí n°1 e abre diariamente das 8h30 às 17h30.

Que presente da Natureza!!!!

De lá seguimos para o Recanto Japonês, que é um jardim em estilo japonês, com um lago de carpas, um quiosque chamado de “Caramanchão Azumaya” (réplica do Manj-Tei do Palácio Imperial Japonês), pequenas quedas d’água e a Fonte dos Três Desejos: Amor, Saúde e Inteligência. Ele é cercado por mata nativa e conta com pequenas trilhas para quem quiser apreciar mais o contato com a natureza. O Recanto Japonês fica na Rua Amapá s/n, a entrada é gratuita e funciona diariamente das 8h às 17h30. Lá também é possível ver alguns macaquinhos (não tanto quanto na Fonte dos Amores), mas é um presente ver essas fofuras passeando livremente pelo bosque!!!

Família no Recanto Japonês

Na volta para o centro, passamos na Igreja de São Domingos, que fica na R. Padre Henry Mothon, 10 e foi construído em 1952. Sua fachada em pedra é belíssima, em seu interior há lindos vitrais e no altar um belo mosaico retratando o recebimento do rosário por São Domingos de Gusmão das mãos de Nossa Senhora.

Mosaico e Altar

Almoçamos na Associação, nossos pais ficaram por lá para descansar um pouco, e minha irmã e eu fomos andar de Teleférico para ir novamente no Cristo. O teleférico sai do Parque José Affonso Junqueira e vai até o Parque da Serra de São Domingos, percorrendo um trajeto de 1,5km a uma altura de aproximadamente 20m. As cabines são fechadas e acomodam até 4 pessoas. A vista é belíssima. Postei um vídeo na página do blog no youtube para você sentir um pouquinho de como é esse passeio. Dá uma olhadinha lá: https://youtu.be/98QMSbUq2nI

A visita ao Cristo é sempre emocionante e estar aos Seus pés e receber as bençãos no dia do aniversário é muito mais que um presente divino!!! Muita Gratidão a Deus por esse momento!!!! Ah! O passeio de Teleférico custa R$25 (ida e volta) e R$15 (somente ida) e funciona de segunda a sexta das 12h30 às 17h, sábado das 9h às 17h e domingo das 9h às 16h. Esse é um dos passeios bem típicos da cidade!

Na volta do teleférico, fomos para a Praça Pedro Sanches fazer o Passeio de Trenzinho/ Jardineira, enquanto esperávamos para sair, fomos passear pela praça, tirar fotos no Coreto, já que hoje estava mais tranquilo.

O passeio de Trenzinho/ Jardineira dura cerca de 30 minutos e percorre o Centrinho de Poços de Caldas, passamos pela Basílica de Nossa Senhora da Saúde e pela Praça Pedro II/ Fonte dos Macacos (que já tínhamos visitado no período da manhã), entre outros pontos, enquanto o motorista vai nos contando sobre os lugares.

E uma das curiosidades que descobrimos nesse passeio, foi que as pilastras e estruturas em concreto elevada que vimos ao longo da Avenida João Pinheiro (nas margens do rio) eram para o percurso do Monotrilho, que foi inaugurado no ano 2000, mas funcionou só por duas semanas porque a estrutura foi condenada e teve sua operação suspensa. Mas há a esperança que a prefeitura atual retome esse projeto. Vamos torcer!!! O Monotrilho está estacionado no Terminal de Ônibus, próximo ao cruzamento da Francisco Salles com a Assis Figueiredo, caso você tenha curiosidade de conhecer. E você pode observar na foto da Estação do Monotrilho, que abaixo (do lado direito), tem um parquímetro, para que você possa registrar seu veículo, pagar um determinado valor e colocar seu carro no estacionamento rotativo na rua (como se fosse a “Zona Azul” aqui de São Paulo). Achei bem prático e mais fácil do que ter que baixar aplicativo no celular, principalmente se você é turista (não sei se lá também tem a opção de aplicativo para os moradores). Esses parquímetros estão espalhados por toda a cidade e os valores que paguei foram R$ 1,50 pelo período do 1h30 e R$ 2,10 pelo período de 2h em locais diferentes, não sei se os valores/tempo variam de acordo com o lugar, mas os preços são bem acessíveis.

Monotrilho

Ainda passeando ali pelo centrinho, próximo à Praça Pedro Sanches, descobrimos a Mi Casita Sorveteria, que é bem charmosa e vende sorvetes com wafer, você escolhe entre os diversos sabores e eles montam o “sanduíche” com wafer na hora (custa R$ 9,00). Uma ideia bem bacana e saborosa!!!

Continuando nosso momento “gordices”, fomos para o Sá Rosa Café, que fica ali perto na R. Prefeito Chagas, 81. Essa charmosa cafeteria foi fundada em 2005 com o propósito de oferecer cafés brasileiros especiais, num ambiente com design clássico e aconchegante, cuja fachada é de um prédio histórico de 1929 restaurado. A tradição em café da família Medri data de 1987, quando abriram a primeira casa de cafés e a partir daí foram se expandindo e se tornando tradição na cidade. Como tínhamos acabado de tomar sorvete e estava calor, optamos por bebidas frias à base de café. O sabor estava divino!!! E aproveitamos para levar um pacote de café para minha mãe fazer quando chegar em casa e sentir todo esse gostinho… Ah! O Sá Rosa Café também administra o Café Concerto que fica no Parque José Affonso Junqueira. Mais detalhes estão no site: www.sarosacafe.com.br.

Saboreando as delícias do Caffè Sá Rosa e Frappè Sá Rosa
Hoje pode…

Na volta para o hotel, passamos no Vagão A11, um trailer lanchonete muito estiloso, que estava fechado, mas nos proporcionou belas fotos e depois fomos novamente no Calendário Floral para registrar o dia de hoje: um jeito todo especial de comemorar meu aniversário e de fechar com chave de ouro nossa visita a essa linda cidade de Poços de Caldas!!

Muito obrigada Poços de Caldas por fazer meu dia mais que especial!!!!

Os Encantos da França

É chegada a hora de conhecer um dos países mais charmosos e comentados do mundo: a França. Será que o que dizem é verdade? “A França é tudo isso mesmo?” “Paris é realmente a cidade luz?”. Para responder a essas e muitas outras questões, te convido a me acompanhar e se render aos Encantos da França

Trocadero visto da Torre Eiffel em Paris

Roteiro do Primeiro Dia – Bordeaux: Praça da Bolsa / Hotel Mercure Bordeaux Château Chartrons/ Praça de Quinconces / Ópera Nacional de Bordeaux

Nos despedimos da Espanha pela aconchegante cidade de Burgos e começamos nossa expedição no território francês por Bordeaux (ou Bordéus em Português), que fica a aproximadamente 450 km de Burgos. Se você está acessando o blog agora e não sabe como foi o início do nosso tour pela Europa é só clicar no link de Portugal  (https://cadaviagemumabagagem.com/as-bagagens-de-portugal/) e no da Espanha (https://cadaviagemumabagagem.com/a-bela-espanha/) .

Agora voltando para Bordeaux, que é famosa pela qualidade de seus vinhos, e está localizada no sudoeste da França (na Região de Nova Aquitânia), abrigando um dos portos franceses mais antigos, na margem sul do Rio Garonne (ou Garona).

A fama de Bordeaux começou desde o século XVIII por conta de suas vinícolas e se estende até hoje. Vale lembrar que em 2007 foi considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO pelo seu conjunto urbano, após um grande projeto de revitalização do centro histórico.

Entrando em Bordeaux
Bondes de Bordeaux

Logo que chegamos, fomos recepcionados pelo Rio Garona, que corta a cidade e em cujas margens se formou um parque com alamedas beira-rio (ou “quais”), onde é possível caminhar, pedalar ou simplesmente sentar-se para apreciar a paisagem. Outra opção é fazer passeios de barco no próprio rio. Também fomos surpreendidos pelos bondes (ou “trams”) que é o principal sistema de transporte público da cidade e muito moderno!

Rio Garona e suas margens

Seguindo nosso caminho, nos deparamos com a Praça da Bolsa (ou Place de La Bourse): o grande cartão postal de Bordeaux. É uma praça em formato de ferradura, construída em 1755 para o Rei Luís XV, em razão da prosperidade econômica da cidade, e onde está localizado o antigo prédio da Bolsa. E para ficar ainda mais bonita, em 2006 foi construído um Espelho D’Água (Le Miroir D’Eau) na sua frente, pelo arquiteto e paisagista Michel Corajoud.

Praça da Bolsa
Fachada do Hotel Mercure Bordeaux
Cavalo de decoração do Hotel

Seguimos para o Hotel Mercure Bordeaux Château Chartrons, que já foi um “Château” (Castelo) e está relativamente perto do centro (uma bela caminhada, mas é possível chegar). O Hotel é maravilhoso e o jantar foi muito bom e um momento de celebração de novas amizades, com direito à brinde com vinho de Bordeaux!

Com os Novos Amigos: Almir e Sua Mãe, Elaine e Seu Marido, Minha Família e o Casal de Ourinhos

Terminando o jantar, meus pais foram descansar e eu fui com minha irmã conhecer o centro de Bordeaux, foi uma longa caminhada. Passamos pelo Jardim Público¸ que foi criado em 1746 e é uma ótima opção de passeio durante o dia, para descansar ao ar livre e contemplar a beleza da natureza. Mais detalhes sobre o jardim e horário de funcionamento estão no site: http://www.bordeaux.fr/l858 .

Jardim Público de Bordeaux

Também passamos pela Estátua de Joana D’Arc, uma importante heroína francesa, que lutou na Guerra dos Cem Anos e também é a Santa Padroeira da França (foi morta numa fogueira em 1431 e canonizada 1920).

Fomos contemplando a beleza da cidade até chegar à  Praça de Quinconces (ou Place des Quinconces), que é considerada a maior praça da Europa, foi construída entre 1818 e 1828 em frente ao Rio Garona e ocupa uma área de aproximadamente 12 hectares. A praça é usada para eventos, como concertos, feiras e festivais, e é nela que fica o Monumento aos Girondinos (ou Coluna dos Girondinos), que foi construído em 1895 por Dumilâtre e Rich, com uma altura de 43 m que abriga no topo uma estátua simbolizando a Liberdade e o monumento é cercado por duas fontes lindíssimas. Vale lembrar que os “Girondinos” formavam um grupo político muito importante na Revolução Francesa e seus membros foram executados ao final desta. O Monumento aos Girondinos também contém a figura do “Galo”, que é o símbolo da França, porque, segundo a lenda, “La Gola” era o antigo nome da França, que vem do latim “Gaios”, que significa “Galo”.

A Praça de Quinconces ainda apresenta outros monumentos que homenageiam escritores famosos, como Montesquieu e Montaigne e as duas colunas de entrada da praça em estilo neoclássico representam o comércio e a navegação. A praça foi construída no local onde ficava o Palácio de Trompette (ou Château Trompette): um forte de proteção da cidade, que foi destruído no início do século XIX.

Nós tivemos a oportunidade de visitar a praça durante o dia e à noite e foi muito bom poder apreciá-la dessas duas formas. Vale a pena conhecer e é de fácil acesso, tem uma estação de bonde ao lado dela e também é possível ir de ônibus.

Continuando nosso passeio, fomos conhecer a Ópera Nacional de Bordeaux (ou  Grand Théâtre de Bordeaux), que é a sede do Balé de Bordeaux e é um encanto. Nosso primeiro contato foi à noite, que realmente impressionou, mas a vista durante o dia também é super válida. Sua arquitetura é em estilo neoclássico, foi construída no final do século XVIII e projetada pelo arquiteto Victor Louis (o mesmo do Palácio Real de Paris), com destaque para as 12 colunas com 12 estátuas representando 9 musas e 3 deusas (Juno, Vênus e Minerva). Se você tiver um tempinho, vale a pena fazer uma visita guiada ao teatro. Mais informações estão no site: https://www.opera-bordeaux.com/visite-grand-theatre

Ópera Nacional de Bordeaux

A Praça que fica em frente à Ópera é bem agitada, tem restaurantes, cafés, um hotel muito bonito (Intercontinental Grand Hotel de Bordeaux), um relógio e até obra de arte (Sanna, 2013 de Jaume Plensa). E ali do lado fica a  Rue Sainte Catherine,  que é uma das maiores ruas de pedestres da Europa, com 1,25 km. É o shopping de rua de Bordeaux (como a Rua Oscar Freire de São Paulo).

Voltamos caminhando pro Hotel, aproveitando esse clima especial de Bordeaux e nos preparando para mais aventuras amanhã.

Margem do Rio Garona à noite

Roteiro do Segundo Dia – Bordeaux: Praça de Quinconces / Ópera Nacional de Bordeaux – Vale do Loire : Castelo de Chambord – Paris Iluminada: Arco do Trinfo/ Torre Eiffel/ Ópera Garnier

Acordamos cedo e já levamos nossa bagagem porque à noite dormiremos em Paris. Nosso tour por Bordeaux começou pela Praça de Quinconces, que visitamos ontem à noite e já te contei um pouquinho sobre ela. Mas vale a pena contemplar sua beleza diurna.

Detalhe da Liberdade no Monumento aos Girondinos

Também fomos apreciar a Ópera Nacional de Bordeaux, que durante o dia nos permite ver mais detalhes das esculturas das musas e deusas que estão no topo de suas colunas. O Intercontinental Grand Hotel de Bordeaux também é lindo durante o dia!

Família na Ópera de Bordeaux durante o dia

Outro cartão postal de Bordeaux é a  Catedral de Bordeaux ou Catedral de Santo André  (ou  Cathedrale Saint André ou San Andres), cuja construção é em estilo gótico e foi fundada em 1096 pelo Papa Urbano II, mas passou por várias restaurações posteriormente.

Sua torre (Tour Pey-Berland) oferece uma bela vista da cidade (basta subir um pouco mais de 200 degraus…). Ela faz parte do Caminho de Santiago de Compostela na França e desde 1998 é considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Mais informações estão no site: www.cathedrale-bordeaux.fr.

Aproveitando que você está na Catedral, ali pertinho fica o Museu de Belas Artes (ou Musée des Beaux-Arts) e vale uma visita. Seu estilo é o neoclássico, foi construído no final do século XIX, ficou fechado por um tempo, mas reabriu em 2013. Mais detalhes no site: www.musba-bordeaux.fr.

Também nessa região fica a Porte Cailhau (ou Porta Cailhau), um portal da cidade, construído no século XV em homenagem à vitória de Carlos VIII em Fornoue na Itália, com arquitetura gótica que se mantém muito bem conservado. É possível visitar seu interior e subir na torre, de onde se tem uma vista muito bonita da Pont de Pierre.

Porta Cailhau

Falando nisso, a Pont de Pierre (ou Ponte de Pedra),  foi inaugurada em 1822 e restaurada em 2003, e antigamente era a única forma de cruzar o Rio Garona. Sua arquitetura chama a atenção pelos detalhes de suas grades de ferro e o charme de suas lâmpadas.

Se você tiver mais um tempinho e for amante de vinho, com certeza vai se encantar  por esse lugar:  La Cité du Vin ou Cidade do Vinho, que foi inaugurada em 2016, permitindo de uma forma bem interativa e sensorial uma imersão no universo do vinho. Além de museu, o espaço conta com bar para degustação, workshops e lojinhas. Mais informações estão no site: www.laciteduvin.com/fr.

Outro local dedicado ao vinho é o Musée du Vin (ou Museu do Vinho), que conta como foi a ascensão do vinho na região desde a era medieval até os dias atuais. É possível fazer visita com degustação. Mais detalhes estão no site: www.museeduvinbordeaux.com.

E se você for ficar mais um dia em Bordeaux, uma super dica é fazer visitação às vinícolas. No próprio hotel eles podem te sugerir os tours. E vou te contar uma curiosidade: muitas vinícolas são chamadas de Château (Castelo), mas não significa que possuem um castelo em sua propriedade, mas porque essa denominação também era utilizada para a casa senhorial ou rústica. E para receber o título de “Château”, o cultivo e a produção do vinho devem acontecer na mesma propriedade.

Com certeza Bordeaux é um lugar que dá vontade de ficar e explorar bem mais. O que já é um convite para uma próxima oportunidade…

Até Breve Bordeaux!!!

Agora seguimos viagem em direção ao Vale do Loire, também conhecido como o “Jardim da França”, que fica a cerca de 200 km de Paris e é uma região margeada pelo Rio Loire, repleta de beleza e riqueza cultural. Abriga vilas históricas, monumentos, vinhedos e sua principal atração: os “Châteaux”, aqui realmente no sentido de Castelos/ Palácios, que foram construídos inicialmente no século X, porém com mais afinco por volta do século XV, como forma de ostentação do poder dos reis e da nobreza. Mesmo com a construção do Palácio de Versalhes no século XVII, foram mantidos como residência real de veraneio.

Durante a Revolução Francesa, muitos castelos foram destruídos e outros foram utilizados como quartéis nas Grandes Guerras Mundiais. Atualmente alguns ainda são propriedade privada, mas a maioria é de destinação turística, como hotéis, ou são geridos pelo governo e são abertos para visitação, como é o caso do de Chambord.

O Vale do Loire foi declarado Patrimônio da Humanidade desde o ano 2000 e cada um dos seus “Châteaux” tem algo de especial que atrai e encanta os turistas.

Um dos Castelos no Caminho do Vale do Loire

Um dos mais belos e conhecidos é o  Château de Chenonceau, que foi construído sobre o Rio Cher, tem belíssimos jardins e também é chamado de Castelo das Sete Damas, devido à influência feminina em seu comando, como  Diane de Poitiers e Catarina de Médicis. Para conhecer um pouco mais sobre esse castelo, é só visitar o site: www.chenonceau.com.

Também tem o Château Real de Amboise (www.chateau-amboise.com) onde está o túmulo de Leonardo da Vinci (que morou na região no final de sua vida e sua residência: o Palacete de Clos Lucé se transformou em museu em sua homenagem).

Outros castelos que também merecem uma visita são o Château Royal de Blois (ou Castelo Real de Blois), que foi a residência preferida dos Reis da França na Época do Renascimento. Além da visitação tradicional, o castelo apresenta um espetáculo de luz e som com projeções em sua arquitetura ao anoitecer. Mais detalhes no site: www.chateaudeblois.fr. E o Château Villandry (www.chateauvillandry.fr), cujo charme está na beleza de seus jardins.

O que visitamos foi o Château de Chambord, que é o maior e sua construção data de 1519, tem um telhado cheio de tons e sua imponência realmente impressiona. É possível visitar seu interior (que não tivemos tempo de fazer nessa viagem, mas já está na minha lista para a próxima visita), se você tiver tempo vale a pena ter essa experiência. Você também pode contratar um carrinho (parecido com os de golfe) e fazer um tour pelos jardins do Palácio. Mais informações estão no site: www.chambord.org/fr

Castelo de Chambord

A sensação desse lugar é realmente de um conto de fadas, é tudo tão perfeito e tão lindo que encanta os olhos!!!

Lago do Castelo de Chambord
Jardins atrás do Castelo de Chambord

E foi nesse ambiente, no restaurante “Le Saint-Louis” que minha família pode provar o “croque monsieur”, um lanche francês bem típico. Trata-se de um sanduíche de presunto e queijo com queijo gratinado por cima (no valor de 4,60 € cada). Outro lanche típico é a “baguette chaude”, que é um sanduíche na baguete e que também vai ao forno para gratinar. A vegetariana aqui optou pelo crepe francês de queijo (não se engane com a foto, não é papelão… É o meu crepe e estava muito bom!). O valor também foi em torno de 4 €.

Familia provando o “Croque Monsieur”

Ainda passamos na lojinha do Castelo para provar as “madeleines” que são bolinhos em forma de concha muito conhecidos na França e fiquei muito surpresa e contente ao encontrar uma régua com o significado do meu nome.

Adorei a Régua da Luna

A vontade era de ficar ali e apreciar ainda mais a beleza do Castelo. Mas a viagem continua, nossa excursão segue agora com destino a Paris!!!!

Entrando em Paris…

À medida que vamos nos aproximando da cidade e avistamos a Torre Eiffel, a adrenalina aumenta. É realmente emocionante estar aqui, a realização de um sonho!!!! Muita gratidão a Deus por esse momento!!!

Fomos direto para o hotel, o Mercure Paris La Défense, que fica no bairro empresarial de La Défense, o centro financeiro de Paris. É rodeado por lojas, restaurantes e prédios bem bonitos. A vista do terraço à noite é verdadeiramente maravilhosa!!

É relativamente perto do centro de Paris, cerca de 10 minutos de metrô da Champs Élysées, mas tem que caminhar um pouco ou pegar uma van do hotel até o metrô. Porém, como sempre estávamos com o ônibus da excursão, acabamos não pegando o metrô e na volta de alguns passeios particulares voltamos de táxi.

Ainda tivemos um tempinho para jantar e nos arrumar para conhecer a “Paris Iluminada”, um passeio do pacote (€45 por pessoa) que nos levou para os principais pontos turísticos da cidade. Também é possível visitar esses lugares indo de metrô, sempre tem uma estação por perto. Para saber mais detalhes é só olhar no site oficial de transporte de Paris, tem os horários e itinerários (tem até opção em Português): www.ratp.fr/en/visite-paris/do-brasil/visitando-paris-e-seus-arredores.

Nossa primeira parada foi num dos principais cartões postais de Paris, o Arco do Triunfo, que foi construído em homenagem às vitórias de Napoleão Bonaparte (que ordenou sua construção em 1806, porém morreu em 1821, antes de ver a inauguração que se deu em 1836). O monumento com 50 m de altura por 45 m de largura e 22 m de profundidade, em estilo neoclássico projetado por Jean Chalgrin, conta com o túmulo do soldado desconhecido (monumento em homenagem aos combatentes de guerra não identificados) em sua base e com a gravação de nomes das batalhas e generais em suas paredes. O Arco fica na Praça Charles de Gaulle, no final da Champs Élysées. É possível visitar o interior do Arco e ainda ter uma vista belíssima do seu topo. Mais informações estão no site: www.paris-arc-de-triomphe.fr.

O Incrível Arco do Triunfo
Família no Arco do Triunfo

Agora chegou o momento de conhecer a Avenue des Champs-Élysées (ou Avenida dos Campos Elíseos), que é uma das avenidas mais bonitas e famosas do mundo (adjetivos mais que merecidos). Seus 1.910 m de comprimento, que começam na Praça da Concórdia e terminam no Arco do Triunfo, são preenchidos por lojas famosas, cinemas, cafés, restaurantes, etc. Com certeza é uma excelente opção de passeio que não pode faltar no seu roteiro.

Também passamos pelo Museu do Louvre, pelo Palácio dos Inválidos e pela Ponte Alexandre III. Vou falar sobre eles no roteiro de amanhã, mas vou te mostrar as fotos porque a iluminação noturna lhes confere um charme todo especial…

Vista noturna da Ponte Alexandre III

Nossa próxima parada foi para ver a Ópera Garnier, um edifício belíssimo em estilo barroco, projetado pelo arquiteto Charles Garnier, construído entre 1861 e 1875 e que abriga a Ópera Nacional de Paris (em conjunto com a Ópera da Bastilha que é atualmente a sede oficial). Também é palco de apresentações de balé. Mais detalhes e até uma visita virtual podem ser conferidos no site: www.operadeparis.fr/visites/palais-garnier.

A deslumbrante Ópera Garnier
Ópera Garnier

Dali seguimos em direção a ela: linda, poderosa, reinando absoluta no céu de Paris: a Torre Eiffel, um dos monumentos mais visitados do mundo e que está completando 130 anos em 2019. Vou deixar para falar mais sobre ela no roteiro de amanhã, quando vou te contar como foi a experiência de subir até seu 3° piso. Agora te deixo com essas fotos lindas da Torre. E se quiser ver mais detalhes dessa iluminação especial com 20.000 lâmpadas por 5 minutos a cada virada de hora é só dar uma olhadinha no vídeo no nosso canal do youtube: https://youtu.be/U5Rhx8lSsv4

A Poderosíssima Torre Eiffel!!!

Completamente encantados com Paris Iluminada voltamos para o hotel para descansar porque amanhã tem muito mais!

Roteiro do Terceiro Dia – City Tour / Torre Eiffel/ Museu do Louvre / Bateaux Mouches

Começamos nosso dia fazendo um City Tour pela cidade que já estava incluso no pacote. Passamos pelo Arco do Triunfo e pela Champs Élysées (é muito bom ter a oportunidade de ver o contraste do roteiro durante o dia e a noite, e como são igualmente lindos!).

Seguimos até a Place de la Concorde (ou Praça da Concórdia), que é a maior praça de Paris e a segunda maior da França (ficando atrás apenas da Praça dos Quinconces que conhecemos em Bordeaux). Ela já foi cenário de momentos importantes da história francesa, mas sem dúvida um dos mais marcantes foi a instalação da guilhotina, responsável pela execução de Luís XVI e sua esposa Maria Antonieta, Robespierre, entre outros. Ficou conhecida nesse período como Praça da Revolução, passando a ter o nome de Praça da Concórdia em 1795, depois Praça Luís XVI em 1826 e voltando a ser chamada de Praça da Concórdia em 1830. Em 1833 recebeu o Obelisco de Luxor, um obelisco egípcio de 23 m de altura e 230 toneladas que marcava a entrada do Templo de Luxor, e é decorado com hieróglifos de Ramsés II, que foi oferecido a França pelo vice-rei do Egito Mehmit Ali em agradecimento ao trabalho do francês Jean-François  Champollion na tradução dos hieróglifos egípcios.

A Praça da Concórdia também abriga duas fontes do arquiteto Jacques Ignace Hittorf: a Fonte dos Mares (Fontaine des Mers)  e a Fonte dos Rios (Fontaine des Fleuves) que foram inauguradas em 1840, celebrando a navegação fluvial e marítima.

Fonte da Praça da Concórdia

Dali seguimos para o Palácio dos Inválidos (ou Hotel National des Invalides), um monumento que foi construído em 1670 por ordem do Rei Luís XIV para abrigar os soldados que voltavam da guerra mutilados e não tinham para onde ir. Atualmente mantém essa finalidade, acrescido do Museu dos Inválidos ou Museu do Exército (Musée de l’Armée), da necrópole militar (Panteão Militar), onde está sepultado Napoleão Bonaparte e da Capela dos Inválidos (ou Cathédrale de Saint-Louis des Invalides). O sarcófago com as cinzas de Napoleão está numa cripta sob a cúpula dessa Capela. Mais informações estão no site: www.musee-armee.fr/accueil.html.

Palácio dos Inválidos

Também passamos pelo Panteão de Paris, que foi idealizado em 1764 sob as ordens de Luís XV para ser uma igreja em homenagem à Santa Genoveva (por ter se curado de uma grave doença), porém quando da finalização das obras em 1790, o monumento, por pressão dos revolucionários burgueses, tornou-se o Panteão Nacional para abrigar os túmulos de grandes nomes da França, como o dos escritores Alexandre Dumas (autor de “Os Três Mosqueteiros”, “O Conde de Monte Cristo”, entre outros) e Victor Hugo (autor de “Os Miseráveis” e “Notre-Dame de Paris” ou “O Corcunda de Notre Dame”) e dos filósofos como Voltaire, Rousseau, entre outros. Mais detalhes estão no site: www.paris-pantheon.fr.

Se você tiver um tempinho, bem perto do Panteão de Paris fica o Jardim de Luxemburgo, um dos maiores parques públicos de Paris, com mais de 22 hectares. Além de desfrutar do verde, das flores, das belas esculturas pelas parque, você pode se encantar com a beleza do Palácio de Luxemburgo, que é a sede do Senado Francês. No site tem até uma visita virtual para você já ir se familiarizando com o ambiente (www.senat.fr/visite/visite_virtuelle/uk/index.html). Mais informações do jardim estão na página: www.senat.fr/visite/jardin/index.html.

Paris também é famosa por suas pontes, entre elas a Ponte Alexandre III, que é uma das mais bonitas, foi construída entre 1896 e 1900 e recebeu esse nome para homenagear o Czar Alexandre III (responsável por concluir a aliança Franco-Russa em 1892). A ponte é considerada um monumento histórico, devido a sua beleza, foi feita em arco, mesclando o estilo Beaux-Arts (que mistura influências greco-romanas com renascentistas) em suas esculturas de ninfas, cavalos alados, leões, entre outros e o estilo Art Noveau (ou Arte Nova) em seus postes de iluminação. Ela atravessa o Rio Sena e liga o bairro dos Campos Elísios ao Palácio dos Inválidos. Eu fiquei encantada por essa ponte, veja só o capricho de uma de suas colunas ao lado…

A beleza da Ponte Alexandre III

Agora um dos momentos mais esperados da viagem: conhecer de perto a Torre Eiffel, já tivemos um primeiro contato ontem à noite, que com certeza foi inesquecível, mas sua vista durante o dia também merece destaque! A famosa Torre Eiffel é uma torre treliça de ferro com mais de 300 m de altura (324 m normalmente, chegando a 339 m no verão por conta da dilatação), que fica no Campo de Marte. Ela foi projetada pelo engenheiro Gustave Eiffel (daí seu nome) para ser o arco se entrada da Exposição Universal de 1889, em comemoração ao centenário da Revolução Francesa, e para ficar lá por apenas 20 anos. Porém quando esse prazo estava acabando, percebeu-se que ela seria muito útil como antena de transmissão de rádio, então passou a ter essa função e atualmente também serve como antena de TV (da TNT), e o complexo da Torre ainda conta com lojinhas e restaurantes. É o símbolo de Paris e um dos monumentos mais visitados no mundo e a vista que oferece é realmente encantadora!!!

A Famosa Torre Eiffel

No nosso City Tour estava incluso somente sua vista. Mas compramos pelo site (com antecedência, porque se for comprar na hora, na bilheteria, a fila é gigantesca) os ingressos para subir na Torre (www.toureiffel.paris/fr). Entretanto, se você for comprar pela internet tem que se programar direitinho porque os ingressos são vendidos com o horário específico da visita (e não só o dia), então você tem que ter certeza que estará lá na hora da visita. No nosso caso deu certinho!!! Ah! Você pode escolher se quer subir todos os três pisos e também se quer elevador ou escada para o 2° piso (para o 1° é só escada, para o 2° tem a opção de elevador e escada e para o 3° o acesso é só por elevador). Vale muitíssimo a pena subir até o 3° piso, a vista é apaixonante!!! Mas cuidado com óculos, chapéus e seus pertences porque venta muito.

Vista do Rio Sena do 2º Piso da Torre Eiffel
Campo de Marte visto da Torre Eiffel
Vista do 3º Piso da Torre Eiffel

Se encantou com as imagens, não foi? Eu não tenho palavras pra descrever a emoção que senti!!! Foi realmente mágico!!!

Ah! Eu não podia deixar de te contar o que aconteceu com minha mãe (que tem um certo medo de altura), falei pra ela que tinha comprado os ingressos para subir até o 3° piso da Torre, ela ficou tranquila pensando que o 3° piso seria o 3° andar, mas quando chegamos lá, no 2° piso ela já queria descer, achando que o passeio tinha acabado por ali: “Aqui não é o 3° andar?”, eu disse que não: “Aqui é o 2° piso e nós vamos lá no topo, no 3° piso e não 3° andar”. O coraçãozinho dela disparou, mas ela foi super corajosa, venceu o medo, subiu até o 3° piso e ficou encantadíssima com a vista de Paris aos 276 m de altura. Ficamos muito orgulhosos dela!!! Dá uma olhadinha nesse vídeo pra sentir um pouquinho da descida da Torre: https://youtu.be/havKNCHYKJs

Família no 3º Piso da Torre Eiffel
Dá só uma olhadinha na base da Torre Eiffel

Saímos da Torre Eiffel apressados em direção ao Museu do Louvre (ou Musée du Louvre), porque nossos ingressos também foram comprados pelo site oficial (www.louvre.fr) com antecedência e com horário. Mas graças a Deus chegamos a tempo para adentrar nesse universo de arte!

Museu do Louvre

O Museu do Louvre é considerado o maior museu de arte do mundo e também o mais visitado, ocupando uma área de quase 73 mil m² e onde originalmente ficava o Palácio do Louvre, que já foi fortaleza do século XII ao XIII e no século XVI passou a ser residência real e no século seguinte (quando Luís XIV mudou-se para o Palácio de Versalhes) passou a ser utilizado para expor a coleção de arte da realeza, sendo declarado oficialmente como museu em 1793, precisou ser fechado para reformas entre 1796 a 1801, mas a partir daí seu acervo só cresceu, contando com mais de 380 mil itens e a exposição permanente passa de 35 mil obras, desde a pré-história até  a atualidade. O Museu possui três entradas: pela pirâmide (onde entramos), pelo Carrousel Du Louvre (que é um shopping que fica no subsolo do museu) e pela Rue de Rivoli (rua lateral ao Louvre). Seu formato é em “U” e é divido em três alas: Richelieu, Denon e Sully e cada uma delas tem cinco andares: subsolo (hall), mezanino (-1), térreo (0), 1° andar (1) e 2° andar (2).

