Ao Encontro das Cataratas: Niagara Falls

Chegou o momento que você estava esperando, vamos começar agora o passeio que nos levará  Ao Encontro das Cataratas do Niágara (Niagara Falls).

Mas antes de chegarmos às Cataratas, quero que conheça comigo uma cidadezinha super charmosa de influência britânica que parece cenário de filme e está a menos de 30km de Niagara Falls. Estou falando de Niagara on the Lake, é esse nome mesmo, o termo “On The Lake” foi acrescentado em 1880 ao nome “Niagara” para diferenciar a cidade de Niagara Falls onde ficam as cataratas. Também em razão da mesma ser banhada pelo Lake Ontario (o nosso velho conhecido Lago Ontário do post de Toronto, lembra? Se não viu ainda, dá uma olhadinha lá pra conhecer ou relembrar: https://cadaviagemumabagagem.com/top-10-de-toronto/ ) e pelo Rio Niágara.

A Charmosa Niagara on the Lake

Niagara on the Lake  já foi capital da colônia inglesa no Canadá entre 1792 e 1796, chegou a ser destruída pelos americanos na guerra Anglo-Americana, mas foi reconstruída e atualmente seu forte é o turismo. Seu Centro Histórico (Old Town) é belíssimo e nos proporciona uma verdadeira viagem ao passado com sua arquitetura em estilo vitoriano, as ruas com lindos canteiros de flores, entre outros encantos.

Canteiro Central de Niagara on the Lake
A beleza arquitetônica das casas de Niagara on the Lake
Passeando pelas Ruas de Niagara on the Lake…

A cidade de Niagara on the Lake também é famosa pelo Shaw Festival, que é um  Festival de Teatro muito importante no Canadá e sempre apresenta peças teatrais inspiradas na obra do grande dramaturgo Bernard Shaw, além de outras produções. Para saber mais detalhes sobre o festival é só dar uma olhadinha no site: https://www.shawfest.com/

Estúdios e Teatro do Shaw Festival

Como mencionei anteriormente, Niagara on the Lake tem uma arquitetura muito bonita e um dos lugares que mais representa esse estilo vitoriano é o Prince of Wales Hotel, que é um dos hotéis mais sofisticados da cidade e já hospedou celebridades, como a Rainha Elizabeth II. Mas se não der para se hospedar no hotel, você pode conhecer o spa ou restaurante que também são abertos para não hóspedes. Para saber mais informações sobre o hotel é só conferir o site: https://www.vintage-hotels.com/princeofwales/

Prince of Wales Hotel

Outro ponto bem marcante de Niagara on the Lake é sua gastronomia, o Old Town é repleto de restaurantes, que sempre buscam oferecer uma refeição com ingredientes regionais e requinte. Um dos restaurantes que também chama a atenção por sua arquitetura é o Shaw Café & Wine Bar  (https://shawcafe.ca/) e a foto com certeza teria que ser da minha irmã (por que será?…).

Shaw Café & Wine Bar com a Ane

Ali no Old Town ou Centro Histórico de Niagara on the Lake também fica o Memorial Clock Tower (ou Memorial da Torre do Relógio), que foi construído no meio da principal avenida da cidade em homenagem aos falecidos na Primeira Guerra Mundial.

O Famoso Relógio de Niagara on the Lake

Você deve estar se perguntando, onde está o “Lake” de Niagara on the Lake, não é mesmo? Calma, que chegou a hora de te mostrar essa vista linda do Lago (ou Lake) Ontário. Bem ali no Old Town, é só você pegar a rua do lado oposto ao Prince of Wales Hotel e seguir reto que você chegará a esse lago maravilhoso e poderá contemplar essa vista!!!! E para ter uma visão com mais detalhes é só dar uma olhadinha nesse vídeo que postei no nosso canal no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=kN9OiQvIO2I

Uma linda vista com uma gaivota sobrevoando o Lake Ontario

Aproveite também para desfrutar dessas lindas praças e jardins enquanto visita  Niagara on the Lake.

De Niagara on the Lake

Outra coisa que é bem tradicional em Niagara on the Lake é o Passeio de Charrete pelo centro histórico e principais ruas da cidade. Como não gosto desse tipo de passeio com animais para fins turísticos ou de trabalho, optei por não fazer, mas não podia deixar de mencionar já que é característico da região.

Mas outro passeio que é super tradicional na região de Niagara on the Lake  é a Visitação às Vinícolas, já que a cidade é cercada por vinícolas que permitem a visitação e a degustação de seus vinhos.

E entre esses vinhos está o famoso  Icewine (ou Vinho de Gelo), que tem uma peculiaridade que o torna muito especial: é produzido com uvas colhidas congeladas, isso mesmo, tem uma época certa para a colheita porque elas precisam estar no ponto e serem retiradas do pé ainda congeladas e vai uma quantidade enorme de uvas para fabricar o vinho (às vezes uma videira inteira para uma única garrafa, cerca de 2kg de uva para 200ml de vinho), por isso suas garrafas são menores e seu valor muito mais alto que os vinhos tradicionais. O Canadá é o maior produtor de Icewine do mundo e mais de 70% dessa produção se dá em Ontário, mais especificamente na região de Niagara on the Lake. O Icewine geralmente é servido gelado e harmoniza bem com sobremesas.

O tradicional Icewine

Agora vamos ao encontro das Cataratas do Niagara, propriamente dito!!!

As encantadoras Niagara Falls

Niagara Falls é uma cidade que está localizada a 130 km de Toronto nas margens do Rio Niágara, que nasce no Lago Erie e deságua no Lago Ontário. As Famosas Cataratas do Niágara (Niagara Falls) são formadas por três quedas d’água: duas quedas do lado Americano (chamadas de Americanas), sendo que a menor é conhecida como Bridal Veil (Véu de Noiva) e a outra maior é chamada de Luna e tem a queda grande em formato de ferradura, por isso o nome Horseshoe, que fica entre os Estados Unidos e o Canadá.

As Cataratas Americanas
Entre as Americanas e a Horseshoe
Niagara Falls e as Gaivotas

Só de olhar, já é um encanto, mas imagina chegar pertinho e sentir as águas de Niagara Falls tocando seu rosto? Parece impossível, mas é verdade!!! É o passeio de barco: Hornblower Niagara Cruises! A emoção já começa na descida do funicular para chegar até o barco…

O Funicular para as Cataratas

Aqui do barco temos a vista da Rainbow Bridge (ou Ponte do Arco-Íris) que fica na fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos, tanto que é possível descer para as Cataratas tanto de um lado, quanto de outro para que os dois países possam desfrutar desse presente da natureza. A ponte foi construída entre 1940 e 1941 e algumas das hipóteses para esse nome seriam o formato do arco de sua base ou o fato de se formar um arco-íris quando o sol bate no vapor das águas, mais precisamente quando é observada da catarata Horseshoe. Como estava com o tempo contado, não cheguei a cruzar a ponte, mas tem passagem para pedestres, veículos e bicicletas, tem pedágio e é necessário apresentar o passaporte com o visto americano para ir para o lado dos Estados Unidos. Mas mesmo vista do barco, ela é muito bonita!!!

Com a Rainbow Brigde ao fundo

Agora que já descemos pelo funicular e embarcamos no Hornblower Niagara Cruises, está na hora de chegar pertinho de Niagara Falls!!! Você recebe uma capa, mas já te adianto que não vai resolver muito, quando chegar mais perto da maior catarata, a Horseshoe (ou Ferradura), não vai ter jeito, as águas das cataratas vão te molhar bastante, mas garanto que é uma sensação maravilhosa!!! Uma experiência única que vale muito a pena. Dá só uma olhadinha nesse vídeo no nosso canal do youtube pra sentir como foi a molhadeira: https://www.youtube.com/watch?v=HtB28gV4Sis

As Irmãs com a Catarata Luna
Pertinho das Cataratas
A Suave Brisa de Niagara Falls…

E foi nessa catarata maior a Horseshoe¸ com mais de 50m de altura, que aconteceu a história da descida no barril. Essa “loucura” foi ideia da professora aposentada Annie Edson Taylor que no dia do seu aniversário de 63 anos (24 de outubro de 1901) saltou dentro de um barril impermeável que ela mesma construiu, ela saiu só com alguns cortes na cabeça. Antes ela havia feito um teste com seu gato, que por sorte também sobreviveu. Depois dela, muitas pessoas tentaram essa proeza, mas só alguns sobreviveram, então essa prática foi proibida e instituída uma multa altíssima para quem desobedecer.  Essa aventura até inspirou o Pica-Pau (aquele do desenho animado) a querer saltar no barril também, se você quer saber como foi salto dele é só conferir o episódio que está no youtube:  https://youtu.be/MWodOWl-IyI . Ainda bem que a minha irmã Ane não tem ideiais tão radicais quanto a xará, nos permitindo ficar contemplando a Horsehoe só do barco mesmo…

Com a Ane e a Horseshoe!!!

Depois do banho em Niagara Falls, nada melhor que aproveitar para se secar caminhando pelo Jardim das Cataratas, que proporciona uma linda vista das cataratas, além de cenários incríveis para suas fotos.

No Jardim das Cataratas…

Se você está pensando que agora que já viu as cataratas, o passeio está acabando, tenho uma surpresinha pra você: não está não!!! Niagara Falls também é um polo de diversão e é conhecida como Las Vegas Canadense, a Clifton Hill é a principal avenida do agito, parecendo um parque de diversões cortado por uma rua.

A Las Vegas Canadense: Clifton Hill

A divertida Clifton Hill tem atividades para todos os gostos, desde roda gigante, jogos, museu de celebridades até bares e restaurantes temáticos.

O Agito da Clifton Hill
Roda Gigante
E muita diversão

Mas pra ser Las Vegas Canadense, precisa ter cassino, não é mesmo? Niagara Falls tem!!! Ali no centro mesmo você vai encontrar cassinos e poder tentar a sorte! Já pensou viajar e ainda voltar pra casa com esse prêmio? Depois me conta se suas apostas deram certo.

Os Cassinos de Niagara Falls

Não é só na Cliffton Hill que tem  entretenimento e restaurantes temáticos, nas ruas adjacentes ali do centrinho, você vai encontrar várias opções!!!

Muito entretenimento nas ruas de Niagara Falls

Falando em restaurante temático, nós optamos pelo Margarita Ville, que além de possuir uma linda decoração ficava mais perto da Skylon Tower.

Jantar no Margarita Ville

Se você já se encantou com todos os ângulos das Cataratas do Niagara mostrados até aqui, com certeza vai se apaixonar por mais esse: a vista de Niagara Falls da Skylon Tower.

A Skylon Tower (www.skylon.com) é a Torre de Observação de Niagara Falls, parecida com a CN Tower de Toronto. Toda a visita a Skylon Tower é emocionante, começando pela subida, que leva apenas 52 segundos de elevador para chegar a mais de 230m (775 pés) de altura no Ride-on-the-Top que é o Deck de Observação que permite uma visibilidade de até129 km em dias claros e uma vista noturna encantadora de toda a cidade iluminada.

Vista noturna da Skylon Tower
Na Skylon Tower
Detalhe do Cassino visto da Skylon Tower
As Cataratas e a Noite de Niagara Falls

A Torre foi inaugurada em 1965. Além de uma vista incrível, a Skylon Tower também possui dois restaurantes, o Summit Suite Buffet e o Revolving Dining Room (que é o restaurante giratório da Torre e leva cerca de uma hora para fazer a volta de 360°). Como eu fui com o tempo contato, não deu pra aproveitar o restaurante giratório, mas se você for ficar mais tempo vale a pena a experiência e para garantir seu lugar é melhor já reservar pelo site: www.skylonreservations.com  . De qualquer forma a Skylon Tower nos brinda com esse visual…

A incrível vista de Niagara Falls da Skylon Tower
O barco e Nigara Falls à noite

E para finalizar essa visita a Skylon Tower te deixo com esse ângulo maravilhoso de Niagara Falls com sua iluminação noturna, que vai alternando com o passar do tempo. Um verdadeiro encanto!!!

A iluminação notura de Niagara Falls

Já anoiteceu e está chegando a hora de voltarmos pra Toronto, mas a despedida de Niagara Falls teria que ser em alto estilo, então nada menos que um show de fogos de artifício nas Cataratas para fechar a noite com chave de ouro. Essa apresentação acontece às 22h e dura cerca de cinco minutos, apesar de ter uma duração curta, o espetáculo das luzes dos fogos com as cataratas iluminadas ao fundo é belíssimo. Vale a pena esperar!!!

O Belíssimo Show de Fogos em Niagara Falls

Com essa vista linda de Niagara Falls, vou encerrando esse post. Espero que tenha gostado!!! Agradeço de coração sua companhia e te espero na próxima postagem, onde vou te mostrar os principais e os mais exóticos Museus de Toronto (https://cadaviagemumabagagem.com/um-mes-pelos-museus-de-toronto/). Te espero lá!!!

Numa simples visita a um Museu de Toronto…

Meeting the Niagara Falls

The moment has come that you have been waiting for, let’s start the tour that will take us to the Niagara Falls Meeting.

But before we get to the Falls, I want you to meet with me a very charming little town with a British influence that looks like a movie set and is about 19 miles from Niagara Falls. I’m talking about Niagara on the Lake, that’s the name, the term “On The Lake” was added in 1880 to the name “Niagara” to differentiate the city of Niagara Falls where the falls are. Also because it is bathed by Lake Ontario (our old known Lake Ontario from the Toronto post, remember? If you haven’t seen it yet, take a look there to know or remember: https://cadaviagemumabagagem.com/top-10- de-toronto/ ) and the Niagara River.

The charming Niagara on the Lake

Niagara on the Lake was once the capital of the English colony in Canada between 1792 and 1796, it was even destroyed by the Americans in the Anglo-American war, but it was rebuilt and currently its forte is tourism. Its Historic Center (Old Town) is beautiful and gives us a real trip to the past with its Victorian style architecture, the streets with beautiful flower beds, among other charms.

The architectural beauty of Niagara on the Lake

The city of Niagara on the Lake is also famous for the Shaw Festival, which is a very important Theater Festival in Canada and always features plays inspired by the work of the great playwright Bernard Shaw, in addition to other productions. To know more details about the festival just take a look at the website: https://www.shawfest.com/

Shaw Festival Studios and Theater

As I mentioned earlier, Niagara on the Lake has a very beautiful architecture and one of the places that most represents this Victorian style is the Prince of Wales Hotel, which is one of the most sophisticated hotels in the city and has hosted celebrities, such as Queen Elizabeth II. But if you can’t stay at the hotel, you can visit the spa or restaurant, which is also open to non-guests. To find out more about the hotel, check out the website: https://www.vintage-hotels.com/princeofwales/

Prince of Wales Hotel

Another very striking point of Niagara on the Lake is its gastronomy, the Old Town is full of restaurants, which always seek to offer a meal with regional ingredients and refinement. One of the restaurants that also draws attention for its architecture is the Shaw Café & Wine Bar (https://shawcafe.ca/) and the photo would certainly have to be of my sister (why is it?…).

Shaw Café & Wine Bar with my sister Ane

In the Old Town of Niagara on the Lake, there is also the Memorial Clock Tower, which was built in the middle of the city’s main avenue in honor of those who died in the First World War.

The Famous Niagara on the Lake Clock

You must be wondering, where is the “Lake” of Niagara on the Lake, right? Calm down, it’s time to show you this beautiful view of Lake Ontario. Right there in Old Town, you just have to take the street opposite the Prince of Wales Hotel and go straight that you will reach this wonderful lake and be able to contemplate this view !!!! And to have a more detailed view just take a look at this video that I posted on our youtube channel: https://www.youtube.com/watch?v=kN9OiQvIO2I

A beautiful view with a seagull flying over Lake Ontario

Take the opportunity to enjoy these beautiful squares and gardens while visiting Niagara on the Lake.

The beauty colors of Niagara on the Lake

Another thing that is very traditional in Niagara on the Lake is the Cart Ride through the historic center and the main streets of the city. As I do not like this type of animal tour for tourist or work purposes, I chose not to do it, but I could not fail to mention it since it is characteristic of the region.

But another tour that is super traditional in the region of Niagara on the Lake is Visitation to Wineries, as the city is surrounded by wineries that allow visitors to visit and taste their wines.

And among these wines is the famous Icewine, which has a peculiarity that makes it very special: it is produced with frozen harvested grapes, that’s right, it has a right time for the harvest because they need to be on point and be removed from the foot while still frozen and a huge amount of grapes goes to make the wine (sometimes a whole vine for a single bottle, about 2kg of grape for 200ml of wine), so their bottles are smaller and their value much higher than traditional wines. Canada is the largest producer of Icewine in the world and more than 70% of this production takes place in Ontario, more specifically in the Niagara on the Lake region. Icewine is usually served chilled and goes well with desserts.

The Traditional Icewine

Now let’s go to Meeting the Niagara Falls!!!

The majestic Niagara Falls

Niagara Falls is a city that is located 80 miles from Toronto on the banks of the Niagara River, which rises on Lake Erie and flows into Lake Ontario. The Famous Niagara Falls are formed by three waterfalls: two falls on the American side (called American), the smaller one being known as Bridal Veil and the larger one is called Luna and has the large horseshoe-shaped drop, hence the name Horseshoe, which lies between the United States and Canada.

American Falls
Between American and Horseshoe
Niagara Falls and The Seagulls

Just looking at it is already a charm, but do you imagine coming up close and feeling the waters of Niagara Falls touching your face? It seems impossible, but it is true !!! It’s the boat ride: Hornblower Niagara Cruises! The excitement begins with the funicular descent to reach the boat…

The Funicular for the Falls

From the boat we have the view of the Rainbow Bridge that is on the border between Canada and the United States, so much so that it is possible to descend to the Falls both on one side and on the other so that the two countries enjoy this gift of nature. The bridge was built between 1940 and 1941 and some of the hypotheses for that name would be the shape of the arch of its base or the fact that a rainbow forms when the sun hits the water vapor, more precisely when it is observed from the Horseshoe waterfall . As the time was running out, I did not get to cross the bridge, but it has a pedestrian, vehicle and bicycle ticket, it has a toll and it is necessary to present the passport with the American visa to go to the United States side. But even seen from the boat, it is very beautiful!!!

Rainbow Bridge in the background

Now that we have gone down the funicular and embarked on the Hornblower Niagara Cruises, it’s time to get close to Niagara Falls!!! You get a cape, but I already tell you that it won’t solve much, when you get closer to the biggest waterfall, the Horseshoe, there will be no way, the waters of the falls will get you a lot wet, but I guarantee it is a sensation Wonderful!!! A unique experience that is very worthwhile. Just take a look at this video on our youtube channel to get a feel for the watering machine: https://www.youtube.com/watch?v=HtB28gV4Sis

The Sisters with Luna Falls

And it was in the largest waterfall at Horseshoe¸ over 50m high, that the story of the descent into the barrel happened. This “madness” was the idea of ​​retired teacher Annie Edson Taylor who on her 63rd birthday (October 24, 1901) jumped into a waterproof barrel that she built herself, she left with only a few cuts on her head. Before she had done a test with her cat, which luckily also survived. After it, many people tried this feat, but only a few survived, so this practice was banned and a very high fine was imposed for anyone who disobeyed. This adventure even inspired Woodpecker (the one in the cartoon) to want to jump in the barrel too, if you want to know how it was jumping just check out the episode on youtube: https://youtu.be/MWodOWl-IyI . Good thing my sister Ane doesn’t have ideas as radical as the namesake, allowing us to be contemplating Horsehoe only from the boat…

With Ane and Horseshoe!!!

After bathing in Niagara Falls, nothing better than taking the chance to dry yourself walking through the Garden of the Falls, which provides a beautiful view of the falls, as well as incredible scenery for your photos.

Garden of Niagara Falls

If you are thinking that now that you have seen the falls, the tour is ending, I have a little surprise for you: no it is not!!! Niagara Falls is also a hub of entertainment and is known as Canadian Las Vegas, the Clifton Hill is the main avenue of excitement, looking like an amusement park.

Canadian Las Vegas: Clifton Hill

Fun Clifton Hill has activities for every taste, from the Ferris wheel, games, celebrity museum to themed bars and restaurants.

The bustling Clifton Hill
Ferris Wheel
And lots of fun

But to be Canadian Las Vegas, you need a casino, right? Niagara Falls has it !!! Right there in the center you will find casinos and be able to try your luck! Have you thought about traveling and still coming home with this award? Then tell me if your bets worked.

The Niagara Falls Casinos

It is not only on Cliffton Hill that has entertainment and themed restaurants, in the adjacent streets there, you will find several options !!!

Lots of entertainment on the streets of Niagara Falls

Speaking of a themed restaurant, we opted for Margarita Ville, which in addition to having beautiful decor was closer to the Skylon Tower.

Dinner at Margarita Ville

If you’ve ever been enchanted by all the angles of the Niagara Falls shown up here, you’re sure to fall in love with this one: the view of Niagara Falls from the Skylon Tower.

Skylon Tower (www.skylon.com)  is the Niagara Falls Observation Tower, similar to Toronto’s CN Tower. The entire visit to Skylon Tower is exciting, starting with the climb, which takes just 52 seconds by elevator to reach more than 775 feet in height on the Ride-on-the-Top which is the Observation Deck that allows visibility up to 129 km on clear days and an enchanting night view of the entire illuminated city.

Night view from Skylon Tower
The Falls and the Night of Niagara Falls
In Skylon Tower

The Tower opened in 1965. In addition to an incredible view, the Skylon Tower also has two restaurants, the Summit Suite Buffet and the Revolving Dining Room (which is the Tower’s revolving restaurant and takes about an hour to make the 360° ​​turn). As I went with the time, I could not enjoy the revolving restaurant, but if you are going to stay longer it is worth the experience and to guarantee your place it is better to book through the website: www.skylonreservations.com. Anyway, Skylon Tower offers us this look…

The incredible view of Niagara Falls from the Skylon Tower

And to end this visit to Skylon Tower, I leave you with this wonderful angle of Niagara Falls with its night lighting, which alternates with the passage of time. A real charm!!!

Night lighting of Niagara Falls

It is already dark and it is time to go back to Toronto, but the farewell to Niagara Falls would have to be in style, so nothing short of a fireworks show at the Falls to close the night with a golden key. This presentation takes place at 10 pm and lasts about five minutes, despite having a short duration, the spectacle of the lights of the fires with the waterfalls illuminated in the background is very beautiful. Worth the wait!!!

The Beautiful Niagara Falls Fireworks Show

With this beautiful view of Niagara Falls, I will close this post. I hope that you enjoyed!!! I sincerely thank you for your company and I wait for you in the next post, where I will show you the main and the most exotic Museums in Toronto (https://cadaviagemumabagagem.com/um-mes-pelos-museus-de-toronto/). I wait you there!!!

In a simple visit to a Toronto Museum

Top 10 de Toronto

Já imaginou caminhar até tarde da noite com o celular na mão, ou  então durante o dia, no trajeto para o trabalho ou escola, passar por belas praças, lindos prédios e ruas limpas, tudo isso em plena metrópole? Sei que sua curiosidade está a mil pra saber que lugar é esse. Mas calma que já vou te contar: estou falando de Toronto!!! A cidade mais cosmopolita do Canadá (e uma das mais seguras da América), além de ser a capital da província de Ontário!!!

Assim como eu, tenho certeza de que você vai se encantar por Toronto e por outras cidades da costa leste do Canadá que tive a oportunidade de conhecer e vou te mostrar com detalhes, mas vou dividir as postagens pra não ficar uma matéria muita longa.

E pra começar, te convido a me acompanhar no Top 10 de Toronto: os 10 principais pontos turísticos que você precisa conhecer em Toronto se for ficar pouco tempo. Mas calma que virão outros posts contando mais detalhes e tudo de melhor que essa cidade tem a nos oferecer.

Vamos começar nosso tour?

1 – CN Tower

Quando se fala em Toronto, uma das primeiras imagens que nos vem à cabeça é ela: a linda, poderosa e absoluta CN TOWER!!! Essa famosa Torre de Toronto tem 553,33m de altura e é a terceira maior torre do mundo (a 1ª é a Tokyo SkyTree do Japão com 634m e a 2ª é a Torre de Cantão da China com 595,7m). A CN Tower foi construída em 40 meses e inaugurada em 1976, sendo a maior torre do mundo até 2010.

As iniciais CN fazem referência à Canadian National que foi a companhia ferroviária que construiu a torre para fazer parte da grande estação ferroviária Metro Centre e a torre desde o início alugava suas antenas para transmissão de sinais. O que acontece até hoje sendo bastante utilizada para as telecomunicações.

Para subir na torre você tem várias opções para comprar o ingresso: na própria bilheteria;  pelo site: https://tickets.cntower.ca/webstore/shop/viewItems.aspx?cg=TIX&c=GA&Language=1, pelo citypass que dá direito a subida na Torre e mais quatro outras atrações em Toronto com desconto: https://pt.citypass.com/toronto e também a nossa opção que foi a reserva para o jantar no 360º Restaurant (https://www.cntower.ca/en-ca/360-restaurant/reservations-and-menus.html) que pode ser feita pelo site e garante que você consiga vaga para apreciar a incrível vista da CN em 360º e saboreando uma deliciosa comida gourmet, além de acesso direto (sem fila) à Torre.

A CN Tower funciona diariamente das 9h à 22h30, fechando somente no Natal, então você pode escolher o melhor horário dentro do seu roteiro para visita-la, mas eu sugiro que você vá mais para o final da tarde, assim você ter a vista diurna e noturna da torre, além do belíssimo pôr do sol.

O encanto da subida à CN Tower, já começa com o elevador que chega ao piso principal em 58 segundos, isso mesmo, menos de 1 minuto para subir!!! Chegando lá você pode se dirigir diretamente ao restaurante (se tiver feito a reserva) e depois ir para os níveis de observação. Ou então ir direto para a visitação.

Fomos até o restaurante, mas como ainda não era nosso horário e não tinha mesas próximas à janela, marcamos um horário mais tarde e fomos observar a vista.

Começamos pelo Main Observation Level¸ que é o principal nível de observação à 346m de altura com paredes de vidro em todo o andar e que nos proporciona vistas incríveis de toda a cidade e o pôr do sol visto da CN Tower ganha um charme todo especial. Eu filmei e postei no nosso canal do Youtube pra você ter uma ideia de como é lindo: https://www.youtube.com/watch?v=Hq0BpuO4Fag

Encantada com a vista do Main Observation Level da CN Tower
Vista da CN Tower…

Com esse incrível Pôr do Sol

Anoitecendo em Toronto…

E é ainda nesse piso que fica o Glass Floor: o piso de vidro no qual você pode caminhar e ter essa vista privilegiada do Ripley’s Aquarium a seus pés.

Descendo um nível, você chegará ao Outdoor Observation Level, também conhecido como  SkyTerrace, que fica numa altura de 342m, tem grade de proteção, mas é ao ar livre e nos permite sentir a brisa de Toronto do alto. Quando descemos para esse andar já tinha escurecido e foi possível contemplar toda a beleza da cidade iluminada!!!! Dá só uma olhadinha nesse vídeo que postei no nosso canal do Youtube para ver como é encantador: https://www.youtube.com/watch?v=AGIyKMs04Qo

Vista do Sky Terrace

Ainda com o deslumbramento da Toronto Iluminada subimos mais dois níveis pois estava chegando o horário da nossa reserva para o jantar no 360º Restaurant, o Restaurante Giratório da CN Tower. Posso te dizer que é uma experiência única e vale muito a pena incluir no seu roteiro. Além da comida deliciosa preparada por chefs renomados, você vai saboreando a vista maravilhosa da cidade em 360º e que dura aproximadamente uma hora a volta completa.

360º – O Restaurante Giratório da CN Tower

O menu do 360º Restaurant tem preço fixo (variando de $65 a $79 dólares canadenses, incluindo a entrada e o prato principal e no segundo valor também a sobremesa – bebidas são pagas a parte) e tem opção vegetariana!!! Ah! A taxa de serviço/ gorjeta ou como eles chamam “tip” não vem inclusa na conta, então é bom lembrar de acrescentar o valor (de 10%  a 20% do valor da conta), senão eles ficam bem chateados e vão te perguntar o que aconteceu de errado para você não querer pagar a tip.

Jantar Maravilhoso no 360º Restaurant da CN Tower
A vista do 360º Restaurant!!!

Maiores informações sobre o 360º Restaurant e o menu estão disponíveis no site: https://www.cntower.ca/en-ca/360-restaurant/overview.html. E se você gosta de vinho vai adorar saber que a adega do 360º Restaurant entrou para o Guinness Book como a Mais Alta Adega do mundo a 351m de altura.

Dá só uma olhadinha na Adega da lateral….

Está pensando que a visita termina por aqui? Ainda não!!! Estava faltando a cereja do bolo para premiar a nossa noite: a subida ao  SkyPod, o mais alto de nível de observação da CN Tower: 447m de altura com essa vista espetacular da cidade. O acesso a esse nível é pago à parte e custa 15 dólares canadenses. Para ter uma ideia de como é maravilhoso é só dar uma olhadinha no nosso canal no Youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=m2V_NUYED3o

No Sky Pod – o mais alto nível de observação da CN Tower
Ainda no Sky Pod…

Que encanto de vista…

A CN Tower conta com uma iluminação belíssima à noite. A mudança de cores a torna muito mais charmosa e encantadora!!! Ah! E se você gosta de aventura e adrenalina ainda tem mais uma opção para aproveitar a Torre, fazendo o Edge Walk, que é uma caminhada por fora da torre, preso por equipamentos de segurança e com as mãos livres. Dessa vez não tive a oportunidade de fazer essa caminhada, mas já está na minha lista para a próxima visita a Toronto. Para saber mais detalhes é só dar uma olhadinha no site: https://www.cntower.ca/en-ca/plan-your-visit/tickets/edgewalk.html.

2 – Toronto Islands

Toronto Islands ou Ilhas de Toronto

Outro lugar que gostei muito de conhecer em Toronto foi a Toronto Islands  ou Ilhas de Toronto, que como o próprio nome diz são ilhas que ficam no Lake Ontário ou Lago Ontário, cujo acesso se dá por meio do Ferry Boat (que parte a cada 20 minutos do Jack Layton Ferry Terminal – localizado entre a Bay Street and Yonge Street-  e custa CAD$ 8.19 para adultos (com desconto para crianças, idosos e estudantes) e esse valor dá direito à ida e volta) e também por meio de Water Taxi, mas a ida e a volta são cobrados separadamente (mas como optei pelo Ferry Boat não sei quanto custa).

No Ferry Boat

Chegando na Centre Island

Ah! É importante prestar atenção quando for embarcar para Toronto Islands para saber a ilha certa que você quer ir, porque partem ferries para várias ilhas (inclusive para a ilha de nudismo que é mais afastada)! Para saber mais informações sobre o Ferry Boat é só olhar o site: https://www.torontoisland.com/ferry.php.

Minha irmã e eu fomos para a Centre Island, que é a Ilha Central e a maior delas. Vou mostrar a foto do mapa da ilha só pra você ter uma ideia da dimensão dela e você já pode pegar um desse logo que chega na ilha.

Mapa da Centre Island
Na Centre Island…

A Centre Island ou Ilha Central é a ilha mais popular e que recebe mais visitantes em virtude da quantidade de atrativos que oferece, como uma Fazendinha com pôneis, lhamas, entre outros animais; o Centerville Amusement Park que é um parque de diversões para a criançada aproveitar e conta com um teleférico para os adultos apreciarem a vista da ilha do alto. A entrada da ilha é gratuita, mas para brincar nesse parque é preciso comprar os tickets na própria ilha.

A Ane com o Pônei da Fazendinha

A Centre Island é bem grande, então prepare-se para caminhar por lindos jardins  e fontes enquanto vai explorando o território e vendo diversas Maple Trees (ou árvores de Maple), cuja folha é a que está na bandeira do Canadá.

Nos Jardins…

da Ilha

Admirando as belezas da Centre Island

Com o mapa na mão e seguindo as placas chegamos até o Píer  para ter essa vista linda do Lake Ontário e para conhecermos a  Chelsea Beach que é uma das praias da ilha, onde os canadenses se divertem no verão. E como você me conhece, sabe que não podia perder a oportunidade de molhar o pé na água.

No Píer do Lake Ontário
Com o Pé no Lake Ontário

Foi na Centre Island que tivemos a oportunidade de provar o BeaverTails também conhecido como “Rabo de Castor”, mas não se preocupe que o nome só se refere ao formato do doce que parece mesmo com o rabo do castor. Esse doce lembra a massa do nosso sonho, com a cobertura de vários sabores, eu escolhi de baunilha com xarope de Maple. Estava muito bom!!! E quanto à alimentação na ilha, tem várias lanchonetes, mas se você preferir pode levar sua refeição e fazer picnic.

Como a Centre Island tem uma extensão longa, você pode alugar bikes para explorá-la melhor, então alugamos essa bike (quem ficou na direção foi minha irmã e eu fiquei na função de GPS encarregada de ver o mapa – imagine o perigo….rsrs) e fomos passear.

Mas deu tudo certo, conhecemos a Igreja de St. Andrews, o  Gibraltar Lighthouse  (ou  Farol de Gibraltar)  que é o farol mais antigo do Lago, construído em 1808, e tem a fama de ser mal-assombrado pelo fantasma de J.P. Rademueller, que tomava conta do Farol e foi assassinado e dizem que seus gritos podem ser ouvidos por toda a ilha nas noites de lua cheia do verão…

A Igreja de St. Andrews
O Farol de Gibraltar

Mas calma que tem muita coisa alegre para se ver na ilha como esses  Esquilos lindos que ficam correndo de um lado pra outro e dá um enorme trabalho para conseguir uma foto.