Embaixo da Pirâmide do Louvre com a Obra “Trono” de Kohei Nawa

Para ajudar a aproveitar mais sua visita, você pode baixar o mapa do museu no site e também o aplicativo com o audioguia no seu celular, ou então alugar um audioguia lá na hora da visita. E mais uma dica é que você monte um roteiro escolhendo as obras que quer ver, dividindo-as por ala, para já visitar tudo o que quer naquela ala e assim por diante. Usei esse método e deu certo pra ver tudo o que eu tinha escolhido. Com certeza queria mais tempo para apreciar toda a riqueza cultural que o museu tem a oferecer, mas fica para uma próxima visita. Agora te convido a embarcar comigo nesse passeio pelo Louvre, conhecendo algumas das principais obras que visitei (tive que selecionar bem o que postar para não te cansar, porque foram tantas fotos…).

Psique Reanimada pelo Beijo de Eros

Começamos pela Ala Denon  (no térreo), onde vimos “Psique Reanimada pelo Beijo de Eros/Amor, uma obra de Antonio Canova, feita entre 1787 e 1793 em estilo neoclássico. Depois no patamar da escada para o 1° andar, a incrível: “Victória de Samotracia”, uma escultura de 190 a.C., cujos fragmentos foram encontrados no alto de uma colina em 1863 na Ilha de Samotrácia, faltando a cabeça e os braços, mas com asas e uma túnica esvoaçante, é a Deusa da Vitória Nice. A estátua está num pedestal em forma de proa de barco, representando a vitória naval.

Com a Victória de Samotrácia

Ainda no 1° andar da Ala Denon, na sala 711, fomos visitar a “Mona Lisa”, (La Gioconda) de Leonardo da Vinci (pintada entre 1503 e 1506, em Florença na Itália), um dos quadros mais famosos do mundo, mede 77 cm de altura por 53 cm de largura, o que acaba sendo uma surpresa para quem espera um quadro gigantesco, e mesmo protegido por um vidro e só podendo ser visto a uma certa distância, é realmente encantador e ao mesmo tempo enigmático o sorriso da Mona Lisa e a curiosidade de quem seria ela…

Nessa mesma sala, em frente à Mona Lisa, está “As Bodas de Caná”, de Paolo Veronese, um dos maiores quadros do museu (677 cm x 994 cm), ocupando a parede inteira e representando o milagre de Jesus de transformar água em vinho. Com certeza, merece uma pausa para observação!

As Bodas de Caná

Também no 1° andar da Ala Denon (sala 700), contemplamos “A Liberdade Guiando o Povo”, de Eugène Delacroix, em comemoração à Revolução de Julho de 1830 com a queda do Rei Carlos X, é um quadro forte, muito simbólico, com uma mulher com a bandeira da Revolução Francesa, guiando o povo sobre uma barricada de cadáveres derrotados. E o menino com a pistola para o alto pode ter inspirado o personagem Gavroche de “Os Miseráveis” de Victor Hugo.

No 1° andar da Ala Denon, também apreciamos “A Coroação de Napoleão”, de Jacques Louis David, pintado em 1807 para retratar o momento da coroação de Napoleão I como Imperador da França na Catedral de Notre-Dame em 1804. É um quadro enorme, medindo cerca de 10 m x 6 m!

A Coração de Napoleão

Agora seguimos para a  Ala Sully, no Mezanino (-1), onde fica o Louvre Medieval, que são as estruturas preservadas de quando o Louvre era uma fortaleza. Foi muito interessante conhecer essa parte e saber um pouco mais da sua história.

No Louvre Medieval

Continuando no Mezanino da Ala Sully, visitamos a “Grande Esfinge de Tânis”, que é a maior esfinge fora do Egito, com mais de 4000 anos, tem uma altura de 1,83 m por 4,80 m de comprimento e 1,54 m de diâmetro. Ela pesa mais de 24 toneladas e se apresenta na forma de corpo de leão com cabeça de faraó.

Também na Ala Sully, no térreo (0), encontramos a “Vênus de Milo”, uma das obras mais procuradas pelos visitantes do museu e uma das estátuas mais famosas da antiguidade grega. Ela foi encontrada em 1820 na Ilha de Milo, sem braços e com as pernas cobertas por um pano. Houve uma divergência se o nome deveria ser “Vênus” (deusa romana do Amor) ou “Afrodite” (deusa grega do amor) por ser uma estátua grega, mas prevaleceu “Vênus”. A estátua é feita em mármore e mede mais de 2 metros de altura e foi esculpida aproximadamente entre 130 a 100 a.C.

No térreo da Ala Sully, na Sala das Cariátides, também contemplamos a “Diana de Versalhes” ou “Diana Caçadoraou ainda “Ártemis com a serva”, é uma das estátuas da época da antiguidade mais conservada. É uma escultura romana em mármore datada do século II, porém acredita-se que seja uma cópia de uma estátua grega em bronze do século IV a.C. Ela recebeu o nome de “Versalhes” porque Luís XIV a utilizou para decorar a Galeria dos Espelhos Palácio de Versalhes (atualmente existe uma cópia lá).

Nessa mesma Sala das Cariátides, onde estão obras romanas inspiradas em estátuas gregas, encontramos “Hermes atando as sandálias”, que chama a atenção pela sutileza dos detalhes e perfeição na representação do corpo.

Hermes Atando as Sandálias

Nos dirigimos agora para a Ala Richelieu, no mezanino (-1), próximo às escadas, no Pátio Marly, onde estão “Os Cavalos de Marly”, do escultor Guillaume Coustou, mostrando o homem tentando domar o cavalo, representando a luta do homem contra a a natureza. Eles foram instalados no Parque de Marly em 1745 e depois com a Revolução Francesa, em 1793, foram para a entrada da Champs Élysées na Praça da Concórdia e ali ficaram até 1985, quando vieram para o Louvre. O estilo é barroco francês, bem naturalista e rico em detalhes.

Também no mezanino da Ala Richelieu, no Pátio Puget, fica a obra “Four Captives” ou “Four Defeasted Nations”, que representam quatro nações: Espanha, Império Romano, Holanda e Brandenburgo, e suas reações à captura ou cativeiro: revolta, esperança, resignação e mágoa.

No térreo da Ala Richelieu, encontramos o famoso “Código de Hamurabi”, um monolito de mais de 2 m de altura onde estão talhadas 282 leis (dentre elas, a Lei do Talião: “olho por olho, dente por dente”). É o código de leis mais antigo do mundo, escrito pelo Rei Hamurabi da Mesopotâmia, no século XVIII a.C. No seu topo está a representação de um rei e uma divindade.

Ainda na Ala Richelieu, no 1° andar (1), conhecemos os  “Apartamentos de Napoleão III”, embora tenha esse nome, o Imperador Napoleão III (sobrinho de Napoleão Bonaparte) não chegou a morar aqui (quem morou de fato foram os Ministros de Estado), mas recebeu essa nomenclatura pelo estilo luxuoso que apresenta.

Os Apartamentos de Napoleão III
Um luxo só…

Maravilhados com essa exuberância, deixamos o Louvre porque ainda temos outro passeio. Mas se você tiver um tempinho sobrando, além de aproveitar mais o museu, pode visitar o Jardim das Tulherias (ou Jardin des Tuileries), que fica em frente ao Louvre. Esse jardim foi criado no século XVI inicialmente em estilo italiano e depois, no século XVIII, foi reformado para o estilo francês (formal e simétrico) pelo arquiteto André Le Nôtre (o mesmo do jardim do Palácio de Versalhes). Ele é repleto de fontes, esculturas e muito verde e recebeu esse nome por conta das fábricas de telhas (tuiles) que ficavam ao redor e também deram nome ao Palácio das Tulherias (da Rainha Catarina de Médicis), que hoje não existe mais. É nesse jardim que está localizado o Musée de L’Orangerie, que conta com um rico acervo de obras impressionistas, como “Les Nymphéas” (ou “Nenúfares”) de Monet, entre outras. Mais informações do jardim estão no site: www.parisinfo.com/musee-monument-paris/71304/Jardin-des-Tuileries.

Entrada do Jardim das Tulherias ao fundo

O passeio que vamos fazer agora também já havíamos comprado pela internet para ganhar tempo, é o Passeio de Barco pelo Rio Sena e Jantar no Bateaux-Mouches. E já que vamos fazer esse passeio, vou te contar uma curiosidade sobre o Rio Sena: na década de 1960, ele era considerado um rio quase morto devido a sua poluição, mas foi feito um trabalho sério de recuperação progressiva, permitindo que ele seja navegável e tenha até peixes hoje em dia. Bem que esse exemplo poderia ser seguido para recuperar o Rio Tietê em São Paulo. Vamos torcer!!!

Rio Sena

E também foi por causa do Rio Sena que surgiu o nome da cidade “Paris”. Diz a lenda que a tribo celta “Parisi” ou “Parísios” estava navegando por esse rio e encontrou uma ilha, onde resolveu se fixar, formando a cidade de Lutécia e quando os romanos conquistaram essa ilha e começaram a expansão deram o nome de “Lutecia Parisi” por conta de seus habitantes, e o nome foi se modificando até chegar a “Paris”. Essa ilha é a Île de la Cité, onde fica a catedral de Notre Dame.

Agora vamos embarcar no Bateaux Mouches e navegar por esse rio maravilhoso. Ah! Durante o passeio observamos que os franceses costumam fazer piquenique nas suas margens e o melhor de tudo: recolhem todo o lixo. Não vi nada jogado no rio. Que educação e consciência ambiental. Estão de Parabéns!!!

Patos se divertindo no Rio Sena

Com certeza é um passeio imperdível, você pode escolher em fazer só o tour ou incluir as refeições também. O importante é poder apreciar os principais pontos turísticos de Paris de um outro ponto de vista: navegando pelo Rio Sena. O barco sai da Ponte de l’Alma e vai passando pelo Louvre, Museu de Orsay, Ilha da Cidade (Île de la Cité), Catedral de Notre Dame e a incrível vista da Torre Eiffel do barco. Mesmo que você opte pelas refeições, enquanto se delicia com a culinária francesa pode apreciar a vista e quando terminar ou sempre que quiser pode subir para a proa para ver mais de perto.

Passeio de Bateaux-Mouches

Não se preocupe em não saber o que vai comer por não entender francês, porque tem o cardápio em português. E quando você compra o passeio com refeição é um valor fixo, incluindo entrada, prato principal e sobremesa, mais uma garrafa de vinho ou água para duas pessoas ou um refrigerante por pessoa, e também um café ou chá. Eu fiquei mega feliz porque eles oferecem opção vegetariana. O passeio sem jantar custa a partir de 14€ (adulto) e com o jantar, a partir de 75€ por pessoa. E tem também as opções de almoço e brunch. Mais detalhes estão no site: www.bateaux-mouches.fr/pt/restaurante. Dá só uma olhadinha nos pratos e me diz se não dá água na boca…

Jantar em família no Bateaux-Mouches
Sopa fria de Abobrinha ao Leite de Coco – Um brinde no Bateaux- Mouches – Risoto de Massa de Trigo Sarraceno

O valor é um pouco salgado quando fazemos a conversão para o real, mas a experiência é tão mágica e os momentos vividos ali são tão inesquecíveis que vale a pena economizar e se dar esse presente. Escolhemos o jantar das 18h com o percurso de 1h15 para pegarmos o final da tarde, mas tem opções mais tarde, que parte às 20h30 com 2h15 de duração. Tem até a opção de um jantar especial com pedido de casamento. Já imaginou que declaração de amor um pedido assim?

E olha que incrível os pontos turísticos de Paris vistos do Bateaux-Mouches…

Catedral de Notre-Dame vista do Bateaux-Mouches

Com essa vista maravilhosa e inesquecível de Paris voltamos para o Hotel para descansar e nos preparar para o roteiro de amanhã que também será puxado.

Torre Eiffel vista do Bateaux-Mouches

Roteiro do Quarto Dia – Palácio de Versalhes / Catedral de Notre Dame

Acordamos cedo e fomos para o Palácio de Versalhes, que fica a cerca de 30 km de Paris, fechamos o pacote com o nosso receptivo que é a Special Tours (78€ por pessoa), mas é possível ir de trem também. O Palácio de Versalhes é um dos maiores do mundo e uma luxuosa construção (símbolo da monarquia francesa), foi idealizado por Luís XIV, serviu de residência real desde 1682 até 1789 (por causa da Revolução Francesa) e foi transformado em museu em 1837.

Portão do Palácio de Versalhes

Tão lindo quanto o Palácio em si (que vou falar daqui a pouco), é o seu famoso jardim: o Jardim de Versalhes. Logo na chegada, o portão dourado do Palácio já te cativa, e a medida que você vai entrando nos jardins é impossível não se encantar com a perfeição e a beleza daquele lugar. O projeto do jardim foi do arquiteto e paisagista André Le Nôtre, que apostou na simetria e no uso da luz solar nos canteiros ou parterres (que parecem bordados), fontes e canais. Foi desenvolvido um grande projeto de engenharia hidráulica para ter água suficiente para abastecer essas fontes.

Bem-vindos ao magnífico Jardim de Versalhes
Jardim das Flores em Versalhes
Aquele abraço… (by fotógrafo Almir)
Escultura: “Amour porté par un Sphinx” de Nicolas Duval, Jacques Houzeau e Louis Lerambert

O Complexo do Palácio de Versalhes também abriga o Grand Trianon (um lugar mais reservado e sem tantas formalidades quanto o Palácio) e o Petit Trianon (que era o Palacete da Rainha Maria Antonieta), nos jardins desse fica o Petit Hameau ou Le Hameau de La Reine (A vila ou aldeia da Rainha), uma espécie de quinta ou fazenda. Entre os Jardins do Palácio, podemos citar o Laranjal, o  Jardim das Flores e a maravilhosa Bacia e Solo de Latone, e também a Bacia de Apolo e o Grande Canal, que são belíssimos. É possível ir caminhando ou alugar uma espécie de “carrinho de golfe” para percorrer todo o jardim. E toda essa exuberância do jardim era para demonstrar o poder do rei e seu controle, inclusive sobre a natureza.

O Laranjal
Bacia e Solo de Latone

Agora vamos explorar o interior do Palácio de Versalhes, que foi construído onde era o pavilhão de caça de Luís XIII e se transformou num  dos maiores palácios do mundo com quase 64 mil m², que abrigam 700 quartos, 2153 janelas, 800 hectares de parque, entre outros números. O projeto do Palácio foi do arquiteto Louis Le Vau e após sua morte, quem assumiu foi Jules Hardouin-Mansart.

A imponência do Palácio de Versalhes

O Palácio é dividido em várias salas que levam o nome dos deuses, como a Sala de Hércules, Vênus, Diana, Apolo, Mercúrio, entre outros. Também tem a Capela e os apartamentos do Rei e da Rainha e a sala mais famosa do palácio: a Galeria dos Espelhos, que começou a ser construída em 1678 e terminou em 1686, medindo 73 m de comprimento por 10,50 m de largura e 12,30 m de altura e conta com mais de 300 espelhos, lustres magníficos e várias pinturas retratando eventos marcantes da vida de Luís XIV.

Na Galeria dos Espelhos

A Galeria dos Espelhos também abriga a réplica da estátua “Diana de Versalhes”, que vimos no Museu do Louvre. Essa galeria era o caminho de passagem do Rei de seus aposentos até a Capela Real, depois foi usada para recepções, casamentos reais e outros grandes eventos, como a assinatura do Tratado de Versalhes que pôs fim à Primeira Guerra Mundial.

A Capela Real de Versalhes

Não podia deixar de te mostrar a Foto de Luís XIV, o famoso “Rei Sol” ou “O Grande”, que reinou a França por 72 anos (de 1643 até 1715 – considerado o maior reinado do planeta), tornando-se o ícone da monarquia francesa. Ele escolheu o sol como símbolo porque é o astro que dá vida e também representa a ordem e a regularidade. E foi ele quem disse a frase “O Estado sou eu” (“L’État c’est moi”).

Iluminados pelo Palácio de Versalhes, voltamos para Paris. Quem nos acompanhou nessa incrível jornada foram a Guia Beatriz, o Guia Fabrice e o Motorista Fran. Pessoas excepcionais e profissionais incríveis que merecem todo nosso carinho e gratidão!!!!

A excursão nos deixou no Louvre, que é considerado o centro de Paris (1° arrondissement). Passeamos pela Rue de Rivoli (que fica ao lado do museu) e aproveitamos para comprar algumas lembrancinhas (tem muitas opções e os preços são bons). Dali fomos caminhando até a Catedral de Notre Dame, que foi construída entre 1163 e 1350 em estilo gótico e foi eternizada por Victor Hugo no romance “Notre Dame de Paris” ou “ O Corcunda de Notre Dame” (que também virou filme da Disney).

A Catedral de Notre Dame fica na Ilha da Cidade (Île de la Cité), é banhada pelo Rio Sena e dedicada à Virgem Maria (Nossa Senhora). O local onde foi construída já serviu de palco para cerimônias celtas e também um templo romano em homenagem a Júpiter e uma igreja cristã (a Basílica de Saint-Etienne no século VI). Notre Dame sofreu várias alterações nos séculos XVII e XVIII e passou por um processo de restauração no século XIX. Entre os fatos importantes realizados na Catedral, podemos citar a Coroação de Napoleão Bonaparte e a beatificação de Joana D’Arc. A visitação à Igreja é gratuita, porém a fila é enorme (não conseguimos ficar para entrar), mas se você puder reservar um tempinho vale a pena porque é belíssima e já está no meu roteiro para a próxima viagem a Paris. Também é possível visitar as torres e a cripta (essas são cobradas: 8,50€). São duas torres de 69 m de altura e quase 400 degraus para chegar ao topo. Mais informações estão no site: www.notredamedeparis.fr

A lendária Catedral de Notre Dame

Se você tiver mais um dia em Paris vale incluir no seu roteiro a visita à Sainte-Chapelle, que é uma capela em estilo gótico, bem pertinho da Catedral de Notre Dame, que foi construída no século XIII, por ordem de Luís IX para abrigar a coroa de espinhos de Jesus (relíquia que foi transferida para a Catedral de Notre Dame desde 1897, sendo conservada dentro de um tubo de cristal e ouro e que é apresentada aos fiéis na Sexta-feira Santa e na 1° sexta do mês em horários específicos). A Capela chama a atenção pelo tamanho e beleza dos seus vitrais. Os ingressos para a visitação custam a partir de 10€ e mais informações estão no site: www.sainte-chapelle.fr.

Falando em igreja, merece uma visita a Sacre Coeur (ou Basílica do Sagrado Coração), que fica no topo de uma colina no bairro de Montmartre, que possibilita uma vista linda da cidade. Sua construção começou em 1875 e foi até 1914, feita em estilo barroco e bizantino, utilizando muito mármore, por isso sua coloração é tão branca. No site é possível fazer uma visita virtual: www.sacre-coeur-montmartre.com/english/visit-and-audio-guide/article/panoramic-virtual-tour-of . A visitação presencial é gratuita e a Igreja fica aberta das 6h às 22h30.

Se você gosta de museu, vale a pena visitar o Musée D’Orsay (ou Museu de Orsay), que fica bem perto do Museu do Louvre (do outro lado do Rio Sena) e foi inaugurado em 1986 onde ficava uma antiga estação ferroviária, que havia sido construída para a Exposição Universal de 1900. O Museu conta com um acervo muito rico, com obras de Monet, Manet, Van Gogh, Renoir entre outros grandes nomes. Os ingressos custam 14€ e mais detalhes estão no site: www.musee-orsay.fr/pt/informacao.

Museu D’Orsay visto do Bateaux-Mouches

Outro lugar que também oferece uma vista linda de Paris é a Torre Montparnasse, que é um dos pontos mais altos da cidade, com 210 m de altura, 59 andares e uma vista de 360° capital francesa.  Os ingressos custam 18€ e mais detalhes estão no site: www.tourmontparnasse56.com/fr. Esse passeio é muito procurado por ser considerado uma das melhores vistas da Torre Eiffel.

Eu acabei não tendo tempo de conhecer (vai ficar para a próxima visita a Paris), mas se você puder ou tiver curiosidade, pode dar um pulinho nas famosas Galeries Lafayette e Printemps, que são grandes lojas de departamento e ficam bem próximas à Ópera Garnier.

 Ah! Uma última dica de Paris: não deixe de provar o famoso “Macaron”, um doce típico francês crocante por fora e muito macio por dentro, que pode ser encontrado em diversos sabores e recheios.

E como tudo que é bom dura pouco, chegou a hora de voltar para o hotel e arrumar as malas para amanhã bem cedo pegar o voo de retorno para o Brasil, com muitas experiências e momentos inesquecíveis na bagagem!!!

Me despeço de Paris com essa vista linda da Torre Eiffel e te convido a me acompanhar nas próximas jornadas aqui no blog. Até breve!!!

Je t’aime, Paris!!! À bientôt!!!

A Bela Espanha

Depois das grandes experiências vividas em Portugal é hora de seguir nossa viagem pela Europa. Te convido a conhecer e a percorrer comigo os caminhos da Bela Espanha. Vamos?

Roteiro do Primeiro Dia – Salamanca / Madri: Noite na Joy Eslava

Nosso tour pela Espanha iniciou-se em Salamanca, que fica a aproximadamente 350 km de distância do Porto (local onde estávamos em Portugal– mas se você ainda não viu e quer saber como foi essa primeira parte da viagem é só dar uma olhadinha na postagem: https://cadaviagemumabagagem.com/as-bagagens-de-portugal/). Voltando a falar de Salamanca, ela teve início como uma aldeia na colina de São Vicente sobre o Rio Tormes há cerca de 2.700 anos. Passou por várias dominações, períodos de auge e decadência, mas foi a partir do século XVI que se tornou a cidade renascentista mais importante da Península Ibérica, com grande desenvolvimento do comércio, dos latifúndios e da produção de lã.  A Universidade de Salamanca também alcançou seu esplendor, atraindo estudantes de diversas regiões e religiões. Foi nessa época que as construções aumentaram significativamente, com palácios, conventos e até a Catedral Nova (a Catedral Velha havia sido construída no século XI) e o estilo arquitetônico predominante era o plateresco (que se refere à platería, ou seja, o mesmo trabalho ornamental e detalhado de artesãos com a prata, além de misturar estilos como o românico, gótico, renascentista e também muçulmano).

Esse auge cultural durou até o século XVII e ficou conhecido como o “Século do Ouro” das letras espanholas, onde se destacaram grandes nomes como Miguel de Cervantes (autor do clássico “Dom Quixote”), Frei Luis de León (poeta, teólogo e agostiniano que foi homenageado com uma estátua perto do Pátio das “Escuelas Menores” da Universidade de Salamanca), Calderón de La Barca (poeta e dramaturgo, autor de“A Vida é Sonho”) e Lope de Vega (poeta e dramaturgo, fundador da comédia espanhola e autor de “La Arcadia”) entre outros.  Mas depois disso, Salamanca passou por períodos difíceis durante a Guerra da Independência e a Guerra Civil Espanhola e só voltou a prosperar com a democracia e em 1988 foi declarada como Cidade Patrimônio da Humanidade pela Unesco. E para conhecer mais sobre Salamanca é só dar uma olhadinha no site: www.salamanca.es/pt

Frei Luis de León

Ao entrar na cidade, a admiração é imediata, os olhos são atraídos para aquela arquitetura deslumbrante!!!

Vitrais e Fonte do Museu de Arte Nova

Nosso primeiro encantamento foi com a Catedral Nova (ou Catedral Nueva), que fica ligada à Catedral Velha (ou Catedral Vieja). A riqueza de detalhes da sua fachada realmente impressiona pela perfeição. Vale a pena parar por alguns minutos para observar e tentar encontrar o astronauta, sapos e outros símbolos ali presentes. O interior também é exuberante, misturando os estilos gótico, barroco e renascentista. O bilhete de entrada custa 6 € por pessoa (maiores de 65 anos pagam 5 €) e dá direito à visita guiada às duas catedrais, com duração de aproximadamente 45 minutos. Mais detalhes sobre a Catedral de Salamanca estão no site: http://catedralsalamanca.org/

Em frente à Catedral Nova fica a Praça ou Jardim da Catedral, que é deslumbrante, tudo tão bem cuidado e com cores tão harmoniosas que parece uma pintura. Tenho certeza que você vai garantir belíssimas fotos nesse jardim.

Quem nos acompanhou nesse passeio foi o Guia Guillermo (o mesmo de Portugal) e que vai conosco até Madri. Sempre com sua gentileza e paciência! Um excelente profissional!!!

Com o Guia Guillermo!!!

Outro ponto turístico de Salamanca que merece destaque é a Plaza Mayor (ou Praça Maior), a principal praça da cidade. Construída no século XVIII em estilo barroco é o point dali, com vários restaurantes, bares, cafeterias e por onde circulam turistas, moradores e estudantes. É bem parecida com a Plaza Mayor de Madri, inclusive em seu aspecto“retangular”, bem diferente das praças que estamos acostumados aqui no Brasil. Vale a pena dar uma passadinha e/ou paradinha por lá.

Uma paradinha na Plaza Mayor de Salamanca

Com tantas opções de restaurantes e a fome batendo, paramos para degustar a culinária espanhola. Eu me apaixonei pela Tortilha Espanhola, uma espécie de omelete com batata (ótima opção vegetariana e que também estava presente todos os dias no café da manhã do hotel). Nesse restaurante ela foi servida numa baguete, mas normalmente vem sozinha. Minha irmã aproveitou para experimentar a Paeja Valenciana com frango e vagem – um prato espanhol bem tradicional – e bem acompanhado pela Sangria (bebida espanhola à base de vinho e frutas)! O almoço para os quatro ficou em torno de 50 €, incluindo a taxa de serviço que eles não cobram, mas costumamos deixar pelo bom atendimento.

Almoço em Família!!!!

Outro prato bem conhecido em Salamanca é o Hornazo, uma espécie de empanada recheada com lombo, presunto e outras iguarias locais. É vendido em padarias e custa cerca de 4 € cada, como não tem a opção vegetariana, eu não provei, mas minha família experimentou e aprovou.

Continuamos passeando pelas belas Ruas de Salamanca, suas praças bem cuidadas e conservadas e seus belos edifícios, como a Casa das Conchas,que tem esse nome por causa das várias conchas (aproximadamente 300) em sua fachada e que é o símbolo do Apóstolo Santiago. A Casa das Conchas foi construída entre 1493 e 1517, mesclando os estilos góticos e renascentistas, já foi um palácio da nobreza e hoje é uma biblioteca aberta à visitação pública e de forma gratuita. Seu pátio interno também chamado de Claustro Interior merece atenção por sua arquitetura e simbologia,como por exemplo, o leão representando o poder e a influência dos primeiros donos da casa. E diz a lenda que tem uma moeda de ouro escondida em uma das conchas da fachada porque na época em que foi construída era comum colocar moedas no cimento para atrair sorte. Só que até hoje ninguém teve autorização para quebrar as conchas em busca dessa moeda. E para saber mais informações dessa casa é só dar uma olhada no site: http://www.salamancaturistica.com/salamanca/momunentos_casadelasconchas.php

Outro cartão postal é a Fachada Histórica da Universidade de Salamanca (http://www.usal.es/historia). A Universidade foi fundada em 1218 por Alfonso IX de León e foi uma das principais universidades europeias e a única da Espanha que mantém suas atividades através dos séculos. Ela conta com um vasto patrimônio artístico e histórico.  A famosa “Fachada Histórica” em estilo barroco e plateresco fica no Edifício das Escolas Maiores, que também abriga a “Biblioteca General” (a mais antiga da Universidade) e diz a lenda que há uma “rana” (ou rã) esculpida nessa fachada e quem a encontra-la terá uma recompensa: se for aluno sempre terá notas boas nas provas e se for turista voltará a Salamanca (depois me conta se você encontrou). A visita ao Edifício das Escolas Maiores custa 10 € e também é possível fazer uma visita virtual à Universidade pelo site: http://www.usal.es/visita-virtual.

Fachada da Universidade de Salamanca

Em frente à essa fachada histórica fica o “Patio Chico”, onde está a estátua do Frei Luis de León (a foto dele que postei acima), na parede do lado esquerdo depois da estátua está escrito “Escuelas Menores” atravesse o portão, tem o Pátio das Escolas Menores e depois desse pátio fica uma sala onde está “El Cielo de Salamanca” –  um afresco lindíssimo do pintor espanhol  Fernando Gallego, representando as constelações zodiacais de Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Sagitário, também o Sol, Mercúrio, entre tantos outros símbolos. Vale muito a pena conhecer, a visitação é gratuita, mas não se pode tirar fotos. E para matar a sua curiosidade, encontrei um site que mostra e explica os detalhes dessa obra: http://www.arquitecturapopular.es/arquitectura-historica/civil/el-cielo-de-salamanca.htm  e também um vídeo no youtube postado pela própria Universidade que mostra o afresco: https://www.youtube.com/watch?v=6OnEfhlT7T8.

Pátio das Escolas Menores

Para enriquecer ainda mais a nossa visita, fomos conhecer a Ponte Romana, que foi construída sobre o Rio Tormes durante a conquista da cidade pelos romanos por volta do século I a.C. para facilitar a passagem entre Mérida e Astorga. É impressionante como está tão bem conservada até hoje!!

A Ponte Romana em perfeita conservação

Salamanca é repleta de prédios lindíssimos, mas um me chamou a atenção desde que cheguei pelos seus belos vitrais foi o da Casa Lis – Museo Art Nouveau y Art Déco (ou Museu de Arte Nova) o capricho com que é feito é um convite à visitação ao museu, que funciona de terça à domingo. Mais detalhes estão nosite: http://www.museocasalis.org/nuevaweb/

Nos despedimos de Salamanca e seguimos para Madri. Chegamos no início da noite no Hotel Santos Praga, que não fica no centro, porém tem bastante movimento no seu entorno, como lojas, restaurantes e até o Shopping Plaza Rio 2  (www.plazario2.com). Só deu tempo de jantar, tomar banho e nos aprontar para curtir a Noite de Madri.

Mesmo sendo uma segunda-feira fomos na Balada Joy Eslava (https://joy-eslava.com/)  que abre todos os dias e toca de tudo, desde música eletrônica, latina, até Mc Kevinho. Ela fica dentro do Teatro Eslava. A decoração é um charme e o ambiente é bem acolhedor. A entrada custa 15 € com direito a dois drinks para já entrar no clima da diversão!!!

Curtindo a Joy Eslava

Roteiro do Segundo Dia – City Tour / Toledo / Parque do Retiro / Rincón de La Cava / Plaza Mayor

Acordamos cedo para nosso City Tour por Madri, que já estava incluso no pacote de viagem. E quem vai nos acompanhar daqui até o final da viagem em Paris é a guia Beatriz (chamada carinhosamente de Bia) e o motorista de ônibus Fran. Pessoas extraordinárias, atenciosas e carismáticas!!! Se você tiver a oportunidade de fazer os passeios com eles, tenho certeza que terá essa mesma opinião!!!

Com o Fran e a Bia!!!

Começamos o passeio pela Porta de Toledo¸ que é uma das cinco principais Portas de Madri -monumentos marcantes da cidade e geralmente construídos em comemoração a algum feito ou personalidade. A Porta de Toledo, que fica na Praça de Toledo, é feita de granito e pedra e foi a última a ser construída no início do século XIX com projeto de Antonio Aguado em homenagem ao Rei Fernando VII para comemorar a independência espanhola da ocupação francesa.

Porta de Toledo

Outra porta que conhecemos foi a Porta de Alcalá (“Puerta de Alcalá”) e era uma das cinco portas que dava acesso à cidade de Madri. Idealizada por Francesco Sabatini, foi construída em 1778 por ordem do Rei Carlos III em estilo neoclássico e é a mais famosa das Portas de Madri, sendo considerada uma das 7 Maravilhas da cidade. Também é conhecida como o Primeiro Arco do Triunfo a ser construído na Europa desde a queda do Império Romano. Está localizada na Calle Alcalá, próximo à Fonte de Cibeles e ao Parque do Retiro.

A Maravilhosa Porta de Alcalá

Conhecemos também a Porta de Felipe IV, que está em uma das entradas de acesso ao Parque do Retiro, mas foi construída em 1680 para servir de arco para a passagem de Maria Luísa de Orleáns (a primeira esposa de Carlos III) e só em 1922 foi transferida para o local atual.

Porta de Felipe IV

Passamos pela Catedral de Almudena¸ cujo início de sua construção foi em 1883 e a finalização só em 1993, quando foi consagrada pelo Papa João Paulo II.

Dali, seguimos para a Puerta del Sol ou Porta do Sol que é um dos lugares mais visitados de Madri e onde está “El Kilómetro Cero” ou Marco Zero – ponto de início das estradas espanholas. Também onde está o luminoso do “Tio Pepe” (em homenagem aos 100 anos da garrafeira González Byass – produtora de  vinhos finos), a “Estátua Equestre de Carlos III” e do outro lado da rua, o edifício da Real Casa de Correios – lugar que abriga a torre do relógio, que faz a contagem regressiva para o Ano Novo. 