E também o Franklin Children’s Garden ou Jardim do Franklin, que é muito educativo para as crianças, e o William Meany Maze, que é um divertido labirinto, entre muitas outras atrações.

No Jardim do Franklin
Detalhe da Borboleta no Jardim do Franklin

A Centre Island é realmente encantadora, não dá vontade de ir embora, mas tivemos que voltar mais cedo por conta de um compromisso. Porém se você estiver com tempo vale a pena esperar para ver o pôr do sol da Ilha (na parte da praia Chelsea Beaché um dos lugares mais privilegiados da vista). Conseguimos ver do barco, voltando para Downton, que também foi lindo!!!

Voltando da Toronto Island…
E contemplando o Pôr do sol

Mais informações sobre Toronto Islands estão no site: https://www.torontoisland.com/center.php .  E o retorno no barco nos proporcionou essa paisagem linda do Downtown Toronto!!

Vista Incrível de Downtown Toronto retornando de Toronto Islands

3 – Casa Loma

Casa Loma

Já imaginou poder visitar um Castelo numa metrópole tão agitada como Toronto? Isso é possível sim, quero te apresentar agora a Casa Loma, que é um lindo Castelo que se tornou museu e é uma das principais atrações turísticas da cidade.

Sua construção se deu entre 1911 e 1914 e foi projetada pelo arquiteto E.L. Lennox em estilo Eduardiano para ser a luxuosa residência do Sir Henry Pellatt e de sua esposa Lady Mary. Porém eles só conseguiram desfrutar da Casa Loma por menos de 10 anos, devido a problemas financeiros e a grande crise do pós-guerra, o Sr. Pellat ficou totalmente endividado e teve seu Castelo confiscado em 1924.

Após isso, a Casa Loma se transformou em hotel de luxo, clube noturno, entrou em decadência, chegou a ser invadida por pessoas sem moradia e até cogitou-se sua demolição. Por sorte, em 1937 foi arrendada pelo Kiwanis Club de Toronto com o compromisso de restaurá-la e transformá-la em atração turística como de fato aconteceu e permaneceu até 2011, quando a  Casa Loma Corporation foi formada e passou a ser propriedade exclusiva da Cidade de Toronto. Mais detalhes sobre a Casa estão no site: https://casaloma.ca/

Entrada da Casa Loma…
Encanto desde a chegada….

A Casa Loma é composta por quatro andares (nível inferior, andar principal, 2º e 3º andares), um grande túnel que leva até os estábulos e mais duas torres góticas. Logo que entramos na Casa, no andar principal já nos deparamos com esse lindo salão, chamado de Great Hall mais as Salas de Carvalho e de Fumo, sendo que essa última juntamente com a Sala de Bilhar eram só frequentadas por homens.

Vista Superior do Great Hall
Detalhes do Great Hall e Biblioteca na Lateral

Também nesse piso principal ou térreo ficam o  Estúdio do Sr. Henry,  a  Sala de Servir (para refeições comuns) e a Sala de Jantar (para refeições especiais), a Biblioteca (que estava com mesas decoradas para uma festa de Casamento) entre outras salas.

Estúdio do Sr. Henry
Sala de Servir

Biblioteca da Casa Loma preparada para um Casamento

E desse piso tem-se o acesso para a Varanda e o Jardim que é encantador, nesse dia ia ter festa de Casamento da na Casa Loma¸ por isso essa decoração!!!

Jardim da Casa Loma
Mais uma fonte da Casa Loma

O segundo andar da Casa Loma é reservado para os quartos, como esse  Quarto de Hóspede com decoração chinesa e o Quarto Windsor.

O Quarto de Hóspedes…
E o Quarto Windsor

Também estão nesse andar a  Suíte da Lady Pellat e do Sir Pellat (isso mesmo, eles tinham quartos separados). Além das respectivas casas de banho (ou banheiros) de ambos e a Sala Redonda.

Suíte da Lady Pellat
Casa de Banho da Lady Pellat
Suíte do Sir Pellat

O terceiro andar é dedicado às guerras, com armamentos e vestuário da Primeira e Segunda Guerras Mundiais, o Museu das Espingardas da Rainha, também as Sala Austin, Sala do Conselho Pellar e Sala dos Empregado.

Vestuário de Guerra

E esse lindo quadro “It is Written” de Brian Lorimer, que retrata toda a simbologia da carta para os soldados.

“It is Written”

Também é no terceiro andar que se tem acesso às torres: a  Scottish (que é fechada) e a  Norman (que é aberta), ambas nos proporcionando vistas belíssimas da cidade. O acesso a elas se dá por meio desse túnel que também é utilizado para atividades de scape room.

Scottish Tower ao fundo vista da Norman Tower
Admirando a Vista da Scottish Tower
Norman Tower vista da Scottish Tower
Que visão mais encantadora da Norman Tower

Agora vamos para o subsolo ou nível inferior onde está essa Adega e o Túnel para os Estábulos (tanto o túnel quanto os estábulos estavam decorados para a Festa de Halloween). Visitamos também a  Sala dos Coches nos Estábulos e o Barracão de Vasos, onde as plantas são preparadas para o jardim.

Túnel decorado para o Halloween…
Sala dos Carros (ou Coches)
Barracão dos Vasos

Ainda no nível inferior fica a  Galeria de Filmes de Hollywood, com posters de diversos filmes que foram gravados na Casa Loma, como  Chicago, The Cavesman’s Valentines, X-Men, entre outros. Além desse Teatro (que fica na sala onde seria construída a piscina, mas não deu tempo), o Liberty Café e Lojinha de Recordações!!!!

A Casa Loma abre diariamente das 9h30 às 17h, fechando somente no Natal e os ingressos variam de CAD$ 20 a CAD$30 (sendo esse último o valor para adultos). Vale lembrar que o mesmo city pass que comentei quando falei da CN Tower também dá direito à entrada na Casa Loma (e foi esse que usamos). Mais informações sobre valores e horário estão no site: https://casaloma.ca/plan-your-visit-2/. É um passeio que eu super recomendo!!!!

4 – Royal Ontario Museum (ROM)

Se você gosta de Museu, no seu roteiro por Toronto precisa estar incluso uma visita ao Royal Ontario Museum (ROM)  (ou Museu Real de Ontário), que foi fundado em 1914 e já passou por várias expansões ao longo do tempo para se preparar para ser o maior museu do Canadá, com um acervo de mais de 13 milhões de peças, que vão desde fósseis de Dinossauros, passando por obras de arte de diversos períodos da História da Humanidade, até espécies de animais, distribuídas entre as mais de 30 galerias do Museu.

Royal Ontario Museum (ROM)

O ROM apresenta uma arquitetura muito interessante, misturando o clássico com o moderno e nos convidando a explorá-lo ao máximo.

Logo que entramos no ROM, no Nível 1 já somos surpreendidos por esse enorme dinossauro, que já nos anuncia o que nos espera nos seus seis andares (níveis B1 e B2 no subsolo e níveis 1 a 4 superiores).

Como o ROM é enorme, sugiro que você já tenha em mente o que gostaria de visitar e vá direto para essas exposições e caso sobre tempo, conheça outros espaços do Museu. E foi isso que fizemos, indo diretamente para o Nível 2 onde fica a Ala dos Dinossauros, que realmente impressionam e dá até pra fazer uma montagem de como seria o T-Rex e você frente a frente.

Bem-vindos à Ala dos Dinossauros…
T-Rex

Também é no Nível 2 que fica a Ala da Biodiversidade, que é parte de animais empalhados. Confesso que fiquei bem chocada ao vê-los ali, então passei rapidinho, mas vou te mostrar algumas fotos caso tenha interesse de conhecer.

Seguimos agora para o Nível 3, onde estão expostas peças de diversas partes do Mundo, desde o Egito Antigo, como túmulos, sarcófagos e até gatos mumificados…

Visitando o Egito Antigo do ROM

No Nível 3 também passamos pela Grécia e Roma, Ásia, entre outros lugares e culturas.

Ala da Grécia e Roma
E também da Ásia…

Os outros níveis também contam com acervos fixos e exposições temporárias, além de cafés e lojinhas de souvenirs. O ROM funciona de terça a domingo das 10h às 17h30 e os ingressos custam de CAD$ 14 a CAD$23 (esse último é o valor para adultos). Lembrando que também é possível entrar com o city pass (que também engloba a CN Tower e a Casa Loma como já citei anteriormente). Para saber mais detalhes é só dar uma olhadinha no site: https://www.rom.on.ca/en.

5 – Ripley´s Aquarium

Ripley´s Aquarium

Outra atração bem procurada em Toronto é o  Ripley’s Aquarium¸ que é o um dos maiores Aquários do Canadá com mais de 16.000 espécies aquáticas e mais de 5,7 milhões de litros de água. Ele foi inaugurado em 2013 com a proposta de conservação e pesquisas marinhas aliadas à conscientização para a preservação através do entretenimento, e fica numa localização estratégica no Downtown de Toronto: ao lado da CN Tower e do Rogers Centre (estádio de beisebol que vou comentar mais pra frente).

O  Ripley’s Aquarium é dividido em dois níveis (upper e lower levels – pisos superior e inferior) e várias galerias. Começamos pela Canadian Waters (Águas do Canadá) onde estão representadas várias espécies aquáticas do Canadá.

Canadian Waters
O Amor no Aquário

Dali seguimos para uma das áreas mais procuradas pelos visitantes do Ripley’s Aquarium:  a Dangerous Lagoon  (Lagoa Perigosa), onde os tubarões, arraias, peixes-serra e muitos outros animais marinhos podem ser observados através de um túnel subaquático com uma esteira rolante. Enquanto você caminha na esteira, eles passam sobre sua cabeça…

Atravessando o Túnel da Dangerous Lagoon
O Peixe-serra e…
Os Tubarões

Depois fomos para o Planet Jellies (Planeta de Águas-Vivas), que apresenta várias espécies de águas-vivas com telas que mudam de cor, proporcionando um espetáculo lindo. E você ainda pode tirar uma foto para ver como você seria se fosse água-viva.

Águas-vivas de cabeça para baixo
Eu como uma Água-Viva

Dali seguimos para o Discovery Centre (Centro de Descobertas) e para o Ray Bay (Baía de Arraias), onde é possível tocar os caranguejos como o “Horseshoe Crab”, camarões e outros animais no primeiro e grandes arraias no segundo!!! E ao longo de todo aquário sempre há painéis chamando a atenção para a preservação dessas espécies.

No Ray-Bay

O  Ripley’s Aquarium funciona diariamente das 9h às 23h, mas tem dias que precisa fechar mais cedo, então é bom confirmar no site o horário no dia que você pretende ir. Os ingressos variam desde CAD$08 (para crianças) até CAD$39 (para adultos no bilhete express). Vale lembrar que também é uma atração inclusa no city pass. Mais informações sobre o aquário como um todo estão no site: https://www.ripleyaquariums.com/canada/

Dangerous Lagoon vista de cima

6 – Medieval Times

Medieval Times

Se você gosta do universo da Idade Média, com certeza vai se encantar pelo  Medieval Times, uma casa de shows temática do período medieval que realmente nos transporta para essa época desde o momento da nossa entrada, no Salão Principal seguindo pelo show e até no jantar.

Hall de Entrada do Medieval Times

Ainda no Salão Principal, é possível visitar o Museu da Tortura, que apresenta os vários meios de tortura utilizados durante a inquisição no período medieval. Estão expostos os instrumentos de tortura e quadros ilustrados explicativos de cada um desses objetos. São cenas bem fortes, por isso só vou te mostrar essas fotos que são mais leves para você ter uma ideia de como é.

Museu da Tortura

Mas para compensar o peso do Museu da Tortura, fomos para o outro lado do Salão Principal onde estão os Estábulos  com os lindos Cavalos que participarão do show. Dá vontade de levar todos esses fofuchos pra casa.

Com esses cavalos encantadores…

O Salão Principal ainda conta com um bar,  lojas de souvenirs e uma  Loja de Espadas,  com a maioria destas vindas de Toledo na Espanha que é famosa pela qualidade do seu aço. Se você quiser conhecer um pouco mais sobre a cidade de Toledo e como é a loja de espadas de lá é só dar uma olhadinha nessa postagem que fiz anteriormente: https://cadaviagemumabagagem.com/a-bela-espanha/.

Agora sim chegou o grande momento do  Dinner-Show do Medieval Times, imagina só assistir a um show de batalhas medievais, torcendo pelo seu cavaleiro enquanto degusta um cardápio típico da idade média (como sopa de tomate, milho assado, batata e para quem não é vegetariano – como a minha irmã – é servido meio frango assado). E detalhe para comer com as mãos porque naquela época não tinha talheres. Dá só uma olhadinha nesse vídeo para ver a beleza dos cavalos e sentir como será o show: https://youtu.be/Msmv8q-mKEI e me fala se não é um encanto esse cavalo dançando: https://www.youtube.com/watch?v=e4eTrSJO4Bo

Show do Medieval Times
Os Cavalos e…
Os Cavaleiros
O Jantar Medieval

Após esse incrível show é possível tirar fotos com o Elenco e minha irmã, claro, quis tirar uma foto com um dos protagonistas do show: o Cavalo. Detalhe que nesse dia, nosso time Amarelo foi o vencedor e até ganhamos uma Rosa Vermelha do Cavaleiro Campeão…

Até o Cavalo posou para a foto
Com o Vencedor: Cavaleiro Amarelo!!!!

No valor do ingresso (CAD$ 67,95 – adultos e CAD$ 45,95 – crianças) já está incluso o show e o jantar (entrada, prato principal, sobremesa, bebidas e café) e se comprar com antecedência pelo site ainda é possível conseguir descontos. Para mais detalhes é só dar uma olhada: https://www.medievaltimes.com/plan-your-trip/toronto-on/index.html

7 – Rogers Centre

Rogers Centre

Se você gosta de esporte, com certeza vai se encantar por esse passeio: conhecer o Rogers Centre, que é o estádio sede do clube de beisebol  Toronto Blue Jays  e também do time de futebol canadense Toronto Argonauts.

O estádio foi inaugurado em 1989, com grande destaque para o seu teto totalmente retrátil (que leva cerca de 20 minutos para abrir e mais 20 minutos para fechar) e com capacidade para mais de 50 mil espectadores. Vale lembrar que o nome inicial do estádio era SkyDome, porém ao ser adquirido pela Rogers Communications em 2004, teve seu nome alterado em 2005 para Rogers Centre.

O Estádio do Rogers Centre

É possível fazer uma  Visita Guiada ao Rogers Centre para conhecer um pouco mais sobre sua história e quem nos conduziu nesse tour foi o Guia Talon.

Nessa  Visita Guiada ao Rogers Centre, tivemos a oportunidade de conhecer um dos principais camarotes o  ClubHouse,  bem como outras áreas exclusivas e ainda ver o Estádio de vários ângulos.

Outro Camarote Super Top do Estádio
Mais uma vista do Estádio

O ingresso para esse tour guiado custa CAD$20 e pode ser adquirido na loja oficial do Blue Jays no próprio estádio.

Mas se você (assim como eu) ainda não tinha feito isso na vida ou adora o esporte, pode aproveitar a oportunidade para Assistir a um Jogo de Beisebol no Rogers Centre.

Assistindo ao Jogo de Beisebol

Nesse mesmo dia da visita guiada à tarde, fomos assistir ao jogo à noite: Blue Jays x Baltimore Orioles. Ah! Já fique sabendo que o jogo é longo, começou às 19h e terminou por volta da meia-noite (enquanto não desempata não termina). Mas foi uma experiência diferente e os intervalos são muito animados, tem Mascote, vai toda a família e as pessoas se divertem, brincam, dançam, enfim, foi bom ter conhecido. Para saber mais detalhes sobre os jogos é só conferir no site: https://www.mlb.com/bluejays

Blue Jays x Baltimore Orioles
Mascote do Blue Jays

8 – Letreiro e Toronto City Hall

O Famoso Letreiro de Toronto

Quer conhecer um lugar para tirar fotos que vão bombar nas redes sociais? Então me acompanha agora no Letreiro Luminoso de Toronto, que fica na Nathan Phillips Square. Essa praça, que fica no cruzamento da Bay Street com a Queen Street, recebeu esse nome em homenagem ao Prefeito Nathan Phillips, que administrou a cidade entre 1955 e 1962.  O letreiro em si foi inaugurado em 2015 para os Jogos Pan-Americanos que aconteceriam na cidade naquele ano e depois seria retirado. Mas gerou tanto encantamento que acabou ficando definitivamente lá. Vale a pena a visita tanto durante o dia, quanto à noite!!! Depois me fala qual você preferiu…

Letreiro durante o Dia e…
O Letreiro à Noite…

É também nessa Praça Nathan Phillips bem atrás do letreiro com o espelho d’água que fica o Toronto City Hall (ou Prefeitura de Toronto), esse prédio lindo e moderno foi inaugurado em 1965, juntamente com a praça. O projeto futurístico foi de autoria do finlândes Viljo Revell, que ganhou o concurso com seu ousado projeto de um edifício de base retangular, com duas torres curvas e com alturas diferentes na transversal e com uma cúpula arredondada no centro onde fica a Council Chamber (ou Câmara dos Conselheiros). É realmente um prédio que chama a atenção!!!

Toronto City Hall (ou Prefeitura) durante o Dia
Vista Noturna da Prefeitura

Ao lado dessa praça também fica a antiga sede da prefeitura: O Old City Hall, um prédio de arquitetura belíssima, que foi inaugurado em 1899 e permaneceu sediando a Prefeitura até 1965, quando esta mudou para o prédio acima. O Old City Hall foi construído em estilo neo-romanesco que conta com uma torre com relógio e sinos e é o local onde acontece a Parada de Natal.

O Belíssimo Old City Hall

9 – Toronto Eaton Centre/ Path/ Dundas Square

Toronto Eaton Centre

O CF Toronto Eaton Centre ousimplesmente Eaton Centre é um dos principais shoppings centers de Toronto, com uma grande variedade de lojas e marcas famosas, onde você pode encontrar tudo que precisa. Para saber mais informações é só dar uma olhadinha no site: https://www.cfshops.com/toronto-eaton-centre.html. O Eaton Centre faz parte do PATH, que é a Cidade Subterrânea de Toronto, que  conta com lojas, restaurantes e diversos serviços, interligados a estações de metrô, prédios comerciais e pontos turísticos da cidade ao longo dos seus 30 km de extensão. O PATH é uma excelente opção para o inverno de Toronto, que costuma ser bem rigoroso.

Toronto Eaton Centre ligado ao PATH
No Toronto Eaton Centre

Uma das entradas do Eaton Centre fica em frente a Yonge e Dundas Square, que fica no cruzamento entre a Yonge e Dundas Street e é conhecida como a Times Square de Toronto, com seus luminosos e altos prédios ao redor. É considerada uma das grandes atrações turísticas e desde sua inauguração em 1998 sedia vários eventos e reúne muitas pessoas.  Vale a pena conhecer tanto durante o dia quanto à noite.

Yonge-Dundas Square durante o dia…
E fica mais linda ainda ao entardecer
Vista noturna da Yonge-Dundas Square

Ali na Dundas Square também fica uma das unidades do Jack Astor’s Bar e Grill, onde é possível provar o Poutine, um prato bem famoso no Canadá que consiste em batata frita com queijo e molho, e esse delicioso Milk Shake com uma espécie de bolinho de chuva!!!! Para saber mais informações é só consultar o site: http://jackastors.com.

Na espera no Jack Astor’s…
Para provar o Poutine!!!

10 – Ônibus Turístico Hop-on Hop-off

Ônibus Turístico de Toronto

Se você quer explorar a cidade, mas está com pouco tempo, sugiro esse passeio no Ônibus Turístico City-Sightseeing Hop-on Hop-off Toronto, no qual você vai ouvindo sobre os principais pontos turísticos, pode descer para visitá-los e depois pegar o ônibus no mesmo ponto onde desceu ou em qualquer outra parada, quantas vezes que quiser no período de validade do seu ticket. Nós compramos o de duração de 48h por CAD$44,25 por adulto.

Passeando no Bus Hop-On Hop-Off

Ao todo são 20 paradas do ônibus, começando pela Yonge-Dundas Square, seguindo pela Yonge Street e seus cruzamentos, passando pela Bloor Street, pela Casa Loma, Royal Ontario Museum, AGO, CN Tower, Union Station entre outras paradas até chegar no Distillery District (que é um lugar muito legal cheio de arte e entretenimento que vou te contar com detalhes numa próxima postagem).  

Na Entrada do Distillery District
Visitando o Distillery District

Ah! Quando fomos como ainda era na época do verão ganhamos um Cruzeiro pela Toronto Island a bordo do Serendipity Princess. Para saber mais informações sobre o roteiro do ônibus é só dar uma conferida no site: https://city-sightseeing.com/en/13/toronto/15/hop-on-hop-off-toronto.

No Cruzeiro pela Toronto Island com essa vista linda do Downtown

*** Bônus – Niagara Falls

Está gostando do nosso roteiro? O Top 10 de Toronto está chegando ao fim, mas calma que as próximas postagens vão te surpreender com outros lugares incríveis que essa cidade e suas vizinhas nos oferecem. E para já te deixar com um gostinho de quero mais vou te contar qual será o próximo post sobre o Canadá: vamos conhecer Niagara Falls ou Cataratas do Niagara e muitos outros atrativos dessa região que você nem imaginava que existissem… Esse passeio encantador pode ser feito bate e volta de Toronto e com certeza vai encher seus olhos de tanta beleza… Para matar sua curiosidade é só clicar no link e me acompanhar nessa aventura: https://cadaviagemumabagagem.com/ao-encontro-das-cataratas-niagara-falls/

Chegando pertinho das Cataratas do Niagara

*** Agradecimentos

Quero aproveitar esse momento para fazer um agradecimento a pessoas tão queridas que com certeza fizeram essa viagem muito mais especial!!! Começando pelas minhas Professoras de Inglês da Ilac: Andrea e Jessica que foram fundamentais para que eu pudesse me comunicar melhor nos passeios!! A Andrea com toda sua doçura e gentileza e a Jessica com seu bom-humor e espontaneidade faziam com que as aulas fossem realmente produtivas e leves ao mesmo tempo. Agradeço de coração a vocês queridas “Teachers” e espero que continuem sempre assim!!! Eu amei conhecê-las” Muito obrigada!!!

Teacher Andrea!!!
Teacher Jessica!!!

Também merecem um agradecimento especial meus colegas de classe!!! Apesar do tempo ser pouco (apenas um mês), foi o suficiente para nos tornarmos grandes amigos e inesquecíveis!!! Nosso time Berry Berry Shark ficará para sempre em nossos corações!!! Meus sinceros agradecimentos a Jussara, Karen, Marcos, Daniela, Bianca, Benjamin, Ahmet, Johan, Merve e toda a turma do M407!!! Além dos queridos: Jaqueline, Jheniffer, Luiz, Rio, Lee e toda a turma das aulas de pronúncia!!! Eu espero que sempre lembrem de mim!!! Eu amei conhecer vocês!!! Muito obrigada!!!

M407 – Berry Berry Shark!!!
Elective Class
Berry Berry Shark Forever!!!!

Pra finalizar, gostaria de agradecer às “Roommates” ou Colegas de Apartamento, como a grande amiga Mari, a Vanessa e a Thais (que chegou no finalzinho, mas ainda tivemos tempo de conhecer) e ao grande parceiro de baladas Alan. Como todos são brasileiros ficará bem mais fácil para mantermos contato!!! Muito obrigada de coração a todos vocês!!! Amei conhecê-los!!! E um agradecimento mais que especial à Minha Querida Irmã Ane, que com certeza, sem ela esse sonho não teria se tornado realidade!!!! Valeu, Maninha!!! Te amo muuuuito!!!!

Com os Amigos: Alan, Vanessa e Mari na Balada Momentos!!!
Rooftoop Lounge com Thais
E com minha Irmãzinha Ane

Não poderia deixar de agradecer também à Maria Paula e a toda a equipe da Hello Study (https://hellostudy.com.br/hc/ptbr) responsáveis pelo intercâmbio e a Juliana, Rebeca e todo o pessoal da Casa Toronto (https://casa-toronto.com/toronto/) que cuidaram da nossa acomodação durante esse período. Meu muito obrigada de coração a todos vocês!!!!

E Gratidão a Deus por ter nos presenteado com essa viagem!!! ????

Com o coração cheio de alegria vou finalizando esse post com essa linda imagem de Toronto à noite!!!! Espero que tenha gostado e te aguardo na próxima postagem!!!!

See you soon Toronto!!!!

Toronto’s Top 10

Have you ever imagined walking late into the night with your cell phone in hand, or during the day, on the way to work or school, going through beautiful squares, beautiful buildings and clean streets, all in the middle of the metropolis? I know that your curiosity is on fire to know what this place is. But wait, I’ll tell you: I’m talking about Toronto!!! Canada’s most cosmopolitan city (and one of the safest in America), as well as being the capital of the province of Ontario!!!

Like me, I am sure that you will be enchanted by Toronto and other cities on the east coast of Canada that I had the opportunity to meet and I will show you in detail, but I will share the posts so as not to be too long a story.

And to start, I invite you to join me in the Toronto’s Top 10: the top 10 tourist attractions you need to know in Toronto if you are going to stay for a short time. But wait, other posts will come, telling more details and all the best that this city has to offer us.

Shall we start our tour?

1 – CN Tower

When talking about Toronto, one of the first images that comes to mind is her: the beautiful, powerful and absolute CN TOWER !!! This famous Toronto Tower is 553.33m high and is the third largest tower in the world (the 1st is Tokyo SkyTree in Japan with 634m and the 2nd is the Canton of China Tower with 595.7m). The CN Tower was built in 40 months and opened in 1976, being the largest tower in the world until 2010.

The CN initials refer to the Canadian National which was the railway company that built the tower to be part of the large Metro Centre railway station and the tower rented its antennas for signal transmission from the beginning. What happens today is being used a lot for telecommunications.

To up the tower you have several options to buy the ticket: at the ticket office; through the website: https://tickets.cntower.ca/webstore/shop/viewItems.aspx?cg=TIX&c=GA&Language=1 , the citypass that entitles you to up the Tower and four other attractions in Toronto with a discount: https://pt.citypass.com/toronto and also our option that was the dinner reservation at the 360º Restaurant (https://www.cntower.ca/en-ca/360-restaurant/reservations-and-menus.html ) that can be done on the website and ensures that you get a spot to enjoy the incredible 360º view of the CN and savor delicious gourmet food, as well as direct (skip the line) access to the Tower.

CN Tower works daily from 9 am to 10:30 pm, closing only at Christmas, so you can choose the best time within your itinerary to visit it, but I suggest you go later in the afternoon, so you have the day view and night of the tower, in addition to the beautiful sunset.

The charm of the ascent to the CN Tower, begins with the elevator that reaches the main floor in 58 seconds, that’s right, less than 1 minute to go up!!! Once there you can go directly to the restaurant (if you have made the reservation) and then go to the observation levels. Or go straight to the visitation.

We went to the restaurant, but as it was not our time yet and there were no tables near the window, we made an appointment later and went to observe the view.

We start with the Main Observation Level¸ which is the main observation level at 346m/1,136 feet high with glass walls throughout the floor and which provides us with incredible views of the whole city and the sunset seen from the CN Tower gains a very special charm. I filmed and posted on our Youtube channel so you can get an idea of ​​how beautiful it is: https://www.youtube.com/watch?v=Hq0BpuO4Fag

Enchanted by the CN Tower Main Observation Level view
CN Tower View…
With this incredible sunset
Starting dusk in Toronto

And it is also on this floor that the Glass Floor is located: the glass floor on which you can walk and have this privileged view of the Ripley’s Aquarium at your feet.

Descending one level, you will reach the Outdoor Observation Level, also known as SkyTerrace, which is at a height of 342m/1,122 feet, has a protection grid, but it is outdoors and allows us to feel the Toronto breeze from above. When we went down to that floor it was already dark and it was possible to contemplate all the beauty of the illuminated city!!!! Just take a look at this video I posted on our Youtube channel to see how charming it is: https://www.youtube.com/watch?v=AGIyKMs04Qo

Sky Terrace View

Still with the beauty of Toronto Illumination, we went up two more levels because our dinner reservation time was arriving at the 360º Restaurant, the CN Tower’s Rotating Restaurant. I can tell you that it is a unique experience and worth including in your script. In addition to the delicious food prepared by renowned chefs, you will be savoring the wonderful 360º view of the city that lasts approximately one hour for a complete tour.

360º – The CN Tower’s Rotating Restaurant

The 360º Restaurant menu has a fixed price (ranging from CAD$ 65 to CAD$ 79, including the starter and main course and the second value also includes dessert – drinks are paid separately) and has a vegetarian option!!! Ah! The tip is not included in the bill, so remember to add the amount (from 10% to 20% of the bill), otherwise they will be very upset and will ask you that went wrong so you don’t want to pay the tip.

Wonderful dinner at the 360º Restaurant
The 360º Restaurant View

More information about the 360º Restaurant and the menu is available on the website: https://www.cntower.ca/en-ca/360-restaurant/overview.html . And if you like wine you will love to know that the 360º Restaurant winery entered the Guinness Book as the Highest Wine Cellar in the world at 351m in height.

Look at the Wine Cellar on the left side…

Do you think the visit ends here? Not yet!!! We were saving the icing on the cake to reward our night: the ascent to SkyPod, the highest observation level of the CN Tower: 447m / 1,465 ft high with this spectacular view of the city. Access to this level is paid separately and costs 15 Canadian dollars. To get an idea of ​​how wonderful it is, just take a look at our YouTube channel: https://www.youtube.com/watch?v=m2V_NUYED3o

On SkyPod – CN Tower’s highest level of observation
What a lovely sight…

The CN Tower has beautiful lighting at night. The change of colors makes it much more charming and charming !!! Ah! And if you like adventure and adrenaline you still have one more option to enjoy the Tower, doing the Edge Walk, which is a walk outside the tower, secured by safety equipment and hands free. This time I didn’t have the opportunity to do this hike, but it’s already on my list for the next visit to Toronto. To find out more details just take a look at the site: https://www.cntower.ca/en-ca/plan-your-visit/tickets/edgewalk.html

2 – Toronto Islands

Toronto Islands

Other place I really liked to visit in Toronto was the Toronto Islands, which as the name says are islands that are in Lake Ontario, which can be accessed via the Ferry Boat (which departs every 20 minutes from the Jack Layton Ferry Terminal – located between Bay Street and Yonge Street- and costs CAD$ 8.19 for adults (with discount for children, seniors and students) and this value entitles you to the return trip) and also through Water Taxi , but the round trip is charged separately (but as I chose the Ferry Boat I don’t know how much it costs).

On the Ferry Boat
Arriving in the Centre Island

Ah! It is important to pay attention when embarking to Toronto Islands to find out the right island you want to go to, because the ferries leave for several islands (including the nudist island that is further away)! To find out more about the Ferry Boat just look at the website: https://www.torontoisland.com/ferry.php. My sister and I went to Centre Island, which is Central Island and the biggest one. I’ll show you the photo of the island’s map just so you can get an idea of ​​its size and you can already get one of these as soon as you arrive on the island.

Centre Island Map
On the Centre Island…

Centre Island is the most popular island and receives more visitors due to the number of attractions it offers, such as a Small Farm with ponies, llamas, among other animals; Centerville Amusement Park, which is an amusement park for children to enjoy and has a cable car for adults to enjoy the view of the island from above. Entrance to the island is free, but to play in this park you need to buy tickets on the island itself.

My Sister Ane and the Centre Island Pony

Center Island is quite large, so get ready to walk through beautiful gardens and fountains as you explore the territory and see several Maple Trees, the leaf of which is the flag of Canada.

In the Gardens…
Of the Centre Island!!!

With the map in hand and following the signs, we arrived at the Pier to have this beautiful view of Lake Ontario and visit Chelsea Beach, which is one of the beaches on the island, where Canadians have fun in the summer. And as you know me, you know that I couldn’t miss the opportunity to get my foot wet in the water.

At Lake Ontario Pier…
With my foot on Lake Ontario

It was on Centre Island that we had the opportunity to try the Beaver Tails, but don’t worry that the name only refers to the shape of the candy that really looks like the beaver’s tail. This sweet remembers the dough of donuts, with the topping of several flavors, I chose Vanilla with Maple Syrup. It was very good!!! As for food on the island, there are several snack bars, but if you prefer you can take your meal and have a picnic.

As Center Island has a long extension, you can rent bikes to explore it better, so we rented this bike (my sister was in the driving seat and I was in the GPS function in charge of viewing the map – imagine the danger … .rsrs) and we went for a walk.

But everything went well, we know the Church of St Andrews, the Gibraltar Lighthouse, which is the oldest lighthouse on the Lake, built in 1808, and is reputed to be haunted by the ghost of JP Rademueller, who took care of the Lighthouse and was murdered and say that his screams can be heard all over the island on the nights of the full moon of summer…

St Andrews Church
Gibraltar Lighthouse

But calm down, there is a lot of happy things to see on the island like these beautiful Squirrels that run around and it takes a lot of work to get a photo.

And also Franklin Children’s Garden, which is very educational for children, and the William Meany Maze, which is a fun maze, among many other attractions.

In Franklin Children’s Garden
Detail of Butterfly in Franklin Children’s Garden

Centre Island is really charming, it doesn’t make you want to leave, but we had to come back early because of an appointment. However, if you have time, it is worth waiting to see the island’s sunset (on the beach part Chelsea Beach is one of the most privileged places in the view). We managed to see from the boat, returning to Downton, which was also beautiful!!!

Returning from Toronto Island…
And watching this beautiful sunset

More information about the island is at: https://www.torontoisland.com/center.php . And the return on the boat provided us with this beautiful landscape of Downtown Toronto!!

Incredible view of Downtown Toronto returning from Toronto Islands

3 – Casa Loma

Have you ever imagined being able to visit a Castle in a bustling metropolis like Toronto? Yes, this is possible, I want to introduce you now to Casa Loma, which is a beautiful Castle that has become a museum and is one of the main tourist attractions in the city.

Its construction took place between 1911 and 1914 and was designed by the architect E.L.Lennox in Edwardian style to be the luxurious residence of Sir Henry Pellatt and his wife Lady Mary. However, they only managed to enjoy the Casa Loma for less than 10 years, due to financial problems and the great post-war crisis, Mr. Pellat was totally indebted and had his Castle confiscated in 1924.

After that, Casa Loma became a luxury hotel, night club, went into decay, was invaded by homeless people and even its demolition was considered. Luckily, in 1937 it was leased by the Toronto Kiwanis Club with a commitment to restore it and turn it into a tourist attraction as it did and remained until 2011, when Casa Loma Corporation was formed and became the exclusive property of the City from Toronto. More details about the House are on the website: https://casaloma.ca/

Entrance to Casa Loma…
Charm from arrival

Casa Loma consists of four floors (lower level, main floor, 2nd and 3rd floors), a large tunnel that leads to the stables and two more Gothic towers. As soon as we entered the House, on the main floor we came across this beautiful room, called The Great Hall plus the Oak and Smoke Rooms, the latter together with the Billiard Room were only frequented by men.

Great Hall top view
Details of The Great Hall and The Library

Also on this main floor are Mr. Henry’s Studio, the Serving Room (for common meals) and the Dining Room (for special meals), the Library (which had tables decorated for a Wedding party) among others rooms .

Mr. Henry’s Studio
The Serving Room
The Library prepared for a Wedding Party

And from that floor you have access to the Terrace and Gardens which is charming, that day there would be a Wedding Party at Casa Loma¸ so this decoration!!!

Casa Loma Gardens

The second floor of Casa Loma is reserved for rooms, such as this Chinese-decorated Guest Room  and the Windsor Room.

The Guest Room…
And the Windsor Room

They are also on this floor the Lady Pellat’s and Sir Pellat’s Suites (that’s right, they had separate rooms). On this floor are also the respective bathrooms of both and the Round Room.

Lady Pellat’s Suite
Lady Pellat’s Bathroom
Sir Pellat’s Suite

The third floor is dedicated to wars, with weapons and clothing from the First and Second World Wars, the Queen’s Shotgun Museum, also the Austin Room, the Pellar Council Room and the Employees Room.

War Clothing

And this beautiful painting “It is Written” by Brian Lorimer, which shows the entire symbolism of the letter for soldiers.

“It is Written”

It is also on the third floor that you have access to the towers: the Scottish (which is closed) and the Norman (which is open), both providing us with beautiful views of the city. Access to them is through a tunnel that is also used for scape room activities.

With the Scottish Tower in the background seen from the Norman Tower
Admiring the view from the Scottish Tower
Norman Tower seen from Scottish Tower
Wonderful view from Norman Tower

Now we go to the basement or lower level where is the Cellar and the Tunnel for the Stables (both the tunnel and the stables were decorated for the Halloween Party). We also visited the Vintage Cars Room in the Stables and where the plants are prepared for the garden.

Tunnel and Stables decorated for the Halloween Party
Vintage Cars Room
Plants to the garden

Still on the lower level is the Hollywood Film Gallery, with posters of several films that were recorded at Casa Loma, such as Chicago, The Cavesman’s Valentines, X-Men, among others. In addition to the Theater (which is in the room where the pool would be built, but there was no time), the Liberty Café and a gift shop!!!!

Casa Loma opens daily from 9:30 am to 5:00 pm, closing only at Christmas and tickets range from CAD $ 20 to CAD $ 30 (the latter being for adults). It is worth remembering that the same city pass that I mentioned when I mentioned the CN Tower also entitles you to enter Casa Loma (and this is the one we used). More information about values ​​and hours are on the website: https://casaloma.ca/plan-your-visit-2/ . It is a tour that I highly recommend!!!!

4 – Royal Ontario Museum (ROM)

If you like a museum, your Toronto trip must include a visit to the Royal Ontario Museum (ROM), which was founded in 1914 and has undergone several expansions over time to prepare for be the largest museum in Canada, with a collection of more than 13 million pieces, ranging from dinosaur fossils, through works of art from different periods of human history, to animal species, distributed among more than 30 galleries of the Museum.

Royal Ontario Museum (ROM)

ROM presents a very interesting architecture, mixing the classic with the modern and inviting us to explore it to the fullest.

As soon as we enter the ROM, at Level 1 we are already surprised by this huge dinosaur, which already announces what awaits us on its six floors (levels B1 and B2 in the basement and levels 1 to 4 above).

As the ROM is huge, I suggest that you already have in mind what you would like to visit and go straight to these exhibitions and if you have time, get to know other spaces in the Museum. And that’s what we did, going directly to Level 2 where the Dinosaur Side is, which really impress and you can even make a montage of what the T-Rex would be like and you face to face.

Welcome to the Dinosaurs Side

Also on Level 2 is the Biodiversity Side, which is part of stuffed animals. I confess that I was very shocked to see them there, so I passed by quickly, but I will show you some pictures if you are interested to know.

We now proceed to Level 3, where pieces from different parts of the world are exhibited, from Ancient Egypt, such as tombs, sarcophaus and even mummified cats…

Visiting Ancient Egypt from ROM

At Level 3 we also pass through Greece and Rome, Asia, among other places and cultures.

Greece and Rome…
And Asia

The other levels also have fixed collections and temporary exhibitions, in addition to cafes and souvenir shops. ROM runs from Tuesday to Sunday from 10 am to 5:30 pm and tickets cost from CAD$ 14 to CAD$ 23 (the latter is the adult fee). Recalling that it is also possible to enter the city pass (which also includes the CN Tower and Casa Loma as I mentioned earlier). To find out more details just take a look at the website: https://www.rom.on.ca/en

5 – Ripley´s Aquarium

Other popular attraction in Toronto is the Ripley’s Aquarium¸ which is one of the largest aquariums in Canada with over 16,000 aquatic species and more than 5.7 million liters of water. It was opened in 2013 with the proposal of conservation and marine research combined with awareness for preservation through entertainment, and is in a strategic location in Downtown Toronto: next to the CN Tower and the Rogers Center (baseball stadium that I will comment on more forward).

Ripley’s Aquarium is divided into two levels (upper and lower levels) and many galleries. We start with Canadian Waters where several Canadian aquatic species are represented.

Canadian Waters
Love is in the water…

From there, we continue to one of the most popular areas for visitors to the Ripley’s Aquarium: the Dangerous Lagoon, where sharks, rays, sawfish and many other marine animals can be observed through an underwater tunnel with a tredmill belt. As you walk on the treadmill, they pass over your head…

Going through the Dangerous Lagoon tunnel
Sawfish and…
The Sharks…

Then we went to Planet Jellies, which features several species of jellyfish with screens that change color, providing a beautiful spectacle. And you can even take a picture to see what you would be like if you were a jellyfish.

Upside down Jellyfish
Now I’m a jellyfish

From there we go to the Discovery Center and Ray Bay, where it is possible to touch the crabs like the “Horseshoe Crab”, shrimp and other animals in the first and big rays in the second!!! And throughout the aquarium there are always panels calling attention to the preservation of these species.

At Ray-Bay

Ripley’s Aquarium operates daily from 9 am to 11 pm, but there are days when it need to close early, so it’s good to confirm the time on the website on the day you plan to go. Tickets range from CAD$ 08 (for children) to CAD$ 39 (for adults on the express ticket). It is worth remembering that it is also an attraction included in the city pass. More information about the aquarium as a whole is on the website: https://www.ripleyaquariums.com/canada/

Dangerous Lagoon seen from above

6 – Medieval Times

Medieval Times

 you like the universe of the Middle Ages, you will surely be enchanted by Medieval Times, a themed concert hall from the medieval period that really transports us to that time from the moment of our entrance, in the Main Hall, following the show and even at dinner.

Entrance Hall of Medieval Times

Still in the Main Hall, it is possible to visit the Museum of Torture, which presents the various means of torture used during the inquisition in the medieval period. Exposed are the instruments of torture and illustrated pictures explaining each of these objects. These are very strong scenes, so I’ll just show you these photos that are lighter so you can get an idea of ​​what it looks like.

Museum of Torture

But to compensate for the weight of the Museum of Torture, we went to the other side of the Main Hall where the Stables are with the beautiful Horses that will participate in the show. It makes you want to take all these fluffy ones home.

With these lovely horses…

The Main Hall also has a bar, souvenir shops and a Sword Shop, with most of these coming from Toledo in Spain which is famous for the quality of its steel. If you want to know a little more about the city of Toledo and how is the sword shop there, just take a look at this post I made earlier: https://cadaviagemumabagagem.com/a-bela-espanha/

Now the great moment of the Medieval Times Dinner-Show has arrived, just imagine watching a show of medieval battles, cheering for your knight while tasting a typical menu from the Middle Ages (like tomato soup, roasted corn, potatoes and for those who don’t is vegetarian – like my sister – half roasted chicken is served). And detail to eat with your hands because at that time there was no cutlery. Just take a look at this video to see the beauty of the horses and feel what the show will be like: https://youtu.be/Msmv8q-mKEI and tell me if this dancing horse is not a charm: https://www.youtube.com/watch?v=e4eTrSJO4Bo

Medieval Times Show
The Horses and…
The Knights
Medieval Dinner

After this incredible show it is possible to take pictures with the Cast and my sister, of course, wanted to take a photo with one of the show’s protagonists: the Horse. Detail that on that day, our Yellow Team was the winner and we even won a Red Rose from the Champion Knight

Even the Horse posed for the photo
With the Winner: Yellow Knight

The price of the ticket (CAD$ 67.95 – adults and CAD$ 45.95 – children) already includes the show and dinner (starter, main course, dessert, drinks and coffee) and if you buy in advance on the website it is still possible to get discounts. For more details just take a look: https://www.medievaltimes.com/plan-your-trip/toronto-on/index.html

7 – Rogers Centre

Rogers Centre

If you like sports, you will surely be delighted by this tour: visit the Rogers Center, which is the home stadium of the Toronto Blue Jays baseball club and also the Canadian football team Toronto Argonauts.

The stadium was opened in 1989, with great emphasis on its fully retractable roof (which takes about 20 minutes to open and another 20 minutes to close) and with a capacity for more than 50 thousand spectators. It is worth remembering that the stadium’s initial name was SkyDome, however when it was acquired by Rogers Communications in 2004, its name was changed in 2005 to Rogers Center.

Rogers Centre Stadium

It is possible to take a Guided Tour to the Rogers Center to learn a little more about its history and who guided us on this tour was the Talon Guide.

In this Guided Tour to the Rogers Center, we had the opportunity to visit one of the main cabins, the ClubHouse, as well as other exclusive areas and also see the Stadium from various angles.

Other Exclusive Area
Another view of Stadium

The ticket for this guided tour costs CAD$ 20 and can be purchased at the official Blue Jays store at the stadium itself.

But if you (like me) haven’t done it in your life or love the sport, you can take the opportunity to Watch a Baseball Game at Rogers Center.

Watching the Baseball Game

. That same day of the afternoon guided tour, we went to watch the game at night: Blue Jays vs. Baltimore Orioles. Ah! Be aware that the game is extensive, it started at 19h and ended around midnight (while there is tie doesn’t end). But it was a different experience and the breaks are very lively, there is a Mascot, the whole family goes and how people have fun, play, dance, in short, it was good to have met. To find out more details about the games and just check out the website: https://www.mlb.com/bluejays

Blue Jays vs. Baltimore Orioles
Blue Jays Mascot

8 – Toronto Sign and Toronto City Hall

Toronto’s Famous Sign

Do you want to know a place to take photos that will blow on social networks? So join me now on the Toronto Light Sign, which is on Nathan Phillips Square. This square, which is at the intersection of Bay Street and Queen Street, was named after Mayor Nathan Phillips, who administered the city between 1955 and 1962. The sign itself was opened in 2015 for the Pan American Games that would take place in the city that year and then it would be removed. But it generated so much enchantment that it ended up definitely staying there. It is worth the visit both during the day and at night !!! Then tell me which one you preferred…

Toronto Sign during the Day…
Toronto Sign at Night

It is also in this Nathan Phillips Square, right behind the sign with the water mirror that is the Toronto City Hall, this beautiful and modern building was inaugurated in 1965, together with the square. The futuristic project was designed by the Finnish Viljo Revell, who won the competition with his daring project of a building with a rectangular base, with two curved towers and with different heights in the transversal and with a rounded dome in the center where is the Council Chamber.  It is really a building that draws attention!!!

Toronto City Hall during the Day and…
At Night

Next to this square is also The Old City Hall, a building of beautiful architecture, which opened in 1899 and remained the seat of the City until 1965, when it moved to the building above. The Old City Hall was built in a neo-romanesque style with a clock tower and bells and is the place where the Christmas Parade takes place.

The Beautiful Old City Hall

9 – Toronto Eaton Centre/ Path/ Dundas Square

Toronto Eaton Centre

CF Toronto Eaton Centre or simply Eaton Centre is one of Toronto’s main shopping centers, with a wide range of stores and famous brands, where you can find everything you need. To find out more information just take a look at the website: https://www.cfshops.com/toronto-eaton-centre.html . The Eaton Centre is part of PATH, which is Toronto’s Underground City, which has shops, restaurants and various services, connected to the city’s subway stations, commercial buildings and sightseeing along its 30 km long. PATH is an excellent option for the Toronto winter, which is usually quite strict.

Toronto Eaton Centre connected to PATH

One of the entrances to the Eaton Center is opposite Yonge and Dundas Square, which is at the intersection of Yonge and Dundas Street and is known as Toronto’s Times Square, with its bright and tall buildings around it. It is considered one of the great tourist attractions and since its inauguration in 1998 it hosts several events and gathers many people. It is worth knowing both during the day and at night.

Yonge-Dundas Square during the day…
And it gets even more beautiful at dusk
Night view of Yonge-Dundas Square

There at Dundas Square is also one of the units at Jack Astor’s Bar and Grill, where you can taste the Poutine, a very famous dish in Canada that consists of french fries with cheese and sauce, and this delicious Milk Shake with a kind of rain cookie!!!! To find out more information just visit the website: http://jackastors.com.

Waiting at Jack Astor’s…
To taste the Poutine!!!

10 – Hop-on Hop-off Tourist Bus

Toronto Tourist Bus

If you want to explore the city, but you are short of time, I suggest this tour on the City-Sightseeing Hop-on Hop-off Toronto Tourist Bus, where you hear about the main sights, you can get off to visit them and then take the bus at the same point where it got off or at any other stop, as many times as you want in the validity period of your ticket. We purchased the 48h duration for CAD$44.25 per adult.

In the Bus Hop-On Hop-Off

Altogether there are 20 bus stops, starting at Yonge-Dundas Square, following Yonge Street and its intersections, passing by Bloor Street, Casa Loma, Royal Ontario Museum, AGO, CN Tower, Union Station among other stops until arriving at the Distillery District (which is a really cool place, full of art and entertainment that I’ll tell you about in detail in an upcoming post).

At the Entrance to the Distillery District
Visiting the Distillery District

Ah! When we went as it was in the summer, we won a Toronto Island Cruise. To find out more information about the bus route, just check out the website: https://city-sightseeing.com/en/13/toronto/15/hop-on-hop-off-toronto.

On the Toronto Island Cruise with this beautiful view of Downtown

*** Bonus – Niagara Falls

Are you enjoying our script? Toronto’s Top 10 is coming to an end, but rest assured that the next posts will surprise you with other incredible places that this city and its neighbors offer us. And to leave you with a taste of want more I will tell you what the next post will be: we will visit Niagara Falls and many other attractions of this region that you did not even know existed… This charming tour can be done beat and back from Toronto and it will surely fill your eyes with so much beauty… To kill your curiosity just click on the link and follow me on this adventure: https://cadaviagemumabagagem.com/ao-encontro-das-cataratas-niagara-falls/

Arriving close to Niagara Falls

*** Thanks

I want to take this moment to say “thanks” to such dear people who made this trip so much more special!!! Starting with my English Teachers at Ilac School: Andrea and Jessica who worked to improve my communication on tours!!! Andrea with all her sweetness and kindness and Jessica with her good humor and spontaneity made the classes really productive and light at the same time. My sincere thanks to you, dear Teachers, and I hope you continue this way!!! I loved to meet you!!! Thank you very much!!!

Teacher Andrea!!!
Teacher Jessica!!!

Also deserve special thanks my classmates!!! Although time was short (only a month), it was enough to become unforgettable and great friends!!! Our team  Berry Berry Shark will be Forever in our hearts!!! My sincere thanks to Jussara, Karen, Marcos, Daniela, Bianca, Benjamin, Ahmet, Johan, Merve and the whole M407 class!!! Besides the dear ones: Jaqueline, Jheniffer, Luiz, Rio, Lee and the whole classmates of pronunciation classes!!! Hope you always remember me!!!! !!! I loved do meet you!!! Thank you very much!!!

M407 – Berry Berry Shark!!!
Elective Class
Berry Berry Shark Forever!!!

Finally, I would like to thank the Roommates, such as the great friend Mari, Vanessa and Thais (who arrived at the end, but we still had time to meet) and the great party partner Alan. As everyone is Brazilian it will be much easier to keep in touch!!! Thank you very much for all of you!!!! I loved to meet you!!!!And a very special thanks to my Dear Sister Ane, that surely without her this dream would not come true!!!! Thanks, Little Sister!!! I love you so much!!!

With the Friends: Alan, Vanessa and Mari at Momentos Party!!!
Rooftop Lounge with Thais
And with my Little Sister Ane

I want also thank Maria Paula and the entire Hello Study team (https://hellostudy.com.br/hc/ptbr) responsible for the exchange and Juliana, Rebeca and all the staff at Casa Toronto (https://casa-toronto.com/toronto/) who took care of our accommodation during this time. My sincere thanks to all of you!!!!

And Thanks to God for giving us this trip!!! ????

With a heart full of joy I will finish this post with this beautiful image of Toronto at night !!!! I hope you enjoyed it and I look forward to the next post!!!!

See you soon Toronto!!!!

No Caminho da Fé: Aparecida do Norte

Hoje meu convite pra você é muito especial: vamos percorrer o caminho da fé, visitando Aparecida do Norte?

Vamos aproveitar que o mês de outubro é consagrado a Nossa Senhora Aparecida e dia 12 é comemorado seu dia (considerado Feriado Nacional por ser a Padroeira do Brasil) e vamos homenagear Nossa Mãe Querida, fazendo uma visita a sua casa!!!

Me acompanha nessa jornada de renovação da fé?

Basílica Nacional de Aparecida do Norte

Saímos cedo de São Paulo em direção à Aparecida do Norte, que fica a aproximadamente 170 km da capital e cerca de 2h30 de carro. Quem me acompanhou nesse caminho da fé foram meus pais (Pedro e Dalva) e minha irmã Ane. Visitar Aparecida do Norte é sempre um presente de Deus, é um lugar abençoado e logo que você chega já sente essa energia positiva.

A devoção a Nossa Senhora Aparecida começou em 1717 quando sua imagem foi encontrada no Rio Paraíba do Sul em duas partes: primeiro o corpo e depois a cabeça, pelos pescadores: João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, que estavam há dias tentando pescar para o banquete que seria servido ao Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais: Dom Pedro de Almeida e Portugal – o Conde de Assumar. Porém não estavam encontrando peixes e depois do encontro da imagem, milagrosamente os peixes surgiram em quantidade abundante! Foi o primeiro milagre de Nossa Senhora Aparecida!!!

Pescadores que encontraram a Imagem de Nossa Senhora no Museu de Cera
Quadro dos Pescadores na Sala das Promessas

Como forma de agradecimento, colaram a imagem e montaram um altar na casa dos pescadores e todo sábado os moradores da região se reuniam pra rezar.

Como a devoção à Nossa Senhora Aparecida foi aumentando, construiu-se um Oratório, depois uma Capela de pau-a-pique em 1740, seguida por uma Igreja em Morro dos Coqueiros em 1745, mas como a estrutura era de taipa de pilão, acabou se deteriorando com o tempo. Então foi reformada, dando origem à “Igreja de Monte Carmelo” ou Matriz Basílica, atualmente conhecida como Basílica Velha, que foi inaugurada em 1888.

A devoção a Nossa Senhora Aparecida continuou aumentando a cada dia, então na comemoração do bicentenário do encontro da imagem (1917), surgiu a ideia da construção de um novo santuário para acolher os fiéis, cuja solenidade de lançamento da pedra fundamental aconteceu em 1946, mas a construção só começou em 1955 e as atividades no Novo Santuário só iniciaram em 1982 com o traslado da Imagem de Nossa Senhora Aparecida (a mesma que foi encontrada no rio) da Basílica Velha para a Basílica Nova. Essa imagem encontra-se hoje no Nicho de Nossa Senhora Aparecida, que é decorado com mosaicos de ouro e protegido com vidro blindado.

Basílica Nova de Aparecida do Norte
NIcho de Nossa Senhora Aparecida

Agora que você já ficou sabendo um pouco da história de Nossa Senhora Aparecida, vamos começar nosso tour pelo Santuário Nacional de Aparecida do Norte. Vamos começar assistindo à Missa na Basílica Nova. Para saber os horários certos das missas é só dar uma olhadinha no site: www.a12.com/santuario/pastoral/pastoral-horarios-de-missas-santuario-nacional. É sempre bom começar recebendo as bençãos de Nossa Senhora Aparecida!!

Missa na Basílica Nova

Vale lembrar que o Santuário foi construído em forma de Cruz e que sobre o Altar Central tem uma Cruz de Aço de 8m de altura com a imagem de Cristo vazada, representando sua entrega pela humanidade. O Altar também fica no centro do Santuário representando Jesus, que é o centro da vida de todo cristão e a mesa é de pedra granito maciça.

Altar visto da Cúpula

Aproveitamos para visitar também a Capela do Santíssimo e a Capela de São José, que ficam uma de cada lado do Altar do Santuário e são lugares ideais para momentos de recolhimento e prece.

Ambas as capelas são repletas de símbolos. A Capela do Santíssimo, que está à direita do Altar Central do Santuário, tem um altar que é composto por cinco mosaicos representando os quatro evangelistas e o cordeiro pascal no centro e as videiras no portal de entrada dessa capela significam a comunhão e os pássaros que bicam as uvas seriam nos fiéis na Eucaristia. Outro detalhe é a frase em latim do portal: “Panis Angelorum Cibus Viatorum” que significa “Pão dos Anjos, Alimento dos Viajantes”, simbolizando Jesus presente no mistério eucarístico.

Capela do Santíssimo
Detalhes do Portal da Capela do Santissimo

A Capela de São José fica à esquerda do Altar Central e foi feita em homenagem ao guardião da Sagrada Família: São José. O painel do Altar é feito em azulejos e representa o Anjo avisando a São José que Nossa Senhora estaria concebendo o Messias por obra do Espírito Santo. Os painéis laterais retratam cenas da Vida de Jesus e o portal em ferro representa a entrada de um jardim, já que o piso é formado por desenhos de lírios se abrindo que simbolizam sabedoria e pureza. E a frase em latim “Dominus Domum Joseph Concredidit” significa “O Senhor confiou a José a Sua Casa”.

Capela de São José
Portal da Capela de São José

Saindo dali, vale a pena passar pelo Nicho de Nossa Senhora Aparecida!!! Como já mencionei anteriormente é o lugar que abriga a imagem encontrada no rio e é o local mais procurado no Santuário. Os fiéis podem passar bem pertinho dela e sentir de uma maneira ainda mais forte a presença da Mãe Aparecida. O nicho foi idealizado pelo artista sacro Claudio Pastro e traz toda uma simbologia, como o Sol representando o círculo que é a forma perfeita de Deus, a Faixa Central com os três Arcanjos: Rafael, Miguel e Gabriel levando os pedidos dos fiéis e trazendo as graças de Deus, entre outros elementos. Para saber mais detalhes sobre todos os demais símbolos é só dar uma olhadinha no site: www.a12.com/santuario/noticias/o-simbolismo-do-nicho-de-nossa-senhora-aparecida.

Nicho de Nossa Senhora Aparecida

Saindo dali, quero que você conheça comigo a Sala dos Milagres ou Sala das Promessas, que é o segundo lugar mais visitado do Santuário, e fica no subsolo da Basílica Nova. É aqui que os fiéis entregam objetos e fotos como forma de agradecimento de bençãos alcançadas. Logo na entrada, nos deparamos com quadros contando a história do aparecimento da Imagem e também dos primeiros milagres de Nossa Senhora, além de fotos no teto. Depois seguimos para a outra parte repleta de objetos símbolos das promessas. Até postei um vídeo na nossa página do blog no youtube para você ter uma ideia da dimensão das graças: https://www.youtube.com/watch?v=yE1CAAAwyQw

Família na Entrada da Sala das Promessas
Sala das Promessas

Ao lado das Salas das Promessas tem um espaço com várias mesas para que os fiéis possam descansar e também se alimentar, já que ali tem um café, também tem a Livraria Santuário, uma loja de artigos religiosos e ainda a Exposição: “Mistérios do Rosário: Caminho do Homem, Caminhos de Deus”, com peças de argila dos artistas Blás Servin e Ângela Servin, contando a história de Jesus.

Mistérios do Rosário

Também no subsolo da Basílica Nova fica o “Espaço Devotos Mirins” com apresentação do Tijolinho e toda sua turma para entreter e evangelizar as crianças, ensinando desde cedo os pequenos a amar Nossa Mãezinha Aparecida!

Um lugar especial dedicado às crianças!

Agora quero que você conheça comigo um dos lugares mais marcantes desse nosso tour: a Cúpula do Santuário. Isso mesmo, recentemente foi lançado o “Circuito de Visitação à Cúpula”, que pode ser feito sozinho (R$10,00 – inteira e R$ 5,00 – meia) ou o combo com a visitação à torre também (R$ 15,00 – inteira e R$ 7,50 – meia). Nós optamos pelo combo. A bilheteria e o elevador de acesso à Cúpula ficam próximos à Sala das Promessas. A Visita começa com a “Exposição dos 300 Anos” contando detalhes sobre a construção do Santuário, inclusive com os materiais utilizados, além de objetos religiosos e lembranças das visitas dos Papas à Basílica Nacional.

Materiais utilizados na construção da Basílica Nova
Objetos Religiosos

Seguimos agora para a Visitação à Cúpula, propriamente dita, que está sobre o Altar Central a uma altura de mais de 50m do chão e foi inaugurada em 11 de outubro de 2018. A obra da Cúpula é belíssima e a vista do Altar e do Santuário de lá de cima é encantadora!!! E antes de se chegar à Cúpula tem toda a explicação da simbologia que sua obra (idealizada pelo artista Cláudio Pastro) retrata, como o sol ao centro que é Cristo e em si o Espírito Santo e os pássaros voando ao seu redor representando os fiéis que vem ao Santuário em busca da luz de Jesus, rodeados pela Árvore da vida que é o Reino de Deus! Poder apreciar essa riqueza de detalhes tão de perto é mais um presente de Deus e de Nossa Senhora Aparecida!! Se quiser sentir como foi essa experiência, dá uma conferida nesse vídeo que postei no nosso canal no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=zRHk219LiP8 . E para saber mais detalhes sobre o horário da visitação é só olhar no site: www.a12.com/santuario/locais-turisticos/circuito-de-visitacao-a-cupula.

A Cúpula da Basílica Nova

Vale lembrar que a Cúpula Central é sustentada pelo Baldaquino, formado por quatro pilastras de mais de 40m de altura, onde estão representadas a fauna e a flora brasileira, bem como as estações do ano e também o povo brasileiro. Também tem a representação dos anjos e no centro (ao redor da Cúpula) está escrita a primeira parte da Oração “Ave Maria“.

A Cúpula e o Baldaquino
Detalhe da Oração Ave Maria e do Baldaquino

Depois dessa vista incrível, descemos pelo elevador e nos dirigimos para outra parte do Santuário (não tem passagem direta da Cúpula para a Torre), para visitarmos o Museu de Nossa Senhora Aparecida e o Mirante da Torre.

A Torre Brasília tem 100m de altura, 18 andares, 440 degraus e foi inaugurada no ano de 1961. Sua estrutura foi uma doação do Presidente Juscelino Kubitschek e em 2007 ela ganhou um relógio de quatro toneladas que foi construído em Madri. A Cruz de seu topo contém uma cápsula com a relíquia do Santo Lenho. Além de abrigar a parte administrativa do Santuário e em seu segundo andar, o Museu Nossa Senhora Aparecida, que foi inaugurado em 1967 e recebe exposições temporárias e permanentes e contém peças muito importantes, como a pedra com a marca da pata do cavalo no milagre do cavaleiro que queria entrar com o cavalo na Igreja (e este ficou preso na pedra da entrada), também as algemas do escravo que se quebraram, entre outros milagres. Além das rosas e coroas de Nossa Senhora Aparecida. É uma pena que não é permitido fotografar no museu, mas vale muito a pena visitar.

Como já mencionei anteriormente, na Torre Brasília também fica o Mirante no 18° andar, ocupando uma área de 324m2, de onde se tem uma vista privilegiada da cidade, inclusive do Rio Paraíba, onde foi encontrada a Imagem de Nossa Senhora Aparecida em 1917.

Rio Paraíba visto da Torre Brasília

E no salão da Torre Brasília ainda tem uma Exposição Cronológica de fatos marcantes da história do Santuário e de Nossa Senhora Aparecida.

No térreo da Torre Brasília ainda tem uma imagem de São José Operário e um painel representando os peregrinos.

Saindo dali, vamos passar pela Capela das Velas que é outro lugar bastante procurado pelos fiéis para pagar promessas acendendo velas de todos os tamanhos. No centro da Capela há uma Cruz de Aço de 4m de altura. É muito bonito ver essa demonstração de fé e gratidão!!! Que a luz dessas velas aqueça nossos corações e fortaleça nossa fé!!!

Capela das Velas

Bem perto da Capela das Velas, no jardim do Santuário fica o Campanário que é formado por 13 sinos, sendo 12 em homenagem aos 12 apóstolos e o maior deles dedicado à Virgem Maria e à São José. Eles tocam em horários específicos e é um lindo espetáculo!!!

Vamos agora para o outro lado, onde fica a Basílica Velha, e para chegar lá, vamos atravessar a Passarela da Fé, que foi inaugurada em 1971, justamente para facilitar o acesso entre as Basílicas Nova e Velha.  Foi projetada em formato de “S” em homenagem à Nossa “S“enhora da Conceição Aparecida. A passarela também é um local de agradecimento, onde muitos fiéis atravessam seus 392 metros de comprimento de joelhos para pagar promessas. Eu já fiz esse percurso em dois momentos da minha vida, subindo e descendo de joelhos nas duas vezes e posso te dizer que é uma emoção muito forte e uma gratidão imensa pelas graças recebidas!!! Você recebe uma força tão grande para cumprir a promessa que o percurso passa tão rápido que quando você percebe já chegou! Sou muito grata à Nossa Senhora Aparecida por ter me concedido alcançar as bençãos e ainda me ajudar a pagar as promessas!!! Bem coisa de Mãe: ajudar os filhos em tudo ?!!!???

A Famosa Passarela da Fé
Detalhe da Passarela

Do outro lado da passarela fica o Centro da Cidade Aparecida com várias lojas, restaurantes e principalmente a Basílica Velha, que foi inaugurada em 1888 e construída no local onde ficava a Antiga Capela (erguida em 1745). Seu estilo é o barroco, foi tombada pelo Condephat em 1982, mesmo ano que a imagem de Nossa Senhora encontrada pelos pescadores (que ficava aqui), foi trasladada para a Basílica Nova. Passou recentemente por um processo de restauração e está belíssima! Para saber os horários de missas, é só dar uma olhadinha no site: www.a12.com/santuario/pastoral/pastoral-horarios-de-missas-santuario-nacional

Órgão da Basílica Velha

Também é desse lado da passarela que fica a Feira que é bem grande e tradicional na cidade. Essa foto eu tirei do Mirante para você ter uma ideia da dimensão dela.

Agora vamos descer a passarela e voltar para o Santuário para fazer o passeio de Bondinho, que faz a ligação deste ao Morro do Cruzeiro, onde fica o Mirante do Cruzeiro, uma torre com 30m de altura que proporciona uma vista linda de Aparecida. O Cruzeiro também é uma obra do artista Claudio Pastro (o mesmo idealizador da Cúpula que visitamos anteriormente), é feito em aço, pesa 25 toneladas, possui 23 metros de altura e fica sobre o Mirante. Além do Mirante, você pode passear pelo Morro do Cruzeiro, onde tem o caminho da Via Sacra com painéis espalhados representando suas 14 estações.

Estação Cruzeiro
Vista do Mirante do Cruzeiro
Detalhe do Mirante

Pegamos o bondinho de volta e fomos conhecer agora a Esplanada de D. Paulo II (que recebeu esse nome em homenagem ao local onde o Papa João Paulo II celebrou a missa campal quando visitou o Santuário em 1980), onde está a Colunata dos Apóstolos, que consiste em 12 colunas maiores com estátuas dos 12 apóstolos que medem 4m e pesam 4 toneladas cada. São feitas de cimento e cobertas com cobre, sendo obras do artista Alexandre Morais e inspiradas na Basílica de São Pedro em Roma e com os dois braços simbolizando o abraço da Igreja ao acolher os fiéis.