Porta do Sol

E é na Porta do Sol que fica a estátua “El Oso y el Madroño’ ou “O Urso e o Medronheiro”: que é o símbolo e está no escudo da Cidade de Madri (mas na verdade não é um “urso” e sim uma“ursa”).  A escultura de Antonio Navarro Santafé foi inaugurada em 10 de janeiro de 1967, é feita de bronze com o pedestal em pedra, tem aproximadamente 4 metros de altura e pesa cerca de 20 toneladas. Entre as várias hipóteses do motivo de ser esse o símbolo da cidade, tem-se que existiam muitos ursos na região desde a Idade Média ou que foi o urso abatido pelo Rei Alfonso XI de Castilla ou ainda que seria a Ursa Maior da Constelação. E o medronheiro seria por existir em abundância em Madri e também por servir como remédio para a peste e o urso ao comê-lo estaria protegido da doença.

Madri tem belíssimas fontes, uma delas é a “Fuente de Neptuno” ou Fonte de Netuno, em homenagem ao Rei do Mar e fica na Praça de Cánovas del Castillo (conhecida como Praça de Netuno). O projeto da fonte foi do arquiteto Ventura Rodríguez e a escultura iniciada por Juan Pascual de Mena e finalizada após sua morte por José Arias. Ela foi construída entre 1780 e 1784, em mármore branco, no estilo neoclássico e apresenta Netuno com seu tridente, sobre uma carruagem de concha puxada por dois cavalos marinhos. E é junto a essa fonte que os torcedores do Atlético de Madri comemoram suas conquistas.

Fonte de Netuno

Se você gosta de futebol, vale a pena dar uma passadinha pelo Estádio Santiago Bernabéu Estádio do Real Madrid, que foi inaugurado em 1947 e atualmente conta com uma capacidade de 81.044 expectadores. Ele recebeu esse nome em homenagem ao seu presidente. É possível fazer um tour pelo Estádio, mais detalhes estão no site: https://www.realmadrid.com/pt/estadio-santiago-bernabeu

Estádio do Real Madrid

Também passamos pela “Plaza de Toros” ou Praça de Touros que é uma referência cultural da cidade. É o lugar onde acontecem as touradas. Por não concordar com essa prática não fui visitar o local (a foto foi tirada de dentro do ônibus, quando estávamos passando por lá), mas não podia deixar de citar aqui caso você tenha interesse em conhecer pela beleza arquitetônica. Por coincidência no voo um dos filmes que assisti foi “O Touro Ferdinando”, uma animação que trata do tema das touradas, se puder, vale muito a pena assistir.

Outra fonte cartão postal de Madri é a “Fuente de Cibeles” ou Fonte de Cibeles, em homenagem à Deusa da Fertilidade e da Terra. Ela foi projetada pelo mesmo arquiteto da Fonte de Netuno (Ventura Rodríguez) e foi construída em 1782, em conjunto por: Francisco Gutiérrez (escultor da Deusa e das rodas do carro), Roberto Michel (responsável pelos leões, que representam personagens mitológicos), Miguel Ximénez (criador das partes decorativas) e Antonio Parera e Miguel Ángel Trilles (escultores dos cupidos). A fonte representa a Deusa Cibeles sobre um carro puxado por leões. Primeiramente serviu para o abastecimento de água e quando foi transferida para onde está atualmente (Praça de Cibeles – no cruzamento entre o Paseo del Prado e a Calle Alcalá) passou a ter finalidade decorativa. E é nessa praça que os torcedores do Real Madri celebram suas vitórias.

Fonte de Cibeles

A Fonte de Cibeles é cercada por importantes edifícios, como o Palácio de Buenavista (que é a sede do Quartel General do Exército), a Sede Central do Banco de Espanha, o Palácio de Linares (que hoje é a Casa de América) e o belíssimo  Palácio de Cibeles (também conhecido por seu nome anterior: Palácio das Comunicações ou Palacio de Telecomunicaciones). O projeto foi dos arquitetos: Antonio Palacios e Joaquín Otamendi e foi inaugurado em 1919 para ser a Sede Central de Correios e Telégrafos e em 2007, após reformas, passou a ser a Sede da Prefeitura de Madri. O edifício tem um mirante que proporciona uma bela vista da Fonte de Cibeles e também tem um centro cultural, cafeteria, restaurante, etc. Mais detalhes estão no site: https://www.centrocentro.org/centrocentro/la-sede

Palácio de Cibeles

Continuando nosso passeio, passamos agora pela Gran Vía, que estava em reforma em alguns trechos, mas deu pra perceber a importância dessa que é principal e mais famosa avenida de Madri. Ela vai da Calle de Alcalá até a Plaza de España e é repleta de importantes edifícios, lojas, restaurantes, bares, cinemas, teatros,etc. Já foi considerada a Broadway Espanhola. E o que é mais legal é que ela é movimentada tanto de dia quanto de noite.

Nossa próxima parada foi no Palacio Real de Madrid http://www.patrimonionacional.es/real-sitio/palacio-real-de-madrid) que já foi fortaleza medieval, destruído por incêndio, reconstruído e transformado em residência oficial dos reis da Espanha e mesmo mantendo essa função até hoje, não é o endereço da família real espanhola, é utilizado mais para eventos especiais. É o maior palácio real da Europa e é aberto à visitação diariamente. Para saber os horários é só conferir no site acima. E também é possível baixar o aplicativo do Palácio Real de Madri para ter acesso ao áudio-guia.

Palácio Real de Madrid

Em frente ao Palácio Real fica a Plaza de Oriente (Praça do Oriente) que foi idealizada pelo arquiteto Narciso Pascual y Colomer em 1844, por ordem do Rei Jose I. A praça é formada por belos jardins e esculturas, entre elas uma coleção de esculturas de reis espanhóis e do outro lado da praça fica o  Teatro Real de Madrid  (https://www.teatro-real.com/es/), cujo projeto foi do arquiteto Antonio López Aguado, foi inaugurado em 1850 com a ópera La Favorita de Gaetano Donizetti e é considerado a maior casa de ópera de Madri. É possível fazer uma visitação, mais detalhes estão no site: https://www.teatro-real.com/es/el-teatro/el-edificio/visitas

Nesse lugar encantador terminamos nosso City Tour em Madri e partimos em direção à cidade histórica de Toledo, que fica a cerca de 72 km de Madri. Como fomos em ônibus de excursão demoramos pouco mais de uma hora para chegarmos. Também é possível ir de trem saindo da estação Atocha em Madri (mais detalhes sobre horários e valores estão no site de RENFE: http://www.renfe.com/)  e depois pegar um ônibus da estação de trem de Toledo até o centro da cidade. Se preferir pode ir a pé mesmo, caminhando 1,3 km para chegar. Mas antes de chegarmos ao centro, passamos pelo Mirante da Cidade de Toledo.  Uma vista incrível da cidade, banhada pelo Rio Tejo (aquele mesmo de Portugal – esse rio é o mais extenso da Península Ibérica: nasce na Serra de Albarracín na Espanha e deságua no Oceano Atlântico em Lisboa).

Vista encantadora de Toledo!!!

Toledo sempre foi uma cidade muito importante por sua posição estratégica, em virtude do Rio Tejo, desde o início do Império Romano. Também foi uma grande fornecedora de armas da Idade Média, por ter um aço de alta liga e ser bem avançada tecnologicamente na forma de trabalha-lo para o armamento. Toledo chegou a ser capital do Império Espanhol no reinado de Carlos V até 1563 quando o Rei Fernando II transferir esse posto para Madri.

Com o seu estilo medieval e todo o charme de sua arquitetura, Toledo nos convida a mergulhar na História, com suas ruas estreitas, suas pontes (como a de Alcántara e a de San Martín), seus portais (a Porta de Alcantara, a Porta de Bisagra, a “Puerta del Sol” e a “Puerta del Cambrón”), suas Igrejas (como a Catedral, a dos Jesuítas, a de São Tomé e a Igreja do Salvador, por exemplo), suas Sinagogas (que antes eram 10 e agora são duas: a Santa Maria La Blanca e a Del Transito), suas Mesquitas (como a Cristo de La Luz), o Mosteiro de San Juan de Los Reyes, entre outros atrativos.

Ponte de Alcantara

Depois do Mirante, nossa próxima parada foi na loja e fábrica  “Damasquinado Suárez”, onde foi possível acompanhar o processo do “damasquinado”, que é uma técnica herdada dos muçulmanos que habitavam Toledo e consiste na incrustação de fios de ouro nos relevos do desenho das peças de metal (como ferro ou aço) que depois são colocadas em um líquido especial e submetidas a alta temperatura para destacara cor amarela do ouro no fundo negro que o metal adquire nesse processo.Realmente é um trabalho belíssimo. Para ver com mais detalhes como é feito, dê uma olhadinha no vídeo que postei na página do blog no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=oTZc-27sA8M&feature=youtu.be

Não resistimos aos pingentes em damasquinado…

Do ateliê fomos para a lojinha onde estão à venda as peças de damasquinado e também muitas espadas, já que Toledo é famosa pela qualidade do seu aço para as armas.

Agora sim seguimos para o Centro Histórico de Toledo, que foi declarado como Patrimônio Mundial pela Unesco em 1986 e a cidade é conhecida como “A Cidade das 3 Culturas: Cristã, Judaica e Islâmica, por proporcionar um convívio harmonioso entre elas. Bem no centrinho está a  Plaza de Zocodover ou a Praça Maior de Toledo, que é a principal praça da cidade, cercada de belos edifícios e restaurada, é também nessa praça (do outro lado da rua), que fica o  Arco de La Sangre (um portal árabe restaurado em 1945). Atravessando esse portal, chegamos até a Estátua de Miguel de Cervantes , autor espanhol do clássico “Dom Quixote”.

Plaza de Zocodover
Arco de La Sangre à Esquerda

E do lado do Arco de La Sangre fica a  Confiteria Santo Tomé, famosa pelo seu mazapan ou marzipã – um doce de amêndoas tradicional de Toledo. Vale a pena provar essa delícia!!!

Onde provamos os deliciosos marzipãs

Bem perto da Praça de Zocodover, subindo um pouco a rua, fica o Alcázar de Toledo, uma construção lindíssima que por estar no alto de uma colina pode ser avistada de longe. Ele já foi castelo, fortaleza, serviu como residência real quando Toledo era capital da Monarquia e mesmo quando a capital mudou para Madri, continuou com essa finalidade. Mas o Alcázar passou por maus momentos: foram três incêndios (durante a  Guerra de Sucessão, com a Guerra da Independência em 1810 e em 1882 enquanto abrigava a Academia General Militar) e também sofreu um “cerco” de 70 dias durante a Guerra Civil que quase o destruiu totalmente. Porém, passou por várias restaurações, serviu como fábrica de sedas e teares, depois foi Academia de Infantería e Academia General Militar, abrigou torres de telégrafo e hoje é o Museu do Exército e a Biblioteca de Castilla – La Mancha.  Mais detalhes sobre o acervo e visitação ao museu estão no site: http://www.museo.ejercito.es/visitas/.Inclusive está disponível a visita virtual em algumas de suas dependências: http://www.museo.ejercito.es/visitas/visita_virtual/

Enquanto esperávamos para visitar a Catedral, fomos passear pelas  Ruas de Toledo, e a sensação era de voltar no tempo, de estar num cenário de filme medieval… também aproveitamos para provar as famosas  “Tapas Espanholas” que são petiscos ou aperitivos servidos para acompanhar as bebidas. Há várias teorias para o nome“tapas”: era para “tapear” a fome entre um aperitivo e outro; ou para evitar acidentes entre carroceiros que saiam embriagados, os taberneiros serviam os aperitivos em um pratinho (tampa/tapa) sobre o copo da bebida e a pessoa só poderia beber depois de comer. Outra lenda diz que esta “tampa” ou “tapa” era usada para cobrir as taças de vinho para evitar moscas e sempre vinham com pedaços de pão ou outro aperitivo para acompanhar a bebida, entre tantas outras histórias. O importante é que vale a pena “Ir de tapas” como dizem os espanhóis.

Vamos de Tapas?

Agora chegou o momento de conhecer um dos pontos turísticos mais visitados de Toledo: a Catedral de Santa Maria ou Catedral Primada de Toledo. Seus números por si só já impressionam: são aproximadamente 120 m de comprimento por 60 m de largura com 5 naves, 88 colunas, 72 cúpulas, 8 capelas, o Coro, a Sacristia, o Claustro e a Torre.

A Catedral de Toledo foi construída sobre uma Mesquita, que tinha sido construída sobre a Catedral Visigótica, sempre como uma imposição de poder. A construção em estilo gótico com influência francesa começou em 1227 e durou mais de 250 anos. Está localizada na Plaza del Ayuntamento (Praça da Prefeitura). Sua torre chega a 90 m de altura, a Catedral conta com 6 portas: são três na fachada principal: a central que é a Porta do Perdão, a da esquerda que é a Porta da Torre (também chamada de Porta do Inferno por causa dos desenho que contém ou Porta das Palmas – por ser reservada para a Procissão de Domingo de Ramos) e a da direita que é a Porta do Juízo Final. Na lateral está a “Porta Llana” ou Porta Lisa (por onde é feito o acesso do público) e a Porta dos Leões ou Porta da Alegria (pelos detalhes da assunção da Virgem) e do lado oposto está a Porta do Relógio que foi a mais antiga das portas góticas.

Torre da Catedral de Toledo

 A Catedral é praticamente um museu de tantas obras-primas que abriga, entre elas o Ostensório, que está na Sala do Tesouro, pesa mais de 200 quilos,é feito em ouro, prata e pedras preciosas e só sai dessa sala em um carro especial para a Procissão de Corpus Christi, que é a festa mais tradicional da cidade.

Outra obra lindíssima é o Retábulo do Altar, que é composto por cinco andares com representações bíblicas feitas por vários artistas.

O Coro da Catedral fica em frente ao altar e é fechado. Antigamente só os membros da Igreja poderiam entrar nessa parte e os fiéis ficavam atrás, só ouvindo a missa, para reforçar a ideia de que era Deus falando através dos padres. E dentro do Coro fica a imagem da  “Virgem Branca”,  que apresenta Nossa Senhora sorrindo.

A Sacristia Mayor também é linda, o tetro foi pintado por Luca Giordano, a pintura do altar foi feita por El Greco (“El Expolio” de 1587) e tem quadros de Caravaggio e outros grandes pintores.

Outro lugar fascinante é “O Transparente”, que é uma abertura na parte de trás do Altar Maior para que a luz possa entrar em determinada hora do dia e iluminar o altar. Como se ele estivesse se elevando ao céu.

Se você se encantou pela Catedral de Toledo e quer saber mais detalhes e informações é só dar uma olhadinha no site: www.catedralprimada.es.

Toledo é realmente muito especial e se você estiver com um tempinho a mais disponível, vale a pena conhecer a Ermita ou Mesquita “Cristo de La Luz”¸ que foi construída em 999 pelos muçulmanos e depois tornou-se igreja. E recebeu esse nome pela lenda de que o cavalo do Rei Afonso VI se ajoelhou em frente à mesquita e se recusou a seguir viagem, então o rei entrou na mesquita e viu um brilho em uma das paredes e ordenou sua escavação, e atrás dessa parede havia uma escultura de Cristo iluminado por uma lamparina acesa e que estava oculto por séculos (essa escultura está no Museu de Santa Cruz) e onde o cavalo ajoelhou-se está um paralelepípedo branco em frente à mesquita. Mais detalhes e inclusive uma visita virtual estão no site: http://toledomonumental.com/cristo-luz

Mesquita Cristo de La Luz

Também vale a pena conhecer a  Igreja de San Ildefonso ou Igreja dos Jesuítas, que fica perto da Catedral e a vista da cidade de Toledo de sua torre é encantadora. Seu interior também é muito bonito, com destaque para a pintura da Descida da Virgem colocando a casula (veste litúrgica) em Santo Ildefonso. E essa Igreja foi construída onde era a casa natal desse santo. Mais detalhes estão no site: http://toledomonumental.com/jesuitas

Outro lugar que merece uma visita é a  Sinagoga Santa Maria La Blanca, que foi construída no final do século XIII como Sinagoga e depois passou para o culto cristão, recebendo o nome de “Santa Maria La Blanca”, por ter sido dedicada à Virgem Blanca e tem uma cópia da imagem que fica no Coro da Catedral de Toledo(a foto da Virgem que te mostrei acima). Se quiser saber mais sobre a sinagoga é só conferir o site: http://toledomonumental.com/santa-maria-blanca

Mais uma dica de lugar para conhecer em Toledo é a  Igreja de São Tomé que foi fundada após a reconquista da cidade pelo Rei Alfonso VI e depois restaurada no começo do século XIV a mando do nobre Gonzalo Ruiz de Toledo, o Senhor de Orgaz. E hoje essa Igreja abriga a obra-prima do artista El Greco: “O Enterro do Conde de Orgaz”, que representa o milagre da descida do céu de Santo Agostinho e Santo Estevão para enterrar o Conde. Mais informações estão no site: http://toledomonumental.com/santo-tome

E se ainda tiver mais um tempinho, vale visitar o Monasterio de San Juan de Los Reyes que foi construído para ser túmulo dos Reis Católicos, mas depois foi cedido aos frades franciscanos quando os reis decidiram ser enterrados em Granada. Chegou a ser danificado, mas foi restaurado e voltou a ser monastério, conservando seu estilo gótico original. Mais detalhes estão no site: http://toledomonumental.com/san-juan

Vale lembrar que é possível adquirir a pulseira turística de Toledo e visitar esses cinco últimos lugares que citei e também o Colégio Real das Donzelas Nobres e a Igreja do Salvador. Mais informações estão no site: http://toledomonumental.com/pulsera-turistica

Mais uma curiosidade interessante sobre Toledo é sobre seu subsolo: servia como “cemitério” ao redor das Igrejas e também era o local usado por alquimistas para suas experiências e por ironia do destino era no subsolo que eles sofriam as punições da Inquisição. Em suma, Toledo tem muita história pra contar…

Nossa visita a Toledo termina por aqui, com essa vista linda para ficar registrada em nossos corações!

Voltando para Madri, meus pais ficaram no Hotel para descansar e minha irmã e eu continuamos a explorar a capital espanhola. Pegamos um táxi e fomos para o Parque do Retiro,um dos vários parques da cidade e que é maravilhoso, muito limpo e bem cuidado.

Parque do Retiro

O Parque de El Retiro foi criado entre 1630 e 1640 e servia como jardim do Palácio del Buen Retiro (que era a casa de campo da família do Rei Felipe IV – e em 1767 o Rei Carlos III permitiu o acesso ao público, desde que bem vestidos). Mas foi invadido pelas tropas napoleônicas e ao final da Guerra da Independência (em 1814), tanto o palácio quanto o parque foram destruídos. O palácio não foi mais reconstruído, mas o parque foi recuperado e passou a pertencer à cidade de Madri em 1868. O parque ocupa uma área de 118 hectares e além de sua flora exuberante, também é repleto de fontes, monumentos, esculturas, jardins,paisagismo, entre outros. E vou te mostrar a seguir o que mais me impressionou no parque.

O Monumento a Alfonso XII  foi inaugurado em 03 de julho de 1922, sendo um presente do arquiteto José Grases Riera (que ganhou um concurso em 1902) e é feito de bronze e mármore. Esse monumento fica à margem do lago (ou estanque grande), onde também é possível passear de barco.

A Fonte do Anjo Caído fica na Praça do mesmo nome e foi construída em 1885, sendo que a escultura foi feita em 1877 pelo artista Ricardo Bellver e o pedestal de granito e bronze foi projetado pelo arquiteto Francisco Jareño. É um dos poucos monumentos que homenageiam ao diabo e está a 666 m do nível do mar. Coincidência sinistra, não acha?

O Palácio de Cristal é uma estufa e foi criado em 1887 para a Exposição das Ilhas Filipinas para mostrar as flores dessas ilhas e para o cultivo de plantas exóticas, depois passou a exibir obras de arte contemporânea. O projeto foi  de Ricardo Velázquez Bosco e Alberto Palacio com o formato de uma cruz grega e em frente ao palácio há um lago artificial.

Lago e o Palácio de Cristal

La Rosaleda é o jardim das Rosas e foi inaugurado em 1915 com inspiração francesa e é obra de Cecilio Rodríguez.

Mais um lugar que merece ser visitado dentro do Parque do Retiro é o  Palácio de Velázquez, cujo projeto foi do mesmo arquiteto do Palácio de Cristal: Ricardo Velázquez Bosco e foi inaugurado em 1883 para a “Exposición Nacional de Minería”com o objetivo de impulsionar a indústria mineradora. Tanto ele quanto o Palácio de Cristal são gerenciados atualmente pelo Museu Reina Sofia.

Palácio de Velázquez

No parque também é possível caminhas, praticar esportes, andar de bike, fazer aulas de dança, yoga, etc. Enfim, é um passeio que vale a pena. O Parque do Retiro fica na Plaza de la Independencia, 728014 e o metrô mais próximo é a Estação Retiro (L2).

Parque do Retiro

Saímos do Parque do Retiro e fomos caminhando por Madri, passamos pela  Fuente de Cibeles e pelo  Palácio de Cibeles, que iluminado é um show à parte. Passamos pela Puerta del Sol e vimos a estátua “El Oso y el Madroño’ ou “O Urso e o Medronheiro”, que também é muito bonito à noite.

De lá fomos encontrar nossa amiga Fabi que está morando em Madri. O lugar que ela nos sugeriu foi o Mesón Rincón de La Cava (http://mesonrincondelacava.com/) um restaurante bem aconchegante, que foi construído onde antigamente funcionava uma adega e eles reaproveitaram a estrutura. Como estava calor, aproveitamos para ficar na parte externa, que eles chamam de “terrazas”, mas fomos conhecer o interior do estabelecimento também. Das diversas opções do cardápio, escolhemos o “Pulpo a la Gallega” (polvo) e o “Champiñon al Ajillo” (cogumelo ao alho – opção para a vegetariana aqui e que estava maravilhoso). O acompanhamento sempre é batata e pão para passar nos molhos. E a Sangria também não poderia faltar. Celebrar a amizade num lugar assim é realmente muito especial!

Celebrando a Amizade em Madri!!!!

Nossa amiga Fabi também nos levou no  Mercado de São Miguel  (http://mercadodesanmiguel.es/ )que seria como o Mercado Municipal de São Paulo, mas só com restaurantes e barzinhos, uma excelente opção para conhecer a gastronomia espanhola.

Ali pertinho fica a  Plaza Mayor ou Praça Maior, um dos principais cartões postais de Madri e que também é diferente das nossas praças: é retangular, rodeada de edifícios de três andares (que servem como moradia ou Airbnb) e restaurantes na parte térrea. O acesso a praça se dá por meio de nove portais ou arcos, sendo que um dos principais é o “Arco de Cuchilleros”. A Plaza Mayor surgiu no século XV como um mercado da vila, mas passou por remodelações de 1580 a 1619, com projetos de Juan de Herrera e Juan Gómez de Moura. Ela já foi palco de vários eventos como festas populares, corrida de touros, beatificações (como a de San Isidro em 1620), coroações de reis (como a do Rei Felipe IV em 1621 e do Rei Carlos III em 1846), execuções públicas, entre outros acontecimentos. E entre as belezas da Praça se destaca a “Estátua de Felipe III” que é uma escultura equestre criada por Giambolgna e Pietro Tacca em 1616. Inicialmente essa obra de arte fica na Casa de Campo, mas no século XIX foi cedida à cidade e instalada na Plaza Mayor.

Praça Maior de Madri

E nesse cenário lindo, nos despedimos de Madri, porque amanhã vamos seguir para Burgos.

Roteiro do Terceiro Dia – Burgos

Saímos cedo de Madri com direção à Burgos, cidade que fica a cerda de 240 km de distância da capital espanhola, na região de Castela e Leão.Esse passeio já estava incluso em nosso pacote, mas também é possível ir de ônibus ou trem. O trajeto dura em torno de 2h30 a 3h.

Começamos nosso passeio cruzando a Ponte de Santa Maria, que passa sobre o Rio Arlanzón, cujas margens são bem arborizadas e fazem um convite à caminhada ou a uma pausa para contemplar a beleza da paisagem.

Ao cruzar a Ponte de Santa Maria, nos deparamos com o Arco de Santa Maria: o principal portão de entrada da cidade na Era Medieval, que foi construído no século XIV e reformado no século XVI pelos arquitetos Juan de Vallejo e Francisco de Colonia para receber a visita do Imperador Carlos V. No topo do arco está a Virgem Maria que é a padroeira da cidade e no centro estão esculpidas seis estátuas de grandes personagens da cidade, como o próprio Imperador Carlos V e o herói espanhol El Cid, que nasceu em Burgos e lutou bravamente contra os mouros. Se você estiver com tempo, é possível visitar o interior do Arco, que já foi sede da Prefeitura até o século XVIII, quando essa mudou para a Casa Consistorial (que fica na Plaza Mayor de Burgos). O Arco também foi sede do Museu Arqueológico entre 1878 e 1955 e atualmente é um Centro Cultural. Vale lembrar que foi declarado Monumento Histórico-Artístico Nacional em 1943. Sua beleza e perfeição realmente impressionam.

Arco de Santa Maria

Ao atravessar o Arco, fomos recepcionados por uma imagem linda da Catedral de Burgos que começou a ser construída no século XIII por ordem do Rei Fernando III e finalizada só no século XVIII, foi inspirada na Catedral de Notre Dame de Paris e considerada a primeira catedral gótica da Península Ibérica e declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1984. A visita foi feita com áudio-guia e os ingressos custaram 7 € adulto e 6 € para maiores de 65 anos. E você pode conhecer mais detalhes de cada parte da catedral através da visita cultural, disponibilizada no site: http://catedraldeburgos.es/visita-cultural/

Grandiosidade da Catedral de Burgos

A imponência da Catedral de Burgos impressiona: desde seus vitrais, passando por sua estrutura, por sua união de estilos, pela riqueza de detalhes das esculturas do Retábulo Mayor ou Altar Maior (que foi construído durante o Renascimento Espanhol pelos escultores e irmãos Rodrigo e Martin de La Haya), pelas relíquias do Cofre de El Cid (herói espanhol que também foi homenageado no Arco de Santa Maria),até a  Escalera Dorada (ou Escada Dourada) que serviu de inspiração para a escadaria da Ópera de Paris. E do lado da Escalera fica o carro de levar o Tesouro (Ostensório) nas procissões.  Enfim, um lugar encantador e de uma beleza cativante!

Escada Dourada

Saindo dali, passamos em um restaurante para nos despedir da culinária espanhola! Dentre as várias opções de pratos, escolhemos a Paella de Vegetales (para a vegetariana aqui), também a Pasta à Siciliana (macarrão com azeite e pimentões) e o Bacalao Vizcaina (bacalhau acompanhado de fritas). Os valores ficavam entre 9 € e 12 € cada prato. Dá só uma olhadinha e depois me conta se deu vontade ou não…

Bacalao Vizcaina

E é nesse ambiente de paz, alegria e encantamento que nos despedimos de La Bela España, com lindas experiências na bagagem e um gostinho de quero mais para a próxima visita em breve. Daqui seguimos para a França que será no próximo post e que desde já te convido para me acompanhar. Vamos?

As bagagens de Portugal

A escolha de um nome nunca é tarefa fácil, é preciso pesquisa, inspiração e principalmente identificação com ele. Esse foi o trajeto que percorri para escolher o nome desse blog “Cada viagem uma bagagem” e nesse post você vai ver que ele faz todo o sentido.

Te convido a embarcar comigo nessa viagem ao continente europeu e descobrir as belezas de Portugal. Prepare-se porque vamos ter muita bagagem para carregar…

Porto Rio Douro
Vista do Porto em Vila Nova de Gaia

Roteiro do Primeiro Dia – Parque das Nações (Oceanário de Lisboa e Teleférico) / Castelo de São Jorge/ Miradouro de Santa Luzia/ Sé de Lisboa e Igreja de Santo Antônio

Essa viagem foi em família, se aventuraram comigo meus pais (Pedro e Dalva) e a minha irmã Ane (que já é conhecida nesse blog). Fechamos o pacote com a CVC, que incluía aéreo, hospedagem e traslado entre Lisboa, Madri e Paris, passando por diversas cidades entre essas capitais (vou deixar a Espanha e a França para outras postagens para poder explorar com mais detalhes cada um desses lugares). Saímos do Estado de São Paulo (Aeroporto de Viracopos – Campinas) às 17h05, num voo direto da Azul, com destino ao Aeroporto de Lisboa. Chegamos lá por volta das 7h do dia seguinte (quando começa o nosso roteiro desse primeiro dia). A duração do voo é de aproximadamente 10h e a diferença de fuso horário em Lisboa é de quatro horas a mais que o horário de Brasília, por isso pareceu ter mais horas de voo.

O receptivo Special Tours (parceiro da CVC na Europa) nos buscou no aeroporto e levou até o hotel. Como a reunião com o guia para passar os detalhes da programação do dia seguinte seria só às 19h, teríamos o dia livre. Deixamos nossas bagagens no guarda-volumes do hotel porque os quartos ainda não estavam liberados e fomos turistar em Lisboa.

Ponte Vasco da Gama
Ponte Vasco da Gama e Rio Tejo no Parque das Nações

Começamos nosso roteiro pelo Parque das Nações, que foi construído em uma região de Lisboa à beira do Rio Tejo revitalizada para a Expo 98, a Exposição Mundial de 1998 que teve como tema “Os oceanos, um patrimônio para o futuro”. Esse parque na verdade é um grande complexo com restaurantes, prédios comerciais, centros de eventos, praças, oceanário, teleférico entre outras atrações. Nós fomos de táxi para lá, mas é possível ir de metrô (pegar a linha vermelha e descer na Estação do Oriente).

Jardins da Água
No Jardins da Água

Girafa Fernanda Fragateiro
Monumento “A Girafa”

Nossa primeira parada dentro do Parque das Nações foi nos Jardins da Água, um belo jardim com monumentos, entre eles “A Girafa” de Fernanda Fragateiro.

Jardins da Água
Aproveitando a sombrinha

Seguimos em direção ao Oceanário de Lisboa, um dos maiores aquários públicos da Europa, que foi inaugurado em 1998 com o propósito de conservação dos oceanos e de perpetuar a mensagem da Expo 98. O Oceanário é composto de dois prédios: “Edifício dos Oceanos” e “Edifício do Mar”.

Oceanário de Lisboa
Manta do Aquário Central

O primeiro abriga a exposição permanente com o enorme Aquário Central que representa o Oceano Global com mais de cem espécies dos quatro oceanos, como tubarões, raias, mantas, etc.

Oceanário de Lisboa
Olha o Tubarão!!!

E ao redor desse aquário ficam os quatro habitats: “O pacífico temperado” (onde estão as lontras e tenho certeza que será paixão à primeira vista como foi comigo, além da foto, você pode conferir o vídeo que está na página do blog no youtube:https://www.youtube.com/watch?v=_JqmMC-J_HY&feature=youtu.be ).

Lontras Ocenário de Lisboa
Que fofuras essas lontras!!!!

Oceanário de Lisboa
Pinguins do “Antártico”

“O Atlântico Norte”, com seus peixes e espécies característicos; “O Antártico” com as fofuras dos pinguins e o “Índico Tropical” com o peixe palhaço entre outros.

Oceanário de Lisboa
Florestas Submersas

Já o “Edifício do Mar” abriga as exposições temporárias (a que visitei foi “Florestas Submersas” de Takashi Amano), o restaurante, a bilheteria e o auditório.

Vasco Oceanário de Lisboa
Meu novo amigo Vasco

Vasco é o mascote do Oceanário e tem uma sala de exposição dedicada à preservação e conscientização para a proteção dos oceanos e melhor uso da água, evitando o desperdício.Oceanário de Lisboa                                                                                       Polvo feito de lixo do mar

O Oceanário é aberto diariamente e oferece visitas guiadas mediante agendamento. Para saber mais detalhes e valores atualizados (eu paguei 18€ para adulto e 12€ para sênior para as duas exposições) é só conferir o site: https://www.oceanario.pt/

Teleférico do Parque das Nações
Teleférico do Parque das Nações

Outro passeio bem bacana no Parque das Nações é o Teleférico (ou Telecabine como eles chamam), que fica atrás do Oceanário e permite uma visão privilegiada do Rio Tejo com a Ponte Vasco da Gama, bem como da Torre Vasco da Gama e de todo o complexo do Parque. Eles oferecem a opção de ida e volta ou só ida para que a pessoa possa voltar caminhando pelo parque. Como estávamos com o tempo contato, optamos pela ida e volta a 5,90€. Para saber mais informações referente a horários e preços atualizados é só conferir o site: https://www.telecabinelisboa.pt/

Telecabine de Lisboa
No Teleférico com a vista do Rio Tejo

Teleférico do Parque das Nações
Vista do Parque das Nações

Castelo de São Jorge
Portal do Castelo de São Jorge

De lá pegamos um táxi e fomos para o Castelo de São Jorge (também é possível ir de metrô, nesse caso tem que fazer baldeação para a linha verde, descer na Estação Martin Moniz, pegar o Elétrico 28 e pedir para descer no Castelo – esse Elétrico é um bondinho que às vezes demora para passar, mas é uma experiência diferente se você estiver com tempo).