Na Esplanada de D. Paulo II
Colunata dos Apóstolos
Detalhe da Colunata

E de cada um dos lados da Colunata tem uma Capela, do lado direito fica a Capela do Batismo, que como o próprio nome diz é para a realização de batizados e do lado esquerdo fica a Capela da Ressureição, que abriga os túmulos dos Bispos e Arcebispos de Aparecida, além do Memorial Virtual dos Colaboradores da Campanha dos Devotos falecidos. Suas paredes trazem cenas da Via-Sacra e seu interior também a imagem do Bom Pastor de 4m de altura representando Jesus Ressuscitado que nos conduz à vida eterna.

Capela do Batismo

Bem perto dali, fica o “Centro de Apoio aos Romeiros”, também conhecido como Shopping de Aparecida, que conta com várias lojinhas de souvenirs, com uma vasta opção de restaurantes na Praça de Alimentação. Além de um Aquário com muitas espécies da vida marinha.

Atravessando esse Centro de Apoio aos Romeiros, chegamos ao Memorial da Devoção Nossa Senhora Aparecida que abriga o Cine Padroeira (um cinema 3D que conta a história de Nossa Senhora Aparecida, desde o encontro de sua imagem nas águas do Rio Paraíba até seus grandes milagres! É emocionante!!!! Se cair algumas lágrimas dos seus olhos durante o filme, não se preocupe, é só olhar pro lado e verá que não é a única pessoa assim… Ah! Não é permitido fotografar aqui, mas se você for tenho certeza que não vai se arrepender).

O Memorial da Devoção também abriga o Museu de Cera, que retrata a história de Nossa Senhora Aparecida de uma forma bem realista, com perfeição de detalhes nas estátuas de cera. Além da representação de santos, grandes nomes da Igreja e celebridades que são devotos de Nossa Senhora.

Na representação do encontro da Imagem pelos Pescadores
Milagre do Escravo Zacarias
Milagre da Menina Cega
Beatos e Santos: Frei Damião, Nhá Chica, Frei Galvão (Santo) e Santa Teresa de Calcutá

O Memorial da Devoção ainda abriga o Cantinho dos Devotos Mirins, um espaço para Exposições e uma lojinha de lembrancinhas. Esse Memorial foi inaugurado em 2016 e realmente vale a visita, e tem desconto se você já comprar o ingresso quando for visitar a Torre de Brasília. Para saber mais detalhes é só acessar o site: www.memorialdadevocao.com.br

Quadro em Homenagem aos 300 Anos do Aparecimento de Nossa Senhora
Exposição do Memorial da Devoção

Ali perto também fica o Morro do Presépio que possui mais de 70 esculturas em tamanho natural, que representam o nascimento de Jesus e o encontro de Nossa Senhora. Além de uma vista belíssima!

Esculturas do Morro do Presépio
Representação do Presépio

E se você tiver com tempo, vale a pena conhecer a Cidade do Romeiro, que foi idealizada com uma ampla infraestrutura para receber os devotos de Nossa Senhora e começa a partir daí o Caminho do Rosário e vai acompanhando o Rio Paraíba do Sul até chegar ao Porto Itaguaçu, que fica numa curva desse Rio onde foi encontrada a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Também é possível fazer um passeio de barco pelo Rio Paraíba. Ainda não tive a oportunidade de fazer esse tour, mas já está na minha lista para a próxima visita à Aparecida do Norte.

Rio Paraíba

Nossa visita ao Santuário Nacional de Aparecida do Norte vai ficando por aqui. Espero de coração que tenha gostado desse passeio e que Nossa Senhora Aparecida abençoe grandemente a você e a todos os seus familiares e amigos e que Nosso Senhor Jesus Cristo encha suas vidas de luz, paz e bem!!! Muito obrigada pela sua companhia e até a próxima postagem!!!!

Que Nossa Senhora Aparecida abençoe a todos nós!!!

Tour em Araçoiaba da Serra

O que você acha de conhecer uma Floresta que une vegetação do cerrado e mata atlântica a menos de 2 horas de São Paulo, poder caminhar e relaxar à beira de um lago bem no centro da cidade, além de provar uma deliciosa gastronomia? Esses são só alguns dos atrativos que você vai encontrar em Araçoiaba da Serra…. Vamos embarcar nessa viagem?

Floresta Nacional de Ipanema em Araçoiaba da Serra

Araçoiaba da Serra fica na região metropolitana de Sorocaba, a aproximadamente 123 km da capital de São Paulo. Ela era habitada por índios tupiniquins e seu nome é de origem tupi e significa “lugar que esconde o sol”, porque os índios que viviam no lado leste (onde hoje é a Floresta de Ipanema) viam o sol se pôr sobre o monte do lado oeste (onde fica o centro da cidade) e no século XVI passou a receber bandeirantes, caçadores e mineradores. Tendo um papel importante na siderurgia brasileira, pois  em 1591 foi construído na cidade o primeiro conjunto de fornalhas para fundição de ferro no país e a 1° siderúrgica nacional em 1818.

Portal de Araçoiaba da Serra

Logo que passamos a entrada da cidade, descendo a avenida, já somos recepcionados pelo Lago Municipal  – Balneário Joubert Antônio da Rocha, que é um espaço de lazer e descanso, com ciclofaixa, pista de caminhada, playground, academia ao ar livre e carrinhos de passeio. O Lago fica na Av. Manoel Vieira S/N – centro e é aberto diariamente. E todo domingo das 8h às 13h tem a Feira da Roça com artesanato, produtos orgânicos. etc.

O Famoso Lago de Araçoiaba

Bem perto do lago fica a Praça Coronel Fernando Almeida, que abriga a Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, a Feira Livre  (sábado das 8h às 13h) e Feira do Produtor Rural (quarta – das 14h às 20h) e sedia os principais eventos municipais como o Carnaval de Rua, que é bem tradicional na cidade. E a festa junina, a festa da Padroeira em setembro, entre outros eventos.

No Carnaval de Araçoiaba

Na Praça Coronel Fernando Almeida, que fica na Rua Sete de Setembro –  Centro de Araçoiaba da Serra, fica o  Marco da Paz, simbolizando “o ideal dos povos na busca da paz, da fraternidade e da solidariedade”, que foi idealizado por Gatanho Brancati Luigi em 1999 para o Patteo do Collegio em São Paulo e sua ideia foi se espalhando e atualmente esse Marco já se encontra nos cinco continentes.

Marco da Paz de Araçoiaba
Placa Explicativa do Marco da Paz

Também na Praça Coronel Fernando Almeida, fica a Igreja Nossa Senhora Das Dores,  que é a  Igreja Matriz da Cidade e começou a ser construída em 1925, com projeto arquitetônico de Henrique Florence. Um detalhe muito interessante dessa Igreja são os vitrais que trazem cenas da Via Sacra e pinturas de Santos, já que a Igreja não tem muitas imagens de santos espalhadas em oratórios, somente a de Nossa Senhora das Dores que fica ao lado do altar.

Interior da Igreja de Nossa Senhora das Dores
Detalhe dos Vitrais da Igreja

Vale lembrar que o ano de 2019 foi marcante para a cidade pois entre os dias 22 e 28 de julho sediou o 32° Campeonato Brasileiro de Balonismo no Ginásio Municipal de Esportes, que foi um espetáculo de cores no céu de Araçoiaba, que além dos voos para valendo para as provas, teve os voos de teste e também o Night Glow (balões acesos no Ginásio com lâmpadas gigantes) e voo de balões em formatos especiais no último dia.

Campeonato de Balões

Lembrando que a cidade também tem a opção de passeios de balões (www.venhavoar.com.br), que eu ainda não tive a oportunidade de fazer, mas já está nos meus planos. E caso você faça primeiro nos conte como foi sua experiência. No Salão São Paulo de Turismo estava exposto um dos balões da Venha Voar e pela foto (que tirei com a Querida Flávia do Departamento de Turismo de Araçoiaba) já dá pra sentir como deve ser emocionante essa aventura…

Falando em momento marcantes para a cidade, não poderia deixar de citar a  Abril Fest¸ que é a  Festa de Aniversário da Cidade, com rodeios e shows de artistas famosos!!! Eu particularmente não gosto de rodeios (mas não poderia deixar de falar desse evento que é tão tradicional da cidade). Porém, os shows realmente valem a pena, tanto que eu costumo chegar só na hora que eles já vão começar. E foi numa Abril Fest que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o Querido Sorocaba, da dupla “Fernando & Sorocaba”. Para saber mais detalhes como as datas e programação dos shows é só dar uma conferida no facebook: @abrilfestoficial.

Show do Fernando e Sorocaba na Abril Fest

Saindo da parte do agito dos shows, vamos visitar agora a Floresta Nacional de Ipanema,  que é formada por grandes áreas naturais e de preservação ambiental, além de um conjunto de Monumentos Históricos muito importantes para a siderurgia do Brasil.  E quem vai nos conduzir nesse tour é o Guia Rodrigo,  que é super atencioso e conhece muito sobre a Flona (jeito carinhoso que a Floresta é chamada).

Dentre as opções de passeios e trilhas da  Floresta Nacional de Ipanema, escolhemos duas: a Trilha Afonso Sardinha e o Sítio Histórico. Também tem escalada e a Trilha da Pedra Santa, que possui uma duração mais longa, por isso ficou para uma próxima oportunidade, mas se você estiver com tempo e disposição vale a pena fazer. Depois nos conte como foi sua experiência lá.

As Trilhas da Floresta Nacional de Ipanema
Exposição de Escalada

A Trilha Afonso Sardinha (quetem nível de dificuldade média e duração de uma hora) recebeu esse nome em homenagem ao bandeirante espanhol que em 1597 construiu os fornos em estilo catalão para a fabricação de ferro com magnetita (ou minério de ferro) e outros minerais encontrados na região. As ruínas desses fornos são encontradas no  Sítio Arqueológico dessa trilha e representam o início da siderurgia no Brasil.

Outro ponto muito interessante da Trilha Afonso Sardinha  e da  Floresta Nacional de Ipanema  como um todo é a união da vegetação do cerrado  com a da mata atlântica.  A forma como a  Paineira  libera suas painas (parecidas com algodão) e essas vão se espalhando e ajudando no processo de reflorestamento é uma demonstração da sabedoria e perfeição da Mãe Natureza. Também vimos uma Figueira Branca centenária, cuja espécie era utilizada para a comunicação dos índios como o guia Rodrigo nos demonstrou nesse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=D0L7n4Q7J24

Mandacaru gigante com cipó

Passear por essa trilha nos proporcionou momentos muito especiais como apreciar uma borboleta se camuflando para se proteger quando notou nossa presença, sentir a água geladinha do Ribeirão do Ferro, enfim, esse contato tão próximo com natureza é incrível, principalmente para despertar a consciência de que o homem precisa preservá-la e protege-la se quiser continuar a existir!!! Vale lembrar que uma boa parte da Floresta de Ipanema deu lugar ao plantio agrícola, ficando conhecida como Fazenda Ipanema, quando foi administrada pelo Ministério da Agricultura e ainda perdeu uma parte do seu território para assentamentos do MST. Mas depois voltou para o Ministério do Meio Ambiente, quando começou o processo de reflorestamento e atualmente é considerada Unidade de Conservação Federal e administrada pelo Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A Camuflagem da Borboleta
Ribeirão do Ferro
Atravessando a Ponte na Trilha

E para fechar a parte das trilhas , fomos visitar o Monumento à Varnhagen,  que foi construído em homenagem à Francisco Adolfo de Varnhagen (também conhecido como Visconde de Porto Seguro), nascido na Fazenda Ipanema em 1816, e que fica no topo do Morro Araçoiaba, proporcionando uma vista deslumbrante da Floresta e das cidades vizinhas. Dá só uma olhadinha nesse vídeo pra sentir o que estou falando: https://www.youtube.com/watch?v=26ZbjN9Z7sA

Vista Encantadora do Mirante
Contemplando a Vista…

Depois dessa vista estonteante, vamos conhecer agora Sítio Histórico, que é formado pelas edificações da  Real Fábrica de Ferro de Ipanema, que foram construídas entre 1810 e 1813 para fundir o ferro, oriundo dos minerais extraídos da Floresta. Essa Fábrica foi reconhecida em 1988 como o “Berço da Siderurgia Nacional”.

Os Fornos da Fábrica

Começamos visitando a  Casa da Guarda, que foi construída em 1811 em taipa de pedra para servir de depósito de minérios, depois foi usada para outras finalidades, como servir de prisão militar por exemplo. E seu Pórtico foi feito em homenagem à maioridade de Dom Pedro II.  

A Casa da Guarda
Na Casa da Guarda

Além das celas para prisioneiros militares, a Casa da Guarda também abriga a primeira escada caracol produzida no Brasil

Cela da Casa da Guarda

Da Casa da Guarda é possível ter essa vista linda da  Barragem de Hedberg que canalizou o Rio Ipanema para gera energia hidráulica para a Fábrica.

Outro lugar que visitamos e que chama muito a atenção é a  Casa das Armas Brancas, que recebeu esse nome, segundo dizem, porque fabricava armas e munições para a Guerra do Paraguai. Mas depois descobriu-se que trabalhava o ferro para outros utensílios que não eram bélicos. Essa visita é realmente uma volta ao passado. A Casa atualmente é utilizada para eventos artísticos e culturais.

Interior da Casa das Armas
Maquinário da Casa das Armas

Mais um lugar imperdível desse Sítio Histórico  é onde estão os Fornos Varnhagen ou Altos Fornos Geminados, que eram utilizados para a fundição do ferro e permaneceram em atividade até 1895 (quando houve o fechamento da Fábrica). E próximo a eles fica o  Alto Forno Mursa, que foi construído entre 1878 e 1885 para aumentar a produção do ferro, porém não chegou a funcionar por falta de uma máquina insufladora (que por entraves comerciais não foi fornecida pela Inglaterra).

Detalhe do Forno

Nesse tour do Sítio Histórico também é possível ver a  Serraria, a Oficina de Refino, a Ponte Articulada e a  Sede Administrativa, entre outros lugares.

Ponte Articulada

E para aproveitar ainda mais sua visita à  Flona, você pode almoçar no  Restaurante do Centro de Visitantes,  visitar as  exposições e depois relaxar curtindo essa vista linda da  Represa Hedberg.

Momento de Relaxamento na Represa

Vale lembrar que a Floresta Nacional de Ipanema (Rodovia Raposo Tavares, km 112 – Bairro Araçoiabinha) fica aberta à visitação de terça a domingo das 8h às 17h  (ingressos R$9,00 por pessoa) e para fazer a trilha é cobrada uma taxa e é necessário o acompanhamento de um guia credenciado, como o Rodrigo ([email protected]). Para maiores informações e agendamento de visitas estão disponíveis os telefones: (15) 3266-9099 e (15) 3459-9220.

Mas não é só aventura e ecoturismo que você encontra em Araçoiaba da Serra! Lembra que te falei no início do post que aqui você poderia provar uma deliciosa gastronomia? Então, chegou o momento de saborear as gostosuras do  Café Colonial do Sítio Doce Campo!!!  Que funciona aos domingos das 9h às 12h, oferecendo mais de 50 tipos de pratos pelo valor de R$ 32 por pessoa para se servir à vontade.

Família aproveitando o Café Colonial do Sítio Doce Campo
As Delícias do Restaurante

Além de se deliciar com os pratos você pode passear pelo sítio, ver os  cavalos,  descansar no Redário e tirar muitas fotosnas esculturas espalhadas pelo caminho.

No Sítio Doce Campo, ainda é possível fazer uma pequena trilha que leva até o Rio Paineira, dá só uma olhadinha como esse rio é lindo: https://www.youtube.com/watch?v=PUIR6Hj8X_8

Rio Paineira
Não resisti e tive que sentir essa água…

Outro lugar bem legal de conhecer no Sítio Doce Campo é a Casa do Caipira que retrata fielmente como era esse universo caipira.

E você ainda pode aproveitar para passar na Lojinha e levar um belo Artesanato  feito pela Nice de recordação desse dia tão especial e também os Queijos e Doces maravilhosos preparados pela Fernanda.  Essas duas queridas também são responsáveis pelo Café Colonial!

Com a Fernanda e a Nice

Com certeza você passará um domingo bem agradável aqui!! Para saber mais detalhes e fazer reserva é só entrar em contato pelo Instagram ou facebook: @cafecolonialsitiodocecampo.

Outro roteiro bem legal para fazer na região é o “Caminho das Hortas e Capelas” que une religiosidade e turismo rural, fiz um post especial contando detalhes desse passeio, se você ainda não viu, dá uma olhadinha lá: https://cadaviagemumabagagem.com/trilhando-o-caminho-das-hortas-e-capelas/

Espero que tenha gostado desse nosso tour de hoje em Araçoiaba da Serra!!! Para saber mais informações sobre a cidade é sé dar uma olhadinha no site: www.aracoiaba.sp.gov.br.  Muito obrigada pela sua companhia e te espero na próxima postagem.

Até Breve Araçoiaba!!!

Percorrendo o Roteiro do Vinho em São Roque

Quando falamos em inverno, o que provavelmente vem na sua cabeça é uma lareira e uma taça de vinho, não é mesmo? A lareira fica um pouco difícil, mas o vinho você pode encontrar Percorrendo o “Roteiro do Vinho” em São Roque, que é repleto de vinícolas, onde você pode degustar vinhos excelentes (e sucos de uva maravilhosos caso você não beba ou seja o motorista da vez). Me acompanha nessa difícil tarefa de hoje?

O Roteiro do Vinho é um dos principais atrativos turísticos da cidade de São Roque, que fica a aproximadamente 70 km da capital de São Paulo, cerca de 1h30 de carro. Vale lembrar que o cultivo da uva e a produção de vinhos na cidade de São Roque datam do século XVII, quando Pedro Vaz de Barros (fundador da cidade) percebeu as condições favoráveis da terra dessa região e junto com os moradores começaram a desenvolver essa atividade.

Vamos sorrir hoje? (Lindo Mural da Adega Terra do Vinho)

Agora voltando para o nosso passeio, seguindo pela Rodovia Raposo Tavares, na altura do Km 58, se tem acesso à Estrada do Vinho, que nos seus aproximados 10km de extensão, oferece uma variedade de vinícolas, restaurantes, destilaria, entre outros estabelecimentos. Você pode fazer esse passeio com agências de turismo ou ir por conta, de carro, parando nos lugares que mais te interessa e logo que você começa a visita, já te entregam um mapa para facilitar sua localização e para que você conheça os 39 estabelecimentos que formam esse delicioso roteiro.

Mapa do Roteiro do Vinho

A primeira adega da Estrada do Vinho é a Terra do Vinho (item 2 do mapa), que fica no Km 1, n° 300. Tudo começou em 1966 quando a família Oliveira Santos resolveu se dedicar a sua grande paixão que era o vinho, então fundaram a Cantina Vieira Santos, cujo patriarca foi o Sr. Moacyr. Com muito empenho e dedicação a cantina foi crescendo, até se tornar a “Adega Terra do Vinho”!!!

A Adega Terra do Vinho se apresenta num ambiente super agradável, com requinte e beleza e nos oferece degustação de seus vinhos que são elaborados artesanalmente com todo o cuidado para que o melhor chegue até o consumidor. Além dos vinhos, os sucos de uva também são maravilhosos!!! Para conhecer mais sobre essa vinícola e seus produtos é só dar uma olhadinha no site: www.adegaterradovinho.com.br . Quem me acompanhou nesse roteiro de hoje foram meus pais (Pedro e Dalva) e minha irmã Ane! Não basta ser família, tem que participar 😉 !!!! E acho que dessa vez a tarefa não foi tão difícil…

Na entrada da Adega Terra do Vinho
Degustação na…
…Terra do Vinho

Seguindo na Estrada do Vinho, ainda no Km 1, fica a nossa próxima parada na adega Vinhos Frank (item 3 do mapa), que foi fundada em 1965 pelo Sr. Frank Vicente dos Santos, que até hoje (com seus 95 anos) supervisiona e orienta a produção artesanal dos mais de 21 rótulos da marca “Vinhos Frank”.

Quem nos atendeu na Adega Vinhos Frank foi o Sr. Dirceu que foi muito atencioso e nos ofereceu excelentes vinhos para a degustação, que ficou bem difícil escolher o que levar pra casa…

Na Adega Vinhos Frank com o Sr. Dirceu
Família aproveitando a Degustação na Adega Vinhos Frank

Além da Adega, a Vinhos Frank também tem um restaurante (que serve comida caseira e foi inaugurado na década de 90), um quiosque (que serve vários petiscos gourmet), uma área com Máquinas Antigas usadas na vinícola, além de Espaços bem decorados que proporcionam lindas fotos. Vale a pena a visita!!! Para saber mais detalhes é só olhar o site: www.vinhosfrank.com .

Playground e Restaurante da Vnhos Frank

Continuando nosso caminho pela Estrada do Vinho no Km 2,5 (como você pode ver no mapa, tem outros restaurantes na estrada antes de chegar até aqui que também fazem parte do roteiro do vinho, mas não cheguei a conhecer porque não daria tempo de fazer tudo no mesmo dia, mas já vão ficar na lista para minha próxima visita. E se você for antes, me conta como foi sua experiência), fomos conhecer a Vila Don Patto (item 7 do mapa), que é um complexo gastronômico e de entretenimento.

A Adega Villa Don Pato conta com excelentes vinhos, desde importados, nacionais, até os da marca Don Patto que são produzidos há mais de 100 anos e bem tradicionais na cidade! Com certeza você vai apreciar muito a degustação!!!

Só uma parte da Adega Villa Don Patto…
Decoração da Adega Villa Don Patto
Momento Degustação na Villa Don Patto
Os Vinhedos da Villa Don Patto

Além da grandiosa adega e dos vinhedos, a Vila Don Patto conta com restaurantes português e italiano, cafeteria, sorveteria, boulangerie, choperia, playground, heliponto, entre outros atrativos. E o que chama muito a atenção na Vila é a sua decoração, tem lugares incríveis para você tirar fotos, entre eles os famosos Guarda-Chuvas Coloridos (em homenagem às ruas de Agueda) e que são abertos de quinta à domingo. E o Galinho de Barcelos (em homenagem à Portugal). Além dos tonéis, barco cenográfico, entre outros cenários incríveis.

Os Famosos Guarda-Chuvas da Villa Don Patto
Com o Barco…
E o Tonel da Villa Don Patto

Para conhecer um pouco mais de tudo o que a Vila Don Patto oferece é só dar conferida no site: www.viladonpatto.com.br. E nos despedimos desse lugar maravilhoso visitando a Cascata e a Gruta de Nossa Senhora de Fátima!!! Com as bençãos de Nossa Senhora vamos continuar o nosso passeio!

Na Cascata e Gruta de Nossa Senhora de Fátima da Villa Don Patto
Detalhe de Nossa Senhora de Fátima

Agora vamos dar um salto bem grande e vamos para o Km 9 da Estrada do Vinho (calma que depois vamos voltar) onde fica a Vinícola Góes (item 22 do mapa), é que às 11h (e também às 15h) tem visita monitorada à fábrica com degustação. É um passeio excelente!!!

Quem nos guiou nesse tour foi o Jailson, que nos passou informações importantes sobre a história e a produção da Vinícola Góes e nos deu uma verdadeira aula de sommelier, nos ensinando a melhor forma de apreciar e degustar os vinhos!!

A Vinícola Góes começou sua produção de vinhos em 1938 com o Sr. Gumercindo Góes e desde então vem sendo administrada pela família e é considerada uma das grandes produtoras de vinhos no Brasil. A Vinícola conta com duas unidades em São Roque (a que visitamos é a parte da fábrica e a outra unidade tem a plantação e loja também) e uma unidade na Serra Gaúcha, que é a responsável pela produção (iniciada na década de 90) dos vinhos premium ou boutique. A visitação começa com um vídeo contando um pouco sobre a história da vinícola e depois segue para a fábrica.

Na visita guiada da Vinícola Góes

Uma curiosidade que aprendemos é que a Vinícola Góes foi construída em forma de escada para aproveitar a gravidade e facilitar o armazenamento do vinho, que é feito em tanques de cimento revestidos de epóxi e em tonéis de inox, além dos de madeira tradicionais. E que a rolha de cortiça é mais indicada para vinhos que serão guardados por mais tempo e a rolha “screw cap” (rosca) para vinhos de consumo rápido (até dois anos no mercado). Ah! Mais uma dica é que o vinho com cortiça deve ficar deitado, porque o contato do vinho com essa a umedece para evitar que a cortiça encolha e que possa a entrar oxigênio e alterar o sabor da bebida.

Tonéis de cimento
Tonéis de Inox

Nessa visita à Vinícola Góes, também tivemos a oportunidade de conhecer o laboratório onde são feitos os testes e descobertos novos sabores de vinho, um pequeno museu, os tonéis gigantes e a fábrica em si, onde ocorre o engarrafamento da bebida.

Museu da Vinícola Góes
Fábrica da Vinícola Góes

E agora chegou o momento que você estava esperando ansiosamente: a Degustação dos Vinhos Góes!!!

Que vai me ajudar nessa difícil tarefa é a minha irmã que vai ser a modelo para as fotos da degustação (só espero que o cachê não seja tão alto ao final do tour…rsrs). Brincadeiras a parte, o primeiro vinho foi o Le Bateleur, que é um rosé fino seco, produzido com uva tanat da Região da Campanha Gaúcha e que harmoniza com pratos leves e risotos.

O segundo vinho foi o Casa Venturini Cabernet Sauvignon, que é um tinto fino seco cm uvas da Serra Gaúcha, ficou envelhecendo por seis meses em barris de carvalho e harmoniza com massas.

O terceiro vinho foi o Míneres, que também é tinto seco e feito com uvas syrah cultivadas em Andrada em Minas Gerais (por isso o nome). Seu envelhecimento se deu em barril de carvalho francês por seis meses, seu sabor lembra frutas negras como ameixa e amora e harmoniza com carnes.

E para fechar com chave de ouro, nada melhor que uma degustação de um Espumante: o Saint Tropez, que é um Moscatel (doce), feito em São Roque com gás e açúcar naturais (quando é feito com gás e açúcar artificiais recebe o nome de “frisante” e não de “espumante”).

E o detalhe todo especial dessa degustação do Espumante Saint Tropez é a forma de abrir a garrafa, com a técnica “Sabrage” ou sabragem, que utiliza o sabre (espada) com lâmina curvada. E segundo dizem, essa técnica surgiu no século XVIII com Napoleão Bonaparte, que usava seu sabre para abrir as garrafas de champagne em comemoração de suas vitórias. O Jailson domina muito bem a sabragem, dá só uma olhadinha no vídeo pra ver como é: https://www.youtube.com/watch?v=gMVBxp2gcUs e veja como ficou a rolha na minha mão. E depois da adrenalina de ver essa técnica, é só se deliciar com o sabor do Saint Tropez!!!!

Depois dessa aula e sabor, dê uma passadinha na loja, que tenho certeza que você não vai resistir e vai querer levar um vinho pra repetir os momentos vividos aqui em casa. Depois aproveite para passear pelo Jardim da Vinícola Góes, que é belíssimo!!! E para saber mais sobre a vinícola é só olhar o site: www.vinicolagoes.com.br .

Na Fonte da Vinícola Góes
Paisagem Maravilhosa da Vinícola Góes
Lago da Vínícola Góes

No próprio estacionamento da Vinícola Góes, se você continuar em frente vai ter acesso à Vinícola Bella Quinta (Estrada do Vinho, km 9 – item 26 da lista), que é famosa pelo requinte de seus vinhos, cuja produção começou em 2005 com um vinho 100% cabernet sauvignon e só veio crescendo e agradando aos paladares a cada dia.

Quem nos atendeu na Vinícola Bella Quinta , de uma forma toda gentil e atenciosa foi a Carla!!! Para conhecer mais dos vinhos da Bella Quinta é só dar uma olhadinha no site: www.bellaquinta.com.br.

Na Vinícola Bella Quinta com a Carla
Relaxando um pouquinho na Vinícola Bella Quinta

Continuando nosso Roteiro do Vinho, vamos visitar agora a Vinícola Palmeiras (Estrada do Vinho, Km 10 – item 27 do mapa), que foi fundada em 1928 e desde então vem produzindo uma grande variedade de vinhos.

Logo que chegamos à Vinícola Palmeiras já somos recepcionados por uma Fonte de vinho em um tonel de 1948, que é uma parada obrigatória para fotos.

Na fonte da Vinícola Palmeiras

Ao entrar na Adega da Vinícola Palmeiras já nos deparamos com essa brilhante citação de Sócrates sobre a importância do vinho. Depois me diga se você concorda ou não…

Citação de Sócrates sobre o vinho…

Além da Adega, onde ocorre a degustação dos vinhos, a Vinícola Palmeiras tem uma charmosa Cafeteria. Para saber mais informações dessa vinícola é só dar uma conferida no site: www.vinhospalmeiras.com.br.

Como a Vinícola Palmeiras é a última da Estrada do Vinho, vamos pegar o caminho de volta e ir parando nas vinícolas que passamos direto por conta do horário da visita guiada na Vinícola Góes. Nossa primeira parada nessa volta foi na Vinícola Canguera, que fica no Km 8 da Estrada do Vinho (item 21 do mapa) e foi criada no início da década de 50 (em 1952 para ser mais exata) e atualmente é uma das mais conhecidas e tradicionais de São Roque.

Vale lembrar que a Vinícola Canguera recebeu esse nome por conta do bairro onde se localiza e foi fundada pelo Sr. João Antônio Camargo. Logo na entrada, você já vai se encantar pela Fonte de Vinho, em seguida pelo Barril e depois pelos Jarros. Mas cuidado para não se empolgar muito com as fotos e esquecer da degustação…

A famosa Fonte de Vinho da Vinícola Canguera

A Adega da Vinícola Canguera é muito bonita e os vinhos e sucos são de excelente qualidade, com certeza você vai aprovar a degustação!

Na Adega da Vinícola Canguera
A linda Mesa de Vinhos da Adega da Vinícola Canguera

Mas a visita aqui não para na adega da Vinícola Canguera, o complexo chamado de Villa Canguera também tem um espaço de lazer belíssimo com um Lago cheio de carpas, playground para a criançada, empório de doces, restaurante e até um museu do vinho…

A beleza do lago

Como já passeamos bastante, imagino que já está te dando uma fominha, não é mesmo? Então vamos aproveitar esse maravilhoso complexo para almoçarmos no lindo Restaurante Villa Canguera!!!

Um detalhe muito legal é que o Restaurante Villa Canguera alocou uma parte de suas mesas sob a sombra de uma Cerejeira decorada com charmosas sombrinhas. E foi aqui que provamos o famoso pastel de alcachofras, comida típica da cidade e que estava delicioso. O restaurante oferece uma grande variedade de pratos e petiscos. Os valores não são baratos, mas valem pela estrutura do estabelecimento.

Essas sombrinhas são um charme…
Provando o famoso Pastel de Alcachofras!!!

E do lado do restaurante, fica o Museu do Vinho da Villa Canguera, que conta com um acervo de objetos bem tradicionais e de época utilizados para a produção de vinho!

Entre os objetos do Museu do Vinho, um que chama bastante atenção é a Moedora de uva de 1958, os objetos antigos como a Caixa Registradora e Máquina de Escrever , entre outros itens. A entrada do museu é gratuita e vale a pena a visita!!! Para saber mais detalhes sobre a Vinícola Canguera, é só olhar o site: www.vinhoscanguera.com.br.

Caixa Registradora e Máquina de Escrever Antigas
Mais detalhes do Museu do Vinho…

Saindo dali passamos na Capela de Santa Cruz e Sagrado Coração de Jesus, também conhecida como Capela da Grama (por conta da extensa área de gramado na frente de sua entrada), que fica na Estrada do Vinho, km 6,5. E foi a primeira Capela do Bairro Sorocamirim, construída há mais de 150 anos. Na hora que passamos, como era durante a semana estava fechada, mas mesmo assim foi possível contemplar sua parte externa, que é bem charmosa. E ao lado da Capela, fica a  “Casa do Artista e Artesão” , que desde 2018 expõe os trabalhos destes em quiosques.

A Charmosa Capela da Grama

Continuamos descendo na Estrada do Vinho, na altura do km 4,5, viramos à direita e seguimos reto nessa estrada até chegarmos na Vinícola XV de Novembro (item 12 do mapa), que foi fundada há mais de 60 anos pelo Sr. Basílio Augusto de Moraes e atualmente é administrada por seus descendentes.

A Vinícola XV de Novembro recebeu esse nome em homenagem aos 60 anos da Proclamação da República do Brasil, que ocorreu em 1958 quando a vinícola foi fundada.

Adega da Vinícola XV de Novembro

E em 2008, a Vinícola XV de Novembro lançou a marca Quinta Moraes, especializada em vinhos finos para agradar os paladares mais exigentes.

Quem nos recebeu com toda a atenção foi o Sr. Carlos que além de nos oferecer excelentes vinhos e sucos para degustação, nos contou que em breve a Vinícola XV de Novembro inaugurará um espaço novo em frente bem maior, que eu fui ver e está belíssimo. Com certeza teremos que voltar lá pra conhecer quando começar a funcionar. Para saber mais detalhes da vinícola é só conferir o site: www.vinhoxvdenovembro.com.br.