Castelo de São Jorge
São Jorge

O Castelo de São Jorge é considerado um Monumento Nacional, foi construído pelos muçulmanos no século XI, depois passou a ser residência real do século XII ao XVI (com a conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques – 1º rei de Portugal). Dos séculos XVII ao XVIII passou a ser quartel (com a integração de Portugal à Espanha), sofreu muito com o terremoto de 1755 e passou por grandes obras de restauração de 1938 a 1940.

Castelo de São Jorge
Miradouro do Castelo de São Jorge

Ao passar pela bilheteria, somos recepcionados pelo belo jardim romântico e nossos olhos são atraídos para o Miradouro que nos proporciona uma encantadora vista de Lisboa. Como o Castelo fica numa das colinas mais altas de Lisboa, a vista é realmente privilegiada.

Castelo de São Jorge
Cristo Rei e Ponte 25 de Abril vistos do Miradouro do Castelo

Castelo de São Jorge
Castelo de São Jorge

Continuando a caminhada, chegamos ao Castelo em si, com sua estrutura imponente é de encher os olhos!!! Também é possível subir nas torres para contemplar ainda mais a vista da cidade e ter a sensação de voltar no tempo, entrar num livro e explorar as muralhas do castelo….Castelo de São Jorge Castelo de São JorgeCastelo de São Jorge

O complexo do Castelo de São Jorge ainda conta com café, restaurante, lojinhas de souvenirs, um sítio arqueológico e uma exposição permanente com objetos encontrados nesse sítio. É um passeio maravilhoso e uma excelente boas-vindas da cidade!!! Visitar um castelo no primeiro dia é mágico!!!! Ah! Vale lembrar que “castelos” foram construídos para a defesa, como fortalezas, já os “palácios” foram feitos com o propósito de residência, mas nada impede que os castelos também sejam residências reais como aconteceu com esse castelo aqui. Os ingressos adultos custam 8,50 € e sênior (maiores de 65 anos) 7 €. Mais informações sobre o Castelo de São Jorge estão no site: http://castelodesaojorge.pt/pt/

 Castelo de São Jorge
Exposição Permanente do Castelo de São Jorge

Igreja de Santa Luzia e São Brás
Igreja de Santa Luzia e São Brás

Ali bem pertinho do Castelo de São Jorge fica a Igreja de Santa Luzia e São Brás e o Miradouro de Santa Luzia que também oferece uma vista belíssima de Lisboa. Vale muito a pena dar uma paradinha para apreciar, de forma gratuita, a imensidão do Rio Tejo!

Miradouro de Santa Luzia
Miradouro de Santa Luzia

Toda essa região é servida de vários restaurantes e lanchonetes. Paramos em um deles: a “Tendinha de Santa Luzia” para que minha família pudesse provar o tradicional bolinho de bacalhau (eles aprovaram!!!). Como sou vegetariana optei por uma salada com queijo, que também estava ótima! E já aproveitamos para experimentar também o pastel de nata (ou o famoso pastel de Belém, que só pode ser chamado assim na Fábrica de Pastéis Belém, que não conseguimos visitar, mas o sabor me garantiram que é o mesmo). Eu super aprovei (comi pastel de nata todo dia!!!).

Estava na correria e tão ansiosa para provar que acabei esquecendo de tirar foto aqui. Mas não se preocupe que tirei mais pra frente e vou postar para você ver. Só para você ter uma ideia dos valores, os pastéis de bacalhau custaram 4,20 € cada (o mesmo valor da salada com queijo) e os pastéis de nata custaram 1,20 € cada, Ah! Essa dica de colocar os valores dos pratos foi da minha amiga Ana Flávia, que disse sentir falta dessa abordagem nos blogs que ela pesquisou. Então quando você for viajar e quiser compartilhar essas informações conosco nos comentários para manter o blog atualizado, eu ficarei muito grata!

Sé de Lisboa
Sé de Lisboa

Voltando ao passeio, continuamos a pé, descendo mais um pouco a rua chegamos à Sé de Lisboa, também conhecida como Igreja de Santa Maria Maior ou Catedral de Lisboa, que foi construída sobre uma mesquita muçulmana (como forma de imposição de poder) no século XII, quando D. Afonso Henriques tomou a cidade dos mouros. Sua arquitetura mescla o estilo românico, gótico e barroco.

A entrada à catedral é gratuita, mas é possível  a visitação (por 2,50 € ) ao “Tesouro da Sé”, que fica na parte superior da catedral e abriga um belo acervo de relíquias (objetos ou vestuários de santos e grandes membros do clero), além de objetos litúrgicos, mobiliário de época, biblioteca e um hall de onde se pode ter uma vista excepcional da Catedral e onde o rei e a nobreza poderiam assistir à missa sem serem observados.

Sé de Lisboa
Vista Privilegiada da Sé de Lisboa

Sé de Lisboa
Tesouros da Sé

Descendo mais um pouquinho e do outro lado da rua (lembra que falei que começamos pelo Castelo de São Jorge que é um dos pontos mais altos de Lisboa? Então temos que ir descendo, descendo até chegar nos outros lugares, mas são tantas coisas bonitas para se ver que a caminha é muito prazerosa). Ah! Mais uma dica: como as ruas são de pedra é bom ir com sapato confortável e que tenha solado antiderrapante bem reforçado (o meu não era assim, mas deu pra andar, só precisei ter mais cuidado para não escorregar).

Igreja de Santo Antônio
Altar da Igreja de Santo Antônio

Como estava dizendo, do outro lado da rua, um pouco mais pra baixo da Sé, fica a Igreja de Santo Antônio de Lisboa, onde Santo Antônio (o casamenteiro) nasceu. Nessa igreja é possível visitar a cripta onde era o quarto do santo. Ele também é conhecido como Santo Antônio de Pádua, porque foi em Pádua que ele faleceu, no dia 13 de junho de 1231 (dia consagrado a sua homenagem). Essa Igreja foi destruída pelo terremoto de 1755 (mas a cripta resistiu) e com muito empenho e doações dos fiéis foi reconstruída. A fachada da igreja está em reforma, por isso não tirei foto, mas deixo você se encantar com as imagens do altar e da cripta. Se quiser saber mais detalhes da igreja e até assistir a uma missa ao vivo, é só entrar no site: http://stoantoniolisboa.com/

Cripta de Santo Antônio
Cripta de Santo Antônio

Ao sair da Igreja de Santo Antônio, confesso que tivemos dificuldade para conseguir um táxi, os poucos que passavam estavam ocupados, tivemos que ir caminhando até bem perto da Rua Augusta e achamos um que estava passando (não encontramos o ponto de táxi).

Seguimos para o hotel para a reunião com o guia para passar as informações dos passeios do dia seguinte. Ficamos hospedados no Hotel Holiday Inn Express Lisbon Airport (R. Guiné 18 – 18B –  Prior Velho, Portugal). O hotel em si é muito bom, o que prejudicou foi a localização, que era afastada do centro (não tivemos a opção de escolher o hotel porque o pacote foi fechado com opção de hotéis entre 3 ou 4 estrelas a serem determinados pela CVC conforme a demanda). Mas se você puder escolher, recomendo que fique numa região mais centralizada, para que possa usufruir mais da cidade a pé (inclusive essa rede Holiday Inn tem opção no centro). De qualquer forma estamos aqui para curtir a viagem e agora relaxar numa caminha bem confortável (já que a noite passada foi na poltrona do avião) para repor as energias e amanhã começar com tudo!

Roteiro do Segundo Dia – City Tour em Lisboa/ Cascais/ Sintra/ Shopping Colombo e Noite no Sky Bar

Elevador Santa Justa
Elevador Santa Justa

Nosso dia começou cedo, depois do café da manhã já partimos para conhecer a cidade. O City Tour em Lisboa passou pela Avenida Liberdade (que é bem bonita e conhecida como a Champs Élysées de Lisboa), pela Praça do Rossio, onde fica o Teatro Nacional D. Maria II¸ que seria como nosso Teatro Municipal de São Paulo.Também passamos pelo Elevador Santa Justa ou Elevador do Carmo, que liga a Cidade Baixa à Cidade Alta e é um ponto turístico bem procurado por sua bela vista da cidade.

E fomos até a Praça do Comércio ou Praça Terreiro do Paço (um dos cartões postais de Lisboa) que já foi palácio do Rei D. Manuel I e foi destruída pelo terremoto de 1755. Sua reconstrução foi conduzida pelo Marquês de Pombal (grande nome português, responsável pela recuperação/ revitalização de uma vasta região próxima ao Rio Tejo: a Baixa de Lisboa, que ficou conhecida como Baixa Pombalina em homenagem a ele). Atualmente a Praça do Comércio abriga departamentos governamentais, ministérios portugueses, cafés, restaurantes e hotéis. Também se encontram nessa praça a Estátua Equestre de D. José I e o Arco da Rua Augusta (outro cartão postal da cidade).

Praça do Comércio
Praça do Comércio

Arco da Rua Augusta
Arco da Rua Augusta

Alfama
Passeando por Alfama

Seguimos caminho em direção ao Bairro de Alfama¸ um dos mais antigos de Lisboa, que foi construído pelos muçulmanos e de onde vem sua característica de ruas estreitas, parecendo um labirinto (para aproveitar a ventilação e dificultar o acesso aos desconhecidos) e suas paredes de azulejo (para proteger da umidade do rio). Hoje o bairro é frequentado por turistas e repleto de restaurantes e casas de fado.

Alfama
Encantada com esse azulejos

Torre de Belém
A Magnífica Torre de Belém

Nossa próxima parada foi na Torre de Belém, outro belíssimo cartão postal de Lisboa, que foi construída entre 1514 e 1520 com a função de proteção. Sua arquitetura é repleta de detalhes, tendo como estruturas principais a torre e o baluarte. Foi considerada como Patrimônio Cultural de toda a Humanidade pela Unesco em 1983. É possível visitar o interior da torre e para saber mais detalhes é só conferir no site: http://www.torrebelem.gov.pt/pt/index.php?s=white&pid=168&identificador

E para fazer um tour virtual à torre é só entrar no site: http://lisboa.360portugal.com/Concelho/Lisboa/TorreBelem/

Outro cartão postal visitado no city tour foi o Mosteiro do Jerónimos, construído no século XVI e também classificado como Patrimônio Mundial pela Unesco em 1983.

Mosteiro dos Jerônimos
Mosteiro dos Jerónimos

Mosteiro dos Jerónimos
Igreja do Mosteiro dos Jerónimos

Ao lado do mosteiro fica a Igreja Santa Maria Belém, também conhecida como Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, que conta com uma arquitetura que impressiona e onde estão os túmulos de Vasco da Gama (grande navegador português) e Luís de Camões (autor de Os Lusíadas). Mais detalhes do mosteiro e da igreja estão no site: http://www.mosteirojeronimos.gov.pt/pt/index.php?s=white&pid=168&identificador=

Mosteiro dos Jerónimos
Detalhe da Coluna Trabalhada da Igreja

Mosteiro dos Jerónimos
Túmulo do Mosteiro

Praça do Império
Praça do Império

Em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, fica a Praça do Império com um belíssimo jardim e mais à frente (atravessando a avenida) está o Padrão dos Descobrimentos, que foi construído em 1940 pelo arquiteto Cottinelli Telmo e pelo escultor Leopoldo de Almeida para a Exposição do Mundo Português em homenagem ao Infante D. Henrique e seus navegadores.

Padrão dos Descobrimentos
Padrão dos Descobrimentos

Por ter sido construído com materiais perecíveis, foi desmontado em 1960 e reconstruído em betão e pedra rosal. E em 1985 seu interior foi reformado, ganhando um miradouro, auditório e salas de exposições. Para saber mais detalhes desse monumento às grandes navegações, é só dar uma olhadinha no site: http://www.padraodosdescobrimentos.pt/pt/monumento/

Vale lembrar que tem muitos vendedores ambulantes tanto na Torre de Belém, quanto no Mosteiro dos Jerónimos e que são muito insistentes na abordagem (já se prepare com uma dose extra de paciência para não se aborrecer com a insistência, porque vão te acompanhando desde que você desce do ônibus e não param nem no momento que você está tirando fotos…).

Nosso city tour terminou por aqui, mas fechamos o passeio opcional a Cascais e Sintra (também é possível ir de metrô a Cascais – na estação Cais do Sodré tem que pegar o metrô com destino a Cascais e descer no final – tem saída prevista a cada 15 minutos e demora cerca de 35 minutos para chegar à estação final).

Farol do Bugio
Farol do Bugio

No caminho para Cascais, foi possível avistar o Farol do Bugio que é o marco do encontro do Rio Tejo com o Oceano. O farol tem o formato de um bolo com vela e bougie significa vela em francês,    por isso o nome de Farol do Bugio.

Cascais
Calçadão de Cascais

Também passamos pelo Estoril (que tem um cassino bem famoso), por várias praias e finalmente chegamos em Cascais, que fica a cerca de 30 km de Lisboa e é considerada uma vila da área metropolitana de Lisboa. Passeamos pelo seu centro histórico, suas lojinhas, almoçamos e fomos até a Praia da Rainha (que fica ali no centrinho mesmo). A água estava um pouquinho fria, mas não podia perder a oportunidade de entrar no mar em Portugal. Super valeu o mergulho!!! Se você tiver mais tempo e for passar o dia todo ou se hospedar em Cascais, vale a pena conhecer outras praias que ficam próximas como a Praia da Ribeira, da Conceição, da Duquesa, entre outras.

Praia da Rainha
Praia da Rainha em Cascais

Praia da Rainha
Não resisti e entrei na água….

Continuamos nosso passeio passando pela Marina, pelo Farol, pela Praia de Santa Marta e pela Boca do Inferno, que é uma formação rochosa que é golpeada pelas águas e devido ao barulho desse embate é que surgiu o nome “boca do inferno”. Também avistamos o Cabo da Roca que é o ponto mais ocidental do Continente Europeu. Se você estiver com tempo vale a pena visitar mais de perto.

Boca do Inferno
Paredão da Boca do Inferno

Cabo da Roca
Cabo da Roca

Palácio Nacional de Sintra
Palácio Nacional de Sintra

Subimos a Serra de Sintra, que era conhecida como Serra/Monte de Sintia (que significa “Da Lua” – por isso ficou o nome de Serra de Sintra). Nessa serra fomos visitar o Palácio Nacional de Sintra (classificado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1995).

Palácio Nacional de Sintra
Pátio Central

Sua construção começou no século XIII e foi se estendendo ao longo dos anos, misturando vários estilos arquitetônicos, desde góticos, medievais, manuelinos até os românticos. Serviu como residência para a Família Real Portuguesa até o início do século XX. Vale lembrar que D. Manuel I estava nesse palácio quando ficou sabendo da descoberta do Brasil e da chegada às Índias.

O Palácio Nacional de Sintra já chama a atenção pelo seu exterior, mas é no interior que está sua beleza maior, seja nas paredes revestidas de azulejos, no acervo de suas salas ou na riqueza de detalhes dos tetos. As salas que mais me encantaram foram a Sala dos Cisnes (cujo o teto é todo desenhado com esses animais e foi restaurada depois do terremoto de 1755) e a Sala dos Brasões  (que tem a parede revestida de pinturas em azulejos e o teto todo trabalhado em brasões, sendo que o brasão central é o do Rei D. Manuel e fica a 13,5m do chão, os brasões imediatamente abaixo representam os oito filhos do seu segundo casamento e na sequencia estão 72 brasões das famílias nobres da época). O vídeo que fiz da Sala dos Brasões já está disponível na nossa página no youtube, se quiser ver com mais detalhes é só clicar no link: https://www.youtube.com/watch?v=Hb9BgH6v87k

Sala dos Cisnes Palácio Nacional de Sintra
Sala dos Cisnes

Sala dos Brasões Palácio Nacional de Sintra
Toda a perfeição da Sala dos Brasões

Palácio Nacional de Sintra
Que preciosidade esses azulejos!!!

Mas toda a visita é encantadora (o trabalho em alto-relevo dos azulejos do Quarto de D. Sebastião é impressionante). Para conhecer mais desse palácio é só conferir o site https://www.parquesdesintra.pt/parques-jardins-e-monumentos/palacio-nacional-de-sintra/ que também fornece informações de outros palácios em Sintra, como o  Palácio da Pena que era a casa de veraneio do rei e se você tiver um tempinho, será muito bom conhecer.

Sintra
Ruas de Sintra

Saindo do palácio, passeamos pela Vila de Sintra, conhecemos suas lojinhas e fomos provar os tradicionais “Travesseiros de Sintra”, na Pastelaria Vila Velha.

 Travesseiros de Sintra
Me acabando nos Travesseiros

É um doce de massa folhada com recheio à base de gema de ovo (como a maioria dos doces em Portugal, e segundo contam o uso da gema em doces surgiu porque as freiras usavam as claras para engomar as roupas e para não desperdiçar as gemas, foram aproveitando essas na cozinha e inventando os doces. Excelente ideia!!!). Vale a pena se render a esses travesseiros que custam 1,50 € cada…

Voltando para o hotel em Lisboa, só deixamos as compras, tomamos um banho e fomos para o  Shopping Colombo (www.colombo.pt), que fica na Av. Lusíada, 1500, bem próximo ao Estádio da Luz do Benfica. É um complexo comercial bem grande, bonito e aconchegante! Funciona das 9h à meia-noite e oferece muitas opções de lojas, cinemas e restaurantes. Aproveitei para comer mais pastel de nata e agora lembrei de tirar foto para te mostrar!

Pastel de Belém
O famoso Pastel de Nata

Shopping Colombo
Lay out da Exposição

O shopping também cede espaço para exposições, a que está nesse momento é “Roy Lichtenstein e a Pop Art”. Fiquei bem feliz porque adoro a Pop Art norte-americana. A exposição é composta por 41 obras que ilustram muito bem as várias etapas de sua carreira. Queria te mostrar todas, mas separei só algumas (espero que goste!)

Crying Girl
Crying Girl

Save Our Planet, Save Our Water
Save Our Planet, Save Our Water

E para fechar a noite com chave de ouro nada melhor que um barzinho com uma vista encantadora de Lisboa. Essa é a proposta do  Sky Bar Lisboa (http://www.skybarrooftop.com/lisboa-pt/ – que fica na Avenida de Liberdade, 185 – no terraço do Hotel Tivoli).

Sky Bar
Viva Lisboa!!!

O lugar é lindo, o ambiente é super agradável com direito a DJ e excelentes drinks!!! Foi uma excelente despedida de Lisboa, porque amanhã já partiremos para Fátima… Saúde e Viva Lisboa!!!

Sky Bar
Vista deslumbrante do Sky Bar

Roteiro do Terceiro Dia – Óbidos/ Alcobaça/ Nazaré e Fátima

Óbidos
Bem-vindos a Óbidos!!!

Saímos bem cedo do hotel e cerca de uma hora depois chegamos em Óbidos – uma vila medieval com menos de 100 moradores que fica dentro de uma muralha, com direito a um Castelo, casinhas brancas com detalhes coloridos e flores nas janelas e várias igrejas nesse pequeno perímetro. No século XII, o Rei D. Afonso Henriques (o mesmo que mandou construir a Sé de Lisboa, lembra?) tomou essa vila dos árabes e os expulsou do local. Uma curiosidade sobre as cores das casinhas: antigamente as que tinham detalhes em bordô pertenciam às classes mais altas, as em azul à classe média e os detalhes em amarelo eram da classe mais pobre. Hoje em dia não se usa mais esse critério, mas achei interessante e quis comentar com você.

 Muralhas de Óbidos
As Muralhas de Óbidos

Óbidos
A encantadora Vila de Óbidos

guia Guillermo
Com o guia Guillermo

Fiquei encantada pela cidade, o Castelo, as pedras da muralha, enfim, tudo tão perfeito que parecia estar num filme da Idade Média… Quem já havia nos acompanhado desde Lisboa e vai conosco até Madri é o Guia Guillermo e eu não tinha tirado foto com ele ainda, mas com certeza esse foi um cenário muito especial pra te apresentar essa pessoa tão querida e atenciosa com todos!

Ginjinha Ginja
Aceita uma Ginjinha?

Além dessa arquitetura peculiar, algo bem típico de Óbidos é a ginja ou ginjinha, que é um licor com sabor parecido com cereja para ser tomado num copo de chocolate e come-se o copo também. Vale a pena provar! E por ser uma bebida digestiva, ela costuma ser consumida depois do almoço e jantar.

Como comentei anteriormente, Óbidos tem várias igrejas, entre elas a Igreja de Santa Maria que é a Igreja Matriz da cidade e a Igreja de São Pedro.  Ambas muito bonitas e acolhedoras!!!

Igreja de Santa Maria de Óbidos
Igreja de Santa Maria

Igreja de Santa Maria de Óbidos
Altar da Igreja de Santa Maria

Igreja de São Pedro Óbidos
Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro Óbidos
Interior da Igreja de São Pedro

A principal rua da cidade é a Rua Direita, onde ficam as lojinhas de souvenirs e as que vendem a ginjinha. Seguindo essa rua até o final você chega ao imponente Castelo de Óbidos, que foi construído pelos árabes entre os séculos VIII e XII e desde a década de 50 virou pousada. Já pensou que sonho a hospedagem nesse hotel? E se você quiser tornar esse sonho realidade, é só acessar o site para saber mais detalhes e quem sabe fazer sua reserva 😉 : https://www.pestana.com/br/hotel/pousada-obidos/fotos?gf=home

De qualquer forma a vista de fora do castelo impressiona. E se sua visita for no Natal, você poderá ver a vila e o Castelo todo enfeitados para as festividades de “Óbidos Vila Natal” (http://obidosvilanatal.pt/).

Castelo de Óbidos
O Castelo de Óbidos

Depois desse mergulho medieval, continuamos nosso passeio com destino a Alcobaça  para visitar o  Mosteiro de Alcobaça e a Igreja,  que abriga os túmulos de  D. Pedro I (antecessor do D. Pedro I que foi imperador e proclamou a independência do Brasil e em Portugal é conhecido como D. Pedro IV)  e de D. Inês de Castro, colocados um de frente para o outro para, segundo dizem, se encontrarem quando se levantarem para o juízo final.

Mosteiro de Alcobaça
Mosteiro de Alcobaça

Túmulo de D. Inês de Castro
Túmulo de D. Inês de Castro

Túmulo de D. Pedro I
Túmulo de D. Pedro I

A história de amor deles foi mencionada em “Os Lusíadas” de Luís de Camões e deu origem ao ditado: “Inês é morta”. Vou contar rapidinho caso você não conheça: o príncipe D. Pedro I se apaixonou por Inês de Castro que era dama de companhia de sua esposa D. Constança. Viveram esse romance proibido e quando a esposa morreu, ele quis assumir pro mundo o amor por Inês, mas seu pai, o rei D. Afonso IV, não permitiu e mandou matar Inês. Alguns anos depois, quando D. Pedro I se tornou rei mandou matar os assassinos de Inês e exumou o corpo dela, fazendo com que Inês fosse coroada rainha (para garantir a legitimidade de seus três filhos, ao todo tiveram quatro, mas um faleceu) e que todos os nobres participassem da cerimônia do “beija-mão”, beijando a mão dela. Em seguida, mandou que fossem construídos os túmulos para ela e para ele no Mosteiro de Alcobaça. Como de fato foi feito e são verdadeiras obras de arte, como você pode ver nas fotos acima.

Mosteiro de Alcobaça
Colunas da Igreja de Alcobaça

Os túmulos estão na Igreja e a visitação é gratuita. Para visitar o Mosteiro de Alcobaça, o ingresso custa 6 € e vale muito a pena, sua arquitetura é de encher os olhos! E se quiser saber mais informações do mosteiro, é só conferir o site: http://www.mosteiroalcobaca.gov.pt/pt/index.php?s=white&pid=197&identificador=at132_pt. doc

Mosteiro de Alcobaça
Sala dos Monges

Mosteiro de Alcobaça
Mosteiro de Alcobaça

Santuário Nossa Senhora de Nazaré
Santuário Nossa Senhora de Nazaré

Nossa parada seguinte foi em Nazaré, onde visitamos o  Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, a igreja é lindíssima e é possível visitar a sacristia e a parte de trás do altar (por 1,50 € ou 2 € – não me recordo ao certo), passando por salas belíssimas, todas decoradas com azulejos até no teto e chegar até a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, feita de madeira e trazida de Mérida em 711. Também são atribuídos a essa imagem muitos milagres, inclusive o de ter salvo em 1182 D. Fuas Roupinho que estava caçando um veado, e no meio do nevoeiro não se deu conta que estava no topo de uma falésia e à beira do precipício ao lado de uma gruta que tinha uma imagem de Nossa Senhora com o menino Jesus,

Nossa Senhora de Nazaré
Nossa Senhora de Nazaré

Ele pediu socorro, o cavalo parou como se os pés desse estivessem colados no chão e tanto o cavalo quanto ele conseguiram se salvar. Então D. Fuas foi até a gruta agradecer o milagre e depois mandou construir uma capela sobre a gruta. E quando os operários estavam construindo, acharam um pergaminho num cofre, que dizia que essa imagem era Nossa Senhora de Nazaré que foi levada para esse local por volta de 711 por um monge Frei Romano (esse estava fugindo de Mérida que estava sendo atacada pelos muçulmanos). Devido à grande quantidade de peregrinos à capela, no século XIV, o Rei D. Fernando mandou construir a Igreja onde a imagem está hoje. Mais detalhes sobre o santuário estão no site: http://www.cm-nazare.pt/pt/santuario-de-nossa-senhora-da-nazare

Nossa Senhora de Nazaré
Caminho até o altar de Nossa Senhora de Nazaré

Santuário de Nossa Senhora de Nazaré
Altar do Santuário de Nossa Senhora de Nazaré

Miradouro do Suberco
Miradouro do Suberco

Bem pertinho do santuário fica o Miradouro do Suberco, onde se tem uma vista belíssima da praia e da cidade de Nazaré. Mesmo com a neblina, ainda conseguimos admirar a paisagem!

Miradouro do Suberco
O detalhe da Ave!!! Que presente da natureza!!

Santuário de Nossa Senhora de Fátima
Santuário de Nossa Senhora de Fátima

Agora chegamos num dos momentos mais especiais da viagem e o principal motivo de estarmos aqui! Minha família e eu viemos ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima pagar uma promessa em agradecimento pela saúde do meu pai. Realmente foram momentos de muita emoção, o Santuário é maravilhoso e tem uma energia tão boa que foi impossível conter as lágrimas.

Santuário de Nossa Senhora de Fátima
Família no Santuário

Estar nesse lugar santo, em frente à imagem de Nossa Senhora de Fátima com meus pais e minha irmã, foi um presente de Deus, um grande milagre em nossas vidas!!!! Por isso, nesse instante (independentemente de sua religião e com todo respeito a ela), peço a Deus e a Nossa Senhora de Fátima que te abençoe e te permita sentir toda essa plenitude de amor, graça e benção em que fomos envolvidos lá! É uma sensação inexplicável, mas posso te dizer que é única e enche nosso coração de alegria e paz!!!

No santuário, encontram-se a Basílica de Nossa Senhora do Rosário (essa das fotos acima), onde fica a imagem de Nossa Senhora de Fátima e os túmulos dos três pastorinhos (de um lado do altar o do Beato Francisco – falecido em 04/04/1919 –  e do outro lado o da Beata Jacinta – falecida em 20/02/1920 – e da Irmã Lúcia – falecida em 13/02/2005). A basílica é tão linda e transmite tanta paz… Assistimos a missa em português, mas dependendo do horário há celebrações em outros idiomas.

Santuário Nossa Senhora de Fátima
Altar da Basílica de Nossa Senhora do Rosário

Túmulo de Francisco
Túmulo de Francisco

Túmulos de Jacinta e Lúcia
Túmulos de Jacinta e Lúcia

Colunata
Colunata

Nas laterais de ambos os lados da Basílica de Nossa Senhora do Rosário está a Colunata, que é um conjunto arquitetônico com 200 colunas e 14 altares onde a Via-Sacra está representada em painéis de cerâmica.

E em frente a essa basílica (do outro lado da esplanada do recinto de oração) está a Basílica da Santíssima Trindade, que foi construída para acolher mais peregrinos (a outra basílica não estava dando conta de tantos fiéis). Essa Igreja nova ficou pronta em 2007 e se tornou basílica em 2012. Tem forma circular com um total de 8633 lugares e dentro desse complexo fica a Capela do Santíssimo Sacramento e o Monumento Coração de Maria (modelado com um espelho no centro para refletir seu rosto no coração da Mãe).

Coração de Maria
No Coração de Maria

Além de outras capelas e da Cruz Alta com 34 metros de altura e 17 de largura, feita em aço.

 Basílica da Santíssima Trindade
Basílica da Santíssima Trindade

O pátio central é conhecido como  Recinto de Orações (onde acontece a Procissão das Velas que participamos à noite) e do lado fica a  Capela das Aparições, que foi construída no local chamado de Cova da Iria, onde Nossa Senhora de Fátima apareceu para os pastorinhos e pediu para que nesse local fosse construída uma capela para orações. As aparições aconteceram em maio, junho, julho, setembro e outubro, sempre nos dias 13 no ano de 1917. Só a aparição do mês de agosto que foi no dia 19 e em outro lugar (Valinhos), porque os pastorinhos estavam presos por serem considerados mentirosos ao contar das aparições e só foram soltos no dia 18. Por conta dessa desconfiança, na aparição de setembro, Nossa Senhora falou que em outubro faria um milagre para que todos acreditassem. Como de fato o fez: apareceu para uma multidão e a luz de suas mãos se refletia no sol e este parecia estar se movendo, também apareceram com

Procissão das Velas
Preparada para a Procissão

Nossa Senhora, São José e o Menino Jesus. Assim todos passaram a acreditar nos pastorinhos!

Procissão das Velas
Procissão das Velas

Ao redor do Santuário, se encontram as árvores da espécie “sobreiro” e da casca dessas árvores é extraída a cortiça (material muito utilizado em Portugal não só para rolhas de vinho, mas para brincos, carteiras, bonés, etc.). E quem me passou a dica para prestar atenção nessas árvores foi o ortopedista do meu pai, Dr. Marcelo Terra. Uma super dica, não é? Adorei!!!

 Sobreiro
Árvore do Sobreiro

Mais detalhes do Santuário e de toda a história das aparições estão no site: https://www.fatima.pt/pt/

 Sobreiro
Casca da Cortiça

Na cidade de Fátima, praticamente tudo gira em torno de Nossa Senhora de Fátima e dos Pastorinhos, tem a Rotatória com Monumento Dedicado aos Pastorinhos, tem a via-sacra no Caminho dos Pastorinhos, tem o Museu Interativo, que conta a história das aparições com muita tecnologia (http://www.omilagredefatima.com/). Tem o  Museu das Aparições 1917 – Fátima¸ o Museu de Cera (http://www.mucefa.pt/), o  Museu do Santuário de Fátima (https://www.fatima.pt/pt/pages/museu-do-santuario-de-fatima) . Outro lugar bastante visitado é a  “Casa dos Videntes”,  onde nasceram os irmãos pastorinhos Francisco e Jacinta e a casa da prima deles: a pastorinha Lúcia (https://www.fatima.pt/pt/pages/museu-do-santuario-de-fatima).

Monumento aos Pastorinhos
Monumento aos Pastorinhos

Nossa Senhora de Fátima
Nossa Senhora de Fátima

Não poderia deixar de falar das lojinhas de lembrancinhas religiosas, tem muitas ao redor do Santuário e até um centro comercial especializado nesses souvenirs: Centro Comercial Fátima (http://www.fatimashoppingcenter.com/). Passamos nesse shopping antes de ir para o santuário, foi ótimo porque já compramos as lembrancinhas e já levamos para serem abençoadas na missa. Nos hospedamos no Hotel Santa Maria Fátima, que é excelente, muito bonito e confortável e fica colado no santuário (2 minutos a pé), com certeza foi o de melhor localização de todos (https://www.hotelstmaria.com/pt/). Depois desse dia e noite abençoados fomos descansar porque amanhã a viagem continua…

Santuário de Nossa Senhora de Fátima
Santuário de Nossa Senhora de Fátima ao entardecer

Roteiro do Quarto Dia – Fátima e Coimbra

Grutas da Moeda
Jardim das Grutas da Moeda

Se você está pensando que Fátima é só turismo religioso, eu tenho uma surpresa para você: bem perto do Santuário (cerca de 6 km – fomos de táxi e já combinamos com o taxista para nos buscar na volta porque não tem ponto de táxi perto) estão as  Grutas da Moeda – uma grande gruta calcária composta por 12 galerias naturais com formações incríveis devido à infiltração da água das chuvas nas rochas. É um lugar encantador!!! Ver a perfeição da natureza em construir tudo aquilo é fantástico!!!