Na Vinícola XV de Novembro com o Sr. Carlos
Novas Instalações da Vinícola XV de Novembro
Vinhedos da XV de Novembro

Continuando na mesma estrada da Vinícola XV de Novembro, um pouco mais pra frente e virando a primeira à esquerda, chegamos na  Vinícola Sorocamirim (item 13 do mapa).

Logo ao chegar à Vinícola Sorocamirim, já fomos recebidos com toda a gentileza e atenção pelo Sr. Benedito Augusto, que começou o tour nos mostrando sua belíssima plantação de alcachofras, que conta com mais de 20 mil pés. Ainda não estava na época da colheita, mas deu pra ter uma ideia de como a produção será farta, se Deus quiser!!!

A linda Plantação de Alcachofras

Enquanto passeávamos por essa plantação e pela demais dependências da Vinícola, como a churrasqueira, o futuro local de camping, entre outros, ele foi nos contando sobre a história da Vinícola Sorocamirim,  que foi fundada em 1956 pelo seu pai, o Sr. Gentil Augusto de Moraes e recebeu esse nome em virtude do bairro onde se encontra e que a palavra “sorocamirim”  é de origem indígena e significa “rio pequeno”. A Vinícola ainda mantém padrões artesanais de produção de vinho, embora sua distribuição chegue a mais de 80 mil litros por ano.

Nas dependências da Vinícola Sorocamirim
Fachada da Adega da Sorocamirim

Agora chegou o momento que você estava esperando: a degustação dos Vinhos Sorocamirim, onde também fomos recepcionados (além do Sr. Benedito Augusto) pela Fernanda, que nos ofereceu vários vinhos, tornando difícil a tarefa de escolher o que levar para casa… E antes de irmos embora, ainda passamos na Loja de Licores e Doces do Sr. José (irmão do Sr. Benedito) que também foi muito atencioso conosco. Para conhecer mais sobre a Sorocamirim é só acessar o site: https://www.facebook.com/Vinhos-Sorocamirim-742876082473899/ .

Na Vinícola Sorocamirim com o Sr. Benedito Augusto e com a Fernanda
Família na Sorocamirim
Só pra te deixar na dúvida do que escolher na Vinícola Sorocamirim…

Retornando agora para a Estrada do Vinho, no km 4, fomos conhecer a Quinta do Olivardo (item 10 do mapa), com um ambiente português, idealizado pelo Sr. Olivardo Saqui.

A Quinta do Olivardo é um lindo complexo que conta com Parreiral, Lago, Restaurantes, Lojinhas e uma linda Capela de Santo Antônio.

Parreiral e Lago da Quinta do Olivardo
As Lojinhas e Restaurantes da Quinta
A charmosa Capela de Santo Antonio da Quinta do Olivardo

Além dos vinhos e da culinária portuguesa, você vai se encantar com os locais para fotos na Quinta do Olivardo, como o Poço dos Desejos, o Quiosque do Elétrico/Bonde de Portugal, até o Barril do Chaves, entre outros points instagramáveis.

Não podia perder a oportunidade de entrar no Barril do Chaves

E se você for visitar a Quinta do Olivardo no terceiro sábado do mês, a partir das 20h, poderá provar o Vinho dos Mortos… Não se assuste, que eu já vou contar do que se trata. Segundo a lenda, quando os franceses invadiram Portugal, os portugueses ficaram apavorados e enterraram seus vinhos embaixo das videiras e quando a invasão terminou, eles desenterraram os vinhos achando que tinham estragado, mas pelo contrário, os vinhos ganharam propriedades decorrentes da temperatura e da escuridão e ficaram mais saborosos, criando assim a tradição do “Vinho dos Mortos”. E o Sr. Olivardo gostou tanto dessa história que resolveu manter a tradição enterrando uma parte de seus vinhos no meio das videiras e desenterrando a cada seis meses, quando oferece os vinhos para os presentes. Eu não tive a oportunidade de participar dessa tradição ainda, mas vou voltar para conhecer e se você for antes, me conta nos comentários. Para saber mais informações sobre tudo que tem na Quinta basta conferir no site: www.quintadoolivardo.com.br. E olha só onde estão enterrados o Vinho dos Mortos…

Parreiral com o Vinho dos Mortos

Agora para desanuviar o clima meio “sinistro” do Vinho dos Mortos, quero que você se anime para conhecer comigo uma Destilaria na Estrada do Vinho (km 4 – item 9 do mapa). Parece estranho, mas não estou confundindo, no Roteiro do Vinho tem a Destilaria Stoliskoff, que foi inaugurada em 2010 para ser um diferencial nesse tour!

A Destilaria Stoliskoff também vende vinhos importados, cervejas artesanais, mas o seu carro chefe e que é super tradicional é a Vodka de Chocolate Branco, mas se você não é fã de chocolate, tem a tradicional, a de cereais e a noir.

Prateleira de Vodkas da Destilaria Stolilskoff (As garrafas creme são as de chocolate branco)
Dá só uma olhadinha nessas singelas garrafas de Vodka…

Quem nos recepcionou na Destilaria Stoliskoff foi a Bruna, que foi muito gentil, e além as vodkas nos ofereceu outras bebidas que também são muito procuradas e apreciadas pelos visitantes, como a Cana Blue e a Sakerita, entre outros rótulos, tornando difícil a missão de escolher qual levar pra casa… Para saber mais informações da Destilaria é só olhar no site: www.stoliskoff.com.br.

Na Destilaria Stoliskoff com a Bruna

Com a Destilaria, nos despedimos da Estrada do Vinho, mas calma que ainda não acabou… Para te deixar com um gostinho de quero mais, vamos fazer a saideira na Vinícola Bella Aurora, que fica na Rodovia Raposo Tavares, km 56,5 (sentido São Paulo – item 39 do mapa), e foi fundada em 1932.

O ambiente da Vinícola Bella Aurora é muito bonito e aconchegante, além dos Vinhedos e da linda paisagem, o que chama a atenção é o design da Adega: feita em um tonel de madeira com capacidade para 120 mil litros.

Chegando na Adega da Bella Aurora
Momento Degustação na Adega da Bella Aurora

Além da adega de vinhos (onde é feita a degustação), a Vinícola Bella Aurora tem a cachaçaria, um café (que também foram feitos em tonéis de madeira), uma Fonte no tonel e até os brinquedos do playground das crianças utilizam barris… É muita diversão!!! Para saber mais detalhes da vinícola é só dar uma olhadinha no site: www.bellaaurora.com.br.

Cachaçaria e Café da Bella Aurora
A Fonte de Vinhos da Bella Aurora
Olha só esse playground…

E com essa paisagem maravilhosa do mirante da Vinícola Bella Aurora vamos nos despedindo do Roteiro do Vinho de São Roque!!! Lembrando que esses são só alguns dos 39 estabelecimentos que compõem o Roteiro do Vinho, não conseguimos visitar todos num dia só, mas já estão na programação para quando voltarmos à cidade. E se você já foi em algum desses que não mencionei aqui, nos conte nos comentários como foi sua experiência. Espero que tenha gostado e nos vemos na próxima postagem. Saúde!!!!

Saúde!!! E Até Breve…

Descobrindo Piedade

Hoje quero te convidar para fazer um passeio diferente, um turismo rural misturado com cultura e até esporte náutico… Sua curiosidade deve estar a mil, mas calma que já vou te contar.

Você pode encontrar tudo isso na cidade de Piedade, que fica a aproximadamente 130km de distância da capital de São Paulo e está localizada na Região Metropolitana de Sorocaba.

Vamos começar nosso tour?

Portal de Piedade

Quem nos conduziu nesse tour foi a querida Guia Cida, através da Agência HCG da Isaura (https://www.facebook.com/hcgtur/?ref=br_rs), que nos contou vários fatos importantes e curiosos da cidade, além de nos mostrar lugares lindos.

Com a Guia Cida

A cidade de Piedade foi fundada em 20 de maio de 1840, no dia da inauguração da Capela de Nossa Senhora da Piedade (em homenagem à imagem “Pietá” encontrada por um mascate no ano de 1835).

A cidade já foi a maior produtora de cebola do Brasil, chegando a receber o título de “Capital da Cebola”, porém, atualmente, sua produção agrícola (que é a base da economia) é diversificada, incluindo o plantio de caqui, morango, atemoia, entre outros. E a cidade faz parte do Cinturão Verde de São Paulo, por conta de sua vasta produção de verduras e legumes.

Na época da colheita, sempre tem festa e muitos sítios trabalham com o “colha e pague”, no qual o visitante tem a oportunidade de conhecer a plantação, aprender mais sobre o cultivo e ainda colher os frutos diretamente do pé, pagando o que for levar. Entre os meses de abril e maio, por exemplo, é a época do Caqui e no Sítio Sakaguti, tem o “Colha & Pague do Caqui Fuyu”. Em julho, é a vez da colheita da atemoia e em novembro da ameixa no Sítio Tenório, entre outros.

Mas voltando a falar do nosso passeio, começamos nosso tour pelo Jardim Oriental, que é cuidado pelo clube japonês Kai Kan, e fica no Bairro da Liberdade, próximo à saída pra Tapiraí. E quem me acompanhou nesse tour de hoje foi minha família: meus pais (Pedro e Dalva) e minha irmã (Ane).

Família no Jardim Oriental
A Linda Vista do Jardim Oriental

Além dos detalhes orientais, o que também atrai visitantes para esse jardim é a Pedra do Elefante, que recebeu esse nome por lembrar bastante o animal. Dá só uma olhadinha na foto e depois me conta se lembra ou não…

Lembra mesmo um elefante….

De lá passamos pelo Portal do Kai Kan que é o Torii (um dos portais da cidade), cuja palavra significa “morada dos pássaros”, devido às aves se acomodarem no portal e usá-lo como poleiro. Vale lembrar que esse portal é de tradição japonesa, sinalizando a passagem entre o mundano e o divino, e costuma ser instalado na entrada de locais sagrados. O outro portal da cidade é o da primeira foto e em sentido à Ibiúna (mas vou falar dele mais pra frente).

E continuando nosso passeio, seguimos para o Sítio das Cerejeiras de propriedade do Sr. Gokithi  (também conhecido como Sr. Roque) que nos recebeu muito bem e nos deixou à vontade para contemplar a beleza do seu sítio.

Com a Guia Cida e o Sr. Gokithi

São mais de 1.000 pés de Cerejeiras (das espécies himalaia e okinawa)
que no inverno (geralmente no final de junho e meados de julho) florescem, nos proporcionando um espetáculo de encantar os olhos. A Cerejeira, além de ser a árvore símbolo do Japão (motivo pelo qual o Sr. Gokithi quis plantá-la para homenagear o país de seus pais), também é a árvore da Felicidade, e, segundo a lenda, você tem que abraçá-la para ser feliz. Eu não perdi tempo e já dei aquele abraço apertado na Cerejeira. Já fica a dica pra quando você encontrar uma no caminho.

Aquele abraço…
O Lago e as Cerejeiras….
No Caminho das Cerejeiras

Além das Cerejeiras, o Sr. Gokithi também plantou Ipê amarelo, que é a árvore símbolo do Brasil, como forma de homenagear o país. E assim que termina a florada das Cerejeiras, começa a do Ipê, deixando o sítio sempre lindo!!! E também tem plantação de morango em estufa para produzir o ano todo e Pés de Ginkgo-biloba, que eu já tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto. Essa planta é famosa por ajudar na memória, reduzir tonturas, aliviar dores nos braços e pernas, entre outros benefícios que ainda estão em estudo.

Pé de Ginkgo-Biloba em crescimento

No Sítio das Cerejeiras também tem o Pé de Umê florado, que é um fruto muito consumido nos países asiáticos, mas ainda desconhecido no Brasil. Geralmente é consumido em conserva (ainda verde e com sabor azedo e marcante) ou em forma de licor e dizem que faz muito bem à saúde por conta de suas propriedades terapêuticas, como deixar o sangue mais fluido, o que reduz os problemas cardíacos e também inibe a formação de radicais livres. Enquanto não tem o fruto o passarinho vai aproveitando pra descansar entre as flores.

Pé de Umê repleto de flores…
Descanso do Passarinho no Pé de Umê

Saindo do Sítio das Cerejeiras, partimos rumo à Vila Élvio, uma pacata vila de casas brancas e azuis que nos faz viajar no tempo…

Tudo começou em 1935, quando o italiano Luiz (ou Luigi) Liscio, que já morava em Araraquara, veio pra Piedade (mais especificamente pro Bairro Santa Terezinha) e se encantou com a quantidade de tipos de árvores de madeira de lei que tinha nessa região, então comprou as terras e começou a fazer camas com essas madeiras, em especial as camas patente (feitas com molas), que foi um sucesso e eram vendidas para todo o Brasil.

A famosa Cama Patente

Mas para garantir a produção, o Sr. Liscio construiu uma usina para a geração de energia e água, até o carvão da queima das árvores era vendido para não ser desperdiçado. Como trouxe mão de obra italiana, resolveu construir as casas para os seus funcionários em azul e branco em homenagem à Itália e o nome da fábrica passou a ser Faixa Azul. Tudo estava caminhando perfeitamente bem, a Vila Élvio era autossustentável e tinha até cinema para a diversão dos moradores…

A Igreja da Vila
Construções da Vila Élvio
A Antiga Fábrica Faixa Azul (e atual Verde Brasil)

Porém, o filho do Sr. Liscio, chamado Élvio, faleceu com 17 anos, então a vila recebeu o nome de Vila Élvio para homenageá-lo. Depois da morte do filho, o Sr. Liscio ficou muito sentido e vendeu a fábrica para o Sr. Giácomo Baz que era italiano também, mas em 1975 uma lei transformou grande parte da área das madeiras no Parque Estadual do Jurupará (de Proteção Ambiental). Como não podia mais extrair a madeira (teve que fazer reflorestamento com eucalipto) e com o falecimento do Sr. Giácomo em 1975, a fábrica e a vila foram decaindo.  A esposa do Sr. Giácomo, D. Norma, assumiu a fábrica, mas não conseguiu restabelecê-la, atualmente o local abriga outra fábrica: a Verde Brasil – Mesas & Cadeiras, que fabrica esses produtos para restaurantes, bares, hotéis, entre outros estabelecimentos. D. Norma se mudou da vila, mas a casa onde eles moravam permanece conservada, porém não permite visitação.

A Casa da Dona Norma

Mas a Vila Élvio foi se adaptando ao tempo e recebe muitos turistas. E quando você for visitar, aproveite pra dar uma passadinha no Bar da Dona Maria, que é uma pessoa muito querida na Vila. Ela é muito atenciosa e nos mostrou a cama patente (da foto que coloquei acima).

No Bar com a Dona Maria
Na Vila Élvio

Outro lugar bem legal de se conhecer é o Vilas Boas, também conhecido como Bazar das Suculentas, que foi criado pela Sueli há dois anos e conta com mais de 200 espécies de suculentas em todas as suas fases (fiquei encantada com o “berçário”). E tem outras variedades de plantas também. Para saber mais detalhes é só olhar a página no facebook: www.facebook.com/Bazar-das-Suculentas-Piedade . Tenho certeza que você não vai resistir e vai querer levar uma…

Com a Sueli do Vilas Boas
Que lindo esse Berçário das Suculentas
Na imensidão das suculentas…

Bem perto dali, fica a Estação Boca do Monte, que é um restaurante num trem, desde o lado de fora sua decoração já chama a atenção. Como fui numa segunda-feira, estava fechado (vou ter que voltar outro dia pra conhecer), mas se você for de quinta à domingo ou feriado ele estará funcionando (das 11h30 às 15h). Vou te passar o site pra você saber mais detalhes: https://www.facebook.com/estacaobocadomonteoficial/. Depois me conta como foi.

Agora vamos para uma outra parte do passeio, do outro lado da cidade. Vamos pegar a Estrada Municipal Carolina Paes Granjeiro para chegarmos até o Píer de São Francisco,  que fica às margens da Represa de Itupararanga. Além de apreciar uma paisagem belíssima, você pode praticar vários esportes náuticos como canoagem, stand up paddle, andar de caiaque, entre outros. O Píer também oferece passeio de veleiro e curso de vela e conta com restaurante e camping. O funcionamento é de sexta à domingo, das 9h às 18h, a entrada custa R$ 20 e mais detalhes estão na página: https://www.facebook.com/piersaofrancisco.

Píer de São Francisco
Detalhe da Represa de Itupararanga

Continuando nessa Estrada Municipal Carolina Paes Granjeiro, um pouco mais à frente fica a Marina Rasa (http://www.marinarasa.com.br) , que também fica às margens da Represa de Itupararanga. Além da vista maravilhosa, também possui lanchonete, hospedagem e guarda de embarcações. Seu funcionamento é de terça à sexta das 8h às 17h e aos finais de semana e feriados das 10h às 19h.

Agora vamos nos despedir desse lado esportivo do passeio e vamos para a parte cultural. Vamos passear pelo Centro de Piedade,  vamos conhecer a  
Casa da Cultura, que tem uma arquitetura típica do século XIX, já foi cadeia e em 2015 foi tombada pelo Condephat.

Vamos passear também por outro lugar bem famoso de Piedade que é a Marginal das Cerejeiras (o nome verdadeiro da rua é Av Benjamin da Silveira,  mas ninguém a chama assim), que banha o Rio Pirapora e na época do inverno fica super charmosa, ganhando um colorido especial com a florada das Cerejeiras.

A Beleza da Marginal das Cerejeiras

Bem perto dali, na Praça Cel. João Rosa fica a  Igreja Matriz – Paróquia Nossa Senhora da Piedade,  que começou a ser construída em 1885 (no local onde a Capela de Nossa Senhora da Piedade havia sido construída e posteriormente demolida para a construção da atual)¸ mas só ficou pronta em 1916. Sua arquitetura é realmente muito bonita!

Igreja Matriz de Piedade

Essa Praça Cel. João Rosa, além de ser grande e bem cuidada, também abriga o Marco, o Monumento à Bíblia e o Coreto.  E do outro lado da rua fica a Casa do Artesão.

Coreto da Praça
Casa do Artesão de Piedade

Saindo ali do Centro, vamos continuar nosso passeio, passando agora pela Capela do Jacueiro, que fica ao lado da Paroquia Do Sagrado Coração de Jesus,  que recebeu esse nome por causa do Jacu – pássaro preto parecido com Corvo que era muito comum naquela área.

Capela do Jacueiro e o Sagrado Coração de Jesus

E se você tiver um tempinho sobrando pode aproveitar para respirar um ar puro, relaxar e apreciar a paisagem do Parque Ecológico Municipal.

Espero que tenha gostado do nosso passeio de hoje!!! Te espero na próxima postagem e para fechar com chave de ouro nosso tour, vamos visitar uma belíssima Fonte que fica perto do Portal de Piedade, na direção de Ibiúna!!!

Na Fonte…
Até Mais Piedade!!!

Caminhando pelo Centro Histórico de São Paulo

Você já teve ter ouvido falar que São Paulo é uma selva de pedra, só tem concreto, seus moradores trabalham feitos loucos e que não sobra tempo pra nada… Essas afirmações tem lá seu fundo de verdade, mas estou aqui hoje pra te mostrar que dá tempo pra se divertir sim e que tem muuuuuitas coisas legais pra fazer na minha querida Cidade de São Paulo, vou te levar pra conhecer os principais pontos turísticos do Centro Histórico. E o melhor é que muita coisa dá pra fazer a pé. E você pode desmembrar esse roteiro em vários dias, para poder aproveitar mais cada lugar.

Me acompanha nessa caminhada?

Catedral da Sé

Podemos começar nosso passeio descendo na Estação Sé do Metrô e indo visitar um dos principais cartões postais de São Paulo: a Catedral Metropolitana de São Paulo,  mais conhecida como Catedral da Sé, que fica na Praça da Sé s/n (onde está o marco zero para a contagem das distâncias da cidade) e é considerada a quinta maior catedral do mundo. Sua construção começou em 1913, com projeto do arquiteto alemão Maximilian Emil Henl, adotando o estilo neogótico, marcado pela terminação das colunas em ogivas (forma pontiaguda que lembra mãos em prece) e pela grande altura e imponência do templo (111m de comprimento por 46m de largura e as 2 torres principais com 92m de altura), também trazendo traços renascentistas como a cúpula, além dos lindos vitrais. Porém, só foi inaugurada ainda inacabada (sem as torres) em 25 de janeiro de 1954 (em comemoração aos 400 anos da cidade). As torres só ficaram prontas em 1969 e a Catedral ficou fechada para restauração entre 1999 e 2002, quando foi reaberta completando as 14 torres do projeto original. Mais detalhes estão no site: www.catedraldase.org.br.

A Imponente Catedral da Sé
Marco Zero de São Paulo

A Catedral da Sé é dedicada à Nossa Senhora da Assunção, mas recebe o título de Catedral por ser o lugar onde está a cadeira do Bispo. Vale lembrar que a primeira Catedral de São Paulo foi construída entre 1745 e 1764, era em estilo barroco e bem menor que a atual, ficava em frente à essa (na outra ponta da Praça da Sé) e foi demolida em 1912 para a construção da nova.

Quando visitar a Catedral da Sé, você pode aproveitar para fazer uma visita monitorada à Cripta, que fica bem abaixo do altar-mor e foi inaugurada em 1919 (antes mesmo da Catedral) para abrigar os restos mortais de bispos, arcebispos e personalidades históricas importantes, como o Cacique Tibiriça, entre outros. É nessa Cripta que está sepultado Dom Paulo Evaristo Arns, um importante arcebispo de São Paulo que faleceu em 2016. A Cripta foi construída em estilo gótico, em formato de cruz, e em cada túmulo há um símbolo relacionado à vida de Cristo, como o cálice, a cruz, a mão (onde os três dedos erguidos representam a Santíssima Trindade e os abaixados a vida espiritual e humana de Jesus, entre outros símbolos.

Cripta da Catedral da Sé

Na Cripta da Catedral da Sé também encontramos esculturas em mármore carrara representando a morte de Cristo que foram esculpidas por Carlos Leopoldo e Silva e que expressam de maneira bem real toda a dor desse momento.

Além da Primeira  (e única) Exposição Brasileira sobre o Santo Sudário, trazendo toda explicação sobre o lençol que envolveu o corpo de Cristo durante o sepultamento, bem como réplicas dos pregos, chicote e da Coroa de Espinhos, e uma cópia fotográfica em tamanho real do Santo Sudário. Vale lembrar que o original está em Turim na Itália e só é exposto em determinadas épocas.

Exposição sobre o Santo Sudário
Réplica da Coroa de Cristo
Foto em tamanho real do Santo Sudário

Os ingressos para a visitação à Cripta da Catedral da Sé custam R$ 7,00 e são adquiridos na própria secretaria. Mas se você for fazer o Brunch (que vou te explicar daqui a pouquinho, essa visita já está inclusa no pacote). Não poderia deixar de citar que quem me guiou na primeira visita à Cripta foi a querida Luciane, que foi super atenciosa, me passou várias informações importantes e me recomendou o Brunch. Se ela for sua monitora tenho certeza que vai concordar comigo!!!

Brunch na Catedral da Sé

Você já deve ter ouvido falar de “brunch”, aquela refeição que mistura café da manhã com almoço, sabe? Então, geralmente uma vez por mês, a Catedral da Sé realiza o “Brunch na Catedral da Sé”, um evento que une fé, gastronomia, cultura e cidadania (já que toda a renda é revertida para a conservação da Catedral), começando pela missa às 11h que é celebrada pelo Cardeal Arcebispo de São Paulo Dom Odilo Scherer, seguindo para o “brunch” no salão superior e depois para o tour guiado, onde é feita a visitação ao altar, cripta, cúpula, torres, chegando até os sinos. E quem me acompanhou nesse passeio super especial foi minha irmã Ane!

Missa na Catedral da Sé

A sala superior é lindíssima, dá pra ver de pertinho os vitrais e ter uma visão privilegiada do órgão e de toda a Catedral. Além de ser uma oportunidade abençoada de estar tão perto e receber as bençãos desse Mensageiro de Deus que é o Dom Odilo Scherer. Muita gratidão por esse momento!!!

Com o Bispo Dom Odilo Scherer

Como o Brunch na Catedral da Sé  é um momento de alegria, de confraternização, nada melhor que brindar e celebrar novas amizades como o casal Eric e Marta, seu casal de amigos, a Luíza, minha irmã e eu, tendo esse registro sido feito pelo Vidal.

Um Brinde ao Momento!!!

Sei que está querendo saber quem é o responsável pela gastronomia e quais as delícias, não é mesmo? Então vou te contar, dessa vez o “Brunch na Catedral da Sé” ficou por conta da Chef Elzinha Nunes, que é uma simpatia e trouxe todo o sabor da Comida Mineira para esse evento, com um cardápio bem variado, incluindo várias opções vegetarianas, além das sobremesas maravilhosas. E esse evento foi mais que especial, pois foi em homenagem à Dona Lucinha (mãe da Elzinha) que faleceu recentemente. Se você ficou com vontade de provar, não se desespere, você pode conhecer o Restaurante Dona Lucinha que fica em Moema (Av. Chibarás, 399) e mais detalhes e horário de funcionamento estão no site: http://donalucinha.com.br/. Com certeza, irei fazer uma visita à Elzinha em breve…

Os sabores do Brunch na Catedral

O almoço foi maravilhoso, a comida estava deliciosa e o atendimento foi impecável, toda a equipe muito atenciosa e solícita. O que nos encheu de energia para continuar a parte final do Brunch na Catedral da Sé, que é o  Tour Guiado. Quem nos conduziu nessa visita monitorada foi o Padre Luiz Eduardo Baronto, uma pessoa realmente iluminada, que nos transmite tanta paz e conhecimento ao mesmo tempo.

Começamos nosso Tour Guiado,  conhecendo um pouco mais sobre Órgão da Catedral, que é o maior do Brasil, com 10.827 tubos e é considerado o maior instrumento musical de São Paulo. Também visitamos o Altar-Mor, construído em verde e amarelo para fortalecer a nacionalidade brasileira (lembrando que o mármore verde veio de Madagascar) e sobre ele está o  Baldaquino, com cenas da Assunção de Nossa Senhora. O Novo Altar também é em mármore, só que em mármore branco e abaixo dele contém relíquias, como de Santa Paulina.

Explicações do Padre Baronto

O Padre também nos explicou sobre a arquitetura da Catedral, sobre os Mosaicos de Santa Ana e de São Paulo,  que ficam nas laterais, nos levou até a Capela do Santíssimo, que fica ao lado do altar e nos guiou até a Cripta (que já comentei acima como foi a visita)

Capela do Santíssimo

Continuando nosso Tour Guiado, chegou a hora de explorar os andares superiores da  Catedral da Sé, ver de perto sua Rosácea, apreciar do alto a  Vista da Praça da Sé e subir nas Torres. Dá só uma olhadinha nesse vídeo que postei no nosso canal do youtube pra você ter a sensação de estar caminhando junto comigo entre as Torres da Catedral: https://www.youtube.com/watch?v=EaoUlA7NiUE&feature=youtu.be.

Vista da Praça da Sé
Vista do Altar por quem está no Coro

E para fechar com chave de ouro nosso Tour Guiado, é chegado o momento de subir até o Carrilhão da Torre Direita, composto pelo teclado e pelos 61 Sinos, de vários tamanhos, que são controlados por um mecanismo, sendo que só os cinco maiores é que tocam normalmente. São vários degraus para se chegar até os sinos, mas vale muito a pena!!!! Quem nos conduziu nessa parte final do passeio foi o Wagner, que é muito gentil e atencioso!!!! Se você ficou com vontade de viver toda essa experiência, dá uma olhadinha no site para saber mais detalhes e se programar para o próximo Brunch na Catedral da Sé: https://www.brunchnacatedral.org.br/.

Entre os Sinos…
Contemplando a paisagem…

Tive a oportunidade de participar do Programa “Qual Viagem” do Querido Tony Auad, no qual conversamos bastante sobre esse passeio. Já postei a entrevista no nosso canal no youtube, dá uma olhadinha lá pra ver como foi: https://youtu.be/MfKfxIEgVkI

Pateo do Collegio

Vamos continuar nosso passeio pelo Centro Histórico  indo visitar o marco inicial da fundação da cidade de São Paulo, que é o Pateo do Collegio ou (Pátio do Colégio), onde em 25 de janeiro de 1554 foi realizada a primeira missa que marcou o nascimento da cidade e também do colégio jesuíta, que era um núcleo para catequização indígena. O prédio também já serviu como sede do Governo, Academia Paulista de Letras, sede dos Correios, passou por várias reformas, até ser demolido em 1953 (restando somente uma parede de taipa de pilão da primeira construção, por volta de 1585). Sua reconstrução começou em 1954 e durou até 1979 e foi baseada na construção inicial do século XVI. Atualmente o Complexo do Pateo do Collegio abriga o Museu José de Anchieta, a Igreja São José de Anchieta, uma Criptae o Café do Pateo.

No Pateo do Collegio

O Museu de Anchieta foi criado em 1979 com o propósito de contar como foi a fundação da cidade de São Paulo e como os jesuítas contribuíram para isso. Seu acervo conta com mobiliário e peças de época, arte sacra, relíquias, entre outras peças, e até uma maquete de como era São Paulo quando de seu nascimento. Não é permitido fotografar o museu, por isso, não vou conseguir te mostrar como é, mas vale a pena a visita. Seu funcionamento é de terça a sexta das 9h às 16h45 e aos sábados e domingos das 9h às 16h30. Os ingressos para adultos custam R$ 8,00 e além da meia entrada, tem desconto para idosos, aposentados e estudantes de escola pública, que pagam R$ 2,00. Antes de entrar no Museu é possível desfrutar de bons momentos na Praça Ilhas Canárias (que fica entre o café e o museu) e é permitido fotografar.

Na Fonte do Pateo

Saindo do Museu, vale a pena visitar a Cripta, que é uma galeria subterrânea abaixo da Igreja que foi construída em 1757 para abrigar os restos mortais dos jesuítas, visto que na época era costume sepultar os membros do clero ou pessoas importantes no interior das igrejas. Porém foi fechada em 1761 quando os jesuítas foram expulsos, servindo apenas como depósito, e sendo reaberta com a reconstrução do Pateo em 1979. Vale lembrar que os restos mortais que estavam ali foram retirados e atualmente ela serve como espaço para exposições temporárias, como essa que estava em cartaz quando visitei “Amar e Viver São Paulo” de Nilda Luz. Também não é permitido fotografar na Cripta, mas algumas obras dessa exposição na Cripta estavam reproduzidas em escala bem maior no Praça do Pateo e dá pra você ter uma ideia desse lindo trabalho da artista.

Agora para animar um pouco, vale dar uma paradinha no Café do Pateo, que fica no jardim, num ambiente super gostoso e oferece um cardápio que é uma tentação ao pecado da gula, já pensando na sobremesa: um Milk Shake, pedi só uma saladinha pra compensar…

Momento gordice no Café do Pateo

Aproveite para conhecer também a Igreja São José de Anchieta (ou Igreja do Colégio) que começou como uma cabana em 1554, passou por reforma, demolição e voltou a ser reconstruída e inaugurada em 1979. Em 2014 recebeu a denominação atual em homenagem ao seu padroeiro “José de Anchieta” que foi canonizado nesse mesmo ano.

Vale lembrar que o Complexo Pateo do Collegio fica na Praça Pateo do Collegio n° 02 no centro de São Paulo. Você pode desembarcar na Estação de Metrô Sé e caminhar um pouquinho que já está no Pateo. Mais detalhes sobre o Complexo estão no site: www.pateodocollegio.com.br. Ah! Na frente do Pateo tem o Marco da Paz e o Monumento “Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo”

Marco da Paz

Solar da Marquesa de Santos

Ali pertinho do Pateo do Collegio (na Rua Roberto Simonsen, 136) fica o Solar da Marquesa de Santos, que pertenceu à  Marquesa Domitila de Castro Canto e Mello (conhecida como “Amante de D. Pedro I”) entre 1834 e 1867 e é uma típica residência urbana do século XVIII. Depois foi vendido, passou por várias modificações para finalmente ser restaurado em 1991. A arquitetura de sua fachada em estilo neoclássico é realmente um charme.

Atualmente o Solar da Marquesa de Santos é a sede do Museu da Cidade de São Paulo e abriga exposições temporárias. O Solar é aberto de terça a domingo das 9h às 17h com entrada gratuita. Mais detalhes estão no site: www.museudacidade.prefeitura.sp.gov.br/quem-somos/solar-da-marquesa-de-santos.

Centro Cultural Banco do Brasil

Outro lugar que vale uma visita e fica próximo dali é o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBBSP) que fica na Rua Álvares Penteado, 112 e foi inaugurado em 2001. O prédio que ocupa é do início do século XX, mais precisamente de 1927, quando foi construído para abrigar a primeira agência do Banco do Brasil em São Paulo e é considerado um patrimônio histórico.

Apesar ter sido totalmente reformado para abrigar o Centro Cultural Banco do Brasil, o prédio ainda mantém elementos arquitetônicos de quando foi construído, como a porta do cofre, que pesa 4 toneladas e veio de navio de Paris até o porto que ficava próximo à Ladeira Porto Geral. O cofre, nessa época, ocupava todo o subsolo (hoje o espaço abriga exposições). Outros detalhes da arquitetura do prédio também merecem destaque e são muito belos, como o teto, as luminárias, etc.