Grutas da Moeda
Mapa da Gruta

Grutas da Moeda
Fonte das Lágrimas

A Gruta recebeu esse nome devido à lenda de um homem que estava com uma bolsa de moedas e caiu nessa gruta ao fugir de ladrões. As moedas se espalharam pela gruta, mas não foram levadas pelos bandidos e o local foi chamado de Algar da Moeda. Mas a gruta só foi descoberta muito tempo depois em 1971, quando dois caçadores estavam perseguindo uma raposa e ela caiu na gruta, nesse Algar/ Gruta da Moeda.

Gruta das Moedas
Cascata da Gruta das Moedas

A partir daí o local passou a ser preparado para a visitação, contando com uma excelente estrutura, os caminhos entre as galerias são iluminados e o piso é de cimento para que as pessoas possam caminhar tranquilamente. As visitas são guiadas, custam 7 €, e duram de 30 a 40 minutos. Mais informações estão no site: https://www.grutasmoeda.com/ e é um passeio que eu super recomendo!!!

Gruta das Moedas
Lago da Felicidade

Solar do Bacalhau
Na escadaria do Solar do Bacalhau

Às 11h deixamos o hotel em Fátima e partimos para Coimbra (onde vamos pernoitar). Nosso passeio por essa cidade começou no tradicional Solar do Bacalhau (http://www.solardobacalhau.pt/), um restaurante bem típico da região, minha família quis provar do bacalhau e eu fiquei na saladinha com as batatas. Mas é um excelente restaurante, com preços razoáveis pela estrutura, atendimento e qualidade que oferecem (60 € para os quatro, incluindo os pratos principais, bebidas e sobremesas – lembrando que eles não cobram taxa de serviço, fica a critério do cliente, então nesse valor incluímos as gorjetas).

Solar do Bacalhau
Almoço em Família

Solar do Bacalhau
Pastel de Tentúgal com Queijadinha e Sorvete

Largo da Portagem Coimbra
Largo da Portagem

Rua Ferreira Borges Coimbra
Caminhando na Rua Ferreira Borges

Depois do almoço é hora de queimar as calorias, então fomos caminhar ali pelo Centro de Coimbra, passeamos na Praça do Comércio, no Largo da Portagem, andamos pelas lojinhas da Rua Ferreira Borges.

Visitamos a Igreja de Santiago, com sua fachada toda em pedra é encantadora, e a Igreja de São Bartolomeu, que é bem aconchegante.

Igreja de Santiago
Igreja de Santiago

Igreja de Santiago
Interior da Igreja de Santiago

Igreja de São Bartolomeu
Igreja de São Bartolomeu

Igreja de São Bartolomeu
Altar da Igreja de São Bartolomeu

Ponte de Santa Clara Coimbra
Ponte de Santa Clara

Fomos caminhando até a Ponte Santa Clara para apreciar a vista do Rio Mondego.  Se você estiver com tempo disponível vale a pena cruzar essa ponte e visitar “Portugal dos Pequenitos”, que é um parque temático com réplicas dos principais pontos turísticos de Portugal e de países de língua portuguesa, com uma riqueza de detalhes que impressiona. Apesar de ser direcionado ao público infantil, vale muito a pena os adultos conhecerem. Mais detalhes estão no site: http://www.portugaldospequenitos.pt/

Rio Mondego
Rio Mondego

Bem perto desse parque está o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, feito em estilo gótico, já sofreu muito em razão das enchentes do Rio Mondego, fazendo com que as freiras fossem para um novo convento: Mosteiro de Santa Clara-a-Nova em 1677. Após ser abandonado e ficar em ruínas, passou por um processo de recuperação e foi reaberto para visitação ao público em 2009. E foi no Paço desse mosteiro que Inês de Castro foi assassinada a mando do Rei D. Afonso IV (aquela que está enterrada no Mosteiro de Alcobaça, lembra?). Mais detalhes do mosteiro estão no site: https://www.culturacentro.gov.pt/mosteiro-santa-clara-a-velha/

E atrás desse mosteiro fica a Quinta das Lágrimas (hoje é um hotel, mas permite visita ao jardim), local em que D. Pedro e Inês de Castro se encontravam no jardim e onde está a Fonte das Lágrimas, que segundo a lenda teria sido criada pelas lágrimas derramadas por Inês quando morreu. E as manchas avermelhadas dessa fonte seriam o sangue derramado de Inês. Mais detalhes podem ser conferidos no site: http://www.centerofportugal.com/pt/quinta-das-lagrimas/

Pastel de Santa Clara
Pastel de Santa Clara

Agora voltando para a realidade, não deixe de provar o Pastel de Santa Clara, ali mesmo no Largo da Portagem tem várias pastelarias. Eu fui na Pastelaria Briosa.  Esse pastel é em forma de meia lua com recheio de doce de ovos e amêndoas e polvilhado com açúcar. Para conhecer mais opções de doces é só dar uma olhadinha no site: http://www.pastelariabriosa.com/produtos.htm

Universidade de Coimbra
Paço das Escolas da Universidade de Coimbra

Nossa parada seguinte foi para conhecer a Universidade de Coimbra, realmente é um complexo que impressiona, é considerada Patrimônio Mundial da Unesco desde 2013 e uma das mais antigas e respeitadas do mundo. Nossa visita começa no Paço das Escolas,  que é o conjunto arquitetônico histórico da Universidade, formado pela Porta Férrea ou Portal (que dá acesso à campus da universidade), a  Via Latina (que é a grande varanda do antigo Paço Real), a Torre (de 33,5 m de altura, onde fica o tradicional relógio)  e o  Portal Manuelino (porta da Capela de São Miguel). A Universidade possui vários mirantes, com vistas belíssimas do Rio Mondego e da Cidade de Coimbra.

Universidade de Coimbra
Portal da Universidade de Coimbra

Universidade de Coimbra
Vista do Pátio da Universidade

Torre da Universidade de Coimbra
Torre da Universidade de Coimbra

Dentre as partes visitáveis no interior da universidade estão o Paço Real, onde ficavam os aposentos dos rei, a Sala dos Archeiros ou das Armas (que abriga as armas da antiga Guarda Real) e a Sala dos Grandes Atos ou Sala dos Capelos (uma das mais lindas na minha opinião), esse nome faz referência à capa usada pelos Doutores na Universidade e é nessa sala que são defendidas as teses de Doutorado. Também é possível visitar a Torre que é um dos marcos da universidade.

Sala dos Archeiros
Sala dos Archeiros

Sala dos Capelos
Sala dos Capelos

O complexo da Universidade de Coimbra também abriga a Capela Real de São Miguel, que foi construída no século XII e depois reformulada no século XVI, usando o estilo manuelino. A Capela é revestida de azulejos e o órgão é em estilo barroco com decoração em dourado.

Capela de São Miguel
Capela de São Miguel

Capela de São Miguel
O belíssimo Órgão da Capela

Prisão Acadêmica
Prisão Acadêmica

Prisão Acadêmica
Prisão Acadêmica – Solitária

Outro local imperdível é a Biblioteca Joanina, uma das mais ricas de toda a Europa. A visita começa no subsolo onde ficava a “prisão acadêmica”, para onde iam os alunos que desrespeitavam as normas da universidade.

Depois fomos ao Piso Intermediário, que possui vários livros e em seguida fomos para o Piso Nobre (aqui é proibido fotografar), que é belíssimo, estima-se que seu acervo seja de 40.000 volumes. Vale lembrar que existem morcegos na biblioteca e eles são muito úteis para proteger os livros dos insetos. E para que eles não sujem as mesas, todas as noites essas são cobertas com lonas.

Biblioteca Joanina
Piso Intermediário da Biblioteca Joanina

Universidade de Coimbra
Estudantes da Universidade de Coimbra

O complexo da Universidade de Coimbra também tem uma ala mais moderna com grande espaço físico para abrigar todos os cursos oferecidos por ela. Para saber mais detalhes é só acessar o site: https://www.uc.pt/ . Outra curiosidade da universidade é o uso de uniformes por parte dos alunos, apesar de não ser obrigatório, se for usado precisa estar completo e é composto de sapatos pretos, calça para os homens e saia para as mulheres – ambos na cor preta, meia-calça preta para as mulheres, camisa branca, gravata, colete, casaco e capa preta para ambos.

Universidade de Coimbra
O Famoso Uniforme (Foto cedida pelo grupo “Amigos de Portugal”)

Esse mesmo uniforme é usado tanto no inverno quanto no verão (e dizem que a autora do Harry Potter – J.K. Rowling se inspirou neles para seus livros). Apesar de ser uma instituição pública, os alunos pagam uma espécie de mensalidade/ anuidade para frequentar os cursos e se forem de Portugal ou da União Europeia, o governo português subsidia uma parte, mas se for de outros países, o pagamento total é por conta do aluno.

Encerrada essa visita, fomos para o hotel. Nos hospedamos no Tryp Coimbra, o hotel é muito bom e melhor localizado que o de Lisboa, também não ficava na região central, mas dava para ir de táxi mais rapidamente. Aproveitamos a noite para descansar e já deixar tudo arrumado porque amanhã iremos dormir em Porto.

Roteiro do Quinto Dia – Aveiro, Vila Nova de Gaia e Porto

Ria de Aveiro Moliceiro
Ria de Aveiro

Saímos cedo de Coimbra em direção à Aveiro, uma bela cidade, conhecida como “Veneza Portuguesa”, por conta de seus canais que “abraçam” a cidade. Fizemos o passeio de Moliceiro, uma pequena embarcação que vai percorrendo a Ria de Aveiro (que é o estuário do Rio Vouga). O passeio custa 10 € por pessoa e te permite apreciar a cidade de uma forma diferente: navegando… Vale muito a pena!!!! Quer saber mais sobre Aveiro? É só dar uma olhadinha no site: http://www.centerofportugal.com/pt/aveiro/

Moliceiro
Delicioso Passeio de Moliceiro!!!!

Ovos Moles
Degustando os Ovos Moles de Aveiro

Além desse passeio, o que você não pode deixar de fazer em Aveiro é provar os “ovos moles” (não se assuste com o nome), trata-se de um docinho com recheio de gema de ovo, envolto numa massa feita de hóstia. Você vai encontra-lo em vários cafés, nós fomos no “A Barrica – A Casa dos Ovos Moles”, o ambiente é bem aconchegante, adorei a decoração e cada docinho custou 0,90 €.

Aveiro
Praça Dr. Joaquim de Melo Freitas

Também passeamos pelo centrinho de Aveiro, fomos na Praça Dr. Joaquim de Melo Freitas, atravessamos a ponte para ver a reação das pessoas no passeio de moliceiro.

Moliceiro
Moliceiro

Se você estiver com tempo, pode visitar o Museu de Arte Nova (http://mca.cm-aveiro.pt/rede-de-museus/museu-arte-nova/) e o  Museu da Cidade de Aveiro (http://mca.cm-aveiro.pt/), ambos com arquiteturas belíssimas e tem desconto ao comprar ingresso para visitar os dois. E falando em arquitetura bonita, o que chama bastante atenção é o  Forum Aveiro (http://forumaveiro.com/) que é o shopping center da cidade e que tem um lindo jardim suspenso. Vale a pena dar uma passeadinha por lá!

Museu de Arte Nova
Museu de Arte Nova

Museu da Cidade de Aveiro
Museu da Cidade de Aveiro

Vila Nova de Gaia
Vila Nova de Gaia

Partimos agora em direção a cidade do Porto, mas antes paramos do outro lado do Rio Douro, na Vila Nova de Gaia, que é considerada irmã gêmea do Porto (um não vive sem o outro) e onde ficam as caves das principais vinícolas do tradicional “Vinho do Porto”. Porém, antes de ir para essa parte, que sei que você está impaciente para conhecer, vamos parar para almoçar (para aguentar a degustação dos vinhos mais tarde). Nosso almoço foi no Restaurante Beira Douro (https://www.facebook.com/pages/Beira-Douro/221259824568350), o atendimento foi maravilhoso, os preços são bons (gastamos em torno de 50 € para os quatro, incluindo a taxa de serviço que eles não cobram, mas fizemos questão de dar pela atenção que tiveram conosco).

Sangria Porto
Provando a Sangria!!!

E lá foi a melhor Sangria (uma bebida à base de vinho e frutas) que experimentamos e minha irmã gostou bastante da “Francesinha” que é um prato típico do Porto.

 Restaurante Beira Douro
Família no Restaurante Beira Douro

Guia Guillermo
Família com o Guia Guillermo

Depois do almoço, passeamos pelo calçadão com nosso guia Guillermo, observamos a Ponte D. Luis I, que é um dos cartões-postais do Porto e muito bem planejada (foi projetada por um dos estagiários de Gustave Eiffel – criador da Torre Eiffel de Paris). Essa ponte faz a ligação entre o Porto e Vila Nova de Gaia e serve para vários meios de transportes (metrô na parte superior e automóveis na parte inferior) e para os pedestres nos dois pisos.

Ponte D. Luis I
Ponte D. Luis I

 Teleférico de Gaia
Teleférico de Gaia

Quer apreciar a Ponte D. Luis I e o Rio Douro de uma forma diferente? Te convido a me acompanhar no Teleférico de Gaia (o passeio de ida e volta mais uma degustação de vinho custa 9 €). Mais detalhes desse passeio estão no site: http://www.gaiacablecar.com/. A vista é maravilhosa!!!! Você pode descer do teleférico, apreciar a vista da ponte, visitar o Mosteiro da Serra do Pilar (http://www.culturanorte.pt/pt/patrimonio/mosteiro-da-serra-do-pilar/) e pegar o teleférico de volta quando quiser. Quer se encantar ainda mais com a vista? Dá uma olhadinha no vídeo que fiz no nosso canal no youtube e depois me conta o que achou: https://www.youtube.com/watch?v=svRdtAidWL8

Mosteiro da Serra do Pilar
Mosteiro da Serra do Pilar

Rio Douro
Encantada com a Vista do Porto!!!

 Porto e do Rio Douro
Vista do Porto e do Rio Douro

Quinta Santa Eufêmia
Degustação na Quinta Santa Eufêmia

Fizemos a degustação do vinho na Quinta Santa Eufêmia¸ só na volta para ter um motivo para voltar, já que a vista estava tão encantadora lá em cima. Continuando a parte das bebidas, nossa próxima parada foi a visita à Vinícola Sandeman, onde fomos recepcionados pelo guia vestido como o fundador da vinícola, para entrar no clima.

Vinícola Sandeman
Vinícola Sandeman

Visitamos as caves (adegas), aprendemos que o Vinho do Porto só pode ser produzido na Região do Douro por questões climáticas e que as caves ficam em Vila Nova de Gaia e não na cidade do Porto também por questões ambientais. Tudo para garantir melhor qualidade e sabor ao Vinho do Porto. Também aprendemos sobre os três tipos de Vinhos do Porto:  Ruby (mais frutado), Tawny (mais amadeirado) e o Branco (produzido com uvas brancas, é mais jovem que os anteriores e tem sabor frutado). E dentre os vinhos Ruby, tem-se o Vintage (que é feito com uvas de safras especiais, continua envelhecendo na garrafa, costuma ser caríssimo e assim que aberto tem que ser consumido em no máximo em 48h para não perder suas características).

Vinícola Sandeman
Guia da Vinícola Sandeman

Vinícola Sandeman
Caves da Vinícola Sandeman

Vinícola Sandeman
Hora da Degustação!!!

Depois de toda essa aula, fomos para a parte que você estava esperando:  Degustação dos Vinhos do Porto. Essa visitação estava inclusa no pacote da viagem, por isso não coloquei os valores, mas a Vila Nova de Gaia é repleta de vinícolas como a Ferreira, a Calem, a Taylor, entre outras, é só escolher a que mais te agrada e partir pra alegria!!! Para saber mais detalhes da Sandeman é só conferir no site: http://www.sandeman.com/

Essa degustação até animou para o próximo passeio que foi de Barco Rabelo pelo Rio Douro, esse tipo de embarcação é que fazia o transporte do Vinho do Porto do local de sua produção até as caves de Vila Nova de Gaia. Esse passeio (que também estava incluso no pacote da viagem, mas é possível comprar ingresso lá na hora) é muito interessante!! Se tem a visão de Vila Nova de Gaia e do Porto de um ângulo diferente, se conhece várias pontes do rio e se encanta cada vez mais com a perfeição da natureza!

Barco Rabelo Rio Douro
Barco Rabelo

Rio Douro
Passeio pelo Rio Douro

Terminando o passeio de barco, seguimos agora para a cidade do Porto.

 Igreja da Lapa
Igreja da Lapa

Nossa primeira parada foi na Igreja da Lapa, sua arquitetura é muito bonita, mas o que verdadeiramente chama a atenção nessa igreja é que junto ao altar está sepultado o Coração do Rei D. Pedro IV de Portugal (nosso D. Pedro I do Brasil). Não é em sentido figurado, lá está o órgão, o músculo cardíaco. E para se tirar o coração dali para eventuais estudos é uma tarefa bem complexa: são cinco chaves para se chegar ao recipiente de vidro com formol onde está o coração e essas chaves estão sob a tutela da Prefeitura do Porto. Embora cientistas brasileiros estejam reivindicando o órgão para estudo não se sabe se vão conseguir… Mas se você quiser mesmo ver o coração de D. Pedro, aguarde o documentário “O Sentido da Vida” do diretor Miguel Gonçalves Mendes que conseguiu autorização para usar o Coração de D. Pedro em uma cena na abertura do filme. Mais detalhes sobre o filme estão no site: http://www.osentidodavida.com/ e tem previsão de estreia para 2019. Fiquei curiosa para assistir, e você?

 Igreja da Lapa
Altar da Igreja da Lapa

Coração de D. Pedro I
Onde está o Coração de D. Pedro I

Torre dos Clérigos
Torre dos Clérigos

A próxima parada foi na Torre dos Clérigos (http://www.torredosclerigos.pt/pt/), um dos cartões-postais do Porto. Sua arquitetura em estilo barroco por si só já é um encanto, sua altura é de 75m e se você estiver com disposição pode subir seus 225 degraus para ter uma vista privilegiada da cidade.

Bem pertinho da Torre fica a  Livraria Lello (www.livrarialello.pt), que já virou tradição na cidade por ter sido sua escada que inspirou a Escada da Biblioteca dos filmes e livros do Harry Potter (a autora J. K. Rowling morou um tempo em Porto e frequentava essa livraria).

Livraria Lello
Fachada da Livraria Lello

Os ingressos para visitar a livraria são adquiridos na lojinha da livraria que fica na esquina custam 5 €, valor que pode ser abatido se você comprar algum livro. Tem vários do Fernando Pessoa, importante autor português, e acaba sendo uma ótima opção de presente e de souvenir da viagem (minha irmã comprou o “Mensagem” do Fernando Pessoa que custava 13 € e com o desconto da entrada ficou por 8 € e eu escolhi “O Esoterismo de Fernando Pessoa” da autora Dalila L. Pereira da Costa para entender um pouco mais sobre ele e seus pseudônimos – que ficou por 7 € com o desconto). Depois me conta nos comentários qual você escolheu e nos recomenda.

Livraria Lello
Famosa Escadaria da Livraria Lello

A escadaria realmente impressiona como toda a arquitetura da livraria. Mesmo que tenha filinha para entrar vale a pena enfrenta-la. Também tem concorrência para tirar foto na escada, vai ser difícil conseguir uma só sua, sempre vai ter alguém atrás, mas o que importa é encher seus olhos com essa beleza. E vou te contar uma curiosidade: o que parece madeira e ouro na decoração da escada é gesso com pintura dourada para reduzir o peso, mas de qualquer forma é belíssimo!!!

Livraria Lello
Livraria Lello

Livraria Lello
Escadaria vista de Baixo

Seguimos agora para o hotel: Holiday Inn Express Porto Exponor (mesma situação de hotel: muito bom, porém bem afastado – a única vantagem em relação ao de Lisboa é que tinha um ponto de ônibus em frente com uma linha que levava para o centro e no painel tinha os horários que ele passava por ali – e era bem pontual). E não muito longe dali (mas precisava ir de ônibus ou táxi) ficava o Mar Shopping Matosinhos (https://www.marshopping.com/pt-pt/matosinhos) , um shopping bem legal e com ótimas lojas. Vale a pena conhecer. Agora vamos aproveitar para descansar para acordar bem cedo amanhã e curtir o Porto!

Roteiro do Sexto Dia – Porto: Igreja dos Clérigos, Igreja de São Francisco, Palácio da Bolsa, Estação São Bento, Sé do Porto, Avenida dos Aliados, Igreja do Carmo e dos Carmelitas, Praça da Cordoária, Shopping Mar e Jantar com Show de Fado

Calma! Sei que você cansou só de ler o roteiro, mas te garanto que vai dar tempo de fazer tudo isso porque é tudo pertinho e você não vai se arrepender porque tem tanta coisa linda pra se ver que vale muito a pena!!! Hoje era dia livre no pacote da viagem, nossos pais aproveitaram para ficar no hotel descansando para à noite aproveitar melhor o Show de Fado e minha irmã e eu fomos desbravar a cidade do Porto.

Casa da Música
Casa da Música

Em frente ao hotel, pegamos o ônibus (valor da passagem: 1,95 €) das 8h50 com destino à Praça da Cordoária. Nesse percurso passamos pela Casa da Música, pelo Palácio de Cristal e descemos no ponto final que fica ao lado da Torre dos Clérigos.

Torre dos Clérigos
Torre dos Clérigos

Aproveitamos para visitar a Igreja dos Clérigos (http://www.torredosclerigos.pt/pt/)  que fica junto com a Torre dos Clérigos, é belíssima e tem formato arredondado. Ao lado da Igreja tem várias lojinhas e passa o elétrico.

Igreja dos Clérigos
Igreja dos Clérigos

Ruas do Porto
Ruas do Porto

Fomos passeando pelas ruas do Porto, passamos pelo Mercado Ferreira Borges, pela Praça D. Henrique (em frente ao Palácio da Bolsa) e que é muito limpa e bem cuidada.

Mercado Ferreira Borges
Mercado Ferreira Borges

Praça D. Henrique
Praça D. Henrique

Igreja de São Francisco de Assis
Igreja de São Francisco de Assis

Nossa próxima parada foi na  Igreja de São Francisco de Assis (http://ordemsaofrancisco.pt/igrejamuseu/), que é do lado dessa praça acima.  O ingresso para toda a visitação (museu e igrejas) custa 7 € por pessoa, na parte do Museu e da Igreja do Convento de São Francisco é permitido fotografar, mas na parte da Igreja dos Terceiros de São Francisco (conhecida como a Igreja de São Francisco de Assis) não são permitidas fotografias.

Igreja de São Francisco de Assis
Lateral da Igreja de São Francisco de Assis

Uma pena porque eu queria muito registrar essa beleza e te mostrar. É uma das igrejas mais lindas que já vi na vida: toda revestida em ouro!!! Um trabalho magnífico!!! Se você tiver que escolher só uma igreja para visitar em Porto, recomendo essa. Mas se você tiver mais tempo, pode visitar as que vou te mostrar adiante que também têm sua beleza peculiar.

Igreja de São Francisco de Assis
Visita ao Museu do Complexo de São Francisco de Assis

Igreja de São Francisco de Assis
Mirante da Igreja de São Francisco de Assis

Completamente encantadas por essa Igreja, fomos visitar sua vizinha:  A Associação Comercial do Porto, onde fica o Palácio da Bolsa (https://palaciodabolsa.com/), compramos os ingressos por 9 € por pessoa para a próxima visita guiada que seria em inglês (mas também tem em português e espanhol – você pode escolher o horário do idioma que prefere, já comprar os ingressos e fazer algum passeio ali por perto e só voltar na hora do seu tour).

Palácio da Bolsa
Palácio da Bolsa

Palácio da Bolsa
Salão Árabe do Palácio da Bolsa

Posso te dizer que a visita ao Palácio da Bolsa é outro passeio imperdível do Porto. Uma sala mais linda que a outra, mas as que mais gostei foram o Salão Árabe, a Escadaria Nobre e o Pátio das Nações, mas tem outras salas belíssimas, em uma até o piso é feito para dar a impressão de 3ª dimensão. E a Sala das Assembleias Gerais também usa a técnica do gesso (ou plaster em inglês) para substituir a madeira (como te contei que acontece na escada da Livraria Lello). O trabalho é tão perfeito que você nem percebe a diferença.

Escadaria Nobre Palácio da Bolsa
Escadaria Nobre do Palácio da Bolsa

Palácio da Bolsa
Detalhe do Piso em 3D

Pátio das Nações Palácio da Bolsa
Pátio das Nações

Sala das Assembleias Gerais Palácio da Bolsa
Sala das Assembleias Gerais

Terminando a visita, passamos na lojinha do Palácio da Bolsa para comprar algumas lembrancinhas, entre elas um postal com uma das possíveis histórias do Galo (ou Galinho) de Barcelos, um dos símbolos de Portugal. Segundo a lenda, estava acontecendo uma festa e um dos convidados foi acusado de ter roubado a prataria da casa. Ele foi levado ao tribunal e condenado à forca, mas ele jurou inocência, então o juiz lhe concedeu uma última oportunidade para apresentar sua defesa. Ele disse que se fosse realmente inocente aquele galo que estava morto ali na frente cantaria. O que de fato aconteceu: o galo cantou e ele foi libertado. A partir daí o galo virou símbolo de Barcelos, cidade onde aconteceu o fato e também símbolo de Portugal e que está presente em vários souvenirs.

Continuamos a caminhar pelo Porto e fomos visitar a Estação de Trem São Bento (https://www.cp.pt/passageiros/pt/consultar-horarios/estacoes/porto-sao-bento), que tem uma arquitetura externa de inspiração francesa encantadora, porém é mais conhecida pelos seus belíssimos painéis de azulejo do hall principal que retratam importantes momentos da história de Portugal. São cerca de 20 mil azulejos em 551 metros quadrados que levaram o artista Jorge Colaço a conseguir completar a obra em 11 anos.

 Estação São Bento
Estação de Trem São Bento

 Estação São Bento
Interior da Estação São Bento

Sé do Porto
Mirante da Sé do Porto com vista da Torre dos Clérigos

Bem perto dessa Estação, fica a  Sé do Porto  (http://www.diocese-porto.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=877:igreja-da-se-catedral-do-porto) passamos por seu mirante, que oferece uma vista formidável (preste atenção no destaque da Torre dos Clérigos- sempre ela: linda, poderosa e absoluta!!!). Falando em poderosa, a Sé do Porto pode ser considerada assim também, seu estilo gótico-românico e a imponência de suas pilastras impressionam! Vale a pena conhecer!

Sé do Porto
Sé do Porto

Sé do Porto
Sé do Porto em seu interior

Avenida dos Aliados
Avenida dos Aliados

Nossa próxima parada foi na Avenida dos Aliados, umas das principais avenidas do Porto. Realmente é muito bonita, cercada de vários e belíssimos prédios.

Mc Donald’s Imperial
Mc Donald’s Imperial

Entre eles, o do antigo Café Imperial, que agora é o Mc Donald’s Imperial e que manteve seu estilo arquitetônico imperial e é considerado um dos Mc Donald’s mais lindos do mundo. Vale a pena dar uma passadinha para conhecer e experimentar o Grand Parfait (é parecido com sundae, mas não tem aqui), o Iced Frappé Mocha e o Milk Shake de morando (que é bem parecido com o nosso). Para conhecer mais sobremesas é só conferir no site: https://www.mcdonalds.pt/ementa/categorias/sobremesas/

Mc Donald’s Imperial
Interior do Mc Donald’s Imperial

Mc Donald's Imperial
As delícias geladas!!!!

Porto
Meu novo amigo do Porto

Ali na Avenida dos Aliados, vi uma prática que é muito comum também em Coimbra: artistas de rua (principalmente músicos de acordeon/ sanfona) tocando seu instrumento e tendo ao lado um ajudante muito especial: seu cãozinho de estimação. É muito difícil resistir a tanta fofurice e não colaborar com o trabalho do artista.

Lojinha da LIvraria Lello
Decoração da Lojinha

Fomos passear agora pela região da Galeria Paris, que é uma rua próxima à Livraria Lello e que tem barzinho à noite e durante o dia tem feirinha de artesanato (não sei você, mas eu não resisti a essas feirinhas….). Depois fomos visitar com calma a Lojinha da Livraria Lello, porque ontem estava muito corrido. Essa lojinha tem uma decoração bem legal e é impossível não tirar foto com a bagagem e a Edwiges (a coruja) do Harry Potter.

Livraria Lello Lojinha
Pronta para Hogwarts

Outro lugar bem bacana de visitar é a Praça Gomes de Teixeira, onde fica a Universidade do Porto e tem a Fonte dos Leões.

Praça Gomes de Teixeira
Universidade do Porto na Praça Gomes de Teixeira

Fonte dos leões Praça Gomes de Teixeira
Fonte dos leões

Igreja do Carmo e Igreja dos Carmelitas
Igreja do Carmo e Igreja dos Carmelitas

E do outro lado da rua fica a Igreja do Carmo e Igreja dos Carmelitas (uma grudada na outra) e a Igreja dos Carmelitas tem um museu. O ingresso que custa 2,50 € por pessoa dá direito a visitar os três espaços. As igrejas são lindas por dentro e a Igreja do Carmo (https://www.ordemdocarmo.pt/) tem um belíssimo painel de azulejo na sua parede exterior! Vale a pena a visita!

Igreja do Carmo e Igreja dos Carmelitas
Fachada da Igreja do Carmo e Igreja dos Carmelitas

Igreja do Carmo e Igreja dos Carmelitas
Museu da Igreja dos Carmelitas

Igreja dos Carmelitas
Interior da Igreja dos Carmelitas

Igreja do Carmo
Altar da Igreja do Carmo

Ainda passamos pela Praça da Cordoária (ou Jardim de João Chagas) que foi fundada em 1865 pelo Visconde De Vilar d’Allen, com o projeto do paisagista Émile David, sofreu com o ciclone de 1941, mas em 2001 foi remodelada pelo arquiteto Camilo Cortesão. A praça é muito bem cuidada e tem um grande acervo de esculturas. Se tiver um tempinho, vale a pena passear por ela.

 Praça da Cordoária
Praça da Cordoária

Ali mesmo na Praça da Cordoária, pegamos o ônibus (com destino ao Mar Shopping) para voltar ao hotel. Mas antes demos uma passadinha no  Mar Shopping https://www.marshopping.com/pt-pt/matosinhos) – paulistana não resiste a um shopping…

Mar Shopping
Show dos Ursinhos Carinhosos

Como já comentei ontem, esse shopping é muito legal, tem ótimas lojas, uma boa praça de alimentação e ainda estava tendo apresentação dos “Ursinhos Carinhosos” em comemoração aos 10 anos do shopping. Não resisti e parei para assistir, sou apaixonada pelos Ursinhos Carinhosos, lembrou minha infância. Detalhe que tinha muito mais adultos assistindo ao show do que crianças. Acho que não sou a única apaixonada por eles…rsrs

Herança Magna
Um Brinde ao Fado

Depois de ficar quase duas horas no shopping (era pra ser só uma passadinha…), pegamos um táxi e fomos para o hotel para nos arrumar para o evento da noite: Jantar com Show de Fado e Folclórico no Herança Magna (http://www.herancamagna.pt/pt). Fomos com a CVC (contratamos esse passeio opcional por 60 € por pessoa). O evento começou com uma apresentação sobre a cidade do Porto e seus pontos turísticos.

Herança Magna
Show de Fado no Herança Magna

Seguimos para outra sala onde foi servido o Jantar (onde foi possível confraternizar com os grandes amigos que fizemos nessa viagem) e depois retornamos para a primeira para assistir ao Show de Fado (para os portugueses é um desrespeito assistir ao show comendo, porque não se presta atenção no artista, por isso a refeição é servida antes). E a finalização foi com um Show Folclórico muito bonito por sinal e para animar a turma, depois de tanta melancolia e “sofrência” do fado.

Herança Magna
Jantar dos Amigos: Meus pais com Sérgio e Bella do lado esquerdo e a Ambrosina, a Néy, a Seule e seu esposo do lado direito

Herança Magna
Jantar dos Amigos: Eu e Minha Irmã com a Miriam, a Geanini e a Aninha com seus respectivos maridos

Herança Magna
Show Folclórico encerrando a festa

Essa foi uma excelente forma de me despedir do Porto e de Portugal, brindando com um show para celebrar essa linda viagem! O roteiro de Portugal termina por aqui, espero que tenha gostado dos passeios! E aproveito para te convidar a me acompanhar na Espanha e na França nas próximas postagens!!!

No caminho da Justiça: Visita ao Museu do Tribunal e ao Palácio da Justiça

Quer conhecer um pouco mais sobre a arquitetura e curiosidades das construções de prédios icônicos da justiça de São Paulo? Hoje meu convite é para que você me acompanhe na 4ª Jornada do Patrimônio 2018 e venha visitar o Museu do Tribunal de Justiça e o Palácio da Justiça! Vamos?

Justiça
No Caminho da Justiça

Nosso passeio começa pelo Palacete Conde de Sarzedas, que é a sede do Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo desde 2007. Porém o prédio foi construído para residência e permaneceu com essa finalidade até próximo da década de 40.