Porta do Cofre do Centro Cultural Banco do Brasil
Destaques da Arquitetura do CCBB

O Centro Cultural Banco do Brasil sempre traz exposições marcantes como a da Patrícia Piccinini e a do Kandinsky (que você pode ver nas fotos), entre outras. Inclusive a mais recente que é a Exposição “Vaivém” de curadoria de Raphael Fonseca, que trata da influênca das redes (de dormir, de pescar, entre outras finalidades desse objeto) na identidade dos brasileiros. O CCBB também tem cinema, apresentações de teatro e música e diversas outras atividades artísticas. Para saber a programação atualizada é só conferir o site: www.culturabancodobrasil.com.br/programacao/sao-paulo. O CCBBSP funciona de quarta a segunda das 9h às 21h e tem um café e uma lojinha de souvenirs.

E do Kandinsky
As várias redes da Exposição “Vaivém”
As redes e eu…

Mercado Municipal de São Paulo

Sei que depois de tanto andar e se alimentar de cultura, está batendo aquela fominha e o corpo está pedindo mais energia. Então sugiro uma visita e pausa para o almoço no Mercado Municipal de São Paulo (também conhecido como Mercadão de São Paulo), que foi inaugurado em 25 de janeiro de 1933 em comemoração ao aniversário da cidade. Seu projeto arquitetônico foi do engenheiro Felisberto Ranzini (do escritório de Ramos de Azevedo) e os vitrais foram feitos pelo russo Conrado Sorgenicht Filho.

Mercado Municipal de São Paulo
Detalhe dos Vitrais do Mercadão

Além da beleza do seu prédio, o Mercadão de São Paulo é famoso pela sua gastronomia. Com certeza você já ouviu falar do sanduíche de mortadela e do pastel de bacalhau que são super tradicionais e quem visita o Mercadão sempre quer provar. Mas tem vários restaurantes com outras opções de pratos, inclusive vegetarianos. Vale lembrar que o Mercadão também é conhecido por vender frutas, legumes, verduras, entre outros produtos de alta qualidade e grande variedade. Ele fica na Rua Cantareira, 306 e funciona de segunda a sábado das 6h às 18h e aos domingos das 6h às 16h. Para saber mais detalhes, é só dar uma olhadinha no site: www.mercadomunicipalsp.com. Vale muito a pena a visita!!!

Na Praça de Alimentação do Mercadão

Rua 25 de Março

Aproveitando que você está nessa região, se quiser vale dar uma passadinha na Rua 25 de Março, famosa rua de comércio popular de São Paulo, que oferece uma variedade enorme de produtos a preços bem convidativos. Minha dica é que você já leve uma ecobag caso se empolgue com as comprinhas…

Mosteiro de São Bento

Da Rua 25 de Março, você pode subir a Ladeira Porto Geral ou a Ladeira da Constituição e chegar até o  Largo São Bento, onde está o  Mosteiro de São Bento, que foi fundado ainda no século XVI para abrigar os monges beneditinos, mas cuja construção só começou em 1650. Em meados de 1900 iniciou-se a construção do Colégio e da  Faculdade São Bento, que juntamente com a  Igreja, formam o Complexo do Mosteiro de São Bento.  Sendo que o Mosteiro e a Igreja foram reconstruídos entre 1910 e 1922, com projeto do alemão Richard Bernl e estilo neorromânico.

Mosteiro de São Bento

Vale lembrar que o terreno onde está o Mosteiro de São Bento era a Taba do Cacique Tibiriçá (que se converteu ao Catolicismo e foi importantíssimo na formação da cidade). Além de se encantar com a beleza arquitetônica, você poder aproveitar para assistir a uma missa com canto gregoriano (segunda à sexta às 7h, sábado às 6h e domingo às 10h). Mas tem missas tradicionais em outros horários também. No site do Mosteiro tem uma visita virtual para que você tenha uma ideia de como é belíssimo: http://mosteiro.org.br/visita-virtual/. Ah! Durante o período natalino, o Mosteiro fica lindo com as projeções!!!

Igreja do Mosteiro de São Bento (ou Basílica Abacial de Nossa Senhora da Assunção)

Brunch na Mosteiro de São Bento

Tenho certeza que você se encantou como “Brunch na Catedral da Sé”, não é verdade? Então, tenho mais uma novidade pra você: O Mosteiro de São Bento também  realiza o “Brunch no Mosteiro”,  que acontece geralmente no último domingo do mês e começa com a Missa das 10h em canto gregoriano (emocionante), segue para o “Brunch” no refeitório e depois para um Tour Guiado, visitando a Igreja, algumas dependências do Mosteiro e a Capela.

Missa com Canto Gregoriano

Após a missa, seguimos para o refeitório que é bem amplo e fomos recepcionados com um coquetel! O responsável pelas delícias do Brunch no Mosteiro foi o Buffet Rixô Gastronomia (www.rixogastronomia.com.br) e a organização do evento ficou por conta da Múltipla Eventos e Comunicação. O cardápio era bem variado e tinha muitas opções vegetarianas também! E como sou uma “formiguinha”, adorei as sobremesas…

Um Brinde aos Presentes da Vida!!!
Brunch no Mosteiro

O Brunch no Mosteiro de São Bento  é um evento abençoado em todos os sentidos, inclusive nos dando a possibilidade de fazer novas amizades, colocando pessoas muito especiais em nosso caminho que parece que já nos conhecíamos há tempos, como a Maria Alice e a Valéria!!!

Almoço entre Amigas!!!

Depois desse almoço maravilhoso, seguimos para o Tour Guiado no Mosteiro de São Bento! O anfitrião que nos conduziu nessa visita foi o monge Dom João Baptista (@djoaobaptista), uma pessoa maravilhosa e de uma sabedoria, carisma e uma luz que cativa a todos!

No nosso Tour Guiado, passamos pelo Teatro do Mosteiro, que foi fundado em 1903, seguimos pela Loja/ Padaria, que tem as deliciosas iguarias preparadas pelos monges como: pães, bolos, doces, etc e também os souvenirs e livros. Até chegarmos na Igreja,  que na verdade é uma Basílica e se chama Basílica Abacial de Nossa Senhora da Assunção. Não é a Igreja de São Bento como muitos pensam, embora ele seja homenageado com sua vida retratada no teto, vitrais e imagens. A devoção à São Bento se deve por ele ter sido um monge beneditino e servir de inspiração e modelo de vida para os monges do Mosteiro. E em uma das pinturas do teto estão São Bento e sua Irmã Santa Escolástica, que foi a primeira monja. Assim como ela, muitas mulheres são homenageadas por toda a Basílica.

Teto retratando a Vida de São Bento

Dom João Baptista também nos contou detalhes sobre o Altar, que é feito de pedra vulcânica, o Baldaquino, que é de mármore carrara, a presença da Umbela e do  Tintinábulo simbolizando que trata-se de uma Basílica, as Seis Velas representando a humanidade e a Cruz, o Cristo entre o povo.Falou também sobre a Imagem do Cristo que pesa mais de 7 toneladas e está acompanhado de Nossa Senhora e São João, além de Adão e Eva ajoelhados pedindo perdão.

Altar da Basílica (Igreja do Mosteiro)
Cristo no Altar

Outros detalhes apontados foram sobre a presença dos Apóstolos nas Colunas,  de São Pedro e São Paulo no Altar, o significado dos pisos e o Órgão, que é alemão, do ano de 1954, tem mais de seis mil tubos e está em pleno funcionamento, tocando nas missas das 10h de domingo e também em festividades. Além de ressaltar que a Basílica é um óasis de paz no Centro tão agitado de São Paulo e no deserto da vida (e as palmeiras nas pinturas reforçam essa ideia).

Apóstolos nas Colunas
Órgão da Basílica

Depois de toda essa aula na Basílica, nosso  Tour Guiado seguiu para conhecermos as outras dependências do Mosteiro, como o  Parlatório (local onde os monges recebem as visitas quando necessário), a Entrada da Clausura (onde estão os monges que vivem reclusos), o Hall, repleto de simbologia (como as figuras representando o zodíaco, o verde representando a água, o tempo e a humanidade, o Teto representando Deus e o Lustre figurando como Jesus, que é a luz que une a humanidade à Deus). Fiquei realmente impressionada com a quantidade e qualidade das informações que recebemos nesse passeio.

Outro lugar muito interessante que visitamos foi a  Sala de Reunião, onde o Abade atual Dom Mathias Tolentino Braga (que é o “pai espiritual”, o gestor do Mosteiro) realiza os atendimentos e foi na sacada dessa sala que o Papa Bento XVI aparecia para os fiéis quando da sua visita ao Brasil. Também merecem destaque o Trono que o papa usou e a foto de Dom Miguel Kruse, que realizou importantes obras no Mosteiro e na cidade, como a fundação do Hospital Santa Catarina na Avenida Paulista, entre outros.

Varanda onde o Papa apareceu
Trono do Papa e Dom Miguel Kruse

Voltando a falar de símbolos, no teto da  Sala de Reunião temos a Torre representando a firmeza,o Sol: a luz dos monges para o Ocidente e o Leão: Cristo que é também conhecido como o Leão da Tribo de Judá.

Continuando nosso  Tour Guiado pelo  Mosteiro de São Bento, passamos pelo Colégio e pela Faculdade de São Bento, e seguimos até o terceiro andar que tem uma Pintura lindíssima de Nossa Senhora entregando as Regras a São Bento, tendo ao lado São José de Anchieta e abaixo o Mosteiro do Monte de Cassino, o Mosteiro de São Bento quando da sua primeira construção e a Catedral da Sé.

Nossa Senhora entregando as Regras para São Bento
Com a Pintura e os Detalhes

E pra fechar com chave de ouro nosso Tour Guiado,  fomos visitar a  Capela Privada  do terceiro andar, dedicada aos Patriarcas,  que é belíssima, tem vitrais dedicados à Nossa Senhora, a Jesus Cristo, ao Anjo, à Medalha de São Bento (que de um lado tem a imagem do Santo e do outro a Cruz, e essa traz as iniciais da Oração de São Bento em Latim e deve ser usada com essa parte para fora, para exorcizar todo o mal). Também imagens de santos, Pinturas que representam a história do  Filho Pródigo, além do Teto representando o céu.

Realmente foi um passeio abençoado!!! Muita gratidão a Deus por momentos tão únicos vividos aqui.!!!! Se você gostou e quer saber mais detalhes para participar do próximo “Brunch no Mosteiro”, é só dar uma conferida no site: http://mosteiro.org.br/brunch/.

Basílica de Nossa Senhora da Assunção

Edifício Martinelli

Saindo da Igreja do Mosteiro, você pode pegar a Rua São Bento, caminhar até o número 405 (esquina com a Avenida São João) e visitar o Edifício Martinelli (a entrada para a visita é pela porta da Avenida São João), que foi o primeiro arranha-céu da cidade de São Paulo e cuja construção começou em 1924 por iniciativa do imigrante italiano Giuseppe Martinelli, que queria construir o prédio mais alto da América Latina. Começando com 12 andares e aumentando gradativamente até chegar ao 32° andar (onde ficava sua casa).

Durante a construção do Edifício Martinelli houve muita polêmica, medo que desabasse, troca de arquitetos (primeiro foi William Fillinger, que desistiu do projeto, passando a assumir o sobrinho do Giuseppe: Ítalo Martinelli – essa troca é perceptível pelo design diferenciado a partir do 24°andar), entre outros entraves, mas o importante é que o prédio foi construído e teve sua ascensão até a década de 1950 (mesmo depois de ter passado por outras administrações com a falência de Giuseppe). Começou a entrar em decadência na década de 60, cogitando-se até sua demolição nos anos 70. Mas felizmente o prefeito da época não deixou e o prédio foi totalmente restaurado em 1979. Atualmente, 70% do imóvel pertence à prefeitura e o restante é área comercial. A arquitetura do Martinelli é belíssima, tanto na parte externa, quanto na interna, começando pelos lustres da entrada, passando pelas escadas em mármore, até o piso em ladrilho italiano do terraço, entre vários outros detalhes.

É possível fazer visitas guiadas ao Mirante do 26° andar do Edifício Martinelli que fica a 105m de altura e permite uma vista linda da cidade, inclusive do prédio do Santander (que vou falar daqui a pouco). Vale lembrar que esse terraço do 26° andar pode ser locado para festas, casamentos, entre outros eventos, e até serviu de cenário para gravações de algumas cenas do restaurante nos primeiros capítulos da novela das 6 “Órfãos da Terra”. As visitas são gratuitas, duram cerca de 40 minutos e acontecem diariamente às 11h, 12h, 13h, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30 e 18h30 e precisa chegar com 30 minutos de antecedência. Para saber mais informações é só dar uma conferida no site: www.prediomartinelli.com.br. Ah! Quem me acompanhou nessa visita e tirou fotos lindas foi meu amigo Lucas (@lucascardosoph), que também se encantou com esse passeio! Tenho certeza que você também vai gostar!!!

Um lugar mais lindo que o outro!!!

Farol Santander

Falando em vista linda, outro lugar que super recomendo que você conheça é o Farol Santander, também chamado de Edifício Altino Arantes e conhecido como Banespão (antigo prédio do Banespa), que é um dos cartões postais de São Paulo. Sua construção iniciou em 1939, mas a inauguração só aconteceu em 1947 por Ademar de Barros, e ele foi inspirado no Empire State Building de Nova York. E por mais de 10 anos foi o prédio mais alto de São Paulo (perdendo o posto somente em 1960 para o Mirante do Vale), contando com 35 andares e mais de 160m de altura e em 2014 foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat). No ano 2000 passou para o Grupo Santander, que o reformou em 2017 e o reinaugurou em 2018 com o nome atual de Farol Santander.

O prédio tem um Mirante lindo no 26° andar (que é por onde recomendo que você comece a visita e depois vá descendo). Postei esse vídeo no nosso canal do youtube pra você ter uma ideia da beleza dessa vista: https://www.youtube.com/watch?v=FUGdr8d6iyg. E olha só que lindo o Edifício Martinelli visto do Farol Santander. Ah! Aproveite também para dar uma paradinha no Café Suplicy que fica nesse andar e deguste a bebida apreciando a paisagem.

Pausa pro café….

O Farol Santander também abriga uma Pista de Skate no 21° andar, o Bar do Cofre no seu subsolo, um loft para quem quiser se hospedar lá, exposições fixas com mobiliário do banco, sala de reuniões (que você já deve conhecer do reality show “O Aprendiz”) e quadros de todos presidentes do banco, além de exposições temporárias no 22° e 23° andar, como a exposição da Hebe, do Adoniran Barbosa, Infinito, entre outras. O Farol fica na Rua João Bricola, 24 e funciona de terça a domingo das 9h às 20h. Os ingressos custam R$25 (inteira), R$12,50 (meia) e R$22,50 (para Clientes Santander). Mais informações estão no site: www.farolsantander.com.br.

Exposição “Hebe Eterna”
E a famosa “Sala de Reuniões”

E o Farol Santander também teve outra exposição maravilhosa: “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade”, que fez uma abordagem da cidade através das letras e algarismos espalhados por ela… Fiz uma postagem especial para te mostrar mais detalhes, é só clicar no link e dar uma olhadinha lá e depois voltar pra cá, para continuarmos nossa caminhada: https://cadaviagemumabagagem.com/no-universo-das-letras-da-exposicao-riscos-e-rabiscos-lendo-a-cidade/

Outra coisa que também chama atenção no Farol Santander é o seu lustre, que foi instalado em 1988, mede 3m de altura, pesa 1,5 tonelada e conta com 150 lâmpadas e 10 mil acessórios de cristal.

Ah! Uma última dica sobre o Farol Santander: se você puder ir do meio da tarde para o final é legal porque você pega a vista durante o dia e durante a noite (comece sua visita pelo mirante e passe por ele novamente antes de ir embora). Depois me conte nos comentários como foi essa experiência.

Mosteiro de São Bento visto do Farol Santander
Comparativos das vistas durante o dia e a noite…
Do Edifício Martinelli

Prédio da Prefeitura

Outro passeio bem legal de se fazer pelo Centro é ao Jardim da Cobertura do Prédio da Prefeitura. A sede da Prefeitura de São Paulo fica no Edifício Matarazzo (Viaduto do Chá, 15), que foi projetado por Severo e Vilares, sob a supervisão de Marcelo Piacentini (“arquiteto do Mussolini”), em estilo neoclássico (muito utilizado nas construções italianas da década de 1930), com uma altura de 46m e com 14 andares. Foi sede das indústrias da Família Matarazzo até 1972, quando passou a pertencer ao grupo Audi, até se tornar sede da Prefeitura em 2004.

A visita  ao  Prédio da Prefeitura é gratuita, guiada (com duração de aproximadamente uma hora) e acontece de segunda à sábado às 10h30, 14h30 e 16h30, devendo chegar com uma hora de antecedência). O tour começa na parte externa com explanações sobre o prédio, depois seguimos para o hall de entrada, com destaque para o Mapa do Brasil de 1939 e para o revestimento das paredes em mármore travertino.

Hall da Prefeitura de São Paulo

Então nos dirigimos para a cobertura para conhecer o lindo Jardim da Prefeitura (ou Jardim Walter Galera) que conta com mais de 400 espécies de fauna de várias partes do mundo e três Mirantes que nos proporcionam vistas maravilhosas de vários cartões-postais da cidade. Mais detalhes sobre essa visita estão no site: www.capital.sp.gov.br/noticia/conheca-a-sede-da-prefeitura-de-sao-paulo. Ter a oportunidade de apreciar todo esse verde bem no centro de São Paulo é um presente para todos nós!!!

O Lindo Jardim da Cobertura da Prefeitura
Mirante da Prefeitura
Detalhe da Catedral da Sé entre Flores vista da Prefeitura

Shopping Light

Nessa mesma calçada, na outra ponta do Viaduto do Chá (esquina com a Rua Coronel Xavier de Toledo, 23) fica o Shopping Light (com funcionamento de segunda à sábado das 10h às 22h e aos domingos e feriados das 12h às 18h), que ocupa o edifício histórico Alexandre Mackenzie, inaugurado em 1929 para sediar a Empresa Light e depois de reformado se tornou shopping em 1999.

Shopping Light

Além de poder contemplar a beleza arquitetônica do Shopping Light, você pode aproveitar toda a comodidade de lojas e serviços que um shopping tem a oferecer e ainda dar uma paradinha para fazer uma massagem nessas cadeiras para relaxar e continuar nossa caminhada pelo centro. Para saber mais sobre o shopping e suas lojas é só dar uma olhadinha no site: www.shoppinglight.com.br.

Shopping Light

Theatro Municipal de São Paulo

Do outro lado da rua, na Praça Ramos de Azevedo s/n°, fica um dos mais belos cartões-postais da cidade: o Theatro Municipal de São Paulo, que foi inaugurado em 12 de setembro de 1911 como Casa de Ópera, para atender aos anseios da elite cafeeira. Sua construção em estilo eclético (combinando Renascentista, Barroco e Art Noveau) foi inspirada na Ópera de Paris, demorou oito anos para ser concluída e foi feita em conjunto por dois italianos: Claudio Rossi e Domiziano Rossi e pelo brasileiro Ramos de Azevedo. Sua inauguração foi tão fervorosa que gerou o primeiro congestionamento de São Paulo porque todos queriam estar ali nesse momento. O prédio foi tombado como Patrimônio Histórico do Estado em 1981 pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio, Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico).

A Bela Arquitetura do Theatro Municipal de São Paulo
Theatro Municipal de São Paulo

O Theatro Municipal de São Paulo já foi palco de importantes obras líricas e teatrais, além de sediar a Semana de Arte Moderna de 1922, entre outros eventos. Sua arquitetura realmente impressiona!!! Sua fachada é belíssima, com destaque para os Atlantis ou Atlas que seguram o peso do mundo nas costas. Uma curiosidade é que eles também estão presentes em esculturas de mármore na Pinacoteca do Estado – que também foi projetada por Ramos de Azevedo. Vou mostrar a foto de ambos pra você ver.

O Hall de Entrada, é outro encanto! A Escadaria Nobre é feita em mármore italiano e já veio pronta, os Mosaicos  (Mar Reno e As Valquírias)são em pedra murano e entre eles fica a porta do Salão Nobre (por onde as pessoas que estavam nesse salão apareciam para serem vistas) e as Estátuas tem uma beleza ímpar.

Na Escadaria do Theatro Municipal
Mosaicos e Porta do Salão Nobre
Mar Reno e As Valquírias
Detalhe das Estátuas do Hall

A visita continua agora para conhecermos a Sala de Espetáculos do Theatro Municipal, que é lindíssima!!! Ao lado do palco fica um Órgão de 1969, com 5.000 tubos, mas que não é tocado desde 2007, e acima do palco tem a imagem de Carlos Gomes, autor da ópera “O Guarani” e patrono do teatro.

Sala de Espetáculos do Theatro Municipal

Além da plateia e dos camarotes, também chama a atenção na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal, o Lustre alemão que pesa 1 tonelada e a Pintura no teto que representa o fio da vida! Se você tiver a oportunidade de assistir a um espetáculo aqui, venha porque vale muito a pena!!

Frisas da Sala de Espetáculo
Lustre e Teto da Sala de Espetáculos do Municipal

Visitamos também o Salão Nobre do Theatro Municipal, que foi inspirado na Sala de Espelhos do Palácio de Versalhes (falei sobre essa sala na minha postagem sobre a França, se você ainda não viu, dê uma olhadinha lá e veja como realmente são parecidas: https://cadaviagemumabagagem.com/os-encantos-da-franca/.

Salão Nobre do Theatro Municipal

As Pinturas do Salão Nobre foram feitas diretamente no teto pelo artista Oscar Pereira, representando o Teatro Grego no centro e as Musas nas laterais. Os Espelhos são de cristais belga, por isso não apresentam manchas apesar do tempo e o Mármore colorido das paredes vem do interior de São Paulo, da cidade de Ituparanga. Realmente essa sala faz juz ao nome de “Salão Nobre”.

Pinturas do Teto do Salão Nobre
Detalhes do Teto e Paredes do Salão Nobre

Essas visitas guiadas são gratuitas e acontecem de terça a sexta às 11h, 13h, 15h, 16h e 17h, duram aproximadamente 1h30 e tem que chegar com uma hora de antecedência para se inscrever na bilheteria do teatro. E para saber mais informações e detalhes da programação é só olhar o site: www.theatromunicipal.org.br. É uma visita que vale muito a pena!!! Ah! Lembrando que o Theatro Municipal também tem o Restaurante Santinho no térreo e o Bar dos Arcos  que fica no espaço subterrâneo do prédio, no Salão dos Arcos.

Theatro Municipal visto do Mirante da Prefeitura

A visita guiada ao Theatro Municipal também inclui o passeio até a Praça das Artes, que foi inaugurada em 2012 e é uma extensão das atividades do teatro, sediando a Escola de Dança e a Escola Municipal de Música de São Paulo e os grupos artísticos da Fundação Theatro Municipal, proporcionando aos artistas um espaço adequado para ensaios. Além disso, a Praça recebe exposições temporárias como “O Mundo Segundo Mafalda”, que foi um sucesso em 2015 (eu tive a oportunidade de ir e adorei).

Jardim da Praça das Artes

Sesc 24 de Maio

Saindo dali, em frente à lateral direita do Theatro Municipal, tem a Rua 24 de Maio, que em seu número 109 abriga o Sesc 24 de Maio, que foi inaugurado em 2017 como mais uma forma de ajudar a revitalização do Centro de São Paulo, trazendo arte, cultura e lazer. O projeto foi de Paulo Mendes da Rocha, que reaproveitou o antigo prédio da Mesbla (famosa loja de departamento) e o modernizou, chamando a atenção de quem passa na rua.

O prédio conta com os serviços do Sesc e salas de exposição. Quando visitei a exposição que estava em cartaz era a de Lasar Segall e estava impecável. Para saber informações atualizadas sobre as exposições e toda a programação do Sesc 24 de Maio é só dar uma olhadinha no site: www.sescsp.org.br/unidades/36_24+dE+MAIO/+/uba=prpgramacao#/hdata=id%3D36

Exposição Lasar Segall

Além disso, o Sesc 24 de Maio tem teatro, piscina na cobertura (com mirante), café, restaurante e um espelho d’água no 11° andar. O funcionamento é de terça a sábado das 9h às 21h e aos domingos das 9h às 18h e é fechado às segundas feiras. A entrada ao complexo é gratuita, mas é necessário comprar ingressos para o teatro e para os shows. Aproveite para dar uma passadinha por lá, tomar um café e apreciar a vista com o lindo espelho d’água do 11° andar!

No Mirante e Piscina da Cobertura do Sesc 24 de Maio

Praça da República

Continuando caminhando pela Rua 24 de Maio, chegamos até a Avenida Ipiranga e já avistamos a Praça da República, que é um refúgio verde no centro da cidade. É conhecida por sua tradicional Feirinha de Artesanato aos domingos, mas durante a semana também é possível encontrar algumas barraquinhas de artesanato para levar de lembrança da cidade.

Edifício Copan

Seguindo pela Avenida Ipiranga (no sentido da Avenida Consolação), do lado esquerdo, no número 200, está o icônico Edifício Copan, um marco da arquitetura moderna brasileira, que com seu design curvilíneo chama a atenção de quem passa pela rua. Ah! Sua fachada está em reforma, mas dá pra perceber como é bonito e diferente.

Edifício Copan

O Copan foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer na década de 50, com a execução de Carlos Alberto Cerqueira Lemos. Numa época em que São Paulo estava em expansão e crescimento econômico e a obra foi encomendada para a comemoração do 4° Centenário da Cidade (1954), passou por alguns contratempos e a inauguração só se deu em 1966, unindo centros comerciais, residências e lazer no mesmo espaço. O prédio de 115m de altura conta com 32 andares, 1160 apartamentos divididos em seis blocos e mais de 70 estabelecimentos comerciais, entre eles o Bar da Dona Onça (que vou falar  mais sobre ele daqui a pouco). E o mais legal é que agora tem visita guiada e gratuita para apreciar a vista do seu terraço no 32° andar. Essas visitas acontecem de segunda a sexta às 10h30 e às 15h30 e duram aproximadamente 20 minutos e precisa chegar de mais hora a quinze minutos de antecedência. A vista é belíssima!!!

Igreja e Avenida da Consolação vistas do Copan

Além das fotos, postei um vídeo no nosso canal do youtube pra te mostrar como é a sensação de estar no alto do Copan: https://www.youtube.com/watch?v=2OYpTPk6DG0&feature=youtu.be . Ele passou por uma fase de decadência na década de 1970, mas conseguiu se reerguer em meados da década de 80 e atualmente é moradia de pessoas de várias classes sociais e diversas profissões. Mais detalhes sobre o Copan estão no site: www.copansp.com.br.

Farol Santander, Catedral da Sé e Edifício Itália vistos do Copan

Depois dessa vista linda, chegou a hora de repor as energias, seja com um café, um lanche ou uma refeição. Não importa o que tenha em mente, mas com certeza você vai encontrar algo que te agrade nas diversas opções gastronômicas do térreo do Copan.

Térreo do Copan

Entre as opções gastrônomica do Copan, está o Bar da Dona Onça (como mencionei acima), que se destaca pela sua decoração temática animal print, com a famosa “Onça” por várias partes do mundo e também pelo cardápio comandado pela Chef Janaína Rueda.

Fachada do Bar da Dona Onça
A Onça pelo Mundo

O Bar da Dona Onça é restaurante também e funciona de segunda a quarta das 12h às 23h30, de quinta a sábado das 12h às 0h30 e aos domingos das 12h às 17h. Vale a pena dar uma passadinha para conhecer! Eu não perdi a oportunidade  e fui a caráter para combinar com o ambiente…rsrs

Rua Avanhandava

Voltando pela Avenida Ipiranga (sentido Praça da República), virado à direita na Avenida São Luís e depois virando à direita na Rua Martins Fontes, seguindo uns 400m por essa rua, à esquerda vai estar a famosa Rua Avanhandava, que foi revitalizada em 2007 com um paisagismo sustentável e acessível.

A Rua Avanhandava é um charme com suas luzinhas, canteiros e vasos de plantas espalhados por toda sua extensão, suas fontes inspiradas na Traditional Fontana Italiana, o Mural do Kobra com a imagem de Ray Charles e o Piccolo Teatro, que apresenta vários espetáculos gratuitos.

A Rua Avanhandava também é conhecida pelos vários restaurantes da Família Mancini espalhados por ela, como o Famiglia Mancini, o Madrepeola, entre outros e o Migalhas Sabores da Boca da Rua, que tem um lanche vegetariano maravilhoso!

Hora do Lanchinho no Migalhas

Outro atrativo da Rua Avanhandava é a Vaca Dourada “Generosidade”, que na verdade é um cofre, cujos donativos vão para a Fraternidade Irmã Clara que cuida de crianças com paralisia cerebral. E quem teve a ideia desse gesto tão bonito foi o Valter Mancini, que é o proprietário dos restaurantes! Com certeza vale a pena dar uma passadinha e se encantar por essa rua. Mais detalhes estão no site: www.famigliamancini.com.br/rua-avanhandava/

A Vaca Generosidade

Edifício Itália

Fazendo o caminho de volta, pela Rua Martins Fontes e pela Rua São Luís, na esquina dessa com a Avenida Ipiranga n° 344, vamos fechar com chave do ouro esse roteiro pelo Centro Histórico de São Paulo, vamos visitar o Edifício Itália, que foi inaugurado em 1965 e  é considerado o segundo maior prédio de São Paulo, com 165m de altura, dividido em 46 andares.

O Edifício Itália abriga o Teatro Itália (no subsolo), a sede do Clube “Circolo Italiano” (nos dois primeiros andares), o Restaurante Circolo (no 1° andar) e vários outros estabelecimentos comerciais ao longo de seus andares. Para saber mais detalhes de tudo que tem no prédio é só dar uma olhadinha no site: http://www.edificioitalia.com.br/ .

Teatro Itália e seu hall

Também se encontra no Edifício Itália, o famoso Terraço Itália, que fica no 41° andar e nos proporciona uma vista encantadora da cidade, que à noite tem um charme todo especial.

As Luzes de São Paulo vistas do Terraço Itália
No Terraço Itália

Você pode optar por ficar no bar ou no restaurante do Terraço Itália . Os valores dos pratos não são baratos, mas vale pela experiência (a entrada para visitar o Terraço custa R$ 35 e o restante você paga pelo que consumir). Além de ser um lugar super especial para um jantar romântico ou para uma comemoração. O Bar do Terraço tem música ao vivo todos os dias, fomos numa sexta-feira e quem estava nos presenteando com seu show era On Jazz Trio. Para saber mais informações sobre o Terraço e a programação musical é só dar uma conferida no site: http://www.terracoitalia.com.br/ .

Vista do Bar do Terraço Itália
Drinks no Terraço

E com essa foto linda da cidade vista do Terraço Itália, terminamos nosso passeio. Vale lembrar que é sempre bom ficar atento aos seus pertences durante o passeio, porque como todo centro urbano, o de São Paulo também oferece seus riscos. Mas tomando cuidado, dá pra aproveitar bastante. Espero que tenha gostado da nossa caminhada!!! E te espero na próxima postagem!!! Até lá!!!

A Linda Noite de São Paulo

Um Mergulho Histórico em Paranapiacaba

Que tal embarcar num trem da década de 50 e desembarcar num clima londrino sob a névoa, com casas de madeira e se aventurar numa trilha pela Mata Atlântica? Essa é a proposta do Passeio pelo Expresso Turístico com destino a Paranapiacaba. Vamos iniciar nossa jornada?

O mergulho histórico começa quando entramos no Expresso Turístico da CPTM na Estação da Luz em São Paulo às 8h30 do domingo em direção à Vila de Paranapiacaba, que pertence à cidade de Santo André, fica a aproximadamente 48km de São Paulo e cujo nome significa “Lugar de onde se vê o mar”, o que faz jus aos seus 796m de altitude em relação ao nível do mar. Quem me acompanhou nessa aventura de hoje foram minha irmã Ane e nossa amiga Claudia.

Com a Claudia e a Ane na Estação da Luz!!!

O trajeto é feito a bordo de dois vagões de aço puxados por uma locomotiva, todos fabricados na década de 1950 e o percurso dura cerca de duas horas. Período em que você vai apreciando as paisagens e ouvindo informações sobre o que vai aparecendo pelo caminho. Mais detalhes sobre o trem estão no site: http://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Trajetos/Paginas/Trem-Expresso-Paranapiacaba.aspx

Vale lembrar que os ingressos se esgotam muito rápido, então, se puder já compre com antecedência para a data que deseja ir. Também é possível surgir alguma vaga perto da data pretendida quando ocorre alguma desistência (foi o que aconteceu no nosso caso). Os ingressos custam a partir de R$ 50 – ida e volta (partindo da Estação da Luz) e R$ 40 (partindo da Estação Prefeito Celso Daniel em Santo André). E se forem mais pessoas tem desconto (pagamos R$115 para as três).  Para saber quais as vagas disponíveis, é só consultar o site: http://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Pages/Vagas-e-Calendario.aspx. Esse Expresso Turístico também faz roteiro para Jundiaí e Mogi das Cruzes (que pretendo fazer futuramente e postar aqui). Mas se você já fez, me conta como foi e passa as dicas nos comentários.  Agora voltando a falar do nosso tour de hoje, dá só uma olhada na vista do trajeto, que vai de ruínas de indústria até a vegetação da Mata Atlântica.

As Paisagens do Caminho….

No próprio trem, membros da AMA (Associação de Monitores Ambientais e Culturais) de Paranapiacaba nos informam sobre os passeios e os pacotes.
Mas também é possível contratar guias e saber essas informações diretamente no Centro de Visitantes do Parque (que fica na Rua Direita, 371).  Mais detalhes do que fazer na Vila (inclusive hospedagem e restaurantes) estão no site: http://www2.santoandre.sp.gov.br/index.php/paranapiacaba. O circuito cultural do City Tour pode ser feito por conta própria e você só paga as entradas dos museus, já as trilhas precisam de guias. Mas optamos por fechar o City Tour e a Trilha do Olho D’ Água  e valeu muito a pena. Os guias: Cristina (City Tour) e Gustavo (Trilha) são muito atenciosos e conhecem muito sobre o que falam. Os roteiros oferecidos custam a partir de R$30 e se fechar mais de um tem desconto (no nosso caso ficou por R$55 os dois passeios por pessoa).

Quase chegando na estação, já avistamos um dos cartões postais da cidade: o Relógio Big Ben,  que é uma réplica do Big Ben de Londres, tem  aproximadamente 20m de altura,   e foi trazido para o Brasil em 1898 pelos funcionários da São Paulo Railway com a intenção de regular o horário dos trens e dos funcionários da empresa ferroviária e também relembrar a Inglaterra. Agora ele está em manutenção, mas vou te mostrar uma foto de quando ele estava funcionando para você ter uma ideia de sua beleza.

Relógio Big Ben

Ao desembarcar na Estação de Trem de Paranapiacaba já somos convidados a apreciar a paisagem e entrar no clima de volta ao passado… Passeando pela Parte Baixa da cidade: a Vila Nova, também conhecida como Vila dos Ingleses, encontramos construções típicas da arquitetura inglesa, com casas de madeira pré-moldadas, fabricadas com pinho de riga (madeira nobre do Leste Europeu).

A Bela Paisagem de Paranapiacaba

Continuamos nosso caminho, agora em direção ao Clube União Lyra Serrano, que foi formado em 1936 pela junção de dois clubes: a Sociedade Recreativa Lyra da Serra (ligada às artes) e o Serrano Futebol Clube (ligado ao esporte).

O prédio do Clube União Lyra Serrano, que foi construído em 1938, possui um hall de entrada com duas saídas e o salão social que serve como salão de baile, abriga uma feirinha de artesanato (no segundo domingo do mês) e tem um palco (onde aconteciam as projeções de cinema e atualmente os concertos no Festival de Inverno). Além da sala de troféus, também tem o Café Bar do Lyra, onde provei o Gelinho de Cambuci (muito bom!!!).

Nossa próxima parada foi em um dos principais cartões postais de Paranapiacaba: o Museu Castelo (também chamado de Castelinho), que foi construído em 1897 em estilo vitoriano inglês para ser a casa do engenheiro-chefe da ferrovia: Frederic Mens. Sua posição é estratégica, fica no ponto mais alto da vila, de onde se tem uma vista privilegiada, permitindo que o engenheiro-chefe pudesse acompanhar o trabalho dos funcionários na ferrovia e a movimentação dos trens.

Além de sua beleza e detalhes arquitetônicos, como a construção em madeira e as lareiras germinadas para aproveitar o aquecimento em vários cômodos ao mesmo tempo, o Museu Castelo conta com um acervo repleto de mobiliário e objetos de época, fotos, documentos, equipamentos da ferrovia, troféus e vários outros pertences. Vale lembrar que o Museu funciona aos sábados, domingos e feriados das 10h às 16h (sendo que a entrada do último grupo é às 15h30).

O Quarto do Museu Castelo

Um objeto do Castelinho que chama a atenção é o relógio da ferrovia que tem o número quatro em algarismo romano (“IIII”) diferente do que estamos acostumados a ver (“IV”) , o que também é verificado no Relógio Big Ben. A explicação é que o número sendo assim evitaria que o maquinista se confundisse com o horário e pudesse provocar algum acidente com os trens.

Do  Museu Castelo é possível avistar a Parte Alta de Paranapiacaba, que diferentemente do que falamos sobre a Parte Baixa que é em estilo inglês, aqui o estilo é  o português: sobrados coloridos com comércio embaixo e residência no piso superior. E a maioria dos moradores dessa região eram imigrantes portugueses, italianos e espanhóis que vieram para trabalhar na construção da ferrovia.

Parte Alta de Paranapiacaba

Vale lembrar que é nessa Parte Alta que fica a Igreja Nosso Senhor do Bom Jesus. Ela foi construída ali porque os ingleses que eram protestantes não permitiram que fosse feita na Parte Baixa. Porém ficou na altura do Castelinho e simbolicamente mais perto do céu. O acesso entre as Partes Alta e Baixa se dá pela Passarela Metálica (que vou te mostrar mais pra frente). Não cheguei a visitar a Igreja por falta de tempo, mas já está no roteiro para quando voltar a Paranapiacaba. E se você já conheceu a Igreja, compartilha conosco como foi sua visita.

Uma outra curiosidade da Parte Alta é que ela serviu de inspiração para Tarsila do Amaral, que se encantou com a paisagem quando estava no trem em direção a Santos e pintou a obra: “EFCB – Estação de Ferro Central do Brasil”  em 1924. Mais detalhes sobre esse quadro estão no site: http://www.mac.usp.br/mac/templates/projetos/seculoxx/modulo2/modernismo/artistas/tarsila/obras.htm

Admirando a vista do Castelinho…

Saindo do Museu Castelo, fomos para o  Mercado Municipal de Paranapiacaba que foi construído em 1899 para o comércio de produtos e alimentos. Porém em 2003 foi restaurado e agora é utilizado para exposições e eventos. Ele também abriga as famosas feiras da cidade, como o  Festival do Cambuci, que ocorre entre abril e maio e oferece vários pratos feitos com esse fruto típico da Mata Atlântica de sabor azedinho e marcante. Além de licores, cachaças, geleias e doces. Eu provei o suco, o gelinho e o mousse e super aprovei!!!

Algumas Guloseimas do Mercado: Licor de Cambuci, Geléia de Cambuci com Juçara e o Fruto do Cambuci

Do Mercado seguimos para a Avenida Fox para almoçar, pois essa avenida é repleta de restaurantes que servem a la carte ou cobram um valor único em self service. Escolhemos o Restaurante Vila Inglesa, que custava R$ 26 por pessoa no self service. O ambiente era bom e a comida estava gostosa!!!

Ali pertinho do restaurante, fica a  Casa Fox ou  Casa da Memória, que foi construída entre 1897 e 1901 com madeira de pinho-de-riga, porão em pedra e tijolos aparentes e em formato de casas germinadas. Era utilizada para moradia dos funcionários e é possível verificar a diferença entre essa construção e a do Museu Castelo (residência do engenheiro-chefe).

A  Casa Fox também abriga a exposição “Casa da Família Ferroviária” que mostra como era a moradia dos anos 30 com móveis, objetos e fotografias de época. Vale lembrar que a Casa recebeu esse nome em homenagem ao Engenheiro Daniel Mackinson Fox que realizou um importante trabalho na construção da ferrovia. A visitação é guiada e custa R$3,00 e a Casa funciona aos sábados e domingos das 10h às 15h e durante a semana somente mediante agendamento.

Quadros da Família Ferroviária
O Quarto da Casa Fox

Esse último passeio fizemos por conta (para aproveitar o tempinho que sobrou do horário de almoço) e de lá voltamos para o Mercado para encontrar o grupo e continuar nosso City Tour.

Passamos pelo Pau-da-Missa, que era um marco na Vila e onde eram colocados os avisos, principalmente os horários das missas. Ele fica ao lado de uma grande árvore que teve seus galhos cortados, ficando só o tronco. Com o advento das redes sociais o “pau-da-missa” perdeu sua função, ficando agora só como registro histórico.

Continuamos nosso caminho, passando agora pela Passarela Metálica ou Ponte, que foi construída em 1899 para a travessia segura dos pedestres sobre a linha ferroviária, fazendo a ligação entre a Parte Baixa e a Parte Alta de Paranapiacaba. Sua vista é linda e é um belo cenário para fotos.

Atravessando a Passarela até a metade, chegamos ao acesso para o Museu Funicular ou  Museu Tecnológico Ferroviário, que está localizado no Pátio Ferroviário e retrata a história da ferrovia, através de objetos, maquinários e locomotivas de época. O sistema funicular funcionava por meio de um mecanismo de roldanas gigantes que movimentavam os trens por cabos de aço na descida e subida da serra e foi importantíssimo para a exportação do café, permitindo sua chegada ao Porto de Santos.

Maquete do Sistema Funicular

O Primeiro Sistema Funicular (ou Serra Velha) foi inaugurado em 1867 e contava com cinco patamares. O Segundo Sistema (ou Serra Nova) começou a funcionar em 1901 e em 1974 foram substituídos pelo Sistema de Cremalheria (composto por esteira dentada fixa com duas máquinas circulando sobre ela)  que funcionou até 1981. O Museu Funicular funciona aos sábados, domingos e feriados das 10h às 15h e a entrada custa R$ 5,00. Vale muito a pena a vista e o tamanho dos objetos realmente impressiona!!!

No Museu Funicular
Ninguém pode dizer que não ando na linha…

Um detalhe importante é que a neblina vai aumentando ao longo do dia (independentemente da estação do ano) e esse fenômeno acontece por causa da junção do ar quente do mar com o ar frio da Mata Atlântica. Olha só o a névoa nessa foto que foi tirada às 14h40…

Nosso City Tour terminou por aqui, então nos dirigimos para fazer a trilha. No caminho passamos pelo Bar da Zilda, que fica na Rua Direita. Não deu tempo de pararmos nele por conta do passeio seguinte. Mas pareceu ser bem legal e já anotei para a próxima visita. Se você for, me conta como foi sua experiência.

As Trilhas acontecem no Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba, que é uma Unidade de Conservação Ambiental desde 2003 e foi criado para a preservação dos recursos naturais e da biodiversidade da Mata Atlântica, abrangendo uma área de 4,3 km². A entrada no Parque é gratuita, porém para fazer qualquer uma das seis trilhas  oferecidas (Trilha dos Gravatás, do Mirante e da Pontinha – nível fácil/ Trilha das Hortências e da Água Fria – nível médio / Trilha da Comunidade – nível difícil) é necessário o acompanhamento de um monitor credenciado pela Prefeitura de Santo André e os valores custam a partir de R$ 25 por pessoa.

Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba

Escolhemos a Triha do Olho D’Água que faz parte da Trilha dos Gravatás. Fomos passeando pela Mata Atlântica, tendo a oportunidade de respirar um ar bem puro e conhecer espécies nativas, como a Palmeira Juçara (de onde se tira um fruto bem parecido com o Açaí), ver bromélias, cedros, entre outras vegetações.

Fomos caminhando até chegar ao Olho D’Água que é uma das nascentes do Rio Grande. É muito lindo ver a água brotando!! Dá só uma olhadinha nesse vídeo da nascente para ver essa beleza: https://www.youtube.com/watch?v=yXTsuQiCjrI

Vale lembrar que o Núcleo do Olho D’Água apresenta, além da nascente, os reservatórios construídos no final do século passado para o abastecimento de Paranapiacaba e uma parte ainda é usada atualmente para abastecer a Parte Baixa da Vila. A paisagem da trilha é linda e esse contato com a natureza é maravilhoso! Além disso, é muito interessante ver o trabalho que está sendo desenvolvido para a conservação da Mata Atlântica que já foi tão devastada.

Ver a água correndo em meio a esse cenário verde é encantador. A Trilha do Olho D’Água dura cerca de uma hora e é super tranquila de fazer. Vale muito a pena!!! E jpa fica o gostinho de quero mais para voltar outras vezes para fazer as outras trilhas!

Terminamos esse passeio com as energias renovadas!!! E no caminho de volta para a Estação, avistamos o prédio da  Bibilioteca que é um charme e abriga a biblioteca desde 2008, porque o anterior que ela ocupava sofreu um incêndio em 2005. Ela estava fechada pelo fato de ser domingo à tarde, mas se quando você for estiver aberta nos conte como foi.

Continuamos aproveitando o passeio enquanto voltávamos para a Estação. Passamos pelas lojinhas de artesanato e para fechar com chave de ouro nossa visita a Paranapiacaba, paramos na Casa de Chá Raízes da Serra, provamos o delicioso bolo de cenoura com cobertura de chocolate e o maravilhoso suco de Cambuci com leite. Além do sabor, o atendimento cativa!!! Super Recomendo uma passadinha aqui!!!

Hora do Lanchinho na Casa de Chá Raízes da Serra

Também tem o Passeio de Maria Fumaça que percorre as ruas da Vila, não tivemos tempo de fazer. Mas parece ser divertido! Se você fizer nos conte com foi.

Uma última dica é que Paranapiacaba é famosa pelo Festival de Inverno que acontece em julho (geralmente nos dois últimos finais de semana) e é repleto de música, arte e cultura! Se puder, já inclua na sua programação!

Finalmente chegamos à Estação para pegar o trem que retorna a São Paulo às 16h30. Foi um dia muito especial e um passeio maravilhoso!!! Muita gratidão a Deus por mais essa oportunidade!!! E nos vemos na próxima postagem! Até lá!!!

Até mais Paranapiacaba!!!

As Surpresas de Sergipe

Hoje estou aqui para te convidar para me acompanhar nessa jornada por Sergipe, estado do Nordeste Brasileiro. Vamos conhecer sua capital Aracaju (que fica a cerca de 2h40min de voo de São Paulo) e muitas outras cidades próximas.

Tenho certeza que você vai se surpreender com os atrativos desse lugar. Vamos começar nossa viagem?

Cânions do Xingó

Roteiro do Primeiro Dia – Orla de Atalaia / Oceanário de Aracaju / Passarela do Caranguejo

Mais uma vez meus companheiros de viagem foram meus pais (Pedro e Dalva) e minha irmã Ane. Saímos de São Paulo (Aeroporto de Cumbica em Guarulhos) no sábado de manhã e chegamos a Aracaju (Aeroporto Internacional Santa Maria) no começo da tarde. O transfer para o hotel já estava incluso no nosso pacote de viagem (fechamos pela CVC). Nos hospedamos no Aracaju Praia Hotel, que fica na Praia de Atalaia (Av. Santos Dumont, 1001 – www.site.aracajupraia.com.br).

Almoçamos no restaurante do hotel, nossos pais ficaram no quarto para descansar um pouco e minha irmã e eu fomos explorar a cidade. A Orla de Atalaia é muito grande e larga até chegar na areia, é uma das maiores do Brasil, tem parquinho para as crianças, restaurante, pista de skate, kartódromo, feirinha de artesanato, um lago e até o Oceanário fica na Orla. É um passeio que pode ser feito por toda a família, até mesmo se alguém tiver mobilidade reduzida ou for cadeirante.

Lago na Orla de Atalaia

Falando em Oceanário de Aracaju, ele faz parte do Projeto Tamar, para preservação de tartarugas marinhas, é o primeiro da região nordeste, foi inaugurado em 2002 e funciona diariamente das 9h às 21h.

Seu formato é de uma tartaruga gigante e abriga várias espécies em diversos aquários e tanques, permitindo ver de pertinho peixes, crustáceos, tartarugas-marinhas e até tubarões (que podem ser tocados mediante supervisão na hora da alimentação).

Tanque dos Tubarões

No Oceanário também há palestras, visitas orientadas, exposições e tudo é voltado para a conscientização da preservação do ecossistema marinho. Vale muito a visita! Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia) e mais informações estão no site: www.tamar.org.br/centros_visitantes.php?cod=10)

Saindo do Oceanário, fomos caminhando pela Orla de Atalaia (não conseguimos ir até o mar porque a passagem estava longe e em vários pontos não dava pra passar por conta da vegetação que você pode ver na foto), mas visitamos a Feirinha de Artesanato, que tem muitas opções de lembrancinhas legais e com preços bons.

Continuamos caminhando pela Orla, agora em sentido contrário (voltando para o Hotel), passamos por ele e fomos em direção aos Arcos da Atalaia (ou Arcos da Orla de Atalaia) – um monumento com vários significados, um deles diz que representa os quatro principais rios de Sergipe: Rio Real, Piauí, Vaza-Barris e o Rio Sergipe, já outro diz que representa as quatro fases de construção da Orla, entre outras hipóteses, mas independente da teoria adotada, o que importa é que são realmente muito bonitos!

Arcos da Atalaia

Continuamos nossa caminhada pela Orla, agora em direção à famosa Passarela do Caranguejo, que é o point noturno, com várias opções de bares e restaurantes que servem o caranguejo como prato principal (que é bem típico na cidade). Como você sabe, sou vegetariana e não provei e minha família também não quis experimentar por pena do animalzinho, mas a região oferece várias outras opções no cardápio e foi aí que provamos uma das melhores e maiores tapiocas que comemos na vida!!! Acabei esquecendo de tirar foto, mas se você provar tenho certeza que vai concordar comigo… Na sequencia voltamos para o hotel para descansar porque amanhã tem muito mais.

Roteiro do Segundo Dia: City Tour: Mercado Municipal de Aracaju / Rio Sergipe / Colina de Santo Antônio / Praia de Aruana / Shopping Rio Mar Aracaju

Acordamos cedo para conhecer a cidade através do City Tour, que já estava incluso no nosso pacote e também pode ser feito por quem tem mobilidade reduzida ou necessita de acessibilidade. Quem nos conduziu nessa tarefa e em outros tours também foi a queridíssima Guia Divani, uma pessoa iluminada, super do bem (temos amizade até hoje) e uma profissional excelente!!! Tenho certeza que se você conhecê-la terá essa mesma impressão.

Guia Divani

Começamos nosso tour pela Orla de Atalaia, que já tínhamos conhecido ontem e seguimos em direção ao Rio Sergipe, que é um dos principais do Estado e tem uma extensão de 210 km, nascendo em Serra Negra (na divisa com a Bahia) e desaguando no Oceano Atlântico. Ao fundo da foto, você pode observar a Ponte Construtor João Alves, que foi inaugurada em 2006, medindo 1.800m e fazendo a ligação entre Aracaju e Barra dos Coqueiros, sendo importantíssima para a economia e para o turismo, pois liga a capital ao Porto do Estado e também às praias do litoral norte.

Família no Rio Sergipe

Ali pertinho fica o Mercado Municipal de Aracaju, que fica na Rua José do Prado Franco, s/n e na verdade é um complexo formado por três mercados:  Mercado Antônio Franco, Mercado Thales Ferraz e Mercado Albano Franco, repletos de artesanato, objetos de decoração, flores, frutas, restaurantes com muitas comidas típicas, entre outros produtos para nos enriquecer com a cultura local.  A dica é levar uma ecobag para já providenciar algumas lembrancinhas da viagem.

Mercado Municipal de Aracaju

Continuamos nosso passeio (com o ônibus da excursão), em direção à Colina de Santo Antônio que foi inaugurada em 1855, sendo considerada o ponto mais antigo/ marco zero de Aracaju (quando a capital do Estado foi transferida de São Cristóvão pra cá). É a parte mais alta da cidade e possui uma vista linda!!!

Família no Mirante da Colina de Santo Antônio

Além do mirante, também é possível visitar a Igreja de Santo Antônio, em estilo neogótico, muito charmosa e acolhedora e que recebe muitos fiéis para a festa do santo em 13 de junho.

Com as bençãos de Santo Antônio, continuamos nosso passeio, agora para o almoço na Praia de Aruana, com tempo livre também para apreciar o mar. Depois a excursão nos deixou no hotel. Nossos pais ficaram descansando um pouco e minha irmã e eu fomos bater perna, como boas paulistanas fomos para o Shopping Rio Mar Aracaju (www.riomararacaju.com.br). É bem grande e tem uma excelente estrutura com várias lojas, cinemas, supermercado, etc. É uma ótima opção para quem gosta de shopping! Nem vimos a hora passar, quando voltamos para o hotel já era noite. Agora é só descansar para aproveitar muito bem o dia de amanhã.

Roteiro do Terceiro Dia: Praia do Saco

A guia Divani nos buscou no hotel logo cedo para irmos conhecer a Praia do Saco, que fica na cidade de Estância, a aproximadente 70km de Aracaju. Essa famosa praia do litoral sul é de uma paisagem deslumbrante! Com sua enseada de águas calmas, possibilita a quem tem necessidade de acessibilidade aproveitá-la ao máximo!!!!

A encantadora Praia do Saco

Chegando lá, optamos pelo passeio de buggy (contratado à parte, mas dividido entre os quatro passageiros não fica pesado), que dura cerca de 1h30 e nos leva para percorrer as dunas (com ou sem emoção).  Como estava com meus pais (foi a primeira vez que minha mãe andou de buggy… Parabéns pela coragem dela!!! Cada dia mais vencendo os medos e aceitando os desafios propostos pela filha maluquinha aqui), optamos pelo passeio sem emoção, no qual o bugueiro vai mais devagar ao descer e subir as dunas, mas mesmo assim é incrível e super recomendo que você faça!!!

Minha mãe encarando o passeio de buggy

Durante o passeio de buggy, também teve uma parada para banho e para apreciarmos essa linda lagoa no Ponta do Saco. Nada mal para uma segunda-feira, não é mesmo?

Depois da emoção do buggy chegou a hora de relaxar na Praia do Saco, que recebeu esse nome em virtude das barricadas de sacos de areia que eram colocados na praia para proteger da ressaca do mar. E assim passamos o dia… No final da tarde voltamos para Aracaju para descansar e nos preparar para o passeio de amanhã.

Na Praia do Saco

Roteiro do Quarto Dia: Foz do Rio São Francisco

Nosso destino hoje foi em direção ao norte do Estado, fomos até Brejo Grande, que fica a uma distância de cerca de 110 km de Aracaju. Lá pegamos o Catamarã Carapeba rumo à Foz do Rio São Francisco, onde ele deságua no Oceano Atlântico.

No Catamarã Carapeba

Navegar pelo Velho Chico é realmente um presente de Deus! Esse rio de mais de 2800km de extensão é um dos mais conhecidos e importantes do Brasil, nasce na Serra da Canastra em Minas Gerais, percorre também os Estados da Bahia, Pernambuco e vai encontrar o Oceano Atlântico na divisa entre Sergipe e Alagoas. Tanto que esse passeio também é oferecido para quem está em Alagoas.

O encontro do rio com o mar (Foz do Rio São Francisco) não apresenta uma diferença de cores tão acentuada, mas é lindo!!!! Não conseguimos chegar mais perto porque tem uma vila antiga submersa, da qual só é possível ver o farol, e o catamarã poderia bater em algum destroço. É uma história triste, mas o farol mantém viva sua memória.

Foz do Rio São Francisco
Antigo Farol

Dali seguimos para uma ilhota, onde tem uma bela piscina natural, para uma pausa para o banho no Rio São Francisco. Poder banhar-se nessas águas e sentir toda a energia positiva desse rio é uma verdadeira benção! Muita gratidão por estar aqui!!!

Hora do Banho no Rio São Francisco

Na volta do passeio, tivemos a parada para almoço em Brejo Grande e depois voltamos para Aracaju. Foi um dia muito agradável. Quando tiver a oportunidade, faça esse passeio que vale muito a pena!!!

Navegando pelo Velho Chico

Roteiro do Quinto Dia: Cânions do Rio São Francisco/ Usina Hidrelétrica Xingó

Acordamos bem cedo porque a saída para o passeio de hoje também seria de manhãzinha, já que são aproximadamente 200km e mais de três horas de viagem para se chegar a Canindé de São Francisco, de onde partem os catamarãs (que tem acessibilidade) rumo aos Cânions do Rio São Francisco, também conhecidos como Cânions do Xingó (porque ficam na região de Xingó). O Rio São Francisco verdinho, correndo entre os penhascos é de uma beleza incomparável, tanto que escolhi uma foto de lá para ser a capa do blog.

Capa do Blog – Caminho para a Gruta do Telhado no meio dos Cânions do Xingó

Mas antes de chegar aos cânions, vamos passeando pelo Rio São Francisco, contemplando a beleza de suas águas verde-esmeralda e apreciando as pedras da margem ao longo do caminho que, pela ação do tempo, vão adquirindo formas bem peculiares, como de um gavião, de um templo japonês, entre outras. Veja se consegue identificar essas imagens e depois me conte.

Rio São Francisco

Já nos aproximando dos cânions, foi possível avistar uma imagem de São Francisco de Assis a nos abençoar!

Agora sim, chegou o momento de admirar toda essa riqueza da natureza. Esse presente de Deus!!! Tenho certeza que você também vai se encantar pelos Cânions do Xingó!!!

Cânions do São Francisco ou Xingó

No meio dos cânions, montaram uma base de apoio e também uma estrutura com rede e 3m de profundidade e outra com 1,20m para que fosse possível nadar e brincar nas águas do Rio São Francisco.

É também dessa estrutura que partem os barquinhos que nos levam para conhecer a Gruta do Telhado, onde o reflexo da luz do Sol na água causa um efeito tão incrível nos Cânions, que certamente foi um dos lugares mais lindos que já vi na vida!!!! Quando você for, me conta se também teve essa sensação.

A beleza do reflexo!!!

Depois de tanta beleza, voltamos para Canindé de São Francisco para almoçar e de lá seguimos para a Usina Hidrelétrica de Xingó, que fica a 6km de onde estávamos. Sua construção começou em 1987, foi inaugurada em 1994 e tem potencial para se expandir. Ela está instalada no Rio São Francisco, entre Alagoas e Sergipe, e além da energia elétrica, também serve para projetos de irrigação, abastecimento de água e funciona como reservatório para o Complexo de Paulo Afonso. Houve muita polêmica quando da sua construção, por conta do represamento do rio, o que acabou formando um cânion e permitindo uma extensa área navegável, sendo assim a situação foi contornada, com o aumento do turismo na região.

Represamento do Rio São Francisco na Usina Hidrelétrica de Xingó

A usina conta com uma barragem de até 140m de altura, uma casa de força de 3.162 kw de potência instalada e um reservatório de 60 km2. Mais detalhes estão no site: www.chesf.gov.br/SistemaChesf/Pages/SistemaGeracao/Xingo.apx. É impressionante ver a imensidão dessa estrutura!

Usina Hidrelétrica de Xingó em Funcionamento

Depois de tantas vivências nesse dia lindo, voltamos para o hotel para repor as energias para o passeio de amanhã e nos despedimos de Canindé de São Francisco com essa bela imagem da Barragem da Hidrelétrica de Xingó!!!

Barragem da Hidrelétrica de Xingó

Roteiro do Sexto Dia: Laranjeiras / São Cristóvão

Com certeza hoje é o dia mais cultural e histórico do roteiro, vamos conhecer Laranjeiras (que fica a aproximadamente 20km de distância de Aracaju) e São Cristóvão (que fica a 23km da capital).

Começamos por Laranjeiras, que recebeu esse nome por conta dos pés de laranja que ficavam nas margens do Rio Cotinguiba, que banha a cidade. A arquitetura colonial é predominante, tanto nas construções quanto no piso, e o artesanato é bem forte. A cidade foi tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1996.

Nossa primeira parada foi no Museu Afro-Brasileiro, que foi criado em 1976 com a missão de preservar a importância da cultura africana e divulgar sua influência para os brasileiros. O prédio que ocupa data do século XIX, tem arquitetura neoclássica e é dividido em dois pavimentos.

No térreo estão peças do período de escravidão, da produção canavieira e mobiliário dessa época. Vou te contar uma curiosidade: antes de viajar estava procurando uma mesa de jantar de madeira, quando fui na loja achei diferente uma mesa dessas com gaveta e perguntei pra vendedora e ela me disse que a gaveta servia para guardar talheres e guardanapos. Só que nesse museu, vi uma mesa que também tinha gavetas e me explicaram que a real finalidade dessas era para esconder os pratos com a comida se chegasse alguma visita na hora das refeições. Quando voltei na loja pra comprar a mesa, contei pra vendedora e ela me disse que esse era o verdadeiro motivo, mas que ela tinha ficado com vergonha de contar, mas falei que achei  bem criativo!!!! Rimos muito!!! Olha só como é a minha mesa (a foto do museu não ficou muito boa, então vou mostrar a minha pra você ter uma ideia de como é).

Detalhe da gaveta da mesa de jantar

No andar superior tem um acervo em homenagem aos Orixás, contando um pouco da história de cada um e seus adereços. O museu fica na Rua José do Prado Franco, 70 e funciona de terça à sexta das 10h às 17h e aos sábados, domingos e feriados das 13h às 17h. Mais informações estão no site: www.itabi.infonet.com.br/museusemsergipe/modules/sections/index.php?op=viewarticle&artid=10.

Os Orixás Iemanjá e Oxalá

A maioria das igrejas de Laranjeiras foi construída no período colonial e havia muita distinção entre quem poderia frequentá-las. Então, existia a Igreja dos Negros, como essa da foto que é a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos,  também a Igreja dos Pardos, que vou te mostrar mais pra frente, e a Igreja dos Brancos, como a Igreja Matriz. Atualmente não existe mais essa diferença e todos os fiéis são bem-vindos em todas as igrejas! Graças a Deus!!!

Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos

Passamos pela Casa do Artesanato, onde muitos produtos dos artesãos locais estão expostos e à venda e de lá seguimos para a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, que fica na Praça da Matriz e começou a ser construída em 1790, com uma arquitetura rica em detalhes, sendo que foi a primeira igreja dedicada ao Sagrado Coração de Jesus no Brasil. Atrás da Igreja tem um belo jardim e uma estátua de Cristo. Que Nosso Senhor Jesus derrame suas bençãos sobre todos nós!!!!

Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus
O Altar da Igreja Matriz

Outra Igreja que nos chamou a atenção por sua beleza arquitetônica e estilo próprio foi a Igreja Presbiteriana, cuja inauguração se deu em 1899 após vários conflitos entre católicos e protestantes na região. E foi em Laranjeiras que se fundou a primeira Igreja Presbiteriana de Sergipe em 1884, pelo pastor Alexander Latimer Blackford.

Nos despedimos de Laranjeiras e partimos agora rumo a São Cristóvão, que fica distante cerca de 33km de onde estamos, e foi fundada em 1590 pelo português Cristóvão de Barros, sendo a quarta cidade mais antiga do Brasil e a primeira capital de Sergipe (que foi transferida para Aracaju somente em 1855 como já comentei quando falei da Colina de Santo Antônio). Vale lembrar que São Cristóvão foi tombada pelo IPHAN em 1967 e a Praça de São Francisco, que é a principal da cidade, foi eleita Patrimônio Mundial pela Unesco. E é nessa praça que fica a Igreja e o Convento de Santa Cruz ou Convento São Francisco, cuja construção iniciou-se em 1693 e continuou por muitos anos através dos donativos da comunidade. A Igreja e o Convento foram considerados Patrimônio Mundial da Unesco em 2010. Ao lado desse complexo fica o Museu de Arte Sacra.

A Praça e a Igreja e Convento de Santa Cruz e São Francisco

Ali na Praça São Francisco, fica a Casa do Folclore, que expõe artigos bem típicos e históricos da região, como roupas, artesanato e os bonecões gigantes de personalidades da cidade, com a Dona Gil, o João Bebe Água (que recebeu esse apelido por sempre responder: “Vou bem, bebendo água….” quando perguntavam como ele estava, mas segundo boatos, essa água era aquela que passarinho não bebe…), entre outros.

Os bonecões de João Bebe Água, Dona Gil e Mestre Satu

Foi nesse lugar de mergulho na cultura sergipana que aproveitamos para registrar e celebrar novas amizades que conquistamos nessa viagem, como a Guia Cila, que nos acompanhou nos passeios de hoje e os casais queridíssimos: Micheli e Roberval e Vera e Paulo.

Com a Guia Cila e os queridos Amigos: Micheli e Roberval / Paulo e Vera

Conhecemos também o Museu da Polícia Militar de Sergipe, que foi criado em 1969 com sede em Aracaju e em 2012 foi transferido para o local atual. Conta com um acervo de cerca de 1000 peças relacionadas à atividade policial, como fardas, armamentos, entre outros objetos, além de um espaço para exposições de artistas sergipanos. É muito interessante ver o vestuário e os equipamentos utilizados ao longo do tempo, como os mimeógrafos para cópias de boletins de ocorrência das décadas de 30 a 60.  O museu funciona diariamente das 9h às 16h e oferece visitas guiadas gratuitas, que nos permite conhecer um pouco mais da história e do importante trabalho da Polícia Militar em prol da sociedade. Mais informações estão no site: www.pm.se.gov.br/museu-da-policia-militar-atrai-cerca-de-450-visitantes-por-mes-em-sao-cristovao.

Continuando o tour pelas Igrejas de São Cristóvão, chegou o momento de conhecer a Igreja Matriz Nossa Senhora da Vitória, que começou a ser construída no século XVII porém foi destruída por conta da invasão dos holandeses e depois reconstruída no século XIX, e é considerada a igreja mais antiga de Sergipe. Seu estilo mescla o barroco e o neoclássico e vale a pena prestar atenção aos detalhes do altar, que é muito bonito. Quem observa a parte externa, não imagina a beleza de seu interior.

Dali, fomos caminhando para a Praça do Carmo, onde estão a Igreja e o Convento Nossa Senhora do Carmo, que na verdade formam o Conjunto Arquitetônico do Carmo, com a Igreja da Ordem Primeira e Ordem Terceira e o Convento. A construção do Convento data do século XVII e a das Igrejas do século XVIII, em estilo barroco. Vale lembrar que  a Igreja da Ordem Terceira também é conhecida como Igreja de Nosso Senhor dos Passos e foi nesse convento que a Irmã Dulce começou sua vida como freira em 1933 e tem uma sala em sua homenagem.

Igreja e o Convento Nossa Senhora do Carmo
Detalhe do Teto Original da Ante-sala da Igreja da Ordem Primeira

Também visitamos a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, que era conhecida como a Igreja dos Homens Pardos. Sua construção data do século XVII, mas ficou fechada por um longo período. Seu processo de restauração só começou no final do século XX. Sua arquitetura é mais simples do que as outras igrejas que visitamos anteriormente, porém não deixa de valer a pena a visita.