Palacete Conde de Sarzedas Museu TJ
Palacete Conde de Sarzedas

O Palacete foi construído no final do século XIX por Luís de Lorena Rodrigues Ferreira, que era bisneto do 5º Conde de Sarzedas (por isso o nome do edifício), que casou-se com a francesa Marie Louise Belanger e a trouxe para viver no palacete com ele, pela diferença de idade entre os dois (ele tinha 60 anos e ela 18) surgiram boatos que ela era sua amante e o prédio era conhecido como “Castelinho do Amor”. Mas o que importa é o amor e a atmosfera aconchegante desse lar. Eles tiveram um filho, que foi a pessoa que mais aproveitou esse ambiente, vivendo ali até 1939.
O lugar é realmente de uma beleza arquitetônica incrível, logo no hall de entrada você já se depara com esse teto maravilhoso e a primeira sala onde estava acontecendo um sarau também é de encher os olhos.

Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo
Teto do Hall de Entrada

Palacete do Conde de Sarzedas
Detalhes da Sala do Palacete

 

 

 

 

Museu do TJ SP
Corredor do Museu

Seguimos por um belíssimo corredor que foi restaurado desde o teto até o piso e teve seus vitrais vindos a maioria da França. Aqui estão expostos objetos de época, como relógios, calculadoras, protocolos, coleiros, entre outras peças.

Palacete Conde de Sarzedas
Objetos de época do Palacete

Museu do TJ
Protocolo antigo

 

 

 

 

 

 

Na sala seguinte fica a exposição “O Júri”, na qual foi possível conhecer um pouco da história do Tribunal do Júri, que é um tribunal popular onde a decisão pela inocência ou culpabilidade do réu cabe aos jurados, através da votação dos quesitos (perguntas objetivas cujas respostas são: “sim” ou “não”) e a sentença prolatada pelo juiz é baseada nessa decisão.

Museu TJ SP O Júri
Mesa do Juiz na Sala do Júri

A Escola de Atenas Museu TJ
Mesa do Escrevente com “A Escola de Atenas” ao fundo

Aqui estão expostos alguns dos processos de grande repercussão nacional, bem como as vestimentas do juiz, promotores e advogados, a mesa do juiz, do escrevente, as urnas para os sorteios dos jurados, um crucifixo e um belíssimo quadro réplica do afresco “A Escola de Atenas” de Rafael di Sanzio, que simboliza a busca da verdade no âmbito filosófico e que se aplica perfeitamente à busca da verdade no âmbito judiciário.

 

 

Museu TJ SP
Crucifixo do Museu

Museu TJ SP
Beca do Advogado

 

 

 

 

 

 

 

 

Palacete Conde de Sarzedas
Escadaria do Palacete

No andar superior tem uma sala de estar decorada com mobiliário da época em que era residência da família, inclusive com fotos do casal: Luiz de Lorena Rodrigues Ferreira e Maria Luiza (Marie Louise) Belanger Rodrigues Ferreira.

Donos do Palacete
Primeiros proprietários do Palacete

 

 

 

Palacete Conde de Sarzedas
Sala de estar do Palacete

E ao lado tem uma sala em homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, com uma parte do piso transparente para que possa ser visto como foi o processo de suporte para a restauração da estrutura do prédio.

Museu TJ SP
Exposição da Revolução de 1932

Museu TJ SP
Restauro do Prédio

 

 

 

 

Palacete Conde de Sarzedas
Palacete Conde de Sarzedas

Ficou com vontade de conhecer mais do Palacete? Então é só conferir mais informações no site: http://www.tjsp.jus.br/museu e as visitas monitoradas podem ser agendadas pelos telefones: (11) 3295-5818 /5819 ou pelo e-mail: museutj@tjsp.jus.br. O museu funciona de segunda à sexta das 11h às 17h com entrada gratuita e fica na Rua Conde de Sarzedas, 100 –  próximo à estação Sé do metrô.

Nosso passeio continuou com a visita guiada ao Palácio da Justiça, que é a sede do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, um projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, cuja inauguração se deu em 25 de janeiro de 1942.

Palácio da Justiça SP
Palácio da Justiça

Salão dos Passos Perdidos
No Salão dos Passos Perdidos

A fachada já impressiona com sua imponência e união dos estilos neoclássico e barroco, mas o encantamento é ainda maior no hall de entrada, onde fica o “Salão dos Passos Perdidos”, com suas 16 colunas de granito vermelho de Itu que pesam cerca de  15 toneladas (e na época da construção foram içadas por roldanas e com as força dos operários porque não tinha guindaste), o teto com detalhes de ouro e marfim e o tapete vermelho que conduz à sala do júri. Existem várias hipóteses para o nome “Salão dos Passos Perdidos”, entre elas seria porque as pessoas que estavam esperando para se apresentarem ao juiz ficavam ali andando de um lado para outro nesse salão, bem como as pessoas que estavam esperando pelo resultado do julgamento nas sessões do Tribunal do Júri.

Sala do Júri Palácio da Justiça
Salão do Júri

No “Salão do Júri” fomos recepcionados pelo monitor Paulo que nos deu uma aula sobre o funcionamento da Justiça Estadual de São Paulo, incluindo o Tribunal do Júri e o Tribunal de Justiça em si, contou como eram as sessões no Salão do Júri até 1988 (quando passaram a ser realizadas nas varas do júri do Fórum Criminal da Barra Funda), mostrou onde ficavam o juiz, os jurados, os promotores, os advogados, as testemunhas, o réu e o público que ia assistir ao julgamento.

Salão do Júri Palácio da Justiça
Mais um ângulo do Salão do Júri

Sala do Júri
Bancos dos Jurados

 

 

 

 

 

 Salão do Júri TJ SP
Crucifixo do Salão do Júri

Ele nos explicou também todo o processo de construção do Palácio da Justiça e cada peculiaridade da riqueza arquitetônica desse edifício, como o significado dos vitrais, das figuras de leões e águias nas paredes e nos lustres, entre outros símbolos, e principalmente o porquê da imagem de Jesus Cristo Crucificado na parede do salão: um alerta para o maior erro judiciário cometido na história da humanidade, lembrando a todos do cuidado que devem ter ao analisar o caso que está sendo julgado.

Mesmo não sendo mais utilizado para sessões de julgamento, o Salão do Júri mantém sua configuração original (foi tombado pela Condephaat da Secretaria da Cultura em 1981) e é utilizado para visitas monitoradas, cerimônias de posse e outros eventos culturais.

Poeta Paulo Bomfim
Poeta Paulo Bomfim

A próxima sala a ser visitada foi o Espaço Cultural “Poeta Paulo Bomfim”, cuja monitoria ficou por conta do Nelson, que nos explicou que essa era a sala secreta dos jurados e em 2009 passou a ser um espaço de homenagem ao Poeta Paulo Bomfim, que é funcionário do Tribunal de Justiça, autor do hino do TJ, membro da Academia Paulista de Letras e autor de grandes obras que retratam seu amor e respeito pelo judiciário e pela cidade de São Paulo. Acho muito interessante essa homenagem à pessoa enquanto ela está viva e pode receber esse carinho e reconhecimento pelo trabalho.

Poeta Paulo Bomfim
Algumas premiações do Poeta

Sala Paulo Bomfim
Revolução de 1932

Nesse espaço também tem uma exposição em homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, com um acervo que destaca sua importância histórica para todo o judiciário brasileiro.

 

A seguir fomos visitar a Sala “Desembargador Emeric Levai”, tendo como anfitriã a monitora Cláudia, que nos explicou que esse espaço já serviu como dormitório para os jurados (pois estes eram incomunicáveis e não podiam sair do tribunal enquanto o julgamento não terminasse) e que desde 1995 expõe parte do acervo do Museu do Tribunal de Justiça (que foi nosso primeiro passeio de hoje).

Objetos Históricos
Urna, sineta e tinteiro

A sala abriga diversas peças históricas, como tinteiros, urnas, livro de registro de feitos, a colher de pedreiro do assentamento da primeira pedra do Palácio em 1920,  e até a vara do juiz ordinário, que simboliza a autoridade do juiz (deveria estar sempre com ele, sob pena de multa) e também significa a condução coercitiva ao magistrado, dando origem à expressão “conduzido debaixo de vara”.

Palácio da Justiça
Vara do Juiz Ordinário

Palácio da Justiça
Colher de pedreiro histórica

 

 

 

 

 

 

Essa sala também tem fotos de grandes nomes do judiciário brasileiro e o brasão de armas de São Paulo pintado na parede. O teto tem pinturas e em uma das paredes é possível como é feito o processo de restauração, com uma parte apresentando a pintura original desgastada pelo tempo.

Sala Desembargador Emeric Levai
Sala Desembargador Emeric Levai

 

Plenária do Palácio da Justiça
Plenária do Palácio da Justiça

Para finalizar nosso tour, fomos conhecer “A Plenária”¸ que fica no 5º andar, tem o nome de “Sala Ministro Manoel da Costa Manso” e também é conhecida como  “Salão Nobre”.

 

Plenária do Palácio da Justiça
É realmente um Salão Nobre

Plenária do Palácio da Justiça
Bancada da Plenária

 

 

 

 

Aqui ocorre o julgamento de matérias de natureza administrativa e específicas pelo Órgão Especial, formado por 25 desembargadores. A sala é encantadora, desde o teto, passando pelas paredes com pinturas folhadas a ouro, pelos móveis, até chegar nos vitrais que representam as “Sete Virtudes da Justiça”, como o Pensamento, a Paz, a Inocência, o Passado, a Verdade, a Esperança e a Temperança.

Plenária do Palácio
Detalhes dos Vitrais e Pinturas

E para encerrar o roteiro com chave de ouro foi realizado um “quiz” com questões sobre as informações  que foram passadas na visita, eu acertei uma delas e ganhei um kit do TJ. Sei que você está curioso para saber o que tinha na sacolinha, não é? Então vou te contar: eu ganhei um calendário, lindos postais do Palácio e de seus detalhes arquitetônicos, marcadores de página, livros informativos entre outros brindes.

Quiz da Plenária
Com Nelson, Paulo e Cláudia na Premiação do Quiz

Palácio da Justiça
Beleza arquitetônica do Palácio da Justiça

O Palácio da Justiça realmente impressiona por sua grandiosidade arquitetônica, desde as salas que visitamos, passando pelo hall, pelas escadarias, até os corredores, enfim, tudo foi construído e é mantido com muito zelo e cuidado. Foi um privilégio fazer essa visita!

Salão dos Passos Perdidos
Vista Superior do Salão dos Passos Perdidos

Se você gostou da postagem e quer conhecer pessoalmente, basta entrar em contato pelos telefones: (11) 3117-2615 (de segunda à sexta das 9h às 19h) ou pelo e-mail: visita@tjsp.jus.br. Lembrando que as visitas monitoradas precisam ser agendadas e são para grupos, mas as visitas guiadas individuais podem acontecer em eventos como esse que participei (Jornada do Patrimônio), em viradas culturais, entre outros. E próximo evento será a 12ª Primavera dos Museus (dias 22 e 23 de setembro de 2018 com visitas monitoradas às 11h, 14h e 16h30). Ou então, você pode visitar diretamente, sem monitoria, de segunda à sexta das 12h30 às 18h. O Palácio da Justiça fica na Praça Clóvis Bevilacqua, s/n, próximo à estação Sé do metrô. Para saber mais detalhes, é só dar uma olhadinha no site: http://www.tjsp.jus.br/Museu/PalacioDaJustica

Muito obrigada por ter me acompanhado em mais essa experiência. Se puder, compartilhe como foi pra você percorrer o Caminho da Justiça…

Conhecendo a Neve no Chile

O Brasil é um país lindo e que tem calor quase o ano todo, sou muito feliz por isso! Mas confesso que sempre tive vontade de conhecer a NEVE, poder tocar, sentir sua textura, enfim, queria ver a neve!!! Se você também tem esse desejo, me acompanhe nessa viagem e verá que esse sonho pode ser realizado e não custa tão caro assim…
Te convido a viver minha experiência de seis dias no Chile. Já sei, você vai dizer que é muito corrido, mas seguindo essas dicas e otimizando o tempo dá pra aproveitar bastante e ficar com um gostinho de quero mais pra voltar com mais tempo se quiser. Vamos?

Ski Valle Nevado
Estação de Ski do Valle Nevado

Roteiro do Primeiro Dia – Palacio de La Moneda / Plaza de Armas/ Paseo Ahumada e Restaurante Giratorio

Quem me acompanhou nessa viagem, mais uma vez, foi a minha irmã Ane. Fechamos o pacote com aéreo e hospedagem pela Decolar. Saímos de São Paulo (Aeroporto de Cumbica – Guarulhos) às 8h55, voando pela LATAM, com destino ao Aeroporto Internacional de Santiago – Arturo Merino Benitez. Chegamos lá por volta das 13h30, pegamos um táxi e fomos para o Hotel RQ Santiago (http://www.rq.cl/santiago-suites/?lang=pt ) que fica na Av Libertador Bernardo O’Higgins, ao lado da Torre Entel e próximo à estação de metrô La Moneda, porém não é possível parar carro na frente do hotel, então tivemos que caminhar um pouco com as malas, mas nada que fosse problema. Além disso, tem um supermercado no subsolo do hotel.

Por do Sol Chile
Por do Sol em Santiago

Isso mesmo, achei muito interessante essa forma de aproveitar o espaço. Gostamos bastante do hotel e essa vista do pôr do sol da janela é encantadora!

 

 

Deixamos nossos pertences no hotel e fomos caminhar para conhecer a cidade. Nossa primeira parada foi no Palacio de La Moneda, que é a sede do governo chileno. É possível fazer visitas guiadas no seu interior, mediante agendamento prévio no site: https://visitasguiadas.presidencia.cl/ .

Palacio de La Moneda Santiago
Palacio de La Moneda

Como estávamos com o tempo contado não chegamos a fazer esse tour. De qualquer forma, a arquitetura exterior é bem bonita e no subsolo tem o Centro Cultural com várias exposições (fizemos essa visita no sábado pela manhã). Também na parte externa do palácio, em frente à Plaza de la Constitución, ocorre a cerimônia da troca de guarda. Vale muito a pena assistir (conseguimos ver no último dia do nosso roteiro). Para saber os dias certos da troca é só conferir o site: http://www.santiagocapital.cl/eventos/ver/1361/

Continuamos caminhando e chegamos até a Plaza de Armas, onde se localizam a Catedral Metropolitana, o Correo Central, o Museo Historico Nacional entre outros grandes edifícios históricos, cujos detalhes vou postar no roteiro do 4° dia, quando os visitamos com mais calma.

Al Pueblo Indígena
Monumento Al Pueblo Indígena

Aqui também encontramos o Monumento “Al Pueblo Indígena”, que é o marco dessa praça e foi construído em 1992 por Enrique Villalobos como forma de homenagem aos indígenas.

 

 

Também aproveitamos a caminhada na região central para passar no Paseo Ahumada, que é um calçadão com diversas lojas, desde eletrônicos, artigos esportivos, farmácias, casas de câmbio até as grandes lojas de departamento como a Falabella, Ripley e Paris. Vale a pena conhecer, os preços variam bastante e tem várias opções de produtos. Eu, particularmente, gostei mais da loja Falabella de Buenos Aires (foi nessa loja que comprei alfajor da Cajafaz que parecia bem casado, uma delícia – fui toda feliz procurar na loja de Santiago, mas não encontrei, então fica a dica, se for na de Buenos Aires, compre porque só tem lá). Gulodices à parte, você pode encontrar coisas bem legais por aqui. Como já estava ficando tarde, voltamos para o hotel para nos prepararmos para o próximo passeio.

Restaurante Giratorio Santiago
Linda vista do Restaurante Giratorio!

Um dos lugares que estava mais ansiosa para conhecer era o Restaurante Giratorio (Nueva Providencia, 2250 – Piso 16 – Próximo ao metrô Los Leones). Como o próprio nome diz, enquanto você se alimenta, a plataforma onde ficam as mesas faz um giro de 360° para que você possa apreciar a vista da cidade, que por sinal é lindíssima. Não se preocupe que não provoca enjoo porque o giro é bem lento e a volta completa dura cerca de uma hora. Como fomos numa quarta-feira, não chegamos a fazer reserva, só esperamos uns dez minutinhos e já conseguimos mesa, mas se você for aos finais de semana e quiser garantir um lugar pode reservar pelo site: http://giratorio.cl/ e também já pode dar uma olhadinha no cardápio. A comida é gostosa, estilo gourmet, e o preço é justo pelo diferencial e experiência que oferece.

Roteiro do Segundo Dia – Concha y Toro / Sky Costanera

Sei que você estava esperando por esse passeio, já que o Chile é referência em vinhos e a visitação às vinícolas é sempre procurada pelos turistas!
Fechamos esse tour e os outros passeios que faremos no terceiro e no quinto dia com o receptivo Sousas Tour (http://sousastour.com/) que é uma empresa de  brasileiros em Santiago. Toda a equipe foi muito atenciosa conosco, desde o primeiro contato, quando fizemos as reservas por e-mail aqui do Brasil até os passeios em si.

Concha Y Toro
Vinícola Concha Y Toro

O guia nos buscou no hotel e partimos para a Vinícola Concha y Toro, uma das mais conhecidas no Chile e fabricante do famoso vinho Casillero del Diablo (mais pra frente te conto a lenda). Se você for fazer a visita por conta, é bom agendar pelo site: https://www.conchaytoro.com/tour-wine-experience/tipos-de-tour/tour-tradicional/ .

Vinhedo da Concha Y Toro
Passeando pelos Vinhedos

O tour pela vinícola começa nos vinhedos, que são separados por tipos de uvas e épocas de colheita. Como fomos no inverno não tinha frutos ainda, mas se você for numa época que tenha, você pode colher e experimentar a uva ali mesmo. A paisagem da vinícola é encantadora. Ainda na parte externa fizemos a degustação de dois tipos de vinho, onde nos foi explicado qual a melhor harmonização para cada um.
Depois seguimos para as adegas, onde ficam armazenados os barris e fomos em direção ao ápice do passeio: visitar a cave do “Casillero del Diablo,

Casillero del Diablo
Desvendando o segredo do “Casillero del Diablo”

cuja lenda (que foi criada pelo dono da vinícola para acabar com os furtos dos seus melhores vinhos e evitar que novos desfalques acontecessem) dizia que o Diabo vivia na cave subterrânea onde estavam os vinhos mais caros. Algumas pessoas que se atreveram a entrar depois disso, ouviram barulhos e viram sombras, então a lenda se espalhou e os vinhos daquela cave ficaram conhecidos como “Casillero del Diablo”. Agora você escolhe se quer chegar mais perto da cave ou não. Eu fui, mas vou deixar o suspense aqui para quando você for…

Concha Y Toro
Um Brinde ao Chile!!!

E para amenizar a tensão da adega do maligno, fizemos a degustação do último e um dos melhores vinhos da Concha y Toro: “Marques de Casa Concha”.  Vale lembrar que a taça da degustação já está inclusa no passeio e você pode levar como souvenir. Finalizamos o tour na loja, onde vale a pena comprar os rótulos mais diferentes. Se você optar pelos mais tradicionais como o próprio Casillero del Diablo, pode deixar para comprar nos mercados mais próximos do hotel, que os valores são similares e às vezes até melhores. Voltamos para o hotel para deixar os vinhos e já seguimos para o próximo destino.

Sky Costanera
Sky Costanera

Para o próximo passeio descemos na estação de metrô Tobalaba e seguimos em direção ao Costanera Center Mall, um dos maiores shoppings centers de Santiago e onde fica o Sky Costanera – o mirante mais alto da América Latina, com 300 m de altura no 61° andar e com uma vista de 360° de Santiago (http://www.skycostanera.cl/). É um passeio que vale muitíssimo e na hora que for comprar o bilhete pode escolher o horário da visita guiada em português. A vista do mirante é impressionante e fica muito mais fácil para você se localizar na cidade depois.

Sky Costanera
Observando a cidade do Sky Costanera

Encantada com a vista, continuamos nosso passeio pelo shopping, onde compramos os ingressos para o Bus Turistik para o sábado. Andamos tanto que acabamos perdemos a noção do tempo e já era noite quando voltamos para o hotel. Hoje não teve balada porque amanhã é dia de acordar bem cedo para conhecer a neve…

Roteiro do Terceiro Dia – Valle Nevado/ La Parva / Confiteria Torres e Balada Las Urracas 

Finalmente chegou o grande dia de ir para a NEVE!!! O guia da Sousas Tour passou no hotel bem cedinho para nos buscar (a distância até lá é de aproximadamente 40km e demora cerca de 1h30), mas um pouco antes de seguirmos para o Valle Nevado, paramos em uma loja para alugar botas e roupas específicas para neve. Eu aluguei as botas e a calça (porque já estava com a intenção de sentar e brincar na neve), mas deveria ter locado um casado também, porque estava com um sobretudo de lã e não pude deitar  e abrir os braços e as pernas para fazer “anjinho” na neve (vou ter que voltar lá por isso…).

Uma experiência que minha amiga havia me falado para fazer deu certo. É legal levar um pacote de salgadinho, desses industrializados, mas não abra na ida, observe como ele fica depois de subir a montanha. É impressionante como ele infla (mas não estoura) quando chega no alto. Se fizer me conta nos comentários como foi.

Outro ponto do passeio bem interessante é a subida para o Valle Nevado, pela foto (cedida pelo Leandro Teker) já dá pra ver como tem curva.

Estrada para o Valle Nevado
Estrada para o Valle Nevado

Quando eu fui, já estava no final do inverno e muita neve já tinha derretido, mas fico imaginando como seria andar por essas curvas com a estrada coberta de neve, por isso os carros tem que subir com correntes específicas nos pneus e é recomendado que sejam motoristas experientes em neve. Se esse não for o seu caso, não se arrisque a ir sozinho, vá com um receptivo e desfrute o passeio com tranquilidade.

 

Valle Nevado
A Neve do Valle

Quando chegamos ao Valle Nevado e pude ver a Cordilheira dos Andes de pertinho e coberta de neve foi uma emoção indescritível, como a natureza é perfeita e exuberante!!! A sensação foi de gratidão a Deus por ter me proporcionado estar aqui e encher meus olhos com essa vista!!!

Depois desse contentamento, vamos para a parte prática: pegar o teleférico (também chamado de gôndola) e ir para a parte alta, onde fica a estação de esqui. Não me arrisquei a esquiar porque nunca tinha feito e não daria tempo para fazer aula, mas só de poder tocar a neve, já compensou o passeio! E a vista do teleférico é maravilhosa! Pode ir sem medo porque ele é fechado e bem confortável!

Teleférico Valle Nevado
Passeio de Teleférico

Gôndola do Valle Nevado
Gôndola do Valle Nevado

 

 

 

 

Pista de Ski Valle Nevado
Pista de Ski Valle Nevado

E para registrar esse passeio inesquecível, nada melhor do que poder contar com um profissional, tivemos a sorte de ter nossos momentos eternizados pelo excelente fotógrafo Leandro Teker, que também nos acompanhou no passeio a Viña del Mar e Valparaíso. As fotos ficaram maravilhosas!!! Só temos a agradecer pela dedicação e empenho que ele teve para conosco. Até comentamos que se pudéssemos o levaríamos para registrar todas as nossas viagens. Quem sabe o blog faz sucesso e ele passa a fazer parte desse projeto 😉 ? Vamos torcer!!!

Valle Nevado
Valle Nevado

 

Valle Nevado
Encantada com a vista!

 

 

 

 

Ao voltar do teleférico, uma boa pedida é tomar aquele delicioso chocolate quente cremoso (bem quente mesmo – de queimar a língua – eu sei que está com frio, mas deixa o chocolate esfriar um pouquinho…) apreciando a paisagem.

Chocolate Quente no Valle Nevado
Pausa pro Chocolate Quente

Continuamos nosso passeio, subindo mais um pouco, agora para conhecer o Valle Nevado  Ski Resort Chile (https://vallenevado.com/pt/), um belíssimo resort para aqueles que querem desfrutar ainda mais da neve. Pudemos conhecer a piscina (que é ao ar livre, mas aquecida, só não sei se teria coragem de entrar e pegar aquele ventinho gelado ao sair da água), passear pelo complexo e ver o pessoal fazendo aulas e praticando esqui.

Valle Nevado Ski Resort
Estava quentinha…

Valle Nevado Ski Resort
Valle Nevado Ski Resort

 

 

 

 

 

 

Valle Nevado
As irmãs no Valle

La Parva
Voltando a ser criança em La Parva

Nos despedimos do Valle Nevado e fomo para a outra estação de esqui: La Parva, que é bem menor que o Valle Nevado e mais privativa, porém foi aqui que brincamos na neve de verdade, escorregamos, deitamos no chão, fizemos “guerrinha” e até bonecos de neve. Foi lindo ver os adultos se divertindo como crianças!!!

La Parva
Guerrinha de Neve

La Parva
Com direito a Boneco de Neve e tudo!!!

 

 

 

 

 

 

 

Na volta, só passamos pela estação de esqui Farellones, que já estava fechada por ser o final do inverno, mas pareceu ser bem divertida. Então teremos que voltar lá numa próxima oportunidade…

Depois desse dia inesquecível, ainda demos uma passadinha na Confiteria Torres (https://www.confiteriatorres.cl/),

Confiteria Torres
Confiteria Torres

que é tão tradicional para os chilenos quanto o Café Tortoni é para os argentinos, para que minha irmã pudesse provar o recomendado sanduíche Barros Luco

 

Sanduíche Barros Luco
Provando o Barros Luco

(feito em homenagem ao ex-presidente Ramón Barros Luco e era o preferido dele), cujo recheio é de carne e queijo quente. Minha irmã gostou bastante! Como sou vegetariana, optei por um sanduíche de queijo branco, que também estava muito bom!

 

 

Voltamos para o hotel para descansarmos um pouquinho e às 22h fomos para a balada Las Urracas, que ficava em Vitacura, mas agora não tem lugar fixo para acontecer a festa, porém é só acompanhar pelo facebook para saber onde será o próximo agito: https://www.facebook.com/LasUrracasMultiespacio. Como chegamos cedo, aproveitamos para ficar na parte do bar, fazendo o esquenta e depois fomos para o ambiente da balada, onde tocou pop e eletrônica. Foi diversão garantida!!Las Urracas

 Las Urracas
Na Balada Las Urracas

 

 

 

 

 

Roteiro do Quarto Dia – Centro Cultura La Moneda /Ônibus Turistik / Balada Club Chocolate

Centro Cultural La Moneda
Exposição Chinesa

Começamos nosso roteiro visitando Centro Cultural La Moneda, que fica no subsolo do Palacio de La Moneda, e recebe várias exposições. Como estava corrido só conseguimos visitar a exposição chinesa, que por sinal estava bem interessante!

Centro Cultural La Moneda
Centro Cultural La Moneda

Continuamos o passeio, agora a bordo do Santiago Turistik Hop On – Hop Off, um ônibus turístico que te leva para conhecer os principais pontos da cidade.

Bus Turistik
Bus Turistik

São 13 paradas e entre elas você vai ouvindo as informações turísticas e escolhe a parada que quer desembarcar, conhece o lugar e depois no mesmo ponto onde desceu, pega o ônibus novamente e segue em direção à próxima parada. Nós compramos o bilhete desse ônibus no Costanera Center, mas tem outros pontos de venda, tem que comprar antes porque os ingressos não são vendidos no ônibus. Mais detalhes de onde comprar e valores estão no site: http://turistik.com/tour/santiago-hop-on-hop-off/. Você pode escolher o ticket válido para um ou dois dias e pode desembarcar quantas vezes quiser, lembrando que normalmente o intervalo entre os ônibus é de 30 minutos.

Turistik Santiago
City tour no Turistik

Começamos o city tour na Parada 8 – Paseo Bulnes, que era a mais próxima do hotel e do Palacio de La Moneda onde estávamos e já desembarcamos na parada seguinte: Cerro Santa Lucía. Mas antes de subirmos para o cerro, passamos na feirinha de artesanato que fica em frente, “Feria Artesanal Santa Lucía”, uma ótima opção para comprar lembrancinhas: preços bons e produtos de qualidade, entre eles o lápis-lazúli (uma pedra azul belíssima, considerada como a pedra nacional do Chile). Ah! Lembrando que é bom levar dinheiro porque algumas lojas não aceitam cartões e a pechincha ajuda a conseguir bons descontos, principalmente se for comprar várias lembrancinhas no mesmo lugar. Se não quiser comprar agora para não ter que ficar carregando sacolas durante o tour, dá para voltar num outro momento porque fica perto da estação de metrô Santa Lucia.

Agora sim, partiu subir para o Cerro Santa Lucía,  que é um parque no centro de Santiago, cujo topo chega  a uma altura de 70m, já serviu como forte, tem diversos pontos de mirante e para chegar ao topo tem muitas escadas, mas vale a pena porque a vista é belíssima, tanto da cidade, quanto da Cordilheira dos Andes.

Cerro Santa Lucía
Cerro Santa Lucía

Cerro Santa Lucía
Mirante do Cerro Santa Lucía

 

 

Cerro Santa Lucía
Terraza Neputno no Cerro Santa Lucía

Voltamos para o ônibus, passamos direto pelas paradas Providencia, El Golf, Isidora Goyenechea, Costanera Center (que já conhecíamos), Parque Arauco (que é um shopping muito bonito) e Sheraton.

Patio Bellavista
Repondo as Energias no Patio Bellavista

Não descemos porque o tempo estava bem corrido, mas se puder, vale conhecer. Desembarcamos na Parada 3 -Patio Bellavista,  que é um shopping aberto, com várias lojas e restaurantes. Aproveitamos e já almoçamos por lá.

 

 

Seguimos a pé para visitar o Museo La Chascona,  uma das Casas Museu de Pablo Neruda que foi construída para uma de suas amadas Matilde Urrutia, o nome “La Chascona” foi dado por sua abundante cabeleira. A arquitetura da casa é em forma de navio, tem muitos móveis e objetos de época e a visitação é feita com áudio-guia. Mais informações e curiosidades sobre a história da casa podem ser conferidas no site: https://fundacionneruda.org/museos/casa-museo-la-chascona/

Casa Museo La Chascona
Casa Museo La Chascona

Nosso próximo destino foi a visita ao Cerro San Cristóbal (apesar de ser perto do Patio Bellavista e ser a próxima parada do bus da Turistik, pegamos um táxi para chegar mais rápido, porque se fôssemos esperar o próximo ônibus iríamos nos atrasar).

O Cerro San Cristóbal e o Zoológico ficam no Parque Metropolitano de Santiago (http://www.parquemet.gob.cl) . Para subir ao Cerro pegamos o Funicular (uma espécie de bondinho) e descemos na primeira parada que é a do Zoológico Nacional . Se não quiser ir de funicular, o zoológico tem uma outra entrada com acesso por escada e estacionamento.

 

O zoológico é bem grande e tem muitas espécies que pareciam ser bem tratadas, pegamos um mapinha e andamos pelo zoo inteiro. Fiquei encantada com o tigre branco, mas todos os outros animais também são muito fofos! Achei bem interessante que no zoo também funciona um centro de reabilitação de fauna silvestre.

Zoo Metropolitano
Até o elefante fez pose…

Zoo Metropolitano de Santiago
Tigre Branco do Zoo Nacional

 

 

 

 

 

Cerro San Cristóbal
Vista do Cerro San Cristóbal

Depois voltamos para o funicular e seguimos para a parada final que é no topo do Cerro San Cristóbal onde fica a Imagem e Santuário da Imaculada Conceição.  A vista é deslumbrante e local com a capela, lindos jardins e a estátua de Nossa Senhora da Conceição trazem muita paz e energia positiva!!! Vale muito a visita!!!

 

Imaculada Conceição Cerro San Cristóbal
Imaculada Conceição no Cerro San Cristóbal

Descemos pelo funicular e antes de seguir para o próximo destino resolvi provar o mote com huesillos, que é vendido não só Cerro San Cristóbal, mas em vários outros lugares e consiste numa bebida sem álcool feita com suco de pêssego seco (huesillos) e grãos de trigo (mote). No copo em que é servido, o suco é acompanhado pelos grãos de trigo embaixo e pelo pêssego por cima e vem com uma colher para comer os grãos. É uma bebida típica chilena, vale a pena experimentar, porém se você não gosta muito de doce vai estranhar o sabor que é bem doce mesmo. Em geral, achei os sucos bem doces no Chile, para você ter uma ideia, eles batem o pêssego em calda com sua própria calda para fazer o suco. O mesmo acontece com o suco de morango (que é encontrado em calda lá também).

Catedral Metropoltana de Santiago
Catedral Metropoltana

Depois de adoçar a vida com mote com huesillos, pegamos o Bus Turistik para continuar nosso passeio. Só passamos pelo  Museo Nacional de Bellas Artes e descemos na parada seguinte:  Plaza de Armas (Parada 6), onde fica a Catedral Metropolitana (imponente e maravilhosa), o Museo Histórico Nacional e o edifício histórico do  Correo Central,  que já havíamos passado rapidamente no primeiro dia e hoje conseguimos visitar com calma.