Também visitamos a Antiga Igreja e Santa Casa de Misericórdia, que hoje em dia abriga o Lar Imaculada Conceição. Sua construção data do século XVII e utiliza o estilo barroco. Esse lar desenvolve vários projetos de inclusão social e foi ali que encontramos os tradicionais bricelets de São Cristóvão, que são um tipo de biscoito fabricado pelas freiras. Também encontramos uma gruta muito bonita no jardim!!!

Antiga Igreja e Santa Casa de Misericórdia / Atual Lar Imaculada Conceição

Antes de voltarmos para Aracaju, fomos conhecer uma celebridade da cidade: a Dona Mirian e seu famoso Presépio, que conta com mais de 700 peças e fica exposto na sala de sua casa. Sua paixão por presépios começou desde os 12 anos e continua até hoje.

O Presépio da Dona Mirian
Detalhes do Presépio

Ah! Só mais um apontamento, o passeio de hoje não é muito recomendado para quem necessita de acessibilidade, mas se você tiver muita vontade de conhecer, pode ir fazendo o trajeto de carro e descendo nos pontos específicos.

Roteiro do Sétimo Dia: Parque dos Falcões / Teleférico do Parque da Cidade / Mirante de Nossa Senhora da Conceição / Museu da Gente Sergipana

Nosso primeiro passeio do dia foi pra conhecer um lugar muito especial: o Parque dos Falcões, que fica na cidade de Itabaiana, a cerca de 45km de Aracaju. Esse parque foi fundado no ano 2000 por José Percílio e Alexandre Correia. Mas a paixão de José Percílio pelos animais começou desde sua infância e continua…

O Parque dos Falcões conta com mais de 300 aves e é autorizado pelo Ibama para a criação de aves em cativeiro, sendo uma referência na reabilitação desses animais, que na maioria das vezes chegam aqui vítimas de maus-tratos e/ou resgatados do tráfico. Os ingressos custam a partir de R$15 para crianças de 8 a 12 anos e R$25 para adultos. As visitas acontecem das 9h às 14h e são mediante agendamento. Ah! Esse passeio também pode ser feito por quem necessita de acessibilidade! Mais informações estão no site: www.parquedosfalcoes.com.br

A Poderosa Harpia

O cuidado e o carinho que as aves recebem no parque realmente impressiona. O Tito (Gavião Carcará), que é o mascote do Parque vive passeando por lá. Vale muito a pena a visita. E ainda tivemos a oportunidade de segurar algumas corujinhas e até um falcãozinho. É muita fofurice para um passeio só!!!!

“Se encostar leva bicada….”

Depois desse passeio incrível, voltamos para o hotel, onde almoçamos e nossos pais ficaram descansando, enquanto minha irmã e eu fomos passear mais um pouco. Pegamos um táxi e fomos para o Parque da Cidade (ou Parque José Rollemberg Leite), que fica numa Reserva de Mata Atlântica, tem um mini-zoológico e ainda um passeio de Teleférico (que você que acompanha o blog já sabe que eu adoro!). A entrada do Parque e do Zoo é gratuita e funciona de terça à domingo das 8h30 às 17h. Já o teleférico é pago (R$20 – inteira e R$10 – meia entrada), mas super compensa porque a vista é linda!

Do seu percurso de 600m é possível apreciar o verde do parque e o zoológico e no final tem o Mirante e a Imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Aracaju. Não descemos para andar pelo parque o visitar o zoológico porque estava corrido, mas se você estiver com tempo pode aproveitar para curtir o verde. Mais detalhes estão no site:
https://www.aracaju.se.gov.br/index.php?act=leitura&codigo=46009

As Emas no Zoológico vistas do Teleférico

Saímos do Parque rapidinho, pegamos outro táxi e fomos para o Museu da Gente Sergipana, que fica no centro de Aracaju, foi inaugurado em 2011 e conta com total acessibilidade. É considerado o primeiro museu de multimídia interativo do Norte e Nordeste. Sua tecnologia lembra bastante o Museu do Futebol em São Paulo.

O prédio em que está instalado foi construído em 1926 e totalmente restaurado para o museu, que conta com vários espaços expositivos, como uma sala dedicada à literatura de cordel, onde os visitantes podem declamar ao versos como se fosse um karaokê e depois postar na internet.

Ane soltando a voz na Literatura de Cordel

Outra parte que gostei bastante foi a área temática “Nossos Leitos”, na qual o visitante senta num barco, dentro de um túnel e acompanha projeções em 360°de toda a fauna e flora de Sergipe. É lindo!!!! Além de áreas que reproduzem as feiras, roupas, roças, festas, sotaques, entre outras peculiaridades da região. E também apresenta exposições temporárias e outros eventos. Vale muito a pena esse mergulho na cultura sergipana!!! O museu funciona de terça à sexta das 10h às 16h e aos sábados, domingos e feriados das 10h às 15h. A entrada é gratuita e mais informações estão no site: www.museudagentesergipana.com.br.

Roteiro do Oitavo Dia: Orla Pôr-do-Sol / Ilha dos Namorados / Crôa do Goré

Acordamos cedo e seguimos em direção a Mosqueiro, que está a cerca de 23km de Aracaju, onde fica a Orla Pôr-do-Sol, famosa pela beleza do Sol se pondo em tons alaranjados no Rio Vaza-Barris (não tivemos a oportunidade de ver esse espetáculo, mas se você for, nos conte nos comentários como foi essa experiência). Mas é dessa Orla bem bonita e estruturada que partem as catamarãs em direção à Ilha dos Namorados e à Crôa do Goré que são os passeios de hoje.

Embarcamos no Catamarã Velho Chico, navegando pelo Rio Vaza-Barris, apreciando toda a beleza ao nosso redor e com direito a uma hidromassagem natural. Como assim? Calma que eu te explico: no meio do barco tem redes ao invés do fundo de madeira para que a pessoa possa deitar e sentir a massagem da água, enquanto o barco vai deslizando pelo rio… É uma sensação muito boa, no começo parece meio difícil de se equilibrar para deitar, mas vale muito a pena. Se você pegar um catamarã assim não deixe de viver essa experiência e depois me conte como foi.

Aproveitando a Hidromassagem Natural

Nossa primeira parada foi na Ilha dos Namorados, que fica entre o Rio Vaza-Barris e o ao Oceano Atlântico. A praia, que surge na maré baixa, tem areia fininha e águas calmas. É um momento perfeito para relaxar!!!!

Chegando na Ilha dos Namorados

Voltamos para o catamarã e durante o percurso, passamos por uma região de Mangue que é uma paisagem única!!!

E finalmente chegamos ao ápice do passeio de hoje: a Crôa do Goré que é um banco de areia formado no meio do Rio Vaza-Barris pelo movimento da maré, ele aparece no meio da manhã e fica até o meio da tarde, depois é encoberto pela água. Por isso os passeios tem horário certo para acontecer e todo o aparato de mesas e cadeiras precisa ser recolhido para o bar flutuante, ficando só as tendas de palha. Uma curiosidade em relação ao nome é que “crôa” significa um banco de areia que surge quando a maré está baixa e “goré” é um mini-caranguejo que vive nos manguezais, provavelmente deveria ter muitos desse no mangue ao redor. É um passeio maravilhoso! E vale lembrar que esse passeio também tem acessibilidade: a tripulação é qualificada e a embarcação tem adequação para cadeirantes e oferece cadeiras para banho para que possam desfrutar ao máximo desse paraíso!!!

Na Crôa do Goré

Aproveitar essas águas calmas em meio a uma paisagem encantadora e ser testemunha da perfeição da natureza com o efeito da maré é um presente!!! E com certeza uma maneira muito especial de nos despedirmos de Aracaju, já que nosso voo para São Paulo é logo mais. Muita gratidão a Deus por mais essa viagem e pelos momentos mais que especiais que passamos aqui!!!

Ah! Tive a oportunidade de participar do Programa “Qual Viagem” do Querido Tony Auad, e na entrevista falamos sobre Sergipe e sobre as dicas aqui do blog. Já postei no nosso canal do youtube, dá só uma olhadinha como foi : https://youtu.be/EBSMQjf8Jyg

Até breve!!! Te espero na nossa próxima postagem!!!

Rio Vaza-Barris na Orla do Pôr-do-Sol

Tour em Poços de Caldas

Hoje te convido a me acompanhar nessa expedição por Poços de Caldas, uma cidade ao sul de Minas Gerais, que fica a aproximadamente 260 km da Capital de São Paulo e é bem conhecida pelas propriedades terapêuticas de suas águas e que vai completar 147 anos nesse ano de 2019.

A cidade fica sobre uma área vulcânica desativada e tem duas fontes de águas sulfurosas a 45°C na superfície: a Fonte dos Macacos e o Thermas Antônio Carlos.

Vamos começar nosso tour?

Portal de Poços de Caldas

Roteiro do Primeiro Dia – Fábrica de Cristais / Shopping Poços de Caldas

Meus companheiros de viagem mais uma vez foram meus pais e minha irmã (quem acompanha o blog sabe que eles são fiéis escudeiros das minhas aventuras). Saímos de São Paulo numa sexta-feira às 9h40 e chegamos em Poços de Caldas por volta das 13h. Nos hospedamos na AFPESP (Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo), mas se você não for associado ou convidado de um associado, não se preocupe, ali no centro tem várias opções de hotéis para todos os bolsos e gostos. Com certeza você vai encontrar algum que te agrade. E se for funcionário público associado aproveite para desfrutar dos benefícios dessa Unidade de Lazer.

Deixamos nossa bagagem no quarto e fomos almoçar na Associação mesmo (a hospedagem é com pensão completa). Ainda durante o almoço, começou a chover, o jeito foi aproveitar os ambientes da colônia de férias, descansar um pouco e esperar a chuva passar…

Hall da AFPESP

Como a chuva não passou, tivemos que adaptar o roteiro que eu tinha programado. Então fomos para lugares fechados, que faríamos em outros dias. Aproveitamos para conhecer a fábrica e loja: “Cristais Cá d’Oro”. Foi muito interessante ver o processo de fabricação do cristal ou vidro artístico (como eles chamam). É tão mágico ver como a areia, o carbonato de cálcio e outros elementos misturados (que podemos tocar na visitação) ao serem submetidos a altas temperaturas, moldados e soprados se transformam em belíssimas peças. Essa técnica foi trazida por Mario Seguso da Ilha de Murano (em Veneza na Itália) em 1945, quando chegou ao Brasil para fazer uma coleção em homenagem aos 400 anos de São Paulo. E apaixonado pelo país, em 1965 fundou a Cristais Ca d’Oro em Minas Gerais, que até hoje é administrada por sua família.

Não é permitido filmar ou fotografar a fábrica, mas no próprio site da loja tem um vídeo de apresentação no qual você pode conhecer um pouquinho desse processo: www.cristaiscadoro.com.br. A loja é linda e fica difícil escolher o que levar de lembrança pra casa. Tem peças de todos os valores, está certo que as mais detalhadas são bem caras em virtude do trabalhoso processo de sua fabricação, mas tem outras com preços mais acessíveis que dá pra levar como souvenir e mesmo que você não queira comprar nada vale a visita. O endereço da fábrica e horário de visitação estão no site: www.cristaiscadoro.com.br/enderecos/fabrica-e-loja/.

Família na Cristais Ca d’Oro

De lá seguimos para o Shopping Poços de Caldas (www.pocosdecaldasshopping.com.br  – Av. Silvio Monteiro dos Santos, 180), que foi inaugurado em 2005 e tem uma grande variedade de lojas, além de supermercado, cinema e até um estúdio da Rádio Nativa FM. É uma boa opção de passeio pra quem gosta de shopping (como eu) e também num dia chuvoso como hoje.

Fachada do Shopping

Roteiro do Segundo Dia – Mercado Municipal / Cristo Redentor / Zoo das Aves / Cachoeira Véu das Noivas / Cascata das Antas / Represa Bortolan / City Tour Central / Noite: New York Pub

Acordamos bem cedo para aproveitar o dia já que o sol nos presenteou com sua presença. Começamos nosso passeio pela Fonte das Rosas, que fica na Praça Brasil, uma praça bem bonita e muito bem cuidada. Além da fonte, outra atração da Praça é o telefone público em formato de rosa. Um charme!!

Fonte das Rosas
Telefone de Rosa

Do outro lado da rua fica o Mercado Municipal de Poços de Caldas (http://pt-br.facebook.com/mercadomunicipalpocosdecaldas/) que está localizado na Rua Pernambuco s/n desde 1969 e oferece uma grande variedade de produtos típicos da região, como queijos, doce de leite, sabonetes artesanais entre outros produtos. Funciona de segunda a sábado das 7h às 18h e domingo das 7h às 12h. Vale a pena dar uma passadinha e levar uma ecobag para carregar as compras caso você se empolgue.

Continuamos nosso passeio, agora em direção à Serra de São Domingos, onde está o Cristo Redentor, um monumento de 30 m de altura (sendo 16 m da imagem de Cristo e 14 m do pedestal) e que fica a uma altitude de 1686 m do nível do mar. A vista da cidade de lá é linda!!! A imagem do Cristo pesa 120 toneladas e são 52 degraus para se chegar até o primeiro patamar onde começa o pedestal. O monumento foi inaugurado em 1958 e foi idealizado por José Raphael Santos Neto. O lugar transmite uma paz e tem uma energia muito boa!!! A entrada é gratuita e o acesso pode ser feito de carro (como nós fomos por conta ou por excursão), a pé pela mata na Trilha do Cristo ou pelo Teleférico que sai do Parque Affonso Junqueira (que faremos no roteiro de amanhã). Depois da chuva de ontem, ter um sol e um tempo aberto assim com essa vista maravilhosa é realmente um presente de Jesus Cristo!!! Muito Obrigada, Senhor!!!

Família no Cristo Redentor
Cristo Redentor
Vista do Cristo

Ali perto, também fazendo parte do Parque Municipal da Serra de São Domingos está a Pedra Balão, que é um conjunto de pedras sobrepostas com aproximadamente 10 m de altura e recebeu esse nome porque seu formato parece com um balão dirigível. Como a natureza é perfeita e caprichosa!!! Vou te contar um segredinho: tem uma escada para subir na pedra e fazer fotos bem legais (como a pedra estava escorregadia por conta da chuva de ontem, não arrisquei subir, mas se você for, me conta nos comentários como foi a sensação de estar no topo).

A entrada pra Pedra Balão é também é gratuita e o acesso é por meio de carro/moto ou excursão (o Teleférico não chega até lá e também não tem uma trilha específica como a do Cristo). A paisagem é realmente linda e minha irmã até fez um novo amigo: um jumentinho que estava pastando por ali.

Agora nos dirigimos para o outro lado da cidade, para visitar o Zoo das Aves, que tem a proposta de aliar preservação ambiental e entretenimento sustentável, através da observação e contato com as aves. São cerca de 2.000 aves e aproximadamente 200 espécies. Os recintos de imersão são uma experiência única, nesses recintos os animais ficam soltos e a pessoa entra para ter um contato mais próximo. Além desses recintos de imersão, tem os recintos comuns e também o espaço do Grande Lago, onde várias espécies ficam soltas.

Como falei, o Zoo das Aves tem uma preocupação com a preservação ambiental e muitos dos animais de lá foram resgatados de maus-tratos e tráfico de animais, entre eles está o Tucano Ray Charles, que teve os olhos perfurados, perdendo a visão total do olho esquerdo e parcial do direito, por isso, não pode ser devolvido à natureza, mas recebe todo o cuidado no Zoo. Ele é muito fofo!!!! Só por ele já compensaria a visita, porém esse passeio tem muito mais a nos oferecer. Os ingressos custam R$15 para idosos e crianças e R$25 para adultos. Mais informações estão no site: www.zoodasaves.com.br.

Com o Tucano Ray Charles

Nesse mesmo lado da cidade, não muito distante dali fica a Cachoeira Véu das Noivas que fica no Parque Véu das Noivas. A cachoeira possui três quedas d’água e a principal tem 10m de altura por 15m de largura e é realmente muito bonita, mas é uma pena que é poluída. O complexo também conta com uma feirinha de artesanato que funciona onde era o antigo restaurante, alguns quiosques de lanches e um trenzinho que faz um passeio muito curto e o condutor não explica nada sobre as árvores ou cachoeira (eu particularmente esperava mais desse trenzinho pelo que tinha visto na internet). De qualquer forma pela cachoeira vale a visita. A entrada do complexo e o estacionamento são gratuitos e o passeio de trenzinho custa R$2,00 por pessoa.

Cachoeira Véu das Noivas

Da cachoeira voltamos para a Associação para almoçarmos e depois fomos fazer nosso tour da tarde. Começamos pela Cascata das Antas, que fica relativamente próximo à Cachoeira Véu das Noivas (Av. Silvio Monteiro dos Santos, s/n – Vale das Antas) e tem quedas d’água com mais de 50 m de altura, com uma paisagem de tirar o fôlego. O complexo ainda conta com um lindo bosque de vegetação nativa, ruínas da primeira usina hidrelétrica Força e Luz (que foi inaugurada em 1898) e a atual hidrelétrica: UHE: Engenheiro Affonso Junqueira – Usina das Antas. Vale lembrar que Poços de Caldas foi uma das primeiras cidades brasileiras a gerar sua própria energia elétrica. A única coisa que entristece é que as águas da cascata são poluídas… A visitação é gratuita e o funcionamento é de segunda a sexta das 8h às 17h30 e aos finais de semana e feriado das 8h às 18h.

Que vista incrível da Cachoeira das Antas!!!!

Nossa próxima parada foi na Represa Bortolan, que é um dos cartões postais da cidade e conta com cerca de 5 km² de extensão, que são muito utilizados para a prática de esportes náuticos. Gostaríamos de ter feito o passeio de escuna, mas esta estava em manutenção, então vai ter que ficar para uma próxima visita. Na represa também é possível passear de pedalinho, ou simplesmente sentar-se em um dos bares os restaurantes nas suas margens e ficar contemplando sua beleza. A represa fica na Av. João Pinheiro s/n e o acesso também pode ser feito pela Rodovia José Aurélio Vilela Km 8.

Seguindo em direção ao centro da cidade, paramos no Parque Municipal Antônio Molinari (que também fica na Av. João Pinheiro s/n) e é uma ótima opção para relaxar, ter contato com a natureza e ainda praticar esportes. O parque oferece pista de bicicross, cooper, skate, quadras, entre outros.

Aproveitamos também para atravessar a rua e tirar fotos na margem do Ribeirão de Poços de Caldas, um rio que corta a cidade e essa importante avenida que é a Avenida João Pinheiro.

Avenida João Pinheiro

Chegando ao centro da cidade, começamos nosso City Tour pelo Parque José Affonso Junqueira, que é um lindo e muito bem cuidado parque. Além de belos jardins e árvores frondosas, o parque conta com a Fonte Luminosa (que estava em manutenção, mas já vi as fotos de quando está funcionando e é um charme) e com o Palace Casino, que foi inaugurado em 1931 como um imponente cassino, com nobres salões e uma arquitetura primorosa. Mas com a proibição de cassinos no Brasil, tornou-se um espaço para eventos.

Parque José Affonso Junqueira
Fonte Luminosa

Ao lado do Parque, na Praça Getúlio Vargas, fomos conhecer o famoso Relógio Floral, que é formado por pequenos arbustos representando os números e por ponteiros motorizados para marcar o horário, e ornamentado com pequenas plantas. Um belo registro para guardar da sua visita à cidade!

Relógio Floral

Também no entorno da Praça Getúlio Vargas, fica o Espaço Cultural da Urca, que foi inaugurado na década de 40 como “Cassino da Urca”, inspirado no Cassino da Urca do Rio de Janeiro, tornando-se uma das mais importantes casas de jogos do Brasil. Mas com a proibição desses jogos em 1946, passou a ser utilizado para diversas outras finalidades: faculdade, Centro Administrativo Municipal e espaço cultural. E desde a restauração de 1996, tornou-se o “Espaço Cultural da Urca”, que conta com salas para exposição e um teatro com lotação de 500 expectadores.

E do outro lado da rua fica a Antiga Estação Ferroviária e Atual Centro de Informações Turísticas, um prédio muito bonito e histórico, conservando a arquitetura da Estação Ferroviária que foi inaugurada em 1886.

Atravessamos novamente o Parque José Affonso Junqueira e fomos para outra praça que fica ao lado do Parque: a Praça Elisiário Junqueira que abriga outro cartão postal da cidade: o Calendário Floral, formado por várias flores, plantas, pedrinhas e placas de cimento e que registra a data, o dia da semana e a estação do ano, com atualização diária. É um ótimo lugar para tirar fotos e registrar seu passeio!

Calendário Floral

Nessa mesma praça fica a Fonte Pedro Botelho ou Fonte do Leãozinho, que também tem águas sulfurosas, mas estava desligada. De qualquer forma valeu a visita pela bela escultura do leãozinho.

Ali próximo fica outra praça bem tradicional da cidade: a Praça Pedro Sanches que é muito bonita e bem conservada, sua inauguração foi em 1920. Ela abriga o Coreto, que serve de palco para apresentações musicais e o Monumento Minas ao Brasil que fica no centro da praça. Também é dessa praça que parte o passeio de trenzinho/jardineira que vamos fazer no roteiro de amanhã.

Nessa Praça também fica o requintado Palace Hotel, que foi inaugurado na década de 30, fazendo parte do Complexo Hidrotermal e Hoteleiro, juntamente com o Palace Cassino e o Thermas Antônio Carlos. Devido ao luxo e a imponência de sua arquitetura já hospedou e ainda hospeda importantes nomes da sociedade brasileira e mundial.

Agora sim fomos para um dos momentos mais esperados da viagem. Voltamos para perto da Fonte do Leãozinho e fomos no Thermas Antônio Carlos (deixamos esse por último para aproveitar o banho termal e voltar para o hotel para relaxar um pouco). Esse é um dos lugares de Poços de Caldas que tem águas sulfurosas terapêuticas a 45°C na superfície e foi um dos primeiros estabelecimentos termais do país. O Thermas foi inaugurado em 1931 e depois passou para a iniciativa privada. Atualmente é administrado pela Codemge. Sua construção arquitetônica já impressiona, o estilo é o neorromano e os vitrais do teto são belíssimos. Mesmo que você não vá fazer os banhos, vale a visita pelo local. E se você não resistir e quiser usufruir dos benefícios dos banhos termais, vale muito a pena!!! Eles custam a partir de R$25 (durante a semana) e R$30 (aos finais de semana) por 20 minutos. Eu escolhi o de hidromassagem por R$40.  É muito relaxante!!!  Se puder, leve sua toalha de banho, senão é preciso alugar lá (R$ 10). Além dos banhos, o Thermas Antônio Carlos oferece massagens, ofurô, sauna, medicina oriental, entre vários outros serviços. Mais informações estão no site: www.codemge.com.br/atuacao/turismo/turismo-de-lazer/

Fachada do Thermas Antonio Carlos

Depois desse banho super relaxante, voltamos pra Associação para jantar, descansamos um pouco e fomos curtir a noite de Poços de Caldas no New York Pub (www.newyorkpub.com.br – Rua Rio de Janeiro, 243), um ambiente bem aconchegante e com música boa. Uma ótima opção para começar as comemorações do meu aniversário. À meia-noite já estava celebrando…

Roteiro Terceiro do Dia – Museu Histórico e Geográfico / Fonte dos Macacos / Igreja Nossa Senhora da Saúde / Fonte dos Amores / Recanto Japonês / Igreja São Domingos / Teleférico / Passeio de Trenzinho / Mi Casita Sorveteria / Sá Rosa Café / Calendário Floral

Nosso domingo começou com a visita ao Museu Histórico e Geográfico, que foi inaugurado em 1972 para comemorar o centenário da cidade e funcionava em outro local, sendo transferido para o atual em 1996. O edifício que visitamos foi construído no final do século XIX e é conhecido como “Vila Junqueira”, sendo que o termo “vila” refere-se a sua arquitetura italiana típica do século XVIII e a família “Junqueira” residiu ali na década de 1920. O prédio também já serviu de hospedaria e de escola, antes de se tornar museu.

Museu Histórico e Geográfico

A arquitetura do prédio já é um convite à visitação e o acervo mais ainda. São móveis e utensílios desde os mais simples de uma casa de caboclo, até os mais requintados, como louças de porcelana, prataria, cristais, poltronas, etc. Tem acervo fotográfico, telégrafo e uma máquina que controlava os trens, coleção de dinheiro, máquinas fotográficas, mesas de jogos de cassino e também na parte geográfica, uma variedade de pedras que foram encontradas na região. O museu fica na região central (Rua Padre Henry Mothon, s/n), a entrada é gratuita e funciona de terça a sábado das 12h às 18h e aos domingos das 8h às 12h.

Máquina de Controle Ferroviário

Nossa próxima parada foi na Praça D. Pedro II ou Praça dos Macacos, onde fica a Fonte dos Macacos, que é o segundo lugar de Poços de Caldas que tem as águas sulfurosas a 45°C na superfície. Ela recebeu esse nome porque antigamente os macacos vinham para se banhar nessa fonte (hoje os macacos são encontrados na Fonte dos Amores e no Recanto Japonês que vamos visitar daqui a pouco). A água é realmente bem quente e tem um cheiro forte, mas vale a pena senti-la na sua pele.

Também é nessa Praça que fica a Feirinha de Artesanato ou FEARPO, que oferece belos artesanatos e produtos típicos da região. Vale dar uma passadinha por lá e aproveitar para conhecer o Balneário Mário Mourão, que tem banhos termais, como eu fui no domingo de manhã (por volta das 10h) estava fechado, embora a placa indicasse funcionamento até às 11h30. Se quando você for estiver aberto, nos conte nos comentários como foi sua experiência. Pela placa deu pra descobrir que as toalhas lá também são alugadas (se quiser já leve a sua) e os banhos de imersão custam a partir de R$20 por 20 minutos, mas a estrutura pareceu ser bem menor e mais simples que o Thermas Antônio Carlos, que fomos ontem.

Balneário Mário Mourão

Ali perto da Praça D. Pedro II, um quarteirão para baixo fica a Basílica de Nossa Senhora da Saúde, que foi construída entre 1937 e 1954, quando foi reconhecida como basílica pelo Vaticano. É uma construção belíssima, em estilo eclético e neorromânico, que foi tombada pelo Patrimônio Artístico e Histórico do Município em 1994. Conseguimos pegar o finalzinho da missa e ainda receber a benção final e dos objetos. Foi um presente de aniversário!!! Que Nossa Senhora da Saúde, padroeira de Poços de Caldas, abençoe a todos nós!!!!

Agora fomos para o outro lado, um pouquinho mais distante ali do centro, visitar a Fonte dos Amores, que foi criada em 1929 e recebeu esse nome em virtude da estátua de mármore de um casal abraçado, representando o amor. A fonte fica ao lado dessa estátua e também tem uma queda d’água lindíssima, tudo isso no meio de um bosque. É um cenário encantador!!!!

Mas antes de chegar na Fonte dos Amores, localizada numa parte mais alta, fomos recepcionados pelos Macacos Prego, que ficam andando livremente pelo bosque e vem até os visitantes para ganhar bananas (que são vendidas na lanchonete para evitar que os fofuchos sejam alimentados com algo inadequado – existem várias placas alertando para ter cuidado em relação a isso). Os macaquinhos são muito fofos, vem pegar na sua mão a até levam sua bolsa se você não ficar atento. É uma experiência apaixonante!!! Dá vontade de ficar lá o tempo todo em contato com eles. Então lembre-se de anotar no seu roteiro que os macacos ficam na Fonte dos Amores e não na Fonte dos Macacos, para não se decepcionar. A visitação à fonte a aos macacos é gratuita e o parque fica na Rua Piauí n°1 e abre diariamente das 8h30 às 17h30.

Que presente da Natureza!!!!

De lá seguimos para o Recanto Japonês, que é um jardim em estilo japonês, com um lago de carpas, um quiosque chamado de “Caramanchão Azumaya” (réplica do Manj-Tei do Palácio Imperial Japonês), pequenas quedas d’água e a Fonte dos Três Desejos: Amor, Saúde e Inteligência. Ele é cercado por mata nativa e conta com pequenas trilhas para quem quiser apreciar mais o contato com a natureza. O Recanto Japonês fica na Rua Amapá s/n, a entrada é gratuita e funciona diariamente das 8h às 17h30. Lá também é possível ver alguns macaquinhos (não tanto quanto na Fonte dos Amores), mas é um presente ver essas fofuras passeando livremente pelo bosque!!!

Família no Recanto Japonês

Na volta para o centro, passamos na Igreja de São Domingos, que fica na R. Padre Henry Mothon, 10 e foi construído em 1952. Sua fachada em pedra é belíssima, em seu interior há lindos vitrais e no altar um belo mosaico retratando o recebimento do rosário por São Domingos de Gusmão das mãos de Nossa Senhora.

Mosaico e Altar

Almoçamos na Associação, nossos pais ficaram por lá para descansar um pouco, e minha irmã e eu fomos andar de Teleférico para ir novamente no Cristo. O teleférico sai do Parque José Affonso Junqueira e vai até o Parque da Serra de São Domingos, percorrendo um trajeto de 1,5km a uma altura de aproximadamente 20m. As cabines são fechadas e acomodam até 4 pessoas. A vista é belíssima. Postei um vídeo na página do blog no youtube para você sentir um pouquinho de como é esse passeio. Dá uma olhadinha lá: https://youtu.be/98QMSbUq2nI

A visita ao Cristo é sempre emocionante e estar aos Seus pés e receber as bençãos no dia do aniversário é muito mais que um presente divino!!! Muita Gratidão a Deus por esse momento!!!! Ah! O passeio de Teleférico custa R$25 (ida e volta) e R$15 (somente ida) e funciona de segunda a sexta das 12h30 às 17h, sábado das 9h às 17h e domingo das 9h às 16h. Esse é um dos passeios bem típicos da cidade!

Na volta do teleférico, fomos para a Praça Pedro Sanches fazer o Passeio de Trenzinho/ Jardineira, enquanto esperávamos para sair, fomos passear pela praça, tirar fotos no Coreto, já que hoje estava mais tranquilo.

O passeio de Trenzinho/ Jardineira dura cerca de 30 minutos e percorre o Centrinho de Poços de Caldas, passamos pela Basílica de Nossa Senhora da Saúde e pela Praça Pedro II/ Fonte dos Macacos (que já tínhamos visitado no período da manhã), entre outros pontos, enquanto o motorista vai nos contando sobre os lugares.

E uma das curiosidades que descobrimos nesse passeio, foi que as pilastras e estruturas em concreto elevada que vimos ao longo da Avenida João Pinheiro (nas margens do rio) eram para o percurso do Monotrilho, que foi inaugurado no ano 2000, mas funcionou só por duas semanas porque a estrutura foi condenada e teve sua operação suspensa. Mas há a esperança que a prefeitura atual retome esse projeto. Vamos torcer!!! O Monotrilho está estacionado no Terminal de Ônibus, próximo ao cruzamento da Francisco Salles com a Assis Figueiredo, caso você tenha curiosidade de conhecer. E você pode observar na foto da Estação do Monotrilho, que abaixo (do lado direito), tem um parquímetro, para que você possa registrar seu veículo, pagar um determinado valor e colocar seu carro no estacionamento rotativo na rua (como se fosse a “Zona Azul” aqui de São Paulo). Achei bem prático e mais fácil do que ter que baixar aplicativo no celular, principalmente se você é turista (não sei se lá também tem a opção de aplicativo para os moradores). Esses parquímetros estão espalhados por toda a cidade e os valores que paguei foram R$ 1,50 pelo período do 1h30 e R$ 2,10 pelo período de 2h em locais diferentes, não sei se os valores/tempo variam de acordo com o lugar, mas os preços são bem acessíveis.

Monotrilho

Ainda passeando ali pelo centrinho, próximo à Praça Pedro Sanches, descobrimos a Mi Casita Sorveteria, que é bem charmosa e vende sorvetes com wafer, você escolhe entre os diversos sabores e eles montam o “sanduíche” com wafer na hora (custa R$ 9,00). Uma ideia bem bacana e saborosa!!!

Continuando nosso momento “gordices”, fomos para o Sá Rosa Café, que fica ali perto na R. Prefeito Chagas, 81. Essa charmosa cafeteria foi fundada em 2005 com o propósito de oferecer cafés brasileiros especiais, num ambiente com design clássico e aconchegante, cuja fachada é de um prédio histórico de 1929 restaurado. A tradição em café da família Medri data de 1987, quando abriram a primeira casa de cafés e a partir daí foram se expandindo e se tornando tradição na cidade. Como tínhamos acabado de tomar sorvete e estava calor, optamos por bebidas frias à base de café. O sabor estava divino!!! E aproveitamos para levar um pacote de café para minha mãe fazer quando chegar em casa e sentir todo esse gostinho… Ah! O Sá Rosa Café também administra o Café Concerto que fica no Parque José Affonso Junqueira. Mais detalhes estão no site: www.sarosacafe.com.br.

Saboreando as delícias do Caffè Sá Rosa e Frappè Sá Rosa
Hoje pode…

Na volta para o hotel, passamos no Vagão A11, um trailer lanchonete muito estiloso, que estava fechado, mas nos proporcionou belas fotos e depois fomos novamente no Calendário Floral para registrar o dia de hoje: um jeito todo especial de comemorar meu aniversário e de fechar com chave de ouro nossa visita a essa linda cidade de Poços de Caldas!!

Muito obrigada Poços de Caldas por fazer meu dia mais que especial!!!!