 

Como já estava ali perto, nem pegamos mais o ônibus para voltar para o hotel, fomos caminhando mesmo.

Club Chocolate Santiago
Animação no Club Chocolate

Descansamos um pouco ao chegar e à noite fomos conhecer outra balada: o Club Chocolate (https://clubchocolate.cl/). Também é muito legal e o espaço é maior que a de ontem e toca de tudo. Uma excelente forma de celebrar a noite de sábado!!!

 

Roteiro do Quinto Dia – Viña del Mar / Valparaíso e Hard Rock Café

O guia da Sousas Tour passou bem cedo no hotel para nos buscar com destino  a Viña del Mar e Valparaíso, duas grandes referências no turismo chileno e que ficam a aproximadamente 120km de Santiago, mas a viagem não foi direta, tivemos várias (e deliciosas) paradas no caminho…

Chicha de la zona
Um brinde com a Chicha

Começamos pelo Restaurante Los Hornitos de Curacaví para fazer um brinde com  a Chicha de la Zona (um tipo de aguardente à base de uva) e provar a  empanada, que é tradicional na gastronomia chilena e lembra um pouco nossa esfiha fechada, mas a massa é diferente, mais leve, é servida geralmente em formato de meia lua, podendo ser frita ou assada  e em diversos sabores, entre eles o mais tradicional que é o de pino (recheio feito com carne moída, cebola caramelizada e ovo cozido), e também o de queijo com a famosa azeitona preta chilena (perfeito para os vegetarianos).

Empanada de pino
Hora de saborear a empanada

Empanada
Para os vegetarianos também…

 

 

 

 

 

 

 

Em seguida fomos visitar a Vinícola Emiliana (http://www.emiliana.cl/),  que era a esposa do dono da Concha y Toro. Essa vinícola é referência por ser orgânica e sustentável.

Vinicola Emiliana
Vinícola Emiliana

Lá aprendemos que as galinhas são criadas soltas, pois ao bicar para pegar seu alimento no chão, oxigenam o solo. Pudemos chegar bem perto e alimentar as lhamas que fornecem adubo para os vinhedos. E descobrimos que as sálvias plantadas pelo caminho servem para atrair os insetos que iriam para as uvas. Foi uma aula de sustentabilidade! Fiquei muito feliz em saber que eles tem essa preocupação e já receberam vários prêmios por isso.

Vinícola Emiliana
Sustentabilidade

Lhama Vinícola Emiliana
Que lhama mais fofa…

 

 

 

 

 

Moai da Ilha de Páscoa
Moai da Ilha de Páscoa

Nossa próxima parada foi no Museo Folk para conhecer uma das réplicas do Moai da Ilha de Páscoa  e depois paramos nos cartões postais de  Viña del Mar (também conhecida como Cidade Jardim):  o relógio e a praça em frente para tirar lindas fotos, feitas pelo Leandro Teker (o mesmo fotógrafo que havia nos acompanhado no Valle Nevado).

Relógio de Viña del Mar
Relógio de Viña del Mar

 

 

 

 

 

 

 

Pisco Sour
Um brinde com Pisco Sour

Agora chegou a hora do almoço e hora de provar outra famosa bebida chilena: o Pisco Sour, que lembra um pouco a nossa caipirinha. Que privilégio um brinde com a vista da Playa Reñaca em Viña del Mar !

 

Playa Reñaca em Viña del Mar
Playa Reñaca em Viña del Mar

Playa Reñaca
Estou no Pacífico!!!!

Prepare-se porque chegou um dos momentos mais esperados por mim e por muitos turistas brasileiros: colocar o pé no Pacífico!!! Realizei meu sonho na Playa Reñaca  em Viña del Mar, um dos points mais famosos e procurados no verão, seria como nossa Copacabana ou Guarujá. A ideia era só molhar o pé, já que estamos no inverno e a temperatura da água não está tão caliente.

Playa Reñaca
Corridinha na Playa Reñaca

Playa Reñaca
Caldo no Pacífico

Porém, a pessoa aqui não se contenta em colocar só o pezinho, vai entrando, entrando, molhando o tornozelo, a panturrilha, até que recebe um abraço de Iemanjá, aquele caldo gostoso que molha da cintura pra baixo (pode rir da foto, não vou ficar chateada, ri muito depois…). Mas valeu, fiquei contente com essa recepção carinhosa do mar chileno… Agora corre pra trocar de roupa e seguir para o próximo passeio, já que o sol estava tímido para me secar ali na praia…

Nossa última parada em Viña del Mar foi no Casino Municipal, até tentei a sorte, mas ainda não foi dessa vez que voltei de viagem rica.

Casino de Viña del Mar
Casino de Viña del Mar

Entretanto valeu conhecer, quem sabe você está mais inspirado que eu? Vale lembrar que a vista na parte de traz do cassino também é belíssima, reserve uns minutinhos para

aprecia-la.

Casino de Viña del Mar
Vista atrás do Casino

 

 

 

 

 

Seguimos em direção a Valparaíso, famoso por seu porto e suas vielas coloridas. Nossa primeira parada aqui foi na Casa Museo La Sebastiana,

Casa Museo La Sebastiana
Casa Museo La Sebastiana

mais uma das Casas Museu de Pablo Neruda (como “La Chascona”, que visitamos ontem). Essa casa também chama a atenção por sua arquitetura, sua vista encantadora e conta com sistema de áudio-guia. Recebeu esse nome em homenagem ao primeiro proprietário e construtor da casa, o arquiteto Sebastián Collado. Mais informações estão no site: https://fundacionneruda.org/museos/casa-museo-la-sebastiana

Casa Museo La Sebastiana
Papo com Pablo Neruda em La Sebastiana

Plaza Sotomayor
Armada de Chile

Plaza Sotomayor
Monumento aos Mártires Navais Chilenos

Nossa próxima parada foi na Plaza Sotomayor, onde fica o edifício da Armada de Chile (sede da marinha chilena) e o  Monumento aos Mártires Navais Chilenos, cujo subsolo abriga um mausoléu onde estão os corpos de alguns combatentes.

 

Funicular de Valparaíso
Funicular de Valparaíso

Ali perto pegamos o Funicular (uma espécie de elevador/ bondinho – que é muito comum na cidade para facilitar o acesso às partes mais altas) e fomos até o topo para ter uma vista privilegiada do Porto de Valparaíso.

 Porto de Valparaíso
Vista do Porto de Valparaíso

 

 Porto de Valparaíso
Contemplando o Porto de Valparaíso

E para fechar a última noite com chave de ouro fomos ao Hard Rock Café Santiago (http://www.hardrock.com/cafes/santiago/) que fica no nosso conhecido Costanera Center. A decoração, como sempre, é cheia de estilo e o ambiente muito agradável. Ah! Fiquei super feliz de oferecerem a opção de hambúrguer vegetariano (já estava preparada para ficar só nas fritas).

Hard Rock Café Santiago
Hard Rock Café Santiago

A única coisa chata que aconteceu foi na volta e vou contar aqui pra você prestar atenção. Pegamos o táxi na rua, na saída do shopping, ele nos levou até o hotel direitinho, mas na hora que fomos pagar, o taxista não acendeu a luz do táxi, só depois que entregamos o dinheiro, ele acendeu a luz e disse que tínhamos dado uma nota de menor valor, na hora nem nos preocupamos, completamos com o valor que ele falou que estava faltando e desembarcamos rapidinho porque já era tarde da noite e ainda tínhamos que caminhar um pouco porque na frente do hotel era calçadão e não parava carro. Quando chegamos no quarto é que percebemos que tínhamos dado a nota certa sim (de valor mais alto) e que ele nos enganou. Então, tenha cuidado, peça para acender a luz e vá entregando as notas e conferindo o valor junto com o motorista. Foi um episódio triste, mas que serviu de lição pra vida!

Roteiro do Sexto Dia – Troca da Guarda / Teatro Municipal e Mercado Central

A Troca da Guarda no Palacio de La Moneda é um evento bem tradicional do Chile, acontece em dias alternados, às 10h da manhã durante a semana e às 11h aos finais de semana e dura cerca de 40 minutos.  Para saber certinho o dia vale conferir o calendário no site: http://www.santiagocapital.cl/eventos/ver/1361/. Na segunda-feira, um pouco antes das 10h, lá estamos na Plaza de la Constitución à espera do “cambio de guardia” como dizem os chilenos. É um evento bem interessante e bonito de se ver, tudo bem sincronizado! Vale a pena incluir no seu roteiro.

Troca da Guarda Palacio de La Moneda
Troca da Guarda

Teatro Municipal de Santiago
Teatro Municipal de Santiago

Saímos de lá rapidinho, pegamos um táxi e fomos para o Teatro Municipal de Santiago para a visita guiada que acontece às segundas, quartas e sextas às 12h e às 16h30. Mais detalhes da visita estão no site: http://www.municipal.cl/page/visitas-guiadas.

Teatro Municipal de Santiago
Visita guiada ao Teatro Municipal

É um passeio encantador, o teatro é lindo, rico em detalhes, pena que não deu tempo de ficar para assistir a uma ópera que eles estavam ensaiando para estrear na semana seguinte. Mas já fica programado para a próxima visita a Santiago.

 

Seguimos agora para o Mercado Central de Santiago, que é considerado um Monumento Histórico Nacional por sua riqueza arquitetônica. Nele encontram-se diversos restaurantes e lojas de artesanato para levar aquelas lembrancinhas de última hora.  Mais detalhes do mercado estão no site: https://www.mercadocentral.cl/

Mercado Central de Santiago
Mercado Central de Santiago

Voltamos para o hotel para buscar nossa bagagem e seguir para o aeroporto para pegar o voo das 18h25. Com certeza essa viagem foi muito especial e nos proporcionou momentos inesquecíveis! Esperamos que as dicas tenham ajudado e aguardamos seus comentários contando como foi sua experiência lá.

Nos despedimos do Chile com essa imagem incrível da Cordilheira dos Andes vista do avião!

Cordilheira dos Andes
Vista Privilegiada da Cordilheira dos Andes

Trilhando o Caminho das Hortas e Capelas

Você já chegou bem pertinho de uma colmeia de abelha sem medo de ser picado? Ou então já parou para pensar como é cultivada a salada ou o tomate que chega a sua mesa e se eles tem agrotóxicos ou não? Já imaginou colher uma laranja no pé e tomar seu suco bem fresquinho logo em seguida?
Para responder a todas essas perguntas e curiosidades, te convido a trilhar comigo o Caminho das Hortas e Capelas, que faz parte do turismo rural desenvolvido pela cidade de Araçoiaba da Serra, um município que fica a apenas 123km da capital de São Paulo (menos de 2 horas de viagem, ou seja, dá pra se hospedar lá ou fazer um bate e volta). Preparado pra caminhada?

Caminho das Hortas e Capelas
Roteiro Completo do Caminho das Hortas e Capelas

Caminho das Hortas e Capelas
Nossa monitora Vanessa

Para fazer o roteiro, basta ligar no Sindicato Rural e agendar a data nos números: (15) 3281-3149 / (15) 99630-2861. Mais informações estão no site: http://aracoiaba.sp.gov.br/caminho-das-hortas-e-capelas/ . Você pode escolher entre fazer a visitação com ou sem monitoria, eu preferi com monitoria para obter mais informações e dicas do passeio. Nossa monitora foi a Vanessa (um amor de pessoa e com uma paciência incrível para aguentar meu pai e eu falando sem parar…).

O passeio começou às 9h da manhã no Portal da Cidade, encontramos a Vanessa e ela foi conosco no carro passando todas as informações da cidade (assunto de outro post sobre os pontos turísticos de Araçoiaba da Serra). Começamos o roteiro pelo Sítio do Bocão, onde fomos muito bem recebidos pela Shirley e pelo Oswaldo. Nosso tour começou conhecendo a colmeia de abelhas da espécie mandaçaia (sem ferrão), e como estamos no inverno, elas são alimentadas com um suplemento feito de chá de erva cidreira com açúcar  (notem que tem uns pauzinhos nos copos para que elas não caiam e não se afoguem – adorei a ideia!).

Abelha Mandaçaia Sitio do Bocão
Alimentando as abelhinhas no Sitio do Bocão

Abelhas Mandaçaia Sítio do Bocão
Abelhas Mandaçaia

 

 

 

 

 

Pitaia
Cultivo de Pitaia

Em seguida fomos visitar a plantação de pitaia, que é uma fruta exótica também conhecida como “fruta do dragão” por seu aspecto rústico. Atualmente está na moda pelos grandes benefícios que traz para a saúde, por ser rica em fibras alimentares, vitamina C e ferro e estão em estudo suas propriedades na prevenção do câncer (http://www.conquistesuavida.com.br/noticia/pitaia-a-fruta-da-moda-conheca-mais-sobre-os-seus-beneficios-para-a-saude_a5844/1 ). Tivemos a oportunidade de conhecer como é o sistema de irrigação por gotejamento para que a planta tenha sempre água na medida certa. Ainda não está na época da florada, mas deu pra ter uma ideia de como será bonito de ver quando estiver produzindo. Já fica a dica para voltar lá na época da colheita.

Também visitamos a horta orgânica, o cultivo de morangos, a árvore de macadâmia, a nascente do riacho que vai desaguar no lago e finalizamos o tour com um excelente café da manhã preparado com muito carinho pela Shirley. Aquele cheirinho de café invadiu a casa, o bolo de fubá cremoso estava divino e as geleias, uma melhor que a outra (o bom é que você pode comprar as geleias para se deliciar em casa e também o uísque caiçara, feito de pinga com cataia – que segundo a lenda tem propriedades afrodisíacas). Vale lembrar que o café colonial deve ser agendado e o Sítio do Bocão também pode ser locado para eventos.

Morangos
Cultivo de Morangos

Geleias e Uísque
Gulodices do Sítio do Bocão

 

 

 

 

 

 

Pesqueiro Oásis
Lago do Pesqueiro

Laranja Pera Valência
Mãos à obra na colheita

Nosso passeio continuou em direção à segunda parada: o Pesqueiro Oásis, que oferece ao visitante a possibilidade do pesque e pague tradicional e a pesca esportiva (na qual os peixes são devolvidos ao lago). Não participamos dessa atividade, nosso foco foi conhecer o Pomar de Laranja Pera Valencia (uma mistura de sabores de laranja e limão), que estava carregado de frutas no ponto de colheita. Aqui também funciona o esquema do colha e pague e quem nos ajudou nessa missão divertidíssima foi o Gustavo (do Sítio Panorama – outro ponto do roteiro que visitaremos da próxima vez porque hoje estava locado para um evento) e a Dona Nair, proprietária do pesqueiro, que nos acolheu com todo carinho e atenção. Depois do “trabalho” fomos experimentar o suco da laranja que colhemos. Estava maravilhoso!!! A pura polpa fruta!!!

Nesse passeio também pudemos conhecer a Fany, a idealizadora do projeto colha e pague tanto aqui quanto na plantação de caqui em Piedade (ficou faltando tirar fotos com ela, mas fica para uma próxima oportunidade), o importante é ressaltar esse belíssimo trabalho de incentivo à aproximação entre o produtor e o consumidor e acima de tudo o respeito à natureza!

O Pesqueiro Oásis  também oferece almoço e porções mediante agendamento, que foram muito bem recomendados, só não chegamos a provar porque tínhamos acabado de tomar café, mas já é uma deixa para a próxima visita.

Capela São Benedito
Família reunida na Capela São Benedito

Nossa terceira parada foi a visita à Capela São Benedito, que a princípio ficava em outra propriedade, cujos donos não eram católicos e não queriam mais que a capela ficasse lá, então a avó do atual proprietário cedeu o espaço para que a capela fosse construída onde está agora. Como isso já faz alguns anos, a construção foi se deteriorando com o tempo, mas foi reformada recentemente e no dia do nosso passeio às 16h haveria uma procissão e missa em homenagem a São Pedro. Não conseguimos esperar porque ainda tínhamos outros lugares para visitar. De qualquer forma, já ficou o convite para voltarmos de uma próxima vez para acompanharmos a missa.

Capela São Benedito
Interior da Capela

Continuamos nosso passeio para a quarta parada: o Sítio Nakazone, onde tivemos uma aula sobre cultivo sustentável, orgânico e principalmente com amor que nos foi oferecida pelo Sr. Seiko! Visitamos sua horta orgânica, o depósito de substratos que servem de adubo e pudemos perceber como tudo pode ser reaproveitado na natureza. O sítio está sendo preparado para se tornar uma pousada para que os visitantes tenham mais tempo de conviver com as riquezas do campo, mas já recebe eventos e numa certa ocasião, o Sr. Seiko nos contou que arrendou uma parte do terreno para o cultivo de girassóis: o plantio foi feito de manhã e no mesmo dia choveu torrencialmente, todos ficaram muito tristes porque perderiam todo o trabalho. Porém, as sementes resistiram e 50% da plantação conseguiu florescer e com uma qualidade e beleza tão excepcionais que só pode ter sido um presente divino!

Sítio Nakazone
Bate-papo sobre plantio com amor!

 Sítio Nakazone
Horta orgânica do Sítio Nakazone

 

 

 

 

 

Irmãs Artesãs
As obras das irmãs Margareth e Fanny!!!

No Sítio Nakazone também tem um espaço para exposição de artesanato, onde nos encantamos com o belíssimo trabalho das irmãs artesãs: Margareth e Fanny, que fazem peças de bucha vegetal, palha de milho, folha de bananeira, entre outros materiais, sempre buscando o reaproveitamento, além de lindas peças de lã. Elas também expõem aos domingos na Feira do Lago de Araçoiaba. Me disseram que a Margareth faz salgados como ninguém (vou experimentar da próxima vez e depois te conto).

Firmes e fortes partimos rumo à quinta parada: o Sítio São José, no qual fomos recepcionados pelo Sr. Seishim, que nos mostrou suas hortas orgânicas, tanto a tradicional (em terra), quanto à hidropônica (cujo cultivo se dá na água). São belíssimas e também fazem parte do sistema colha e pague. Ele nos explicou um projeto que ainda está em desenvolvimento, mas quando ficar pronto será muito interessante: o clube da horta, onde a pessoa aluga um espaço e planta sua própria horta e eles cuidam durante a semana para que a pessoa possa voltar aos finais de semana para acompanhar o desenvolvimento e literalmente colher o que plantou.

Sítio São José
Horta Hidropônica

 Sítio São José
Horta Orgânica do Sítio São José

 

 

 

 

 

Tomates do Sítio São José
Estufas de Tomates

Sítio São José
Sala de Controle das Estufas

Outro diferencial do Sítio São José  é a plantação de tomate em estufa, mas não é uma estufa qualquer, trata-se de uma estufa totalmente tecnológica, onde todo o controle é feito digitalmente, através da central e o acesso à plantação também é controlado para garantir a esterilização e a proteção do cultivo, já que não são utilizados agrotóxicos. Só pelas fotos, você já consegue ter uma ideia da estrutura e certeza da qualidade do produto.

 

 

Capela de São José
Capela de São José

Também é nesse sítio que fica a Capela de São José, que foi construída há muito tempo como forma de agradecimento por uma benção alcançada.

É muito aconchegante e traz muita paz!

 

 

Falando em paz e religiosidade, nossa sexta parada foi na Igreja de Nossa Senhora Aparecida, que foi construída em 1932 e abriga a imagem de Nossa Senhora Aparecida dessa mesma época.  Mas todo primeiro domingo do mês de julho, a igreja recebe a imagem de Nossa Senhora Aparecida Peregrina, que vem em procissão da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, localizada no centro de Araçoiaba da Serra.

Capela de Nossa Senhora Aparecida
Capela de Nossa Senhora Aparecida

Capela de Nossa Senhora Aparecida
Interior da Capela

 

 

 

 

 

Sítio 4 Irmãos
Mamãe e filhotinha pastando…

Ao lado da igreja, fica nossa sétima e última parada: o Sítio 4 Irmãos, onde fomos muito bem recebidos pela Fernanda, que nos mostrou o sítio e seus animais (tinha uma égua com uma filhotinha que é a coisa mais fofa, além das cabras, burros, vacas, entre outros).

Também visitamos o local onde ela fabrica os queijos e depois fomos encaminhados para um espaço muito aconchegante onde acontece a degustação, acompanhados por aquele cafezinho… Eu já havia provado alguns quando visitei o 17º Salão São Paulo de Turismo e a conheci no stand de Araçoiaba da Serra. Mesmo assim, ainda me surpreendi com o sabor dos queijos e doces que provei (o melhor é que estão à venda e você pode levar essas delícias para saborear em casa). Queijo de São Paulo, mas com o toque e sabor do queijo de Minas Gerais, preparados com todo o carinho pela mineira Fernanda. Realmente foi um passeio para fechar com chave do ouro o roteiro!!!

Sítio 4 Irmãos
Pausa para Degustação dos Queijos

Sítio 4 Irmãos
Delícias do Sítio 4 Irmãos

 

 

 

 

 

Ainda ficaram faltando três paradas do Caminho das Hortas e Capelas, que estavam recebendo eventos nesse dia e por isso não podiam ser visitados: o Sítio Panorama, o Sítio Vista Alegre e o Sítio Dú Caipira.  Mas assim que possível vou terminar o percurso e contar como foi. E se você for antes, compartilhe aqui sua visita.

Espero que tenha gostado das dicas!!! E quando for, me conta como foi seu percurso nesse caminho!!!

 

 

 

 

No friozinho de Campos do Jordão

Nesse post quero te convidar para subir comigo a Serra da Mantiqueira e se encantar com as maravilhas de Campos do Jordão. Vamos?

Portal de Campos do Jordão
Bem-vindo a Campos do Jordão!!!

Essa cidade tão aconchegante é conhecida como Suíça Brasileira, principalmente pela sua arquitetura germânica e seu clima mais frio. Fica a cerca de 170 km de São Paulo (menos de 3 horas de viagem), dá pra ir de carro e também de ônibus (a empresa Pássaro Marrom faz esse trajeto saindo do Terminal Rodoviário Tietê).

Costumo brincar que meu amor por essa cidade é genético… Meus pais são apaixonados por Campos do Jordão (tanto que a lua de mel deles foi lá) e sempre que possível vamos aproveitar o inverno na montanha e comemorar o aniversário da minha mãe que é em julho (unindo o útil ao agradável). Por isso nas postagens você vai perceber a diferença no meu cabelo (vários invernos pra contar história). E apesar de ser considerada uma cidade romântica, ela agrada a todos (tem ótimas baladas para os solteiros), tenho certeza que você não vai se arrepender de conhecê-la.

Vila Capivari em Campos do Jordão
Encantos da Vila Capivari

Vamos começar nosso passeio pelo centro da cidade, que é a Vila Capivari, o point onde ficam as lojas, os shoppings (como o Aspen Mall), os barzinhos (como a tradicional Cervejaria Baden Baden) e diversos restaurantes (onde a sugestão é provar o delicioso fondue -nas opções de carne, queijo ou chocolate – meu preferido – e também a sequencia de fondue  se quiser experimentar todos). O mais legal é que o quarteirão é fechado para veículos, então as pessoas podem caminhar livremente e  apreciar os encantos da Vila.

Também na Vila Capivari se encontra a Igreja de São Benedito e várias chocolaterias (uma excelente opção para os chocolatras de plantão, que além dos chocolates em barra, podem provar o chocolate quente que é cremosíssimo e pode ser  incrementado com conhaque, menta ou qualquer outro licor a gosto do cliente).

Experiência Congelante Iceland
Iceland Campos do Jordão

E ali pertinho, dentro do Mercado São Bento, fica um bar de gelo. Isso mesmo: o Iceland (http://www.icelandcampos.com.br/um bar totalmente congelado, com temperatura entre -15°C e -20°C (ao adquirir o ingresso, você já recebe as luvas e roupa adequada para aguentar o frio). Lá dentro tudo é de gelo, desde as paredes, o trono, as esculturas, o escorregador, até o copo em que os drinks são servidos. Essa experiência congelante dura cerca de 15 minutos, mas vale muito a pena conhecer!

Iceland Campos do Jordão
Experiência Congelante

 

 

 

 

 

 

 

Se essa é sua primeira visita a Campos do Jordão, eu recomendo fazer o passeio do Trenzinho da Montanha  (na verdade não é um trem, mas sim uma jardineira), que realiza vários roteiros turísticos para que o visitante tenha uma visão geral da cidade, passando pela Ducha de Prata, por fábricas e lojas de chocolate como a Araucária ou Montanhês, pelo Lago do Itapeva, por lindas construções e propriedades de celebridades, enfim, vai dar uma ideia do que a cidade oferece para que o visitante possa voltar outra vez com mais calma no lugar que mais gostou.

Lago de Campos do Jordão
Pedalinho do Lago

Esse trenzinho sai do quarteirão de baixo da Vila Capivari. Ali fica o Parque Capivari, no qual se encontra o Lago (onde é possível passear de pedalinho) e o Teleférico (http://telefericocamposdojordao.com.br/ ) que dá acesso ao Morro do Elefante (onde tem um mirante do qual se pode ver toda a cidade). Mas não se preocupe, se você não quiser se aventurar no teleférico, pode chegar ao Morro do Elefante de carro (eu já fui das duas formas e recomendo).

Santo Antônio do Pinhal
Olha só que vista em Santo Antônio do Pinhal

Perto do teleférico, existem dois trens turísticos convencionais um que leva até perto do portal da cidade e outro que leva até Santo Antônio do Pinhal. É bom que dá pra verificar no site os horários certinhos de saída dos trens (http://www.efcj.sp.gov.br/). Santo Antônio do Pinhal  é uma cidade vizinha bem bacana (fica a apenas 20km de Campos do Jordão) e que você pode também ir de carro se preferir. Seus principais atrativos turísticos são os belos mirantes, a estação de trem, a Igreja Matriz, a feirinha de artesanato, entre outros.

Santo Antônio do Pinhal
Quem disse que eu não ando na linha?

Ducha de Prata Campos do Jordão
A beleza da Ducha de Prata

Voltando a falar de Campos do Jordão, eu te convido a conhecer a Ducha de Prata, um dos principais pontos turísticos da cidade, que é uma cachoeira e várias duchas formadas pelo represamento do Ribeirão das Perdizes para que os turistas pudessem chegar bem perto das águas (e até se molhar se quisessem). Além da estrutura das duchas, o complexo conta com arvorismo, tirolesa, lanchonetes e muitas lojinhas de malhas, artesanato e lembrancinhas. Esse excelente passeio é gratuito e fica a aproximadamente 1,8 km do centro de Campos do Jordão, dá pra ir de carro ou com o Trenzinho da Montanha (lembra que falei dele anteriormente?). Eu não canso de visitar a ducha, toda vez que vou a Campos do Jordão dou uma passadinha lá, queria mostrar as fotos de vários ângulos, mas como ainda temos muito o que conhecer nessa cidade maravilhosa, te deixo com essas amostras aqui, só para despertar sua vontade de ir pessoalmente.

Ducha de Prata Campos do Jordão
Chegando mais pertinho da Ducha de Prata

Tirolesa Ducha de Prata
Me acompanha no arvorismo e tirolesa?

 

 

 

 

 

 

 

Para quem busca um contato maior com a natureza, seja pra sentar embaixo de uma árvore e relaxar, ou então está animado para fazer trilhas e esportes radicais, ou prefere passear de trenzinho pela floresta e conhecer um pouco mais sobre a biodiversidade da Serra da Mantiqueira, a minha dica é visitar o Horto Florestal ou Parque Estadual de Campos do Jordão. Ele foi criado em 1941 e conta com 8,3 mil hectares de área preservada, principalmente de araucárias e coníferas. Se quiser dá pra passar o dia inteiro no horto porque tem muita coisa pra fazer, além do que já foi citado, dá pra visitar o lago das carpas, o viveiro de mudas, o orquidário, as lojas de artesanato, o restaurante, entre muitas outras opções. É cobrada uma taxa para entrar e o horário de funcionamento é das 09h às 17h com entrada até às 16h (de quinta a terça em época de baixa temporada e todos os dias em alta temporada e feriados). Mais informações, telefones e e-mail estão no site: http://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/parques-e-reservas-naturais/parque-estadual-campos-do-jordao/

Horto Florestal Campos do Jordão
Lago das Carpas no Horto Florestal

Horto Florestal Campos do Jordão
Será que chego no final? kkkk

Ali bem pertinho do Horto Florestal fica outra opção bem bacana de passeio: que tal caminhar entre as borboletas? É a experiência que você encontra visitando o Borboletário Flores que Voam, que inicia o tour passando um video sobre as fases da vida da borboleta para que você conheça um pouco mais sobre as lindas anfitriãs desse jardim. Para saber mais detalhes, é só dá uma olhadinha no site: http://floresquevoam.com.br/

Palácio Boa Vista ou Palácio do Governo
Palácio Boa Vista ou Palácio do Governo

Agora vamos para o outro lado da cidade, seguindo na direção do Portal, para fazer um tour cultural, vamos começar pelo Palácio Boa Vista ou Palácio do Governo, que é a residência oficial de inverno do governador do Estado de São Paulo, mas que desde 1970 se tornou museu, com um acervo riquíssimo de grandes nomes da arte como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Cândido Portinari, entre outros. Além de pinturas e esculturas, o acervo é composto por mobiliário, tapeçarias e peças decorativas e religiosas. A visitação é monitorada e dura cerca de uma hora. Mais detalhes estão no site: http://www.palacioboavista.com.br/

Outro museu que vale a pena conhecer é a Casa da Xilogravura, onde aprendemos muito sobre a técnica de xilogravura (onde se usa a matriz em madeira para fazer a impressão em papel) e os belíssimos trabalhos que ela proporciona. Dê uma olhadinha no site para saber mais informações sobre a visitação: http://www.casadaxilogravura.com.br/

Agora imagine passear por um belo jardim e se deparar com esculturas por todo o percurso. É exatamente isso que você encontra no Museu Felícia Leirner (https://www.museufelicialeirner.org.br/o-museu/institucional/sobre-o-museuque desde 1978 abriga cerca de 85 esculturas de bronze, granito e cimento branco doadas pela artista polonesa que morou em Campos do Jordão de 1965 até sua morte em 1996. E junto com o museu está o Auditório Claudio Santoro (https://www.museufelicialeirner.org.br/sobre-o-auditorio), que foi inaugurado em 1979 com capacidade para 814 pessoas na platéia e 48 no camarote e é onde acontece o Festival de Inverno de Campos do Jordão, o maior festival de música clássica da América Latina (a programação completa está no site: http://www.festivalcamposdojordao.art.br/index.php)

Museu Felicia Leirner
Passeando no Museu Felicia Leirner

Museu Felicia Leirner

 

 

 

 

 

 

Que tal agora dar uma pausa para um momento de reflexão e de conexão com Deus? Independentemente da sua religião, a visita ao Mosteiro São João, mais conhecido como Mosteiro das Monjas Beneditinas vai te proporcionar muita paz (http://www.mosteirosaojoao.org.br/).

Mosteiro das Monjas Beneditinas em Campos do Jordão
Lago do Mosteiro

Da entrada do portão até a Igreja você atravessa um belo jardim de plantas nativas, passa por um lago e pela gruta de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, também pode aproveitar para dar uma passadinha na lojinha do convento e comprar lembrancinhas ou se deliciar com os doces e pães artesanais (o pão de batata doce é maravilhoso).

Mosteiro São João
Mosteiro das Monjas Beneditinas

É bom lembrar que não é permitida a visitação aos alojamentos das monjas, o que não interfere em nada no aproveitamento do passeio. E para fechar com chave de ouro, vale fazer uma oração e pedir uma benção na Igreja.

 

Perto do mosteiro, fica o Parque das Cerejeiras, onde nos finais de semana de julho e agosto acontece a tradicional Festa da Cerejeira em Flor para celebrar a florada. A programação completa está detalhada no site (http://festadacerejeira.net.br/ ).

Festa da Cerejeira em Flor
Passeando pelas Cerejeiras

Você pode passar o dia todo se encantando com a beleza das cerejeiras, tirar lindas fotos e assistir a várias apresentações artísticas da cultura japonesa, como o taikô e também danças (no ano passado até aprendi uns passinhos). O evento ainda conta com uma feirinha e praça de alimentação com preços bem acessíveis, tanto para comida japonesa, quanto para as outras opções de pratos. O melhor de tudo é que além de ser um passeio bem bacana, ainda é beneficente, a renda da bilheteria e de todo o evento é destinada à manutenção do Recanto de Repouso para Idoso Sakura-Home.

Amantikir
As cores do Amantikir

Se você está gostando da brincadeira de tirar lindas fotos em Campos do Jordão, e está a procura de cenários deslumbrantes, tenho certeza que vai se apaixonar pelo Amantikir  (http://www.parqueamantikir.com.br/)É um espaço que possui uma riquíssima diversidade de espécies botânicas, distribuídas em vários jardins. No início do passeio você já recebe um mapa para te ajudar na localização. Eu recomendo ir com calçado confortável porque você vai caminhar bastante. Além de se impressionar com toda a beleza do lugar, você vai  ter a  oportunidade de aprender sobre os estilos de jardins de diversas partes do mundo, vai se divertir fazendo várias poses no quadro vivo (só tem a moldura e as fotos ficam por conta da sua criatividade) e também pode encarar o desafio de procurar a saída do labirinto.

Amantikir
Labirinto de Grama do Amantikir

Amantikir
Espelho D’água e Labirinto Clássico ao fundo

 

 

 

 

 

Quem ainda não cansou de passear e gosta de trilha e caminhada pode visitar a Pedra do Baú,  uma formação rochosa que chega a 1950m de altitude e fica em São Bento do Sapucaí (cidade vizinha de de Campos do Jordão) ou então passar o dia no  Parque Tarundu, que oferece várias opções de lazer, desde as mais leves e tranquilas, até as mais radicais. Você pode comprar o passaporte para usufruir de tudo ou ingressos avulsos para as atrações que mais te interessarem. Mais informações estão no site: http://tarundu.com.br/

Temperatura Campos do Jordão
Friozinho na volta da balada

Mas se você está pensando que Campos do Jordão só oferece opções de lazer diurnas, está totalmente enganado, tem muitas coisas pra fazer à noite também. A vida noturna de Campos é bem diversificada: vai desde curtir  um jantarzinho romântico com música ao vivo num ambiente aconchegante e aquecido ou passear pela Vila Capivari (que fica lotada), até tomar uma cerveja com os amigos na Baden Baden, fazendo o esquenta para curtir a night na balada (que eu adoro).

W Club Campos do Jordão
Curtindo o W Club

Existem muitas baladas em Campos, ali na Vila Capivari tem o  Café de La Music (https://pt-br.facebook.com/cafedelamusiquecamposoficial/) que toca mais house e eletrônica. Para quem gosta de música sertaneja, o Villa Mixhttp://villamixcj.com.br/) costuma abrir uma filial na temporada de inverno. E do outro lado da linha do trem, tem a Winter Lounge ( https://pt-br.facebook.com/WinterLounge) que reúne uma galera mais jovem com seu pop e eletrônico e a  W Club ( https://www.facebook.com/WClubCampos/) que também segue essa linha, sempre com ótimos DJs para animar a festa. Agora é só escolher o estilo que te agrada e se jogar porque a noite está só começando…

Se tem uma coisa que é bem tradicional em Campos do Jordão além do chocolate (relaxa que vou falar dele daqui a pouco) é a cerveja. Sempre que você vai lá, quem já foi pergunta se você provou da Baden, que é a cerveja artesanal mais famosa da cidade. Você pode realizar essa difícil tarefa de experimentar os vários tipos dessa cerveja ali mesmo no centrinho da Vila Capivari, na Cervejaria Baden Baden,  ou agendar  uma visitação à fábrica da cerveja Baden Baden.  É isso mesmo!!!! Você pode conhecer todo o processo de fabricação da cerveja. Para isso é só agendar a visita e o ingresso também dá direito a uma caneca como souvenir e degustação. Gostou, não é? Então dá uma olhadinha no site (https://www.badenbaden.com.br/microcervejaria/badenbadentour/),  faça a visita e depois me conte como foi. Se ainda estiver sóbrio….. Brincadeirinha…. Mas é um passeio que vale a pena!!!!

Cervejaria Baden Baden
Segundo dizem: Família que bebe unida, permance unida…

Chocolate Araucária
Fábrica de Chocolate Araucária

Sei que você já passeou bastante, está chegando a hora de ir embora, mas para fechar esse roteiro e ficar com um gostinho de quero mais, que tal apreciar um belo chocolate? São muitas opções de chocolaterias em Campos, como a Montanhês (http://chocolatemontanhes.com.br/ )a  Cacau Show, entre outras.  Mas o que você acha de visitar uma fábrica de chocolate  para conhecer todo o processo de como é feita essa delícia?  Esse tour é realizado por Chocolate Araucária (http://www.chocolatearaucaria.com.br/site/visite/ ) depois dessa aula é só partir para a degustação e passar na lojinha pra levar alguns pra casa…

Agradeço de coração sua companhia nessa viagem e  espero que essas dicas possam te ajudar a curtir ainda mais Campos do Jordão. E quando voltar, se puder, conte como foi. Estou ansiosa pra saber…

Turistando no Parque do Ibirapuera

Está visitando a cidade de São Paulo ou é morador daqui, tem uma folguinha e não sabe o que fazer?
Eu te convido a me acompanhar nesse passeio pelo Parque do Ibirapuera (tenho certeza que você não vai se arrepender).
Esse pulmão de São Paulo ocupa uma área de 158 ha,  fica localizado na zona sul da capital (Avenida Pedro Álvares Cabral – Vila Mariana) e é aberto diariamente das 05h às Oh.

Ponte Ibirapuera
Cruzando a Ponte do Lago

É perfeito para quem quer estender uma toalha, fazer um pic nic e ficar apreciando os cisnes no lago. Para quem só quer relaxar e contemplar o visual. Para os esportistas é excelente para andar de bike, andar de patins, correr ou caminhar sozinho ou acompanhado de seu cão, enfim, motivos não faltam para desfrutar desse passeio.

Parque do Ibirapuera
Descansando um pouquinho para continuar a caminhada…

obelisco mmdc
Obelisco do Ibirapuera

Uma sugestão para complementar o passeio ao parque é visitar o Obelisco do Ibirapuera (https://parqueibirapuera.org/areas-externas-do-parque-ibirapuera/obelisco-do-ibirapuera/) Que na verdade é um Mausoléu em homenagem aos Heróis da Revolução Constitucionalista de 1932 (M.M.D.C. – Martins, Miragaia, Drausio e Camargo e muitos outros  combatentes que conforme a placa “Viveram pouco para morrer bem, morreram jovens para viver sempre”). Além das urnas funerárias e vídeos explicativos, o interior desse monumento de 72m de altura possui capelas com cenas da vida de Jesus Cristo retratadas em belíssimos mosaicos.

Interior Obelisco do Ibirapuera
Capela do Obelisco

Se você está procurando cultura, o Parque do Ibirapuera também é uma excelente opção, conta com vários museus, que sempre trazem exposições muito interessantes. Vou começar falando do MAM (Museu de Arte Moderna), que foi fundado em 1948 por Francisco Matarazzo Sobrinho e ocupou várias sedes até se instalar em 1968 na Marquise do Parque. Seu acervo é significativo (mais de 4000 obras), bem como sua biblioteca, além de oferecer cursos e visitas educativas. Tudo isso para que a arte esteja cada vez mais próxima do público, como na exposição que fui no ano passado: “Cidade da Língua: Bompas&Parr”, onde cada sentido era trabalhado relacionado ao alimento, numa  instalação, por exemplo, o mesmo tipo de chocolate era degustado em várias estações com trilhas sonoras diferentes, e por mais incrível que pareça, o sabor mudava… Quer saber mais sobre a programação e exposições atuais? Dê uma olhadinha no site: http://mam.org.br/

Cidade da Língua Bompas &Parr
Fonte da Exposição Cidade da Língua

Bompas & Parr
Aos sons e sabores

 

 

 

 

 

 

 

Outro museu que vale muito a pena conhecer é o MAC (Museu de Arte Contemporânea), que fica em frente ao parque na Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 (se você estiver dentro do parque é só atravessar a passarela que já está lá). Ele foi criado em 1963 (desde 2012 ocupa o prédio atual), pertence à Universidade de São Paulo e conta com cerca de 10 mil obras. Também oferece cursos, eventos, biblioteca e exposições incríveis. Para ficar por dentro de tudo que acontece no MAC USP é só conferir o site: http://www.mac.usp.br/mac/

Logo que você chega no MAC já é recepcionado(a) por esse gatinho (“Um Amor sem Igual, 2011″  de Nina Pandolfo). Eu que sou gateira me apaixonei… Depois me encantei por várias obras, como não dá pra postar tudo, escolhi essas…

Zootécnico Elefante
Elefante em espuma – “Zootécnico, 2009” de João Loureiro

Rosácea
“Rosácea, 1984” de Maria Bonomi

 

 

 

 

 

Continuando nosso tour, um passeio indispensável é na OCA: um pavilhão de exposições dentro do parque que foi projetado por Oscar Niemeyer em 1951 e desde 2017 integra os edifícios do Museu da Cidade. Sua arquitetura peculiar já é um convite para a visitação e as exposições que ela abriga são sempre surpreendentes, desde a arte chinesa (“China Arte Brasil”), arte sacra (“Esplendores do Vaticano – Uma Jornada Através da Fé e da Arte”) e arte dos mayas  (“Mayas: revelação de um tempo sem fim”), passando pelo corpo humano (“Corpos – A Exposição”) e até homenageando o nosso rei da música, o cantor Roberto Carlos (“Roberto Carlos – 50 Anos de Música”), enfim, toda essa infinidade de temas, regadas com riqueza de detalhes e excelentes curadorias acendem a lanterna da curiosidade para saber qual será a próxima exposição… Mais detalhes podem ser encontrados no sites: http://www.museudacidade.sp.gov.br/oca.php e https://parqueibirapuera.org/equipamentos-parque-ibirapuera/oca-do-ibirapuera/

A última exposição que visitei na OCA foi Art of the brick “ de Nathan Sawaya, mais conhecida como Exposição de Esculturas de Lego, um trabalho excepcional desse artista, que inicia a exposição nos mostrando numa projeção que “Sonhos são construídos… uma peça por vez”. A partir daí vai nos surpreendendo com a qualidade e perfeição da sua arte (cada nota explicativa das obras, além do nome, trazia a quantidade de peças de lego utilizadas e uma frase que nos instigava a refletir não só sobre a obra, mas principalmente sobre nós). Como você  já percebeu, eu amo fotos, queria postar todas aqui e contar o que cada uma representou para mim, mas ninguém teria paciência para ver, então vou mostrar  só duas…

The Art of the Brick na OCA
Uma pausa para reflexão

Dinossauro de Lego
Dinossauro de Lego -“Dinosaur” de Nathan Sawaya

 

 

 

 

 

No mesmo dia que fui nessa exposição, tive sorte que também estava acontecendo a 32ª edição da Bienal de Artes de São Paulo, que é realizada no Pavilhão da Bienal (ou Pavilhão Ciccillo Matarazzo – mais um dos prédios do Parque do Ibirapuera que foi projetado por Oscar Niemeyer e que já compensa a visita por sua riqueza arquitetônica). Além de exposição de artes, esse pavilhão recebe vários eventos, entre eles a “Mostra Viajar”, uma verdadeira viagem pelos roteiros através de seus sabores, sons, experiências virtuais, entre outros recursos que encantam e fazem você querer voltar na próxima (fui em 2017, 2018 e já estou esperando pela próxima). Mais informações sobre os eventos do Pavilhão da Bienal podem ser vistos no site: http://www.bienal.org.br/ E voltando a falar da Bienal de Artes, o tema era “Incerteza Viva” e nos estimulava a sermos mais questionadores e estarmos atentos a tudo ao nosso redor, aguçando nossos sentidos…

Mostra Viajar 2017
Aquele Axé da Baiana Marli

Bienal de São Paulo
Ouvindo o Parque na Bienal

 

 

 

 

 

 

Pensa que acabou? Ainda não!!!! Você pode aproveitar para visitar o Museu Afro Brasil, que também fica dentro do parque próximo ao portão 10. Foi inaugurado em 2004 e possui mais de seis mil obras em seu acervo que retratam a importantíssima cultura afro e como ela nos influencia. Toda a programação e informações sobre o museu estão disponíveis no site: http://www.museuafrobrasil.org.br/

Sobrou mais um tempinho? Não deixe de se encontrar e se encantar com as estrelas do Planetário do Ibirapuera (ou Planetário Professor Aristóteles Orsini)que foi inaugurado em 1957 (mas precisou ser fechado para reformas em 2013 e foi reinaugurado em 2016) e conta com sessões às sextas, sábados, domingos e feriados. É só conferir o horário certinho e se programar http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/umapaz/planetario_ibirapuera/programacao/index.php?p=228020

Que São Paulo é uma cidade cosmopolita nós já sabemos e que conta com uma forte imigração japonesa também. Mas você sabia que dentro do Parque do Ibirapuera tem um pavilhão dedicado a essa cultura tão rica? É isso mesmo: o Pavilhão Japonês (https://parqueibirapuera.org/equipamentos-parque-ibirapuera/pavilhao-japones/). Ele foi inaugurado em 1954 e ganhou uma placa comemorativa em 1995 para celebrar o centenário da amizade Brasil – Japão.  É cobrada uma taxa de visitação (quando fui estava R$ 10) que dá acesso a todo o complexo, formado pelo jardim tradicional (com diversas árvores e plantas), pelo jardim zen (que é lindo e transmite muita paz), pelo museu (que apresenta excelentes referências da cultura oriental, como pinturas, peças de cerâmicas, bonecas de porcelana e vários outros objetos) e pela parte mais graciosa (segundo minha singela opinião): o lago das carpas, que você pode alimentar com ração específica adquirida no próprio museu.  Elas são tão lindas e encantadoras, que dá vontade de ficar ali o tempo todo só contemplando esse presente da natureza…

Jardim Zen Pavilhão Japonês Ibirapuera
Em paz no Jardim Zen

Pavilhão Japonês Ibirapuera
Alimentando as carpas

 

 

 

 

 

Parque do Ibirapuera
Dia de Sol no Ibira

Gostou do passeio? Espero que tenha aproveitado e que se divirta muito na sua visita ao Ibira (apelido carinhoso que o chamamos). Se quiser mais informações sobre o parque e também sobre todo o trabalho de conservação e preservação é só acessar o site: https://parqueibirapuera.org/

Ah! Agora me conta conta como foi sua vivência no parque e qual dica legal pode nos passar 😉

 

 

 

 

 

 

Experiências no Uruguai

Imagine uma viagem internacional, a apenas três horinhas de vôo, com direito a treinar o idioma espanhol, ter contato com uma nova cultura, repor o estoque de perfumes no Duty Free e por um preço bem acessível… Esses foram alguns dos motivos que despertaram meu interesse em conhecer o Uruguai, mas depois desse post você vai perceber que razões para visitar esse país não faltam e vai se surpreender com tudo que esse vizinho tem a nos oferecer.

Agora vou compartilhar com você as minhas experiências de viagem de uma semana (mais precisamente seis dias) lá. Confesso que foi bem corrido, mas deu pra aproveitar bastante e conhecer muitos lugares. Vou mostrar o meu roteiro, que inclui, além da capital, Montevidéu, duas cidades que são excelentes pontos turísticos: Punta del Este e Colonia del Sacramento.
Vamos começar nossa viagem?

Roteiro do Primeiro Dia – City Tour e Jantar Show 

Quem me acompanhou nessa viagem foi a minha irmã, saímos de São Paulo às 7h30 da manhã e chegamos lá pouco depois das 10h (voo direto da Latam). Já havíamos contratado o transfer para fazer o traslado do aeroporto até o hotel na mesma agência que fechamos o pacote de hospedagem e aéreo (New Age Tour – através da Polinésia Turismo).  Chegamos no Palm Beach Plaza Hotel (Jaime Zudañes, 2881 – Pocitos) por volta das 11h30 da manhã. A diária ainda não havia começado, mas como tinha quarto disponível foi liberada a hospedagem.

Chivito Uruguaio
Olha o tamanho do Chivito Vegetariano

Deixamos as bagagens no quarto e fomos almoçar no Restaurante Fans Café (Juan Benito Blanco, 866 – http://www.fans.com.uy/), onde pudemos provar um dos pratos típicos uruguaios que é o chivito, um hambúrguer com fritas como nós conhecemos, porém muito recheado (é preciso comer com talheres porque não cabe na boca) e para minha alegria tinha opção a vegetariana!!! De sobremesa pedimos a Copa Fans, que é uma taça de sorvete de creme com a base de doce de leite, cobertura de chocolate e wafer (uma delícia).

Voltamos rapidamente para o hotel porque nosso City Tour estava marcado para às 14h. Nesse passeio tiramos a tradicional foto no Letreiro de Montevidéu, que fica na Playa de Los Pocitos, também passamos por toda a Rambla do Rio de La Plata, que é a orla da “praia”. Passamos pela Plaza Independência e todo o Centro Histórico, pelo Mercado Agrícola, pelo Parque Rodó (parecido com o Parque do Ibirapuera em São Paulo), pelo Estádio Centenário e pelo Bairro Carrasco (que é o mais chic da cidade, onde fica o Cassino Carrasco – que voltamos em outro dia, só para tentar a sorte…).

Letreiro Montevideo
Foto de drone pra começar o passeio em grande estilo

Candombe El Milongón
Animação total no Candombe

À noite fomos para o Jantar Show no Restaurante El Milongón (www.elmilongon.com.uy), com duração de aproximadamente três horas e que conta com apresentações folclóricas, de tango e de candombe (dança típica uruguaia), além da refeição maravilhosa, que já estava inclusa no ingresso para o show. Para celebrar nosso primeiro dia de viagem, nada melhor que um brinde com a bebida típica uruguaia: o Medio & Medio, um vinho espumante.

Medio & Medio
Viva la Noche Uruguaya

Roteiro do Segundo Dia – Punta Del Este

Com certeza esse é um dos roteiros mais conhecidos do Uruguai, Punta Del Este fica cerca de 130km de distância de Montevidéu, aproximadamente duas horas de carro. Como opções para se chegar até lá, é possível alugar um carro, pegar um ônibus de linha da empresa COT ou fechar o passeio com um receptivo local (preferimos essa última para ter mais informações turísticas sobre o lugar). E há também quem prefira ir direto de avião pra lá, a cidade tem um aeroporto bem bonito, que costuma receber muitos turistas na temporada de verão.

Nosso passeio começou bem cedo, o ônibus passou para nos buscar no hotel antes das 8h da manhã. Nossa primeira parada foi no Cerro Santo Antônio na cidade de Piriápolis, a vista do mirante é incrível. Depois continuamos seguindo viagem até o Museu Casapueblo (https://casapueblo.com.uy/), aquele cartão postal lindíssimo construído por Carlos Páez Vilaró, que inspirou seu amigo Vinícius de Moraes a compor a música “A Casa”. Vale muito a pena a visita ao museu, além de conseguir tirar lindas fotos, é possível descobrir várias curiosidades, como a amizade a citada acima, o que a Casapueblo tem de semelhança com o Brasil, entre outras.

Casapueblo
Foto clássica no Museu Casapueblo não pode faltar

Nosso roteiro continuou com a visita ao Bairro Beverly Hills, não é só coincidência de nomes, o bairro é o reduto das mansões e da elite como nos Estados Unidos. Passamos pela Ponte Ondulada, um cartão postal de Punta del Este que dá um friozinho na barriga ao atravessar (é bem divertido e dá vontade de repetir o percurso várias vezes).

A parada para o almoço foi no Restaurante Napoléon, onde minha irmã pode provar o peixe brotola (que é típico da região e sem espinha) e eu o delicioso ravióli de abóbora e de sobremesa pedimos profiterole (pão recheado com sorvete e cobertura de chocolate – vale muito a pena experimentar). Para queimar essas calorias, fomos caminhando até o Farol de Punta del Este, depois ao Porto e a Igreja de Nossa Senhora da Candelária que ficam bem próximos ao restaurante.

O passeio continuou beirando o mar, onde pudemos ver a divisão entre o Rio de la Plata e o Oceano Atlântico (simbolizada por uma âncora).  Seguimos em direção à Praia Brava, onde fica outro cartão postal bem famoso de Punta Del Este: o Monumento Los Dedos ou La Mano, que na verdade foi uma obra vencedora de um concurso e representa “a interação do homem à natureza”, e não “a mão do afogado “(segundo informações locais esse significado daria uma conotação muito triste a uma obra tão bela…).

Los Dedos
Tocando Los Dedos

Também nessa praia está localizado um importante centro comercial, com muitas lojas, artesanato e restaurantes, que costumam lotar no verão, mas como fui na primavera, poucos estabelecimentos estavam abertos. Conclusão, as compras e lembrancinhas tiveram que ficar pra outro dia…

Na volta à capital, optamos por desembarcar no Montevideo Shopping (paulistana que se preza não perderia a oportunidade de ir ao shopping) https://www.montevideoshopping.com.uy/.  É um belo empreendimento no bairro de Pocitos, com uma boa variedade de lojas, cinemas, preços razoáveis e o melhor: fica ao lado da Lotus Club (uma balada top que iríamos no dia seguinte…).

Roteiro do Terceiro Dia – Colonia Del Sacramento

Porta do Campo Colonia Del Sacramento
Ao atravessar a Porta do Campo, uma viagem ao passado

Quando comecei a pesquisar sobre passeios no Uruguai, um que me chamou bastante a atenção foi Colonia Del Sacramento: uma cidade protegida por uma muralha de pedra com um portal parecendo de filme medieval, com direito a um farol, ruínas e ruas de pedras… Essa viagem no tempo realmente foi encantadora.

O ônibus nos pegou no hotel em Montevidéu bem cedo (afinal são cerca de 180km até chegar em Colônia del Sacramento), a primeira parada foi para um coffee break no Hotel Nirvana Resort & Spa Colonia Suiza (http://www.hotelnirvana.com/), fiquei impressionada com a beleza desse lugar e com a preocupação com a sustentabilidade: várias placas de captação de energia solar, reaproveitamento de água, horta própria, enfim, se tiver a oportunidade, vale a pena conhecer.

Continuamos o passeio pela Plaza de Toros (uma espécie de estádio ou arena que foi construído para touradas, mas que logo em seguida, por sorte, foram proibidas – porém o lugar está abandonado, a arquitetura é muito bonita, poderia ser aproveitado para outros tipos de eventos, como shows, por exemplo) e pelo Letreiro de Colonia, até chegarmos à parte murada que fica no centro de Colonia del Sacramento, onde estão as ruas de pedras (bem parecidas com as da cidade histórica de Paraty no Rio de Janeiro) como a Calle de Los Suspiros e a Calle de Solis.

Calle de Solis
Apreciando a Arquitetura Portuguesa na Calle de Solis

Passeamos pela  Plaza Mayor, pela Basílica do Santíssimo Sacramento, visitamos o Aquário (http://www.coloniauy.com/acuario-de-colonia-del-sacramento/), as Ruínas do Convento de São Francisco e a imperdível vista do Farol de Colonia del Sacramento (o ingresso para a visita no interior do farol custa $ 25 pesos uruguaios e tem alguns horários pré-definidos, é bom dar uma passadinha lá logo que chega ao centro histórico para já se programar). E posso assegurar que compensa subir mais de 100 degraus para ter essa visão privilegiada.

 Farol Colonia del Sacramento
A imponência do Farol de Colonia del Sacramento

 

Farol Colonia del Sacramento
Encantamento com a vista….

 

No retorno para Montevidéu, fizemos uma parada na Granja Arenas (http://granjacolonia.com.uy/), onde tivemos a oportunidade de conhecer Emilio Arenas (uma simpatia de pessoa e grande colecionador de lápis do Guinness Book), além do passeio pela coleção de lápis, chaveiro e frascos de perfume, pudemos degustar o delicioso doce de leite (que também é um ícone da culinária uruguaia).

Castillo Pittamiglio
Fachada do Castillo Pittamiglio em Montevidéu

Desembarcamos do ônibus na parte do centro histórico e pegamos um táxi (vale ressaltar que o motorista foi super gentil e rápido) para que pudéssemos chegar a tempo até o Castillo Pittamiglio (https://castillopittamiglio.org/), onde teria uma visita guiada às 20h contando as lendas do Castelo que foi construído pelo alquimista Humberto Pittamiglio e um show de mágica. Vale muito a pena conhecer, cada detalhe da construção tem um motivo. Cada cantinho é precioso…

 

Lotus Club
Hora de curtir a night 😉

Para fechar a noite de sábado com chave de ouro, fomos na balada Lotus Club (aquela próxima ao Montevideo Shopping que mencionei anteriormente), um ambiente super gostoso, que toca música pop, latina e eletrônica (começa à 1h da manhã, mas compensa conhecer). Dormir? Só quando voltar para o Brasil…

 

 

Roteiro do Quarto Dia – Bus Turístico

Mesmo já tendo feito o city tour, eu adoro esses ônibus que fazem o circuito turístico, com direito a narração em vários idiomas entre os pontos de parada, sempre é possível complementar as informações locais. Em Montevidéu, esse roteiro fica por conta do Bus Turístico (https://www.busturisticomontevideo.com.uy/).

Bus Turistico Montevideo
Pronta para começar o tour!!!!

Para aproveitar mais, optamos por pegar o ônibus desde a parada inicial (às 9h30) no Mercado del Puerto. Para chegar até aí pegamos um ônibus normal próximo ao hotel (a passagem custa $33 pesos uruguaios). Dentre as diversas paradas, pudemos visitar a Puerta de la Ciudadela (um portal que fica na Plaza Independência e é um marco da Cidade Velha – centro histórico de Montevidéu), a Estátua do General Artigas, a Plaza Constitución e a Catedral Metropolitana de Montevidéu.

Mirador Intendencia Montevideo
Vista deslumbrante da Prefeitura

Aproveitamos para fazer a visita guiada ao Teatro Solis (os horários estão no site: http://www.teatrosolis.org.uy). E ainda pudemos ver uma exposição de figurinos no subsolo do teatro, o que enriqueceu ainda mais nosso passeio. Nossa próxima parada foi no prédio da Prefeitura, mais conhecido como Intendencia de Montevideo, onde tem um mirante maravilhoso!!!

Seguimos pela Avenida 18 de Julio (principal avenida do centro e que representa a modernidade em contraponto com a Cidade Velha) para o Bar Facal, onde fica a Estátua de Carlos Gardel (há uma “briga” entre uruguaios e argentinos pela nacionalidade dele) e a Fonte dos Cadeados (diz a lenda que se o casal prender um cadeado lá, ficarão juntos para sempre…).

Milanesa
Alguém se habilita a ajudar minha irmã nessa difícil missão?

No tour, passamos por vários monumentos, como: o Monumento La Carreta e o Monumento a La Diligencia. Não resistimos e demos uma paradinha no Shopping Tres Cruces (localizado no terminal rodoviário) e terminamos o roteiro no Punta Carretas  Shopping (que é o mais top) e foi lá, no Restaurante Blás, que minha irmã provou outra comida típica uruguaia: a Milanesa Napolitana (um bife à parmegiana gigante, com uma base de batata e molho como a nossa maionese de churrasco, acompanhado de fritas e salada), o prato serve muito bem duas pessoas, mas ela teve que aguentar sozinha porque sou vegetariana. Conclusão: voltamos caminhando para o hotel para ver se queimava um pouco das calorias….

Vale lembrar que o Bus Turístico é bem pontual, eles entregam a tabela de horário das paradas e seguem à risca (o despertador do celular foi nosso grande aliado nesse sentido). Atente-se também para definir quais as paradas que pretende desembarcar porque não dá tempo de descer em todas, a menos que você compre o ticket de 48h do bus, assim pode desmembrar o passeio em dois dias.

Roteiro do Quinto Dia – Palacio Legislativo e Vinícola Bouza

Aposto que você já ouviu falar da qualidade dos vinhos uruguaios e está se perguntando se deixei “a melhor parte” de fora. Pode ter certeza que não!!!
Mas antes de encher o caneco (ou melhor, as taças), fomos visitar o Palacio Legislativo e almoçar no Mercado del Puerto!!

Nosso dia começou com a visita guiada ao Palácio Legislativo (https://parlamento.gub.uy/sobreelparlamento/palacio/visitas) – uma belíssima obra arquitetônica que abriga a Câmara dos Deputados e a Câmara do Senado. A parte externa já chama a atenção pela sua imponência, mas o interior é ainda mais encantador, tanto a escadaria quanto a “Sala dos Passos Perdidos” (um enorme hall entre as duas câmaras) são revestidos de mármore uruguaio e contam com vitrais, pinturas e esculturas. A visita é bem completa, tem a opção de guia em português  e nos permite entrar na Câmara dos Deputados e do Senado, além da Biblioteca que é riquíssima, tanto em acervo, quanto em estilo.

Palacio Legislativo Montevideo
Ansiosa para adentrar ao Palácio Legislativo

Palacio Legislativo Montevideo
Perfeição é o que define a Sala dos Passos Perdidos…

 

 

 

 

 

El Palenque Parrillada
Está servido?

Depois de uma incrível aula de história, nada melhor que uma bela refeição para repor as energias. Pegamos um táxi e fomos para o Mercado del Puerto, dentre tantas opções de restaurante, escolhemos o El Palenque para que minha irmã pudesse provar a parrillada (o churrasco é feito em uma grelha diferente) e para minha sorte tinha opção vegetariana a paella vegetariana!! 

Plaza Gomensoro
Que praça mais linda!!!

O Mercado del Puerto também é uma boa pedida para comprar as lembrancinhas, tem muitas opções de camisetas, artesanato, alfajor e bebidas. Passamos rapidinho no hotel para deixar algumas comprinhas e enquanto esperávamos o receptivo para nos levar à vinícola, aproveitamos para tirar fotos na Plaza Gomensoro, que fica em frente ao hotel e permite uma vista linda da Rambla do Rio de la Plata.

Sabia que você estava numa ansiedade pelo próximo passeio… Visitação à Vinícola com Degustação é sempre um roteiro procurado e em Montevidéu não foi diferente. Existem outras vinícolas que fazem esse tour, mas optamos pela Vinícola ou Bodega Bouza (http://www.bodegabouza.com/)   que fica a uns 25 km do centro, cerca de meia hora.  Começamos o passeio pela plantação das uvas, mais especificamente da Tannat, que são as principais dessa vinícola. A guia nos contou tudo sobre o plantio e a colheita e depois nos levou para a adega, onde nos mostrou vários tipos de barris (até os de concreto que eu nunca tinha visto), nos explicou todo o processo de fermentação e armazenamento e nos conduziu ao restaurante para que pudéssemos provar na prática o que ela nos explicou na teoria. A degustação começou do mais suave para o mais forte, sempre nos fornecendo dicas de harmonização com os queijos e frios.

Uva Tannat Bodega Bouza
Aprendendo sobre o cultivo da uva tannat

Bodega Bouza
Finalmente a degustação!!! Brindemos!!!

 

 

 

Casino Carrasco
É o momento de arriscar…

Pra fechar a noite, não custa tentar a sorte no Casino Carrasco!!! Vale a pena visitar, o interior é lindíssimo, mas não permitem fotografar. E só pra matar sua curiosidade não ganhei nada…

 

Roteiro do Sexto Dia – Torre da Antel, Palácio Salvo e Museu do Tango

Torre Antel
Torre Antel

No city tour e também no caminho para outros passeios sempre nos deparávamos com a imponente Torre da Antel (torre da principal empresa de telecomunicações), um prédio de mais de 157 metros de altura que possui um mirante no seu 26º andar e que lembra o design de muitos prédios de Dubai. Vimos no site os horários das visitas guiadas (http://www.antel.com.uy/institucional/nuestra-empresa/complejo-torre/visitas-guiadas) e fomos até lá de ônibus.

Torre Antel Mirador
Mirador da Torre Antel

Palacio Salvo
Palacio Salvo

Seguimos nosso passeio em direção ao Palacio Salvo, que fica na Praça da Independência.  Sua construção de 1928  foi inspirada na Divina Comédia de Dante Alighieri e com o propósito de ser um hotel, porém não deu certo e hoje é um edifício residencial e comercial. Sua arquitetura é belíssima, fizemos uma visita guiada (https://www.facebook.com/visitasenelsalvo/)  e nos impressionamos com a riqueza de detalhes e a simbologia de vários elementos do prédio, além da vista maravilhosa da praça.

Palacio Salvo
Encantada com a beleza da escadaria do Palacio Salvo

Palacio Salvo
Vista Privilegiada da Praça Indepência pelo MIrante do Palacio

 

 

 

 

 

 

 

Aproveitamos também para visitar o Museo del Tango, localizado no subsolo do Palacio Salvo (o ingresso para as duas visitas custa 200 pesos uruguaios), onde pudemos conhecer um pouco mais da história desse estilo musical e também de Gerardo Hernán Mattos Rodríguez, o autor de La Cumparsita (http://www.lacumparsita.com.uy/), o tango mais famoso do Uruguai.

Para encerrar nossa visita a esse país tão acolhedor, fomos almoçar no restaurante que fica no topo do Hotel Radisson Montevideo Victoria Plaza (https://www.radisson.com/montevideo-hotel-uy-11100/urumont). Uma bela refeição com direito a champanhe e a um novo ponto de vista da Praça Independência foi uma excelente despedida que deixa aquele gostinho de quero mais…

Hotel Radisson Montevideo
Me despedindo de Montevidéu em grande estilo

Depois voltamos rapidinho para o hotel para pegar nossa bagagem e esperar o transfer para o aeroporto.

Foi um prazer dividir essa viagem com você!!! Muito obrigada pela companhia!!! Espero ter ajudado de alguma forma para o melhor aproveitamento da sua viagem. Se puder compartilhar suas experiências aqui e passar mais dicas ficarei muito feliz!!!